Posts tagged ‘Igreja’

21 março, 2015

Um bispo fala.

Comentando as palavras do Cardeal Sarah, um bispo escreve ao Fratres:

mitra1Há muitos bispos também que resistirão a esta tentativa de traição à Doutrina da Igreja. Não estamos no Sínodo, e muitos dos que lá estarão não nos representam. O que podemos agora fazer é ensinar a Doutrina verdadeira, rezar e sacrificar-se, e tentar convencer outros irmãos bispos da leviandade com que estão tentando modificar a Doutrina em favor de uma pretensa pastoral. Sempre existiu e continuará a existir um pequeno grupo de bispos fiéis, que quase nunca são ouvidos e que não tem força, por exemplo, dentro da Conferência Episcopal. Mas jamais trairemos a Santa Igreja. Rezem por nós, que, naturalmente, precisamos manter muita discrição, já que nos tempos atuais, Ciudad del Este transformou-se em um paradigma que certamente será repetido, caso alguém se sobressaia ou eleve o tom de voz, não concordando com os desmandos daqueles que deveriam ser os guardiões da autêntica fé. Estamos tentando nos articular para podermos assumir um papel de maior importância neste quadro dramático em que se encontra a Igreja hoje.

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7 março, 2015

Pastor com cheiro de ovelha.

No interessante vídeo da agência da Conferência Episcopal dos Estados Unidos, vê-se como deve um pastor dar a vida por suas ovelhas, bem como se vê a catástrofe que é para elas ficar sem os cuidados e a proteção de seu pastor.

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19 fevereiro, 2015

A Igreja pede o vosso auxílio, a Igreja pede o vosso socorro: Rezemos o Santo Rosário!

Homilia proferida pelo Reverendíssimo Padre Renato Leite no dia 25 de maio de 2014*.

padre_pio_rosariogdeEu gostaria de fazer uma breve meditação aproveitando a ocasião do encerramento do mês Mariano, este mês de maio, recordando que em situações adversas como esta na qual nos encontramos, corremos, em princípio, um grave perigo do ponto de vista da fé e da nossa salvação, porque agora tudo à nossa volta conspira contra Jesus Cristo. Se cumprem aquelas palavras do Salmo 2: “Por que tumultuam as nações? Por que tramam os povos vãs conspirações? Erguem-se, juntos, os reis da terra, e os príncipes se unem para conspirar contra o Senhor e contra seu Cristo.”

De modo que os cristão agora, de modo sutil, são tentados à abdicar da fé, a abandonar os votos que fizeram no Santo Batismo, a aderir às máximas do mundo, enganados pelo número, já que a maioria vive assim. Não bastante, até mesmo muitos membros do clero, muitos pastores, também capitularam, também condescenderam e agora são contados nas fileiras daqueles que  lutam contra Cristo, no fronte dos inimigos jurados de Jesus Cristo.

No passado, em situações como essa, os sucessores de Pedro não tinham nada em que pensar e nada no que se apoiar a não ser no auxílio da Virgem Maria. Em circunstâncias bem menos graves, encontraram o auxílio poderoso da Santíssima Virgem Maria. Vocês podem verificar isso que digo nos diversos documentos Marianos, as cartas, as encíclicas dos papas, de modo particular Pio IX, Leão XIII e Pio X. Era a Ela, invariavelmente, a quem estes grandes príncipes dos apóstolos recorriam nas agruras e nas dores da Mãe Igreja, pedindo seu auxílio poderoso, porque sabiam que eram sempre atendidos, e exortavam aos demais pastores e fiéis para que fizessem o mesmo pela oração do santo rosário.

Assim sendo, a oração do rosário deve ser mais do que uma opção de piedade pessoal e privada. Ainda que, infelizmente, também o rosário tenha caído no âmbito dos gostos pessoais, ou seja, reza quem gosta, quem não gosta não reza. O rosário ficou “ad libitum”, a critério.

