Posts tagged ‘Pe. Nicola Bux’

16 setembro, 2012

Foto da semana.

Salvador, 12 de setembro de 2012, festa do Santíssimo Nome de Maria: Monsenhor Nicola Bux — Consultor de diversos dicastérios romanos e autor do livro ‘Como ir à missa e não perder a Fé‘ — celebra Santa Missa solene na Basílica Santuário do Senhor Bom Jesus do Bonfim, por ocasião do III encontro Summorum Pontificum. Mais fotos aqui.

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20 julho, 2012

Pe. Gaudron responde Mons. Bux sobre Arcebispo Mueller.

Por Blog do Angueth

Padre Mathias Gaudron, da FSSPX, em entrevista ao Gloria TV.

Padre Mathias Gaudron, da FSSPX, em entrevista ao Gloria TV.

O site do distrito alemão da FSSPX, pius.org, fez uma entrevista com Pe. Mathias Gaudron, um padre da Fraternidade de São Pio X que ensina teologia dogmática.

A discussão sobre as controvertidas afirmações do bispo (agora arcebispo) Gerhard Ludwig Mueller relativas à Virgindade de Nossa Senhora está atraindo atenção crescente. Uma gama enorme de portais na Internet apresentam contribuições que são a favor ou contra tais afirmações.

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27 abril, 2012

Padre Nicola Bux e o perigo do Vaticano II como “super-dogma”. “Com a hermenêutica da reforma na continuidade, o Papa ofereceu um critério para afrontar a questão e não para fechá-la. Não se pode ser mais papista que o Papa”.

Teólogo, liturgista, consultor do Gabinete para as Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice e das Congregações para a Doutrina da Fé e para as Causas dos Santos, monsenhor Nicola Bux, nascido em 1947, é conhecido como “muito próximo do Papa Bento XVI”. E precisamente ele, pouco mais de um mês atrás, deu o que falar no ambiente eclesial com uma carta aberta ao superior geral e aos sacerdotes da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, fundada por Mons. Lefebvre, convidando-os a aceitar a mão estendida de Bento XVI.

Os observadores chegaram todos à conclusão mais lógica: o Papa quer fortemente a reconciliação.

Padre Nicola Bux.

Padre Nicola Bux.

Esta conclusão – explica monsenhor Bux ao Foglio – é ao mesmo tempo exata e imprecisa. É exata, porque Bento XVI quer esta reconciliação e pensa que não pode haver outra solução imaginável para o assunto da Fraternidade fundada por monsenhor Lefebvre. É imprecisa, se lhe atribuem um caráter político. Não há nada mais distante da mente deste Papa. Ratzinger é uma pessoa que não pensa e não atua em função da política eclesial. Por isso, muito frequentemente, é mal compreendido. E tanto mais vale isso para a questão da Fraternidade São Pio X: para ele, trata-se apenas do retorno definitivo e pleno à casa de muitos de seus filhos, que poderão fazer bem à Igreja.

Portanto, leituras de direita ou de esquerda seriam parciais, porém, não será fácil tirá-las do interior da própria Igreja. Como deveria se posicionar um católico em face a um acontecimento como a reconciliação entre a Santa Sé e a Fraternidade São Pio X?

É necessário reler com atenção o que Bento XVI escrevia em 10 de março de 2009 na “Carta aos bispos” para explicar as razões da remissão da excomunhão dos quatro bispos ordenados por monsenhor Lefebvre: “Podemos ficar totalmente indiferentes diante de uma comunidade com 491 sacerdotes, 215 seminaristas, 6 seminários, 88 escolas, 2 institutos universitários, 117 religiosos, 164 religiosas e milhares de fiéis? Devemos realmente deixá-los tranquilamente ir à deriva longe da Igreja? (…) Logo, o que será deles?”.

Aqui está o coração de Bento XVI. Penso que se muitos homens da Igreja atuassem segundo este coração, não poderiam mais que alegrar-se pela conclusão positiva desta questão.

Talvez a oposição à vontade de Bento XVI nasça do fato de que muitos fazem a equivalência: reconciliação com os lefebvristas é igual a desautorização do Vaticano II.

Veja, o primeiro “acordo”, se quisermos chamá-lo assim, ocorreu no Concilio de Jerusalém entre são Pedro e são Paulo. Portanto, o debate, ainda que seja feito pelo bem da Igreja, não é tão escandaloso.

Outra constatação: os que isolaram o Concilio Vaticano II da historia da Igreja e o supervalorizaram com relação às suas mesmas intenções, não duvidam em criticar, por exemplo, o Concilio Vaticano I ou o Concilio de Trento. Há quem afirme que a Constituição dogmática Dei Filius do Vaticano I foi suplantada pela Dei Verbum do Vaticano II: isso é teologia fantasiosa.

