Posts tagged ‘Igreja’

30 dezembro, 2014

Felix Sit Annus Novus!

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O Fratres in Unum deseja um Santo Ano de 2015!

A seguir, os posts de 2014 mais lidos:

Saiu o Hino da Campanha da Fraternidade 2014! Imperdível…

Esclarecimento de Pe. Fabio de Melo.

Gregório Duvivier, um palhaço!

Papa Francisco destitui Dom Rogelio Livieres, bispo de Ciudad del Este.

Fabio de Melo, um herege descarado. O sono profundo da Diocese de Taubaté.

Dom Henrique Soares da Costa sobre o “Templo de Salomão”.

Uma visão profética do Padre Pio.

“Papa deverá prestar contas a Deus, não a mim. O mérito da causa nada mais foi do que uma oposição e perseguição ideológica. Eu e o povo fomos ignorados”.

É neste domingo: não dê um tostão na coleta da Missa.

O Lixo chamado TV Aparecida.

* * *

Atenção: o blog está em recesso e retorna às suas atividades normais no final de janeiro/2015.

23 dezembro, 2014

Um Santo e Feliz Natal!

É o que deseja o Fratres in Unum a seus amigos e leitores. Obrigado por tudo!

O blog entra em recesso e retorna às atividades normais na segunda metade de janeiro. Até lá, alguns posts foram programados, no entanto, a liberação dos comentários será mais lenta.

* * *

O Natal em um campo de refugiados iraquianos

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Dominus dixit ad me: Fílius meus es tu, ego hódie génui te. Quare fremuérunt gentes: et pópuli meditáti sunt inánia?

O Senhor disse-me: Tu és meu Filho, Eu hoje Te gerei. Porque se enraivecem as nações, e os povos maquinam coisas vãs?

Intróito da Missa da Meia-Noite – Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo. Na imagem, presépio e árvore de Natal ao centro, consoladores, de toda a tristeza e incerteza que os cerca.

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Ó Deus que fizestes resplandecer esta noite com a claridade da verdadeira Luz, concedei-nos que depois de conhecermos na Terra os mistérios dessa Luz, gozemos também no Céu das suas alegrias. Ele que vive e reina conVosco.

Coleta da Missa da Meia-Noite – Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo. Na imagem, criança que vive neste campo de refugiados, construído em torno de uma igreja católica, reza apenas desejando um dia retornar para casa.

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Tecum princípium in die virtútis tuae: in splendóribus Sanctórum, ex útero ante lucíferum génui te. Dixit Dóminus Dómino meo: Sede a dextris meis: donec ponam inimícos tuos, scabéllum pedum tuórum.

No dia do teu poder, estou contigo Eu, o princípio, que te gerei do Meu seio, nos esplendores dos Santos, antes de haver dia. Disse o Senhor ao meu Senhor: Senta-se à minha direita, até que ponha os teus inimigos como escabelo dos teus pés.

Gradual da Missa da Meia-Noite – Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo. Inocência perdida: o paliativo do campo de refúgio tornou-se a realidade dos pequeninos. Ali vivem e ali brincam.

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Dóminus dixit ad me: Fílius meus es tu, ego hódie génui te.

O Senhor disse-me: tu és meu Filho Eu hoje te gerei.

Aleluia da Missa da Meia-Noite – Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo. Segurança: o campo erigido ao redor da igreja proteje, mas o frio é outro adversário feroz.

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Accépta tibi sit, Dómine, quaésumus, hodiérnae festivitátis oblátio: ut, tua grátia largiénte, per haec sacrosáncta commércia, in illíus inveniámur forma, in quo tecum est nostra substáncia.

Senhor, nós Vos pedimos, aceita as ofertas da presente festividade, a fim de que, com a vossa graça, por este sacrossanto Mistério, nos assemelhemos Àquele no qual se uniu a vos a nossa natureza.