Constantemente ouço dizer: “Ah! Eu rezo porque gosto, me sinto bem”. Vejam onde fomos parar: As pessoas rezam o terço porque “gostam de rezar e se sentem bem”, como se esse dom celeste tivesse sido oferecido ao gosto dos homens e não como remédio às suas necessidades terminais!

Antigamente, porém, a súplica à Maria era uma das principais armas de que a Igreja dispunha diante dos graves males, como foi a heresia albigense, quando a própria Virgem inspirou o rosário ao grande São Domingos, e pelos seus efeitos maravilhosos no combate contra as heresias e contra o mundo com suas máximas que, de tempos em tempos, não quer outra coisa a não ser “sacudir dos ombros” o suave jugo de Cristo, deu aos católicos a almejada vitória.

Diante de situações humanamente perdidas como esta na qual nos encontramos, afundados até o pescoço, a Igreja não fez outra coisa a não ser se apoiar nos braços da Santíssima Virgem, se prender a Ela pela oração fervorosa do rosário, pedindo a salvação dos cristãos. Dito isso, vejo-me no dever, do qual sei que Deus vai me pedir sérias contas, de exortar-vos à oração do rosário, já que temos na Tradição da Igreja o nosso apoio e a referência para a nossa pratica da fé.

Então, se alguém me perguntasse: “Mas padre, o que vamos fazer? As coisas pioram, as defecções são incontáveis, as traições, a heresia avança, campeia por todos os lados, os flancos estão abertos e os inimigos entram, o que fazer?” O que fazer?! Empunhemos a arma do terço, do santo rosário, não mais como uma simples opção de devoção privada, mas como um penhor de vitória.

Eu gostaria de exortar a vocês, portanto, filhos, celebrando esse último domingo do mês de maio, mês tradicionalmente dedicado ao terço, à Nossa Senhora, a meditar Suas virtudes, Seus méritos, a Sua glória e a Sua materna proteção e a Sua infalível intercessão, Sua onipotente intercessão. Eu gostaria de exortar-vos a tomar com afinco esta tarefa tão simples de guardar cada dia doze, quinze minutos para recitar pelo menos uma vez o terço do rosário, seguindo a tradição abalizada daqueles que o fizeram antes de nós, devemos rezar o Santo Rosário não simplesmente por gosto, ou por que nos sentimos inspirados a fazê-lo, mas porque nos foi ordenado a fazer.

Aqui não se trata simplesmente de um grupo  afeiçoado a uma devoção, mas sim da milícia de Cristo, dos soldados de Cristo que devem se levantar e, apoiados no Santo Sacrifício da Missa, empunhando o Santo Rosário, combater as forças das trevas que operam por detrás de todos os males dos quais não fazemos outra coisa senão lamentar, como se simplesmente pelo lamentar e chorar os males fosse possível diminuí-los ou resolvê-los.

Lembremos, filhos, lembremos do tempo que nos separa das coisas que são ditas a vocês hoje nesta Santa Missa, para recordar que nossos antepassados na fé fizeram isso. E o Céu não deixou de responder às suplicas que, uma vez colocadas nas mãos da Santíssima Virgem, foram levadas diante da presença do Trono do Cordeiro. O Senhor não deixou de atender a essas súplicas chanceladas pela virtude da Virgem Maria.

Assim sendo, devemos agora dar um passo adiante; demos um passo atrás, relegando o santo rosário a uma mera questão de gosto, de piedade privada, porque quando ele foi dado pela Virgem Maria a seu servo, ao seu Apóstolo Domingos de Gusmão, não lhe foi dado para lhe afagar o gosto, mas como uma arma de combate contra uma das piores heresias que a Igreja já conheceu, que devastava a França e o resto da Europa, a heresia Albigense, Cátara, o Catarismo.

