“Quam bonum est et quam jucundum, habitare fratres in unum”
“Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará!”
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"Queridos amigos, neste momento eu posso dizer apenas: rezai por mim, para que eu aprenda cada vez mais a amar o Senhor. Rezai por mim, para que eu aprenda a amar cada vez mais o seu rebanho, a Santa Igreja, cada um de vós singularmente e todos vós juntos. Rezai por mim, para que eu não fuja, por receio, diante dos lobos." - Homilia pelo início do Ministério Petrino, 24 de abril de 2005.
Oremos pelo clero.
Deixai, ó Jesus, que em vosso Coração Eucarístico, depositemos as mais ardentes preces pelo nosso clero. Multiplicai as vocações sacerdotais em nossa pátria; atrai ao vosso altar os filhos do nosso Brasil; chamai-os como instância ao vosso ministério!
Conservai na perfeita fidelidade ao vosso serviço aqueles a quem já chamastes; afervorai-os, purificai-os santificai-os, não permitindo que se afastem do espírito de vossa Igreja.
Não consintais, ó Jesus nós Vos suplicamos, que debaixo do céu brasileiro sejam, por mãos indignas, profanados os vossos mistérios de amor. Com instância vos pedimos: deixai que a misericórdia de vosso Coração vença a vossa justiça divina por aqueles que se recusaram à honra da vocação sacerdotal, ou desertaram das fileiras sagradas.
Por vossa Mãe, Maria Santíssima, Rainha dos Sacerdotes, atendei, Jesus, a esta nossa insistente oração.Ó Maria, ao vosso coração confiamos o nosso Clero: guiai-o, guardai-o, protegei-o, salvai-o!
«A verdadeira liberdade consiste em conformar-se com Cristo, e não em fazer o que se quer»
Bento XVI, audiência geral de 1º de outubro de 2.008.
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Quando o sacerdote celebra a Santa Missa…
honra a Deus, alegra os anjos, edifica a Igreja, ajuda os vivos, proporciona descanso aos defuntos e faz-se participante de todos os bens.
(Imitação de Cristo, Livro IV, Cap. V)
Fratres in Unum: uma só mãe com 10 filhos religiosos, sendo um deles Bispo (de branco com a cruz peitoral, ao lado do Papa). Em visita ao Papa João XXIII, este perguntou impressionado: “Uma mamãe?”. “Sim, Santidade, uma mamãe!” Rezemos pelas Mães Católicas!
Com suas vozes bem treinadas e dedicação a toda prova, os cantores gregorianos são aliados eficazes na criação de uma atmosfera propícia à contemplação dos Sagrados Mistérios. Em entrevista exclusiva ao Fratres in Unum, quatro deles nos falam sobre a importância do canto gregoriano na Santa Missa.
Coral Gregoriano cantando na Vigília Pascal de 2012 na igreja Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé. Créditos ao blogue Sentinela Católico.
O Dr. Pedro Paulo Lima Ribeiro é médico especializado em neuropediatria, casado, pai de um filho e residente no bairro da Tijuca, RJ. Atualmente, ele coordena os corais das missas tradicionais celebradas na igreja Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé, no Rio de Janeiro, e Nossa Senhora Aparecida, em São Gonçalo, além de cantar em diversas celebrações especiais em igrejas dos municípios do Rio de Janeiro, São Gonçalo e Niterói.
Fabiano Rollim é casado, pai de 3 filhos e atua como empresário na área de consultoria e treinamento em gerenciamento de projetos. O simpático niteroiense é presença certa aos domingos no coro da igreja dos Sagrados Corações, na Ponta da Areia, Niterói, bem como nos primeiros sábados do mês na Igreja Nossa Senhora Aparecida, em São Gonçalo, e em diversas outras ocasiões e lugares.
O Dr. Fernando Reis de Souza, 34 anos, é médico cardiologista e compõe o coral gregoriano da Igreja Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé, Rio, e Nossa Senhora Aparecida, em São Gonçalo, além de atuar com os demais cantores desta entrevista em outros lugares, quando necessário.
De poucas palavras e olhar atento, João Ricardo Carlson, que também participou de nossa entrevista, reside na cidade do Rio de Janeiro e canta com os demais cantores, sobretudo no Rio de Janeiro e São Gonçalo.
Nossa admiração e apreço a esses humildes servos da liturgia.
