Posts tagged ‘Pe. Nicola Bux’

27 abril, 2010

Don Nicola Bux, a propagação da Missa Tradicional e a centralidade do Sacrário.

Publicamos abaixo um excerto da entrevista concedida pelo Padre Nicola Bux, consultor para as Cerimônias Pontifícias e das congregações para a Doutrina da Fé e para a Causa dos Santos, ao Padre Stefano Carusi, redator do blog Disputationes Theologicae, do Instituto do Bom Pastor.

Pe. Nicola Bux discursa em congresso sobre o motu proprio Summorum Pontificum em Roma.

Pe. Nicola Bux (à esquerda) discursa em congresso sobre o motu proprio Summorum Pontificum em Roma.

É importante que a Missa antiga — chamada também de tridentina, mas que é mais apropriado chamar “de São Gregório Magno”, como disse recentemente Martin Mosebach — seja conhecida. Ela tomou forma já sob o Papa Dâmaso e depois exatamente Gregório, e não São Pio V, que procurou reordenar e codificar, reconhecendo os enriquecimentos dos séculos precedentes e retirando o que havia de obsoleto. Esta missa, da qual o ofertório é parte integrante, é conhecida antes de tudo com esta premissa. Foram publicadas muitas obras de grandes estudiosos neste sentido e muitos se questionaram sobre a pertinência de reintroduzir o antigo ofertório, para o qual o senhor acena. No entanto, apenas a Sé Apostólica tem a autoridade para agir em tal sentido. É verdade que a lógica que se seguiu ao reordenamento da liturgia após o Concílio Vaticano II levou a simplificar o ofertório, pois se acreditava que ali devesse haver mais fórmulas de orações ofertoriais; agindo assim introduziram as duas fórmulas de benção de sabor judaico e foram mantidas a secreta transformada em oração “sobre as ofertas” e o orate fratres, e pensaram ser mais do que suficiente. Para dizer a verdade, esta simplicidade vista como um retorno à pureza antiga entraria em conflito com a tradição litúrgica romana, com a bizantina e com outras liturgias orientais e ocidentais. A estrutura do ofertório era vista por grandes comentaristas e teólogos da Idade Média como a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, que vai se imolar em oferta sacrifical. Por isso as ofertas já eram chamadas de “santas” e o ofertório tinha uma grande importância. A simplificação posterior da qual falei fez com que muitos hoje procurem o retorno das ricas e belas orações “suscipe sancte Pater” e “suscipe Sancta Trinitas”, só para citar algumas. Mas será através de uma maior difusão da Missa antiga que este “contágio” do antigo sobre o novo será possível. Portanto, a reintrodução da Missa “clássica”, se é que posso usar a expressão, pode constituir um fator de grande enriquecimento. É necessário facilitar a celebração regular em dias de festa da missa tradicional ao menos em cada catedral do mundo, mas também em cada paróquia: isso ajudará os fiéis a conhecer o latim e a se sentir parte da Igreja Católica, e praticamente os ajudará a participar da missa nos encontros em santuários internacionais. […]

[…]  [O homem] deve, antes de tudo, poder encontrar na Igreja aquilo que é a definição por excelência do sagrado: Jesus Eucarístico. O tabernáculo deve voltar ao centro. É verdade, historicamente, nas grandes basílicas ou nas catedrais o tabernáculo era em capelas laterais. Sabemos bem que, com a reforma tridentina, preferiu-se recolocar o tabernáculo no centro, também para combater os erros protestantes sobre a presença verdadeira, real e substancial do Senhor. Mas também é verdade que hoje a mentalidade que nos circunda não só contesta a presença real, mas contesta a presença do divino. Na religião, naturalmente, o homem procura o encontro com o divino, mas esta presença do divino não pode ser reduzida a algo puramente espiritual. Esta presença é “palpável” e isso não se faz com um livro, não se pode falar de presença do divino apenas nos termos relativos às Sagradas Escrituras. Certamente, quando a Palavra de Deus é proclamada, é justo falar da presença divina, mas é uma presença espiritual, não a presença verdadeira, real e substancial da Eucaristia. Daí a importância do retorno à centralidade do tabernáculo e, com isso, à centralidade do Corpo de Cristo presente. O lugar central não pode ser a cadeira do celebrante, não é um homem que está no centro da nossa fé, mas é Jesus na Eucaristia. Caso contrário, termina-se por comparar a igreja a um auditório, a um tribunal deste mundo, no centro do qual se senta um homem. O sacerdote é ministro, não pode ser o centro, o centro é Cristo Eucaristia, é o tabernáculo, é a cruz.

14 abril, 2010

“Liturgia criativa… nos aliena de Deus e nos conduz ao pecado.”

De uma entrevista com o Monsenhor Nicola Bux publicada no mês passado na blogosfera italiana:

Então, não muito surpreendente, ele afirma: “O sentido de pecado foi enfraquecido pela diluição da sacralidade da liturgia. Existe um elo estreito entre etos e louvor.” O que o senhor quer dizer com isso? “Que hoje em dia perdemos valores porque frequentemente não damos a Deus um louvor digno na Missa. E muitos ateus também devem viver como se Deus existisse.” (E molti anche atei dovrebbero vivere come se Dio esistesse). Mas voltemos ao aspecto litúrgico: “As pessoas precisam do sentido do sagrado para descobrir Deus. O pecado é uma negação de Deus, mas se mesmo quando assistimos a Missa vivemos longe de Deus, então, como é possível evitar o pecado?” Então, ele especifica: “A liturgia é sagrada, divina e gloriosa; ela é vertical no sentido de tender em direção ao Alto, em direção à Beleza e ao Céu. Ela não é algo circular ou horizontal, algum tipo de estádio esportivo, assembléia ou festa. A idéia de uma liturgia frutuosa e criativa inevitavelmente perde o sentido do sagrado e, portanto, nos aliena de Deus e nos leva ao pecado. As pessoas, que são bem mais inteligentes do que lhes dão crédito, percebem onde está o sagrado. Ele não é algo abstrato, mas algo concreto. E isso é dito no Evangelho. “A mulher desejava tocar o manto de Cristo.” Para derrotar o pecado, é necessário determinados sinais inequívocos e firmes, não sinais flutuantes e instáveis.”