Quantas vezes a Igreja encabeçada por seus pastores, dignos pastores, exemplares pastores, elevou com o terço nas mãos, com o rosário da Virgem, as súplicas a Deus em situações humanamente perdidas, obteve a resposta e o auxílio de que necessitava. Agora não é diferente, até porque, filhos, nós não combatemos uma heresia, um problema, nós combatemos todas as heresias juntas, no seu conjunto chamado de “Modernismo”, cloaca de todas as heresias. Não é mais um erro, um desvio da fé, mas todos juntos, compilados num amálgama monstruoso, um “dragão” que se posicionou diante da Igreja para devorá-la  e ao Cristo.

Então, eu exorto a vocês a tomar com temor e tremor os vossos rosários nas mãos, a se recordarem, honrando a memória dos santos que viveram antes de nós, e que o empunharam como arma de combate, a fazer o que eles mesmos fizeram quando puderam, quando tinham a oportunidade de recitar os mistérios do santo terço com Maria, em Maria e por Maria, e com Ela, por Cristo, em Cristo e para Cristo. É o que temos, filhos, é nosso primeiro combate, é a primeira forma de demonstrarmos apreço e amor à nossa Mãe Igreja, de quem recebemos todos os bens, de modo particular aqueles que vão passar conosco desta vida para a Eternidade e que vão franquear-nos as portas do Céu.

Quando essa crise, quando esse monstro começava a tomar sua forma definitiva no ano de 1917, com a explosão da insânia marxista, comunista na Rússia, foi isso que a Virgem pediu aos pastorinhos. Nas Suas seis benditas aparições em Fátima, o tema recorrente das aparições era esse: “Rezem o Terço todos os dias.” E será que nos custa tanto, filhos? Alguém de nós caiu na tentação de imaginar que o tempo rezado, o tempo dispensado ao Terço é tempo perdido? É o tempo em que mais ganhamos depois do tempo empenhado à Missa.

Eu não tenho mais nada a dizer, peço somente à Nossa Senhora que nos ajude a transformar esses propósitos, que o Espírito de Deus suscita em nossas almas num compromisso de combate. Não apenas porque fizemos o voto de escravidão à Santíssima Virgem segundo o método de São Luís Maria de Montfort, não apenas por isso, não por causa de nossas relações pessoais com a Mãe de Jesus, mas porque a Igreja precisa urgentemente desse obséquio.

Urgentemente! Nossa Mãe Igreja grita e pede auxílio aos seus filhos, grita como a Virgem do Apocalipse no capítulo doze, grita em dores de parto, porque o dragão agora se coloca diante dela para lhe devorar o Filho, para lhe devorar a obra, o fruto do Seu ventre. Não nos façamos de rogados, eu não posso exigir que abandonem vossas famílias, que saiam em Missão, que vendam seus bens, que os dêem aos pobres, isso eu não posso fazer, mas exigir que vocês rezem o Terço nessas condições e com essa intenção, eu devo, eu posso.

A Igreja pede o vosso auxílio. A Igreja pede o vosso socorro. Não deixemos nossa Mãe em agonia, uma vez que a grande Sexta-feira Santa da Igreja chega ao seu auge, chega à hora nona. Peçamos a Nossa Boa Mãe, a Santíssima Virgem, que tão solicitamente na Idade Média deu esse auxílio diante do grave risco que toda a Igreja e toda a Cristandade corriam por causa da heresia Cátara, supliquemos à nossa Boa Mãe que nos dê aquele zelo que deu ao Seu grande apóstolo São Domingos de Gusmão, aos outros que vieram na sequência: Santo Afonso Maria de Ligório, São Luís Maria Grignion de Montfort e tantos outros que fizeram muito porque rezaram o Terço, rezaram o Rosário da Virgem, porque não se deixaram seduzir pela Serpente, porque combateram ao lado da Igreja e não contra Ela, porque não se deixaram seduzir e enganar, estavam do lado da Mulher, daquela que pisou a cabeça da Serpente com seu calcanhar.

