‘A América Latina será vítima até se libertar do imperialismo explorador’, diz Papa.

Por ANSA, 01 de julho de 2022 – As declarações foram dadas em entrevista à agência de notícias pública argentina Télam. “A América Latina ainda está nesse caminho lento, de luta, do sonho de San Martín e Bolívar pela unidade da região”, disse o pontífice, em referência a José de San Martín e Simón Bolívar, heróis das guerras de independência na América Espanhola. 

“[A América Latina] Sempre foi vítima e será vítima, enquanto não terminar de se libertar, dos imperialismos exploradores. Todos os países têm isso. Não quero mencioná-los porque são tão óbvios que todos enxergam”, acrescentou o Papa.

De acordo com Francisco, o sonho de San Martín e Bolívar de uma América Latina independente e unida “é uma profecia” que “vai além da ideologia” e que representa o encontro “de todo o povo” da região “com a soberania”.

“É para isso que é preciso trabalhar, para alcançar a união latino-americana. Onde cada povo sinta a si mesmo com sua identidade e, ao mesmo tempo, precisando da identidade do outro. Não é fácil”, ressaltou.

Nota sobre a nossa posição política

FratresInUnum.com, 1 de julho de 2022 – Nas últimas semanas, algumas pessoas nos têm solicitado esclarecermos um pouco a nossa posição política, afirmando que confiam em nosso posicionamento e que gostariam de que déssemos alguns princípios que os pudessem nortear.

Antes de tudo, precisamos dizer que, em questões políticas, sempre devemos admitir um certo probabilismo, ou seja, podem existir hipóteses mais ou menos acertadas e não é possível haver uma total certeza das coisas.

  1. Partimos do princípio de que não há um candidato católico adequado e, sobretudo, não o há desde o ponto de vista da elegibilidade, o que é muito lamentável.
  2. Além disso, o cenário político brasileiro é muito preocupante, dada a presença maciça de políticos de esquerda, dispostos a atacar os católicos e a sua liberdade de profissão de fé, bem como a perverter a sociedade através da política de gênero e da difusão do aborto e de outras práticas imorais.
  3. Como não é possível atacar todos os inimigos de uma vez de maneira eficaz, precisamos nos concentrar sobre aqueles que nos são mais perigosos, enquanto procuramos recristianizar a sociedade, tendo em vistas a constituição de um Estado Católico, que tenha o Reinado Social de Nosso Senhor Jesus Cristo como princípio soberano.
  4. Diante desta situação dramática, temos que escolher um candidato dentre aqueles que são mais exequíveis, que seja, por assim dizer, algum “menos pior” que os demais e que se alinhe minimamente com as nossas questões mais urgentes: que defenda a família natural e a vida desde a concepção, que não queira laicizar ainda mais o Estado e que atue para bloquear o pensamento da revolução marcusiana, em pleno vigor.
  5. Sendo assim, restam-nos poucas alternativas, para não dizer apenas uma. Isso não significa que a não critiquemos. A maturidade política exige que nos aliemos com quem é possível e os critiquemos naquilo em que são criticáveis.

Pensamos que esta seja uma posição equilibrada diante das possibilidades reais. Para além disso, está o abstencionismo, que favorece apenas quem é mau, o idealismo abstrato ou a posição daqueles que militam pelo “quanto pior melhor”. Esta não é a nossa posição.

Queremos o Reinado de Cristo Rei

Quem é o autor do Logo do Jubileu de 2025?

FratresInUnum.com, 1 de julho de 2022 – Com informações de ML – Chamou a atenção de todos o logotipo do jubileu 2025, com quatro bonecos com as cores do arco-íris, um atrás do outro… Explicarem que era um abraço… Por trás! Enfim, coisas do Vaticano.

Agora, chega a informação de quem foi o autor, que já tinha sido anunciado por VaticanNews: trata-se de Giacomo Travisani, um ex-designer gráfico que agora se tornou massagista. Sim, é isso, mesmo: massagista profissional, com diploma e tudo. As informações foram dadas pelo blog Messa in Latino, cujo link aparece no início da matéria.

Enfim… As imagens falam por si mesmas.