Portanto, a liturgia criativa cria um dano: “Muitos, especialmente, depois do Concilio, cederam a essa noção insalubre de criatividade. Porém, isso não foi culpa do Concílio, uma vez que o Concílio nunca abrrogou ou cancelou a liturgia de sempre. Uma Missa descuidada, manipulada e – pior ainda– violada é um obstáculo para o sagrado e aliena as pessoas da Igreja. Celebrar Missas criativas é uma profanação do sentido de sagrado porque isso nos afasta de Deus. O ministro do culto nunca deve ser um ator, mesmo um ator medíocre e uma fonte de escândalo, mas ele deveria pensar que seu dever principal é servir a Deus, nunca o seu próprio desejo irrefreado de representar o protagonista. Somente pela recuperação e restauração de uma liturgia vertical e correta, poderemos limitar em parte os efeitos do pecado e, desta forma, redescobrir Deus.”

Fonte: Rorate-Caeli

24 julho, 2009

D. Nicola Bux e a Comunhão na mão: “Lamento, mas não existe nenhum texto da Tradição que a sustente”.

Entrevista de D. Nicola Bux concedida a Bruno Volpe:

Don Bux, qual é a maneira mais correta de comungar?

Diria que são duas. Há a posição de pé, recebendo a partícula na boca, ou de joelhos. Não vejo uma terceira via.

Falemos da posição vertical…

Está bem, não tenho nada contra ela. O importante é que o fiel esteja intimamente consciente do que vai receber, isto é, que não se aproxime da Comunhão com uma despreocupação que demonstra imaturidade e absoluta distância de Deus.

Comunhão de pé… mas o que é melhor?

Veja, até a Comunhão de pé, se feita com devoção, compunção e sentido do sagrado, não está mal. Seria belo e conveniente, sem dúvida, que a Comunhão (inclusive quando de pé) seja precedida por um sinal formal de reverência, ou seja, a cabeça coberta para as mulheres, o sinal da cruz ou uma inclinação de amor.

Mas, por que freqüentemente as pessoas se aproximam da Comunhão como se fosse um buffet?

Gosto desta expressão e em parte é também correta. Muitos se levantam mecanicamente e não sabe, e nem sequer imaginam, o que recebem. Pensa-se que a participação na Missa inclui automaticamente a Comunhão, à qual devem se aproximar somente aqueles que estão realmente na graça de Deus.

Nos últimos meses, o Papa Bento XVI tem administrado a Comunhão de joelhos…

Tem feito muito bem. Considero que o ajoelhar-se para receber a Comunhão ajuda a recolher o espírito e a compreender mais o mistério. Ajoelhar-se diante do Corpo de Cristo é um ato de amor e de humildade agradável a Deus, que nos faz reavaliar este sentido do sagrado atualmente à deriva e perdido, ou, ao menos, diminuído.

Em resumo, a Comunhão de joelhos ajuda o espírito…

Certamente, favorece o recolhimento e a espiritualidade. Considero que a posição de joelhos para receber a Comunhão é a que mais responde ao sentido do mistério e do sagrado.

E a comunhão na mão?

Lamento, mas não existe nenhum texto da Tradição que a sustente. Nem sequer o tomai e comei todos: não há nenhuma menção da mão e, se quisermos, os apóstolos eram sacerdotes e tinham o direito à Comunhão na mão. Os orientais não a permitem.

Numa igreja de Roma, a da Caravita, geralmente muito concorrida especialmente pela comunidade católica mexicana, um sacerdote jesuíta […] faz os fiéis tomarem pessoalmente a partícula e molhá-la no cálice. É correto?

Trata-se de um abuso gravíssimo e intolerável, do qual faz bem em me avisar e do qual o bispo deve tomar consciência e conhecimento. Os parágrafos 88 e 94 [da Redemptionis Sacramentum] afirmam que não é permitido aos fiéis tomar por si mesmos a hóstia ou passar o cálice de mão em mão. Creio que a Comunhão não é válida. Analisarei o problema, mas estamos diante de um abuso inadmissível que deve ser reprimido o quanto antes.

Fonte: La Buhardilla de Jeronimo

Original: Pontifex

3 julho, 2009

D. Nicola Bux: “Por que o Santo Padre não age? Não pode impor a esses prelados a obediência?”.

VATICANO – AS PALAVRAS DA DOUTRINA por padre Nicola Bux e padre Salvador Vitiello – A necessária obra de Pedro
 
Link para o original.Cidade do Vaticano (Agência Fides) – Clemente Romano, ao falar das mortes dos apóstolos Pedro e Paulo, observa que a inveja de alguns na própria comunidade cristã facilitou-as. Após dois mil anos, o pecado está sempre presente nos homens. Há os que se alegram com o Magistério pontifício, mesmo porque colocou um freio na interpretação “descontínua” do Concilio Vaticano II, explicando que os conflitos disseminados na área da doutrina, da educação e da liturgia são o resultado de um mal-entendido e que o Concilio foi claro.
 
O Papa é “Pedro”, o chefe dos apóstolos. Os seus irmãos Bispos pastoreiam legitimamente o rebanho de Cristo somente em união efetiva e afetiva com a Cátedra de Pedro. Caso contrário, retorna-se à experiência do século IV, quando quase todos os Bispos do mundo se dobraram à vontade de um imperador ariano. Somente o Papa, e um punhado de Bispos fiéis a ele, preservaram a fé católica. O Papa está ali para recordar que a Igreja não é uma estrutura humana. Esse também é o motivo pelo qual muitas culturas e muitos povos diferentes encontram nela a sua identidade.
 
Como muitas vezes lembrou o Servo de Deus João Paulo II, estamos no meio de uma “silenciosa apostasia”, que está se tornando cada vez menos silenciosa e cada vez mais evidente. Na história da Igreja nunca houve uma falta de fé assim tão disseminada. O adversário é sutil e insere flechas no fundo do coração dos homens, tão profundamente que são quase invisíveis. Basta pensar no profeta Daniel, que alertava que o adversário tomaria o poder em todas as nações de modo pacífico e com promessas.
 
