22 novembro, 2020

Brasilienses, preparai-vos.

Tristeza dos que ficam, catástrofe para os quais chega.

Por FratresInUnum.com, 22 de novembro de 2020 – Há exatamente um mês, era anunciado o nome do novo arcebispo de Brasília: Dom Paulo Cezar Costa, então bispo diocesano de São Carlos, SP. Da pequena diocese do interior paulista, o antigo bispo auxiliar do Rio de Janeiro dava um grande salto na carreira, demonstrando ter bons padrinhos e sendo promovido a uma importante arquidiocese que, provavelmente, garantirá ao agora arcebispo a purpura cardinalícia.

Dom Paulo Cezar celebra “missa afro” ontem, 20 de novembro de 2020.

Na tenebrosa era bergoliana, as nomeações episcopais quase sempre trazem alívio aos fiéis a que o bispo dá adeus e tensão aos que ganham um novo. 

Mas, Dom Paulo Cezar não se conteve com ir embora e deixar só um povo — o brasiliense — apreensivo. No apagar das luzes, não pôde deixar de desferir um golpe contra um povo já mais do que sofrido.

A pouquíssimas semanas de assumir a cátedra da capital federal, um de seus últimos atos foi desmantelar a comunidade na qual se celebrava a Missa Tridentina em Jaú, cidade pertencente à diocese de São Carlos, SP.

De um clero de mais de 150 padres, o jovem pastor da pequena igreja de periferia — único em toda a diocese a celebrar a Missa de Sempre — foi subitamente constrangido a aceitar uma transferência a uma outra cidade. A obstinação por destruir qualquer vestígio de Tradição Católica é tamanha que, segundo um fiel da diocese, por já não ser bispo diocesano, mas tão somente administrador da diocese desde que foi nomeado arcebispo de Brasília, Dom Paulo Cezar teve de pedir autorização à Santa Sé para promover a mudança. Parece inacreditável, mas para esfacelar o que resta de catolicismo em tempos de apostasia nossos bispos fazem todos os esforços possíveis!

Os fiéis da pobre paróquia de Jaú estão perplexos: as Missas Tridentinas dominicais atraiam cerca de 200 pessoas, com filas e filas para confissões, em um oásis de verdadeira Fé. Agora, eles se perguntam: como reorganizar a vida paroquial em uma nova cidade, às vésperas da chegada de um novo bispo, muito provavelmente adepto da Igreja da implacável misericórdia que não tolera qualquer vestígio de catolicismo? Como levar os pobres — aqueles que a Igreja bergogliana diz amar –, os idosos, os desvalidos que a pé acorriam à humilde igrejinha para ali receber dignamente os Santos Sacramentos? O novo bispo vai prover as condições necessárias?

Dom Paulo, por que simplesmente não ir embora e deixar o povo fiel em paz? Por que atormentá-los até o último dia? 

O episódio apenas demonstra como os brasilienses devem colocar as barbas de molho. 

18 novembro, 2020

Assine a petição: Ato de desagravo à profanação realizada na Basílica da Imaculada Conceição – Rio de Janeiro.

Para que todos sejam um, na Verdade.

Rio de Janeiro, 13 de novembro de 2020

Eminentíssimo e Reverendíssimo

Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro

Dom Orani João Cardeal Tempesta, O.Cist.

Considerando o espaço reconhecido aos fiéis pelo direito (CIC Câns. 212, §2 e 3) no que concerne à manifestação de sua preocupação pelo bem da Igreja, nós, fiéis católicos, sobretudo pertencentes à Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, sentimo-nos impelidos em consciência a recomendar a atenção de Vossa Eminência Reverendíssima ao gravíssimo fato ocorrido no dia 31 de outubro, na Basílica da Imaculada Conceição, na Praia de Botafogo, cujo pároco é o Cônego Marcos William Bernardo, professor da PUC-Rio e recentemente nomeado Vigário Episcopal para Cultura. Tratou-se de uma apresentação que exaltou o culto Hare Krishna e a mitologia hindu, promovida pelo projeto “Expo-Religião”, uma iniciativa que visa a colocar em contato, segundo o seu próprio site, diferentes vertentes religiosas, dentre elas a umbanda, catimbó, pajelança, hare krishna, maçonaria, etc.

É sabido que, em toda a sagrada escritura, no sentir do antigo e do novo Israel – a Igreja dos mártires -, um dos pecados mais abomináveis é seguramente a idolatria, e que a unicidade do Deus vivo e verdadeiro, tão zelosamente protegida pela lei e pelos profetas e testemunhada na plenitude dos tempos pelo seu Filho único, nascido de Maria Virgem, é inconciliável com qualquer sombra de politeísmo, panteísmo ou panenteísmo. Ora, na pantomima sacrílega, apresentada no presbitério da dita basílica, com adoração aos falsos deuses, danças indecentes com roupas indecorosas, na presença do Santíssimo Sacramento, deu-se a exaltação de todos esses abomináveis erros inconciliáveis com a nossa Fé e, portanto, com a vontade de Deus, com sua verdade imutável e com a missão da Igreja.