Se queremos estar do lado da Mulher que pisou, que pisa, que pode pisar a cabeça da Serpente, rezemos o Terço, foi o que Ela pediu. Quem quiser se alistar nas milícias da Virgem comece e termine pelo Santo Terço, o resto vem depois. O que devemos fazer virá depois, o que nos será  pedido pessoalmente virá depois, mas ninguém presuma coisa alguma se antes não voltar à fidelidade ao santo terço, ao terço diário. Se antes não entender que, mais do que qualquer outra coisa, o terço foi-nos dado como um instrumento para o combate, para a batalha, para esvaziar e anular as forças das trevas, os poderes das trevas e dos seus aliados aqui no mundo. Uma vez que tenhamos essa consciência e com essa consciência empunharmos o santo terço, tenho certeza que uma nova fase da nossa vida cristã, da nossa vida católica, vai começar. Sei que posso contar com vocês.

Ao término deste dia, na minha oração, vou levar o vosso alistamento aos pés de Nossa Senhora, neste último domingo do mês de maio, vou dizer-Lhe, em meu nome e em vosso, que Ela pode contar convosco, que estamos de acordo com aquilo que aqui foi dito, que nos alistaremos para o combate. Porque a Mãe Igreja pede ajuda, a Mãe Igreja grita por auxílio. Quem a socorrerá?

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

* A transcrição acima manteve o estilo coloquial do sermão.

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19 fevereiro, 2015

Bispo de Ars retira o Santíssimo Sacramento de todas as igrejas após onda de roubos sacrílegos.

Por ACI Prensa | Tradução: Fratres in Unum.com – O bispo de Belley-Ars (França), Mons. Pascal Roland, decidiu ordenar a retirada do Santíssimo Sacramento de todas as capelas e igrejas de sua diocese após uma onda de roubos sacrílegos que ocorreram recentemente na região.

Depois de eventos relacionados “à profanação de Sacrários e roubo de cibórios” e com respaldo no Código de Direito Canônico, o prelado emitiu uma ordem, solicitando que “o Santíssimo Sacramento seja retirado dos sacrários de todas as igrejas e capelas paroquiais e seja depositado em local seguro”.

“A porta dos Sacrários permanecerá ostensivamente aberta”, continua o ordinário.

Para as necessidades de oração pública ou privada, explica o bispo da terra de São João Maria Vianney (Cura d’Ars), “o Santíssimo Sacramento poderá ser recolocado temporariamente nesses sacrários, desde que se assegure a presença suficiente de fiéis”.

Essas medidas entraram em vigor no dia 10 de fevereiro e “permanecerão até segunda ordem .”

“O Bispo espera que essas medidas excepcionais expressem toda a gravidade desses eventos e contribuam para desencorajar sua repetição”, concluiu.

Onda de furtos

Dias atrás, o Bispo de Belley-Ars revelou em seu site os últimos ataques e roubos sacrílegos ocorridos na diocese:

Em 6 de fevereiro – dia em que se comemora 250 anos da aprovação da devoção ao Sagrado Coração de Jesus, aprovado pelo Papa Clemente XIII, paroquianos de Neuville-les-Dames, na circunscrição paroquial de Châtillon-sur-Chalaronne, descobriram que o sacrário da Igreja de São Mauricio havia sido quebrado e o cibório com as hóstias consagradas roubado.

Na mesma noite, os paroquianos de Ambronay perceberam também o roubo de um cibório na Igreja de Nossa Senhora. No sábado, 7 de fevereiro, em Vonnas, foi constatado que dois cibórios da Igreja de San Martín haviam sido roubados.

No domingo, 8 de fevereiro, em Jujurieux (circunscrição paroquial de Pont-d’Ain), os fiéis descobriram que um outro cibório fora roubado na Igreja de San Esteban. Nesses quatro casos, as hóstias consagradas não foram roubadas, mas abandonadas no local.

No sábado, 7 de fevereiro, o sacerdote de Montluel descobriu que o cibório e as hóstias do colegiado Notre-Dame-des-Marais haviam sido roubados.

