18 setembro, 2020

Páginas católicas na mira da CNBB… Começa o controle eclesial da internet?

Por FratresInUnum.com, 18 de setembro de 2020 – Fontes murmurantes nos informaram que a CNBB, por um de seus órgãos, teria contatado (ou contratado?) um conhecido jornalista de uma universidade jesuíta que mantém um site de notícias mega esquerdista, solicitando um dossiê sobre os maiores influenciadores católicos do Brasil.

Index Librorum Prohibitorum – Wikipédia, a enciclopédia livreA finalidade do “estudo” seria sondar as opiniões circulantes sobre a CNBB e mapear quais seriam as páginas e quem seriam os maiores influenciadores, padres e leigos.

Parece que, além de terem já um mapeamento desses grupos e indivíduos, já teriam chegado à conclusão de que carca de 90% das opiniões circulantes sobre a CNBB e a hierarquia são desfavoráveis.

A pergunta que não quer calar é: mas era necessário um estudo para chegarem a conclusões tão óbvias?

Agora, o objetivo seria o de neutralizar os influencers católicos não adestrados pela intelligentsia cnbbista e isso por alguns caminhos: através dos seus superiores imediatos, desestimulá-los em seu apostolado digital; criar uma fiscalização maior para impedir a difusão de notícias que lhes são desfavoráveis, valendo-se até de instituições internacionais (como as que que detêm os direitos de copyright das fotos do papa), forçando as pessoas a se aterem unicamente à oficialidade deles; e, por último, lançando novos influenciadores, mais alinhados com a hegemonia.

Já imaginaram como seriam estes novos youtubers cnbbísticos? Preparem-se que estão chegando novos Felipes Netos, Átilas Iamarinos e Gretas Thunbergs com anel de tucum para colorir a sua telinha!… E tudo naquele estilo libertador-carismático, a foice com mel, só para tentar enganar algum incauto.

O que a CNBB não percebe é que os influenciadores não mudaram a opinião pública. O seu sucesso foi justamente porque eles refletiram a opinião pública e, por isso, obtiveram o respaldo do povo. A tentativa de querer enfiar goela abaixo dos católicos que os aceitem – bem nos moldes: “você tem que me amar!” – está fadada ao fracasso.

A Igreja no Brasil escolheu descolar-se do povo fiel e se aliar às elites de esquerda e agora está pagando o preço por isso. Eles podem ter cargos, podem ter títulos, mas ninguém quer falar com eles, ninguém quer ouvi-los: qualquer moleque conservador na internet tem mais audiência que todos eles. Ao contrário, quando aparecem, as hostilizações são contínuas, os comentários desabonadores nas redes sociais não param, e isso não é fruto de mídia, é o católico comum que não os suporta mais.

Os últimos bastiões de catolicidade no Brasil são uns poucos influenciadores católicos que ainda – ainda, e que Deus os conserve! –  não se renderam. Se eles quiserem destruí-los, não conseguirão desviar a audiência católica para si; ao contrário, apenas irão encaminhá-la ainda mais para aqueles que já a estão conquistando há anos: os pastores pentecostais. E o povo continuará solenemente os ignorando, mesmo que venham novos influencers com o “selo Cnbb de qualidade”.

Quem diria que um dia veríamos a CNBB tiranicamente criar o seu próprio Index?

14 setembro, 2020

Carreiristas da Teologia da Libertação escrevem carta ao Papa Francisco.

Por FratresInUnum.com, 14 de setembro de 2020 – Não se morre de tédio neste nosso país, e isso também vale para a nossa Igreja Católica! Ontem, o site PortalDasCEBs noticiou em primeira mão que um grupo de padres e bispos descontentes escreveram ao Papa Francisco tomando como motivo a campanha internacional Black Lives Matter (!!!).

O objetivo da missiva foi difamar o núncio apostólico em saída, Dom Giovanni d’Aniello, recém nomeado para a Rússia, e pautar, a exemplo do que já tentou fazer dom Leonardo Steiner, a atividade do próximo núncio apostólico, Dom Giovani Battista Diquattro. Segundo os firmatários, a nunciatura precisa adotar critérios raciais na escolha dos candidatos ao episcopado, privilegiando os candidatos negros sobre os provenientes de outra etnia ou grupo racial, bem como realizar as nomeações atendendo mais às tendências hegemônicas nas realidades locais (entenda-se, das máfias locais). Uma pergunta que não deixaríamos passar: mas, se o candidato negro for da estirpe de Sarah, Napier, Arinze… teria direito a essas quotas? Ou receberiam o tratamento dispensado pelo Cardeal Kasper e companhia ao episcopado africano no Sínodo da Família?

Ultimamente, a facção que assumiu a autoria da carta, autointitulada “Padres da Caminhada” (a qual não possui nenhuma personalidade jurídica, civil ou canônica, e, portanto, atua nos parâmetros da mais clamorosa clandestinidade), tem se empenhado em atuar como um verdadeiro grupo de pressão contra a CNBB e as instituições da Igreja, forçando uma ruptura interna no episcopado e, ao mesmo tempo, a mais aberta fanatização política. Não satisfeitos com o esquerdismo borocoxô de Dom Walmor e demais membros da presidência atual da CNBB, querem uma CNBB pujantemente militante, desavergonhadamente de punhos levantados — da nossa parte, concordaríamos somente se a CNBB entrasse numa bela greve, quiçá perene…!

Os signatários chegam a dizer que estão “cansados de diplomatas vaidosos e carreiristas, ansiosos por poder!”.

Resposta do Papa Francisco aos “Padres da Caminhada”.

A coisa mais interessante, porém, é que eles obtiveram uma resposta do Papa Francisco, na qual ele os agradece pela carta e acrescenta: “falarei do assunto com o cardeal Marc Ouellet, Prefeito da Congregação para os Bispos. Entendo o que dizem sobre a Nunciatura e o modo de escolher os candidatos ao Episcopado. Agora irá um Núncio novo e também falarei com ele”.

O que isso significa, realmente, ninguém sabe. Quem sondará os pensamentos de um jesuíta? De um lado, pode significar: “concordo com vocês e farei o que estão dizendo”, ou, de outro lado: “isso é um assunto meu e eu converso com os interessados”.

Em todos os casos, é bom que conheçamos quem são esses carreiristas ressentidos, que queriam brincar de mitra, mas não conseguem (ao menos até agora); que querem manipular as nomeações no Brasil, ousam pular toda a estrutura da Igreja e tentar acoplar diretamente o papa em suas políticas eclesiásticas; que hostilizam de modo tão desleal os seus superiores visando tê-los como pares no episcopado; enfim, destes que vivem falando de pobres e do povo, mas que se autodenunciam em sua própria ambição e volúpia pelo poder.

Aqueles “carreiristas, ansiosos por poder” que eles poderiam identificar facilmente se olhassem, não às nomeações do antigo núncio, mas, simplesmente, ao… espelho.