Secreta da Missa da Meia-Noite – Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo. Alegria: o temor não é capaz de apagar a alegria dos católicos iraquianos nesta tão singela festa.

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Laeténtur caeli et exsúltet terra ante fáciem Dómini: quóniam venit.

Alegrem-se s Céus e exulte a Terra ante a face do Senhor, porque Ele chegou.

Antífona do ofertório da Missa da Meia-Noite – Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo. A vida continua, pequeno e fiel rebanho.

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Vere dignum et justum est, aequum et salutáre, nos tibi semper et ubíque grátias ágere: Dómine, sancte Pater omnípotens, ætérne Deus: Quia per incarnáti Verbi mysterium, nova mentis nostræ óculis lux tuæ claritátis infúlsit: ut dum visibílier Deum cognóscimus, per hunc in invisibílium amórem rapíamur.

É verdadeiramente digno e justo, necessário e salutar que, sempre e em toda parte Vos demos graças, Senhor, Pai santo, Deus onipotente e eterno, porque, pelo mistério do Verbo Incarnado, aos olhos da nossa mente brilhou nova luz do vosso esplendor, a fim de que, conhecendo Deus de forma visível, por ele sejamos arrebatados ao amor das coisas invisíveis.

Prefácio da Santa Missa do Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo.

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Da nobis, quaésumus, Dómine, Deus noster: ut, qui Nativitátem Dómini nostri Jesu Christi mystériis nos frequentáre gaudémus; dignis conversatiónibus ad ejus mereámur perveníre consórtium.

Concedei-nos, Senhor nosso Deus, nós vos pedimos, que pois nos alegramos de celebrar com estes mistérios a festividade de Nosso Senhor Jesus Cristo, mereçamos também, por uma vida digna, alcançar um dia a união com Ele.

Oração postcommunio da Santa Missa de Meia-noite do Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo.

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Concéde, quǽsumus, omnípotens Deus: ut nos Unigéniti tui nova per carnem Natívitas líberet; quos sub peccáti jugo vetústa sérvitus tenet.

Concedei, Deus onipotente, que o novo nascimento pela carne do vosso Unigênito nos liberte, a nós, a quem a antiga escravidão retém sobre o jugo do pecado.

Coleta postcommunio da Santa Missa do dia do Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Imagens: Daily Mail

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11 dezembro, 2014

Véu e Desvelo.

Por Andrea Grego de Álvarez | Tradução: Airton Vieira de Souza – Fratres in Unum.com: Li faz uns dias um belo artigo chamado “O véu, uma honra para a mulher”[1], que enumerava ali três razões, tomadas entre outras, para explicar por que o véu nas mulheres:

1ª. Porque é bela. O véu lhe recorda que não deve deixar-se levar pela concupiscência da beleza, nem arrastar a outros. É signo de pudor e recato, da modéstia no ornato com que sempre há de viver e apresentar-se ante Deus.

2ª. Porque é mãe. De uma forma especial, a mulher foi unida à obra criadora de Deus por sua própria maternidade. O véu lhe recorda que sua maternidade é sagrada e por isso ela se cobre, para indicar que ao estar coberta o mundo não pode feri-la nem ela se deixar sê-lo.

3ª. Por sua maternidade espiritual. Este é um aspecto importantíssimo e desconhecido pela mulher. A mulher pudorosamente vestida, coberta com seu véu em silêncio orante, é fiel reflexo da imagem da Santíssima Virgem, que com seu silêncio e seu véu orava incessantemente por seu Filho e meditava sobre Sua obra redentora. O recolhimento dentro da igreja da mulher com o signo distintivo de seu véu tem um fruto riquíssimo para a Igreja, para a santidade sacerdotal, à sustentação moral e espiritual do clero e para o fomento das vocações. A maternidade espiritual é uma grandíssima e formosíssima vocação feminina, muito desconhecida, desgraçadamente, mas de um valor que me atreveria a dizer “estratégico” dentro da Igreja.

