4 dezembro, 2016

Foto da semana.

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Rezemos em sufrágio das almas das vítimas do vôo que levava os atletas da Chapecoense.

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3 dezembro, 2016

Ecce nova facio omnia.

Por Gercione Lima | FratresInUnum.com

Hoje está fazendo exatamente um mês que passei pela maior cirurgia da minha vida!

Pelo tamanho da incisão em minha barriga, que se estende desde abaixo do seio até o início do púbis, imaginei que a recuperação fosse ser até mais sofrível!

Na primeira semana, até que foi mesmo, pois os grampos no lugar dos pontos e todos aqueles drenos e sondas eram um purgatório à parte!

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Ainda é difícil pra mim andar ereta e quando tento, sinto repuxar toda a área do abdomen que parece endurecida! Ainda não posso me abaixar, fazer esforços, ficar muito tempo sentada ou de pé, enfim, por mais algum tempo terei que me resguardar, o que é um pouco difícil para uma pessoa agitada como eu!

Durante esse tempo de recuperação passei por um período de muita fragilidade. Como já relatei por aqui, o tratamento do câncer de ovário é muito agressivo para o corpo, para mente e se não fosse por uma boa dose de fé, até o espírito ficaria abalado.

Na semana passada, estive com minha cirurgiã-oncologista e ela me mostrou o laudo da biópsia das “peças” que foram retiradas na cirurgia (útero, ovários, trompas, colo do útero, apêndice, 25 cm do cólon, omento ou peritônio e vários linfonodos).

Ela me disse que a maioria das peças tinha sinais de neoplasia, e que ainda existiam sinais microscópicos da doença que precisam ser combatidos com mais 3 ciclos de quimioterapia, cujo primeiro ciclo já está marcado para  segunda feira, 5 de dezembro.

Diante de um quadro como esse, certamente eu deveria estar comemorando, mas não é bem assim, pois o tipo de cancer ovariano que eu tenho, tem um índice alto de reincidência nos 5 primeiros anos, mesmo após o término das sessões de quimioterapia.

Na verdade, os médicos não falam em cura quando o diagnóstico de cancer no ovário é tardio, como foi no meu caso, pois o câncer passa a ser uma doença crônica, como o diabetes, que requer acompanhamento constante!

Felizmente, os tratamentos disponíveis hoje nos garantem uma boa chance de sobrevida se não houver outras complicações sérias! Mas estamos no tempo de Advento, que é também tempo de penitência e de espera por aquele grande milagre que foi a Encarnação do Verbo! E nesse meio tempo, continuo esperando por um milagre se for da vontade de Deus! Continuo também contando com a generosidade de suas orações!

Que Deus lhes recompense pela solidariedade e pela generosidade!

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3 dezembro, 2016

Reflexões da Sagrada Escritura: Da Apostasia.

Por Padre Élcio Murucci | FratresInUnum.com

“Se depois de termos recebido e conhecido a verdade, nós a abandonarmos voluntariamente, já não nos resta um sacrifício para expirar este pecado; só teremos que esperar um juízo tremendo e o fogo ardente que há de devorar os rebeldes” (Hebreus, X, 26 e 27).

Ilustração do Sexto Círculo do Inferno, o Círculo da Heresia, segundo o poema de Dante Alighieri

Advertência terrivelmente severa, até mesmo pelo modo como o Apóstolo a termina: “É horrendo cair nas mãos do Deus vivo” !!! (v. 31). Santo Tomás de Aquino na Suma Teológica, prova que há três espécies de apostasia: 1ª –  a da Vida Religiosa e a das Ordens Sacras; 2ª – a dos mandamentos, isto é, a  dos bons costumes; 3ª – a da fé, isto é, dos dogmas (2ª – 2ª q. 12, c. 1). Prova, outrossim neste mesmo lugar, que a apostasia da fé é péssima e inclui as outras duas. A apostasia, diz o Doutor Angélico, é um afastamento de Deus, afastamento este  provocado pelo orgulho. A apostasia da fé é uma circunstância agravante da infidelidade a Deus. Por isso diz São Pedro que “melhor lhes era não ter conhecido a verdade do que, depois de a ter conhecido, tornar atrás” (2 Pedro, II, 21). A apostasia da fé é chamada PERFÍDIA.

Antes, no capítulo VI, 4-8, S. Paulo já havia mostrado as consequências terríveis do abandono da fé: “Porque àqueles que foram uma vez iluminados, que  provaram o dom celestial, que receberam a sua parte dos dons do Espírito Santo, que provaram também a doçura da palavra de Deus e experimentaram as maravilhas do mundo vindouro, e apesar disso caíram, é impossível [em grego= adínatos] que se renovem outra vez para a penitência, uma vez que assim crucificaram de novo o Filho de Deus em si mesmos e o expuseram publicamente ao ridículo. De fato, a terra que recebe chuvas frequentes e fornece ao agricultor boas searas, é abençoada por Deus. Mas, a que produz só espinhos e abrolhos, é reprovada, e está perto da maldição; seu fim é ser queimada”.

Vêm ao caso também as palavras de São Pedro, o primeiro Papa: “Assim, se, depois de terem fugido das corrupções do mundo pelo conhecimento de Jesus Cristo, Nosso Senhor e Salvador, por elas são novamente envolvidos e vencidos, o seu segundo estado tornou-se-lhes pior do que o primeiro. Melhor lhes era não conhecer o caminho da justiça, do que, depois de o terem conhecido, tornar para trás [afastando-se] daquele mandamento santo, que lhes foi dado. Desta forma, se realizou neles aquele provérbio verdadeiro: Voltou o cão ao seu vômito”; e: “A porca lavada tornou a revolver-se no lamaçal” (2 Pedro, II, 20 a 22).

Há muita divergência entre os teólogos e exegetas com relação a este texto da Sagrada Escritura,(Heb. VI, 4-8) principalmente no que se refere à esta palavra “IMPOSSÍVEL”. Muitos, dizem que não tem como reconciliar esta impossibilidade de conversão com a bondade divina que “que não quer a morte do pecador, mas que se converta e viva”. Assim explicam que este “impossível” quer significar “muito difícil”. Na verdade, podemos dizer que a condição de salvação dos apóstatas é a mais deplorável possível. Diz o célebre exegeta Padre Renié (adotado em nosso Seminário): “Estes (os apóstatas) que se afastam da companhia de seus irmãos [na fé] estão numa ladeira escorregadia. É uma desgraça terrível o fato  de cair fria e voluntariamente no pecado, depois de haver conhecido a verdade cristã. A condição do apóstata é deplorável porque não há mais vítima para oferecer em expiação de sua perversidade. Os ritos judaicos, aos quais os judeus retornam pela apostasia, eram insuficientes e são atualmente abolidos; quanto ao sacrifício do Salvador, dele se excluem a si mesmos” (Manuel d’Écriture Sainte, R. P. Renié, S. M. Tome VI. pag. 524, nº 457).

Assim fala Renié porque nesta Epístola S. Paulo se dirige especificamente aos judeus. Mas os exegetas e teólogos dizem que se trata não de qualquer pecado mas dum pecado contra o Espírito Santo. Afirmam-no primeiro porque a palavra grega “adinatos” é empregada em outras passagens desta mesma Epístola ( VI, 18; X, 4; XI, 6) e sempre com o sentido duma impossibilidade absoluta. Em segundo lugar se baseiam no que diz São Paulo no mesmo capitulo X, 28 e 29: “Se alguém transgredir a lei de Moisés, – e isto provado com duas testemunhas, – deve ser morto sem misericórdia. Quanto pior castigo julgais que merece o que calcar aos pés o Filho de Deus, e tiver profanado o Sangue da Aliança em que foi santificado, e ultrajar o Espírito Santo, autor da graça”. Baseados justamente nestas últimas palavras: “ultrajar o Espírito Santo, autor da graça”, concluem que aqui se trata de um pecado de blasfêmia contra o Espírito Santo, pecado este, que, segundo Nosso Senhor Jesus Cristo, não tem perdão nem neste mundo, nem no outro (Cf. Mateus XII, 31 e 32). Mas Santo Agostinho diz que não se trata de qualquer blasfêmia contra o Espírito Santo, mas aquela que vem acompanhada  da impenitência final. Portanto, diz o Grande Doutor da Igreja, só no fim é que poderemos saber (Sermões de S. Agostinho, BAC, serm. LXXI).

Já Santo Ambrósio diz que é quase impossível um apóstata se converter, e diz: “É mais fácil encontrar alguém que nunca tenha pecado mortalmente do que os que tenham cometido graves culpas se dignem fazer conveniente penitência” (S. Ambrósio, De Poen., lib. II, c. X). Isto em se tratando dos grandes pecadores, logicamente “a fortiori” dos apóstatas da fé.

