Posts tagged ‘Teologia da Libertação’

8 fevereiro, 2018

Bispos ignoram danos do Lulopetismo e da Teologia da Libertação no corpo da Igreja do Brasil.

Por Hermes Rodrigues Nery

FratresInUnum.com – 8 de fevereiro de 2018: Depois do escandaloso 14° Encontro Intereclesial de CEBs, ocorrido em Londrina, PR, com atos e cenas bizarras que chocaram a tantos católicos em diversas partes do País, o Arcebispo de Curitiba, Dom José Antonio Peruzzo, em pronunciamento gravado e divulgado nas redes sociais, adotou o tom “politicamente correto” para rechaçar as abundantes críticas (especialmente de leigos) ao evento escancaradamente ideologizado e partidarizado. As palavras de Dom Peruzzo, eivadas de retórica, não convenceram, ignorando o sentimento de milhares de católicos que já não sabem mais o que fazer para estancar o lulopetismo dentro das paróquias e movimentos, que através da nefasta teologia da libertação, vem ainda causando graves danos ao corpo da Igreja.

lula missaEm março de 2016, estive pessoalmente conversando com vários bispos (inclusive na Assembléia da CNBB), sobre o modo como setores progressistas instrumentalizam a Igreja para fins políticos contrários ao ensinamento da sã doutrina moral e social católica. Na ocasião, o Cardeal de São Paulo, Dom Odilo Pedro Scherer foi enfático em dizer que a Igreja não toma posições partidárias (o mesmo tom adotado por Dom Peruzzo), também ignorando os efeitos danosos do lulopetismo nas paróquias e dioceses. Escrevi uma “Carta aos Bispos do Brasil”, fazendo um apelo “a cada membro do episcopado brasileiro, para que em cada Diocese haja uma posição clara e firme em relação aos graves danos que o Partido dos Trabalhadores (PT) causou à Igreja Católica e à nação brasileira nestas últimas décadas, especialmente nos últimos treze anos à frente do governo. Um partido que chegou aonde chegou com a conivência, a cumplicidade, a omissão (e até o favorecimento) de muitos bispos, seduzidos pela retórica do populismo e pela demagogia.” Dizendo ainda que “era preciso ter havido coragem para denunciar o PT como um partido revolucionário, de ideário socialista, aliado de governos comunistas e ditatoriais (especialmente Cuba), que emergiu com a bandeira da ética para chegar ao poder e depois dilapidar o estado brasileiro, aparelhando as instituições e implementando a agenda anti-vida e anti-família das fundações internacionais, a agenda abortista, etc. E tudo isso com a complacência do clero progressista da CNBB, e através de ONGs e pastorais atuando no seio da igreja, dos teólogos da libertação, e de toda sorte de infiltrados.”

Não somente a “Carta aos Bispos”, como o corpo-a-corpo feito com bispos durante a Assembléia da CNBB, daquele ano, foram totalmente ignorados, desprezados. Foi então que percebi que não adiantava denunciar o que ocorria de grave em tantas paróquias cúmplices da teologia da libertação e do lulopetismo. As denúncias eram feitas e ignoradas. Os apelos eram feitos e desprezados. Como, por exemplo, quando solicitamos providências a Dom Walmor de Oliveira em relação ao caso Van Balen, quando exigimos o cancelamento de palestra feita por abortista em uma faculdade católica, quando requeremos de Dom Manoel Carral Parrado providências para afastar o Padre Paulo Bezerra, etc.

Pareciam inúteis os esforços, os apelos, as denúncias, etc. O que recebíamos? Em vez de palavras de ânimo e apoio, na defesa da sã doutrina católica (o pastoreio firme na defesa da fé e da vida), eram o riso, o escárnio, o desprezo, pois que muitos bispos continuavam confortavelmente coniventes em ver espalhada a cizânia da teologia da libertação (sob diversas formas e aspectos), principalmente nos conselhos paroquiais e diocesanos.

Durante muito tempo questionamos os motivos pelos quais tantos padres e bispos se silenciavam diante do aparelhamento ideológico, deixando que paróquias e movimentos (Pastorais sociais, da juventude, etc.) fossem utilizados como espaços de propagação da teologia da libertação, que não havia sido minada, pelo contrário, era disseminada por outros meios (inculturação, ecumenismo, ecologismo e tudo mais), com padres e até bispos agindo como intelectuais orgânicos, gramscianos. E o que vimos, ao longo de décadas, foram paróquias e movimentos se descaracterizarem, perderem sua identidade católica, para servir a um projeto de poder que visa destruir a verdadeira fé. Com o relativismo, o discurso de muitos foi ficando cada vez mais ambíguo, justificando assim uma subversão inimaginável.

Mas, o mais grave nisso tudo, ainda não foi desvendado. Quem banca esse processo? O que pensar da Caritas, por exemplo, financiada pela Fundação Ford? Pois o lulopetismo  ainda se mantém, apesar de tudo o que a Operação Lava Jato expôs ao País, porque padres e bispos são beneficiados financeiramente. Uma Lava Jato em muitas paróquias e movimentos revelaria muita coisa. Certamente, muitos padres intelectuais orgânicos também terminariam seus dias na cadeia. O fato é: o que fazer diante de tudo isso? Como desaparelhar a Igreja, se bispos tomam à frente em defesa, muitas vezes, do indefensável. Enquanto tais setores da Igreja, no Brasil, estiverem reféns do lulopetismo e da teologia da libertação, o corpo da Igreja, no Brasil, estará padecendo tão grave enfermidade, a requerer remédios amargos, que os bispos procrastinam, para angústia dos católicos.