* * *
Qual é a importância do Canto Gregoriano na Santa Missa?
Pedro Paulo – O Canto Gregoriano é o canto católico romano por excelência, isto é o Canto da Igreja Latina. Há também outros cantos litúrgicos que se desenvolveram em determinadas dioceses tais como o Canto Ambrosiano, na diocese de Milão, ainda cantado, e o Canto Hispânico ou Mozárabe, ainda em uso na Catedral de Toledo. O canto gregoriano se desenvolveu a partir da Basílica Vaticana e ganhou maior notoriedade porque Carlos Magno o difundiu por todo o Império.
O repertório do Canto Gregoriano pode ser dividido entre o Canto da Missa e Canto do Ofício Divino (Matinas, Laudes, Prima, Terça, Sexta, Noa, Vésperas e Completas).
No que tange aos cantos da Missa, podemos também dividir as peças entre aquelas que cabem ao Celebrante e ministros (diácono e subdiácono), ao coro (Schola Cantorum) e aos fiéis.
Ao celebrante cabem as entoações do Glória e Credo, as orações (Coleta e Postcommunio), já que a Secreta não é cantada, mas dita submissa voce, daí o seu nome, além da Epístola, Evangelho, Prefácio, Pater Noster e Ite Missa est.
À Schola cabem as peças do Próprio da Missa e do Ordinário. Entende-se como próprio da Missa as peças que variam a cada Missa. Ex. Introito Ad te levavi do 1° Domingo do Advento, ofertório AveMaria do 4° Domingo do Advento, etc.
As peças do Próprio são: Intróito, Gradual, Alleluia, Ofertório e Comunhão. Nos tempos da Septuagésima, Quaresma e Paixão, canta-se o Tracto no lugar do Alleluia e no Tempo Pascal, no lugar do Gradual, canta-se um outro Alleluia. As peças do próprio dão a cada Missa uma identidade que a diferencia da Missa de outro Domingo ou Festa. Aliás, os Domingos são conhecidos pelas primeiras palavras do Intróito, ex. Domingo Gaudete (3° Advento), Laetare (4° Quaresma), Quasimodo ( Domingo “in albis”).
As peças do próprio, por sua maior dificuldade, são atribuídas à Schola.
As peças do ordinário são aquelas que não variam, a saber: as antífonas da aspersão de água benta aos Domingos (Asperges e Vidi aquam), Kyrie, Glória, Credo, Sanctus e Agnus Dei). Os fiéis em geral podem cantar estas peças alternando com os cantores.
Após estas explicações iniciais, percebemos que a música sacra é coisa muito séria e não pode ser improvisada. A música sacra, que se desenvolveu ao longo dos séculos, sempre se distinguiu da música profana. Não tem cabimento o uso de ritmos de dança na Liturgia. Também não tem sentido cantar uma peça sacra que não seja adequada ao tempo litúrgico.
Além do canto gregoriano, também foram escritas peças polifônicas, principalmente do Ordinário da Missa.
Quando ouvimos uma Missa de Palestrina, Victória ou Haydn, trata-se do Ordinário da Missa. Palestrina também musicou todos os ofertórios. Sugiro que ouçam o Ascendit Deus e Super flumina Babylonis.
Concluímos que a Santa Igreja é detentora de um patrimônio musical de valor incalculável que, em grande parte, foi inspirado no Gregoriano.
O Canto Gregoriano permite-nos realmente cantar a Missa e não cantar na Missa.
O que é necessário para formar um coral gregoriano em uma paróquia?
Pedro Paulo – Em primeiro lugar é preciso comprometer-se com a causa. Reunir pelo menos duas a três pessoas. Algum conhecimento de leitura musical é desejável, porém, não obrigatório. O mais importante é ser musical e “ter bom ouvido”. Os livros litúrgicos podem ser “baixados” na internet, entretanto ter o livro é muito importante, folheá-lo sempre para saber onde estão as peças. A internet também oferece uma gama de gravações muito Unix para o aprendizado. Aliás, cantar de ouvido não é desdouro, pois originalmente estas músicas eram aprendidas de ouvido. Só mais tarde surgiram os primeiros manuscritos. Para os que iniciam, começar pelo ordinário, pelas peças mais simples.
Uma condição importantíssima: o Padre ser católico!
É preciso fazer algum curso especializado para ingressar em um coral gregoriano?