Isto posto, caríssimos, vamos agora à interpretação mais seguida por grandes e célebres exegetas tradicionais:  Vejamos o sentido geral dos versículos 4-6 do capitulo VI, segundo estes autores. É o seguinte: todos os  que receberam o batismo (iluminados), todos os que receberam a Eucaristia (provaram o dom celestial) e todos os que foram crismados (receberam a sua parte dos dons do Espírito Santo) e todos os que conheceram a verdade na Santa Igreja (pela doçura da Palavra de Deus) beneficiaram-se de todos os meios de salvação oferecidos por Cristo e depois os desprezaram, caindo na apostasia, já não podem encontrar outros para novamente se redimirem (quanto o conhecimento da verdade, já receberam a instrução necessária como catecúmenos). Isso não é impossível a Deus, mas é o próprio apóstata que se coloca por si mesmo na impossibilidade de se salvar, não crendo mais no único Cristo que o pode salvar, já que Deus O constituiu único Salvador do gênero humano.

“Não há outro nome debaixo do céu, pelo qual devamos ser salvos” (Atos, IV, 12). O Velho Simeão predisse que Jesus seria ruína para muitos. Sendo Jesus Cristo, o único Salvador, quem o renega depois de o conhecer e receber os dons de Deus, ultraja o Divino Espírito Santo e então o apóstata, exclui-se a si mesmo do Reino dos Céus e seu fim é realmente a ruína. E não é sem motivo que São Paulo termina exclamando: “É horrendo cair nas mãos do Deus vivo”. Isto vai acontecer com os apóstatas no juízo particular e, no fim do mundo, no juízo universal. Na verdade, o apóstata, como castigo por rejeitar a verdade reconhecida como tal, endurece seu coração. E sobre isto, eis o que diz a Sagrada Escritura: “O coração duro será oprimido de males no fim” (Eclesiástico III, 27). Ilustra muito o que estamos explanando, o que diz S. Paulo ao falar do Anticristo: “Ninguém de modo algum vos engane. Porque antes deve vir a apostasia, e deve manifestar-se o homem da iniquidade, o filho da perdição, o adversário, aquele que se levanta contra tudo o que leva o nome de Deus ou o que se adora, a ponto de tomar lugar no templo de Deus, e apresentar-se como se fosse Deus(…). A manifestação deste ímpio será acompanhada, graças ao poder de Satanás, de toda a sorte de milagres, de sinais e de prodígios enganadores. Ele usará de todas as seduções do mal para aqueles que se perdem, por não terem aberto os seus corações ao amor da verdade que os poderia ter salvo. Por isso, Deus lhes envia uma faculdade de ilusão, que os fará crer na mentira. Assim serão condenados todos os que não deram crédito à verdade, para se comprazerem no mal” (2 Tessalonicenses, II, 3 e 4; e 9- 12). Deus envia-lhes uma “UMA FACULDADE DE ILUSÃO”: castigo maior não pode haver aqui na terra!!!

Daí entendemos porque o Apostolo diz que só resta para os apóstatas isso: “ESPERAR UM JUÍZO TREMENDO E O FOGO ARDENTE QUE HÁ DE DEVORAR OS REBELDES”. Estes rebeldes, adversários de Nosso Senhor Jesus Cristo que não se preocupam mais de terem Cristo como propiciador, devem esperar tê-Lo como Juiz. Certamente será sobretudo terrível quando chegar para eles a hora da morte. O juízo dos apóstatas será terrível porque pecaram “voluntarie”, ou seja, por pura malícia, com pleno conhecimento e querendo. Conheceram a monstruosidade da culpa e não obstante como amantes enlouquecidos, escolheram desposá-la. Eles serão mais amaldiçoados e odiados por Nosso Senhor Jesus Cristo, e o serão pela sua característica de REBELDES.

E não se trata somente de “expectativa terrível do juízo” mas de “terrível ardor do fogo”. E este fogo devorará “os adversários”. Os apóstatas, são rebeldes, e adversários de Nosso Senhor Jesus Cristo. Pois, mais do que todos os outros condenados, fazem guerra a Deus, roubando-lhes as almas, seduzindo, subvertendo, arrastando facilmente os outros para o mal. Por isso serão torturados eternamente  como adversários, como rebeldes a Deus.

Caríssimos, se procurarmos alguém que seja o protótipo perfeito e completo do apóstata, não temos dificuldade para  encontrá-lo: Matinho Lutero. Era Religioso e sacerdote, conhecia a verdade, e, antes da queda observava os mandamentos. Abandonou a Vida Consagrada a Deus e o Sacerdócio, com a agravante de ter seduzido uma freira que também se apostatou e com a qual viveu amasiado; e ainda pior, fundou uma seita onde não se reconhece nem a Vida Consagrada a Deus e nem o Sacramento da Ordem; entregou-se aos vícios, máxime ao da carne. Pregou uma fé sem as obras, uma fé sentimental.  Além de perder a verdadeira fé, ensinou uma fé enganadora. Elogiar, celebrar a memória e homenagear tal apóstata, é demonstração de que este maldito ecumenismo pós conciliar, é aquela “faculdade de ilusão”, faculdade esta que faz  a pessoa crer na mentira e chegar às raias da blasfêmia contra o Espírito Santo.

Peçamos sempre a Deus a graça da perseverança final e a de combater o bom combate, fortemente guardando a fé.  Amém!

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2 dezembro, 2016

A intolerável agressão contra os quatro Cardeais.

Eis quem são os novos inquisidores. Um bando de hipócritas e sepulcros caiados, que perseguem há décadas a sua agenda eclesial, usando o Papa para afirmar seu próprio projeto de Igreja.

Por Riccardo Cascioli, 1 de dezembro de 2016 – La Nuova Bussola Quotidiana | Tradução: FratresInUnum.com: Eles foram pintados como “velhos imbecilizados”,  quatro cardeais isolados e fora do mundo, remanescentes de uma Igreja ultrapassada, que vê apenas a rigidez da doutrina e não compreende a misericórdia que entra nas dobras da vida. Em suma, um refugo da Igreja, um apêndice marginal sequer digno de um “sim” ou “não” às suas perguntas.

No entanto, eles devem despertar um grande medo, já que não é de hoje que estamos assistindo a um contínuo assalto de insultos e acusações que se tornaram agora um verdadeiro linchamento midiático contra a quatro cardeais – Raymond Burke, Walter Brandmüller, Carlo Caffara e Joachim Meisner – réus por terem tornado pública as cinco “Dubia” que já foram apresentadas ao Papa Francisco sobre a exortação apostólica Amoris Laetitia. Chegamos ao ponto em que temos até pedidos de demissão do Colégio dos Cardeais ou, alternativamente, sugestões para que o Papa remova deles o barrete cardinalício.

Os protagonistas são os mais variados: bispos que querem acertar contas pessoais, ex- filósofos que negam o princípio da não-contradição, cardeais amigos do Papa Francisco, que apesar da idade não abandonaram os sonhos revolucionários, intelectuais e jornalistas que se vêem como “guardiães da revolução “, e o inevitável Padre Antonio Spadaro, diretor da La Civiltà Cattolica e verdadeira eminência parda por trás deste pontificado, tanto que ele se tornou conhecido em Roma como vice-Papa. Este último, pois, como um adolescente qualquer, tornou-se o protagonista de bravatas em redes sociais que deixam qualquer um estupefato: primeiro com um tweet dirigido ao Cardeal Burke comparando-o com o “verme idiota” (Grima Wormtongue) da trilogia O Senhor dos Anéis (tweet posteriormente deletado); em seguida, ele começou a relançar tweets ofensivos contra os quatro partidos cardeais a partir de uma conta fake com o título “Habla Francisco” (Fala Francisco), que ontem se descobriu que tem o mesmo endereço de e-mail do Padre Spadaro na La Civiltà Cattolica. E, em seguida, o inevitável Alberto Melloni, ponto de referência da escola de Bolonha, que trabalha por uma reforma da Igreja, fundada sobre o “espírito” do Concílio Vaticano II.

É um verdadeiro e próprio tribunal da Inquisição que, ao atingir os quatro, tem a intenção clara de intimidar qualquer um que tenha a intenção de fazer perguntas até mesmo simples, e ainda mais aqueles que se atrevam a externar sua perplexidade.

É uma atitude preocupante, uma defesa do Papa no mínimo suspeita por parte daqueles que desafiaram e contestaram abertamente os predecessores do Papa Francisco. E tudo isso só por terem feito perguntas simples, pedindo esclarecimento sobre a Exortação Apostólica Amoris Laetitia que, como qualquer um pode ver, deu origem a interpretações conflitantes e certamente não conciliáveis. A este respeito, deve ser lembrado que a “Dubia” é uma ferramenta muito usada na relação entre bispos e a Congregação para a Doutrina da Fé (e através dela, ao Papa). A novidade neste caso é simplesmente o fato de terem tornado pública esta “Dubia”, mas, ainda assim, só depois de dois meses de espera em vão por uma resposta, é que os quatro cardeais legitimamente interpretaram como um convite para prosseguir com a discussão.

