Posts tagged ‘Pio XII’

5 setembro, 2008

Confirmado: Missa Papal pelo 50º aniversário de morte de Pio XII

OTTOBRE 2008

9 giovedì
Basilica Vaticana, ore 11.30
CAPPELLA PAPALE
Santa Messa in occasione del 50° della morte del Servo di Dio Papa Pio XII

Fonte: Calendário 2008 das Celebrações Litúrgicas Presididas pelo Santo Padre Bento XVI

1 setembro, 2008

Pio XII e os problemas modernos (II): A Santa Missa como remédio contra os males do tempo presente

“Ao centro da preparação dos fiéis muitos párocos colocaram a santa missa para os homens. […] Todavia, é de suma importância considerar os efeitos que dela se irradiam para os homens, até no campo eclesiástico e civil. Realmente:

[…] A tendência natural do homem caído para as coisas terrenas, a sua incapacidade de compreender as coisas do Espírito de Deus é infelizmente favorecida em nossos dias pela cumplicidade de tudo quanto o circunda. Muitas vezes Deus não é negado, nem injuriado, nem blasfemado; Ele é como que um grande ausente. A propaganda para uma vida terrestre sem Deus é aberta, sedutora, contínua. Com razão observou-se que geralmente, mesmo nos filmes indicados como moralmente irrepreensíveis, os homens vivem e morrem como se não existisse Deus, nem a Redenção, nem a Igreja. Nós não queremos aqui colocar em discussão as intenções; não é porém verdade que as conseqüências destas representações cinematográficas neutras, já se estenderam e aprofundaram? Adiciona-se ainda a isto a nefasta propaganda deliberadamente dirigida para a formação da família, da sociedade, do próprio Estado, sem Deus. É uma torrente cujas águas lodacentas tentam penetrar até no campo católico. Quantos já foram contaminados! Com a própria boca, eles se professam ainda católicos, mas não percebem que suas condutas desmentem com os fatos aquela profissão de fé.

Não há portanto mais tempo para se perder, para fazer parar com todas as forças este deslize de nossas próprias fileiras na irreliogiosidade e para acordar o espírito de oração e de penitência. A pregação das primeiras e principais verdades da fé e dos fins últimos, não somente nada perderam de sua oportunidade em nosso tempo, mas, antes, tornam-se mais que nunca necesssárias e urgentes. Também a pregação sobre o inferno é atual. Por sem dúvida, semelhante argumento deve ser tratado com dignidade e sabedoria. Mas quanto à substância mesma desta verdade a Igreja tem, diante de Deus e dos homens, o sagrado dever de anunciar, de ensinar sem qualquer atenuante, como Cristo a revelou, e não há nenhuma condição de tempo que possa fazer diminuir o rigor desta obrigação.

[…]

Um efeito da missa para os homens, efeito salutar não só para eles pessoalmente, mas também para as famílias, será que fecharão os olhos e o coração a tudo o que na imprensa, nos filmes, nos espetáculos, ofende o pudor e viola a lei natural. Onde, realmente, senão aqui, deverá verdadeiramente operar o espírito de penitência e de abnegação em união com Cristo?

Quando se pensa de uma parte, nas nauseantes cruezas e coisas impuras, colocadas em amostra nos jornais, nas revistas, nas telas, nas cenas, e de outra parte, as inconcebíveis aberrações dos progenitores que vão com seus filhos deleitarem-se com semelhantes horrores, o rubor sobe à face, rubor de vergonha e de desprezo. A luta contra aquela peste, especialmente assinalando-lhe as manifestações às autoridades públicas, conseguiu já conforante resultado, e Nós nutrimos esperanças que ela será sempre mais eficaz e benéfica.

[…]

Nós esperamos da comum assistência dos homens à santa missa também outro fruto de capital importância: queremos aludir ao espírito de docilidade e de plena adesão ao Romano Pontífice, e de fraterna a estreita união entre os fiéis, toda vez que se trata de defender a causa da Igreja. A causa da Igreja! Seus inimigos desencadearam contra Ela uma violenta companha de palavras e de escritos. Para eles todos os argumentos, também os mais absurdos, são bons, se servem para o fim a que tendem, e este fim é o de desagregar a unidade e a cooperação dos católicos, de abalar a confiança para com o Vigário de Cristo, para com os bispos e o clero. A arma preferida deles é a calúnia, porque sabem muito bem que nunca ela é totalmente inofensiva, mas inocula nos espíritos a dúvida, a suspeita, a crítica, e nos corações um desafeto, que por vezes chega até ao ódio. Assim, a obediência e a concórdia são expostas ao perigo de se tornaram a pouco e pouco corrutas e de serem destruídas. Relede a palavra de Cristo sobre o “pai da mentira”: o mesmo vale para esta campanha de calúnias.”