Pedro Paulo – Não. O mais importante é ser musical. A teoria vai sendo explicada paulatinamente. Recomendo um livro, atualmente somente encontrado em sebos. Autor: Dom Eugene Cardine. Primeiro ano de Canto gregoriano e Semiologia gregoriana.
Quando e com que frequência normalmente vocês ensaiam?
Pedro Paulo – Atualmente os ensaios são na minha casa, Tijuca, todas as quartas feiras, das 19h às 21:30h. O ideal seria numa igreja ou salão paroquial.
Na sua opinião, quais são as peças mais difíceis de serem cantadas na missa?
Pedro Paulo – De modo geral, as peças do Ordinário são mais fáceis que as do Próprio, entretanto, há Kyries e Glorias bem difíceis. Entre as peças do próprio, as mais difíceis são os cantos interlecionais, isto é Graduais, Tractos e Alleluias. Há também ofertórios bem difíceis. Os Intróitos e as Antífonas da Comunhão são mais simples.
Na minha opinião, uma das peças mais difíceis é o Responsório Collegerunt pontifices, do Domingo de Ramos.
Palestrina – Super flumina Babylonis
Que livros próprios os cantores gregorianos utilizam para cantar nas missas?
Fabiano Rollim – O livro padrão para quem canta gregoriano nas Missas no Rito de São Pio V (Forma Extraordinária) é o Liber Usualis. Nele encontramos as peças gregorianas a serem cantadas em todas as Missas do ano litúrgico de acordo com o calendário antigo (antes da reforma pós-conciliar), além de conter os cantos gregorianos para as horas canônicas do Ofício Divino (substituído, após a reforma litúrgica, pela Liturgia das Horas).
O Liber Usualis pode ser adquirido pela internet, mas apenas vindo do exterior. Outra opção é procurá-lo em sebos. Nesse sentido, o site http://www.estantevirtual.com.br/ é uma boa ferramenta de busca.
Entretanto, não encontrar um Liber Usualis original não é motivo para não conhecer essa riqueza da Igreja. Na internet pode-se fazer download do Liber Usualis em pdf (http://www.musicasacra.com/pdf/liberusualis.pdf) ou acessar diretamente as partituras e gravações de áudio em sites especializados, como o http://www.renegoupil.org/ e o http://antoinedanielmass.org/kyriale/.
Para as Missas na Forma Ordinária (Missal de Paulo VI), a referência é o Graduale Romanum de 1974. Não conheço um local na internet de onde se possa baixá-lo, mas existe uma tabela com a lista de todos cantos gregorianos próprios para as Missas na Forma Ordinária, disponível em http://musicasacra.com/pdf/propers1974.pdf. De posse dessa tabela, é possível encontrar os cantos no antigo Liber Usualis.
Qual é a diferença entre Canto Gregoriano e o Canto Polifônico?
Fabiano Rollim – A principalmente diferença está expressa no próprio nome “polifonia”, literalmente “muitos sons”. Enquanto no canto gregoriano todos os membros do coro cantam em uníssono, isto é, a mesma melodia a uma só voz, no canto polifônico existem várias melodias devidamente intercaladas durante a execução da peça. O número de melodias ou “vozes” presentes em um canto polifônico pode variar.
Conte-nos sobre algum fato pitoresco já ocorrido em alguma de suas apresentações.
Fabiano Rollim – Não fazemos propriamente “apresentações”, mas trata-se de um serviço litúrgico, isto é, o canto na Missa. Lembro-me de certos comentários que ouvi após algumas Missas, vindos de pessoas que não estavam acostumadas a ouvir o canto gregoriano. Um amigo de longa data, após participar de sua primeira Missa com canto gregoriano comentou: “puxa, conseguimos até rezar nessa Missa!” Outro comentário foi de uma mãe que observou sua pequena filha que, sempre inquieta e agitada nas Missas dominicais, permaneceu “estranhamente” em silêncio durante toda a Missa onde o coral cantou cantos gregorianos e polifônicos. Esses são apenas dois exemplos de reações típicas que observamos entre fiéis católicos ao tomarem contato com essa riqueza litúrgica da Igreja.
Fernando Reis de Souza – Eu canto gregoriano há pouco tempo, apenas há um ano e meio, desde que começou a ser rezada a Missa Tradicional na Antiga Sé, ou seja, ainda tenho pouca história pra contar.