Considerando os Cânones:

1210 — “Em lugar sagrado só se admita aquilo que favoreça o exercício e a promoção do culto, da piedade, da religião; proíba-se tudo quanto for destoante à santidade do lugar. Todavia, o Ordinário, em casos concretos, pode permitir outros usos, não porém contrários à santidade do lugar.”

1211 — “Os lugares sagrados são violados por atos gravemente injuriosos aí perpetrados com escândalo dos fiéis e que, a juízo do Ordinário local, são de tal modo graves e contrários à santidade do lugar, que não seja lícito exercer neles o culto, enquanto não for reparada a injúria mediante o rito penitencial estabelecido nos livros litúrgicos.”

1376 — “Quem profana coisa sagrada, móvel ou imóvel, seja punido com justa pena.”

Considerando que nesta arquidiocese, por mercê de Deus e da Santa Sé Apostólica, Vossa Eminência Reverendíssima é a pessoa designada para defender o sagrado depósito da fé e conduzir seus súditos à verdade do Evangelho, apelamos para a sua autoridade pastoral, a fim de confirmar a Fé Católica a respeito da sacralidade dos locais de culto, dissipando a confusão doutrinal e o indiferentismo religioso, pondo fim terminantemente a esses abusos, reconfortando os corações dos fiéis e da igreja particular que lhe foi confiada e, desempenhando o encargo de Cristo Bom Pastor, se digne purificar da profanação o lugar sagrado através dos ritos previstos pelas normas litúrgicas e canônicas, assim como reestabelecer a justiça punindo e corrigindo os envolvidos na citada profanação.

Confiando-nos à paternidade de Vossa Eminência Reverendíssima, expusemos as nossas preocupações para com o bem da Igreja e das almas, certos de que esses fatos causaram profunda dor no seu coração de pastor, assim como no coração de seu rebanho. Despedimo-nos rogando a Deus, nosso Senhor, que o proteja e abençoe seu ministério episcopal em nossa arquidiocese com abundantes frutos.

Filialmente suplicamos a sua bênção paternal,

Assine a petição aqui.

Subscrevemo-nos os fiéis católicos.

12 novembro, 2020

Papa Francisco telefona para Joe Biden.

FratresInUnum.com, 12 de novembro de 2020 – Segundo notícia do site oficial de Joe Biden, esta manhã, o Papa Francisco telefonou ao candidato democrata, ainda não confirmado como presidente eleito dos EUA, para parabenizá-lo, abençoá-lo e se oferecer como parceiro político.

“O presidente eleito Joe Biden falou esta manhã com Sua Santidade, o Papa Francisco. O presidente eleito agradeceu Sua Santidade por estender bênçãos e parabéns e notou seu apreço pela liderança de Sua Santidade na promoção da paz, reconciliação e os laços comuns da humanidade em todo o mundo. O presidente eleito expressou seu desejo de trabalhar juntos com base em uma crença compartilhada na dignidade e igualdade de toda a humanidade em questões como cuidar dos marginalizados e dos pobres, enfrentar a crise das mudanças climáticas e acolher e integrar os imigrantes e refugiados em nossas comunidades”.

Francisco, realmente, não tem limites quando o assunto é promover a agenda esquerdista. Ele é um papa com partido! Um escândalo para os fieis católicos de todo o mundo. 

Resta-nos saber se, no final do pleito, a ser decidido nos tribunais, se Trump for reeleito, Sua Santidade irá também fazer um gentil telefonema ao Presidente dos Estados Unidos.

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10 novembro, 2020

As eleições americanas. Uma análise parcial.

Por FratresInUnum.com, 10 de novembro de 2020 – Deus quer a salvação das almas. Esta é a moldura através da qual nós lemos todos os acontecimentos humanos, desde os mais corriqueiros até a geopolítica mundial. Sem este pressuposto, nossas análises podem ser politicamente acertadas, mas sempre padecerão a ausência do elemento essencial, que define todos os demais e que não pode ser jamais ignorado pelos cristãos. Dito isso, passemos à observação dos fatos.

Biden, dito “católico”, chega para assistir à missa em Wilmington, Delaware, neste domingo. JONATHAN ERNST / REUTERS

Uma visão serena sobre a eleição americana

Apesar de toda a histérica celebração da mídia, da mesma mídia que fez uma acirrada campanha pela vitória de Joe Biden, a disputa eleitoral nos Estados Unidos ainda não foi concluída. Comemorar antes do tempo, mais do que sinal de vitória, pode ser uma mais eloquente manifestação de insegurança e derrota: eles precisam criar uma narrativa antes de serem obrigados a simplesmente reconhecer uma eventual perda.

Em todo caso, mesmo que o resultado final da eleição seja a vitória de Biden, existem alguns fatos que não podem ser contestados. Em primeiro lugar, a fraude relatada na votação não foi apenas gigante, mas foi amplamente documentada, coisa absolutamente escandalosa em se tratando da eleição de um presidente americano.