É excelente que o Portal das CEBs tenha divulgado a carta, pois, sendo insuspeito de direitismo ou de qualquer tipo de conservadorismo, é fonte totalmente segura da veracidade da informação e também de sua orientação ideológica. Agradecemos ao Portal das CEBs por mais este importante vazamento (embora sua audiência seja irrisória, sendo que o grande público tomará ciência do conteúdo aqui pelo Fratres!).

Esse tipo de movimentação mafiosa pela parte sempre descontente e baderneira do clero brasileiro, insuflada por bispos em fim de carreira e desejosos de perpetuação, deveria ser frontalmente neutralizada pela Conferência Episcopal. Tal iniciativa é claramente afrontosa e mostra exatamente quem são e onde estão os inimigos da Igreja.

Sairão Dom Walmor, Dom Jaime Spengler e Dom Joel, membros da atual presidência da CNBB, de seu sonolento  e burocrático mundinho de notas insípidas, sobre todos os temas possíveis e imagináveis, para tratar de um assunto que realmente lhes compete?

Abaixo, seguem os nomes de todos que assinaram a carta, segundo a divulgação do Portal das CEBs:

  1. Adamor Lima – Paróquia das Ilhas – Diocese de Abaetetuba – PA
  2. Dom Adriano Ciocca Vasino – Prelazia de São Feliz do Araguaia – MT
  3. Altair Manieri – Arquidiocese de Londrina – PR
  4. Antônio Carlos Fernandes, SDN – Espera Feliz – Diocese de Caratinga – MG
  5. Antônio De Jesus Sardinha – Vigário Geral – Diocese de Jales/SP
  6. Antônio José de Almeida – Diocese de Apucarana – PR
  7. Antonio Lopes de Lima – Diocese de Limoeiro do Norte – CE
  8. Antonio Manzatto – Arquidiocese de São Paulo
  9. Basilio Vidal Vileci – Diocese de Crato – CE
  10. Benedito Ferraro – Arquidiocese de Campinas – SP
  11. Brasílio Alves de Assis – Diocese de Registro – SP
  12. Celso Carlos Puttkammer dos Santos – Prelazia do Marajó – Soure/PA
  13. Danilo Lago Severiano – São Félix do Xingu – Prelazia de São Félix – PA
  14. Danilo Vitor Pena – Diocese de Jacarezinho – PR
  15. Dennis Koltz – PIME – Macapá
  16. Diego Giuseppe Pelizzari – Diocese de Londrina – Conselho Indigenista Missionario – CIMI
  17. Dirceu Luiz Fumagalli – Arquidiocese de Londrina – PR
  18. Domingos Rodrigues – Paróquia Arcanjo Gabriel – Diocese de Bagé – RS
  19. Edegard Silva Junior – Missionário Saletino – Diocese de Pemba – Moçambique
  20. Edmar Augusto Costa – Arquidiocese do Rio de Janeiro – RJ
  21. Edson André Cunha Thomassim
  22. Edson Zamiro da Silva – Diocese de Apucarana – PR
  23. Elauterio Conrado da Silva Junior – Diocese de Bagé – RS
  24. Dom Erwin Käutler – Bispo Prelado Emérito da Diocese do Xingu – Altamira – PA
  25. Ezael Juliatto – Arquidiocese de São Paulo – SP
  26. Flávio Corrêa de Lima – Diocese de Novo Hamburgo – RS.
  27. Dom Flávio Giovenale, SDB – Diocese de Cruzeiro do Sul – AC
  28. Francisco de Aquino Junior – Diocese de Limoeiro do Norte – CE
  29. Francisco Gecivam Garcia – Arquidiocese de Maringá – PR
  30. Geraldino Rodrigues de Proênça – Diocese de Apucarana – PR
  31. Gilberto Tomazi – Vigário Geral – Diocese de Caçador-SC
  32. Hermes Antonio Tonini – Diocese de Lages – SC
  33. Ivanil Pereira da Silva – Paróquia Santa Rita de Cássia – Cianorte – Diocese de Umuarama – PR
  34. Jean Fabio Santana, SJ – Arquidiocese de São Paulo – SP
  35. Jorge Corsini – Diocese de Registro – SP
  36. Diác. Jorge Luiz A. Souza – Arquidiocese de São Paulo – SP
  37. Jorge Pereira de Melo – Arquidiocese de Londrina – Paróquia Santo Antônio – Londrina.
  38. José Amaro Lopes de Sousa – Diocese de Xingú – Altamira – PA
  39. José Cristiano Bento dos Santos – Arquidiocese de Londrina – PR
  40. José Geraldo Magela Vidal – Arquidiocese de Mariana – MG
  41. Dom José Luiz Ferreira Salles, CSsR – Diocese de Pesqueira –
  42. Dom José Mário Stroeher – Bispo Emérito do Rio Grande – RS
  43. José Oscar Beozzo – Diocese de Lins – SP
  44. José Roberto Moreira – Paróquia Nsa. Sra. Da Boa Viagem – Bocaina do Sul – Diocese de Lages – SC
  45. Lazaro Gabriel Lourenço – Diocese de Limeira – SP
  46. Leandro de Mello – Arquidiocese de Passo Fundo – RS
  47. Leomar Antonio Montagna – Arquidiocese de Maringá – PR
  48. Lino Mayer – Diocese de Rio Grande – RS
  49. Luciano da Paixão – Arquidiocese de Londrina – PR
  50. Luis Miguel Modino – Missionário Fidei Donum – Arquidiocese de Manaus – AM
  51. Luiz Carlos Palhares – Diocese de Apucarana – PR
  52. Luiz Roberto Sandini – Diocese de Chapecó – SC
  53. Dom Manoel João Francisco – Bispo da Diocese de Cornélio Procópio – PR
  54. Manoel José de Godoy – Paróquia São Tarcísio – Arquidiocese de Belo Horizonte – MG
  55. Marcos Roberto Almeida dos Santos – Arquidiocese de Maringá – PR
  56. Mauro Batista Pedrinelli. Arquidiocese de Londrina – PR
  57. Medoro de Oliveira Souza Neto – Diocese de Valênça – RJ
  58. Nadir Luiz Zanchet – Diocese de Balsas – MA
  59. Nelito Dornelas – Governador Valadares – MG
  60. Pascal Atumissi B., SX. CIMI – Redenção – PA
  61. Paulo Humberto Rodrigues Cruz – Arquidiocese de Belém do Pará – Área Missionária São Clemente – PA
  62. Paulo Joanil da Silva, OMI – Diocese de Belém – PA
  63. Paulo Sérgio Bezerra – Paróquia N. Sra. do Carmo – Itaquera – Diocese de São Miguel Paulista – SP
  64. Pedro Curran, OMI – Arquidiocese de Manaus – AM
  65. Roberto Valicourt, OMI – Arquidiocese de Manaus – AM
  66. Rui Fernando de Oliveira Santos -Diocese de Apucarana – PR
  67. Sebastião Rodrigues da Silva – Paróquia São Francisco de Assis CP – Diocese de Cornélio Procópio – PR
  68. Sérgio Eduardo Mariucci, SJ –
  69. Sérgio Lima Pereira – Arquidiocese de Pelotas – RS
  70. Severino Leite Diniz – Paróquia Nsa. Sra. Aparecida – Promissão – Diocese de Lins – SP
  71. Sisto Magro – PIME – Macapa – AP Pe. Vilmar Gazaniga – Diocese de Caçador – SC
  72. Vilson Groh – Florianópolis – SC
  73. Vitor Galdino Feller – Vigário Geral – Arquidiocese de Florianópolis- SC. Pe. Wilfrido Mosquer, OSFS – Arquidiocese de Pelotas – RS
  74. Frei Wilmar Villalba Ortiz, OFM Conv – Paróquia Exaltação da Santa Cruz – Ubatuba – SP
  75. Wilner Charles, OSFS Brasil,
13 setembro, 2020

Não existe ecumenismo, existe é comunismo!