Tem sido interessante notar a diferença entre a acústica das diferentes Igrejas onde cantamos. E, mesmo dentro da Antiga Sé, há grande diferença acústica dependendo de onde se posiciona o coro. Certo domingo, ao ouvir o Mons. José de Matos entoar o Prefácio, percebemos, chamados a atenção pelo Pedro Paulo, uma voz feminina, muito aguda, afinadíssima, cantando junto com o padre, com uma precisão tal que parecia ter ensaiado previamente. Ficamos intrigados… Quem seria a tal soprano tão afinada?! Após a Missa perguntamos ao padre, mas ele nada ouvira. Após várias Missas ouvindo o mesmo fenômeno, chegamos à conclusão que seriam os harmônicos formados pela acústica da Igreja que causam esta impressão, audível apenas do coro.
E depois dizem que a Igreja católica não canta!
Que instrumentos musicais podem e devem ser admitidos para acompanhar os cantores gregorianos?
Fabiano Rollim – Originalmente o canto gregoriano era cantado à capela, isto é, sem acompanhamento de instrumentos. Todavia, o órgão, e apenas ele, pode ser admitido para acompanhar o canto gregoriano.
No canto gregoriano não há ritmo. A pronúncia das palavras e versos é que dá o sentido de andamento ao canto. Esse já seria um motivo para inviabilizar o acompanhamento por instrumentos que tenham caráter rítmico, como, por exemplo, o violão. O órgão também pode ser tocado com ritmo, é claro, mas a característica desse instrumento permite um tipo de acompanhamento que privilegie a melodia, sem marcação de ritmo.
Dentre as peças até hoje selecionadas para cantar nas missas, qual ou quais lhe causam mais comoção e por quê?
Os cantores Fabiano Rollim, Pedro Paulo e Ricardo Carlson ao lado do reverendíssimo padre Anderson Batista da Silva, um grande incentivador do Canto Gregoriano em sua paróquia.
Fabiano Rollim – Uma peça que me marcou profundamente pela beleza e dificuldade inicial de aprendizado foi o canto de ofertório Jubilate Deo, cantado nas Missas do II Domingo após a Epifania e do IV Domingo após a Páscoa.
Essa peça manifesta uma sublime sintonia, por assim dizer, entre uma letra que expressa o louvor de toda a criação a seu único Deus e Senhor e a melodia que simplesmente nos arrebata à presença dEle.
Mas eu poderia dar-lhe uma lista de peças encantadoras como o Ave Verum, Adoro Te Devote, Intróitos como os da Missa da Ascensão do Senhor (Viri Galilei), do Natal (Puer Natus) e do IV Domingo da Quaresma (Lætare Jerusalem), além de diversos Alleluias e Graduais belíssimos.
Em que a experiência de cantar em um Coral Gregoriano afetou a sua visão da liturgia católica?
Fernando Reis de Souza - Não há outro motivo para essa dedicação que temos, senão por amor à liturgia. Eu ainda me considero um novato, não só no canto gregoriano, como também na liturgia tradicional. Eu havia assistido a Missa Tradicional apenas duas vezes em Niterói, antes de se iniciarem na Antiga Sé. Eu já cantava há mais de 15 anos nas Missas da minha paróquia de origem (liturgia de Paulo VI – paróquia de São Francisco de Paula, na Barra da Tijuca). Mas quando assisti a Missa Tradicional com canto gregoriano, pensei: “acho que devo cantar com eles”. Então, o interesse pelo canto gregoriano e a liturgia caminham juntos. Ao mesmo tempo que leio sobre canto gregoriano, estudo técnica vocal e estudo as partituras com uma espécie de “arqueologia musical” (com a ajuda imprescindível do Pedro Paulo), também leio livros e artigos sobre liturgia, dado o grande interesse que nos desperta esta íntima relação do canto com a liturgia.
Outro fato interessante tem sido a experiência de cantar gregoriano entremeado com polifonias na “Missa nova” (de Paulo VI), mas rezada de forma realmente digna pelo Pe. Anderson na Paróquia de Nossa Senhora Aparecida (Patronato, São Gonçalo). Só então pude ver como na liturgia pós-conciliar a maior ou menor dignidade empreendida na Missa fica “nas mãos” do padre que a reza, dependendo deste e da “equipe litúrgica” (comentarista, leitores e, sobretudo, os músicos), o que não acontece na Missa tradicional, que não permite muitas interferências do padre.