Aliás, é preciso notar que a própria mídia foi obrigada a retroceder em sua euforia: num primeiro momento, davam Biden como elected president, agora o dão como projected winer. Seria uma recordação da eleição entre Bush e o queridinho da midia, Al Gore, em 2000? Este último foi celebrado amplamente pela grande imprensa para, um mês depois, ser derrotado nos tribunais. 

Em outras palavras, o presidente Trump deixou a mídia internacional comemorar, tranquilamente, judicializou o pleito, dadas as incontestes manipulações dos votos, e, enquanto isso, foi serenamente jogar golf

Depois de uma campanha tão desequilibrada, em que toda a elite americana e até global se empenhou em eleger desesperadamente Biden, a única coisa que eles conseguiram obter, recorrendo à fraude, foi a metade do eleitorado. Isso não foi efetivamente uma vitória, mas uma derrota glamourosa

É preciso esperar o resultado da eleição após apreciação dos recursos judiciais e da recontagem. A questão eleitoral pode, inclusive, ficar em segundo plano diante da demanda criminal da fraude absurda. Não adianta contar com uma vitória antecipada. Contudo, mesmo que Biden seja o presidente, qual será o impacto real na política americana?

Quadro político resultante da eleição

Os conservadores não apenas saíram moralmente reforçados do pleito – de fato, as fraudes “milagrosamente” beneficiaram apenas Biden –, mas obtiveram até agora maioria no Senado e, portanto, garantem a presidência da casa. É bastante improvável uma virada dos democratas no placar. Dada a idade de Joe Biden e o seu estado senil, é provável que não suporte a presidência e seja sucedido pela sua vice, a escandalosa Kamala Harris, que terá como “vice-presidente” o presidente do Senado.

O regime americano é profundamente federalista (isso se observa bem pelas eleições: o candidato ganha todos os votos do colégio eleitoral quando vence no Estado), o que dá ao Senado uma importância muito maior do que a a da Câmara dos Representantes (equivalente à nossa Câmara dos Deputados), aliás, exatamente o oposto do que no Brasil. 

Os senadores realmente conseguem limitar a ação do presidente da República e tornar o seu governo bastante controlado internamente. Porém, até mesmo na Câmara dos Representantes o partido republicano cresceu, embora não tenha obtido maioria. O que mostra não apenas uma incongruência eleitoral – como é que os americanos votaram em legisladores conservadores e num presidente liberal? –, mas sobretudo que o governo de um eventual presidente Biden não será nada fácil. 

Os próprios progressistas já reconheceram que uma eventual derrota de Trump não equivale ao fim do trumpismo.

Diferença entre Trump e a onda conservadora

A mídia atual confunde o conservadorismo americano com a pessoa de Donald Trump e, portanto, atribui imediatamente a eventual derrota de Trump a um enfraquecimento da direita americana. Isso não passa de uma completa inversão da realidade.

Na verdade, o fenômeno Trump é apenas o resultado da reação popular ao progressismo de Obama aglutinado no Tea Party, em que a América profunda, o povo americano, cristão e conservador, cerrou fileiras em torno de seus valores e contra o socialismo que, então, avançava.

A onda conservadora, como demonstramos acima, não diminuiu nem um pouco. Antes, aumentou. Se a fraude das eleições foi necessária é justamente porque o sucesso de Trump, decorrente da própria natureza conservadora do povo (e não o contrário), é um fato por si mesmo inconteste.

O vergonhoso mito do “católico” Joe Biden

Mal a imprensa anunciou a projetada vitória de Biden, a Conferência Episcopal dos Estados Unidos se apressou em manifestar a sua nota de apoio: “Parabenizamos o senhor Biden e reconhecemos que se une a John F. Kennedy como segundo presidente dos Estados Unidos a professar a fé católica”.

Ora, a agenda política de Biden sustenta a ampliação do direito ao aborto, a redefinição do casamento natural e o favorecimento da homossexualidade. Ele chega ao ponto de defender a descriminalização da transgenerização de crianças e a candidatura de Kamala Harris foi apoiada pela Planned Parenthood!

Diante disso tudo, como é que os bispos podem dizer que ele “professa a fé católica”? A resposta é bastante óbvia, nos parece: é que os bispos já não professam mais a fé católica, mas a ideologia bergogliana, reinante no Vaticano desde 2013.

Os planos triunfalistas da esquerda católica intra muros vaticanos

Vaticanistas há que comemoram antecipadamente a eventual eleição de Biden justamente porque ela liberararia o pontificado de Francisco das movimentações do arcebispo Carlo Maria Viganò e dos conservadores, facilitando a agenda reformista (diga-se, herética) do pontífice argentino. Contudo, uma coisa são os planos da esquerda católica, agora em poder no Vaticano, outra coisa é a sua realização.