O Cardeal J.H.Newman supunha que a apostasia do povo de Deus, em diversas épocas e lugares, tivesse sempre precedido os “anticristos”, tiranos como Antioco e Nero, Juliano o Apostata, os líderes ateus da Revolução francesa, cada “tipo” ou “presságio” do anticristo, que viria no fim da história, quando o mistério de iniquidade manifestaria a sua insensatez final e terrível. A incapacidade dos fiéis de viver a própria fé, alertava Newman, como nas épocas precedentes, teria levado “ao reino do homem do pecado, que teria negado a divindade de Cristo e colocado a si próprio em seu lugar” (M.D.O’Brien, O Inimigo, Cinisello Balsamo 2006, pp. 175-176).
 
Há a tentativa de reduzir a Igreja a uma agência mundial humanitária e a utopia que a unidade das nações possa ser realizada pelos organismos internacionais e não por Cristo. Mas o Senhor, mesmo se dorme no barco em meio à tempestade, no momento final despertará e aplacará as ondas. Depois voltará e nos perguntará por que tivemos tão pouca fé. Enquanto isso, carregamos a cruz. Observamos a traição. Sofremos.
 
Escreve ainda Newman: “O objetivo do diabo, quando semeia a revolução na Igreja é levá-la à confusão, para que a sua atenção se distraia e as suas energias se dispersem. Desse modo, enfraqueceremos justamente no momento da história em que precisamos ser mais fortes”. “Por que o Santo Padre não age? Não pode impor a esses prelados a obediência?”. “Ele fez isso repetidamente e do modo mais cristão. Mas não comanda uma polícia, ou um exército. Recentemente foi mais firme com os dissidentes […] A solução, porém, não é o autoritarismo, porque este somente jogaria gasolina no fogo da revolta. O Santo Padre age para que haja luz. Lembra a todos nós Aquele que levou a cruz e que nela morreu. Em suas mãos leva somente isso, uma cruz; fala sempre do triunfo da Cruz. Aqueles que não querem escutar responderão a Deus” (Ivi,p 402-403).
 
(Agência Fides 2/7/2009)
9 maio, 2009

Uma nova geração de sacerdotes livres de preconceitos dialéticos.

Os liberais dividem a História da Igreja em duas épocas – os últimos quarenta anos e todo o resto. Contudo, desde o Motu Proprio o tempo dos preconceitos dialéticos acabou.

Cardeal Cañizares(kreuz.net – Vaticano) A Igreja não pode admitir que a Missa seja celebrada de maneira indigna, esclareceu o Prefeito para a Congregação do Culto Divino, Cardeal Antonio Cañizares, no prefácio da edição espanhola do livro “A Reforma de Bento XVI” do Monsenhor Nicola Bux. O Monsenhor Bux é um colaborador italiano da Congregação para o Culto Divino.

Em seu prefácio, o Cardeal Cañizares lamenta que a missa tenha sido dessacralizada na reforma litúrgica pós-conciliar:

“Quantos sacerdotes foram chamados de retrógrados ou anti-conciliares apenas porque celebravam a Missa de maneira solene, piedosa ou simplesmente de acordo com as rubricas?”

Os tempos mudaram

A reforma litúrgica foi sentida como uma mudança absoluta – lamenta o Cardeal Cañizares. Assim, surge a impressão como se tivesse ocorrido um abismo entre o antes e depois do Concílio.

A expressão “pré-conciliar” é utilizada como uma ofensa.

Graças ao Motu Proprio ‘Summorum Pontificum’ a situação mudou de maneira decisiva – alegra-se o Príncipe da Igreja.

Bento XVI quis abrir a riqueza litúrgica da Igreja a todos os fiéis – também àqueles que ainda não conhecem esse tesouro.

Respeito perante o rito

O cardeal Cañizares refuta a afirmação de que o Motu Proprio seria um ataque ao Vaticano Segundo.

Essa suposição demonstra uma ignorância em relação ao Concílio:

Ao final, o Santo Concílio esclarece que “Fiel à Tradição, a santa Madre Igreja reconhece que todos os ritos legitimamente reconhecidos gozam do mesmo direito e da mesma honra. É de sua vontade que esses ritos sejam preservados no futuro e que sejam promovidos de toda maneira” – o Cardeal citou a Constituição sobre a Liturgia ‘Sacrosanctum Concilium’ do Vaticano Segundo.

O respeito por ritos diferentes tem sido uma prática comum na Igreja desde os tempos imemoriais. Como exemplo o Cardeal Cañizares menciona os ritos bizantinos, ritos de ordens e ritos próprios de Milão, Lion ou Toledo.

A diferença dos ritos não significa diferença de magistério – ao contrário: “Ela realça uma identidade fundamental profunda.”

O extraordinário também vale para o ordinário

Leia a íntegra do prefácio do Cardeal Cañizares.

Leia a íntegra do prefácio do Cardeal Cañizares.

O Cardeal Cañizares acredita que o Rito Antigo não deve ser utilizado apenas por sacerdotes e fiéis que já o conhecem:

“É desejável que os sacerdotes que habitualmente celebram na Forma Ordinária, extraordinariamente, também o façam na Forma Extraordinária.”

A Missa Antiga é um tesouro e um legado, a qual todos devem ter acesso.

O cardeal sugere utilizar a Missa Antiga quando festas especiais coincidem no calendário antigo. Como exemplo, ele menciona a Vigília da Festa de Pentecostes e a Semana Santa.

O Rito da Semana Santa, modificado sensivelmente por Pio XII († 1958), remonta aos tempos mais antigos da Igreja – esclarece o Cardeal Cañizares.

‘Summorum Pontificum’ foi um progresso ecumênico

O Príncipe da Igreja se recorda ainda do progresso ecumênico que o ‘Summorum Pontificum’ trouxe com relação às comunidades orientais.

Os inimigos da Missa Antiga atacaram qualquer coisa que vinculasse a Igreja aos ortodoxos.

Não é à toa que o Patriarca de Moscou, falecido recentemente, saudou o Motu Proprio.