Fale-nos da sua percepção da liturgia como membro de um Coral Gregoriano.
João Ricardo Carlson – O canto ajuda a perceber a liturgia como um todo unitário em que tudo está voltado para Deus, numa relação de comunhão, onde nos oferecemos a Ele e Ele se dá a nós.
O canto gregoriano permite no mínimo, vislumbrar alguns dos estados místicos mencionados, por exemplo, por Santa Teresa de Ávila. É como já se disse várias vezes, um antegozo do céu.
* * *
Gaudete in Domino
Nota: A pedido do Monsenhor José de Mattos, Administração Apostólica São João Maria Vianey, os cantores gregorianos do Rio de Janeiro oferecem um pequeno ensaio de dez minutos ao final das missas dominicais das 9h, no Salão Paroquial da Antiga Sé. O ensaio é aberto a todos os fiéis e dirigido pelo Dr. Pedro Paulo L. Ribeiro.
Canção Nova Notícias – O sacerdote indiano Padre Rufus Pereira faleceu na madrugada dessa quarta-feira, 2, de parada cardíaca durante o sono. A informação foi divulgada nesta quinta-feira por sua secretária pessoal, Érika Gibello.
O padre estava em sua residência em Londres, na Inglaterra, durante esta semana e aparentava estar bem, segundo divulgou a Irmã Kelly Patrícia, do Instituto Hesed, em suas redes sociais. A religiosa esteve com ele no último sábado, 28, e disse que ele “estava radiante, muito feliz”.
O corpo de padre Rufus permanecerá na Inglaterra até que terminem os preparativos para levá-lo à Índia, onde será sepultado. A data ainda não foi divulgada.
Padre Rufus completaria 79 anos, neste domingo, 6, e era conhecido no mundo todo por seu ministério de exorcismo. Ele foi vice-presidente da Associação Internacional dos Exorcistas e iniciou a Associação Internacional para o ministério de libertação.
Entendo oportuno chamar a atenção para um problema que está se tornando extremamente importante: o problema do hábito eclesiástico. [...] De fato, estamos testemunhando a maior decadência do hábito eclesiástico. [...] O hábito condiciona fortemente e, às vezes, até forja a psicologia de quem o veste. O traje [eclesiástico], de fato, é um compromisso quando de sua tomada, em sua conservação e em sua substituição. É a primeira coisa que se vê, a última que se depõe. Ele lembra o compromisso, a pertença, o decoro, o vínculo, o espírito de conjunto, a dignidade! Isto o faz de forma contínua. Cria, portanto, limites à ação; evoca constantemente esses limites; aciona a barreira do pudor, do bom nome, do próprio dever, da repercussão pública, das consequências das interpretações maldosas. [...]
O hábito não faz o monge por inteiro, mas certamente o faz em uma notável parte; em sua maior parte, conforme cresce a sua fraqueza de temperamento. [...] Por esta razão, a questão de um uniforme se agiganta no campo eclesiástico e requer a atenção de todos os que querem salvar as vocações e ter perseverança nos deveres, disciplina, piedade e santidade que aceitaram! [...]
Acontece que, em algumas cidades da Itália (não citaremos nomes, obviamente, mas estamos completamente certos do que dizemos), por causa da ausência do recato imposto pelo “sagrado uniforme”, chega-se a entretenimentos ainda proibidos pelo Código de Direito Canônico [de 1917]: boates, casas de má reputação e pior. Estamos a par das prisões de seminaristas feitas em cinemas infames e em outros locais menos recomendáveis. Tudo por causa do hábito traído! [...] O balanço que se faz. Aqui está:
- descrédito;
- desconfiança;
- insinuações fáceis e, às vezes, graves;
- padres que, começando pelo hábito e pelo desmantelamento da primeira humilde defesa, acabam onde acabam…
- crises sacerdotais, totalmente culpáveis aos responsáveis, porque começadas com a recusa das cautelas necessárias, exigidas pelo Direito Canônico e pelo Conselho dos Bispos…, com resultados ruinosos e insensatos…
- seminários que se esvaziam e não resistem, enquanto no mundo, tanto na Europa como na América, os seminários estão cheios, quando ordenados de acordo com a sua verdadeira origem, com hábito eclesiástico rigoroso, na verdadeira obediência ao Decreto conciliar Optatam totius;
- almas que se arrastam pela vida sem ter mais nenhuma capacidade de decisão, após a contaminação delas com o mundo.
[...] Eu creio que, em nosso tempo, justamente por suas características, possa ser difícil existir o espírito eclesiástico sem existir o desejo e o respeito pelo hábito eclesiástico.
[...] Aqui não estamos falando apenas de “hábito eclesiástico”, mas de batina. E tenhamos a coragem de encarar os fatos, sem medo algum do que pode ser dito. [...]
Alguns, para boicotar o uso da batina, ou para se justificar por ter cedido à moda atual contrária à batina, afirmam: “de qualquer maneira, a batina é um hábito litúrgico”, pretendendo, assim, esgotar o eventual uso da batina apenas na liturgia. Isto é claramente falso e capciosamente hipócrita! [...] Francamente, é claro que o clergyman [...] não é a solução mais desejada. Quem não ama a sua batina será capaz de continuar a amar o seu serviço a Deus? O próximo não substitui a Deus! Não é um soldado quem não ama a sua farda. [...] A direção a ser tomada é:
- que, mesmo que a lei permita o clergyman, este não representa, no meio de nosso povo, a solução ideal;
- que quem entende possuir o integral espírito eclesiástico deve amar a sua batina; [...]
- que a defesa da batina é a defesa da vocação e das vocações.
Meu dever como pastor me obriga a olhar muito longe. Tive que constatar que a introdução do clergyman, além da lei e das depravações do hábito eclesiástico, são a causa, provavelmente a primeira, do grave declínio da disciplina eclesiástica na Itália. Quem ama o sacerdócio, não brinque com o seu uniforme!
[Excerto: Card. Giuseppe Siri, A Te sacerdote, vol. II, Frigento: Casa Mariana, 1987, pp. 67-73].
Filho, não te aflijas se alguém fizer de ti mau conceito ou disser coisas que não gostas de ouvir. Pior ainda deves julgar de ti mesmo, e avaliar-te o mais imperfeito de todos. Se praticares a vida interior, pouco te importarás de palavras que voam. É grande prudência calar-se nas horas da tribulação, volver-se interiormente a mim, e não se perturbar com os juízos humanos.
Não faças depender tua paz da boca dos homens; porque, quer julguem bem, quer mal de ti, não serás por isso homem diferente. Onde está a verdadeira paz e a glória verdadeira? Porventura não está em mim? Quem não procura agradar aos homens, nem teme desagradar-lhes, esse gozará grande paz. É do amor desordenado e do vão temor que nascem o desassossego do coração e a distração dos sentidos. (Imitação de Cristo, Livro II, Capítulo 28)
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Por Marcela A. de Castro
- Carlos Eduardo, dá uma olhada. Tá vendo aquele loirinho de olhos azuis? Aquele de blusão verde. É o Hugo.
- Tem certeza? O cara parece tão pacato.
- É o próprio. Ele é um tremendo dum radtrad. Tenho medo que ele contamine o Fernando e a Joana. Faz o seguinte: quando você perceber que ele está sozinho com os jovens, chega perto e tenta participar da conversa. Temos que ficar de olho nele. É perigoso.
- Pó deixar, Luzinete. Vou ficar atento.
- Tente ser discreto. O Hugo é um bom rapaz, mas durante muito tempo frequentou a paróquia do padre José Leite lá em Taboão da Serra e tem aquela mesma mentalidade do povinho da Fraternidade de São Gregório Magno. O padre Pedro quer que a nossa capela esteja livre desses radicalismos.
Catholic Culture | O bispo Johan Bonny de Antuérpia, Bélgica, disse que ele estaria pronto para ordenar homens casados, acreditando que clérigos não celibatários poderiam contribuir para as necessidades pastorais da Igreja.
Em uma entrevista com o diário De Standaard, o Bispo Bonny disse que o celibato pode ser um testemunho poderoso para o mundo “onde a sexualidade às vezes é trivializada.” Porém, ele salientou que a disciplina do celibato clerical não envolve questões doutrinais essenciais. Nesse sentido, ele disse, é fundamentalmente diferente da questão da ordenação de mulheres.
Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, Eros Biondini e Pastor Marcos Feliciano se reúnem com o Presidente do Senado José Sarney.