Como foi bem notado, embora Francisco tenha chegado ao ponto de lançar um filme em sua própria auto-glorificação nas vésperas das eleições americanas (aquele documentário em que eles propositalmente lançaram a frase do papa de apoio à união civil dos homossexuais), a única coisa que ele conseguiu com isso foi manter a divisão exata entre os católicos, metade dos quais votou ainda em Donald Trump.

A Igreja é um Corpo imenso e a cabeça humana não consegue acelerar demasiadamente em sua violência revolucionária, justamente porque precisa sustentar o peso do corpo. E os fieis estão fazendo um heroico e gigantesco corpo mole, por todos os lados.

O problema de Francisco não é com o presidente da República dos EUA, mas com os seus fieis, que já não se reconhecem nele. A Igreja está paralisada por todos os lugares e ele simplesmente não consegue atrair a atenção do povo. Aliás, alguém aí notou algum entusiasmo por Fratelli tutti? As próprias Edições CNBB tiveram que colocar os livros do Papa Francisco em promoção – por que será?

Em todo caso, não deixa de ser impressionante como Francisco tem medo de Viganò, a ponto de não ter sequer respondido às suas denúncias, num silêncio sepulcral que demonstra receio até diante  do compartilhamento de Trump da carta que o arcebispo lhe escrevera. Francisco, igualmente, tem medo das acusações de herege que frequentemente se lhe fazem, pois sabe que isso lhe pode custar o pontificado, a tal ponto que a Secretaria de Estado do Vaticano enviou uma carta circular a todas as Nunciaturas Apostólicas do mundo, esclarecendo (muito mal, porém) as palavras ambíguas do pontífice. 

O Vaticano está aos pedaços, com uma crise administrativa, moral e doutrinal sem precedentes, a tal ponto que Francisco precisou, em carta, explicar aos cardeais as alterações nas funções financeiras dentro da Cúria Romana, de tal modo que a própria Secretaria de Estado passará a depender financeiramente da APSA, o que decerto lhe trará ainda muita dor de cabeça.

Se Biden vencer, como fica o Brasil?

A agenda amazônica é certamente o ponto de convergência entre Biden e o globalismo desenfreado do eco-socialismo de Papa Francisco. No início do mês, Biden disse que “o presidente Bolsonaro deve saber que se o Brasil deixar de ser um guardião responsável da Floresta Amazônica, minha administração reunirá o mundo para garantir que o meio ambiente seja protegido”. 

Esta é uma verdadeira ameaça! Aliás, uma ameaça que deve ter causado profunda euforia na esquerda eco-“católica” liderada pelo cardeal Hummes. 

A internacionalização da Amazônia é uma das metas não confessadas do recente Sínodo, que criou uma espécie de Conferência Episcopal – a tal da “Conferência Eclesial Amazônica” (o termo Episcopal foi evitado justamente por incluírem-se aí índios, mulheres, padres etc), – para transformar todo o território pan-amazônico num “novo sujeito eclesial”, em expressão do Papa Francisco reportada por Cardeal Hummes

Os militares brasileiros sempre se gabaram de serem os melhores em “guerra na selva”. De fato, eles precisam preparar-se, pois talvez a situação se agrave tremendamente. O pior é os católicos brasileiros terem de passar a vergonha de verem os seus bispos como traidores do país, como lacaios do governo mundial e servos da internacionalização do nosso território amazônico. Decerto, as Igrejas protestantes irão explodir nos próximos anos!

A salvação das almas, meta única da Providência Divina

O mundo dos sonhos de satanás é formado por baratas e elefantes, é o mundo ecológico em que o ser humano desapareceu, como vive utopizando o ex-frei Leonardo Boff: “nós podemos desaparecer, a Terra vai continuar girando em volta do sol por milênios”.

Deus, porém, quer a salvação das almas e, por isso, é possível que ele queira justamente que as máscaras de bondade desapareçam e a iniquidade dos homens perversos seja completamente descoberta, dentro e fora da Igreja. Não podemos nos desesperar.

Aconteça o que acontecer, a graça divina está atuando nas almas. Vejam, como exemplo, que o Lula fez 75 anos há uma semana e, na LIVE comemorativa, assistiram cerca de 400 pessoas ao vivo e o vídeo chegou apenas à marca de 8,2 mil visualizações. Uma vergonha!

Precisamos permanecer fortes na resistência católica e alentar os fieis a que não desanimem, apesar de a estrutura eclesial estar quase inteiramente na mão de revolucionários, bem como talvez agora o governo dos EUA. No mais, temos que confiar inteiramente na promessa de Nossa Senhora de Fátima e lutar destemidamente. Nossa vitória virá do céu e nós estamos do lado dos vencedores.

9 novembro, 2020

A culpa é das vítimas.

Psicologia opressora de uma hierarquia insensata. Sugestão para uma Campanha da Fraternidade Universal no fim do ano, inspirada em Fratelli Tutti e tutti quanti…: Lute contra o preconceito estrutural: Adote um terrorista no Natal.

* * *

Ataques a França: bispo do Porto diz que atentado é resultado de “preconceitos” de europeus 

Manuel Linda, bispo do Porto, disse esta sexta-feira que condena os ataques à França. Considerou, no entanto, que são resultado de um preconceito europeu que alimenta o diálogo inter-religioso. 