Este roubo foi a continuação de uma série de roubos, profanações e vandalismos que vêm ocorrendo nos últimos meses nas igrejas da diocese:  roubos de objetos e de uma estátua na igreja de Seyssel, em outubro de 2014; roubo de cibório e hóstias consagradas na igreja de Saint-Jean de Niost e Sainte-julie, em outubro 2014, de Saint-Etienne-du-Bois, em novembro de 2014; e outras profanações em Saint-Maurice-de-Beynost, em 11 janeiro de 2015.

As comunidades afetadas por esses roubos e as paróquias apresentaram uma queixa junto à delegacia de polícia. Por isso, fez-se um inventário completo dos objetos dessas igrejas graças à administração conjunta do Serviço Diocesano de Arte Sacra e do Conselho Geral do departamento de l’Ain, onde a diocese de Belley-Ars está localizada.

A indicação precisa dos objetos roubados e suas fotografias foram imediatamente enviados à Polícia Nacional, para tentar bloquear o tráfico desses objetos culturais, buscá-los e vigiá-los, a fim de impedir a revenda deles.

Repúdio aos roubos sacrílegos

A Igreja Católica em l’Ain lamenta que “objetos sagrados, como cibórios ou sacrários sejam furtados ou danificados. Ela lamenta a falta de respeito dos autores que se apropriam dos cibórios, que são tão caros à comunidade paroquial e aos moradores das comunidades a que pertencem esses objetos”.

Os católicos da região “estão profundamente consternados com o furto de hóstias consagradas. Essas hóstias consagradas pelo sacerdote na Missa são o Corpo de Cristo, a presença real de Jesus. Portanto, esse roubo é uma profanação de extrema gravidade.”

“Sejam quais forem as intenções dos autores desses atos, não existe nada mais ofensivo que possa ser cometido contra Deus, contra a fé cristã e contra a comunidade católica. A Igreja convida a todos os cristãos que rezem pelo perdão e arrependimento dos que cometeram esses atos. Que essa provação seja, para todos os cristãos, ocasião de professar sua fé em Cristo, realmente presente nessas hóstias consagradas”, concluem.

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18 fevereiro, 2015

“Vi debaixo do altar as almas dos homens imolados por causa da palavra de Deus”.

“Quando abriu o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos homens imolados por causa da palavra de Deus e por causa do testemunho de que eram depositários. E clamavam em alta voz, dizendo: Até quando tu, que és o Senhor, o Santo, o Verdadeiro, ficarás sem fazer justiça e sem vingar o nosso sangue contra os habitantes da terra? Foi então dada a cada um deles uma veste branca, e foi-lhes dito que aguardassem ainda um pouco, até que se completasse o número dos companheiros de serviço e irmãos que estavam com eles para ser mortos”.  Apocalipse, 6, 9-11

No dia em que iniciamos* a Quaresma e nos preparamos para celebrar daqui a quarenta dias a Paixão e a Morte de Nosso Senhor, não há como não nos lembramos que Ele continua a padecer a Paixão em seus membros, nos mártires dos nossos dias. Por isso, o Fratres In Unum resolveu compartilhar o chocante vídeo do martírio dos 21 cristãos coptas, divulgados nos últimos dias pelo Estado Islâmico. As cenas são fortes, chocantes, terríveis. Não deve ser visto por crianças, mulheres grávidas e pessoas sensíveis. Contudo, precisamos ver com nossos olhos o sofrimento dos novos mártires para entendermos que isso não é ficção, que não podemos ficar parados, que precisamos retirar a Igreja desta crise horrível, deste catolicismo light, que não sabe mais conviver com o sacrifício e a dor. Talvez assim consigamos entender, como escreveu recentemente Antonio Socci, o quão ridículo é ficar discutindo a “Comunhão aos divorciados”, quando há vidas sendo imoladas por maometanos.

Que o coro dos mártires interceda por nós junto de Deus!