O massagista que fez o logotipo do Jubileu 2025
O autor e a obra

Desiderio Desideravi, veneno mortal.

Por Padre Jerome Brown, FratresInUnum.com, 30 de junho de 2022 – Certas histórias com as quais se busca educar as crianças chamam a atenção para coisas que, embora possuam uma aparência bonita, atraente e, dependendo, até mesmo apetitosa, podem conter em si um mortífero veneno.

Infelizmente, para o mundo católico, isso deixa cada vez mais as páginas dos livros de fábulas para encontrar lugar nas primeiras páginas dos documentos assinados pelo Papa Francisco.

Ontem, dia de Ss. Pedro e Paulo, recebemos mais um tapa: Desiderio Desideravi.

Lindíssimas palavras. Palavras que o Verbo Encarnado usou para manifestar seu ardente desejo de instituir o Santíssimo Sacramento da Eucaristia e o Sacerdócio Católico, e que na pena de Francisco caíram como mais uma pedrada sobre o Rito Tradicional.

Nela, obstinadamente, afirma Francisco o seu desejo de que nas várias línguas – não mais “a uma só voz” – exista uma única e idêntica oração (litúrgica, forma litúrgica) que deve advir de Traditionis Custodes, isto é, sem a menor hesitação, o Papa deixa mais que evidente que Traditionis Custodes tem por finalidade destruir o que fora denominada “forma extraordinária” ou “forma tradicional” do Rito Romano.

E, para isso, o Papa pretende estabelecer uma espécie de rede que desde a formação dos futuros sacerdotes até a própria vida paroquial fomentem uma liturgia nem séria, nem brincalhona, nem criativa demais, nem excessivamente rígida, nem hierática, nem desleixada.

A questão é que para boa parte do mundo católico essa liturgia já existe. É a liturgia tradicional que as autoridades romanas buscam destruir.

Não deixa de ser impressionante a capacidade de Francisco de pedir que sejam deixadas de lado as divergências, divergências que existem particularmente graças a ele e aos seus documentos de belos nomes e conteúdos mortais.

Comunhão sacrílega e Novo Documento sobre a Liturgia. Ambos, hoje, no Vaticano.

FratresInUnum.com, 29 de junho de 2022 – Há fatos que falam por si mesmos. No mesmo dia, dois acontecimentos envolvendo o culto divino se deram em pleno Vaticano: de um lado, Nancy Pelosi, democrata pró-aborto, presidente da Câmara dos Representantes dos EUA, recebeu sacrilegamente a Santa Comunhão na Missa Celebrada pelo Papa Francisco; de outro, o mesmo Papa publica um documento sobre a liturgia, a Carta Apostólica Desiderio desideravi, cujo escopo está muito bem definido em seu n. 61:

“Não podemos voltar a essa forma ritual que os Padres Conciliares, cum Petro et sub Petro, sentiram a necessidade de reformar, aprovando, sob a guia do Espírito e segundo a sua consciência de pastores, os princípios dos quais nasceu a reforma. Os santos Pontífices Paulo VI e João Paulo II, ao aprovarem os livros litúrgicos reformados ex decreto Sacrosancti Œcumenici Concilii Vaticani II, garantiram a fidelidade da reforma ao Concílio. Por isso, escrevi Traditiones Custodes, para que a Igreja possa elevar, na variedade das línguas, uma única e idêntica oração capaz de expressar a sua unidade. Esta unidade que, como escrevi, pretendo ver estabelecida em toda a Igreja de Rito Romano”.

Papa Francisco, Carta Apostólica Desiderio desideravi (29.06.2022), n. 61.

É possível que o leitor fique perplexo, perguntando-se como um documento que enaltece a liturgia pode ser assinado no mesmo dia em que os seus autores cometem um clamoroso sacrilégio, que é a máxima execração do culto divino… Na verdade, a reforma litúrgica defendida pelo Papa Francisco foi a grande porta de entrada para todos os sacrilégios que dilapidam diariamente o sacramento da Eucaristia. Não há incoerência alguma: a abortista comungando é apenas a expressão sacramental de uma impressão documental.

O então Card. Bergoglio celebrando com paramentos tradicionais. Coerência é tudo!