No entanto, para Melloni se trata de “um ato sutilmente subversivo, parte de um jogo potencialmente devastador, com instigadores ocultos, conduzidos sobre o fio de uma história medieval”. Ato subversivo, é o que dirá Melloni em outra entrevista, porque fazer perguntas significa colocar o Papa sob acusação, um método de inquisição. Coisa incrível: pedir esclarecimentos tornou-se atividade subversiva, ato próprio da Inquisição. E os “instigadores ocultos”? Acusações vagas, cenários fantasiosos, mas que devem dar a impressão de uma conspiração para ser confrontada com uma decisão. E, de fato, aqui está o próximo passo: “Quem fizer ataques como este (…) é alguém que tem como objetivo dividir a Igreja”, diz ele. E por isso aqui estão as consequências esperadas: “… no direito canônico é um crime, passível de punição”.

Algo verdadeiramente criminoso, porque eles querem dividir a Igreja“. Pouco importa se a realidade é exatamente o oposto: o que os leva a dirigir as perguntas ao Papa é justamente a constatação da divisão na Igreja provocada pelas interpretações opostas da Amoris Laetitia.

Há um forte mal cheiro de maoísmo na Igreja, rumores da Guarda Vermelha e da vanguarda revolucionária. Só faltam agora os campos de reeducação. Aliás, parece que já temos também esses, de acordo com o que propõe o próprio Melloni. Na verdade, isso explica por que o Papa Francisco não usou com Monsenhor Lucio Vallejo Balda – nos cárceres do Vaticano por causa do escândalo Vatileaks – aquela mesma clemência que ele não cansa de pedir para os encarcerados em vários países do mundo: “No final do Jubileu se entende o porquê: Papa Francisco não via naquele processo um procedimento penal, mas um gesto pedagógico contra os adversários “que se arriscam muito”. Em suma, atingir um para educar um cento.

Trata-se de uma leitura realmente preocupante, ainda mais quando se considera que os que hoje se lançam em defesa do Papa por causa de um simples esclarecimento de questões, algo que deveria ser normal, até ontem desafiavam abertamente os predecessores do papa Francisco. Aliás, eles vêem hoje no Papa Francisco a oportunidade de apagar tudo o que ensinaram Paulo VI e João Paulo II sobre a família. A encíclica Humanae Vitae (Paulo VI) e a Exortação Apostólica Familiaris consortio (João Paulo II) há muito têm sido o alvo de uma série de Conferências Episcopais da Europa (Áustria, Alemanha, Suíça, Bélgica) e no recente Sínodo sobre a família, por duas vezes.

E qual deles ficou chocado quando o cardeal Carlo Maria Martini escreveu claramente (Conversas noturnas em Jerusalém), que a Humanae Vitae produziu “danos significativos” com a proibição da contracepção porque “muitas pessoas se afastaram da Igreja e a Igreja do povo”? E quando ele disse que desejava um novo documento papal que superasse esses documentos, especialmente depois que João Paulo II seguiu “o caminho de uma aplicação estrita” da Humanae Vitae? Certamente nenhum deles, porque o que importa não é a objetividade do Magistério (cuja referência é a Revelação de Deus), mas o projeto ideológico desses dissidentes de vanguarda que se acham intérpretes da vontade popular.

E, então, há uma íntima coerência no fato de que os papistas de hoje são exatamente os rebeldes de ontem. Sim, os rebeldes. Porque de Paulo VI em diante, esses bispos e intelectuais, esses mestres da obediência ao Papa, declararam guerra ao Magistério se este não inclui o espírito do Vaticano II; assinavam manifestos, documentos e apelos nos quais contestavam abertamente o Papa reinante, fosse Paulo VI, João Paulo II ou Bento XVI. Recordemos pelo menos o documento pesado do conhecido moralista alemão Bernard Haring , em 1988, contra João Paulo II, que tanto apoio recebeu em toda a Europa, seguido logo após pela Declaração de Colônia, em 1989, com o mesmo conteúdo e assinada por numerosos teólogos e influentes alemães, austríacos, holandeses e suíços. Na Itália, tal declaração foi favoravelmente acolhida, entre outros, por Giovanni Gennari, que hoje é o guardião da ortodoxia nas colunas do jornal Avvenire.

Da mesma forma, no mesmo ano chegava na Itália o documento de 63 teólogos, uma “Carta aos cristãos” publicada nas colunas do Il Regno,  em que se contesta abertamente o magistério de João Paulo II. E no elenco dos signatários estão nomes conhecidos que se infiltraram nos seminários e universidades pontifícias nas últimas décadas, criando um verdadeiro e próprio magistério paralelo do qual hoje vemos os frutos amargos. Faziam-se de vítimas, mas todos fizeram carreiras brilhantes, alguns chegaram mesmo a se tornar bispos como o monsenhor Franco Giulio Brambilla, atualmente bispo de Novara e na corrida para suceder o cardeal Angelo Scola em Milão. Mas, por coincidência, entre as assinaturas encontramos o inevitável Alberto Melloni, com seus colegas da Escola de Bolonha (Giuseppe Alberigo na cabeça), o prior da Comunidade de Bose Enzo Bianchi, Dario Antiseri e Attilio Agnoletto.

Eles são os mesmos que continuaram a atacar publicamente Bento XVI, mesmo com provocações ostensivas no tocante à interpretação correta do Concílio Vaticano II que Melloni, Bianchi & cia, sempre consideraram como um caminho radical e irreversível “na compreensão da fé da Igreja”, contra a hermenêutica da reforma na continuidade explicada pelo Papa Ratzinger. E como poderíamos esquecer a rasgação de vestes desses mesmos senhores por causa da remoção das excomunhões dos lefebvrianos, ao passo que agora nem sequer um suspiro se levantou por causa das aberturas unilaterais de Francisco?

Estes são os personagens que hoje pretendem julgar cardeais, bispos e leigos preocupados com a grave confusão que se instaurou na Igreja. Um bando de hipócritas e sepulcros caiados, que perseguem há décadas a sua agenda eclesial, usando o Papa para afirmar seu próprio projeto de Igreja, e que hoje se permitem a arrogância dos que se acham no comando de uma bem sucedida e alegre máquina de guerra. Estes são os verdadeiros fundamentalistas, apoiados por uma imprensa complacente que não vê a hora de apagar definitivamente todos os traços da identidade Católica. Mas, que infelizmente para eles, não sucumbirá.

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1 dezembro, 2016

Um discípulo do Pe. Amorth fala amplamente sobre exorcismos.

Dado a óbvia influência diabólica na decisão tomada pelo STF na última terça feira, achamos oportuno postar esse artigo enviado a nós por um de nossos leitores. Deus tenha misericórdia de nossa sociedade, e permita que a decisão diabólica de “não criminalizar” o aborto até o terceiro mês seja derrubada o quanto antes, para evitar ainda mais assassinatos de bebês inocentes.

Por Javier Navascués – Adelante La Fe – 26/11/2016 | Tradução Frei Zaqueu – FratresInUnum.com

Em setembro nos deixava o Pe. Gabriele Amorth, exorcista da diocese de Roma. Providencialmente contatei com um de seus discípulos, o Pe. Ricardo Ruiz Vallejo, exorcista mexicano, formado aos seus pés e que foi absorvendo através dos anos sua sabedoria e experiência. Um testemunho riquíssimo que compartilha conosco para a glória de Deus e a salvação das almas. É importante estar bem formado, segundo ensina a Tradição da Igreja, e ter as ideias claras em um tema que se presta tanto ao sensacionalismo, à confusão e ao erro.

 

Como nasceu sua vocação como exorcista?

Desde 1994 viajava periodicamente a Valência para visitar famílias e grupos de oração. Surgiu um caso de possessão e convidei o exorcista de Paris, o Pe. René Chenesseaux, Fundador da Associação Internacional de Exorcistas, a ocupar-se do mesmo. Eu atuava só de intérprete tradutor para os exorcismos e tinha contatos com o Arcebispo de Valência, Mons. Agustín García-Gasco. O Pe. René, já maior, se sentiu cansado de vir de Paris e me propôs de me ocupar ora em adiante dos casos que surgissem. Mons. Agustín García-Gasco, de comum acordo com meus superiores, decidiu enviar-me a Roma a cada 3 ou 6 meses, para receber formação teórica e prática com o exorcista da cidade eterna, o Pe. Gabriele Amorth.

Qual é a principal função de um exorcista?