Para concluir, o Cardeal Cañizares pede que a diversidade de ritos também seja aprendida nos seminários sacerdotais. Assim, o Príncipe da Igreja pensa não apenas na Missa Antiga, mas, especialmente, em outros ritos do ocidente e do oriente.

Ele deseja uma nova geração de sacerdotes que esteja livre de preconceitos dialéticos.

6 maio, 2009

Curtas da semana.

Causadores de escândalo.

D. Nicola Bux.“A razão de ser do episcopado está em ser um com a Cabeça do colégio, o Santo Padre. Um bispo que desobedece – como um sacerdote que desobedecesse ao bispo – é como um membro desarticulado do corpo e causa escândalo aos fiéis (…). Por que os bispos têm medo de voltar atrás? A reforma litúrgica não queria também restaurar o antigo? Que coisa é mais venerável que a Missa de São Gregório? Não deveríamos imitar o escriba evangélico que tira do tesouro coisas antigas e novas? Temos incentivado museus diocesanos para admirar as belezas que antes estavam nas igrejas e concertos para escutar a música sagrada que antes se executava nos ritos. Aos museus e concertos só vão os apaixonados, enquanto que à liturgia vão todos. Faz sentido privar o povo do que lhe pertence, favorecendo quase uma Igreja de elite? Antes, bispos e clero, olhemos o grande movimento de jovens que se criou em torno da Missa gregoriana; em contínuo crescimento – basta ver na internet – estão os jovens e não os nostálgicos”. Palavras do Padre Nicola Bux, consultor da Congregação para Doutrina da Fé e liturgista.

Scandalum nostrum quotidianum da nobis hodie: Dom Luís Soares Vieira e a admissão de homossexuais ao sacramento da ordem.

Dom Luiz Soares Vieira(Zero Hora) O vice-presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), bispo dom Luís Soares Vieira (arcebispo de Manaus), disse ontem no encerramento da 47ª Assembléia-geral da entidade, em Indaiatuba (SP), que homossexuais podem ser padres desde que sejam celibatários. “Eles (homossexuais) são pessoas. Têm essa constituição e devem ser tratados como gente, com respeito. Agora, o que se exige do heterossexual para ser padre, se exige também do homossexual. Se ele for entrar no celibato, tem de viver a castidade”, disse.

Scandalum nostrum quotidianum da nobis hodie: Dom Vilson e a ordenação de mulheres.

Dom Vilson“Agora, você vai dizer: ‘amanhã pode acontecer (a instituição da ordenação de mulheres)?’. Pode ser, você tem que respeitar a caminhada da Igreja, o tempo. Por enquanto, a Igreja diz que não, por enquanto não posso levantar uma bandeira e dizer ‘faça isso’. Eles olham a experiência do passado para olhar essa questão. Diria o seguinte: na América Latina, a mulher hoje participa muito mais, tem maior presença da Igreja, é mais engajada, mais participante. Ela não é só maior em número, ela tem maior participação nos ministérios da igreja”. Declarações de Dom Vilson Dias de Oliveira ao Jornal de Limeira, edição de 02 de dezembro de 2007.

Notre Dame é aqui!

“[E]m Belo Horizonte, a PUC Minas, através de sua Pró-reitoria de Extensão, está promovendo o curso ‘Direito à Diferença‘ a ser realizado em sábados, nos meses de abril e maio. Um dos objetivos do curso, voltado principalmente para professores de ensino fundamental e médio é o de “Fornecer subsídios teóricos para a elaboração de métodos e técnicas de intervenção voltadas para o reconhecimento do direito à diversidade e diferença”. Um dos módulos do curso trata do assunto “Representações sobre gênero e orientação sexual: ‘Mitos’ e ‘Verdade. É claro que o curso tem como objetivo promover a ideologia gayzista, servindo de fachada para o pleno exercício, em uma universidade católica, do ativismo homossexual. (…)  Isso está acontecendo em uma instituição universitária católica, que deveria estar promovendo os valores do evangelho, mas contribui para a realização da agenda dos movimentos ativistas homossexuais”. Do site Jornada Cristã.

Diác. Raffray, Pe. Carusi e Diác. BeaugrandOrdenação sacerdotal no Instituto do Bom Pastor.

Os diáconos Hugues Beaugrand e Matthieu Raffray serão ordenados sacerdotes no próximo 4 de julho, na basílica de Sainte Anne d’Auray (Bretanha), por Sua Excelência Reverendíssima Dom Joseph Madec.

Teoria e prática.

(Kreuz.net) Vaticano. É importante viver a comunhão da Fé “com Pedro e sob Pedro”, esclareceu o arcebispo liberal de Viena, Cardeal Christoph Schönborn, segundo informação da ‘Radio Vaticano’ perante cerca de 900 peregrinos por ocasião da peregrinação diocesana de Viena à Roma. No início de fevereiro, o mesmo cardeal sabotou a nomeação desejada pelo Papa Bento XVI de um novo bispo auxiliar de Linz.

Homens de confiança de João Paulo II atravancando sua beatificação?

Segundo Ignazio Ingrao, o Cardeal Angelo Sodano, secretário de Estado no reinado de João Paulo II, teria se recusado a colaborar com a Congregação para a Causa dos Santos nas investigações sobre a vida de João Paulo II; do mesmo modo, o secretário particular de João Paulo II, hoje Cardeal Stanisław Dziwisz, não teria permitido o acesso à totalidade dos documentos que levou embora para Cracóvia.

De volta a seu antigo lar, Arcebispo Burke celebrará a Santa Missa Tradicional.

No dia 19 de setembro, na comemoração do 90º aniversário das Irmãs Carmelitas do Divino Coração de Jesus a serviço da arquidiocese de Saint Louis, seu ex-arcebispo, o Arcebispo Raymond Burke, celebrará uma Santa Missa Pontifical — missal de 1962 — votiva a São José.

¡Dios no se muere! A consagração do Equador ao Sagrado Coração de Jesus e seus efeitos.