O sugestivo logotipo do Jubileu de 2025

FratresInUnum.com, 29 de junho de 2022 – Com informações de VaticanNews – Acaba de ser apresentado ao mundo o logotipo do jubileu de 2025 que, segundo o noticiário do Vaticano, foi escolhido pelo próprio Papa (sic!).

Com as cores do arco-íris, quatro bonecos se abraçando por trás… Muito sugestivo!

Logotipo do jubileu de 2025
“Chorando se foi, quem um dia só me fez chorar”

Em 2005, Lula se contradisse para a CNBB sobre o caso do “aborto”.

FratresInUnum.com, 28 de junho de 2022 – A posição do governo Lula para com a temática do aborto sempre foi bastante coerente e decidida: tanto em seus planos quanto em suas ações, os governos do PT sempre favoreceram a ampliação do acesso ao aborto no Brasil.

Em agosto de 2005, o governo Lula entregou ao Comitê da ONU para a Eliminação de todas as Formas de Descriminalização contra a Mulher (CEDAW) documento no qual reconhece o aborto como Direito Humano da Mulher. No item 42, o texto afirma:

“Outro tema que merece atenção é aquele suscitado pelos direitos reprodutivos. O atual governo assumiu o compromisso de rever a legislação repressiva do aborto para que o princípio da livre escolha no exercício da sexualidade possa ser plenamente respeitado”.

Segundo Relatório Brasileiro sobre o Tratado de Direitos Civis e Políticos, enviado pelo governo ao Comitê de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) em 2005.

Uma semana depois, o então presidente Lula escreveu uma carta à CNBB, na qual teve a coragem de dizer que

“nesse sentido quero, pela minha identificação com os valores éticos do Evangelho, e pela fé que recebi de minha mãe, reafirmar minha posição em defesa da vida em todos os seus aspectos e em todo o seu alcance. Os debates que a sociedade brasileira realiza, em sua pluralidade cultural e religiosa, são acompanhados e estimulados pelo nosso governo, que, no entanto, não tomará nenhuma iniciativa que contradiga os princípios cristãos, como expressamente mencionei quando tive a honra de receber a direção da CNBB no Palácio do Planalto”.

Lula, Carta aberta à CNBB.

Porém, dias depois, em setembro de 2005, a Secretaria Especial de Política para as Mulheres da Presidência da República encaminhou à Câmara dos Deputados o substitutivo do PL 1.135/91, que tentava suprimir o crime do aborto do código penal, autorizando a prática ilimitadamente, em todos os nove meses de gestação, em todo o território nacional.

“O relatório de Feghali aguardava discussão na CSSF, quando o PL 1135 foi apoiado na 1ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres de 2004, que aprovou recomendação pela descriminalização e legalização do aborto. Respondendo positivamente a esta demanda a recém-criada Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SEPM) instituiu uma Comissão Tripartite (CT) (Executivo, Legislativo e Sociedade Civil) que formulou proposta específica de Anteprojeto de Lei, a ser encaminhada pela Presidência da República ao Congresso Nacional. Na ocasião, a CNBB fez pressão para ser incluída nesta comissão, na qualidade de sociedade civil, mas àquela altura foi possível negar o pedido, em nome da garantia da laicidade do Estado (…) Sob muita expectativa e às vésperas do Dia de Luta pela Descriminalização do Aborto (28 de Setembro), a Ministra da SEPM fez a entrega solene da proposta nas mãos da relatora do PL 1.135, em uma histórica sessão da CSSF.

Relatório do CFEMEA, uma organização que milita pela descriminalização do aborto no Brasil.

Por grande pressão da sociedade civil, o PL 1.135 foi arquivado e nasceu a Frente Parlamentar Mista em Defesa da Vida contra o Aborto.

Em suma, diante de tantas contradições, como podem ainda os bispos da CNBB apoiarem, mesmo que por baixo dos panos, a candidatura de Lula à Presidência da República? Se Lula for reeleito, como ele mesmo declarou recentemente, poderemos vir a ter a ampliação do aborto no Brasil, como ele mesmo recentemente disse ser a sua convicção pessoal. É verdade que, depois, ele disse: “eu sou contra o aborto”, mas dizendo, ao mesmo tempo, que “o aborto tem que ser tratado como uma questão de saúde pública”.