Os três pontos mencionados deixou-me pensando… Porque nossos tempos fazem a renúncia explícita desses três valores. Renuncia à beleza, substituída pelo feio, pelo carente de harmonia, pelo provocador, dissonante, obscuro, agressivo.

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A maternidade física é afastada e desprezada, relegada pelo êxito material, profissional, temporal, acadêmico, econômico. A maternidade é suplantada pelo conforto, pela imagem, pela comodidade, pelo bem-estar, pelos caprichos.

A maternidade espiritual é ignorada e em seu lugar fica uma profunda e insondável esterilidade e frigidez espiritual que se encobre de ativismo oco que não deixa marca na alma de ninguém.

Assistimos hoje ao processo de destruição da família, da sociedade e da cultura. Um tempo que desafia a Deus e repete e grita em cada gesto e em cada ação: “Não queremos que Ele reine sobre nós”. Todos sabemos até que ponto o ataque à mulher, a seu verdadeiro ser e condição é a causa desta destruição a que assistimos. Toda tarefa de restauração da família, da sociedade e da cultura deverá passar pela recuperação do verdadeiro rol e dignidade da mulher.

Pensei naquela tremenda e magnífica profecia de Santa Hildegarda de Bingen, forte em sua plasticidade e sentido, quando escreve:

“Vi uma mulher de uma tal beleza que a mente humana não é capaz de compreender. Sua figura se erguia da terra até o céu. Seu rosto brilhava com um esplendor sublime. Seus olhos miravam ao céu. Levava um vestido luminoso e radiante de seda branca e com um manto crivado de pedras preciosas (…). Mas seu rosto estava coberto de pó, seu vestido estava rasgado na parte direita. Também o manto havia perdido sua beleza singular e seus sapatos estavam sujos por cima. Com grande voz e lastimosa, a mulher alçou seu grito ao céu: ‘Escuta, céu: meu rosto está manchado. Aflige-te, terra: meu vestido está rasgado. Trema, abismo: meus sapatos estão sujos (…). As chagas de meu esposo permanecem frescas e abertas enquanto estiverem abertas as feridas dos pecados dos homens. Que permaneçam abertas as feridas de Cristo é precisamente culpa dos sacerdotes. Eles rasgam meu vestido porque são transgressores da Lei, do Evangelho e de seu dever sacerdotal. Retiram o esplendor de meu manto, porque descuidam totalmente os preceitos que impõem. Sujam meus sapatos, porque não caminham pelo caminho reto, isto é, pelo duro e severo caminho da justiça, e também porque não dão um bom exemplo a seus súditos. No  entanto, encontro em alguns o esplendor da verdade’. E escutei uma voz do céu que dizia: ‘Esta imagem representa a Igreja.  Por isso, ó ser humano que vês tudo isso e que escutas os lamentos, anuncia-o aos sacerdotes que hão de guiar e instruir ao povo de Deus e aos que, como aos apóstolos, foi fito: ‘Ide ao mundo inteiro e proclamai o Evangelho a toda a criação”[2].

Seu rosto, que devia estar coberto por um véu, está coberto de pó. Perdeu-se o pudor que a reservava, a sacralidade que a preservava? A imagem, como diz Santa Hildegarda, é representação da Igreja; mas poderia ser também representação da mulher caída da dignidade que lhe outorgava o cumprimento fiel da vontade de Deus?

Pensei também em tantas “desveladas” conhecidas e desconhecidas, cujo maior esforço é precisamente a ruptura da ordem, a ruptura da fidelidade, a ruptura da missão. Desveladas para não velar por nada que valha a pena, desveladas para impedir que outras tantas mulheres sejam altar do Criador e levem em seu seio o fruto do verdadeiro amor.