Hermes Rodrigues Nery é coordenador do Movimento Legislação e Vida

6 fevereiro, 2018

Continua a pajelança da seita petista infiltrada na Igreja.

Uma amiga escreve:

A foto foi divulgada pela página Caia a Farsa do Facebook. Segundo eles, o celebrante é o Frei Altamiro. Não me causa estranheza, porque ele é um dos mais esquerdistas do Convento. Já tive a oportunidade de ouvi-lo em uma missa falando “contra o golpe (Temer)”. É um frei sabidamente esquerdista. O mais preocupante é que ele é sempre escalado para ouvir confissões. É bastante modernista e obviamente tem um discurso lamentável.

A missa foi por ocasião de primeiro ano de falecimento de Dona Marisa.

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Pesquisando o assunto encontrei esse site , que mostra um vídeo em que o próprio Frei Altamiro aparece pregando na missa. Lindberg Farias está na primeira fila. Veja o vídeo!

http://www.pt.org.br/dona-marisa-e-homenageada-por-liderancas-de-todo-o-brasil/

Após falar por alguns minutos, o frei dá a palavra a uma deputada. Em seguida, ele propõe uma greve de fome em frente ao tribunal (provavelmente se referindo ao tribunal onde Lula está sendo julgado). Jejum é uma palavra religiosa demais. Depois, ele mostra um cartaz com Mahatma Ghandi e propõe a construção de uma tenda na praça de mesmo nome, perto do Convento, onde pessoas de várias religiões possam fazer suas orações. Ghandi é exaltado como santo em uma igreja católica.

Após a enorme repercussão nas redes sociais, a Província Franciscana emitiu uma nota de esclarecimento, cuja íntegra publicamos:

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5 fevereiro, 2018

Seita petista se reúne para recordar Marisa e incensar ídolo Lula.

Observações:

  1. O bispo emérito celebrante, dom Angélico Sândalo Bernardino, tira a missa de sua própria cachola, compondo orações, como a coleta, como bem entende.
  2. Fernando Haddad fez a primeira leitura.
  3. Piedade comovente: Lula comunga diretamente na boca e recebe do padre um “carinho” na barba. Depois, volta para o banco e fica falando, como que tendo recebido algo qualquer.
1 fevereiro, 2018

CEBs foram resgatadas por Jorge Mario Bergoglio, em 2007, no Documento de Aparecida.

Por Hermes Rodrigues Nery – FratresInUnum.com, 1º de fevereiro de 2018

A base de todo o pontificado de Francisco já estava contido no “Documento de Aparecida”, principalmente em pontos que haviam sido suprimidos ou minimizados pelas autoridades vaticanas na época.

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O então Cardeal Jorge Mario Bergoglio e o Papa Bento XVI, durante a V Conferência do CELAM, em Aparecida, em 2007.

Uma das tônicas de Jorge Mario Bergoglio, em várias de suas posições, ainda enquanto arcebispo de Buenos Aires (em contraponto ao pensamento de muitos prelados), é a de que “a realidade é mais importante do que a ideia,  pois esta não passa de uma interpretação daquela”1. E esse conceito ele quis imprimir no Documento de Aparecida, cuja publicação acabou sendo autorizada, por Bento XVI, em 29 de junho de 2007, depois de várias alterações feitas no texto original, mudanças estas suprimidas, mas depois retomadas por Bergoglio durante seu pontificado. Por exemplo: a revalorização das chamadas “Comunidades Eclesiais de Base”, tão defendidas pela teologia da libertação, resgatadas pelo Documento de Aparecida: “Queremos decididamente reafirmar e dar novo impulso à vida e missão profética e santificadora das CEBs”2. Elizabeta Piqué ressalta que por meio do documento final da V Conferência do CELAM, Bergoglio “conclama a uma missão continental permanente e ratifica a opção preferencial pelos pobres”3, documento este que “representará o programa de ação do pontificado de Francisco”4.

E também, dentre os muitos pontos rechaçados pelas autoridades vaticanas no Documento de Aparecida, emergidos depois por Francisco, houve uma melhor aceitação de aspectos do pensamento de Leonardo Boff, condenados por Joseph Ratzinger, em 1984. Como ressalta Mauro Lopes: “O moto das punições a Boff: seu livro Igreja, Carisma e Poder (1981) –não sem uma ponta de ironia amarga, as teses do livro foram assumidas e radicalizadas pelo Papa Francisco, mais de 30 anos depois.”5

Se no conclave de 2005, Bergoglio havia despontado como a principal força anti-Ratzinger (com seus 40 votos), um grupo cada vez maior de apoiadores progressistas continuou dando-lhe respaldo, para, aos poucos, alargar suas possibilidades em posições estratégicas no complexo tabuleiro político entre os cardeais.