O exorcista é antes de tudo sacerdote, pastor, portanto sua principal tarefa é levar as almas à conversão, à graça e melhora de vida. Sua ação como exorcista é ajudar às almas atacadas pelo maligno impedindo de melhorar suas vidas, não se converter e não avançar na vida espiritual. O exorcismo é só uma oração a mais que não molesta a ninguém, mas que é específica. Seu fim não é só liberar do demônio mas também aliviar dos ataques e sofrimentos que causa, já que há gente que não é liberada,contudo os exorcismos lhe ajudam muito e dão consolo para seguir o caminho do cristão com sua cruz.

Quando é necessário fazer um exorcismo?

Quando se esgotaram as possibilidades de que seja uma doença física ou psíquica, foram feitos exames e não há origem natural patológica do padecimento. A isso se agregam situações anormais, fenômenos estranhos sem explicação natural, rejeição ao sagrado, impossibilidade de poder rezar e/ou algumas experiências de vida em seitas, magia, espiritismo, cartomancia, satanismo ou curandeirismo. Então está bastante claro que se necessitam orações.

Que nos diz a Igreja sobre o demônio e suas diferentes formas de atuar?

A Doutrina da Igreja é clara. A existência de Lúcifer é um dogma de fé e é inseparável da existência de Deus. Lúcifer aparece na Bíblia do Gênesis ao Apocalipse. A teoria modernista de alguns “teólogos” modernos ou “biblistas” de vanguarda que afirmam que Lúcifer é só um símbolo para representar o mal, está claramente condenada pelo Magistério infalível da Igreja. O Demônio costuma atacar de três maneiras: por infestação, significa sua ação sobre lugares, casas ou objetos, por obsessão, que consiste em atacar a pessoa fisicamente, com doenças reais ou aparentes, sensações, sentimentos, odores, ruídos, pensamentos, imaginações e tudo isto de uma maneira obsessiva, como a obsessão de suicídio, de vícios ou de qualquer má tendência que saia do normal e seja patológico.

A terceira é a possessão diabólica, que consiste em que o espírito maligno toma possessão física da pessoa e controla seu corpo, isto não quer dizer que seja de maneira contínua, nem que a pessoa o saiba, há muitos casos nos que a pessoa afetada não sabia que tinha possessão. É o especialista na matéria quem deve diagnosticar se há possessão ou não. Não é qualquer pessoa que pode discerni-lo, tampouco qualquer um tem a preparação para sabê-lo. Há inclusive alguns exorcistas com pouca experiência e pouca preparação na matéria que se têm equivocado ao fazer este diagnóstico. É importante saber que o demônio possui o corpo, mas nunca a alma, nem pode tocar a vontade da pessoa.

São mais freqüentes as obsessões e infestações que as possessões?

Os casos de possessão, em proporção, são poucos. O Pe. Gabriele Amorth dizia que segundo sua própria experiência de cada 100, só 10 ou 8 eram de possessão. Deus permite os sofrimentos e ataques do demônio em nossas vidas como parte de nossa purificação e aperfeiçoamento da virtude, como o caso de Jó, ou o de Tobias:“Porque foste agradável a Deus, foi necessário provar-te.” Não existe nenhum Santo na história da Igreja que não tenha padecido ataques do demônio por obsessão ou infestação no caminho da santidade. Santa Teresa dizia que “estava tão acostumada a ver demônios que lhe molestavam menos que as moscas.”

 

Que conseqüências costumam ter (relação com os suicídios por exemplo) e outros males?

Em certas ocasiões algumas pessoas que não crêem na existência de satanás, ao ver que têm pensamentos obsessivos que lhes põem em extrema ansiedade, imaginações obsessivas ou sentir algo em seu corpo que não podem explicar e que sai totalmente do normal, preferem pensar que estão se tornando loucos a aceitar a possibilidade de que existem os demônios e o mundo das trevas. Para esses a opção mais fácil e simples é a solução do suicídio, antes que viver como um “louco”. A ideia do suicídio simplesmente aparece como uma obsessão diabólica. O Pe. Gabriele Amorth nos disse que em várias ocasiões escutou os demônios dizerem durante os exorcismos: “Ah! que bom, quanta gente consegui convencer de suicidar!”

Não se sabe como tratar estes casos, que por suposto causam muitos outros males. Vemos gente totalmente drogada com medicamentos e que não podem ter uma vida normal porque ninguém crê na possibilidade de que a pessoa esteja sendo atacada pelo demônio. Famílias divididas e destruídas por causa de influências demoníacas, como invejas fora do normal, pessoas com obsessão de malícia sempre pensando mal dos que lhes rodeiam, que estão “maquinando contra eles”, que ninguém lhes quer, vêem ódio e más intenções por toda parte de uma maneira obsessiva. Tudo isto destrói a união, as amizades e as boas relações no trabalho.

Conte-nos da Ouija e outras práticas demoníacas e dos perigos que acarretam…

Toda superstição está proibida pela Igreja porque nos faz mal, nos põe em perigo e posteriormente é muito difícil sair disso. A ouija, o espiritismo, as cartas, o curandeirismo e outras magias têm trazido graves problemas e foi preciso realizar exorcismos ou orações em muitos casos. Não é prova de autenticidade o ouvir a voz do avô ou alguma pessoa falecida que nos dá uma “mensagem” por um Médium, já que os demônios têm a capacidade de saber coisas ocultas de nossas vidas e de nossos familiares vivos ou mortos. Têm inclusive a capacidade de saber imitar com perfeição a voz de defuntos e pessoas vivas. Tem havido também casos muito graves de possessão pela superstição aparentemente ingênua, com aparência de bem, de invocar as graças do céu com bailes, aplausos frenéticos, tremedeiras no chão em um suposto “descanso no Senhor”, imposição de mãos por qualquer tipo de pessoas que, sem saber os afetados, eram pessoas que ao mesmo tempo que vão à igreja e à Missa, praticavam Reiki, magia, curandeirismo, cartas e xamanismo.

Que influência tem o demônio na sociedade e na política?

Alguns têm comentado que aí onde se aprova o aborto por lei, ou alguma lei anticristã, há mais demônios presentes, e aos milhares, que em qualquer outro ato do maligno. Evidentemente, uma lei que legaliza e normaliza o mal permite muitos milhares de males para a sociedade. Há testemunhos de ex-bruxos que afirmam que o provocar abortos com toda premeditação e com a grande tecnologia que têm a sua disposição é tido como um ritual obrigatório para iniciar-se no satanismo.

Podia contar algum caso impactante que demonstre que o demônio existe?

Há o caso de um homem na França, que desde os 6 anos foi ensinado por sua avó a fazer magia negra. Não era cristão, chegou a ser um empresário muito rico. Aos 30 anos se converteu ao catolicismo e começou mais tarde a ter como que ardores ou queimaduras em seu estômago. Acreditava-se que era um câncer, mas depois de todo tipo de exames os médicos ficaram surpreendidos de não encontrar nenhuma patologia física e lhe disseram: “Seu caso não é para nós mas para um sacerdote.”  O caso foi confiado ao Padre Mateus de Besançon, um capuchino exorcista que tinha grande fama e vinham vê-lo de muitos países da Europa. Como bom teólogo e homem de prudência, enquanto escutou a história de sua vida lhe disse: “Não tenho nenhuma dúvida que em seu caso se trata claramente de uma possessão.”Um sinal muito claro era que cada vez que lhe davam a absolvição na confissão, a dor e o ardor de seu estômago desapareciam imediatamente.

Foram feitos ao menos 19 exorcismos e não sucedeu absolutamente nada. No exorcismo número 20 o homem entrou em coma, perdeu a consciência e atirado ao chão lhe saíam líquidos por várias partes de seu corpo simultaneamente. Tinha uma força sobre-humana, tiveram de chamar quatro guardas civis, o prefeito e o pároco “que não acreditava nessas tolices”. Os quatro guardas e o prefeito puseram-se sobre o corpo do afetado para tentar subjugá-lo e controlá-lo. Ao primeiro sinal da cruz o homem começou a elevar-se no ar, subir até quase tocar no teto da habitação com todos esses homens em cima, todos voando literalmente e movendo suas pernas que gesticulavam no ar enquanto gritavam ao Padre Mateus: “o que é que está acontecendo aqui!?”  O homem desceu lentamente com todos esses homens em cima até o chão. Terminou o exorcismo e se acreditou que já estava liberado, mas teve que continuar com exorcismos durante vários anos. Se fez uma Missa depois do exorcismo para dar graças. Os guardas, o prefeito e todo mundo se confessou e comungaram por causa do impacto do sucedido. O incrédulo pároco do povoado já não teve dúvidas de que os diabos eram reais…

Aqui se dão vários aspectos para nosso ensinamento. Se o Padre Mateus tivesse sido um exorcista sem experiência, sem teologia nem prudência, como há alguns; não tivesse tido a paciência de perseverar e seguir fazendo 20 exorcismos apesar de não ter passado nada de nada!  Há alguns exorcistas com pobre formação e pouca experiência que afirmam que se fazes um exorcismo e não passa nada isso quer dizer que não há nenhum problema e nem muito menos possessão… um desses exorcismos foi gravado e tornado público pela televisão da Suisse Romande, que se encontra em arquivo disponível com o nome de “Profession Exorciste”[1].