Desde os anos 60, estenderam-se pelo mundo, tanto no campo liberal como no socialista, as ideias da “libertação” feminina. Libertação de quê? Do rol principalíssimo da mulher como esposa e mãe (não é casual que os anos 60 foram os da explosão da pílula). Libertação da maternidade, libertação da ternura, libertação de seu lugar e seu papel exclusivo, que ninguém poderia substituir. Essa ideia afetou também a Igreja e nela a libertação teve seu signo na abolição do véu. Só as religiosas o mantiveram como signo da maternidade espiritual (hoje também assistimos ao “desvelamento” das religiosas e o tempo nos vai dizendo de sua infecundidade espiritual).

Pensei no significado de estar velada, coberta, solene, sublinhando o mistério que se oculta debaixo do véu. Pensei no desprezo de nossos tempos pelo mistério profundo, elevado. Tudo deve ser explícito, tudo deve ser mostrado. Mas a ânsia infantil de mistério, o afã do assombro existe e então é suplantado por uma caricatura: a literatura e o cinema de mistério, suspense, terror.

O mistério verdadeiro que oculta o véu, é o dessa mulher velada que submete livremente sua vontade, entrega-se como a noiva ante o altar e ali, no segredo, oferece seus muitos e variados desvelos pelo filho, por cada filho, pelo esposo, pela vida que ainda não pulsa, pela vida que vai crescendo e toma seu rumo, pelos filhos espirituais, pelos amigos.

O véu, igual ao que cobre o altar para o santo sacrifício, cobre o altar do coração da mulher, onde oferecerá o sacrifício diário de sua virgindade ou de sua Paternidade, o sacrifício diário de sua fecundidade espiritual.

[1] Publicado por: Padre Juan Manuel Rodríguez da Rosa, 9 novembro, 2014 em: www.adelantelafe.com

[2] Hildegarda de Bingen, Carta a Werner von Kirchheim, ano 1170.

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8 dezembro, 2014

“De Maria numquam satis”.

“De Maria numquam satis”, dizem os Santos. Não se deve dizer basta nos louvores a Maria Santíssima. Não temamos cultuá-la excessivamente. Estamos sempre muito aquém do que Ela merece. Não é pelo excesso que nossa devoção a Maria falha. E sim, quando é sentimental e egoísta. Há devotos de Maria que se comovem até às lágrimas, e, no entanto, se ajustam, sem escrúpulos, à imodéstia e à sensualidade dominantes na sociedade de hoje. Sem imitação não há verdadeira devoção marial.

Consagremos, realmente, a Maria Santíssima nossa inteligência e nossa vontade, com a mortificação de nossa sensibilidade e de nossos gostos, e Ela cuidará de nossa ortodoxia. “Qui elucidam me vitam aeternam habebunt” (Eclo 24,31) – [Aqueles que me tornam conhecida terão a vida eterna] -, diz a Igreja de Maria. Os que se ocupam de fazê-la conhecida e honrada terão a vida eterna.

Dom Antônio de Castro Mayer.

Quando eu era jovem teólogo, antes e até mesmo durante as sessões do Concílio, como aconteceu e como acontecerá a muitos, eu alimentava uma certa reserva sobre algumas fórmulas antigas como, por exemplo, a famosa De Maria nunquam satis – “Sobre Maria jamais se dirá o bastante”. Esta me parecia exagerada.

Encontrava dificuldade, igualmente, em compreender o verdadeiro sentido de uma outra expressão bastante famosa e difundida repetida na Igreja desde os primeiros séculos, quando, após um debate memorável, o Concílio de Éfeso, do ano 431, proclamara Nossa Senhora como Maria Theotokos, que quer dizer Maria, Mãe de Deus, expressão esta que enfatiza que Maria é “vitoriosa contra todas as heresias”.

Somente agora – neste período de confusão em que multiplicados desvios heréticos parecem vir bater à porta da fé autêntica –, passei a entender que não se tratava de um exagero cantado pelos devotos de Maria, mas de verdades mais do que válidas.

Cardeal Joseph Ratzinger – Entretiens sur la Foi, Vittorio Messori – Fayard 1985.