Por FratresInUnum.com, 13 de setembro de 2020 – No último dia 7 de setembro aconteceu por todo o Brasil o conhecido “Grito dos excluídos”, um evento TL marcado pelo protesto panfletário, bem ao gosto dos comunistas de ontem e de hoje.

Na Arquidiocese de Vitória (ES), no Convento da Penha, a celebração foi ecumênica e inter-religiosa, e contou com a participação de uma mãe-de-santo do candomblé, um representante da umbanda e um pastor luterano, todos recepcionados pelo grande anfitrião, o arcebispo Dom Frei Dario Campos, franciscano.

Além de cânticos em comum, da leitura de um manifesto contra o governo, de um ofertório com frutas e comida (abençoado e partilhado-comungado por todos), o evento foi concluído com uma “bênção” de cada uma das religiões, em nome dos orixás, dos guias, dos ancestrais e até da “maternidade de deus”, como se pode ver no vídeo.

Chamou a atenção que, embora no pluralismo de religiões, havia um credo comum subjacente, uma mesma profissão de fé, unânime e dogmática, um símbolo que os unificava: os mesmos valores socialistas.

A nossa perspectiva católica frequentemente impugna a ideia do ecumenismo em si mesma, porque condenada unanimemente pela Igreja antes do Vaticano II. Contudo, passa-nos desapercebido, por vezes, que, entre estes modernistas e TLs, não existe apreço pelo ecumenismo em si, como uma ideia, mas, sim, por uma espécie de ecumenismo estratégico. Por baixo de suas “denominações religiosas”, como eles mesmos dizem, há um plano único e unificador: usar a Igreja Católica para que se autodestrua enquanto patrocina a revolução comunista.

Não parece estranho que esses mesmos que levantam a bandeira do ecumenismo sejam os que acusam as Igrejas pentecostais de fundamentalismo na política, como fizeram os 152 bispos em sua carta afrontosa, sem nenhum tipo de compreensão ou abertura ao diálogo? Por que eles nunca convidam para estes encontros ecumênicos os pentecostais ou membros de seitas cristãs congêneres? O chamado CONIC (Conselho Nacional de Igrejas Cristãs) congrega apenas “igrejas” que professam o ideário esquerdista, liberal ou socialista, enfim, os TLs de sempre. Do mesmo modo, o tal do CEBI (Centro Ecumênico de Estudos Bíblicos) é ecumênico na justa medida em que a TL lhe permite construir os subsídios subversivos para as CEBs, a fim de induzir, mediante a chamada leitura popular da Bíblia, o povo simples ao recrutamento comunista. Extra comunismum nulla sallus!

A ideia de que o ecumenismo em si seja um valor a ser defendido pelos grupos progressistas é ingênua (se o fosse, já seria execrável; mas é pior, muito pior!). Não se trata de ecumenismo, mas de comunismo mesmo, de comunismo que se vale das religiões para se auto-projetar, de comunismo que intercepta as religiões para usá-las como palanque, de comunismo que precisa destruir a Igreja Católica, pois ela é o grande empecilho para o seu desenvolvimento.

Quando dizemos “Igreja Católica”, sabemos que a maior parte da hierarquia já sucumbiu à TL e que, portanto, o alvo agora são os leigos, inclusive o alvo da própria hierarquia. Eles já conseguiram devorar toda a estrutura da Igreja e precisam desmotivar os fieis para que eles desistam da sua religião ou, o que seria pior, para que apostatem dentro dela.

Fato é que, embora promovam horrores como este, continuam sempre a ser um grupelho minoritário, cuja importância é ignorada pelo povo. Ninguém sabe o que é CEBI, CONIC ou mesmo o “Grito dos Excluídos”. Desgraçadamente, enquanto o clero católico se entretém com essas inutilidades e ainda sonha com uma cristandade socialista, como professa o antigo plano da TL, o povo já os abandonou e embarcou justamente nisso que eles não cessam de tentar hostilizar, enquanto se hostilizam a si mesmos: o povo está migrando em massa para os pentecostais e tem horror à feitiçaria, horror!

No final das contas, quando os padres perceberem, essa “brincadeira” de pluralismo os terá levado longe demais: ficarão sem comunismo nem macumba, estarão sozinhos e ridicularizados, e de nada lhes terá servido esta hipócrita estratégia ecumênica, que apenas esconde o mais absoluto dogmatismo por baixo: a crença nos princípios marxistas de destruição da civilização e do patriarcado. Chega a ser interessante ver como esses comunistas se bajulam, apesar de suas aparentes diferenças doutrinais, pois não há diferença alguma, eles apenas usam o rótulo de suas religiões para promover o mesmo objetivo revolucionário.

Quanto a nós, fieis católicos, perseveremos desprezando todos estes erros, do comunismo ao ecumenismo, e permaneçamos fieis à Igreja de sempre, cerrados em torno daqueles que militam rumo ao triunfo do Coração Imaculado de Maria. Um dia este pesadelo acabará e, quando tiver terminado, talvez muito não acreditem que presenciamos horrores como estes: idólatras e supérstites lado-a-lado com o clero, promovendo a horrenda revolução vermelha, inimiga figadal da Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo.

13 setembro, 2020

In illo tempore…

Fotos da ordenação de 842 sacerdotes durante o XXXV Congresso Eucarístico Internacional de Barcelona, no Estádio Olímpico de Montjuich, em de maio de 1952. Foram erguidos 21 altares, sobre os quais 21 bispos celebraram missas simultâneas.
Cada bispo ordenou 40 sacerdotes. Uma schola cantorum de 300 seminaristas provenientes de toda a Espanha cantou.

Fonte: Facebook “La Iglesia de siempre” via Messa in Latino.

12 setembro, 2020

Roma locuta, causa…

Em carta aos presidentes das Conferências Episcopais, enviada pelo cardeal Robert Sarah, prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, e aprovada pelo próprio papa Francisco no último dia 3, pede-se facilitar:

“A participação dos fiéis nas celebrações, mas sem experiências rituais improvisadas e em plena conformidade com as normas contidas nos livros litúrgicos que regulam seu desenvolvimento”, e reconhecendo “aos fiéis o direito de receber o Corpo de Cristo e adorar o Senhor presente na Eucaristia nas formas previstas, sem limitações que até mesmo possam ir além do previsto pelas normas higiênicas emanadas pelas autoridades públicas ou pelos Bispos”.