Existem então exorcistas, sem formação e experiência, que não cumprem com sua missão?

Por desgraça,na realidade da Igreja atual e no passado também se podem dar casos assim. Todo sacerdote pelo fato de sê-lo possui o poder de exorcizar, mas não todo sacerdote tem a formação ou a ciência requerida para isso. É também necessário ter o dom, já que muitos sacerdotes têm muito medo ou insegurança para exercer esse ministério. Alguns tentam substituí-lo com temeridade e presumindo que têm muita ‘valentia’, mas isso é muito perigoso já que para enfrentar a satanás se necessita humildade verdadeira e não só “uma permissão” que não supõe necessariamente a preparação e o dom. Há um testemunho único e muito impressionante na história da Igreja de São Gregório Magno, Padre da Igreja: “O único caso de possessão diabólica de um sacerdote que conheci, foi porque era um sacerdote soberbo.”  Por desgraça há alguns bispos que nomeiam exorcistas sem preocupar-se destes aspectos e isso tem tido como resultado graves erros e fieis escandalizados porque fizeram umas práticas de magia supersticiosa com eles e que nada têm a ver com o Ritual Romano para exorcismos. É verdade que o poder o temo sacerdote com permissão do bispo também e que terá sua força, mas se não se vigiam os outros aspectos requeridos ainda que tenha o poder se cometerão graves erros e alguns irreparáveis.

Falemos do modernismo na Igreja e as dificuldades que põem a seu trabalho…

O mesmo Padre Gabriele Amorth teve grandes dificuldades com os bispos e clero que não crê ou lhe custa aceitar ou que o diabo existe ou essas coisas dos exorcismos. Um amigo de uma diocese espanhola,que tem profunda formação na matéria e experiência, teve alguns casos que necessitavam provavelmente de exorcismos. Ele solicitou permissão ao seu bispo que lhe respondeu: “Sabes que não creio nessas tolices, por isso não me peças permissão que não a darei!”

O modernismo, denunciado pelo Papa São Pio X, como uma doutrina que já se infiltrou em muitos âmbitos da Igreja, não deixa possibilidade de defender-se nem atacar ao demônio com os meios que Jesus Cristo nos deixou nos sacramentais, já que o considera uma “realidade do passado” ou um símbolo do mal e não uma pessoa angélica que caiu no abismo voluntariamente.

Por que a Devoção à Santíssima Virgem é um grande remédio contra o demônio?

A Virgem Maria tem um papel importante nos exorcismos. Desde o Gênesis quando se promete a redenção a Adão e Eva se profetiza que Ela esmagará a cabeça de satanás. Isto o podemos ver já que nos exorcismos os demônios nunca podem pronunciar seu nome, sempre que se referem a Ela o fazem com medo e com um “ela”, “essa” o “esta”. Há toda uma lição da missão teológica da Virgem Maria para esmagar a cabeça de satanás que costumo expor, mas isso é um capítulo à parte dada sua extensão em matéria e tempo.

Evidentemente uma alma e uma família que reza sempre o Rosário dado pela Santíssima Virgem a São Domingos, é muito difícil que o demônio lhes possa tocar. Tenho visto casos de ataques diabólicos que se solucionaram sobre tudo pela força da recitação do Rosário. Não existe demônio que possa suportar uma família ou pessoa que tenha sempre esta devoção à Virgem Maria. A prática respeitosa dos dez mandamentos, os sacramentos, especialmente a Santa comunhão, a Missa e a freqüente confissão são a maior proteção contra as forças diabólicas. Quando os demônios querem perder ou possuir uma pessoa o primeiro que fazem é apartá-la dos sacramentos e da oração.

O senhor teve a graça de conhecer o Padre Amorth… Poderia fazer uma brevíssima descrição dele, de suas virtudes, seu exemplo e seu legado como exorcista?

Tive da benção de estar em contato com ele e com seus mais íntimos colaboradores até o momento de me despedir em seu funeral há apenas um mês. Era um homem antes de tudo de profunda oração, muito simples, muito direto e sem diplomacias para dizer a você o que tinha a lhe dizer, muito humano e próximo, mas ao mesmo tempo sempre enfocava tudo desde o ponto de vista sobrenatural. De uma personalidade muito forte e ao mesmo tempo fortemente paternal. Nos sentíamos como se estivéssemos falando com nosso próprio pai.Ainda ressoam suas palavras em meus ouvidos quando o recordo,pois ao ver-me me dizia sempre “Il mio figlio!” Tinha uma grande autoridade moral e isso lhe serviu para enfrentar-se a alguns bispos e superiores que não acreditavam ou desacreditavam de seu trabalho como exorcista. Todas estas qualidades o levaram a saber tocar adiante a Associação Internacional de Exorcistas e não haverá quem o substitua como exorcista e fundador com tais qualidades e virtudes.

O que mais me tem beneficiado dele tem sido sua fortaleza tão grande espiritualmente falando, sua experiência de anos na matéria, mas sobretudo essa segurança absoluta que transmitia e dava, tanto na doutrina como no momento de enfrentar o demônio com tanta serenidade e prumo ao mesmo tempo. Todas estas qualidades vividas durante anos a seu lado me dão muita segurança e principalmente proteção se se é fiel ao que ele te transmitiu.

 

NOTA: Qualquer pessoa que necessite ajuda e queira consultar algo com o sacerdote pode fazê-lo através de seu correio:edisanjo2016@gmail.com. Terá prazer em atendê-los.

Javier Navascués

[1]http://www.rts.ch/play/tv/temps-present/video/profession-exorciste?id=547698. Não há tradução ao português, entretanto, aos interessados no tema,ainda que não possuam conhecimento da língua francesa, aconselhamos sua assistência. (ndt)

1 dezembro, 2016

CNBB emite nota contra o aborto diante da decisão do STF.

Por CNBB – Os bispos conclamam as comunidades a se manifestarem publicamente em defesa da vida

Nesta quinta-feira, 01 de dezembro, a presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) apresenta nota oficial na qual reafirma a posição da Igreja de “defesa da integralidade, inviolabilidade e dignidade da vida humana, desde a sua concepção até a morte natural”.

Os bispos reafirmam também “incondicional posição em defesa da vida humana, condenando toda e qualquer tentativa de liberação e descriminalização da prática do aborto. Conclamamos nossas comunidades a rezarem e a se manifestarem publicamente em defesa da vida humana, desde a sua concepção”.

Leia a Nota:

NOTA DA CNBB EM DEFESA DA VIDA

“Propus a vida e a morte; escolhe, pois, a vida ” (cf. Dt. 30,19)

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, por meio de sua Presidência, manifesta sua posição em defesa da integralidade, inviolabilidade e dignidade da vida humana, desde a sua concepção até a morte natural (cf. Constituição Federal, art. 1°, III; 3°, IV e 5°, caput).

A CNBB respeita e defende a autonomia dos Poderes da República. Reconhece a importância fundamental que o Supremo Tribunal Federal (STF) desempenha na guarda da Constituição da República, particularmente no momento difícil que atravessa a nação brasileira. Discorda, contudo, da forma com que o aborto foi tratado num julgamento de Habeas Corpus, no STF.

Reafirmamos nossa incondicional posição em defesa da vida humana, condenando toda e qualquer tentativa de liberação e descriminalização da prática do aborto.

Conclamamos nossas comunidades a rezarem e a se manifestarem publicamente em defesa da vida humana, desde a sua concepção.

Nossa Senhora, Mãe de Jesus e nossa Mãe, interceda por nós, particularmente pelos nascituros.

Brasília, 1º de dezembro de 2016

Cardeal Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília-DF
Presidente da CNBB

Dom Murilo S. R. Krieger
Arcebispo de São Salvador-BA
Vice-Presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília-DF
Secretário-Geral da CNBB

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1 dezembro, 2016

À espera de um milagre.

Por FratresInUnum.com: Esperamos todo um dia, longo e inteiro dia, aguardando um comunicado, uma mísera nota da CNBB se indignando com a decisão abominável do STF da última terça-feira (29). Em vão.

No mesmíssimo dia, a CNBB foi ágil o bastante para lamentar a tragédia do vôo da Colômbia e manifestar seu “veemente repúdio à anistia do caixa dois”.

Abaixo, imagem do site da CNBB neste instante (1 de dezembro de 2016, às 8:04).

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30 novembro, 2016

Audiência com Dom Manuel Parrado Carral, bispo de São Miguel Paulista – trágico retrato da letargia (ou cumplicidade?) episcopal.