Por Rui Farinha – Observador – O bispo do Porto considerou esta sexta-feira que o atentado na catedral de Nice, em França, é o resultado dos “preconceitos” de europeus que “estão sempre de dedo em riste a acusar as religiões” e não fomentam o diálogo inter-religioso. 

“O atentado de ontem na catedral de Nice não é luta do Islão contra o Cristianismo: é o resultado dos preconceitos daqueles europeus que não só não fomentam o diálogo intercultural e inter-religioso como até estão sempre de dedo em riste a acusar as religiões“, escreve Manuel Linda numa publicação na rede social Twitter. 

A posição do responsável pela Diocese do Porto e anterior bispo das Forças Armadas e Forças de Segurança é divulgada um dia depois do ataque que matou três pessoas, na basílica de Nossa Senhora da Assunção, em Nice. 

Num outro tweet publicado pouco depois, o bispo disse condenar os ataques: “o que se quer afirmar na minha mensagem anterior é que um fanático não representa o Islão. Mas muitos que veem neste ato uma guerra religiosa são quem mais desvaloriza as religiões. Evidentemente, condeno o atentado”, escreveu. 

O autor do ataque é um tunisiano de 21 anos que chegou a França no dia 9 de outubro, vindo da Itália. 

O agressor entrou na igreja às 08h29 da quinta-feira com uma arma branca e matou uma mulher de 60 anos e o sacristão, de 55 anos. Uma cidadã brasileira de 44 anos, residente na França, foi atacada várias vezes e acabou por morrer num restaurante próximo, onde se refugiou. 

O agressor, que foi rapidamente detido pela polícia, foi ferido a tiro com gravidade e transportado para o hospital. 

Segundo fonte próxima do inquérito, o atacante gritou ‘Allah Akbar’ (“Deus é grande”). 

As autoridades francesas detiveram, entretanto, um homem suspeito de ter contactado com o autor do ataque. 

1 novembro, 2020

E-Book grátis: “Como o Vaticano II serve à Nova Ordem Mundial” – A conferência escrita de Mons. Viganò.

FratresInUnum.com, 1 de novembro de 2020 – Nesta solenidade de Todos os Santos, queremos presentear os nossos leitores com a nossa tradução de um texto epocal, a Conferência do arcebispo Carlo Maria Viganò sobre “Como o Vaticano II serve à Nova Ordem Mundial”.

O vídeo da Conferência, amplamente compartilhado esta semana, causou imenso impacto entre os católicos, não apenas porque Mons. Viganò é uma testemunha privilegiada de tudo que ele está dizendo (trabalhou na Cúria Romana, foi membro do corpo diplomático da Santa Sé e foi núncio apostólico de dois papas), mas sobretudo porque tudo que ele diz é flagrantemente verdadeiro e muito bem dito, especialmente nestes tempos sombrios que estamos vivendo.

O texto completo de sua conferência (que não foi integralmente lido por ele no vídeo referido) foi disponibilizado em inglês pelo site The Remnant. O nosso trabalho foi simplesmente o de traduzir (aliás, se algum leitor quiser melhorar a tradução, fique à vontade; não somos tradutores profissionais e fizemos apenas aquilo que podíamos para o quanto antes disponibilizar para o público brasileiro este texto excepcional).

Tivemos também a iniciativa de diagramar o texto num formato que facilite a leitura, bem como colocá-lo sob a forma de e-book — basta clicar aqui ou na imagem acima para baixá-lo –, para ser mais facilmente compartilhável (sempre de maneira gratuita).

Agradecemos a Deus pela coragem de Mons. Viganò e pedimos a intercessão da Santíssima Virgem e de Todos os Santos para que esta obra de restauração da fé católica prospere grandemente, para a maior glória de Deus. A nossa parte consiste em resistir firmemente, em fazer o que é correto, em lutar pelo trinfo do Reinado de Jesus Cristo e do Coração Imaculado de Maria, bem como pela glória da Civilização Cristã!

31 outubro, 2020

IPCO: Urgente apelo para resistir à traição e ruína do Ocidente.

FratresInUnum.com, 31 de outubro de 2020O Instituto Plínio Corrêa de Oliveira acaba de publicar uma conclamação à resistência diante do grave momento pelo qual passa a civilização ocidental, especialissimamente agravada pela crise abismal que atravessa a Santa Igreja Católica.