(clique na imagem abaixo e assista ao chocante vídeo)

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* Um amigo observa: “Nos ritos orientais, a Quaresma começa no domingo que passou, não hoje. ‘Curioso’ eles terem sido mortos no sábado anterior”.

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17 fevereiro, 2015

O jejum e a abstinência na lei da Igreja.


Jejum e abstinência no Novo Código de Direito Canônico de 1983.

Os dias e períodos de penitência para a Igreja universal são todas as sextas-feiras de todo o ano e o tempo da Quaresma [Cânon 1250]. A abstinência de carne ou de qualquer outro alimento determinado pela Conferência Episcopal deve ser observada em todas as sextas, exceto nas solenidades. [Cânon 1251].

A abstinência e o jejum devem ser observados na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira Santa. [Cânon 1252]. A lei da abstinência vincula a todos que completaram 14 anos. A lei do jejum vincula a todos que chegaram à maioridade, até o início dos 60 anos [Cânon 1252].

Jejum e abstinência tradicionais conforme o Código de Direito Canônico de 1917.

Entre 1917 e o Novo Código de 1983, certos países tinham dias de jejum e abstinência particulares, e.g., os Estados Unidos tinham a vigília da Imaculada Conceição em vez da Assunção como dia de abstinência; dispensas para S. Patrício e São José, etc. Não é possível relacioná-los todos. Publicamos as prescrições do código de 1917, com menção da extensão do jejum e abstinência até meia noite do Sábado Santo que foi ordenada por Pio XII.

Dias de jejum simples:

O jejum consiste numa refeição completa e duas menores, que juntas são menos que uma refeição inteira. Não é permitido comer entre as refeições, mas líquidos podem ser tomados. É permitido comer carne em dia de jejum simples. Os dias de jejum simples são: segundas, terças, quartas e quintas-feiras da Quaresma. [Cânon 1252/3]

Todos eram vinculados à lei do jejum a partir dos 21 até os 60 anos.

Dias de abstinência:

A abstinência consiste em abster-se de comer carne de animais de sangue quente, molhos ou sopa de carne nos dias de abstinência. A abstinência era em todas as sextas-feiras, a não ser que fosse um Dia de Guarda [cânon 1252/4]. A lei da abstinência vinculava a todos que tinham completado 7 anos de idade. [Cânon 1254/1].

Dias de jejum e abstinência:

O jejum e abstinência consistem numa refeição completa e duas refeições menores que juntas são menos que uma refeição inteira. Não era permitido comer carne de animais de sangue quente, molhos e sopas de carne. Não era permitido comer entre as refeições, embora bebidas pudessem ser tomadas. Esses dias eram: quarta-feira de cinzas, toda sexta e sábado da Quaresma (até meia noite no Sábado Santo), em cada uma das Quatro Temporas, Vigília de Pentecostes, Assunção, Todos os Santos e Natal. [Cânon 1252/2]

Os dias tradicionais de abstinência aos que usam o Escapulário de Nossa Senhora do Monte Carmelo são Quartas e Sábados.

Fonte: The year of Our Lord Jesus Christ 2009, The Desert Will Flower Press.

(Post originalmente publicado na quaresma de 2009)

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14 fevereiro, 2015

Festival Católico de Cinema em São Paulo.

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Portal Mater Dei está promovendo um festival de filmes católicos que serão exibidos no Teatro São Bento, no centro de São Paulo. Entre os filmes estão: Cristiada Mons. Lefebvre.

A programação completa e informações sobre ingressos estão disponíveis aqui.

E a quem não é de São Paulo, algumas dicas de filmes católicos disponíveis na internet podem ser encontradas neste nosso post de maio de 2013.

 

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6 fevereiro, 2015

Livro “Liturgia da Semana Santa”.

