Posts tagged ‘São Maximiliano Maria Kolbe’

22 outubro, 2013

O ecumenismo de São Maximiliano Maria Kolbe.

São Maximiliano Maria Kolbe.

São Maximiliano Maria Kolbe.

“Não há maior inimigo da Imaculada e de Seu Reinado que o ecumenismo de hoje, o qual todo Cavaleiro [da Imaculada] deve não só combater, mas também neutralizar, por uma ação diametralmente oposta e, finalmente, destruir” (S. Maximiliano Maria Kolbe). 

Créditos: A Catholic Life

14 agosto, 2012

Na festa de São Maximiliano Maria Kolbe: “Só vós destruístes todas as heresias no mundo inteiro”.

Ó Imaculada,
Rainha do Céu e da Terra,
Refúgio dos pecadores e Nossa Mãe amantíssima,
a quem Deus quis confiar toda a Ordem da misericórdia!

Eu (nome), indigno pecador, me prostro aos vossos pés, suplicando-vos com insistência: Dignai-vos aceitar-me por completo, como coisa e propriedade vossa;

Fazei o que quiserdes de mim,
De todas as faculdades da minha alma e do meu corpo,
De toda a minha vida, da minha morte, da minha eternidade.

Disponde de mim totalmente como vos agradar,
para que se cumpra o que está dito de vós:
“Ela esmagará a cabeça da serpente”, e também:
“Só vós destruístes todas as heresias no mundo inteiro”.

Que em vossas mãos Imaculadas e misericordiosíssimas
Eu seja um instrumento que vos serve a introduzir
e a aumentar o mais possível de vossa glória em tantas almas desgarradas e tíbias.
Assim se estenderá cada vez mais o Reino Bendito do Santíssimo Coração de Jesus.
Pois onde entrais, conseguis a graça da conversão e santificação,
Já que é do Sacratíssimo Coração de Jesus que todas as graças chegam para nós por vossas mãos.

V. Dai-me a graça de vos louvar ó Virgem Santíssima.
R.Dai-me força contra vossos inimigos.

Consagração composta por São Maximiliano Maria Kolbe.

12 julho, 2011

Maximiliano Kolbe, um santo religiosamente incorreto?

De certa forma, todos os santos são politicamente incorretos por natureza. Mas, após o sopro ou “espírito” do Vaticano II, alguns agora são vistos dessa forma mais que outros, até aparecerem como “religiosamente incorretos”! Entre eles, aqueles que hoje estão, por assim dizer, “impedidos” de beatificação, como Pio XII ou Isabel, a Católica. Ou os que, apesar de tudo, foram beatificados ou canonizados, como Charles de Foucauld ou Maximiliano Kolbe, sobre o qual Philippe Maxence acaba de lançar uma biografia extremamente esclarecedora a esse respeito, pela editora Perrin.

Se o bem-aventurado Charles de Foucauld queria converter os muçulmanos com o apoio secular particularmente da colonização francesa, São Maximiliano Kolbe queria converter os francos-maçons com os meios modernos do jornalismo. Dois santos cujo “proselitismo” não está muito em moda! Dois testemunhos (muito?) zelosos por difundir sua fé e que morrerão ambos como “mártires da caridade”.

Mas a investigação sobre a vida e a morte de Charles de Foucauld tem mostrado que ele não foi morto, estritamente falando, por ódio à fé (embora tenha sido morto com violência como vítima de sua caridade para com seus irmãos), convindo, no entanto, os termos de “confessor da fé” para a sua beatificação por Bento XVI (em 13 de novembro de 2005). Enquanto que para Maximiliano Kolbe (condenado igualmente sem ódio ostensivo à fé) João Paulo II logrará (contra o parecer dos membros da comissão de investigação em vista da canonização) que se faça passar de “confessor da fé”, segundo os termos de sua beatificação Paulo VI (em 17 de outubro de 1971), a “mártir”, para sua canonização (em 10 de outubro de 1982, pelo próprio João Paulo II). Segundo André Frossard, autor de N’oubliez pas l’amour. La passion de Maximilien Kolbe (Robert Laffont, 1987): “Não há outro exemplo, no catálogo dos santos, de uma mudança de categoria de uma etapa a outra de uma canonização”.

E é exatamente esta mudança que “perturbou certos membros da Igreja Católica”, observa sobriamente Philippe Maxence. A santidade flagrante do mártir do amor, similar à de Charles de Foucauld ou à dos Monges de Tibhirine, não permitiria dessa forma evitar o problema da diferença, precisamente, que poderia haver entre a confissão a fé dos uns de ontem (Kolbe e Foucauld) e dos outros de hoje (mártires de Tibhirine)?

O objetivo da cavalaria espiritual que o santo franciscano lançará sob o nome de Milícia da Imaculada era inequívoco: “Procurar a conversão dos pecadores, hereges, cismáticos, judeus, etc., e, particularmente, dos francos-maçons; e a santificação de todos sob a direção e por intermediação da Bem Aventurada Virgem Maria Imaculada”.

Para ajudar a alcançá-la, fundará um jornal destinado a difundir seu espírito (com tiragem de um milhão de exemplares em 1938!). Em 1927, constrói um convento perto de Varsóvia, onde viverão quase 800 religiosos, e que abrigará uma casa de edição e uma estação de rádio, ambas dedicadas a promover a veneração da Virgem. Ardentemente missionário, procurará “exportar” esta extraordinária Cidade da Imaculada (Niepokalanow) para outros lugares, indo fundar notadamente no Japão.

Philippe Maxence comenta: “Propaganda. A palavra está livre. Maximiliano Kolbe foi também um propagandista da fé católica, não hesitando em lançar revistas e jornais, construindo mesmo um convento-gráfica a fim de ampliar o seu trabalho de apostolado pela imprensa. Em uma época mergulhada ao mesmo tempo no relativismo, que Pierre Mament chama de ‘um niilismo light’, e no terrorismo sob pretexto religioso, a figura do Padre Maximiliano Kolbe surpreende e incomoda (…). Incomoda pela certeza da veracidade desta fé, de sua preocupação constante de transmiti-la, de convencer, persuadir e salvar o outro. Esta figura possui tudo do cruzado e, no entanto, o Padre Kolbe nunca tocou em uma arma nem jamais cometeu atos de violência numa época que mergulhou com uma espécie de triste deleite na destruição de si”.

Com a proximidade de “Assis III”, esta figura polonesa (dotada ademais de um patriotismo igualmente zeloso) destoa um tanto, como ademais aquela de Charles de Foucauld. O que deu um sentido às suas vidas e às suas mortes é globalmente assumido pela pastoral pós-conciliar do diálogo inter-religioso? Alguns que evidentemente louvam suas mortes heróicas não estariam propensos hoje a julgar paradoxalmente suas vidas ligeiramente “católicas demais”, segundo a sentença nazi que condenou o Bem Aventurado Marcel Callo? O que diz a hermenêutica da continuidade, além da resposta clássica dos paradoxos do cristianismo? Questões que colocam implicitamente a muito densa e contundente biografia de Philippe Maxence, notável por sua explicação conjuntural dos acontecimentos da época e por sua descrição meticulosa do itinerário espiritual do Padre Kolbe.

JEAN COCHET

Artigo extraído do n° 7389, quarta-feira, 13 de julho de 2011, de Présent

Tradução: Fratres in Unum.com