(Publicado originalmente na festa da Imaculada Conceição de 2008)

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16 outubro, 2014

Pedido de oração.

Caros amigos, Ave Maria Puríssima!

Pedimos encarecidamente suas orações pelo Reverendíssimo Padre Fabiano Micali de Almeida, CO – Vigário da Paróquia São Filipe Néri, no Parque São Lucas, em São Paulo, que sofreu um acidente de automóvel e se encontra em estado grave.

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Padre Fabiano celebra a Santa Missa no Rito Tradicional todos os domingos na paróquia.

No mesmo acidente, dois senhores faleceram – RIP.

Outros seminaristas que estavam no carro passam bem.

São Filipe Néri, rogai por eles!

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11 outubro, 2014

Consagração do Brasil ao Imaculado Coração de Maria.

Pedimos a nossos leitores bispos e padres que recitem a consagração amanhã, na grandiosa festa de Nossa Senhora Aparecida, Rainha e Padroeira do Brasil.

Faça download do arquivo PDF aqui.

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6 outubro, 2014

Sínodo com mordaça. Por quê?

Por Marco Tosatti – La Stampa | Tradução: Gercione Lima – Fratres in Unum.com: Pela primeira vez, depois de várias décadas de história, um Sínodo dos Bispos será realizado em grande parte à portas fechadas. A participação do público sempre foi vetada mesmo em sínodos precedentes, mas TODAS as intervenções, desde àquela do Arcebispo de Milão ao da mais longínqua diocese da Patagônia eram publicadas, na íntegra ou em resumo, todos os dias.

Já nesse Sínodo das Famílias, nenhuma intervenção será publicada.

É surpreendente que isso aconteça no reinado de um Pontífice que — pelo menos a julgar pela escolha que ele faz, e dos instrumentos de retórica que sempre usa — é considerado como o mais “moderno” e “progressista” da história recente. Nem mesmo na época dos “conservadores” São João Paulo II e Bento XVI jamais se colocou mordaça nos bispos.

Vejamos alguma etapas do processo. Foi pedido aos participantes que enviassem suas intervenções por escrito até o dia 8 de Setembro de 2014. No programa que indicava como deveria ser formulada a intervenção, se pedia que fosse indicado o “número” correspondente do Documento Preparatório (também conhecido como Instrumentum Laboris) e a parte específica de tal número que seria abordada pela intervenção. Evidentemente que não queriam que a intervenção abordasse temas gerais, talvez considerados perigosos. Será que deste modo buscavam impedir uma reação contra o que for proposto durante a assembléia?

Os jornalistas – e o público – saberão o que aconteceu através de uma conferência de imprensa em que os assessores de imprensa lhes darão uma idéia geral do debate. Será como um comunicado único em vários idiomas…

Hipótese: mas não será através das intervenções escritas que temos visto condenar o argumento apresentado pelo cardeal Kasper e que continua quase que diariamente a aparecer em entrevistas, que se poderá ver que a grande maioria, de Berlim às Filipinas, é contra. E assim, quem sabe, quiseram evitar que o fato aparecesse assim, tão flagrante, para que pudessem mais tarde conquistar ainda algum espaço de manobra pra voltar com outras propostas, mensagens… etc?

Daqui se conclui que quando alguém joga uma pedra em um lago, não deveria ficar assustado com as ondas provocadas.

E a comunhão nasce da liberdade de confronto, ao descoberto. Pedro e Paulo tiveram alguns confrontos. Mas tanto nos Atos dos Apóstolos como nas Cartas Paulinas essas intervenções foram claramente publicadas…

E nos causa surpresa também — se for pela nossa ignorância, estamos prontos a nos retratar — a passividade ímpar da mídia especializada que não reagiu à notícia de que pela primeira vez o Sínodo deverá fazer malabarismos entre o que é oficial e os boatos, sem o respaldo de documentos.

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27 setembro, 2014

“Obras Católicas” inicia nova campanha.

Obras raras do Catolicismo - Link para o siteNosso caríssimo amigo Paulo Frade avisa sobre uma nova empreitada do excelente Obras Raras do Catolicismo:

“Começamos uma nova campanha de digitalização no obrascatolicas.com. Nosso objetivo agora e digitalizar o “Compêndio de Teologia Fundamental e Especial, do Pe. Adolpho Tanquerey S. J”. Em breve, estamos também com planos de digitalizar a minha coleção (quase que completa) da Revista A Ordem”.

Mas, para realizar isso, é preciso ajuda! Visite a página e veja como colaborar.

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13 setembro, 2014

Foto da semana.

“… Felizes sois vós quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo mal contra vós por causa de Mim. Alegrai-vos e exultai, porque é grande a vossa recompensa nos céus…”

(Evangelho segundo São Mateus Apóstolo, cap. 5,vers. 10-12)

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Maaloula, Aleppo, Mosul, Qaraqosh… Enclaves católicos sujeitos ao silêncio e à indiferença, sob o preço da dessacralização sistemática e do martírio de sangue. Longe dos interesses dos poderosos deste mundo, a verdadeira Igreja chora no Iraque e na Síria – assim como na na Nigéria, no Egito, no Líbano e na Líbia.

Ah, se os poderosos dessem ouvido ao que disse, no século XIV, o imperador bizantino Manuel Palaiologus a um emissário persa (muçulmano), como lembrado pelo Papa Emérito Bento XVI em Regensburg:

“Mostre-me o que Maomé trouxe de novo… E aí você encontrará apenas coisas más e desumanas, como o comando de espalhar pela espada a fé que ele pregou”

E ainda nos pedem o diálogo e a “paz”?

“… Mas vós, Senhor Deus, tratai-me segundo a honra de vosso nome. Salvai-me em nome de vossa benigna misericórdia, porque sou pobre e miserável; trago, dentro de mim, um coração ferido.

Vou-me extinguindo como a sombra da tarde que declina, sou levado para longe como o gafanhoto.

Vacilam-me os joelhos à força de jejuar, e meu corpo se definha de magreza.

Fizeram-me objeto de escárnio, abanam a cabeça ao me ver.

Ajudai-me, Senhor, meu Deus. Salvai-me segundo a vossa misericórdia.

Que reconheçam aqui a vossa mão, e saibam que fostes vós que assim fizestes.

Enquanto amaldiçoam, abençoai-me. Sejam confundidos os que se insurgem contra mim, e que vosso servo seja cumulado de alegria…”

(Livro dos Salmos, cap. 108, vers. 21-28)

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16 agosto, 2014

Foto da semana.

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Se receamos ir diretamente a Jesus Cristo, nosso Deus, por causa da sua grandeza infinita, ou da nossa miséria, ou ainda dos nossos pecados, imploremos ousadamente o auxílio e a intercessão de Maria, nossa mãe. Ela é boa e terna; nada tem de austero ou de repulsivo, nada de demasiado sublime e brilhante. Contemplando-a, vemos a nossa própria natureza.

Ela não é o Sol, que pela vivacidade dos seus raios poderia cegar-nos por causa da nossa fraqueza. Ela é bela e doce como a Lua (Ct 6, 9), que recebe a luz do Sol e a abranda a fim de adaptá-la à nossa pequenez. É tão caridosa que não repele nenhum dos que pedem a sua intercessão, por mais pecador que seja. Pois, como dizem os santos, desde que o mundo é mundo, nunca se ouviu dizer que alguém que tenha recorrido à Santíssima Virgem, com confiança e perseverança, tenha sido por Ela desamparado.

São Luis Maria Grignon de Monfort, Tratado da Verdadeira Devoção.

Na imagem, de 10 de agosto de 2014, o fenômeno conhecido como Superlua se apresenta ao fundo da Igreja Nossa Senhora da Penha, no Rio de Janeiro.

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