Roma locuta, causa…

Causa no máximo riso e desprezo em nossos bispos, salvo raríssimas exceções, que antes mesmo de qualquer autoridade sanitária se apressaram em pisar sobre o direito dos fiéis de comungar na boca.

 

 

11 setembro, 2020

Última etapa do pontificado de Francisco?

Por FratresInUnum.com, 11 de setembro de 2020 – A epidemia do vírus chinês ceifou milhares de vidas, confinou sociedades inteiras e se tornou o ambiente adequado para a promoção do maior experimento comportamental de todos os tempos, experimento que encontrou a Igreja totalmente complacente, de portas abertas para o “novo normal”. 

Papa Francisco aparece pela primeira vez de máscara. Nenhuma viagem enquanto não houver vacinação, informou o Vaticano.

Contudo, não foi apenas a totalidade dos fieis que se fragilizou com a epidemia. Já é evidente para todos que a crise sanitária provocou um impressionante bloqueio no pontificado de Francisco. O papa argentino teve não apenas de ver canceladas suas duas grandes iniciativas do ano – o “pacto educacional” e o “pacto econômico” –, mas ele mesmo teve de desaparecer, foi obrigado a ocultar-se no isolamento vaticano.

Ora, ninguém é eterno e, na geriontocracia católica, meses podem equivaler a anos: papas envelhecem e perdem vigor, morrem, colaboradores adoecem, desgraças acontecem… Não é sem razão, portanto, que alguns começam a falar que a epidemia marca o “início do fim” deste pontificado, a sua última etapa, ou, como preferem os mais otimistas ou – por que não dizê-lo? – os mais progressistas, a sua “segunda fase”. 

Em todo caso, o próprio Francisco parece acenar para uma mudança de “fase” quando decide escrever uma encíclica sobre “o mundo pós-pandemia”. Em outras palavras, a novidade do documento não está propriamente em seu conteúdo – o qual, entre outras coisas, assim como a Evangelii Gaudium, não será senão uma reportatio das próprias reflexões feitas por Francisco em suas homilias, catequeses, mensagens ou coisas do tipo –, mas no fato mesmo de que um pontífice ancião já não tem os instrumentais adequados para lidar com este tão badalado “novo normal” que eles mesmos não se cansam de repetir em seu progressismo delirante. De fato, a fixação no futuro também os faz vítimas de si mesmos.

Se o vírus chinês é uma linha divisória na história contemporânea, Francisco decerto se coloca aquém. Os seus gestos falam, e falam mais que as suas palavras. O eclipse dos últimos meses foi uma eloquente demonstração de que ações podem ser soterradas por fatos incontroláveis. E este é propriamente o caso.

Mas se não o fosse, não faltaria quem fizesse questão de lembrá-lo. No último sábado, houve protestos em Roma, protestos contra as máscaras, protestos contra o controle social e, o que é mais chocante, protestos contra o próprio Papa Francisco!

Homem protesta contra o Papa Francisco.

Ganharam as páginas dos jornais as fotografias de cartazes que o apresentavam como o “papa de satã” e lhe atribuíam nada menos que o número da Besta, o 666.

O fato não pôde ser ignorado sequer pelo Vatican Insider, um serviço de imprensa ultra-bergogliano, que teve de noticiar o acontecimento e ainda reportar palavras dos manifestantes: “Bento XVI é a verdade e Bergoglio é a mentira. Faz parte dos illuminati, do projeto diabólico que há por trás desta mentira que é o coronavírus”. Ademais, o mesmo tabloide teve de mencionar que os manifestantes se referiram nominalmente às denúncias de Mons. Viganò.

O acontecimento pode parecer insignificante, mas não é. Há um despertar na opinião pública e o declive na popularidade de Bergoglio não está apenas se acentuando, mas se tornou absurdamente irreversível. Afinal de contas, qual papa dos últimos tempos foi tão publicamente hostilizado a ponto de ser comparado com satanás e com o anticristo? Lamentavelmente, Francisco escolheu o caminho do descolamento dos fieis católicos e mais, para utilizar a analogia de Mons. Viganò, o cisma entre a Persona Papæ e o papado se tornou indissimulável: o título sozinho não se sustenta, as queixas dos fieis não podem mais ser contidas.

E, embora todo o entourage pontifício queira fingir-se de inatacável, Francisco mesmo não consegue disfarçar mais a sua insustentabilidade na Sé de Pedro: ele precisa do respaldo de Bento XVI para garantir alguma sobrevida ao seu pontificado. O livro “Uma só Igreja”, apresentado como de autoria de Ratzinger e Bergoglio, e prefaciado por Parolin, parece mais uma tentativa desesperada de forçar a lenda de que que “há uma continuidade teológica e proximidade íntima entre eles”. O desespero da iniciativa fica totalmente à mostra quando, ao contrário do que se noticia, o público descobre que este não é, de fato, um livro escrito “a quatro mãos”, mas somente uma seleção de textos das catequeses de ambos sobre temas comuns, compilados e introduzidos pelo Secretário de Estado. 

A situação para Francisco não é nada animadora. De um lado, se ele quisesse renunciar, agora, efetivamente, não poderia: não é viável convocar um conclave em meio a esta crise sanitária e, mesmo que ele falecesse, a situação seria realmente dramática neste momento para a realização de uma eleição; de outro lado, não renunciando, ele permanece preso no Vaticano, totalmente limitado em suas iniciativas e, assim como todos, ele também não sairá o mesmo deste período de confinamento, não terá as mesmas forças de antes para tocar a sua revolução, a não ser que seja assistido por poderes preternaturais.

O que irá acontecer no futuro ninguém pode adivinhar, mas, ao fim e ao cabo, é certo que estamos vivendo a sobrevida cansada de um pontificado em agonia.

Os progressistas o sabem e tentam extrair até as últimas gotas do néctar de esperança que eles tiveram com a eleição deste papa do “fim do mundo”, como ele mesmo se intitulou no dia de sua eleição. Também este é um triste fim para o progressismo, ao menos até que se reinvente: a sua última tábua de salvação é o papado que eles desde sempre atacaram e de cuja desconstrução agora eles mesmos são vítimas. 

Não é fácil uma agonia. É triste, dolorosa, cansada. Mas teremos de ter paciência, muita paciência. Afinal de contas, na ordem da Divina Providência, tudo está disposto para que todos vejam o quão grave é a ferida e o quão urgente é a sua cura.

10 setembro, 2020

Após polêmicas, a era dos padres pop pode ter chegado ao fim.

Por Jeff Benício, Terra, 9 de setembro de 2020: Na série The Young Pope e em sua continuação The New Pope, da HBO, o papa Pio 13 (Jude Law) é um superstar da fé. Mais famoso e idolatrado do que qualquer cantor de rock ou estrela de cinema. Indisfarçavelmente narcisista, ele gosta do culto à sua imagem.