Por Daniel Gerreiro Cavalcante da Silva

Especial para FratresInUnum.com

Este é um relato de minha autoria, Daniel Guerreiro Cavalcante da Silva, a respeito da audiência com o bispo da Diocese de São Miguel Paulista, Dom Manuel Parrado Carral, para tratar dos posicionamentos, pronunciamentos e atitudes escandalosas que envolvem, principalmente, o padre Paulo Sérgio Bezerra, da paróquia de Nossa Senhora do Carmo. Faço uma breve narrativa de minhas impressões do encontro e, em caso de possíveis “escândalos” ou “radicalismos” que aqueles espíritos imbuídos de bom mocismo e do politicamente correto possam encontrar, esclarecer-se diretamente com a minha pessoa, sem envolver nenhum destes citados. Como o bispo não permitira o registro em áudio, nem em vídeo, narrarei os fatos através da memória e de aproximações em determinadas ocasiões, acima de tudo, buscando a maior fidelidade possível. Peço a Deus, a Nossa Senhora e a todos os Santos, para que nenhuma injustiça ou distorção se cometa neste relato.

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Pela primeira vez, no dia dezessete do mês de novembro do ano de dois mil e dezesseis do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo (17/11/2016), foi realizado um encontro com o bispo Dom Manuel da Diocese de São Miguel Paulista, para tratar das inúmeras denúncias, divulgadas, principalmente, através das mídias sociais, blogs e grupos católicos, sobre o caso dos sacerdotes-militantes de movimentos LGBT, causas socialistas-marxistas, envolvendo o padre Paulo Sérgio Bezerra e inúmeros outros militantes da esquerda. Inicialmente prevista para ocorrer às 15:00, a audiência iniciara por volta das 15:30, graças a alguns imprevistos no transporte público da cidade de São Paulo.

Compareceram o Prof. Hermes Rodrigues Nery, Coordenador do Movimento Legislação e Vida, Adriano Neiva, o próprio bispo e eu. Após uma breve apresentação a respeito de quem éramos e qual era nosso objetivo ali – ou seja, representar os inúmeros católicos perplexos com os abusos e heresias propagadas naquela Diocese e, através de uma petição, pedir o afastamento dos sacerdotes envolvidos -, Dom Manuel deixou claro que em hipótese alguma, substituiria ou afastaria o padre Paulo Sérgio Bezerra daquela paróquia ou que, publicaria um posicionamento ou nota de repúdio ao que acontecera. Segundo o bispo, o padre fora advertido e uma ocorrência fora enviada à Nunciatura. Nada mais.

Logo no início desta audiência, nosso colega Adriano Neiva fez a seguinte declaração, ao descrever o que vem acontecendo, não só nesta referida Diocese, mas em inúmeras outras: “Estamos aqui, para representar, todos os católicos que estão indignados com a corrupção – ou distorção, se não me falha a memória – da Sagrada Liturgia”. Mal havia terminado a frase, Dom Manuel respondera, em tom de reprovação: “Vamos tomar cuidado com esses termos!”. Ora, pergunto-me o que seria isto então, se não, realmente, uma corrupção e distorção da Liturgia? Padres que modificam folhetos da Santa Missa exaltando o homossexualismo, recriando orações, na justificava de combater as ofensivas “homofóbicas” dos congressistas conservadores e da sociedade “velhaca”. Leigos abençoando um Sacerdote. Rituais umbandistas dentro de igrejas. Abortistas, socialistas e Drag Queens subindo ao púlpito para tratar de questões condenadas pela própria Igreja [1]. O que seria isto então, Dom Manuel? O cumprimento exato da Liturgia?   

Durante dez minutos, Dom Manuel narrou a situação de sua Diocese, como quem pede por compreensão, contextualizando a situação, abordando a história de sua fundação, sendo uma Diocese fragmentada, em 1989, da atual Arquidiocese de São Paulo, em uma das regiões mais caóticas, pobres e “explosivas” da década de 1980-1990 na metrópole. Para Dom Manuel Carral, a Diocese de São Miguel Paulista é carente de uma identidade que, se encontra ainda em processo de formação. Além disso, ressaltou a longa atuação dos antigos seminaristas e sacerdotes, adeptos da Teologia da Libertação, “defensores das minorias” e de causas sociais que atuam na região há muito tempo. O Padre Paulo Sérgio Bezerra, por exemplo, é sacerdote há trinta e  cinco anos, tendo atuado trinta e quatro anos na mesma Paróquia de Nossa Senhora do Carmo, segundo o que consta em suas declarações dadas à uma reportagem do Terra Notícias [2], ou seja, atua nesta referida paróquia desde 1982.

A impressão que tive ao longo desta audiência foi a de certa isenção e, talvez, de justificação, se assim podemos dizer. Dom Manuel Carral disse ter trabalhado muitos anos com Dom Cláudio Hummes, a quem ele muito admira. Apesar de concordar que se tratava de um “absurdo”, referindo-se ao caso do Drag Queen realizar a homilia e levantar o Cálice com o Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo durante a consagração, chamando a atitude do Padre Paulo Sérgio Bezerra de “extrema” ou “radical”, Dom Manuel não pareceu constranger-se com o fato de Marilena Chauí ter recebido uma homenagem dos jovens em plena Santa Missa, comungado com as próprias mãos e por ser, assumidamente, militante socialista, abortista e defensora de ideologias anticristãs ou, por acaso, esta última não dissera que, os defensores da família não passam de “bestas”? [3] Pelo contrário, Dom Manuel procurou logo encerrar este questionamento através de uma simples resposta: “Não há problema algum com a presença de Marilena Chauí, ademais, ela é católica praticante e frequenta a Missa dominical em seu bairro, o Jardins”. Pergunto-me de onde viera esta informação. Seria da própria Marilena Chauí ao tentar convencer o bispo de sua “catolicidade” e de sua recentíssima conversão, anunciada somente ao Reverendíssimo bispo? Ou seria através de uma informação fornecida pelo próprio Padre Paulo Sérgio Bezerra que, segundo afirmações em um vídeo documentado do YouTube, fora convocado a dar explicações sobre a presença de determinados líderes de esquerda, como Guilherme Boulos do MTST, Chico Alencar do PSOL e a própria Chauí? [4]

Apesar de ter permanecido em silêncio durante quase toda a audiência, enquanto o Prof. Hermes Rodrigues Nery, Adriano Neiva e o bispo abordavam estas questões, cheguei a uma conclusão: não é verdade quando Dom Manuel afirma a respeito da “falta de identidade desta Diocese”, mesmo sendo relativamente nova se comparada a outras. Pelo contrário, este mesmo afirmara que, talvez, São Miguel Paulista fosse uma das dioceses mais difíceis de se trabalhar em todo o país. Ora, não seria isto uma identidade? Ademais, em que consiste esta dificuldade? Na profunda ideologização dos sacerdotes que deveriam ser os pastores da Igreja, mas que tratam da Missa e das paróquias como um palco e instrumento de propaganda socialista, frankfurtiana, gramsciana e de outras inúmeras doutrinas anárquicas e anticristãs? A má formação dos católicos que, induzidos ao erro e ao persistirem no pecado, apenas aprofundam e propagam este, como se não tratasse de um pecado? Ou seria a própria pobreza da região em si? Por fim, creio que, nenhum destes questionamentos – ou afirmações, se preferirem -, se sustentam. Em primeiro lugar, parece que há sim uma identidade na Diocese, pois, muitos têm o conhecimento de que se trata de um dos maiores redutos da Teologia da Libertação, se não do Brasil, pelo menos em São Paulo. Não seria isto uma identidade, criada pelos sacerdotes da Diocese e propagada ao longo de todos esses anos?

Bastam alguns minutos de reflexão para desmantelar estas hipóteses. Partiremos por partes:

1) Se o problema consiste nas ideologias anticristãs, condenadas pela Igreja, como o comunismo, o feminismo, o gayzismo, o abortismo e o relativismo, não bastaria um pronunciamento e censura do bispo para que os problemas cessassem? Por ora, Dom Manuel não parece disposto a agir desta forma. Após questionarmos os posicionamentos do padre Paulo Sérgio Bezerra, o bispo dissera que, apesar da “radicalização nestes últimos anos, o padre tem seus méritos”. Após recitar seu “belíssimo” currículo, como se suas boas ações justificassem as doutrinas anticristãs que este vem propagado, o padre Bezerra, segundo o bispo, teria sido responsável pelo auxílio e assistência das comunidades carentes em Itaquera, pela compra de um terreno para os mais necessitados, além dos mais de trinta anos de atuação na região, fato que resultou em uma espécie de enraizamento paroquial. Tirá-lo de lá, nas palavras de Dom Carral, não resolveria em nada o problema, pois, além de possíveis descontentamentos, dos paroquianos e da comunidade, da carência de outros sacerdotes para a reposição, a situação persistiria para onde quer que o padre Bezerra fosse transferido.