Ainda no ano 2000, por ocasião do “Grande Jubileu”, um grupo de prelados progressistas latino-americanos,  “começam a insistir na possibilidade de fazer uma quinta conferência no CELAM”6, dentre eles Cláudio Hummes, Oscar Rodriguez Maradiaga e Jorge Mário Bergoglio, conversavam nesse sentido. Em fevereiro de 2001, os três se tornaram cardeais, no mesmo consistório. E também Walter Kasper e Karl Lehman.  “Foi o momento em que a Europa perdeu o seu lugar dominante no Colégio Cardinalício”7. Naquele consistório, tornou-se cardeal também o argentino Jorge María Mejía, que foi fundamental para fazer de Bergoglio, “um bispo em 1992 diante da oposição na época encabeçada pelo secretário de Estado, o Cardeal Angelo Sodano8. Fato curioso foi Mejía “teve um ataque cardíaco no dia em que Francisco foi eleito”, e “morreu em Roma em 2014, tendo vivido para ver uma mudança de era”.9

A “mudança de era”10, sem dúvida começou com a “turma de 2001”11. No primeiro Sínodo em que participaram, como cardeais, em maio daquele ano, “o centralismo vaticano e a decadência da cultura curial romana foram tópicos constantes de debate”12, como também no Sínodo de outubro. Jorge Mário Bergoglio começou então a ser notado pelos cardeais, quando o Edward Egan, arcebispo de Nova York teve de retornar aos Estados Unidos, em meio ainda à comoção do “11 de setembro” (com o ataque às torres gêmeas do World Trade Center), e Bergoglio foi quem o substituiu como relator-geral do Sínodo. Foi “o ponto de partida para a sua projeção internacional”13. A partir de então, foi designado para funções em diversos dicastérios vaticanos, dentre eles, a Pontifícia Comissão para a América Latina. Em 2005, seu nome despontou no conclave como o principal oponente de Joseph Ratzinger.  Mesmo assim, “há uma campanha política em andamento”14 contra Bergoglio. Cardeais como Angelo Sodano e tantos outros mais conservadores ficaram preocupados com o resultado do conclave de 2005, e muitos procuravam levar informações ao Vaticano sobre o passado de Bergoglio na Argentina, no intuito de evitar que ele angariasse mais apoio entre os cardeais.

O fato é que “a oposição contra Bergoglio se manteve até o conclave que o tornou o primeiro Papa latino-americano”15.  Havia uma outra visão de Igreja, que há muitas décadas vinha procurando se impor, de baixo para cima, dos subterrâneos da Igreja, das periferias do mundo, e que Bergoglio representava o anseio, especialmente nos tempos pós Concílio Vaticano II. Para Victor Manuel Fernandez, um dos mais próximos auxiliares de Bergoglio na V Conferência do CELAM, o que havia era um “outro ideal de Igreja, poderosa, triunfante, juíza do mundo”16 que já não podia mais se aceitar. Nesse sentido, desde a V Conferência do CELAM, Bento XVI (que muitos entendiam estar associado a este “outro ideal de Igreja”17, referido por Fernández, já não conseguia mais encontrar eco no próprio clero, cada vez mais progressista, mesmo suas homilias e pronunciamentos encontrarem acolhida entre os leigos do mundo todo, especialmente entre os jovens. Mas com o Documento de Aparecida, os bispos e cardeais começaram a difundir nas paróquias e dioceses, o modelo de Igreja apresentado por Bergoglio na V Conferência do CELAM.

Trecho do livro “Um Raio na Basílica”, Parte II, “Com Plena Liberdade”, de Hermes Rodrigues Nery, ainda sendo elaborado.

Hermes Rodrigues Nery é Coordenador do Movimento Legislação e Vida.

NOTAS:

  1. BRIGHENTI, Agenor, “Documento de Aparecida: o texto original , o texto oficial e o Papa Francisco” [https://periodicos.pucpr.br/index.php/pistispraxis/article/viewFile/1318/1258]
  2. (Documento de Aparecida, nº 179)
  3. PIQUÉ, Elizabeta, Papa Francisco, Vida e Revolução, p. 127, Editora Leya, 2014, São Paulo.
  4. LOPES, Mauro, João Paulo II: os anos de terror na Igreja, Instituto Humanitas Unisinos, 24 de junho de 2017 [http://www.ihu.unisinos.br/eventos/565135-cardeal-de-bergoglio-marca-o-inicio-da-era-francisco
  5. PIQUÉ, Elizabeta, Papa Francisco, Vida e Revolução, p. 127, Editora Leya, 2014, São Paulo.
  6. Ibidem.
  7. LOPES, Mauro, João Paulo II: os anos de terror na Igreja, Instituto Humanitas Unisinos, 24 de junho de 2017 [http://www.ihu.unisinos.br/eventos/565135-cardeal-de-bergoglio-marca-o-inicio-da-era-francisco]
  8. Ibidem.
  9. Ibidem
  10. Ibidem
  11. Ibidem
  12. Ibidem
  13. PIQUÉ, Elizabeta, Papa Francisco, Vida e Revolução, p. 121, Editora Leya, 2014, São Paulo.
  14. Ib. p. 122.
  15.  Ib. p. 125.
  16.  Ibidem.
  17.  Ibidem.
29 janeiro, 2018

Chega de padres apoiando corruptos!

Por FratresInUnum.com – 29 de janeiro de 2018: Na última semana, o Brasil assistiu a condenação do ex-presidente Lula e, em seguida, a sua exaltação no 14º Intereclesial de CEBs, em Londrina. O povo se revoltou!

Como é possível que a devoção dos bispos da CNBB por Lula seja tão fanática a ponto de se colocar na contra-mão da história?… Enquanto o país sepulta o PT, os bispos procedem à exumação. Mas o cadáver já está podre!

Como o próprio Lula confessa num vídeo, a sua ascensão ao poder só se tornou possível graças à base que a Teologia da Libertação criou utilizando a estrutura da Igreja Católica, base que está na gênese do Partido dos Trabalhadores.

Ao longo de décadas, o PT se serviu de nossos altares como palanque, até que conquistou o poder e, com ele, pôde criar o maior esquema de corrupção jamais visto na história.

Agora, após o impeachment de Dilma e a condenação de Lula, resta apenas uma saída para o PT: o regresso às igrejas, onde ainda encontram os fanáticos padres formados na cartilha do esquerdismo mais desqualificado do mundo, o esquerdismo mofado da Teologia da Libertação.

Não podemos permitir que, novamente, soframos a reedição daquela enchente de esgoto borbulhando em nossos púlpitos!

O inferno está para recomeçar: cultos sincretistas, liturgias inculturadas, cânticos engajados, coreografias com enxadas, imoralidades, marxismo pregado às crianças e idosos, Igrejas católicas vazias.

Mas, afinal de contas, há algo que se possa fazer? Sim, há!

Comece a ir apenas às paróquias de padres católicos e de doutrina comprovada, de padres que não deixam dúvidas de sua condenação total a esses corruptos malditos que roubaram a nossa nação. Corte do clero esquerdista o que mais lhes interessa: dinheiro. Pague seus dízimos e dê suas ofertas apenas para paróquias de bons sacerdotes católicos e anti-comunistas declarados.

Comece a entrar nas igrejas e a desmascarar os comunistas que se infiltrarem nas sacristias. Marque sua posição, não saia de lá. Exponha ao povo comum cada um desses excomungados.

Deixe os padres da Teologia da Libertação falando sozinhos. Essa figueira é estéril e ela tem que secar!

Agora é a hora de todo o laicato do Brasil se fazer respeitar. Chega de padres defendendo corruptos! Fora Teologia da Libertação! Fora PT!

9 novembro, 2017

A “perspectiva protestante” das “teologias da libertação”, como “parte da teologia moderna”.

Por Hermes Rodrigues Nery – FratresInUnum.com, 9 de novembro de 2017

Tanto na Mensagem de Natal à Cúria romana (2005), quanto à exposição que fez ao clero romano (em 14 de fevereiro de 2013), Bento XVI permaneceu convicto de que as incompreensões do Concílio Vaticano II se deram pelo modo como os mass media estimularam e se simpatizaram por “uma hermenêutica da descontinuidade e da ruptura”1, causando confusão, “e também de uma parte da teologia moderna”2.

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Talvez esteja aqui, nessa colocação, o que aproxima e o que distancia Joseph Ratzinger do grupo que elegeu Jorge Mário Bergoglio, em 2013. Isso porque certos tradicionalistas dizem que tanto Ratzinger, quanto Bergoglio estão em sintonia com a mesma visão modernista de Igreja, a diferença está apenas no grau, sendo que Bergoglio mostrou-se disposto, desde o início a pisar no acelerador, por uma revolução sem precedentes, como um novo João XXIII.

Mas Bento XVI há muito havia colocado a mão no breque, aí talvez começou a se distinguir. Na sua exposição ao clero romano, Bento XVI associou a “hermenêutica da descontinuidade e da ruptura”3 estimulada pelos mass media e também por “uma parte da teologia moderna”4.

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24 maio, 2016

Unisal – Campus Pio XI abriga conspiração de Lula e movimentos de esquerda.

Por Catarina Maria B. de Almeida | FratresInUnum.com – No último sábado, 21, alguns leitores de FratresInUnum.com viram o ex-presidente Lula nas imediações da Universidade Salesiana, Campus Pio XI, em São Paulo. Descrentes do que estavam vendo, foram conferir e lhes informaram que o ex-sindicalista investigado pela Operação Lava Jato estava reunido no recinto com “movimentos sociais”. Eis do que se tratava:

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Publicação na página da Frente Brasil Popular no Facebook: “A Frente Brasil Popular conta a participação de mais de 60 entidades do movimento social e sindical e discute hoje (21) o calendário e estratégia de luta para o próximo período”.

A reunião não foi divulgada para além de seus próprios participantes e a publicação na página da Frente Brasil Popular sequer cita o local em que ocorreu.

São fotos de pessoas lá presentes que corroboram o testemunho de nossos leitores:

Talvez os próprios salesianos temam eventuais reações de seus paroquianos na nobre região paulistana do Alto da Lapa, onde não optaram preferencialmente pelos pobres ao decidirem onde atuar. Se a Lava Jato já chegou num padre do Distrito Federal, esperamos que os salesianos  não entrem para a lista de investigados…

Já Dom Bosco havia profetizado a infestação de todos os espaços da sociedade pelos comunistas, identificando a nefasta ideologia com cavalo vermelho de que fala capítulo 6º do Livro do Apocalipse: “Partiu então outro cavalo, vermelho. Ao que o montava foi dado tirar a paz da terra, de modo que os homens se matassem uns aos outros; e foi-lhe dada uma grande espada”. Assim contam as memórias do Santo fundador dos salesianos:

No sonho de Dom Bosco parece que o cavalo representasse o comunismo, que procedendo furiosamente contra a Igreja avançava conspirando contra a ordem social, sem deter-se nem um só passo; impunha-se aos governos, nas escolas, nos municípios, nos tribunais, desejando realizar a obra destruidora começada com o apoio e cumplicidade das autoridades constituídas, em prejuízo da sociedade religiosa e de todo piedoso instituto e do direito de propriedade.

Dom Bosco disse:

— Seria necessário que todos os bons e nós em nossa pequenez procurássemos com zelo e entusiasmo pôr um freio a esta besta que irrompe em qualquer parte aloucadamente.

Rezemos, pois, a Maria Auxiliadora, pedindo-lhe hoje, dia de sua grande festa, que fulmine a besta comunista que, ao que parece, infiltrou-se inclusive entre os filhos de Dom Bosco.