Já seu sucessor, o deprimido João Paulo III (John Malkovich), prefere manter distância dos holofotes. A pressão midiática sobre ele é tão sufocante que resulta em sua abdicação ao trono de São Pedro. Qualquer semelhança entre o popular papa Francisco e o introspectivo papa emérito Bento 16 não é mera coincidência.

A um católico tradicional, as duas produções causam choque, talvez até indignação. A ficção a respeito dos bastidores do Vaticano mostra um mundo odioso: disputas por dinheiro e poder, sexualidade e luxúria entre os homens que juraram castidade e celibato, domínio da vaidade sobre a pretendida humildade, acobertamento de pecados e crimes, menosprezo às mulheres que servem à cúpula da Igreja.

Na vida real, que às vezes supera a ficção em sordidez, um pouco daquele universo chocante no entorno dos papas pode ser vislumbrado nas acusações contra o padre Robson de Oliveira, do Santuário Basílica do Divino Pai Eterno, de Trindade (GO). Nacionalmente famoso graças a seu programa diário na Rede Vida, ele está no centro de uma investigação de vários crimes — apropriação indébita, falsificação de documentos, sonegação fiscal, associação criminosa e lavagem de dinheiro — que teriam sido cometidos a partir do desvio milionário de doações de fiéis ao longo de anos.

O escândalo não está restrito ao pecado da ganância. Um hacker pago com dinheiro arrecadado na igreja sob a liderança do padre Robson para não divulgar conteúdo impróprio a respeito da intimidade do líder religioso disse ter sido amante dele e apontou outros supostos casos amorosos. A repercussão de tantas denúncias graves teve repercussão bombástica na imprensa, nas redes sociais e entre devotos. O ápice da exposição negativa aconteceu em matéria de 19 minutos na edição de 23 de agosto do Fantástico, na Globo. O religioso e seus advogados negam qualquer ato ilegal. Culpado ou não, o estrago à imagem de Padre Robson é irreversível.

Esse vexame à Igreja Católica tem potencial para encerrar a era dos padres pop. Sempre existiram líderes com atuação artística e forte presença na mídia, a exemplo do precursor padre Zezinho, hoje com 79 anos, ainda circulando por TVs e rádios. Mas o status de superstar da fé foi lançado por Marcelo Rossi na década de 1990. O ‘boca a boca’ a respeito de suas missas dinâmicas o levou aos programas de Gugu Liberato e Faustão. Sucesso imediato. A televisão transformou o padre do hit ‘Erguei as Mãos’ em ídolo de milhões de pessoas, inclusive de outras religiões. Ele se tornou uma máquina de dinheiro com a venda de CDs, DVDs e livros.

A veneração à sua personalidade gerou extensa investigação do Vaticano. Havia na cúpula do catolicismo certo incômodo com a espetacularização em torno de Marcelo Rossi e a sombra que seu exibicionismo involuntário fazia sobre a liturgia. Vítima do próprio êxito, o padre de sorriso contagiante desenvolveu depressão profunda. Precisou renunciar ao espaço cativo diante das câmeras. Despiu-se da imagem de ‘showman’ de Cristo para buscar a reconexão consigo mesmo e com sua missão evangelizadora. Hoje, faz raras aparições na TV. Dedica-se aos livros. Em alguns deles relatou o inferno vivido nos anos de falsa felicidade.

Igualmente elevado à condição de popstar, padre Fabio de Melo se fez influenciador digital e prolífico produtor de memes. Belo e carismático, virou galã aos olhos das telespectadoras. Da TV Canção Nova passou a aparecer nos principais programas do País. Era um ímã de audiência. Contudo, em algum momento, uma desordem emocional o levou ao fundo do poço. O quadro depressivo foi tão forte que fez o sacerdote pesquisar métodos de suicídio. Afastou-se dos palcos e estúdios de TV. Buscou ajuda médica para tratar a mente e recuperar o amor pela vida. Continua ativo nas redes sociais, porém com grau de exposição menor.

Importante destacar que Marcelo Rossi e Fabio de Melo nunca foram acusados de nenhuma atitude ilícita, como acontece com Robson de Oliveira. A única falha foi, talvez, contra a própria saúde mental. Ambos conheceram as delícias e as dores do status de celebridade: foram amados e respeitados por muitos, criticados e desprezados por tantos outros. A mesma experiência ambígua (baseada em elogios e fofocas, respeitabilidade e invasão de privacidade) marcou os também padres midiáticos Reginaldo Manzotti (TV Evangelizar) e Alessandro Campos (ex-TV Aparecida e RedeTV!, atualmente na Rede Vida).

A visibilidade exagerada sempre cobra um preço alto, às vezes impagável. Nem os ungidos de Deus escapam dessa pressão. Por isso, após episódios angustiantes, a maioria dos padres pop decidiu se recolher ou diminuir a exposição pública. O surgimento de novo fenômeno do gênero na base da Igreja Católica brasileira fica cada vez mais improvável.

3 setembro, 2020

A Igreja que o novo Núncio irá encontrar.

FratresInUnum.com, 3 de setembro de 2020 – Na última segunda-feira, o site de notícias do Vaticano publicou uma reportagem com recortes de uma entrevista concedida pelo nosso já muito conhecido Dom Leonardo Ulrich Steiner, arcebispo de Manaus, intitulada “o Brasil que o novo núncio irá encontrar”, com uma clara tentativa de “pautar” a atuação do novo núncio dentro das bandeiras ideológicas defendidas por ele desde que foi secretário geral da CNBB.

Dom Giambattista Diquatro, novo núncio apostólico no Brasil, e o Papa Francisco.

É muito interessante que o VaticanNews entreviste a Dom Leonardo, ex-secretário, não eleito para nenhum cargo na Conferência Episcopal (inclusive porque estava impedido por questões regimentais), ao invés de alguém da presidência, como o novo secretário, Dom Joel Portella Amado.

Que a máfia franciscana saiu bastante enfraquecida da última eleição da CNBB não é segredo para ninguém. Agora, com o novo núncio, a sua situação tende a ficar ainda mais fragilizada, já que o franciscano arcebispo de Porto Alegre, Dom Jaime Spengler, não terá a mesma acessibilidade de que gozava até o presente, bem como seu confrade Dom Steiner permanecerá enclausurado em sua “Querida Amazônia”.

Mas a reportagem de Steiner não deixa de ter o seu toque sarcástico: ele disse que “a Igreja no Brasil sempre acolheu bem os núncios enviados pelos Papas”, que o novo núncio “encontrará uma Igreja que procura ser fiel ao Evangelho e ao magistério da Igreja” e “um presbiterado que cresce em número e no espírito missionário”, “uma presença de fiéis que não gostam de seguir os ensinamentos de papa Francisco” e “um episcopado em comunhão e que vive a colegialidade. Nessa convivência fraterna encontrará diferentes modos de ver as questões políticas e sociais, as impostações teológicas e eclesiais”.