O documento está dividido em quatro partes: 

  1. Em primeiro lugar, analisa o momento atual, em que a crise sanitária e as agitações revolucionárias que eclodiram em diversas partes ameaçam a estabilidade das sociedades ocidentais, incitando a radicalismos mais acentuados que, além de desordens morais inaceitáveis, podem ocasionar perturbações cada vez maiores, sem excluírem-se guerras civis.
  2. Em face a este panorama desolador, percebe-se na população uma preocupante perplexidade, um “trauma coletivo” e uma crise de confiança generalizada.
  3. Ao invés de responder a estas necessidades acerbas dos povos apresentando-lhes a resposta sobrenatural da fé católica, com vista a retirar o ocidente desta lama em que se meteu pelo pecado e pelo secularismo, a Igreja resolveu seguir o caminho oposto, adaptando-se a toda a agenda revolucionária. O documento analisa fatos recentes: as declarações de Francisco I em favor das “uniões civis de pessoas homossexuais”, o igualitarismo e multiculturalismo da encíclica “Fratelli tutti”, o globalismo dos pactos econômico e educacional promovidos por Francisco I, o tribalismo da Exortação “Querida Amazônia” e a passividade da hierarquia diante das medidas draconianas dos governos durante a epidemia do vírus chinês.
  4. Por fim, diante de resposta tão inadequada da hierarquia católica, o IPCO e todas as entidades co-irmãs em diferentes lugars do mundo lançam um brado que já não pode mais ser ignorado: RESISTÊNCIA! É hora de nós, católicos, resistirmos a tudo isso de uma maneira ativa, enérgica e responsável.

O documento reproduz as palavras que seu inspirador, o militante católico Dr. Plínio Corrêa de Oliveira escreveu em 1974, diante da política de distensão do Vaticano com o regime soviético:

«Neste ato filial, dizemos ao Pastor dos Pastores: Nossa alma é Vossa, nossa vida é Vossa. Mandai-nos o que quiserdes. Só não nos mandeis que cruzemos os braços diante do lobo vermelho que investe. A isto nossa consciência se opõe.

Sim, Santo Padre – continuamos – São Pedro nos ensina que é necessário “obedecer a Deus antes que aos homens” (At. V, 29). Sois assistido pelo Espírito Santo e até confortado – nas condições definidas pelo Vaticano I – pelo privilégio da infalibilidade. O que não impede que em certas matérias ou circunstâncias a fraqueza a que estão sujeitos todos os homens possa influenciar e até determinar Vossa atuação. Uma dessas é – talvez por excelência – a diplomacia. E aqui se situa a Vossa política de distensão com os governos comunistas.

Aí o que fazer? As laudas da presente declaração seriam insuficientes para conter o elenco de todos os Padres da Igreja, Doutores, moralistas e canonistas – muitos deles elevados à honra dos altares – que afirmam a legitimidade da resistência. Uma resistência que não é separação, não é revolta, não é acrimônia, não é irreverência. Pelo contrário, é fidelidade, é união, é amor, é submissão».

Convidamos todos os nossos leitores a lerem a declaração do IPCO e a divulgarem amplamente entre todos os seus familiares, amigos e conhecidos. É hora de reagirmos. Não podemos ficar parados diante do desmonte da Civilização Cristã!

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27 outubro, 2020

A pressa gay e a divisão da Igreja.

Por FratresInUnum.com, 27 de outubro – A divisão já está estabelecida. Não se trata de uma eventualidade futura, mas de um desastre consumado, cujas consequências precisam ser minoradas, pressupondo que isso seja de algum modo possível.

A divulgação do trecho censurado da entrevista de Francisco em que ele faz a desastrosa declaração de que se deve aprovar uma lei de união civil para duplas de homossexuais já produziu confusão entre os fiéis e causou uma ferida de difícil cicatrização: em outras palavras, contrariando o senso comum, a lei moral natural e a doutrina da Igreja, ele simplesmente sustenta que o reconhecimento (união, convivência, ou qualquer outro  nome que quisesse dar) das uniões gays é de direito natural.

Os fiéis responderam de modo enfático em sua rejeição a este ensino flagrantemente oposto a tudo aquilo que a razão e a fé sempre sustentaram em profunda harmonia. O ensino da Igreja é claro: o respeito aos homossexuais não deve jamais pressupor nem uma aprovação às suas condutas ilícitas nem tampouco danificar o bem comum da sociedade, fundada sobre a família natural.

A reação dos fiéis, porém, provocou uma nova reação ainda mais violenta por parte da hierarquia: a culpabilização das críticas feitas contra as declarações polêmicas do Papa Francisco. Mas…, se o que ele quis causar não foi polêmica, o que foi, então?

Ontem, na Rede Vida de Televisão, “O canal da família”, como eles usam se autointitular, o Padre Juarez de Castro, com aquela sua conversinha de comadre, permitiu que se fizesse uma aberta apologia das uniões civis para ajuntamentos homossexuais, chegando a entrevistar um senhor, gay declarado, com o qual o padre manteve um diálogo muito bem entabulado, e que se lamentava de que no Brasil a união civil de homossexuais ainda é só uma resolução judicial, não uma lei do Estado (embora ele mesmo tenha declarado que o número de “enlaces” celebrados por juízes-de-paz tenham chegado a 127 mil). E tudo com grandes elogios e anuências do Padre!

Eles não perdem tempo! Há uma pressa gay instalada e em aceleração. Enquanto o povo fica atônito, perdido, desorientado, sem entender como se pode chegar a tamanho absurdo.