Sendo assim, podemos concluir o seguinte: Dom Manuel não pode controlar um padre dentro de sua própria Diocese. Seria como se o bispo estivesse refém do pároco de Nossa Senhora do Carmo, uma vez que este último, não teme ser punido pelo Sumo Pontífice, quanto mais por seu bispo responsável. Duvidam disto? Basta reler o que o próprio padre Bezerra dissera em uma entrevista publicada no Estadão, no Globo e na Folha: “São poucos os padres com coragem de tocar nesses assuntos. Sempre fui assim, mas, com esse papa, sinto mais tranquilidade de que não serei punido.” [5]

Leram bem? O padre Paulo Sérgio Bezerra disse com todas as palavras que, “SEMPRE FOI ASSIM”, contrariando o que Dom Manuel dissera sobre sua “radicalização nestes últimos anos” e que, sente tranquilidade de que NÃO SERÁ PUNIDO. Mais uma vez afirmo, se este sacerdote não teme ser punido pelo Papa, por que temeria ser punido por seu bispo que, nem ao menos o repreende publicamente, uma vez que estas “radicalizações recentes” têm ocorrido desde 2008. Sim, foram inúmeras as denúncias divulgadas por blogs e páginas católicas, destacando-se o Fratres in Unum.

2) Jamais questionamos as ações caridosas do padre Paulo Sérgio Bezerra, mas, enumerar seus méritos, não justifica a destruição e deturpação da Fé Católica que este tem causado. Se a evasão de católicos é crescente, principalmente na Zona Leste de São Paulo e se os que permanecem são mal formados, de quem seria a culpa, então? Das igrejas protestantes pentecostais? Ou dos próprios padres que, descumprem seus papéis de pastores da Igreja e que já não mais falam dos Milagres, da Vida dos Santos e alteram o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, acrescentando um teor marxista, materialista, repleto de referências à “justiça social”? O Padre Paulo Sérgio Bezerra jamais abrirá mão de seus posicionamentos, ele não teme nada.

3) Creio que a suposta “pobreza” da região não justifique a propagação da Teologia da Libertação nesta Diocese. Se fosse assim, as regiões mais pobres do Brasil e do mundo, seriam as mais infectadas. Partindo deste princípio, o Vale do Ribeira, região mais pobre do Estado de São Paulo, seria o exportador de “padres” marxistas e, o Maranhão, considerado o mais pobre dos estados da federação, já estaria em condições cismáticas. Não tenho medo de afirmar que a culpa é dos próprios padres e bispos que permitiram a propagação desta ideologia anticristã pelo Brasil afora. Segundo Dom Manuel, são cinco o número de padres que comungam dos mesmos ideais do padre Bezerra em sua Diocese, porém, Eduardo Brasileiro, um dos militantes da causa gayzista de São Miguel Paulista, afirmou que, já são em número de QUINZE, as paróquias da Diocese que partilham destes ideais. [6]

Além disso, o bispo Dom Manuel afirmou que vivíamos em uma “época de extremos”. De um lado, tínhamos estas posturas “demasiado ideológicas” e de outro, posturas “ultraconservadoras”, como se ambas fossem equiparáveis. E querem saber que o bispo chamava de “ultraconservadorismo”? O uso de véus nas igrejas e aqueles que utilizavam correntes e cadeias em seus braços, como escravos de Nossa Senhora. Pois é, escrever um manifesto “apologético-teológico” em defesa do homossexualismo, como aquele que o padre Bezerra escrevera, intitulado “catolicismo e homoafetividade” [7],  é equivalente ao uso de véus durante a Santa Missa. Defender o socialismo, o homossexualismo e sexo livre é mesma coisa que considerar-se escravo de Nossa Senhora. “Ultraconservadores” e os “defensores de minorias” são ambos extremistas para Dom Manuel.  

O Prof. Hermes Nery requereu de Dom Manuel Carral um posicionamento, o afastamento do padre, uma nota, uma atitude firme em relação a isto. O bispo respondera dizendo que as coisas estão muito difíceis na atualidade, que espera logo se aposentar e dissera que muitos padres não querem nem mesmo tornarem-se bispos diante desta realidade. O Prof. Hermes Nery respondeu dizendo que sempre a Igreja Católica, ao longo da história, foi firme no combate às heresias e na defesa da Sã Doutrina, vicejou com grande força e esplendor. Ao que Dom Carral disse: “A Igreja não tem mais força no mundo”. O Prof. Hermes Nery respondera, com ênfase: “Mas Cristo tem força, sim. Ele venceu o mundo”. O bispo então repetiu, afirmando: “Sim, é verdade. Cristo tem força.”

Ao final da audiência, após afirmar inúmeras vezes que as redes sociais estavam tornando a vida das pessoas “um inferno”, Dom Manuel disse-nos que se reproduzíssemos a carta que lhe encaminhamos, na Internet, estaríamos “colocando lenha na fogueira” e “difamando a Igreja”. O bispo afirmou inúmeras vezes que não temia ser punido pelo Santo Padre, pois dedicara toda a sua vida fielmente a Igreja e que estava de “consciência limpa”. Apesar de afirmar que não temia as redes sociais e a Internet, estou longe de crer nisto. Pelo contrário, acho que, publicar a carta e este relato é um dever de todos aqueles que amam a Santa Igreja Católica Apostólica Romana.

O que o Reverendíssimo bispo Dom Manuel Parrado Carral fará para pôr fim a estas heresias? Permanecerá em silêncio, justificará e exaltará as ações caridosas dos sacerdotes do marxismo? Ou condenará publicamente estes abusos e distorções da Verdadeira Fé?

Que Nosso Senhor Jesus Cristo e Nossa Senhora tenham misericórdia de nós.

FONTES:

[1] – http://oglobo.globo.com/sociedade/religiao/folheto-de-igreja-catolica-pede-enfrentamento-ofensiva-homofobica-16540048

[2] – https://noticias.terra.com.br/brasil/padre-de-itaquera-ataca-ofensiva-homofobica-e-uma-velhacaria,7c4ca9c116c02a979d05ff8f05105ea3nsk0RCRD.html

[3] – http://jovempan.uol.com.br/programas/radioatividade/marilena-chaui-afirma-que-quem-defende-familia-e-uma-besta.html

[4] – https://www.youtube.com/watch?v=aGyA4fWtfHU

[5] – http://sao-paulo.estadao.com.br/noticias/geral,igreja-tem-prece-contra-ofensiva-homofobica-,1712942

[6] – https://www.youtube.com/watch?v=R6YoMBg22jA&t=37s

[7] – https://teologialibertacao.wordpress.com/2015/04/13/catolicismo-e-homoafetividade-ensaio-de-aspiracoes-intuitivas-parte-i/

https://teologialibertacao.wordpress.com/2015/04/16/catolicismo-e-homoafetividade-parte-ii/

29 novembro, 2016

Sua Santidade se recusa a responder.

Por , The New York Times, 26 de novembro de 2016 | Tradução: FratresInUnum.com: “Isso não é normal” – assim dizem os críticos de Donald Trump, enquanto ele se prepara para assumir a presidência. Mas, a República Americana é apenas a segunda mais antiga instituição que está enfrentando uma situação distinta e incomum no momento. O lugar de honra vai para a Igreja Católica Romana, que, com menos alarde (talvez porque o papado não tem um arsenal nuclear) também entrou em terra incógnita.

Há duas semanas, quatro cardeais publicaram o chamado dubia – um conjunto de perguntas, endereçadas ao Papa Francisco, pedindo que ele esclareça pontos de sua exortação apostólica sobre a família “Amoris Laetitia”.  Em particular, eles pediram-lhe para esclarecer se a proibição da Igreja em relação à comunhão para católicos divorciados em novos (e, aos olhos da igreja, adúlteros) casamentos civis continua, ou se a tradicional oposição da Igreja à situação ética se “desenvolveu” a ponto de cair no obsoleto.

O dubia começa como uma carta privada, como é habitual em tais pedidos de clareza doutrinal. Francisco não ofereceu nenhuma resposta. Mas, tornou-se pública pouco antes do consistório da semana passada em Roma, quando o Papa se reúne com o colégio cardinalício e apresenta os membros recém-elevados ao cardinalato. O Papa continuou a ignorá-la, mas tomou o passo incomum de cancelar a reunião geral com os cardeais (não poucos deles são silenciosos partidários dos quatro cardeais).

Francisco cancelou porque o dubia tinha deixado-o “fervendo de raiva”, como foi alegado. “Isso não era verdade”, escreveu no twitter seu colaborador próximo, o padre jesuíta Antonio Spadaro, pouco depois de responder aos críticos, comparando-os com o personagem de J.R.R. Tolkien, Grima Wormtongue, num tweet que ele logo em seguida apagou rosnando sua recusa de “trocar palavras distorcidas com um verme estúpido”.