Por outro lado, parece-me boa teologia aquela que expõe o problema do valor dos documentos, de seu magistério, de seu significado. No Concilio Vaticano II existem documentos de valor diverso e, portanto, de força vinculante diversa, que admitem diversos graus de discussão. O Papa, quando ainda era o cardeal Ratzinger, em 1988, falou do risco de transformar o Vaticano II em um “super-dogma”. Agora, com a hermenêutica da reforma na continuidade, ofereceu um critério para afrontar a questão e não para fechá-la. Não se pode ser mais papista que o Papa. Os Concílios, todos os Concílios e não apenas o Vaticano II, devem ser acolhidos com obediência, porém, pode-se avaliar de maneira inteligente o que pertence à doutrina e o que deve ser criticado. Não por acaso, Bento XVI convocou o Ano da Fé, porque a fé é o critério para compreender a vida da Igreja.

Como católicos, se deixamos bater docilmente nosso coração com o de Bento XVI, que devemos esperar da reconciliação definitiva entre Roma e a Fraternidade São Pio X?

Certamente não a vingança de uma facção sobre a outra, mas sim um progresso na fé e na unidade que são o único testemunho para que o mundo creia. Que sentido há na retórica do diálogo com o ateu, com o agnóstico, com o suposto “crente de outra maneira”, se não há alegria pela reconciliação com os irmãos na fé? Nosso Senhor nos ensinou: não é o diálogo com o mundo o que converterá o mundo, mas sim a nossa capacidade de estarmos unidos. Nesse período, recorro frequentemente a uma oração composta pelo cardeal Newman: “Senhor Jesus Cristo, que quando estavas sofrendo orou por teus discípulos para que fossem um até o final, como és Tu com o Padre e o Padre contigo, derrubai os muros de separação que dividem os cristãos de diversas denominações. Ensina a todos que a Sé de Pedro, a Santa Igreja de Roma, é o fundamento, o centro e o instrumento desta unidade. Abri seus corações à Verdade, por tanto tempo esquecida, de que nosso Santo Padre, o Papa, é Teu Vigário e Representante. E assim como no Céu existe uma só companhia santa, assim sobre esta terra haja uma só comunhão que professe e glorifique o Teu Santo Nome”.

Tradução de Fratres in Unum.com a partir do texto em espanhol publicado em: La Buhardilla de Jerónimo

Fonte original: Messainlatino

22 março, 2012

Dom Williamson responde a Monsenhor Nicola Bux: que o Papa consagre a Rússia ao Imaculado Coração de Maria!

Fonte: Eleison Comments CCXLV | Tradução: Fratres in Unum.com

Monsenhor,

Em uma carta aberta de 19 de março endereçada a Dom Fellay e a todos os padres da FSSPX, o senhor apelou a nós para que aceitássemos a sincera e afetuosa oferta de reconciliação que o Papa Bento XVI está fazendo à FSSPX para a cura da longa fratura entre Roma e a FSSPX. Permita que um dos bispos da FSSPX tome para si a responsabilidade de lhe expressar o que pensa poder ser a resposta daquele “grande homem da Igreja”, Dom Lefebvre.

A sua carta começa com um apelo para “todo sacrifício em nome da unidade”. Mas não pode haver unidade Católica senão fundada na verdadeira Fé Católica. O grande Arcebispo fez todo sacrifício pela unidade na verdadeira doutrina da Fé. Infelizmente, as discussões doutrinais de 2009-2011 provaram que a fratura doutrinal entre a Roma do Vaticano II e a FSSPX continua tão grande como sempre. Mas a Fé sacrificada pela unidade seria uma unidade infiel.

É claro que a Igreja é uma instituição tanto humana como divina. É claro que o elemento divino não pode falhar, então é claro que a Igreja ao fim não pode falhar, e o sol nascerá de novo. Mas se poderia divergir quando o senhor diz que o amanhecer está perto, pois a verdadeira Fé que a FSSPX defendeu nas discussões não está brilhando desde a Roma do Vaticano II, do que decorre que nela a FSSPX não poderia estar em segurança. Nem poderia trazer luz se ela mesma adotasse a escuridão Conciliar.

A sinceridade do desejo do Papa em acolher de volta a FSSPX na “plena comunhão eclesial”, como demonstrada em uma série de gestos de verdadeira boa vontade, não está em dúvida, mas “uma profissão de fé comum” entre a FSSPX e aqueles que crêem no Vaticano II não é possível, ao menos que a FSSPX abandonasse aquela Fé que defendeu nas discussões. E quando a FSSPX grita “Deus não permita!” para essa deserção, longe de sua voz ser sufocada, ela é ouvida em todo o mundo.

Certamente, “esta é a hora apropriada”, certamente “chegou o momento favorável” para aquela solução aos cruéis problemas da Igreja e do mundo a que a Mãe do Céu há muito chama, e que depende apenas do Santo Padre. Esta solução clara há muito é conhecida.