Antonio Arreguii EpiscopusA grande surpresa desta semana vem de Dom Antonio Arregui, arcebispo de Guayaquil e presidente da Conferência Episcopal do Equador, e suas palavras acerca da Missa de São Pio V. Ressaltando o ambiente mais sacro e o antigo uso do missal tridentino, o arcebispo diz que nele “se enfatiza a verdade central (…), o sacrifício de Jesus convertido em pão e vinho. [Neste rito o sacerdote] é um verdadeiro alter Christus e na consagração o Pão de transforma no Corpo de Cristo e o Vinho em seu sangue”. Mais informações e o texto completo de Dom Antonio Arregui aqui. Guayaquil conta com a celebração da Santa Missa diariamente.  No século XIX, D. Gabriel García Moreno, presidente católico do Equador assassinado a mando da maçonaria, consagrou a República ao Sagrado Coração de Jesus. A seus algozes disse D. Gabriel: “Eu morro, mas Deus não morre”.

Exigem clareza do Papa: judeus não teriam que abraçar a Fé em Cristo.

(Catholic Culture) Representantes das comunidades cristãs, judaicas e muçulmanas em Israel se encontraram para discutir suas esperanças para a próxima visita do Papa Bento. [XVI]. The Jerusalem Post noticiou que a “Dra. Deborah Weissman, presidente do Conselho de Coordenação Inter-religiosa, disse esperar que a ‘ambivalência’ de Bento sobre assuntos teológicos envolvendo os judeus seja esclarecida. O Papa ainda não deixou absolutamente claro que os judeus não precisam abraçar a crença de que Jesus foi o Messias para serem redimidos, disse”.

A Cruz, escândalo para os judeus, loucura para os pagãos. E também para os bispos da Áustria.

Também Jerusalem Post, em sua edição de 17 de março, informa que o rabino do Kotel (Muro das Lamentações) Shmuel Rabinovitch, se referindo à próxima visita do Papa Bento XVI à Terra Santa, declarou que “não era adequado se aproximar do Kotel com símbolos religiosos, incluindo uma cruz”. Ele considera que “as cruzes são um símbolo que ferem os sentimentos dos judeus”. Por isso, em novembro de 2007, Rabinovitch exigiu que um grupo de bispos austríacos conduzidos pelo Cardeal Christoph Schönborn retirasse suas cruzes peitorais antes de adentrarem ao recinto. Evidentemente os senhores bispos aceitaram a exigência. Entretanto, com o Papa as autoridades já garantiram que não haverá coação.

Imagem do Senhor da Saúde retorna ao altar principal da Catedral.

O Senhor da Saúde.(Creer en Mexico) Depois de mais de três séculos sem ser exposta à veneração pública, a imagem do Senhor da Saúde foi colocada no altar principal da Catedral Metropolitana para pedir peça erradicação da onda de gripe suína. A estatueta foi levada em procissão pelas ruas que circundam o recinto religioso acompanhada pelo ressoar de sinos do templo e por uma centena de paroquianos (…) O presbítero da Catedral, Cuauhtémoc Islas, que encabeçou a procissão, precedida de um ato litúrgico, disse que o Cristo permanecerá no Altar do Perdão até que se supere o alerta médica. (…) A última vez que a imagem do Senhor da Saúde, que se encontrava na igreja da Santíssima Trindade, foi colocada no Altar principal foi em 1691, quando uma epidemia de varíola castigou a cidade e dias depois começou a cessar “como por milagre”. Desde então, esta efígie, entalhada em madeira, é conhecida como o Senhor da Saúde (el Señor de la Salud), atualmente venerada por médicos e enfermos.

29 abril, 2009

Curtas da semana.

O onipotência pastoral: Direito a veto e até a sugestão de sermão. [Atualização: 29/04/09, às 13:58]

(Estadão) A missa de 1.º de Maio na Catedral da Sé, às 9 horas de sexta-feira, que deveria reunir trabalhadores e empresários em torno do altar, conforme o cardeal arcebispo d. Odilo Scherer prometeu no ano passado, será uma celebração classista, voltada só para os trabalhadores, porque a Pastoral Operária, da Arquidiocese de São Paulo, resistiu à mudança.  […] Além de empresários, ele queria convidar funcionários públicos e empregados de outra categorias. “Esta não é a nossa visão, porque para nós o 1.º de Maio sempre será o Dia do Trabalhador, dia de luto e de lutas”, advertiu o metalúrgico aposentado Waldemar Rossi, militante da Pastoral Operária e um dos articuladores da manifestação. […] Rossi sugeriu a d. Pedro Luiz, em nome da pastoral, que denuncie o “assalto ao dinheiro público para salvar empresas que se dizem em crise”, defenda os direitos dos trabalhadores, aponte a precarização do trabalho (contratos temporários, bicos), fale do achatamento de salários e a pressão dos poderosos contra o movimento social. D. Pedro Luiz informou que vai aproveitar essas sugestões na homilia, ao lado mensagens bíblicas e de uma referência a São José Operário, cuja festa a Igreja comemora no dia 1.º de maio.  […] Responsável pela pastoral social na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), d. Pedro Luiz informou que a nota sobre o 1.º de Maio, que a Assembleia Geral de Itaici vai divulgar, seguiu a mesma linha da Pastoral Operária de SP. A começar pelo título – Dia do Trabalhador, em vez de Dia do Trabalho. O texto, aprovado ontem, mas ainda não divulgado, fala da crise econômica mundial e seus reflexos na vida dos brasileiros.

Nova cruzada de Rosários pela consagração da Rússia e propagação da devoção ao Imaculado Coração de Maria.