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Mensagem do leitor Edino, de Bom Jesus do Itabapoana, RJ:

Meu nome é Edino e tenho uma pequena Gráfica na cidade de Bom Jesus, RJ. O falecido Padre José Paulo, que era meu vigário, mandou fazer em 2005 uma grande quantidade de livros “Liturgia da Semana Santa”. Hoje estou com esses livros e gostaria de divulgar para que pessoas que lutam pela Liturgia Tradicional tivessem este livro, o que creio ajudaria muito na Semana Santa, principalmente para aqueles que têm em suas Igrejas a Missa Tridentina.
O Livro tem 242 páginas – 21 x 15 de tamanho – Ordinário da Missa Latim/português – Orações – todas as Missas da Semana Santa, do Domingo de Ramos até o Domingo de Páscoa, inclusive – Hinos populares-
Valor 15,00 + frete
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2 fevereiro, 2015

Para não tornar inútil o jejum.

Por Arquimandrita Manuel Nin – “Jejuando de alimentos, ó minha alma, sem que te purifiques das paixões, em vão te alegras pela abstinência, porque se esta não se torna para ti ocasião de correção, como mentirosa, tendes ódio a Deus e te tornas semelhante aos pérfidos demônios que jamais se alimentam. Não tornais, pois, inútil o jejum, pecando, mas permanecei firme sob os impulsos desregrados, considerando que estás junto do Salvador crucificado, ou melhor, estás crucificada junto d’Aquele que por ti foi crucificado, gritando-lhe: recorda de mim, Senhor, quando vieres no teu reino”. Este tropário da terceira semana da pré-quaresma na tradição bizantina resume de modo incisivo o que é o período quaresmal de cada uma das tradições cristãs: o jejum e a abstinência são vãos se não correspondem a uma verdadeira conversão do coração.

Na tradição bizantina, o período de dez semanas que precede a Páscoa é chamado “Triodion” – nome que indica as três odes bíblicas cantadas no ofício da manhã – e compreende a pré-quaresma e a quaresma. O período pré-quaresmal é comum a todas as tradições litúrgicas cristãs, do “Triodion” bizantino, ao “Jejum dos ninivitas” siríaco, ao “Jejum de Jonas” dos coptas, à “Septuagésima” na antiga tradição latina. A quaresma bizantina propriamente dita compreende quarenta dias – da segunda-feira da primeira semana à sexta-feira antes do Domingo de Ramos – e desenvolve as semanas de segunda-feira a domingo, apresentando o caminho semanal em direção ao domingo, como modelo da própria quaresma em direção à Páscoa. Faz ainda uma clara distinção entre o sábado e o domingo e os outros dias: nos primeiros se celebra a Divina Liturgia (aos domingos com a Anáfora de São Basílio, aos sábados com a de São João Crisóstomo), enquanto nos dias de semana celebra somente o ofício das horas, com o acréscimo durante as vésperas de quarta-feira e sexta-feira da Liturgia dos Pré-santificados, isto é a comunhão com o Corpo e o Sangue do Senhor consagrados no domingo precedente.

A quaresma bizantina é um período muito rico na escolha dos textos bíblicos: salmos, leituras; na hinografia e nas leituras dos padres. Os textos hinográficos se concentram sobretudo no tema da alma humana, dominada pelo pecado, que encontra, por meio da quaresma, a possibilidade de salvação. Nos quatro domingos da pré-quaresma encontramos os grandes temas que marcam o percurso quaresmal: a humildade (domingo do publicano e do fariseu); o retorno a Deus misericordioso (domingo do filho pródigo); o juízo final (domingo de carnaval), o perdão (domingo dos laticínios). Neste último domingo, comemora-se a expulsão de Adão do paraíso: Adão, criado por Deus para viver em comunhão com Ele no paraíso, é dele expulso por causa do pecado, mas na quaresma começa o caminho de retorno que culminará quando o próprio Cristo, no mistério pascal, desce aos infernos e lhe dá sua mão para arrancá-lo da morte e reconduzi-lo ao paraíso, que é quase personificado na oração da Igreja. No final da véspera do quarto domingo se celebra o rito de perdão com o qual se inicia a quaresma.

A quaresma dura quarenta dias, com cinco domingos. Em cada um deles vemos um duplo aspecto: de uma parte as leituras bíblicas que preparam para o batismo, de outra os aspectos históricos ou hagiográficos. No domingo da ortodoxia, a vocação de Felipe e Natanael é modelo da vocação de todo ser humano e se celebra o triunfo da ortodoxia sobre o iconoclasmo e o restabelecimento da veneração dos ícones. No domingo de São Gregório Palamas se recorda a fé do paralítico curado por Cristo. O domingo da exaltação da santa Cruz é dedicado à veneração da Cruz vitoriosa de Cristo, levada solenemente ao centro da Igreja e venerada pelos fiéis durante toda a semana como sinal de vitória e de alegria, não de sofrimento. No domingo de São João Clímaco, modelo de ascese, celebra-se a cura do endemoninhado, e no de Santa Maria Egípcia, modelo de arrependimento, o anúncio da ressurreição. No sábado da quinta semana se canta o hino “Akathistos”, ofício dedicado à Mãe de Deus.

A sexta e última semana da quaresma, chamada de Ramos, tem como centro a figura de Lázaro, o amigo do Senhor, desde o momento da doença até a morte e à sua ressurreição. Os textos litúrgicos nos aproximam daquilo que se manifestará plenamente nos dias da Semana Santa, isto é, a filantropia de Deus manifestada em Cristo, o seu amor real e concreto pelo homem. Toda a semana se enquadra na contemplação do encontro, já próximo, entre Jesus e a morte, a do amigo em primeiro lugar, e sua própria na semana seguinte. Os textos litúrgicos visam a nos envolver neste caminho de Jesus em direção a Betânia, em direção a Jerusalém. Na liturgia bizantina jamais somos expectadores, mas sempre participantes e concelebrantes, presentes na liturgia e no evento de salvação que a liturgia celebra. Com as vésperas do sábado de Lázaro se conclui o período quaresmal.

Ao longo de toda a quaresma, a tradição bizantina recita, ao final de todas as horas do ofício, a oração atribuída a Santo Efrém, o Sírio, que resume o caminho de conversão de todo cristão: “Senhor e soberano de minha vida, que não me dês [ou em outra tradução “afaste de mim…”] um espírito de preguiça, de indolência, de soberba, de vanglória. Dá-me, a mim teu servidor, um espírito de sabedoria, de humildade, de paciência e de amor. Sim, Senhor e rei, dá-me enxergar os meus pecados e não condenar o meu irmão, a fim de que sejas bendito pelos séculos”.

(©L’Osservatore Romano – 25 de fevereiro de 2009)

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31 janeiro, 2015

A Virgem e o Coelho.

De Rerum Natura – “A Virgem e o Coelho” (“Madonna del Coniglio“, no italiano original), é um óleo sobre tela do pintor italiano Tiziano Vecellio (1473? – 1590) que pode ser actualmente apreciado no museu do Louvre, em Paris. Tiziano é um dos principais representantes da escola veneziana do Renascimento Europeu, e este seu quadro referencia a pureza da fertilidade e da concepção imaculada de Maria, representada pela alvura, símbolo de pureza, do coelho enquanto espécie associada à fertilidade. Nesta pintura renascentista, Maria recebe de Catarina de Alexandria o menino Jesus. Este contempla um coelho branco bem seguro pela mão esquerda de sua mãe imaculada. As mãos de Maria fazem a interligação entre o menino Jesus e a pureza representada pelo coelho branco.

Como veremos mais à frente, há razões para uma intencionalidade para este simbolismo do coelho com a pureza e com a concepção sem pecado. Neste contexto, pode dizer-se que a obra faz uma alusão ao mistério da incarnação e da imaculada concepção de Maria, numa interpretação de Tiziano do culto mariano e dos novos evangelhos bíblicos. Mas note-se também na presença de um cesto semiaberto com fruta, uma maçã, numa alusão ao pecado original relatado nos Velhos testamentos.

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