Como os Céus poderiam ter deixado o mundo em tal agonia como a dos últimos 100 anos sem dar uma solução como aquela dada pelo Profeta Elias para a lepra do general sírio Namaã? Humanamente falando, a solução parecia ridícula, mas ninguém diria que era impossível. Ela pedia meramente alguma fé e humildade. O general pagão uniu suficiente fé e confiança no homem de Deus para fazer o que os Céus pediam, e, é claro, ele foi curado instantaneamente.

Que o Santo Padre reúna fé e confiança o suficiente na promessa da Mãe do Céu! Que ele agarre este “momento oportuno” antes que homens totalmente loucos tenham sucesso em lançar uma Terceira Guerra Mundial no Oriente Médio! Que ele, imploramos, suplicamos, salve a Igreja e o mundo ao fazer meramente o que a Mãe do Céu pediu. Não é impossível. Ela superaria todos os obstáculos em seu caminho. Certamente, apenas ele pode agora nos salvar de sofrimentos inimagináveis e desnecessários.

E se ele desejar qualquer apoio, na oração ou na ação, da humilde FSSPX para ajudá-lo a consagrar a Rússia ao Seu Imaculado Coração, em união com todos os bispos do mundo, que a Mãe do Céu reuniria, ele sabe que poderia contar primeiro e antes de tudo com o de Dom Fellay e dos outros três bispos da FSSPX, o menor dos quais é

Seu devoto servo em Cristo,

+ Richard Williamson.

[Atualização – 26 de março de 2012, às 08:07 – Um dia após a publicação de nossa tradução da coluna de Dom Williamson, recebemos uma versão corrigida, com alguns acréscimos (em negrito) e exclusões (grifadas) cuja tradução apresentamos abaixo].

RESPOSTA ABERTA À CARTA ABERTA DE MONSENHOR NICOLA BUX (Versão Corrigida)

(antecipando 24 de março de 2012, com permissão para cópia) Londres, 24 de março de 2012.

Monsenhor,

Em uma carta aberta de 19 de março endereçada a Dom Fellay e a todos os padres da FSSPX, o senhor apelou a nós para que aceitássemos a sincera e afetuosa oferta de reconciliação que o Papa Bento XVI está fazendo à FSSPX para a cura da longa fratura entre Roma e a FSSPX. Permita que eu, como um dos padres da FSSPX a quem o senhor se dirigiu, tome para mim o encargo de lhe dar a minha opinião quanto ao que poderia ter sido a resposta daquele “grande homem da Igreja”, Dom Lefebvre.

A sua carta começa com um apelo para “todo sacrifício em nome da unidade”. Mas não pode haver unidade Católica senão fundada na verdadeira Fé Católica. O grande Arcebispo fez todo sacrifício pela unidade na verdadeira doutrina da Fé. Infelizmente, as discussões doutrinais de 2009-2011 provaram que a fratura doutrinal entre a Roma do Vaticano II e a FSSPX continua tão grande como sempre. Mas a Fé sacrificada pela unidade seria uma unidade infiel.

Quanto a essa fratura mencionada em 19 de março como nada mais que “perplexidades remanescentes, pontos a serem aprofundados ou detalhados”, porém, em 16 de março, o Cardeal Levada foi categórico no sentido de que a posição tomada por Dom Fellay em 12 de janeiro é “insuficiente para superar os problemas doutrinais”. Dom Fellay certa vez observou como os clérigos de Roma podem divergir entre si, mas seja lá o que for a sua unidade, de qualquer maneira a Fé sacrificada pela unidade seria uma unidade infiel.

É claro que, como o senhor nos lembra, a Igreja é uma instituição tanto divina como humana. É claro que o elemento divino não pode falhar, então, é claro que a Igreja ao fim não pode falhar, e o sol nascerá de novo. Mas se poderia divergir quando o senhor diz que o amanhecer está perto, pois a verdadeira Fé que a FSSPX defendeu nas Discussões não está brilhando desde a Roma do Vaticano II, onde, de acordo com a FSSPX, não poderia estar em segurança. Nem poderia trazer luz se ela mesma adotasse a escuridão Conciliar.

A sinceridade do desejo do Papa em acolher de volta a FSSPX na “plena comunhão eclesial”, como demonstrada em uma série de gestos de verdadeira boa vontade, não está em dúvida, mas “uma profissão de fé comum” entre a FSSPX e aqueles que crêem no Vaticano II não é possível, ao menos que a FSSPX abandonasse aquela Fé que defendeu nas Discussões. E quando a FSSPX grita “Deus não permita!” para essa deserção, longe de sua voz ser sufocada, ela é ouvida em todo o mundo, e ela produz frutos católicos para  a Igreja, que, hoje em dia são a expectativa mais que a regra.

Certamente, “esta é a hora apropriada”, certamente “chegou o momento favorável” para uma solução aos cruéis problemas da Igreja e do mundo. Entretanto, é essa solução pela qual a Mãe do Céu há muito clama, e que depende apenas do Santo Padre. De fato, quando Nosso Senhor a colocou nas mãos de Sua Mãe, ela disse que nenhuma outra solução funcionaria, a fim de que Ele não pudesse deixar qualquer outra solução funcionar sem fazer a sua Mãe de mentirosa! Inconcebível.

A solução é conhecida há muito tempo, porque como os Céus poderiam ter deixado o mundo em tal agonia como a dos últimos 100 anos sem dar uma solução como aquela dada pelo Profeta Elias para a lepra do general sírio Namaã? Humanamente falando, banhar-se no Rio Jordão parecia ridículo, mas ninguém diria que era impossível. Era preciso somente alguma fé e humildade. O general pagão reuniu bastante fé e confiança no homem de Deus para fazer o que os Céus pediam, e, é claro, ele foi curado instantaneamente.

Que o Santo Padre reúna fé e confiança o suficiente na promessa da Mãe do Céu! Que ele agarre este “momento oportuno” antes que a economia global se desmorone, e antes que homens loucos tenham sucesso em lançar uma Terceira Guerra Mundial no Oriente Médio! Que ele, imploramos, suplicamos, salve a Igreja e o mundo ao fazer meramente o que a Mãe do Céu pediu. Não é impossível. Ela superaria todos os obstáculos em seu caminho. Ao fazer o que ela lhe pede, apenas ele pode agora nos salvar de sofrimentos inimagináveis e desnecessários.

E se ele desejar qualquer apoio, na oração ou na ação, com o qual a humilde FSSPX possa ajudá-lo a consagrar a Rússia ao Seu Imaculado Coração, em união com todos os bispos do mundo, que a Mãe do Céu reuniria, ele sabe que poderia contar primeiro e antes de tudo com o de Dom Fellay e dos outros três bispos da FSSPX, o menor dos quais é

Seu devoto servo em Cristo,

+ Richard Williamson.

22 março, 2012

“Oxalá fosse verdade tanta beleza”.

Da página no Facebook do Reverendíssimo Padre Rafael Navaz Ortiz, superior do Distrito Latino-americano do Instituto do Bom Pastor:

Mons. Nicola Bux chama a Mons. Fellay:

“Na plena comunhão eclesial, com a grande família que constitui a Igreja Católica, a vossa voz não será asfixiada, o vosso comprometimento não será negligenciável nem negligenciado, mas poderá dar, com o de tanto outros, frutos abundantes que de outra forma permaneceriam desperdiçados.

Oxalá fosse verdade tanta beleza:

Não é que eu ignore a boa vontade de Mons. Nicola Bux, mas a realidade tem sido outra e está mostrando o contrário pelo tratamento dado ao Instituto do Bom Pastor (IBP) por parte dos bispos do Chile, em especial de Santiago e seus arredores… que não toleram o IBP com sua especificidade recebida da Santa Sé e consagrada na aprovação de seus estatutos; se nega a ele inclusive sua existência canônica. É o desprezo e o desdém, o abandono e a dispersão como formas modernas de perseguição eclesiástica dessaa parte da “grande família católica”, “obras são amores (desamores, neste caso) e não boas razões”. É o “grande pecado” de celebrar exclusivamente o rito antigo e o compromisso estatutário de colaborar com o Papa, enquanto seja possível, numa visão do Concílio Vaticano II à luz da Tradição.

Rezemos!

Créditos ao leitor Eduardo Gregoriano.

20 março, 2012

Carta do Pe. Nicola Bux a Dom Fellay e aos Padres da Fraternidade Sacerdotal São Pio X: “Vinde a Roma com toda segurança”.

Fonte: Tradinews | Tradução: Fratres in Unum.com

Excelência Reverendíssima,
Caríssimos Irmãos,

Padre Nicola Bux é também consultor para as Congregações para a Doutrina da Fé, Causa dos Santos e Culto Divino, assim como do Ofício para as Celebrações Litúrgicas Pontifícias. Foto: Rinascimento Sacro.

Padre Nicola Bux é também consultor para as Congregações para a Doutrina da Fé, Causa dos Santos e Culto Divino, assim como do Ofício para as Celebrações Litúrgicas Pontifícias. Foto: Rinascimento Sacro.

A fraternidade cristã é mais forte que a carne e o sangue, pois nos oferece, graças à Divina Eucaristia, um antegozo do paraíso.

Cristo nos convida a fazer a experiência da comunhão, é nisto que consiste o nosso “eu”. A comunhão é estimar a priori o seu próximo, pois temos em comum o único Salvador. Consequentemente, a comunhão está pronta a todo sacrifício em nome da unidade; e esta unidade deve ser visível, como nos ensina a última invocação da oração dirigida por Nosso Senhor a seu Pai – “ut unum sint, ut credat mundus” –, porque ela é o testemunho decisivo dos amigos de Cristo.

É inegável que numerosos fatos do Concílio Vaticano II e do período que o seguiu, vinculados à dimensão humana deste acontecimento, representaram verdadeiras calamidades e causaram profundas dores a grandes homens de Igreja. Mas Deus não permite que a Sua Santa Igreja possa chegar à auto-destruição.

Não podemos considerar a dureza do fator humano sem ter confiança no fator divino, ou seja, na Providência que, ao mesmo tempo em que respeita a liberdade humana, guia a história, e em especial a história da Igreja.

A Igreja é, ao mesmo tempo, instituição divina, divinamente garantida, e produto humano. O aspecto divino não prejudica o humano — personalidade e liberdade — e nem necessariamente o inibe; o aspecto humano, permanecendo íntegro, e mesmo comprometendo, não prejudica nunca o divino.

Por razões de Fé, mas também devido a confirmações, mesmo lentas, que observamos no âmbito histórico, cremos que Deus preparou e continua a preparar, ao longo destes anos, homens dignos de remediar os erros e quedas que todos nós lamentamos. Já aparecem, e aparecerão sempre mais, santas obras isoladas umas das outras, mas ligadas à distância por uma estratégia divina cuja ação constitui um plano ordenado, como aquele ocorrido miraculosamente na época da dolorosa revolta de Lutero.

Essas intervenções divinas parecem se multiplicar na medida em que os fatos se complicam. O futuro o demonstrará, como já estamos convencidos, e já parece romper a aurora.

Durante alguns momentos, a incerta aurora luta contra as trevas, lentas em se retirar, mas quando ela aponta, sabemos que o sol está lá e segue inevitavelmente o seu curso no céu.

Com Santa Catarina de Sena, queremos vos dizer: “Vinde a Roma com toda segurança”, junto à casa do Pai comum que nos foi dado como princípio e fundamento visíveis e perpétuos da unidade católica.

Vinde tomar parte neste futuro abençoado cuja aurora já se entrevê, apesar das trevas persistentes.

A vossa recusa aumentaria as trevas, e não a luz. Muitos são os raios de luz que já admiramos, a começar pelos da grande restauração litúrgica operada pelo Motu Proprio “Summorum Pontificum”, que suscita no mundo inteiro um grande movimento de adesão por parte todos aqueles, em particular os jovens, que desejam glorificar o culto do Senhor.

Como não considerar, além disso, os outros gestos concretos e cheios de significado do Santo Padre, como o levantamento das excomunhões dos bispos ordenados por Dom Lefebvre, a abertura de um debate público sobre a interpretação do Concílio Vaticano II à luz Tradição e, para isso, a renovação da Comissão Ecclesia Dei?

Restam, certamente, perplexidades, pontos a aprofundar ou esclarecer, como o ecumenismo e o diálogo interreligioso (que, aliás, já foi objeto importante de um esclarecimento trazido pela declaração Dominus Jesus da Congregação para a Doutrina da Fé, de 6 de agosto de 2000) ou a maneira como é compreendida a liberdade religiosa.

Também sobre estes temas, a vossa presença canonicamente garantida na Igreja trará mais luz.

Como não pensar na contribuição que poderíeis trazer, graças aos vossos recursos pastorais e doutrinais, à vossa capacidade e à vossa sensibilidade, ao bem de toda a Igreja?

Eis o momento oportuno, a hora favorável para retornar. Timete Dominum transeuntem: não deixeis passar o momento da graça que o Senhor vos oferece, não deixeis com que passe ao vosso lado sem reconhecê-lo.

O Senhor concederá outro?

Não deveremos comparecer todos um dia diante ao Seu Tribunal e responder não somente pelo mal cometido, mas sobretudo por todo bem que poderíamos fazer e que não realizamos?

O coração do Santo Padre treme: ele vos espera com ansiedade porque vos ama, porque a Igreja necessita de vós para uma profissão de fé comum frente a um mundo sempre mais secularizado e que parece voltar irremediavelmente as costas ao seu Criador e Salvador.

Na plena comunhão eclesial, com a grande família que constitui a Igreja Católica, a vossa voz não será asfixiada, o vosso comprometimento não será negligenciável nem negligenciado, mas poderá dar, com o de tanto outros, frutos abundantes que de outra forma permaneceriam desperdiçados.

A Imaculada nos ensina que muitas das graças acabam perdidas porque não são pedidas: estamos convencidos que, respondendo favoravelmente à oferta do Santo Padre, a Fraternidade Sacerdotal São Pio X se tornará um instrumento para acender novos raios das mãos de nossa Mãe celestial.

Que São José, esposo da Bem-Aventurada Virgem Maria, Patrono da Igreja universal, neste dia que lhe é dedicado, queira inspirar e apoiar as vossas resoluções: “Vinde a Roma com toda segurança”.

Roma, 19 de Março de 2012
Festa de São José.

Pe. Nicola Bux

9 dezembro, 2011

Diante do pejo e resistência de clérigos, jovens e leigos mostram-se favoráveis à liturgia tradicional.

Carta 24 de  Paix Liturgique

Desta vez, não somos nós que o dizemos, mas sim distintos prelados romanos e a Federação Internacional “Una Voce”: para grande desespero de um certo clero de antanho, são os jovens e os leigos que, empenhando-se na aplicação do Motu Proprio Summorum Pontificum, mais testemunham a sua fidelidade ao Papa e a sua concordância com os seus pontos de vista litúrgicos.

Foi assim que, no passado dia 7 de Outubro, por ocasião da apresentação dum livro italiano sobre as oposições ao Motu Proprio, Mons. Bux — ver as nossas cartas em francês 210, 211 e 258 —, sublinhou fortemente o papel de motor desempenhado pelos leigos e pelos jovens para a boa recepção do magistério de Bento XVI em matéria litúrgica. Os Cardeais Farina e Castrillón Hoyos, que então estavam presentes, apoiaram sem hesitação as posições deste amigo do Santo Padre.

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11 agosto, 2011

Missa Antiga: Missa de Jovens. Entrevista com o Padre Nicola Bux.

Papalepapale via Messa in Latino | Tradução: Fratres in Unum.com

Os bispos que desobedecem ao Papa não esperem então ser obedecidos por seu clero e fiéis. Nos episcopados: um galicanismo sorrateiro que se crê auto-suficiente. A reforma litúrgica: não era uma das urgências pretendidas pelo concílio. O exclusivismo dos que se professam ecumênicos.

por Francesco Mastromatteo

Padre Nicola Bux é também consultor para as Congregações para a Doutrina da Fé, Causa dos Santos e Culto Divino, assim como do Ofício para as Celebrações Litúrgicas Pontifícias.

Padre Nicola Bux é também consultor para as Congregações para a Doutrina da Fé, Causa dos Santos e Culto Divino, assim como do Ofício para as Celebrações Litúrgicas Pontifícias.

Um irreversível crescimento de consenso, especialmente entre os jovens. Padre Nicola Bux não tem dúvidas sobre o avanço da Tradição Católica, sobretudo entre as gerações mais jovens, após o Motu Proprio com o qual Bento XVI “liberalizou” o rito antigo já há quatro anos. Pedimos ao Pe. Nicola Bux,  professor da Universidade Lateranense, eminente teólogo e estudioso litúrgico muito próximo ao Papa Ratzinger, um balanço da situação, do ponto de vista privilegiado de um dos maiores especialistas em matéria litúrgica. Nós o encontramos durante um debate político, ao fim do qual não polpou críticas apertis verbis a um sub-secretário do atual governo, cuja declarada fé católica e proximidade com os movimentos pró-vida não impediram de votar um financiamento à Rádio Radicale [ndr: rádio oficial do partido esquerdista italiano Partito Radicale], como, no fim da contas, fizeram outros parlamentares católicos.

Padre Bux, até mesmo o suplemento de um jornal em nada filo-católico como o La Repubblica teve de reservar uma edição à difusão da missa em latim segundo o Missal de 1962. Algo está mudando?

O balanço é certamente positivo: há um crescimento desta oportunidade dada pelo Papa para toda a Igreja. Ela se difundiu sem imposições, depois que o Motu Proprio de 2007 abriu uma brecha. Agora já se passou a idéia de que o rito antigo nunca foi abolido e que a reforma litúrgica não era uma das necessidades prementes pretendidas pelo Concílio. A hostilidade para com a missa em latim foi sustentada por teses infundadas, como a de que nos primeiros séculos o sacerdote celebrava voltado para o povo, enquanto posteriormente teria lhe dado as costas: afirmação falsa, dado que o sacerdote estava voltado para o Senhor.

Uma missa antiga, mas amada pelos jovens: não é um paradoxo?

Basta dar uma volta, como eu faço, por celebrações e conferências: não só na Itália, mas no exterior, o rito antigo se difunde mais e mais precisamente entre os jovens. Na minha visão, isso se deveu ao fato de que os jovens se aproximam da fé buscando o sentido do Mistério, e o encontram de forma clara na Missa celebrada na forma extraordinária. O retorno ao rito tradicional não é secundário para a fé: ele favorece, em uma dimensão vertical, o encontro com Deus em um mundo contemporâneo no qual o olhar do homem está voltado para si mesmo e para a dimensão material da existência. Nesse sentido, favoreceu uma espécie de “contágio” espiritual benéfico.

Há alguns meses, a Pontifícia Comissão Ecclesia Dei lançou um documento, a instrução sobre a aplicação do Motu Proprio. Há quem tenha falado de uma espécie de apelo aos bispos para atender às demandas dos fiéis…

É uma tradução do Motu Proprio em indicações concretas. A média dos bispos, que a princípio ficou perplexa, já pode começar a se mover na direção certa. Esta instrução encoraja os bispos a atender os pedidos dos fiéis sensíveis à missa antiga, que deve ser considerada por todos uma riqueza da liturgia romana.

Não é nenhum segredo que alguns episcopados não apreciaram esta escolha e procuram de todas as maneiras obstruí-la, comportando-se como verdadeiros e próprios rebeldes para com o Papa…

Há realmente uma espécie de neogalicanismo sorrateiro, em que alguns setores da Igreja pensam ser auto-suficientes de Roma. Mas quem pensa nestes termos não é católico. Os bispos que desobedecem ao Papa se colocam na posição de não serem eles mesmos obedecidos por párocos e fiéis.

A Igreja sempre disse: lex orandi, lex credendi. A liturgia é estreitamente ligada à teologia. O Papa Bento XVI estabeleceu como bússola do seu Magistério a continuidade com a Tradição e um gesto forte foi remover a excomunhão dos lefebvrianos. O que o senhor acha?

Penso que foi um gesto de grande caridade. Romper a comunhão é fácil, o difícil é restabelecer, mas Cristo quis que todos nós fôssemos um e isso deve ser um imperativo para nós. A obra meritória do Papa evidencia a sua grande paciência, mas, por outro lado, como se não fosse assim, assistimos a um paradoxo: enquanto se exige tanto o diálogo com os não-católicos e até mesmo com os não-cristãos, como se pode ser preconceituosamente hostil à idéia de se reunir com aqueles que têm a mesma fé? O próprio Bento XVI naquela ocasião citou a carta de São Paulo aos Gálatas: “Se vós, porém, vos mordeis e devorais mutuamente, tomai cuidado em não vos destruirdes uns aos outros”. O drama atual da Igreja é o exclusivismo da parte daqueles que se professam ecumênicos.

Nesta ocasião se falava sobre política e valores. Muitos líderes de partidos enchem a boca com a expressão “questão moral”…

Ouço falar muito sobre a necessidade de “códigos de ética” para os partidos, mas de uma ética não muito especificada. A fonte do que é bem ou mal pode derivar do homem? Devemos nos voltar para os Dez Mandamentos, as únicas verdadeiras tábuas éticas que vêm de Deus.

4 março, 2011

Instrução sobre Summorum Pontificum: “ajudar todos a compreender que, para além da nova forma do Rito Romano, existe a antiga ou forma extraordinária”.

Apresentamos um excerto de entrevista concedida pelo Pe. Nicola Bux ao jornal Avanti (tradução de Una Voce Portugal, via  Rorate Caeli)

Em que ponto está a “reforma da reforma” desejada por Bento XVI?

Padre Nicola Bux

Com esta expressão, que Ratzinger utilizou quando ainda era o Cardeal Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, ele quis dizer que a reforma que ocorreu após o Conselho [ndr: Concílio Vaticano II] tinha de ser retomado, e de certa forma corrigida onde, utilizando sempre suas palavras, a restauração da pintura tinha sido demasiada, isto é, ao tentar limpá-la, tinha-se assumido o risco de remoção de muitas camadas de cor. Começou esta restauração através de seu próprio estilo. O Papa celebra a liturgia de uma maneira suave, não espalhafatosa. Ele também quer que as orações, músicas e qualquer outra coisa não sejam em tons exibicionistas. E duas acções especiais nas suas liturgias que são óbvias devem ser notados: ele coloca a Cruz entre si e a congregação, indicando que o rito litúrgico não é dirigida ao ministro sacerdotal, mas a Cristo; e ajoelhando na recepção da Comunhão, indicando que esta não é uma ceia, no sentido mundano da palavra, mas uma comunhão com o corpo de Jesus Cristo, que é adorada em primeiro lugar, nas palavras de Santo Agostinho, e só depois comida.

Quantos obstáculos tem o Motu Proprio Summorum Pontificum sobre a Missa pré-conciliar enfrentando?

Acredito que, actualmente, os obstáculos são cada vez mais fracos do que no momento em que o Motu Proprio foi emitido, em 2007. Através da Internet, pode-se ver como há um movimento discreto de jovens que procuram e, tanto quanto possível, vão à Missa Tradicional, também chamada de Missa Latina, ou Missa de Todos os Tempos. E isso, creio eu, é um sinal muito importante para ter em atenção.

É claro que os pastores da Igreja, em primeiro lugar os bispos e os párocos, embora muitas vezes dizendo que devemos ser capazes de captar os sinais dos tempos, uma expressão muito em uso após o Vaticano II, muitas vezes não conseguem entender que os sinais dos tempos não são definidos por eles, mas que acontecem e são regulados principalmente pelos jovens. Acho que este é o sintoma mais interessante, porque, se [apenas] os idosos, os adultos, fossem à Missa Tradicional, um poderia abrigar a suspeita de que é nostalgia. O facto de serem maioritariamente os jovens que procuram e participam na Missa Latina é completamente inesperado e, portanto, merece ser lido, entendido, e acompanhado particularmente pelos bispos.

Acho que o Papa reconhece isto e é por isso que ele pretende fazer uma contribuição adicional através de uma instrução sobre a aplicação do Motu Proprio, para ajudar todos a compreender que, para além da nova forma do Rito Romano, existe a antiga ou forma extraordinária.

1 dezembro, 2010

Como ir à missa e não perder a Fé.

Mons. Nicola Bux, consultor de vários dicastérios da Cúria Romana (Doutrina da Fé, Causa dos Santos, Ofício para as Celebrações Litúrgicas Pontifícias e, há poucos dias, Culto Divino) e autor de vários livros (o último foi “A reforma de Bento XVI. A Liturgia entre inovação e tradição”) publicou nestes dias um novo livro sobre a questão litúrgicas que se intitula “Como ir à missa e não perder a fé”. Ofereceremos nossa tradução da entrevista que o autor concedeu ao sítio Rinascimento Sacro.

Monsenhor, este segundo livro é ainda mais explícito que o primeiro, “A reforma de Bento XVI. A liturgia entre inovação e tradição”. O que mudou desde então?

Também nesta época de escândalos, o Papa insiste no fato de que o mal vem de dentro da Igreja. Por isso, continua sendo o tempo daquela grave crise que o Cardeal Ratzinger indicava culpada em grande parte pelo colapso da liturgia, aquele “faça por conta própria” que já não a faz “sagrada” e que faria qualquer um perder a fé. Não mudou muito: “liturgicamente, em nossos dias a Igreja é um grande enfermo”, porque a liturgia teria perdido seu sentido, estaria sem regras, esquecida do direito de Deus.

O direito de Deus… Em tudo isso, o senhor, de fato, propõe como eixo da nova reforma litúrgica o redescobrimento de um conceito poderoso e fascinante, o ius divinum. O que isso significa?

O conceito é muito simples. O Cardeal Ratzinger diz em Introdução ao espírito da liturgia, no primeiro capítulo, que a liturgia não existe se Deus não se mostra, isto é, em poucas palavras, se Ele não revela Seu Rosto. Mais ainda, em Jesus de Nazaré, em certa altura, ele diz que a liturgia é a continuação da Revelação; portanto, se Deus se mostra, indica quem é e que rosto tem, diz também como quer ser adorado, como quer que se lhe renda culto.

A antítese é a célebre história do bezerro de ouro, ou seja, do homem que inventa Deus e inventa a liturgia: uma dança vazia em torno do bezerro de ouro que somos nós mesmos. Deus tem um direito no Antigo Testamento, quando disse como devia ser celebrada a Páscoa, e falou de prescrições e mandamentos. Assim é também no Novo. Noutras palavras, a liturgia não é manipulável.

A liturgia não é manipulável pelo homem, mas a arte é obra do homem. Para a arte sagrada, que atravessa um período de decadência estrutural extremamente semelhante, o que se pode dizer?

A arte é o mesmo! A representação de Deus, tanto para a Igreja do Oriente como para a do Ocidente, sempre esteve submetida aos cânones. O mesmo vale para a disciplina da música sacra. O princípio é sempre o mesmo: não somos nós quem decidimos, com base num comichão que temos na cabeça, como se deve pintar o Senhor, ou como se deve compor um canto, ou qual canto deve haver na liturgia. A Igreja estabeleceu os cânones para que pudessem estar em consonância com o culto divino, para que não se desse uma imagem ou uma idéia distorcida e deformada de Deus. Entre liturgia, arte e música há uma unidade profunda que não permite encará-los separadamente.

O Santo Padre o nomeou recentemente também como consultor para o Culto Divino, sinal da atenção e da competência de seu trabalho. Nos diga: se há três anos Summorum Pontificum revolucionou a “questão litúrgica”, trazendo de volta ao plano da discussão elementos “incômodos” e essenciais como a liturgia gregoriana, o que devemos esperar, no futuro próximo, deste novo movimento litúrgico que está nascendo?

Em primeiro lugar, falar de “novo movimento litúrgico” não quer dizer necessariamente que estamos falando de outro movimento relacionado ao conhecido com um certo fruto no século XX. A Igreja é semper reformanda: a quem desagrada o termo reforma da reforma, fale também de continuação do movimento litúrgico, mas saiba que se trata sempre “da renovação na continuidade do único sujeito-Igreja, que o Senhor nos deu”, como disse Bento XVI. Com o motu proprio foram colocadas as bases do trabalho: temos confiança de logo ter novos impulsos. Este Papa, manso e  resoluto, quer ir adiante e nós estamos com ele. Com a mesma mansidão e a mesma firmeza.

Fonte: Rinascimento Sacro via La Buhardila de Jerónimo