A abertura de processo por crime de responsabilidade contra o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi requerida nesta quarta-feira (11) por parlamentares das bancadas evangélica e católica do Congresso Nacional ao presidente do Senado José Sarney (PMDB-AP). Os deputados alegam que o ministro teria emitido juízo de valor em entrevistas ao SBT e à revista Veja, em 2008, sobre o aborto de fetos anencéfalos e, com isso, supostamente ter antecipado seu voto no julgamento feito pela corte nesta quarta.
Marco Aurélio é o relator da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nº. 54, que definirá se grávidas de fetos anencéfalos podem abortar sem que a prática configure um crime. Seu voto no processo é favorável.
Os parlamentares pedem que o Senado instale uma comissão para julgar o ministro. Segundo eles, ao emitir opinião sobre o teor do julgamento, Marco Aurélio teria contrariado o artigo 36 da Lei Orgânica da Magistratura Nacional, que proíbe aos juízes “manifestar, por qualquer meio de comunicação, opinião sobre processo pendente de julgamento, seu ou de outrem”.
- O relator do processo de hoje já se declarou antes da hora. Isso é quebra de decoro – disse o deputado federal Eros Biondini (PTB-MG), um dos coordenadores da bancada católica no Congresso.
Em nome da bancada evangélica, o deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) disse temer que, caso a decisão seja favorável ao aborto de anencéfalos, seja aberto caminho para a legalização do aborto.
- O que está sendo colocado aqui em pauta é a abertura para que seja apoiado o assassinato em massa de crianças em nosso país. Queremos pedir que o Senado aprecie o documento porque queremos o impeachment do Ministro Marco Aurélio – disse o deputado.
Conforme o artigo 52 da Constituição Federal, é competência privativa do Senado Federal processar e julgar os Ministros do Supremo Tribunal Federal. Cabe ao presidente da Casa a faculdade de acatar ou rejeitar a denúncia.
De acordo com o Regimento Interno do Senado, se for acatada a abertura do processo, uma comissão, constituída por um quarto da composição do Senado, obedecida a proporcionalidade das representações partidárias ou dos blocos parlamentares, ficará responsável pelo processo.
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Nota da Redação: “Enquanto Roma arde, Nero toca lira” — depois que tudo estiver consumado, possivelmente a CNBB se pronunciará “lamentando” a aprovação do aborto de anencéfalos pelo STF; pois, apesar de convocar uma vigília de oração por conta do julgamento que está transcorrendo, ela nada faz de concreto enquanto instituição, enquanto representante do episcopado brasileiro. Todas as atitudes são tomadas por católicos — dentre os quais, um bispo, Dom Bergonzini — individualmente, ou, no máximo, via entidades civis de inspiração católica. Afinal, segundo Dom Leonardo Steiner, secretário da entidade, falando do aborto de maneira geral, “nós entendemos que esse não é o momento de nos manifestarmos”.
Sexta-feira Santa: sem genuflexórios, fiéis imitam prostração do sacerdote.
Portanto, a liturgia é bênção de Deus, palavra e dom, e adoração humana, ou seja, ação de graças (eucaristia) e oferecimento. Não está toda a Santa Missa nesta definição? Ninguém pode deixar de definir assim a sagrada liturgia, ou seja, sacramento. A adoração não é outra coisa que a mesma liturgia. Qualquer tentativa de separar as duas coisas vai contra a fé e a verdade católica.
Não se sustenta hoje que o homem adora a Deus com todo o seu ser? Quer dizer com a alma e com o corpo. Por isso, na Bíblia toda “obra de Deus é bênção” (cf. CIC, 1079-1081) é a dimensão cósmica que inerva a Sagrada Escritura, do Gênesis ao Apocalipse, e também a liturgia. Se abençoar quer dizer adorar, a bênção ou adoração na Escritura está documentada pela prostração e pelo dobrar os joelhos fisicamente e metafisicamente o coração. Só o diabo não se ajoelha, porque – dizem os Padres do deserto – não tem os joelhos. Assim, São Paulo vê diante de Jesus a consonância entre história sagrada e o cosmos: todo joelho se dobre, no céu, na terra e debaixo da terra. Conseqüência concreta: o gesto do ajoelhar-se deve voltar a ter a primariedade no rito da Missa, no desenvolvimento, inspiração e sabor da música sacra, nos objetos sagrados: uma igreja sem genuflexórios não é uma igreja católica.