Só quem conhece os corredores da CNBB sabe como os núncios apostólicos sempre foram tratados com hostilidade, quase como infiltrados. Mas a declaração apressada de Dom Steiner, adiantando-se e intrometendo-se naquilo que não lhe compete, revela muito bem o desespero de quem perdeu hegemonia e tenta recuperá-la; ainda mais depois que ele, Dom Steiner, respaldou a famigerada carta dos 152 bispos, cujo vazamento impediu que a CNBB lhe desse qualquer tipo de vazão. Enfim… não deu certo!

A iniciativa de Dom Steiner, porém, foi bastante sugestiva e nos deu a ideia do que poderíamos dizer ao novo núncio: que tipo de Igreja ele encontrará no Brasil?

Uma Igreja em estado avançado de decomposição.

Depois de décadas de uma obstinada e rebelde adesão do episcopado à TL, o descolamento da hierarquia em relação ao corpo do fieis não pode mais ser ignorado. Apesar de ter sido um dia um país 98% católico, o Brasil está se tornando majoritariamente protestante. Pesquisas estatísticas mostram que não há no país nenhum índice de crescimento do número de católicos e que, por volta de 2030, os pentecostais se tornarão o grupo religioso majoritário. Não se percebe nenhum mea-culpa por parte dos nossos excelentíssimos bispos, mas apenas aquela pose triunfalista e esnobe de quem se acha por cima da situação. A pandemia de coronavírus acelerou o processo de erosão da Igreja. O número de fieis diminuiu ainda mais e a perspectiva é de uma explosão de defecções nas fileiras católicas nos próximos anos.

Clericalismo doente. Os bispos e o clero, em sua esmagadora maioria, não escutam os leigos, escondem-se por trás de seus títulos eclesiásticos e ignoram solenemente o povo. O papel dos leigos é pagar o dízimo, dar dinheiro nas coletas, trabalhar em eventos e ficar totalmente calado diante dos abusos de todo tipo cometido por seus bispos e padres. O corporativismo episcopal é gigantesco, bem no estilo “ninguém solta a mão de ninguém”. Os bispos acobertam os abusos dos padres e os seus próprios abusos e o povo permanece completamente inerme, assistindo este espetáculo de deterioração sem que possa fazer nada.

Politicagem petista. Tivemos membros do clero que participaram ativamente dos governos do PT e outros, como Dom Steiner, por exemplo, que eram figuras muito próximas de figurões como Gilberto Carvalho. O clericalismo brasileiro sempre cultivou aquele coronelismo amigo de elites. No caso do clero progressista, o desejo de controlar a política o fez aliar-se com as elites mais depravadas do esquerdismo brasileiro com vistas a construir uma pátria socialista. Já não se fala mais na doutrina da fé e dos costumes, na santidade dos sacramentos, na necessidade de incutir no povo um espírito de oração, mas apenas em temas sociais. O povo tomou nojo desses discursos engajados e não suporta mais ver o altar transformado em palanque e a homilia em espaço de comícios. O clero progressista se tornou alérgico à democracia e não aceita mais o resultado das urnas, a não ser quando são sufragados os candidatos de esquerda. A Igreja brasileira perdeu completamente a sua credibilidade.

Mediocridade e perversão na hierarquia. Não temos mais nenhum personagem de destaque no episcopado, que se tornou desgraçadamente um reduto de gente inepta, incapaz senão de dizer obviedades e platitudes. O clero brasileiro tornou-se viveiro para todo tipo de personagem exótico: desde padres que se comportam como galãs ou cowboys, passando por apresentadores de programas de televisão até cantores circenses que se dispõem apenas a animar um palco. Os casos de imoralidade e escândalos econômicos fazem parte do dia-a-dia da Igreja no Brasil. Não há diocese que não tenha uma coleção de problemas e, infelizmente, tudo continua a ser devidamente abafado pelas autoridades eclesiásticas. A qualidade das pregações na Igreja é vergonhosa. Durante a pandemia, sobejaram as vergonhas internet afora e ostentou-se o amadorismo do clero brasileiro.

Padres com psicopatologias. Nos últimos anos, a Comissão Nacional de Presbíteros tem apresentado dados assustadores sobre o suicídio de padres, muitas vezes em idade jovem. Uma das razões alegadas é a de que os bispos se comportam como patrões, mais interessados no rendimento econômico das comunidades e nos repasses às cúrias que na integridade psicológica e espiritual dos seus presbíteros. Há muitos bispos afetivamente hostis, despreparados humanamente, incapazes de administrar problemas e apenas motivados em manter as estruturas diocesanas em conformidade com as normas administrativas. Os padres perdem facilmente a motivação de viver e adoecem, perdendo a capacidade de prosseguir com o seu ministério.

Inverno vocacional. Há muitas dioceses que passam por um prolongado inverno vocacional, sobretudo nos lugares em que a TL prosperou de modo mais invicto. Mesmo as dioceses que foram favorecidas com muitas vocações no início do milênio com o momentâneo vigor carismático,  agora começam a viver um acentuado declive de candidatos ao sacerdócio. Há congregações religiosas no caminho da extinção, bem como um envelhecimento predominante no clero. Nada disso é um fenômeno isolado. Com a Igreja mesma perdendo fieis, como teríamos entusiasmo vocacional?

Desrespeito à legítima liberdade dos fieis. No Brasil, há uma grande fatia de fieis que é adepta da missa tradicional, dita “forma extraordinária do rito romano” ou mesmo aos usos e costumes mais tradicionais, como a comunhão de joelhos e na boca e a utilização de véus e saias por mulheres. É acachapante a hostilização sistemática que fieis devotos sofrem em suas paróquias, a ponto de muitas vezes terem de trocar de comunidade para se sentirem acolhidos. A sonegação sistemática da missa no rito romano de sempre aliada à perseguição dos padres que a celebram ou que ao menos têm usos mais tradicionais são atentados contra à legítima liberdade dos fieis. Não se trata senão de pura e simples injustiça, a famosa intolerância dos tolerantes e acolhedores.

Baixa qualidade na formação sacerdotal. Na década de 1950, os seminários brasileiros eram centros extraordinários de formação intelectual e humana. Atualmente, os seminários se tornaram depósito de gente, os seminaristas são tratados como empregados de luxo de párocos e de formadores que praticam frequentemente abusos de autoridade. Mas o pior, mesmo, é a baixíssima qualidade da formação nas faculdades de filosofia e teologia. Embora em muitos ambientes ainda se mantenha aquela aparência acadêmica em virtude das burocracias e culto aos títulos, tudo não passa de fumaça. Na prática, há tantos professores desqualificados nesses institutos que nem sequer a má teologia é ensinada competentemente. Os alunos saem mais toscos do que quando entraram. Basta conversar com qualquer jovem padre brasileiro, salvo raras e honrosas exceções.