Pio XII – Discurso aos Párocos e Pregadores Quaresmalistas, 23 de março de 1949

27 agosto, 2008

Pio XII e os problemas modernos (I): O papel dos leigos no apostolado

Costuma-se dizer com freqüência que, durante os quatro últimos séculos, a Igreja foi exclusivamente “clerical”, por reação contra a crise que, no século XVI, pretendera chegar à abolição pura e simples da Hierarquia e, a propósito, insinua-se que está em tempo de ampliar ela os seus quadros. Semelhante julgamento está de tal modo longe da realidade quando foi precisamente desde o santo Concílio de Trento que o laicato tomou posição e progrediu na atividade apostólica. […]

Poder-se-ia afirmar que todos são igualmente chamados ao apostolado na acepção estrita da palavra? Deus não deu para tanto a todos nem a possibilidade, nem as aptidões. Não se pode exigir que se encarregue de obras desse apostolado a esposa, a mãe, que educa cristãmente os filhos, e que deve além do mais trabalhar em casa para ajudar o marido a sustentar os seus. A vocação de apóstolos não se destina portanto a todos.

[…] não deve ela [a obra de apostolado] conduzir a um exclusivismo mesquinho, ao que o Apóstolo chamava “explorare libertatem“: “espreitar a liberdade” (Gal 2, 4). No quadro de vossa organização, deixai a cada um grande amplitude para desenvolver suas qualidades e dons pessoais em tudo o que pode servir ao bem e à edificação: “in bonum et aedificationem” (Rom 15, 2) e regozijai-vos quando fora de vossas fileiras virdes outros, “conduzidos pelo espírito de Deus” (Gal 5, 18), conquistar seus irmãos para Cristo. […]

É fora de dúvida que o apostolado dos leigos está subordinado à Hierarquia Eclesiástica; esta é de instituição divina; não é portanto possível independer dela. Pensar de outro modo seria solapar pela base a rocha sobre a qual o próprio Cristo edificou a sua Igreja. […] De maneira geral, no trabalho apostólico é de desejar que a mais cordial harmonia reine entre Sacerdotes e leigos. O apostolado de uns não é concorrência ao de outros. […] O apelo ao concurso dos leigos não é devido à fraqueza ou ao revés do Clero em face de sua tarefa presente. Que tenha havido fraquejamentos individuais, é a inevitável miséria da natureza humana, e coisa que se encontra por toda parte, mas, para falar de modo geral, o Padre tem olhos tão bons quanto o leigo para discernir os sinais do tempos, e não tem o ouvido menos sensível para auscultar o coração humano. O leigo é chamado ao apostolado como colaborador do Padre, freqüentemente colaborador muito precioso, e mesmo necessário em virtude da falta de Clero, muito pouco numeroso, dizíamos, para ser apto a satisfazer sozinho sua missão.

(Pio XII, Discurso ao Congresso Mundial do Apostolado Leigo de 1951)

22 agosto, 2008

Bento XVI: solene Capela Papal pelo 50º aniversário da morte de Pio XII

Informação de Crux et Gladius:

Aunque no se ha anunciado aún oficialmente, parece ser que el próximo 9 de octubre, por la mañana, en la Basílica de San Pedro, el Santo Padre Benedicto XVI presidirá una solemne Capilla Papal en memoria de su augusto predecesor el siervo de Dios Pío XII, al cumplirse cincuenta años de su tránsito, noticia que de confirmarse sería para congratularse.

21 agosto, 2008

Ainda o Irmão Roger Schutz

O Padre de Tanouarn publicou em seu blog um comentário à biografia do Irmão Roger Scthutz, escrita por Yves Chiron. Vale a pena ler o artigo inteiro, do qual traduzimos esse seleto trecho:

Frère Roger, Le Fondateur de Taizé - Yves Chiron

Frère Roger, Le Fondateur de Taizé Yves Chiron

Pode-se dizer que antes de ser católico, Irmão Roger é fascinado pelo gênio do catolicismo. Encontra Pio XII duas vezes, recebe do Cardeal Ottaviani, velho traditionalista da Cúria, a autorização de organizar os primeiros diálogos ecumênicos entre pastores e bispos… A Igreja de Pio XII é mais livre que se fala geralmente. Roger gostou da Igreja de Pio XII, ainda que tenha tomado distância ostensiva no momento da promulgação do dogma da Assunção da Virgem Maria, deixando o seu camarada Max Thurian falar em bom protestante “de papismo” a esse respeito.

Em seguida vem a eleição de João XXIII. Imediatamente são recebidos os dois. O novo papa tem tudo para lhes seduzir. E no entanto, surpresa: Irmão Roger confidenciará ao Padre Congar: Este papa não está longe de ser “suficiente para ser formalmente herético”. O que lhe censura? Ter declarado durante a entrevista que tiveram que a Igreja não possuia toda a verdade e que era necessário “procurar juntos”.

Curioso episódio. Estamos em 1959. Reencontra-se esse espírito “de investigação da verdade”, por exemplo, no parágrafo 3º de Dignitatis Humanae…

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