Dom Fellay e Bento XVIDom Bernard Fellay anuncia em sua importante última Carta aos amigos e benfeitores uma nova cruzada de rosários (já adiantada neste blog em 13 de abril). Alguns excertos: “Sim, do mesmo modo que nos surpreendemos pela publicação do decreto do dia 21 de janeiro, assim também pela violência da reação dos progressistas e da esquerda em geral contra nós. É verdade que encontraram a desejada oportunidade nas pouco felizes declarações de Dom Willamson e através de uma injusta amalgama, puderam maltratar nossa Fraternidade como um bode expiatório. Na realidade fomos um simples instrumento na luta muito mais importante: a da Igreja, que com razão leva o título de “militante”, contra os espíritos perversos que infestam os ares como diz São Paulo. […] Através do que aconteceu nestes últimos meses é preciso reconhecer um momento mais intenso desta luta. E é muito claro que aquele que está na mira é o Vigário de Cristo, no seu empenho de iniciar uma certa restauração da Igreja. Teme-se por uma aproximação da Cabeça da Igreja e o nosso movimento, teme-se uma perda dos resultados do Vaticano II, e se põem tudo em movimento para neutralizá-la. O que pensa o Papa realmente a este respeito? Onde ele se situa? Os judeus e os progressistas lhe exigem que escolha: ou eles ou nós… […] Tanto eles como nós estamos obrigados ao juramento antimodernista e submetidos às outras condenações da Igreja. Por isso não aceitamos abordar o Concílio Vaticano II a não ser sob a luz destas declarações solenes (profissões de fé e juramento antimodernista) feitas diante de Deus e da Igreja. E se aparece uma incompatibilidade, então necessariamente o errado são as novidades.[…] Num caminho tão difícil, diante de oposições tão violentas, lhes pedimos queridos fiéis recorrer à oração mais uma vez. Achamos que é o momento indicado para lança uma ofensiva de maior envergadura, profundamente enraizada na mensagem de Nossa Senhora de Fátima, na que Ela mesma promete um resultado feliz, pois que anunciou que ao final o seu Imaculado Coração triunfará. Nós lhe pedimos este triunfo através dos meios que Ela mesma pediu: a consagração, pelo Pastor Supremo e todos os bispos do mundo católico, da Rússia ao seu Coração Imaculado, e a propagação da devoção ao Seu Coração Doloroso e Imaculado”.

“Mas… que festa? A liturgia é um drama”.

Dom Nicola Bux

“Creio que este sentido do sagrado poderá ser recuperado quando compreendermos que a Missa não é nunca um espetáculo, um entretenimento ou uma propriedade de cada sacerdote, mas sim um verdadeiro e próprio drama. Frequentemente, enchemos a boca para dizer a palavra “festa”, mas… que festa essa? Na Missa recordamos o sacrifício de Cristo, esta é a verdade. Cristo se imolou por nós e logo se usa a palavra festa… É correto falar de festa somente depois de termos compreendido e aceitado o conceito de que Cristo deu a vida por nós. Só então é lícito falar de festa, mas nunca antes. […] Uma boa Liturgia deve ter o seu centro na cruz. Contudo, ao ser colocada freqüentemente de um lado ou em lugares pouco visíveis, esta perdeu o seu significado verdadeiro e autêntico. Parece muito mais um objeto secundário do que um centro de adoração. Às vezes, tenho a sensação de que uma cruz no centro do altar produz tédio, quase incômodo. Para sermos duros: a maioria das vezes, ninguém olha para ela. Para voltar a dar à Liturgia o sentido do sagrado, é necessária uma devoção. Basta de Missas celebradas como acontecimentos mundanos e entretenimento”. Palavras de Monsenhor Nicola Bux à Pontifex.

Nova encíclica a ser publicada em 29 de junho.

“Creio que prevejo que será 29 de junho, festa de São Pedro e São Paulo, a data definitiva”, afirmou o Cardeal Renato Raffaele Martino, presidente do Conselho Pontifício Justiça e Paz, sobre a publicação da nova encíclica social “Caritas in veritate”, que recordará as encíclicas Populorum Progressio, de Paulo VI, e Sollicitudo rei socialis, de João Paulo II.

Dom José Cardoso Sobrinho recebe Prêmio Cardeal Von Galen.

Prêmio a Dom José.“Num auditório superlotado por cerca de 1.200 pessoas, o arcebispo de Olinda e Recife, dom José Cardoso Sobrinho, recebeu em Recife o Prêmio Cardeal Von Galen, concedido pela instituição internacional Human Life International (HLI). “Foi uma surpresa muito grande para mim”, comentou o prelado. D. José ressaltou que o prêmio não é pessoal, dele, mas da Igreja Católica. Ele acrescentou “apenas ter seguido os princípios da Igreja e do Direito Canônico.” O egrégio prelado recebeu inúmeras manifestações de simpatia e apoio. E até a solidariedade de pessoas de países longínquos como Austrália e Suécia, segundo informou o site da Abril. O arcebispo esclareceu que se tivesse guardado silêncio diante do crime, teria sido cúmplice, “quase conivente”. “Cumpri meu dever”, resumiu. Na cerimônia participaram monsenhor Ignacio Barreiro, JD, STD, chefe do bureau da Human Life International em Roma, representado ao Rev. Padre Thomas Euteneuer, Presidente do Human Life International, e o próprio Raymond de Souza.” Fonte: Valores Inegociáveis.

Cardeal Walter Kasper, FSSPX e Vaticano II: não há saída.

(kreuz.net) Áustria. O Presidente do Conselho Pontifício para a Unidade, Cardeal Walter Kasper, duvida de uma reconciliação com a Fraternidade de São Pio X. Ele disse isso durante uma conferência de imprensa em Viena. O levantamento das excomunhões não seria nenhuma reabilitação, mas sim simplesmente uma retomada do diálogo. Ao mesmo tempo, o Cardeal Kasper falou que o ecumenismo com os protestantes não era “nenhuma opção, mas sim uma obrigação sagrada”. Para essa finalidade, a Igreja estaria “condenada a crescer junto”. Secretum Meum Mihi acrescenta: “A Fraternidade São Pio X teria de afirmar as decisões do Concílio Vaticano Segundo e do catecismo Católico: ‘não há saída’, disse Kasper.  Kasper disse que a comunidade deve dar passos em direção ao Vaticano. O objetivo é, no que seja possível, trazê-los de novo para dentro da Igreja e não arriscar uma separação permanente. O Cardeal acusou a Fraternidade São Pio X de um “entendimento tradicional rígido”. Fontes importantes indicam a próxima substituição de Kasper na chefia do Conselho para a Unidade dos Cristãos. O nome mais cotado é de Dom Ludwig Mueller of Regensburg, membro da Congregação para Doutrina da Fé, e que não agrada muito aos protestantes por ter desprezado seu último Sínodo Regional. Dele também partiu a exigência de que a FSSPX cancelasse suas ordenações, o que motivou a transferência das mesmas do seminário alemão para Ecône.