Nomeações episcopais fracas. Fala-se muito que estão sendo nomeados bispos na “linha do Papa Francisco”, como se a Igreja estivesse inventando uma nova definição do episcopado. O fato, porém, é que, salvo raras exceções, estão rebaixando de tal modo o nível do episcopado, o qual já era bastante baixo, que os bispos perderão completamente a conexão com a realidade. Dizem que “quem tem padrinho, não morre pagão” e, de fato, existem as “máfias” locais tanto para a promoção como para a queima de muitos candidatos, especialmente entre o clero diocesano. Mas também é um fato que estes bispos oriundos de congregações religiosas, atualmente grande parte do episcopado, podem até ser bons administradores e gananciosos empresários, mas não têm o menor tato para lidar com o clero diocesano e com o povo fiel, comportam-se muitas vezes como faraós, controladores e sempre em conchavo com suas cortes, e tiram o dinamismo próprio dos padres diocesanos. Enfim, as dioceses cada vez mais ficam paradas, como um grande convento de frades preguiçosos.

* * *

Não quisemos ser exaustivos em nossa breve apresentação dos desafios que o novo núncio vai ter de enfrentar, mas isso é proposital. Queremos que você também contribua ativamente com esta análise, enviando as suas considerações ao novo representante do Vaticano no Brasil. Escreva-lhe as suas sugestões e diga-lhe claramente qual é a Igreja que o novo núncio vai encontrar.

Dom Giambattista Diquattro

nunapost@solar.com.br

Boa redação! E não de esqueça de deixar uma cópia na caixa de comentários.

28 agosto, 2020

Avacalhando Vacaria.

Por FratresInUnum.com, 28 de agosto de 2020 – Santo Agostinho é, na Igreja, a imagem ideal de um bispo católico: intelectual, profundamente místico e, ao mesmo tempo, preocupado em debelar todas as doutrinas erradas que se difundem no seu tempo. Mas há quem se contente não apenas com muito menos do que isso, mas até com o seu contrário.

Chegou hoje à nossa redação o vídeo de uma homilia esdrúxula do bispo da Diocese de Vacaria-RS, Dom Silvio Guterres Dutra, o qual se aproveitou do episódio tristíssimo do Padre Robson de Oliveira Pereira, do Santuário do Divino Pai Eterno, para fazer a sua crítica, bem naquele conhecido estilo da Teologia da Libertação.

Ele acusa a “cultura da imagem” e diz que “a humildade e a piedade não estão em roupas impecáveis, muito menos em mãos postas e em olhos revirados em orações… Por que fazer propaganda de algo que não tem?… Quanto mais autêntica for a experiência de fé, menos a pessoa se expõe ou se apresenta como modelo”.

O bispo prossegue dizendo que Jesus é o único modelo. “Nenhum padre é modelo… Dentro da Igreja Católica nós temos uma batalha, porque nós, padres, muitas vezes somos avaliados pela roupa que nós vestimos. Tem gente que diz: ‘este é padre de verdade porque está de batina, porque está de camisa arrumadinha como o bispo usa’. Aquele padre lá que anda mais discreto, mais despojado, acaba sendo desconsiderado… Não é a roupa do padre que faz o padre, mas o que ele tem lá dentro, que a gente não vê… Nossa Igreja deixou de ser uma Igreja de comunidade para ser uma Igreja de guru, são dinheiro (sic!) e mais dinheiro mandados pra lá e pra cá e as comunidade, às vez (sic!), padecendo. Este escândalo pode ser uma ação do Espírito Santo para dizer: ‘não é esta Igreja que eu quero, não quero Igreja de show’… Vivemos hoje uma epidemia de farisaísmo”.

Apenas recortamos uns trechos que nos pareceram suficientes para ilustrar bem as ideias explanadas na homilia, mas indicamos que assista ao vídeo e escute atentamente às reclamações do bispo.

Em primeiro lugar, ele reclama da “cultura da imagem” e passa a criticar os padres que, obedecendo a Igreja, especificamente o Direito Canônico e os livros litúrgicos, cumprem o dever de usar batina e de manter as mãos postas durante da liturgia, como se não usar batina e não usar as mãos postas não fossem também parte de uma certa “cultura da imagem”, aquela “imagem progressista” dos padres e bispos relaxados e que celebram os sacramentos como se estivessem jogando boxa. Qualquer padre que use sua batina ou pelo menos o clergyman é vítima de ridicularizações, hostilizações e bullying, como este bispo faz publicamente em sua homilia.

É realmente um verdadeiro despautério que um bispo se valha de uma homilia, digne-se usar o episódio vergonhoso do Padre Robson, para rotular todos os padres que se vestem e celebrem conforme manda a lei da Igreja! Em outras palavras, ele está maldosamente atribuindo aos padres fieis as culpas dos padres infiéis.

Além disso, o argumento que ele utiliza é simplesmente absurdo: o cuidado com a imagem é ruim porque a pessoa cultiva muita podridão por dentro e, deste modo, é incoerente. Ora, seguindo a sua lógica, a conclusão seria: então, sejamos podres por dentro e por fora, já que ninguém é modelo para ninguém, mesmo – coisa que destoa completamente do dever da exemplaridade que a Igreja sempre impôs ao clero. Para a disciplina católica, o sacerdote não deve ser bom apenas por dentro (como parece sustentar o bispo), mas também por fora, em seu porte, em sua conversação, nos seus trajes, no seu modo de celebrar. Ora, por coerência, aspecto exterior deve expressar aquele interior!

É muito interessante que o bispo não se manifeste quando padres se comportam como top models (masculinos ou também femininos – ¡que los hay, los hay!), ou que se vistam como adolescentes ou façam tatuagens como jovens rebeldes ou melosos; é impressionante como se manifesta em desfavor do que é católico e apenas para beneficiar o relaxo e o desleixo, usando aqueles mesmos preconceitos conhecidos.

Se um padre se comportasse sempre como padre, usando sua veste sacerdotal, celebrando os sacramentos com verdadeira devoção, dedicando-se a uma vida de oração profunda e aos estudos pessoais para que possa pregar com substância, tendo uma vida penitente e bem regrada, acordando e dormindo cedo, será que ele se enrolaria com escândalos tão absurdos como esses em que o clero conciliar frequentemente se enreda: envio de fotos com nudez por internet, prática de atos impuros virtuais e reais, exibicionismo do tipo mais grotesco, chegando às raias da pornografia mais vulgar?…

Não, um padre que não usa os trajes sacerdotais e não celebra conforme manda a liturgia não é discreto, é desobediente e é um mau padre, que está abrindo as portas de sua alma para o pecado. Será que este bispo forma padres tradicionais ou apenas uns mundanos que logo mais podem se tornar fonte de escândalo para a Igreja, com todo tipo de comportamento banal, inadequado, avacalhado?

Mas, também, o que esperar de um bispo que em 2018 escreveu um artigo em que se queixa do “fanatismo” dos católicos anticomunistas e antiabortistas, no qual pergunta se não teríamos chegado ao ponto de “pedir socorro aos ateus, para que nos livrem do fanatismo dos cristãos”?; o que esperar de um bispo que escreveu outro artigo para atacar o presidente da república, afirmando que “se o ‘deus’ evocado pelo presidente, um ‘deus’ que está sempre a procura de um inimigo para eliminar, fosse o único possível, eu pediria imediatamente para ser acolhido na fileira dos ateus. Cada vez fica mais fácil compreender os ateus e mais difícil compreender os que se dizem cristãos e não cessam de usar o ‘Nome de Deus em vão’”?; o que esperar de um bispo que está tão descolado da realidade que, a despeito de toda a sua campanha,  75,37% dos votos dos eleitores de Vacaria foram para Bolsonaro na última eleição?