Não deixemos, todavia, de manifestar o nosso repúdio às autoridades eclesiásticas pelo aparelhamento das estruturas da Igreja para fins contrários à Lei de Deus e ao Magistério:

NUNCIATURA APOSTÓLICA

Excelência Reverendíssima Dom Giovanni D’Aniello, Núncio Apostólico
Av. das Nações, Quadra 801 Lt. 01/ CEP 70401-900 Brasília – DF
Cx. Postal 0153 Cep 70359-916 Brasília – DF
Fones: (61) 3223 – 0794 ou 3223-0916
Fax: (61) 3224 – 9365
E-mail: nunapost@solar.com.br

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ARQUIDIOCESE DE SÃO PAULO

Eminência Reverendíssima Dom Odilo Pedro Cardeal Scherer
Facebook: http://www.facebook.com/domodiloscherer 
Twitter: http://twitter.com/DomOdiloScherer
E-mail: opscherer@terra.com.br 

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VIGÁRIO EPISCOPAL DA ARQUIDIOCESE DE SÃO PAULO PARA A EDUCAÇÃO E A UNIVERSIDADE 

Excelência Reverendíssima Dom Carlos Lema Garcia

E-mail: vicariatoeducacaouniversidade@gmail.com – Twitter: https://twitter.com/vicariatoeduca

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RETTORE MAGGIORE DELLA CONGREGAZIONE SALESIANA (Superior geral)

Reverendíssimo Padre Ángel Fernández Artime
E-mail: hlopez@sdb.org

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INSPETORIA SALESIANA NOSSA SENHORA AUXILIADORA (SP)

Reverendíssimo Pe. Edson Donizete Castilho – Chanceler da Unisal e Inspetor Salesiano de São Paulo

E-mail: ecastilho@salesianos.com.br, ecastilho@essj.com.br, secretaria@pio.unisal.br

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CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ

Eminência Reverendíssima Dom Gerhard Ludwig Müller
Palazzo del Sant’Uffizio, 00120 Città del Vaticano
E-mail: cdf@cfaith.va – Tel. 06.6988-3438 Fax: 06.6988-5088

 

3 janeiro, 2016

Do Pacto das Catacumbas a Francisco.

22 junho, 2015

Religiosos (da TL) se encontram com seu ídolo-mor. Fiéis lamentam presença de bispo de Mogi das Cruzes, que se justifica.

Em encontro com religiosos, Lula faz duras críticas a Dilma e a sua gestão: ‘ela está no volume morto’

Ex-presidente admitiu ainda que é ‘um sacrifício’ convencer sua sucessora a viajar pelo país e defender sua gestão

O Globo – Como se estivesse em um confessionário, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva abriu o coração a um seleto grupo de padres e dirigentes de entidades religiosas no auditório de seu instituto, anteontem, em São Paulo. Em tom de desabafo, criticou duramente a presidente Dilma Rousseff e creditou ao governo dela, sobretudo no segundo mandato, a crise vivida pelos petistas. Para Lula, a taxa de aprovação da companheira está no “volume morto”, numa referência à situação hídrica paulista, e, com o silêncio do Planalto, o “governo parece um governo de mudos”. O ex-presidente admitiu ainda que é “um sacrifício” convencer sua sucessora a viajar pelo país e defender sua gestão.

Dom Pedro Luiz Stringhini discursa alegremente em encontro com o bezerro de ouro da Teologia da Libertação.

Dom Pedro Luiz Stringhini discursa alegremente em encontro com o bezerro de ouro da Teologia da Libertação.

— Dilma está no volume morto, o PT está abaixo do volume morto, e eu estou no volume morto. Todos estão numa situação muito ruim. E olha que o PT ainda é o melhor partido. Estamos perdendo para nós mesmos — disse Lula.

Para ilustrar a profundidade do poço em que se meteu o PT, Lula citou uma pesquisa interna do partido, que revela que a crise se instalou no coração da legenda, o ABC Paulista. Muito rouco, o ex-presidente dizia coisas como “o momento não está bom” e “o momento é difícil”.

— Acabamos de fazer uma pesquisa em Santo André e São Bernardo, e a nossa rejeição chega a 75%. Entreguei a pesquisa para Dilma, em que nós só temos 7% de bom e ótimo — disse Lula aos religiosos.

Ele afirmou ter dito à presidente: “Isso não é para você desanimar, não. Isso é para você saber que a gente tem de mudar, que a gente pode se recuperar. E entre o PT, entre eu e você, quem tem mais capacidade de se recuperar é o governo, porque tem iniciativa, tem recurso, tem uma máquina poderosa para poder falar, executar, inaugurar”.Na mesa, os mais de 30 participantes do encontro, entre eles o bispo dom Pedro Luiz Stringhini, não deram trégua ao ex-presidente. Sobraram críticas para o PT, o governo, o próprio Lula e seu pupilo, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad. Os religiosos defenderam que o partido volte à antiga liturgia e se aproxime mais dos trabalhadores.

Lula concordou com a tese, dizendo que os petistas trocaram a discussão da política pela do mandato.

A reunião faz parte da estratégia do partido de tentar se reaproximar de sua base social. O interlocutor da ala religiosa é o ex-ministro Gilberto Carvalho, mencionado diversas vezes por Lula, em seu discurso de mais de 50 minutos, para exemplificar como o governo Dilma perdeu o contato com os movimentos sociais. Lula cobrou da presidente, e tem feito isso em outras reuniões reservadas, uma agenda positiva e mais exposição pública. Para o petista, Dilma deixou o governo mais distante dos mais pobres.

— Na falta de dinheiro, tem de entrar a política. Nesses últimos cinco anos, fizemos muito menos atividade política com o povo do que fizemos no outro período — disse ele, citando as conferências nacionais com grupos sociais:

— Isso acabou, Gilberto!

Lula reclamou que Dilma tem dificuldade de ouvir até mesmo os conselhos dados por ele:

— Gilberto sabe do sacrifício que é a gente pedir para a companheira Dilma viajar e falar. Porque na hora que a gente abraça, pega na mão, é outra coisa. Política é isso, o olhar no olho, o passar a mão na cabeça, o beijo.

Nesse ponto da conversa, o ex-presidente fez questão de ressaltar: falar com a população não é “agendar para falar na televisão”.

Durante a reunião, Gilberto Carvalho, que saiu do núcleo central do governo Dilma depois de muitas críticas à atuação da equipe da presidente, concordava com Lula, completava frases e assentia com a cabeça enquanto o ex-presidente subia o tom:

— Aquele gabinete (presidencial) é uma desgraça. Não entra ninguém para dar notícia boa. Os caras só entram para pedir alguma coisa. E como a maioria que vai lá é gente grã-fina… Só entrou hanseniano porque eu tava no governo, só entrou catador de papel porque eu tava no governo — disse Lula, que completou:

— Essa coisa se perdeu.

Lula revelou o quem tem conversado com Dilma nos encontros privados. Os dois têm feito reuniões em São Paulo, e a presidente só as informa na agenda oficial depois que são realizadas. Ele disse que fala para a presidente que a hora é de “ ir para a rua, viajar por esse país, botar o pé na estrada”. Diz ainda que os petistas não podem temer as vaias. Uma das armas para recuperar a combalida gestão, segundo ele, é investir na execução do Plano Nacional de Educação. O problema seria, de acordo com ele mesmo, que o próprio PT desconhece o conteúdo do plano.

“OS MINISTROS TÊM DE FALAR”

O petista, que não falou com os padres sobre uma possível candidatura à Presidência em 2018, mas não esconde que pode concorrer ao terceiro mandato, disparou fortemente contra os ministros, sobretudo os do PT.

— Os ministros têm de falar. Parece um governo de mudos. Os ministros que viajam são os que não são do PT. Kassab já visitou 23 estados, não sei quem já visitou 40 estados —exagerou.

O ministro das Cidades, Gilberto Kassab, preside o PSD e quer recriar o Partido Liberal. Foi citado mais uma vez, para criticar o desânimo dos líderes petistas:— Aí não dá. Kassab já tá criando outro partido e a gente não tá defendendo nem o da gente!

Lula disse que também tem chamado a atenção do ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, dizendo que ele deveria fazer mais discursos públicos.

— Pelo amor de Deus, Aloizio, você é um tremendo orador — disse ele, que emendou, arrancando risos dos religiosos: — É certo que é pouco simpático.

O ex-presidente ressaltou ainda que “inaugura-se (obra do) Minha Casa Minha Vida todos os dias”, mas que os políticos locais não destacam o papel do governo nas obras.

Para criticar o empenho de Dilma na aprovação do ajuste fiscal, Lula afirmou:

— Falar é uma arma sagrada. Estamos há seis meses discutindo ajuste. Ajuste não é programa de governo. Em vez de falar de ajuste… Depois de ajuste vem o quê? — criticou Lula, apontando que é preciso “fazer as pessoas acreditarem que o que vem pela frente é muito bom”. Segundo o petista, “agora parece que acabou o (assunto) do ajuste”.

A VACA TOSSIU

Lula disse que o governo não dá boas notícias ao país.

— Nós tivemos as eleições no dia 26 de outubro. De lá pra cá, Gilberto, nós temos que dizer para vocês, porque vocês são companheiros, depois de nossa vitória, qual é a noticia boa que nós demos para este país? Essa pergunta eu fiz para a companheira Dilma no dia 16 de março, na casa dela.

Segundo Lula, nesse encontro estavam os ministros Mercadante, Jacques Wagner (Defesa) e Miguel Rossetto (Secretaria Geral da Presidência), além de Rui Falcão, presidente nacional do PT.

—Eu fiz essa pergunta para Dilma: “Companheira, você lembra qual foi a última notícia boa que demos ao Brasil?” E ela não lembrava. Como nenhum ministro lembrava. Como eu tinha estado com seis senadores, e eles não lembravam. Como eu tinha estado com 16 deputados federais, e eles não lembravam. Como eu estive com a CUT, e ninguém lembrava.

Para os religiosos — que foram recebidos no Instituto Lula com café, refrigerantes, sanduíches e docinhos como brigadeiro e olho de sogra — Lula continuou a “confissão”, elencando as más notícias dadas pelo governo:

— Primeiro: inflação. Segundo: aumento da conta de água, que dobrou. Terceiro: aumento da conta de luz, que para algumas pessoas triplicou. Quarto: aumento da gasolina, do diesel, aumento do dólar, aumento das denúncias de corrupção da Lava-Jato, aquela confusão desgraçada que nós fizemos com o Fies (Financiamento Estudantil), que era uma coisa tranquila e que foram mexer e virou uma desgraceira que não tem precedente. E o anúncio do que ia mexer na pensão, na aposentadoria dos trabalhadores.

Nesse momento, Lula resgatou as promessas não cumpridas por Dilma durante a última campanha eleitoral.