“O ódio à língua latina é inato nos corações dos inimigos de Roma”, Dom Prosper Gueranger.

Também Secretum Meum Mihi nos informa sobre o caso do Pe. Jean Claude Cheval, pároco de Saint Jean de Brébeuf, Courseulles-sur-mer, França, que havia sido destituído em setembro de 2008 de seu cargo pelo senhor bispo Mons. Pierre Pican por celebrar uma vez ao mês a Santa Missa no Novus Ordo em latim. Pe. Jean recorreu ao Tribunal da Signatura Apóstolica em Roma e na última sexta-feira santa foi reinstalado em seu cargo. O bispo apelou da decisão.

Papa-móvel barrado em Israel.

(Le Figaro)  Shin Beth, o serviço de segurança israelense, se opôs ao uso do Papa-móvel na visita de Bento XVI a Nazaré, no próximo mês de maio, por motivos de segurança. “Todos os lugares que o Papa deve visitar foram coordenados entre o Vaticano e as autoridades de segurança israelenses, bem como os lugares onde se vai utilizar o papa-móvel. Certos lugares são mais sensíveis que outros”, informou um responsável pela segurança. Bento XVI visitará a Jordânia de 8 a 11 de maio e Israel entre os dias 11 e 15. O Papa celebrará pela primeira vez uma missa a céu aberto na Terra Santa, no dia 14, em Nazaré. Seus predecessores Paulo VI e João Paulo II em suas viagens à Terra Santa  sempre celebraram a missa em igrejas e santuários.

Pesaj em basílica Argentina. Organização: B’Nai B’rith.

(AICA) No último 13 de abril, B’nai B’rith celebrou a Pesaj (páscoa judaica) com cristãos de distintas denominações na basílica de São Francisco, em Buenos Aires, com a colaboração da Fundação Judaica e o patrocínio da Confraternidade Argentina Judaico-Cristã. A celebração, no marco do diálogo interreligioso, começou com a projeção de um audiovisual apresentando as tarefas que realiza B’nai B’rith – loja maçônica exclusiva para judeus – argentina desde 1930. O presidente de B’nai B’rith Argentina, o arquiteto Boris Kalkicki, agradeceu a hospitalidade expressa por frei Bunader e enfatizou que o público presente era “testemunho de um ato único e impensável em nossa cidade, em nosso país e no orbe há até muito poucos anos”.

Gripe Suína: O comparecimento às Missas está suspenso na cidade do México.

Nossa Senhora de Guadalupe.‹‹ Acontecimentos dramáticos no México: As celebrações públicas da Missa em dias úteis estão suspensas até segunda ordem – Missa dominical pela televisão – Início de correntes de oração à Nossa Senhora de Guadalupe

México (trechos da matéria publicada na kath.net). A Arquidiocese da Cidade do México reagiu com uma medida preventiva drástica à disseminação dramática da gripe suína mortal: as celebrações públicas da Missa em dias úteis estão suspensas até segunda ordem. No domingo, os fiéis foram admoestados a assistir as missas através da televisão. No sábado, o Ministério da Saúde do México decidiu fechar as escolas públicas em três estados mexicanos até o dia 6 de maio. Além disso, um alerta foi emitido para que não haja visita a museus, bibliotecas, cinemas, restaurantes e locais de adoração com grande afluxo de pessoas. O Arcebispo da Cidade do México, Cardeal Rivera, conclamou a todos os mexicanos a formarem uma corrente de orações e pedir a intercessão de Nossa Senhora de Guadalupe, Patrona do continente americano, a fim de superar rapidamente a atual situação de crise. “Protegei-nos com o teu manto”, conforme se diz na oração mariana, “livrai-nos dessa enfermidade”.  – Oração para vencer a gripe suína: Santa Maria de Guadalupe, a ti rogamos proteção e amparo, para que em breve vençamos essa epidemia que afligiu o nosso país, pois tu nos amas com um afeto especial. Com o teu cuidado maternal velas sobre nós e com a tua intercessão maternal estás sempre disponível para nós››.  Nossa nota: já é possível notar os modernistas se aproveitando da epidemia para impôr aos católicas suas práticas.

Cardeal Antonio Cañizares Llovera está internado.

O Prefeito da Congregação para o Culto Divino, Cardeal Antonio Canizares Llovera (64), está internado na Clínica Gemelli, e segundo informações da Agência de Notícias “EFE” ele sofre de uma trombose.

22 novembro, 2008

Cardeal Arinze confirma mudança no “sinal da paz”; Bux para substituir Ranjith?

A mudança no posicionamento no ordinário da missa do “sinal da paz”, objeto de um questionário enviado pela Congregação para o Culto Divino às Conferências Episcopais (citado aqui), foi confirmado pelo Cardeal Francis Arinze. O purpurado ainda acrescentou o motivo da mudança: “Para criar um clima de maior recolhimento enquanto se prepara para a Comunhão, e pensou em transferir o sinal da paz para o ofertório. O Papa fez uma consulta a todo o episcopado. Logo, decidirá“. A balbúrdia que se faz no momento de distribuir o “sinal da paz” deve ser mais um daqueles “abusos que chegaram ao limite do suportável“.

Aumentam os rumores sobre as sucessões na Congregação para o Culto Divino. O Cardeal Arinze, que completa 76 anos em novembro, seria substituído pelo espanhol Cardeal Canizares, arcebispo de Toledo; já o secretário da Congregação, Mons. Ranjith, retornaria a seu país, Sri-Lanka, como arcebispo (e futuro Cardeal) de Colombo, cuja sede está vacante. Seu substituto natural seria Don Nicola Bux, amigo do Papa. É o que informa Bruno Volpe.

Resta-nos rezar.

5 setembro, 2008

Pe. Nicola Bux e Pe. Salvatore Vitiello – “O Magistério: único interprete da Palavra de Deus ou uma opinião qualquer?”