Os papólatras atacam o povo, dizem que Francisco apenas declarou uma obviedade… Óbvio aqui é este fingimento cínico! Como é que um papa se permite dizer o oposto daquilo que sempre ensinou a sua Igreja, censurar a sua própria fala e, depois, divulgar a própria fala censurada num documentário laico? Óbvio aqui é que não é assim que se faz Magistério, óbvio aqui é que o papa não é um pároco rural que pode dizer qualquer coisa, óbvio aqui é que a sua fala tem consequências na vida de milhões de pessoas. O próprio fato de eles terem de dizer que isso “é óbvio” já desmente a alegada obviedade.

Mas também é óbvio que a defesa apaixonada de Bergoglio, este fervor papal que se nota em alguns eclesiásticos, não passa de entusiasmo por uma causa nada desinteressada: o fenômeno da homossexualidade no clero deixou de ser assunto de bastidores há muito tempo. Por isso, os fiéis agora vão ter que suportar mais essa: a defesa desta abominação nos púlpitos de suas Igrejas, dada a impetuosidade, a labareda, a excitação com que a causa gay reverbera no ânimo de alguns de seus pastores!

Enquanto isso, os homossexuais já lançaram aqui no Brasil o primeiro “quadrisal gay”, ou seja, um quarteto de homens que se amalgamam sexualmente. É isso: se dois homens podem se associar numa união análoga ao matrimônio, ainda que não idêntica, a instituição matrimonial em si está dessignificada, pois já não tem mais nenhum fundamento objetivo e natural, não está mais fundamentada na conjunção dos sexos e se esvaziou num mero arranjo, passível de toda e qualquer configuração. Daí é quadrisal, qüinqüísal, cinquentisal ou qualquer outra orgia que a mente humana inventar…

O argumento vale pra tudo! Qualquer união merece o respaldo da lei visto que o fundamento não é mais a realidade, mas aquilo que o próprio Francisco já denunciou como “bonismo”, ou seja, a ideologia do bem.

 

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26 outubro, 2020

Enquanto isso, nos jardins do Vaticano.

Por Um Leitor de FratresInUnum.com – 26 de outubro de 2020

 

Quinta-feira 22 de outubro de 2020, nos jardins do Vaticano, o cineasta Afineevsky (ao centro da fotogrfia) recebeu o prêmio Kinéo Movie for Humanity Award pelo seu documentário “Francesco”, que ‘promove causas sociais, humanitárias e ambientais no cinema’, conforme a criadora do prêmio, Rosetta Sannelli (2ª da dir. p/ esq.). Afineevsky disse: “Estou orgulhoso de que ‘Fancesco’, finalmente, a seu modo, sirva ao mundo para mudar as mentes e os corações”.  

Fazia ele referência ao seu filme ou ao papa? Não sabemos. 

* * * 

Enquanto, na sacristia, fogo! 

Padres, bispos e cardeais bombeiros já entraram em ação para apagar o incêndio que o kamikaze argentino do Vaticano ateou no mundo com sua última bravata.  

Sem passar panos, porém, é preciso dizer que a história não é bem assim. 

Acima, publicação do Instagram do diretor do documentário, recebido no Vaticano com bolo de aniversário pelo Papa Francisco – atitute de alegria pouco coerente para quem, segundo os cleaners, teria sido traído por ter sua fala editada ou mesmo deturpada.

A tal declaração do Papa que está no centro da polêmica na urbe e o orbe católico – e anticatólico – neste momento, não vem de hoje. O tal cineasta russo, Evgeny Afineevsky, cidadão americano e israelense ao mesmo tempo, autor do documentário em que a tal frase foi dita, não fez mais que editar uma colcha de retalhos de sermões e entrevistas do papa Francisco nos últimos anos. Não faltam entrevistas. Esse papa é tão comunicativo quando minguado e superficial é seu magistério. Ele conversa com estranhos, ele fala sem ensinar, ensina para confundir e confunde criando dissenção.  

Tudo começou numa entrevista concedida à jornalista Valentina Alazraki, para uma rede mexicana de televisão em 2019. A entrevista que foi ao ar pode integralmente ser vista aqui.  

Assistindo a partir do minuto 56 vemos a passagem polêmica. 

Aqui se encontra as transcrições da entrevista

Como nada é claro vindo desse Papa, que afirma nessa entrevista ser progressista e conservador ao mesmo tempo, constata-se que a essa frase incendiária sobre a suposta “lei de união civil” não consta na entrevista. Pelo visto a entrevista foi editada. E o cineasta russo teve acessos às fitas brutas em que o papa originariamente falava sobre uma “ley de convivencia civil”. 

Isso significa mesmo união civil? É o que indicam as legendas em inglês do documentário. Mas nada disso está claro.  