— Tem uma frase da companheira Dilma que é sagrada: “Eu não mexo no direito dos trabalhadores nem que a vaca tussa”. E mexeu. Tem outra frase, Gilberto, que é marcante, que é a frase que diz o seguinte: “Eu não vou fazer ajuste, ajuste é coisa de tucano”. E fez. E os tucanos sabiamente colocaram Dilma falando isso (no programa de TV do partido) e dizendo que ela mente. Era uma coisa muito forte. E fiquei muito preocupado.

O ex-presidente ainda disse aos religiosos — entre eles o padre Julio Lancelotti, dirigentes de pastorais católicas e um pastor evangélico — não acreditar na existência do mensalão.

Não acredito que tenha havido mensalão. Não acredito. Pode ter havido qualquer outra coisa, mas eu duvido que tenha havido compra de voto — disse ele, mencionando que o ex-deputado Luizinho, do PT de Santo André, não poderia ter voto comprado no mensalão porque era, na época do escândalo, em 2005, líder do governo.

Lula repetiu a crítica que tem feito desde o início do ano nas reuniões do partido: a de que os petistas saíram derrotados do caso do mensalão porque trataram do caso “juridicamente”, quando a discussão, segundo ele, é política. Os petistas têm se desdobrado para defender, desta vez, o ex-tesoureiro João Vaccari Neto, acusado de integrar o esquema descoberto pela Operação Lava-Jato, numa mudança em relação à postura adotada sobre o ex-tesoureiro Delúbio Soares.

Durante as investigações do mensalão, a direção do PT expulsou Delúbio, que só voltou a ser defendido pelos principais nomes da legenda quando começou o julgamento no Supremo.

— Nós começamos a quebrar a cara ao tratar do mensalão juridicamente. Então, cada um contratou um advogado. Advogado muito sabido, esperto, famoso, desfilando por aí, falando que a gente ia ganhar na Justiça. E a imprensa condenando. Todo dia tinha uma sentença. Quando chegou o dia do julgamento, o pessoal já estava condenado — disse Lula.

* * *
Após divulgar fotos do encontro em seu perfil no Facebook e receber uma avalanche de críticas, o bispo diocesano de Mogi das Cruzes se pronunciou:
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30 janeiro, 2015

Eixo Francisco-Obama-Cuba, prestidigitação e confusão.

Por Armando F. Valladares * | Tradução: Gercione Lima – Fratres in Unum.com: Cuba, minha terra natal, acabou de completar 56 anos de martírio sob uma nefasta revolução comunista. Diante deste drama gigantesco e deste trágico aniversário, sobre a face da terra quase não se ouviu vozes de indignação por uma situação que clama ao céu. Muitos governos que anos após anos, rasgam suas vestes na ONU para condenar o chamado “embargo externo” dos Estados Unidos, enviaram mensagens de saudação aos tiranos castristas e nem sequer meia palavra disseram sobre o implacável “embargo interno” do regime contra 12 milhões de habitantes da ilha-prisão.

Estamos diante de um dos maiores exemplos de truque de publicidade de toda a História: um regime que durante décadas foi a ponta de lança de revoluções sangrentas na América Latina e na África, e que hoje continua tecendo cordões umbilicais ideológicos nas três Américas, de uma merecida imagem de agressor passou a ter a imagem mais mentirosa de vítima.

São inúmeros os casos de ajuda internacional ao regime cubano, que permitiram e permitem a sua sobrevivência. Depois do gigantesco respaldo financeiro da União Soviética até o seu colapso; da Venezuela Chavista até sua atual desintegração e do Brasil lulista-dilmista, agora com os cofres mais vazios, surge a partir da América o inesperado “eixo” Obama–Francisco. Um eixo político e espiritual sui generis que, independentemente das intenções dessas altas personalidades, passará a abastecer com rios de dinheiro e prestígio publicitário o aparelho repressivo do regime.

No dia 19 de dezembro, dois dias depois que em Roma, Washington e Havana foi anunciado simultaneamente o restabelecimento das relações diplomáticas entre o governo dos Estados Unidos e a ditadura cubana, uma embarcação da Guarda Costeira castrista, presumivelmente, em águas internacionais, começou a investir contra uma lancha na qual fugiam 32 pessoas, incluindo sete mulheres e duas crianças, até conseguir afundar a frágil embarcação. Esses cubanos simplesmente buscavam a liberdade e tentavam romper o ignominioso “embargo interno” que a tirania de Castro impõe aos seus habitantes.

ATAQUE À LANCHA DE REFUGIADOS POR CASTRISTAS.

Masiel González Castellano, uma sobrevivente, esposa de Leosbel Beoto Diaz, que morreu afogado, narrou  por telefone mais tarde: “Nós estávamos gritando, pedíamos auxílio, que nos ajudassem porque o barco estava afundando. Mas eles não faziam caso. O que faziam era partir pra cima da lancha. Algumas pessoas se jogavam na água e outros ficaram ali enquanto a lancha ia se afundando. Eles sabiam que haviam crianças e mesmo assim continuavam se jogando pra cima de nós. Pouco lhes importava”.

Foi uma ação brutal por parte de um regime que se sente com as costas largas, protegidos por poderosos aliados. O fato criminoso que tanto comprometia o regime de Fidel Castro, teria merecido um clamor global de repúdio, todavia passou quase despercebido pela imprensa internacional, pelos governos ocidentais, organizações de defesa de “direitos humanos” e, oh dor! por eclesiásticos que deveriam imitar o Bom Pastor, dispostos a dar a vida por suas ovelhas.