Dom Nicola Bux

Pe. Nicola Bux

Cidade do Vaticano (Agência Fides) – “O Magistério: único interprete da Palavra de Deus (cfr Dei Verbum, 10) ou uma opinião qualquer?” – Há um modo novo de dissentir na Igreja: não mais opor-se, mas reduzir o que diz o Papa, e os Bispos unidos a Ele, a uma opinião entre as outras. Infelizmente, contribuem para isso alguns pastores com os “talvez” e os “se” de suas intervenções, alimentando o relativismo mediático, que reduz tudo a opinião e a dúvida. Contribuem ainda alguns centros ecumênicos, onde a verdade católica, colocada ao lado da verdade de outras confissões, é proposta como complementar a estas. Um exemplo: a Carta da Congregação para a Doutrina da Fé, promulgada por João Paulo II, sobre o conceito de comunhão (“Communionis notio”): segundo o método teológico católico, deveria ser o ponto de interpretação autêntico da eclesiologia no diálogo ecumênico; ao invés, é normalmente ignorada, se não rejeitada; lamenta-se, ainda, a falta de recepção em casa católica dos documentos do diálogo oficial. Na realidade, não poucos ecumenistas duvidam que a Igreja católica tenha a plenitude dos meios da salvação: um sinal de tal ambigüidade é a prática da intercomunhão e a busca do chamado consenso diferenciado sobre as verdades da fé. O mesmo pode-se dizer da Declaração “Dominus Iesus”, que permanece atual para a problemática do diálogo inter-religioso, e das Encíclicas “Redemptoris missino” e “Fides et ratio”, que são imprescindíveis para a teologia das religiões. Deve ser feito, portanto, um estudo aprofundado do estado do movimento ecumênico e do diálogo inter-religioso.

A quem compete “velar” sobre tudo isso? Porque o termo grego “episkopè” tem justamente este significado, compete primeiramente aos Bispos, como Pastores e Grão-Chanceleres das Faculdades teológicas, junto aos diretores e aos reitores de seminários, vigiar para que se ensine a doutrina católica, e em constante comparação com esta, se realize a reflexão filosófica e teológica. Muitas vezes ouve-se dizer que os Bispos ignoram tais situações por uma questão de tranqüilidade; uma omissão grave, porque deste modo os futuros sacerdotes, confessores e pastores, os leigos que ensinarão religião farão com que as ovelhas voltem, como diz Dante – “all’ovil di latte vuote”. Quando tal instância primária de verificação doutrinal e disciplinar não funciona, a Santa Sé deve intervir para o princípio de subsidiariedade; o itinerário de verificação não tem nada de tenebroso, mas se realiza segundo o método evangélico da correção fraterna.

O método teológico deve levar a distinguir a verdade dos erros; hoje, da teologia ‘frágil. Sabem os Bispos se os docentes, no início dos cursos, ajudam os estudantes a distinguir aquilo que é doutrina e aquilo que é teologia? Estes devem promover aqueles pontos da doutrina católica em que existe mais ignorância ou confusão: na Sagrada Escritura, a historicidade dos Evangelhos e da pessoa de Jesus Cristo – vista o que está vindo à tona com o evangelho de Judas e o Código da Vinci – expondo os limites do método histórico-crítico e das leituras contextuais, espirituais e assim ditas inspiradas; na sacramentaria, a essência e o papel da graça sacramental para a eficácia dos sacramentos, a indissolubilidade do matrimônio, a relação entre matrimônio e fé, entre matrimônio civil e eclesiástico.

A propósito, deve-se constatar como é inserido hoje o ensinamento moral dentro da lei cristã: freqüentemente, alguns Bispos intervêm sobre temas de bioética, expressando compreensão pela pesquisa em curso e pelas situações das pessoas, mas não fazem nem mesmo um aceno sobre a necessidade da conversão pedida por Cristo e à ajuda da graça, limitando-se à lei natural. Não seria mais condizente com um Pastor falar das virtudes teologais e cardeais tão necessárias para ser ‘perfeito como o Pai’? O Pastor não é um construtor de opinião, mas um homem de Deus que fala com Deus e de Deus ao homem. Esta é a vocação de todo cristão. Um professor de religião, se não comunica a doutrina católica, mas apresenta a religião somente como fenômeno humano, no que se distingue de um docente de filosofia?

Tudo isso enquanto avança entre os católicos o protestantismo em diversas partes da Europa, inclusive pela escassez de sacerdotes; habitua-se a paróquias mantidas por leigos, portanto sem Eucaristia, ou a dioceses onde os conselhos presbiterais são compostos em grande parte por leigos; aumenta a diferença entre a fé pessoal e aquela da Igreja. Torna-se urgente recuperar o ocidente à fé, à doutrina católica da única verdade salvífica.

(Agência Fides 8/6/2006)

19 agosto, 2008

Conferência em Roma sobre Summorum Pontificum

SS. Trinità dei Pellegrini - Vigilia Pascal de 2008

SS. Trinità dei Pellegrini - Páscoa de 2008

É o que nos informa o Pe. Tim Finigan:

Há uma interessante conferência no próximo mês em Roma, 16-18 de setembro, organizado por Giovani e Tradizione (literalmente “Juventude e Tradição”). A grade de palestrantes é impressiva, incluindo Pe. Nicola Bux, Pe. Michael Lang e Pe. Manfred Hauke. [nossa nota: o Pe. Paul Kramer, pároco da FSSP em Roma, também discursará).

A missa final será na Igreja de SS. Trinità dei Pellegrini, a paróquia da FSSP em Roma e será celebrada por Mons. Camille Perl, vice-presidente da Pontíficia Comissão “Ecclesia Dei”. Uma nota acrescenta que o Instituto Cristo Rei providenciará a música junto da Cappella Musicale do Pantheon.

Uma nota a respeito das missas da manhã de terça diz: “7-8am Santa Missa na Basílica Patriarcal de São Pedro (NB. Padres devem trazer seus próprios “Missale Romanum” ed. 1962)”. Isso confirma algo que eu fiquei muito contente em ouvir outro dia. Aparentemente agora não há problema quanto a celebrar Missa conforme o usus antiquior na Basílica de São Pedro — você simplesmente aparece com o seu missal de 1962. Me contaram que a melhor forma de encontrar a missa antiga em São Pedro é procurar ao redor por um altar com uma multidão de seminaristas com roupa clerical.