Lula mantém a duplicidade nas palavras e a coerência na ação de favorecer a ampliação do recurso ao aborto. E a Igreja, continuará mantendo a duplicidade, também?

Os cardeais Hummes e Scherer em conversa com o então presidente Lula

O Espírito Santo e os armários.

Por Padre Jerome Brown, FratresInUnum.com,  25 de junho de 2022 – Nunca compreendi bem a expressão “sair do armário”. Depois de ouvir algumas vezes sem entender, finalmente me explicaram que “sair do armário” significa assumir publicamente não só a desordenada e anti-natural tendência homossexual, mas também apresentar-se como pecador público, assumindo, para o desprezo do Sangue de Cristo, a prática pecaminosa da sodomia, muitas vezes de forma habitual através de uniões com pessoas do mesmo sexo.

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Para Lula, todos deveriam ter acesso ao aborto

FratresInUnum.com, 24 de junho de 2022 – Com informações da JovemPam – Há algumas semanas, o candidato à presidência preferido por boa parte dos bispos da CNBB, o ex-presidente e ex-presidiário Lula, considerou que todos deveriam ter acesso ao aborto.

Para o político petista, quem sofre com a proibição são as mulheres pobres, que passam pelo procedimento sem segurança, enquanto as ricas fazem o aborto no exterior.

“Aqui no Brasil, as mulheres pobres morrem tentando fazer aborto, porque é proibido, o aborto é ilegal. Aqui no Brasil não faz (aborto) porque é proibido, quando na verdade deveria ser transformado numa questão de saúde pública, e todo mundo ter direito e não ter vergonha. Eu não quero ter um filho, eu vou cuidar de não ter meu filho, vou discutir com meu parceiro. O que não dá é a lei exigir que ela precisa cuidar… A sociedade evoluiu muito, os costumes evoluíram muito e precisamos ter coragem para fazer esse debate”.

A posição do petista é clara e contundente

Suprema Corte dos EUA anula Roe v. Wade e estados podem proibir o aborto

FratresInUnum.com, 24 de junho de 2022 – VEJA – A Suprema Corte dos Estados Unidos suspendeu nesta sexta-feira, 24, as proteções constitucionais para o aborto legal, que estavam em vigor há quase 50 anos.

A maioria conservadora dos juízes optou por derrubar a famosa decisão judicial “Roe v. Wade”. Espera-se que a medida leve à proibição do aborto em cerca de metade dos estados do país, já que pelo menos 26 estados têm textos que restringem ou proíbem o procedimento prontos para entrar em vigor logo do anúncio.

A decisão, impensável há apenas alguns anos, foi o culminar de décadas de esforços dos oponentes do direito aborto, possibilitados por uma corrente conservadora na corte, fortalecida por três indicados do ex-presidente Donald Trump.

A decisão veio mais de um mês após o vazamento de um projeto de parecer do juiz Samuel Alito, indicando que o tribunal estava se preparando para reverter as proteções constitucionais ao aborto.

Isso coloca o tribunal em desacordo com a maioria dos americanos, que são a favor da preservação de Roe v. Wade, de acordo com pesquisas de opinião. Por volta de 70% são a favor de que a Roe v. Wade seja mantida.

O veredicto histórico da Suprema Corte americana legalizou o aborto e pôs o país na vanguarda dos direitos reprodutivos há 50 anos. Um processo encerrado em 1973 autorizou a texana Norma McCorvey, citada com o nome genérico de “Jane Roe”, a abortar (tarde demais, o bebê já havia nascido).

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 73 milhões de abortos são realizados no mundo todo ano, 45% deles em condições inadequadas — consequência, quase sempre, de sua criminalização.

Em pesquisa recente do Instituto Guttmacher com americanas que tiveram acesso ao serviço ao longo deste meio século de liberação, 63% disseram que isso lhes permitiu cuidar melhor de si mesmas e de suas famílias, 56% puderam se sustentar sozinhas e 51% conseguiram completar os estudos.

Maior vitória pró-vida da história