No dia 31 de dezembro em Havana, coincidindo com os 56 anos de revolução, desencadeou-se uma onda de repressão contra opositores que estavam tentando apenas se reunir na Praça da Revolução, ilustrando, como se não houvesse qualquer dúvida, quais são as reais disposições do regime.

Nos Estados Unidos, diversos especialistas têm demonstrado de maneira documentada como a aproximação quase incondicional do governo dos EUA favorece o regime cubano e prejudica a causa da liberdade na ilha, cujos habitantes ficarão muito mais à mercê dos tiranos; e criticaram duramente o Presidente Obama (cf. “Dissidentes cubanos acusam Obama de traição”, Marc A. Thiessen, Washington Post, 29 de dezembro de 2014. “Obama dá ao regime de Fidel Castro em Cuba um resgate desmerecido” Editorial em Espanhol e Inglês, Washington Post, 17 de Dezembro., 2014).

No entanto, poucos são os analistas que destacam o aspecto mais grave e trágico deste acordo: a responsabilidade que cabe ao seu artífice e mediador mais eminente, o Pontífice Francisco. No dia 17 de dezembro passado, no mesmo dia do anúncio do restabelecimento das relações diplomáticas, Francisco, juntamente com a reafirmação do seu papel como mediador, saudou a libertação de alguns “presos” sem sequer insinuar que em Cuba o regime comunista continua mantendo subjugados não apenas “alguns”, mas 12 milhões de cubanos. É extremamente doloroso dizer, mas a bota com que Castro continua a esmagar os meus irmãos da ilha, agora conta com um altíssimo aval.

É preciso recordar que do lado castrista, os “prisioneiros” eram, na verdade, espiões processados e condenados pela Justiça americana por cumplicidade no assassinato dos jovens da organização “Irmãos para o Resgate” e por planejarem transportar explosivos em Miami para realizar atos terroristas. Por tal motivo o líder dos “presos castristas” tinha duas penas de prisão perpétua.

PAPA FRANCISCO

Não é a primeira vez que Francisco, independentemente de suas intenções, adota atitudes que objetivamente favorecem às esquerdas continentais políticas e eclesiásticas. Por exemplo, foi realizado em Roma de 27 a 29 de outubro do ano passado, o Encontro Mundial dos Movimentos Populares Revolucionários que reuniu 100 líderes revolucionários mundiais, incluindo conhecidos agitadores profissionais latino-americanos, e que contou com a participação do próprio Francisco. É como se tivessem realizado uma espécie de “beatificação” publicitária , em vida, dessas figuras revolucionárias de inspiração marxista, beatos sui generis de uma “igreja de cabeça para baixo”, tudo ao contrário da doutrina social da Igreja, defendida por predecessores de Francisco (cf. “O Papa saúda e abençoa” L’Osservatore Romano, 28 de outubro de 2014; “Francisco, ‘beatificação’ publicitária dos revolucionários e ‘vendaval’ social”, Destaque Internacional, 02 de novembro de 2014).

Tive a oportunidade de comentar sobre outros eventos no mesmo sentido, como quando Francisco revogou a “suspensão a divinis” do sacerdote nicaraguense Miguel D’Escoto, da infame ordem Maryknoll, ex-chanceler sandinista e uma das figuras mais pró-castrista da teologia da libertação. O padre D’Escoto tinha sido disciplinado pelo Vaticano em 1984 por seu envolvimento na perseguição dos católicos nicaraguenses durante o primeiro governo sandinista da Nicarágua (cf. “Francisco, pró-castristas e confusão”, Armando Valladares, 6 de agosto de 2014).

Infelizmente, no que diz respeito a Cuba e à América Latina, esses dizeres, atos e gestos do Pontífice Francisco estão direta ou indiretamente favorecendo a opressão do povo cubano e a esquerdização do continente. Paira no ar a sensação de que, sob esses pontos, estaríamos na presença de um pontificado marcado pela confusão e até mesmo o caos, com consequências preocupantes para o futuro político, social e cristão das Américas.

Como Católico e ex preso político cubano que passou 22 anos nas prisões de Castro, e que viu sua fé fortalecida ao ouvir os gritos dos jovens católicos que morriam no “paredão de fuzilamento” gritando “Viva Cristo Rey, abaixo o comunismo” devo manifestar  as perplexidades, angústias e dramas interiores que suscitam os fatos descritos acima. Trata-se de uma situação das mais dolorosas que pode existir, porque dizem respeito aos vínculos com a Santa Sé. Não obstante, como já tive ocasião de manifestar, a fé dos católicos deve permanecer intacta e até mesmo fortalecida diante desses dilemas, porque em questões políticas e diplomáticas nem mesmo os papas são assistidos pela infalibilidade. E não há nenhuma obrigação para os católicos de aceitar essas palavras e ações, na medida em que diferem da linha tradicional adotada pela Igreja em relação ao comunismo.

* Armando Valladares, escritor, pintor e poeta. Passou 22 anos como prisioneiro político em Cuba e é o autor do best-seller “Contra toda esperança”, que narra o horror das prisões de Castro. Ele foi embaixador dos Estados Unidos diante da Comissão de Direitos Humanos da ONU sob as administrações Reagan e Bush. Ele recebeu a Medalha Presidencial do Cidadão e Prêmio Superior do Departamento de Estado. Ele tem escrito numerosos artigos sobre a colaboração eclesiástica com o comunismo cubano e sobre a “Ostpolitik” do Vaticano em relação a Cuba.