Que fiasco!

Infelizmente, todos estes que foram derrotados nas urnas em 2018 estão amargurados e revoltados e já não têm outra saída senão… avacalhar e inclusive atribuir, como faz o bispo no vídeo acima, este último doloroso escândalo a ninguém menos que ao Espírito Santo!

É muito triste! Que Deus nos conceda pastores de verdade, homens doutos e santos, não politiqueiros assanhados pelo fanatismo ideológico, mas sacerdotes fieis, segundo o modelo de Cristo, segundo o modelo de Santo Agostinho e dos santos, segundo o modelo de São Paulo que, ao contrário de Dom Sílvio, não disse que “nenhum sacerdote é modelo”, mas escreveu ao Coríntios:

“Sede meus imitadores, como eu sou de Cristo” (1Cor 11,1).

24 agosto, 2020

Um homem de Detroit pensava que era padre. Ele nem era católico batizado.

Se você pensa que é padre, mas realmente não é, você tem um problema. Muitas outras pessoas também. Os batismos que você realizou são batismos válidos. Mas, e as confirmações? Não. As missas que você celebrou não eram válidas. Nem as absolvições ou unções dos enfermos. E os casamentos? Bem… é complicado. Alguns sim, outros não. Depende da papelada, acredite ou não.

Pope Francis ordains 10 men to the priesthood May 7, 2017. Credit: Daniel Ibáñez/CNA.

Papa Francisco ordena 10 homens ao sacerdócio – 7 de maio de 2017. Créditos: Daniel Ibáñez/CNA

O padre Matthew Hood, da arquidiocese de Detroit, aprendeu tudo isso da maneira mais difícil.

Ele pensou que tinha sido ordenado padre em 2017. E vinha exercido o ministério sacerdotal desde então.

E então, neste verão, ele soube que não era padre. Na verdade, ele soube que nem mesmo era batizado.

Se você quer se tornar um sacerdote, você deve primeiro se tornar um diácono. Se você deseja se tornar um diácono, primeiro deve ser batizado. Se você não for batizado, não pode se tornar diácono e não pode se tornar sacerdote.

Claro, padre Hood pensou que ele havia sido batizado quando bebê. Mas neste mês, ele leu um aviso emitido recentemente pela Congregação para a Doutrina da Fé do Vaticano . A nota dizia que mudar as palavras do batismo de algumas maneiras o torna inválido. Que se a pessoa que administra o batismo disser “Nós te batizamos em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”, ao invés de “Eu te batizo …” o batismo não é válido.

Seu batismo não era válido.

A Igreja presume que um sacramento é válido, ao menos que haja alguma prova em contrário. Teria presumido que pe. Hood foi batizado validamente, salvo se ele tivesse um vídeo mostrando o contrário.

Padre Hood ligou para sua arquidiocese. Ele precisava ser ordenado. Mas, primeiro, após três anos atuando como um padre, vivendo como um padre e se sentindo como um padre, ele precisava se tornar um católico. Ele precisava ser batizado.

Em pouco tempo, ele foi batizado, crismado e recebeu a Eucaristia. Ele fez um retiro e foi ordenado diácono. E em 17 de agosto, Matthew Hood finalmente se tornou padre. De verdade.

A Arquidiocese de Detroit anunciou essa circunstância incomum em uma carta publicada em 22 de agosto .

A carta explicava que depois de perceber o que havia acontecido, pe. Hood “foi recentemente batizado de forma válida. Além disso, uma vez que outros sacramentos não podem ser validamente recebidos na alma sem um batismo válido, o Padre Hood também foi recente e validamente crismado e ordenado diácono transitório, e depois sacerdote. ”

“Demos graças e louvor a Deus por nos abençoar com o ministério do Padre Hood.”

A arquidiocese divulgou um guia, explicando que as pessoas cujos casamentos foram celebrados pelo pe. Hood deveriam entrar em contato com sua paróquia, e que a arquidiocese estava fazendo seus próprios esforços para contactar essas pessoas.

A arquidiocese também disse que está fazendo esforços para entrar em contato com outras pessoas cujo batismo foi celebrado pelo diácono Mark Springer, o diácono que batizou Hood invalidamente. Acredita-se que ele tenha batizado outras pessoas de maneira inválida, durante 14 anos de atuação na Paróquia de St. Anastasia, em Troy, Michigan, usando a mesma fórmula inválida, um desvio do rito que os clérigos devem usar ao realizar batismos.

O guia esclareceu que, embora as absolvições realizadas pelo padre Hood antes de sua ordenação válida não eram em si válidas, “podemos ter certeza de que todos aqueles que se aproximaram do Padre Hood, de boa fé, para fazer uma confissão, não se afastaram sem alguma medida de graça e perdão de Deus”.

A arquidiocese também respondeu a uma pergunta que espera que muitos católicos façam: “Não é legalismo dizer que, embora houvesse a intenção de conferir um sacramento, não havia sacramento porque foram usadas palavras diferentes? Deus não vai apenas cuidar disso? ”

“A teologia é uma ciência que estuda o que Deus nos disse e, quando se trata de sacramentos, deve haver não apenas a intenção certa do ministro, mas também a ‘matéria’ certa (material) e a ‘forma’ certa (palavras / gestos – como um triplo derramamento ou imersão de água por quem diz as palavras). Se faltar um desses elementos, o sacramento não é válido”, explicou a arquidiocese.

“No que diz respeito a Deus ‘cuidando disso’, podemos confiar que Deus ajudará aqueles cujos corações estão abertos para Ele. No entanto, podemos ter um grau muito maior de confiança fortalecendo-nos com os sacramentos que Ele nos confiou ”.

“De acordo com o plano ordinário que Deus estabeleceu, os sacramentos são necessários para a salvação: o batismo traz a adoção na família de Deus e coloca a graça santificante na alma, visto que não nascemos com ela, e a alma precisa da graça santificante quando se afasta do corpo para passar à eternidade no céu”, acrescentou a arquidiocese.

A arquidiocese disse que primeiro tomou conhecimento de que o diácono Springer estava usando uma fórmula não autorizada para o batismo em 1999. O diácono foi instruído a parar de desviar-se dos textos litúrgicos naquela época. A arquidiocese disse que, embora ilícitos, acreditava que os batismos que Springer havia realizado eram válidos até o esclarecimento do Vaticano ser emitido neste verão.

O diácono agora está aposentado “e não está mais no ministério ativo”, acrescentou a arquidiocese.

Nenhum outro sacerdote de Detroit é considerado invalidamente batizado, disse a arquidiocese.

E pe. Hood, recém-batizado e recém-ordenado? Depois de uma provação que começou com a “inovação” litúrgica de um diácono, pe. Hood agora está servindo em uma paróquia com o nome de um santo diácono. Ele é o novo padre da Paróquia de São Lourenço, em Utica, Michigan.