Em 2004, Dom Jorge Bergoglio, arcebispo de Buenos Aires, dizia num sermão contra o relativismo moral:  

“Hoy enfrentamos un desafío no menos grave que el de las ideologías totalitarias del siglo XX: “es el riesgo de la alianza entre democracia y relativismo ético, que quita a la convivencia civil cualquier punto seguro de referencia moral, despojándola más radicalmente del reconocimiento de la verdad. En efecto, «si no existe una verdad última -que guíe y oriente la acción política-, entonces las ideas y las convicciones humanas pueden ser instrumentalizadas fácilmente para fines de poder. Una democracia sin valores se convierte con facilidad en un totalitarismo visible o encubierto»”. 

Não fazia mais que citar Veritatis Splendor de João Paulo II, nr. 101: 

“Após a queda, em muitos países, das ideologias que vinculavam a política a uma concepção totalitária do mundo — sendo o marxismo, a primeira dentre elas —, esboça-se hoje um risco não menos grave para a negação dos direitos fundamentais da pessoa humana e para a reabsorção na política da própria inquietação religiosa que habita no coração de cada ser humano: é o risco da aliança entre democracia e relativismo ético, que tira à convivência civil qualquer ponto seguro de referência moral, e, mais radicalmente, priva-a da verificação da verdade. De facto, «se não existe nenhuma verdade última que guie e oriente a acção política, então as ideias e as convicções políticas podem ser facilmente instrumentalizadas para fins de poder. Uma democracia sem valores converte-se facilmente num totalitarismo aberto ou dissimulado, como a história demonstra». 

Em 2010 a Argentina discutia a questão do “matrimonio entre personas del mismo sexo”. O Cardeal Bergoglio se mobilizou contra a tal lei. O resultado foi a lei que está aqui. É possível que seja daí que venha o linguajar heterodoxo do papa – a palavra ‘convivencia’ significando ‘união’. E parece que diante de iminência da aprovação do ‘matrimônio homossexual’, o Cardeal Bergoglio fez o possível para, pressionando o governo, não aprovar o “matrimônio homossexual” que, segundo o Papa Francisco na entrevista de 2019, “é uma incongruência”. Diante da inevitabilidade da lei, o Cardeal agiu para impedir a tal lei e mudar o texto para “convivencia social” ou “união civil”. 

Em carta daquele mesmo ano, o Cardeal escrevia a um encarregado da conferência episcopal, que organizava uma manifestação contra a tal lei, que ele (o cardeal) apoiava o movimento que pleiteava pelos direitos das crianças a terem um pai e um mãe. Ao mesmo tempo o cardeal externa sua preocupação de a nação argentina deve incluir a pluralidade e a diversidade de seus cidadãos (sic!). Ele diz que sim não se deve igualar as coisas que são distintas, ou seja, ‘união civil’ não é ‘matrimônio’. Ele ainda ressalta que a diferença entre união civil e matrimônio não é meramente terminológica. E diz que uma ‘convivência social’ é necessário que se aceite as diferenças. A íntegra da carta pode ser vista aqui.  

Aqui a expressão ‘convivência social’ significa simplesmente SOCIEDADE CIVIL. 

Mais uma vez, ainda a inevitabilidade da tal lei, o cardeal endossou em boletim arquidiocesano a posição da conferência episcopal de que:  

Si se otorgase un reconocimiento legal a la unión entre personas del mismo sexo, o se las pusiera en un plano jurídico análogo al del matrimonio y la familia, el Estado actuaría erróneamente y entraría en contradicción con sus propios deberes al alterar los principios de la ley natural y del ordenamiento público de la sociedad argentina.  

[Se uma união entre pessoas do mesmo sexo fosse reconhecida legalmente, ou fosse colocada em um nível jurídico análogo ao do casamento e da família, o Estado agiria erroneamente e contradiria seus próprios deveres ao alterar os princípios da lei natural e do ordenamento (jurídico) público da sociedade argentina.]  

Afinal, ele é contra ou a favor da união civil? 

Pelo visto, ele é os dois. Como tem sido em tudo desde que subiu à Cátedra de Pedro. Para o bom jesuíta dialético que ele não deixou de ser, os contrários não se anulam, verdade e mentira não se opõem, desde que ninguém se oponha a ele – o papa. 

Desse episódio resulta, além de mais umas dezenas de sedevacantistas e o reforço do lobby gay dentro da igreja em todos os níveis, que VEMOS que o papa não pode absolutamente usar as chaves como quer. Quanto mais absolutista, quanto mais ditador, quanto mais peronista, como ele é, menos poder, menos autoridade, menos verdade, maior a desorientação, maior a confusão. Precisamos de um pontífice que diga apenas palavras de Cristo, não de um presidente que diga o que pensa. Desses aí o mundo está cheio. Nada mais banal do que dizer o que você pensa. Até o mais hediondo dos criminosos condenados diz o que pensa, ou a mais inocentes das crianças. É preciso pensar como  Cristo. Falar como Cristo . Viver como Cristo. Morrer como Cristo para ressuscitar com Cristo.Isso é a glória. O resto é fumaça, lodo, estrume, pó. 

 

24 outubro, 2020

Foto da semana.

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