Enquanto isso, um daqueles quatro autores do dubia, o combativo e tradicionalista Cardeal Raymond Burke, deu uma entrevista sugerindo que o silêncio papal pode exigir um “ato formal de correção” por parte dos cardeais – algo sem óbvios precedentes na história Católica (Papas já foram condenados por flertar com heresia, mas só depois de suas mortes). Essa foi uma linguagem forte; mas ainda mais forte foi a resposta do cabeça dos bispos católicos da Grécia, que acusou os autores do dubia de “heresia” e, possivelmente, “apostasia” por terem questionado o papa.

Enquanto isso, ele próprio continua em silêncio. Ou melhor, continuou sua prática de dar entrevistas e sermões lamentando a rigidez, farisaísmo e possíveis problemas psicológicos entre os seus críticos – mas continua se recusando a tomar uma atitude direta de responder às perguntas.

Não que haja qualquer dúvida real sobre onde o pontífice se situa. Durante um período de debate vigoroso entre 2014 e 2015, ele advogou persistentemente uma abertura à comunhão sacramental para pelo menos alguns católicos recasados sem a concessão da nulidade. Mas a resistência conservadora correu forte o suficiente para que o papa parecesse se sentir constrangido. Assim, ele produziu um documento, que ainda carece de esclarecimentos, a “Amoris Laetitia”, onde essencialmente tentou passar por cima da controvérsia, deixando implícitos os vários modos em  que a comunhão pode ser dada caso a caso, mas nunca dizendo isso diretamente.

Esta falta de objetividade é importante, porque dentro do Catolicismo as palavras formais do Papa, suas encíclicas e exortações, têm um peso que sinaliza e implicações que são carentes nas cartas pessoais. Elas são o que se supõe para exigir obediência, o que se supõe ser sobrenaturalmente preservado do erro.

Dessa forma, evitar clareza parece ter a intenção de se evitar um comprometimento. Os liberais então tem permissão pra deslizar para as experimentações, enquanto os conservadores preservam a letra da lei e os bispos do mundo ficam com a tarefa de escolher essencialmente seu próprio ensino sobre o casamento, o adultério e os sacramentos – que na verdade, foi o que muitos fizeram no ano passado, os de inclinação conservadora na Filadélfia e na Polônia, os liberais em Chicago, na Alemanha ou na Argentina, com inevitáveis atritos entre prelados que seguem diferentes interpretações da “Amoris Laetitia”.

Mas o estranho espetáculo em torno do dubia é um lembrete de que isso não pode ser uma solução permanente. A lógica do “Roma falou, o caso está encerrado” está profundamente enraizada nas estruturas do Catolicismo para permitir qualquer outra coisa, senão uma descentralização doutrinária temporária. Enquanto o Papa continuar a ser o Papa, qualquer grande controvérsia inevitavelmente vai subir de volta para o Vaticano.

Francisco deve estar ciente disso. Por enquanto, ele parece estar escolhendo a menor crise, que são bispos rivais e ensinos confusos sobre a maior crise que ainda está por vir (embora quem pode dizer com certeza?) se ele decidir presentear os conservadores da Igreja com suas próprias respostas pessoais para o dubia e simplesmente exigir que eles se submetam. Submissão ou cisma acontecerão eventualmente, é o que ele pode pensar – mas não até que o tempo e a operação do Espírito Santo tenha enfraquecido a posição dos seus críticos na Igreja.

Mas nesse meio tempo, seu silêncio está tendo o efeito de confirmar os conservadores em sua resistência, porque para eles parece que sua recusa em dar respostas definitivas poderia ser por si só obra da Providência. Ou seja, ele pode até achar que está sendo maquiavélico e estratégico, mas na verdade é o Espírito Santo impedindo-o de ensinar o erro.

Esta é uma hipótese teológica rara que pode ser facilmente refutada. O Papa precisa apenas exercer a sua autoridade, responder a seus críticos, e dizer aos fiéis explicitamente o que ele quer que eles acreditem.

Mas até que ele resolva falar, a hipótese está aberta.

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28 novembro, 2016

Católicos pedem a Bispo afastamento de Padre da Diocese de São Miguel Paulista.

Íntegra da carta entregue pessoalmente a Dom Manuel Parrado Carral, bispo diocesano de São Miguel Paulista, SP.

São Paulo, 16 de novembro de 2016

Reverendíssimo Sr.
Dom Manuel Parrado Carral
DD. Bispo da Diocese de São Miguel Paulista

Nós, fiéis católicos, estamos perplexos com as atividades, pronunciamentos e posicionamentos escandalosos que ocorreram na Diocese de São Miguel Paulista, mais precisamente, nas paróquias de Santa Ana que, ao final da Santa Missa (Itaquera), permitiu-se que um Drag Queen subisse ao altar em nome da “comemoração ao dia internacional da Drag Queen”; em Nossa Senhora do Carmo. Tal ato foi promovido e incentivado pelo próprio pároco, o padre Paulo Sérgio Bezerra, no Santuário Nossa Senhora da Paz, e também pelo padre Dimas Martins Carvalho.

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Fiéis se reúnem com bispo de São Miguel Paulista, SP.

A seguir, destacaremos alguns dos fatos promovidos pelos sacerdotes que violam o Magistério da Santa Igreja e a Santa Fé Católica:

1) Ritual pagão-umbandista durante a Santa Missa, promovido pelos padres Paulo Sérgio Bezerra e Dimas Martins Carvalho [1].

2) Promoção do gayzismo e incentivo à militância LGBT aos fiéis da paróquia Nossa Senhora do Carmo. O padre Paulo Sérgio Bezerra permitira que os jovens levassem cartazes “anti-homofóbicos” para a Santa Missa; permitira ainda que um Drag Queen assumido distribua o Corpo de Cristo, e que realize a homilia, tudo ao som de Paula e Bebeto. Chama os defensores da família e os congressistas conservadores de “homofóbicos, retrógrados, velhacos e reacionários”; utiliza os jovens como massa de manobra para a promoção de sua agenda gay; modificou um folheto da Santa Missa com mensagens pró-gayzismo e com ataques diretos aos defensores da Santa Igreja e da Sã Doutrina – apar entemente, o panfleto fora desenvolvido por outro sacerdote da mesma diocese, o jesuíta Luís Lima –, portanto, utilizou a Santa Missa para promover diversas ideologias anti-cristãs, como o comunismo, a ideologia de gênero e a militância gay [2].

3) O referido pároco é adepto da Teologia da Libertação, do comunismo e do PT. Convocara o deputado Chico Alencar (PSOL), Guilherme Boulos (líder do MTST) e a filósofa assumidamente atéia, abortista e petista, Marilena Chauí, para palestrarem durante a Santa Missa, discursou em meio à uma multidão no movimento “Fora Temer” e “Contra o Golpe” em São Paulo [3].

4) Além da própria promoção do “dia internacional da Drag Queen”, os administradores da página oficial da Paróquia Sant’Ana de Itaquera, postaram a seguinte mensagem: “Em comemoração ao Dia Internacional da Drag Queen, nossa Paróquia recebeu nossa grande paroquiana Dindry Buck em celebração do novenário de nossa Padroeira. Foi um momento de muita alegria para nossos paroquianos que amam e respeitam o trabalho que Dindry Buck faz em nossa Paróquia. Dindry falou sobre a importância de lembrar esse dia e a sua missão de levar a alegria para o mundo” [4].

5) O padre Paulo Sérgio Bezerra permitiu que, Marilena Chauí, inimiga assumida da Igreja, da família e da Fé, comungasse com as próprias mãos e recebesse uma homenagem ideológica em plena Missa [5].

6) O padre Paulo Sérgio Bezerra tem conhecimento de suas atitudes, das induções ao erro e da violação à Tradição da Santa Igreja Católica, porém, não teme ser punido pelas autoridades eclesiásticas e nem mesmo, pelo próprio Papa: “Sempre fui assim, mas, com esse papa, sinto mais tranquilidade de que não serei punido” [6].

Não restam dúvidas de que este padre está a serviço da corrosão da Sã Doutrina Católica, da Santa Igreja. Além de induzir seus fiéis ao erro, propagar falsas doutrinas que contradizem a Sã Doutrina Católica e não temer represálias da hierarquia da Igreja Católica Apostólica Romana.

Nós, fiéis católicos, pedimos encarecidamente que Vossa Revendíssima autoridade episcopal, Bispo da Diocese de São Miguel Paulista, Dom Manuel Parrado Carral, que afaste os párocos e lideranças envolvidas nestas profanações da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Gratos pela fidelidade à sua missão como pastor da Igreja, no zelo da sã doutrina católica.

Daniel Guerreiro Cavalcante 

Prof. Hermes Rodrigues Nery

Coordenador do Movimento Legislação e Vida

Adriano Neiva

Fontes: