17 junho, 2018

Foto da semana.

Assustadora enchente em Lourdes nos ensina que perto de Nossa Senhora não há nada a temer

Por Luis Dufaur – Lourdes e Suas Aparições, 13 de junho de 2018

 

A Gruta de Lourdes amanheceu hoje, 13 de junho 2018, invadida por até um metro de água.

O rio de Pau – conhecido como ‘Gave’ – desbordou superando o muro canalizador e alagou toda a Gruta e a área diante dela.

A correnteza foi muito forte e até assustadora. A cidade e localidades vizinhas também sofrem os danos.

Um esquema de segurança concebido em função de inundações de anos anteriores, como a de junho de 2013, começou a ser instalado na calada da noite, pois a invasão das águas já se vinha vir.

A ocorrência não é nova. Até está previsto acontecer com certa regularidade. E a atual começou a tomar dimensão na segunda-feira quando o nível do Gave começou a subir brutalmente segundo registrou o site Franceinfo.tv. 

A própria Gruta teria sido escavada no morro precisamente por fenômenos como este acontecidos ao longo dos séculos especialmente na época das fortes chuvas de primavera nos Pirineus.

Nesses momentos, o rio Gave engrossa perigosamente.

A atual invasão das águas, entretanto, é bem menor que a de 2013. Nesse ano a imagem de Nossa Senhora que fica no alto da gruta de Massabielle chegou a ter a água quase nos pés.

De momento a Gruta está inacessível para os peregrinos. Tampouco podem funcionar as piscinas e as fontes de água de Lourdes.

Neste dia 13 pelo meio-dia o nível atingia 2 metros 60 cm de altura e poderia chegar até 2,80m.

Por volta das 3 horas da madrugada de hoje foram instaladas defesas protetoras previstas para a eventualidade.

Elas protegem a gruta e a fonte de troncos e outros objetos que podem chegar boiando arrastados pela violência das águas e poderiam produzir algum estrago e da acumulação de lama.

Segundo a Prefeitura, “foi registrada em 24 horas uma acumulação de chuvas equivalentes a um mês inteiro”.

Em Lourdes, “a enchente está circunscrita à área da Gruta” informou o Santuário em comunicado reproduzido pelo grande jornal regional “Ouest France”. 

A área alagada inclui as torneiras de água, piscinas e capelas próximas. O acesso foi vedado. Os atos de piedade nessa parte do santuário foram suspensos. Mas não nas basílicas superiores.

O crucifixo da Gruta foi transferido transitoriamente para a basílica de Nossa-Senhora do Rosário por segurança, informou o jornal regional “La Dépêche du Midi”. 

Aguardava-se um aumento do nível da correnteza, antes de diminuir o volume d’água.

Outras medidas de segurança em torno de casas, hotéis, estacionamentos e instalações para romeiros em Lourdes e cidades vizinhas foram adotadas pelas autoridades e tudo parece sob controle.

Nossa Senhora permite esses desastres naturais para mostrar que Ela está muito por cima das forças que preocupam aos homens.

Para a Rainha do Céu e da Terra, todos os elementos revoltados não são nada.
Foto do alagamento de 2013

Afinal, para quem faz milagres para milhares – senão, milhões – o que é que é um rio furioso? Não é nada para Ela que é a Onipotência Suplicante.

Aliás, Ela foi escolher como local da aparição um local em alguma medida perigoso. Bastava escolher um ponto um pouquinho mais elevado no morro onde está a Gruta para fugir de toda preocupação.

Mas, a Imaculada Conceição que está sempre esmagando a cabeça da serpente, e a pior serpente que há que é o demônio, não teme os elementos e os inimigos naturais ou preternaturais.

Ela é a Rainha do Céu e da Terra e os elementos lhe obedecem.

O aspecto assustador das águas correndo a grande velocidade pela Gruta e a placidez da imagem de Nossa Senhora de Lourdes no alto dela, nos ajuda a compreender o poder incomensurável da Mãe de Deus.

E reforça nossa certeza de que junto a Ela nada devemos temer.

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16 junho, 2018

Coluna do Padre Élcio: O Trabalho Frutuoso e Não Frutuoso.

Por Padre Élcio Murucci – FratresInUnum.com, 16 de junho de 2018

EVANGELHO DO 4º DOMINGO DEPOIS DE PENTECOSTES

S. Lucas V, 1-14

Os Apóstolos tinham passado a noite em esforços inúteis. Trabalharam ininterruptamente a noite toda e, não obstante, não apanharam um peixe sequer.

Caríssimos, donde vinha esta esterilidade estranha em homens hábeis na pesca e para ela possuidores de todos os recursos? Ah! é que eles tinham confiado só em si mesmos, em seu número, em suas forças, em sua arte e na sua experiência. Só pensaram nas circunstâncias favoráveis: a noite, as trevas, o silêncio. E Deus tinha querido dar-lhes uma lição e lhes ensinar que o homem, sem Deus, não pode nada, sobretudo nas coisas espirituais, das quais esta pesca material era a imagem. Jesus não estava com os Apóstolos e assim seus esforços tinham sido vãos. Mas Jesus vem a eles e tudo muda imediatamente de feição. Manda que se dirijam para o alto mar e que lancem as redes. Nesta altura, as circunstâncias são menos favoráveis: já é pleno dia; uma multidão cobre as margens e, naturalmente, faz grande alarido. Não importa: a pesca é tão abundante que as redes se rompem pela quantidade de peixes; as duas barcas ficam super repletas de peixes, o que as faz quase afundar. É que agora os Apóstolos não estavam sós, mas Jesus estava com eles. A verdade é que, sem Jesus nada podemos de bom.

Esta pesca miraculosa era a imagem de uma pesca mais miraculosa ainda que deveriam fazer os apóstolos numa ordem de coisas mais elevada: “Ide ao alto mar e lançai as vossas redes para a pesca”. Obedientes a esta ordem, os apóstolos, tornados pescadores de homens, lançarão suas redes, não mais sobre as margens solitárias e ignotas, mas nos altos mares do mundo, nas cidades as mais brilhantes, as mais civilizadas, as mais populosas: Atenas, Antioquia, Éfeso, Alexandria, Roma. Como prometera, Jesus estará sempre com eles: “Eis que estou convosco”. E assim os povos virão em multidão se lançar nas redes da palavra de Deus e submeter-se-ão à Verdade que eles ensinam. Em sua primeira pregação, S. Pedro converterá três mil almas e, na segunda, cinco mil. Em breve, a Igreja não terá mais espaço para conter os neo-convertidos; ela deverá expandir suas tendas. A multidão de seus filhos constituirá uma super carga e até um perigo; suas redes se romperão, e sua barca estará prestes a soçobrar. As heresias, os cismas serão a consequência funesta, mas necessária, de alguma maneira, de sua fecundidade maravilhosa, que se tornará para ela uma fonte de dor, como profetizou Isaías: “Multiplicaste a gente e não aumentaste a alegria” (Isaías IX, 3). Mas acrescenta logo após o profeta: “Um menino nasceu para nós, um filho nos foi dado e foi posto o principado sobre o seu ombro… o seu império se estenderá cada vez mais e a paz não terá fim; sentar-se-á sobre o trono de Davi e sobre o seu reino, para o firmar e fortalecer pelo direito e pela justiça, desde agora e para sempre” (Is. IX, 6 e 7). O mesmo Jesus compara a
Sua Igreja à uma rede que colhe toda espécie de peixes, bons e maus, mas depois recolhe só os bons e lança fora os ruins.

Caríssimos, se quisermos, também os leigos, que nossas ações e trabalhos sejam úteis para a vida eterna, é mister que trabalhemos com Jesus Cristo; com a luz de sua graça e não na noite tenebrosa do pecado.

O meio mais acessível de santificação é tudo fazermos à luz de Deus, com Jesus, por Jesus e em Jesus, porque, unidos a Ele, todas as nossas ações serão frutuosas, meritórias.

O que é trabalhar sem Jesus?

•       É trabalhar sem a graça, sem a verdadeira luz, em cegueira espiritual, em estado de pecado mortal, sob o império de determinadas paixões. Ai! quantos cristãos trabalham assim infrutuosamente, consumindo a vida no pecado.
•       É trabalhar para o mundo, pela terra. São aqueles que se extenuam e sofrem mil cuidados para adquirir riquezas ou honras. E tudo isto é vaidade e aflição de espírito. “Que adianta ao homem, disse Jesus, ganhar o mundo todo, se vier a perder a sua alma?” E contudo é esta a vida da maioria dos homens, mesmo de cristãos!
•       É trabalhar sem pureza de intenção, conforme a nossa própria vontade, sem procurar, nem a glória, nem a vontade divinas. O que assim se faz é sem mérito e sem fruto. Ai! e são muitos os que assim trabalham com prejuízo total, mesmo entre as pessoas religiosas, porque se age por leviandade, por rotina e com negligência.

Como se trabalha com Jesus?

•       Conservando sempre o estado de graça, vivendo na amizade de Jesus, para que ainda as menores das nossas ações sejam santas: “Aquele que me segue, disse Jesus, não anda nas trevas”.
•       Nada fazendo senão conforme a vontade de Deus, na ordem por Ele estabelecida: “A pessoa obediente cantará vitória” (Prov. XXI, 28).
•       Não perdendo jamais de vista, em todas as nossas ações, a santa presença de Deus. Disse Deus a Abraão: “Anda na minha presença e serás perfeito” (Gen. XVI, 1).
•       Executando todas as coisas só por amor de Deus e para Sua glória e referindo-Lhe tudo: “Quer comais, quer bebais, quer façais qualquer outra coisa, fazei tudo para glória de Deus” (1 Cor. X, 31).
•       Conservando-se sempre, e em tudo, em união com Nosso Senhor. Sem Nosso Senhor Jesus Cristo não podemos fazer nada de bom: “Sem mim, disse Jesus, nada podeis fazer”. Com Ele, porém, tudo é abençoado!

Terminemos ouvindo Santa Teresinha do Menino Jesus: “Senhor, Vós o vedes, caio em tantas fraquezas, mas não me admiro… Entro dentro de mim e digo: estou ainda no mesmo ponto que antes! Mas digo isto com uma grande paz e sem tristeza, porque sei que conheceis perfeitamente a fragilidade da nossa natureza e estais sempre pronto a socorrer-nos. Portanto, de que poderei ter medo? Apenas me vedes convencida do meu nada, ó Senhor, logo me estendeis a mão; mas se eu quisesse fazer alguma coisa de grande, mesmo sob o pretexto de zelo, imediatamente me deixaríeis só. Basta, pois, que me humilhe e suporte de boa vontade as minhas imperfeições; é nisto que consiste para mim a verdadeira santidade”. Amém!

13 junho, 2018

FratresInUnum.com, 10 anos.

O Fratres hoje completa 10 anos de existência. Uma década de muitas lutas, grandes vitórias, muitas tristezas, mas sempre esperando que “Por fim, o Meu Imaculado Coração triunfará”.

 

No que o blog lhe foi útil nesses dez anos? Qual post foi mais marcante? E no que podemos melhorar ou nos corrigir?

Contamos com a oração de todos para que possamos prosseguir com nosso trabalho, apenas enquanto for útil à Santa Igreja.

Santo Antônio, martelo dos hereges, rogai por nós!

São João Fisher, mártir do  sacramento do matrimônio e padroeiro do Fratres, rogai por nós!

 

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11 junho, 2018

“Uma Igreja pobre, para os pobres”?… O Vaticano de Bergoglio à serviço da elite globalista

Papa beijando a mão

Em sua viagem a Israel em 2014, Papa Francisco beijou as mãos de sobreviventes da II Guerra Mundial[

FratresInUnum – 11 de junho de 2018 – Governo das sombras, o clube Bilderberg reúne a elite dos mais ricos entre os ricos, aquela elite que, através da economia, pretende determinar os destinos de todas as nações do mundo.

A reunião é secreta. Não podem comparecer senão os estritamente convidados, que não podem aceder ao local com transporte próprio, nem com escolta, nem portar celulares ou outros instrumentos de comunicação. Aceitar o convite implica no compromisso de não comentar as deliberações e participar de todas as seções de discussão.

Entre os convidados, o Cardeal Parolin, secretário de Estado de Bergoglio, que decerto não terá comparecido ao evento a despeito de seu superior, antes, o fez seguramente em seu nome e como seu representante.

Não se trata de um lapso. Este pontificado rendeu-se completamente à agenda globalista, cujos escopos éticos são muito bem atingidos pela omissão deliberada da Santa Sé em combater decididamente o aborto e o casamento gay, e, sobretudo, na fixação obsessiva do papa argentino em temas como “a ecologia” e “os imigrantes”, que já lhe renderam inclusive um déficit de popularidade na Itália e em toda a Europa.

Blindado pela mídia mundial, paparicado pelos anti-papistas de todos os tempos, Bergoglio goza do favor da elite globalista. E com razão! Este é o papa que eles sempre quiseram e, talvez, o papa que eles mesmos ajudaram a construir. É bastante razoável, aliás, que já se esteja acertando a sucessão, visto que Parolin figura para o próximo conclave numa avantajada pole position.

Quem imaginaria que chegaríamos a tamanho absurdo? Nunca a Igreja prostrou-se de modo tão subserviente ante a elite capitalista como agora, em que se apresenta como a Igreja dos pobres. Bergoglio não é Francisco, mesmo! E o seu pauperismo é apenas uma farsa, pura propaganda, assim como a sua misericórdia, que serve apenas para difundir a agenda liberal e a imoralidade por todos os lados, enquanto persegue impiedosamente todos aqueles que não lhe são subservientes.

Um detalhe, porém, é bastante intrigante em todo este episódio: por que, justamente agora, o Vaticano resolveu publicamente assumir relações com o clube Bilderberg? A situação, de fato, é pouco confortável para a Santa Sé, pois, em outras palavras, a máscara caiu!

Tecer conjecturas a respeito pode ser bastante temerário. O que não é temerário, no entanto, é reconhecer que este pontificado é o sonho dourado da Nova Ordem Mundial.

O sonho dos ricos, porém, é o pesadelo dos pobres. Sim, porque a agenda bergogliana não está emplacando a não ser naquelas partes da Igreja que já estavam morrendo há muito tempo. Do lado de cá, ao contrário, os católicos continuam sendo devotos e piedosos, a juventude continua se convertendo e procurando mandamentos e sacramentos, e ninguém nem toma conhecimento das “deliberações” do Papa argentino.

Querem transformar a Igreja num clube, mas logo terão de cair das nuvens. Podem ter como acólitos o papa e o secretário de Estado, mas estes se descolaram de vez do povo católico, representam apenas a si mesmos e aos seus próprios interesses e ideologias.

No final das contas, entre um drink e outro, o Cardeal Parolin não vai sequer tomar para si o “cheiro de ovelha” perfumadíssima que se odora nos corredores daquele hotel em Turim. Vai cheirar Whisky, mesmo… Mas dos caros. Daqueles que não figuram na geladeira de nenhum pobre, mas talvez apenas nalgum frigobar da Casa Santa Marta.

Errata — Agradecemos a alguns leitores que nos alertaram de que, na foto que ilustra o editorial, Francisco não estava beijando as mãos de Rockefeller e congêneres, mas de vítimas da II Guerra Mundial.

10 junho, 2018

Foto da semana.

guatemala

Sic transit gloria mundi – Dezenas de pessoas foram mortas pela erupção do Vulcão del Fuego, informaram autoridades da Guatemala no último dia 4 de junho. No fim da última segunda-feira, o número de mortos era 65, devendo ainda crescer. Poucos corpos puderam ser identificados por conta do intenso calor que os deixou irreconhecíveis. Foto de @johanordonez@afpphoto/@gettyimages

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10 junho, 2018

Coluna do Padre Élcio: Haverá mais júbilo no céu por um pecador que fizer penitência.

EVANGELHO DO 3º DOMINGO DEPOIS DE PENTECOSTES
S. Lucas XV, 1-10
Haverá mais júbilo no céu por um pecador que fizer penitência
Caríssimos e amados irmãos em Nosso Senhor Jesus Cristo!
“Aproximaram-se de Jesus os publicanos e os pecadores paro o ouvir. Os fariseus e os escribas murmuravam, dizendo: Este recebe os pecadores e come com eles. Jesus, propôs-lhes, então esta parábola”: a parábola da ovelha tresmalhada, a parábola da dracma perdida (como narra o evangelho seg. S. Luc. XXV, 1-10); em seguida Jesus propõe-lhes ainda a parábola do filho pródigo. Três parábolas para mostrar a misericórdia divina e como ela se exerce. Delas consta todo o capítulo XV de S. Lucas.
Representação primitiva de Cristo como Bom Pastor do terceiro século.

Representação primitiva de Cristo como Bom Pastor do terceiro século.

Caríssimos, era mui natural que os publicanos e os pecadores se aproximassem de Jesus para O ouvir. Pois, anunciava uma tão bela doutrina! Jesus pregava uma tão santa moral! Por ser pecadores, estes homens não deixavam de ser também sensíveis ao verdadeiro, ao justo e ao belo. Na verdade, esta doutrina era elevada e sublime; esta moral era grave e austera. Mas a doçura de Jesus, sua bondade, sua afabilidade temperavam tão bem o que sua doutrina e sua moral pudessem oferecer de severo! Os pecadores sabiam que Jesus era um médico que veio para curar nossas doenças, e eles não se iludiam sobre o lamentável estado de suas almas e sentiam que eram doentes; e justamente por isso vinham a Jesus do qual esperavam a sua cura. “E assim, diz Santo Ambrósio, toda alma deve aproximar-se de Jesus Cristo, porque Ele é tudo para nós. Tendes uma ferida a cicatrizar? Ele é remédio. Estais presos ao fogo da febre? Ele é uma fonte refrescante. Estais curvados sob o peso da iniquidade? Ele é a justiça. Tendes necessidade de socorro? Ele é a força. Temeis a morte? Ele é a Vida. Desejais o céu? Ele é o caminho que para lá conduz. Fugis das trevas? Ele é a Luz. Procurais alimento? Ele é um alimento” (Lib., III, de Virginibus).

Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores e Ele espera-os com paciência, procura-os com solicitude e recebe-os com alegria quando arrependidos se voltam para Ele. É justamente para justificar esta Sua conduta que Nosso Senhor Jesus Cristo propõe aos orgulhosos fariseus e
escribas as três parábolas da misericórdia. Com a graça de Deus, meditemos um pouco sobre a primeira.
“Qual de vós, tendo cem ovelhas, se perde uma delas, não deixa as noventa e nove no deserto, e vai procurar a que se tinha perdido, até que a encontre? E, tendo-a encontrado, a põe sobre os ombros todo
contente; e, indo para casa, chama os seus amigos e vizinhos, dizendo;lhes: Congratulai-vos comigo, porque encontrei a minha ovelha, que se tinha perdido”. A ovelha é um animal simples e tímido, que, procurando sua pastagem, afasta-se facilmente do caminho que ela deve seguir e do rebanho ao qual ela deve permanecer unida; e quando se perde é incapaz de reencontrar o seu caminho. É preciso, portanto, que o pastor a ajude e procure-a com cuidado. É bem a nossa imagem.
“Todos nós andamos desgarrados como ovelhas errantes; cada um se extraviou por seu caminho” (Isaías LIII, 6). Correndo após o pecado, e levados
pelo atrativo da concupiscência, nós caímos nos abismos do mal, e não pensamos mais nem em Deus, nem na salvação, nem no céu. Eis porque
Jesus Cristo desceu do Céu. Deixou lá no alto as noventa e nove ovelhas fiéis, isto é, os anjos, para vir aqui em baixo, e correr em socorro da humanidade representada pela ovelha infiel.
“E quando a encontra, coloca-a sobre seus ombros todo contente”. Fatigado o bom Pastor, por suas caminhadas à procura da ovelha errante; tinge as estradas com seu sangue; deixa pedaços de sua carne nos espinheiros da estrada. Ele é que teria necessidade de ser levado depois dos trabalhos penosos que Lhe custaram a procura de sua ovelha.
Mas não, Ele não se importa consigo, só pensa na sua ovelha que a põe aos ombros, embora ela se tenha transviado por culpa própria. Ela merecia ser punida, e o pastor indignado teria todo direito de a
castigar com seu bastão, fazendo-a caminhar à sua frente. Mas, ao contrário, o bom Pastor além de não a repreender, toma-a amorosamente em seus braços e coloca-a aos ombros, sobre seu pescoço, e leva-a até ao redil, isto é, da terra ao céu. Esta imagem da bondade de Jesus tocou de tal modo os cristãos dos primeiros séculos, que eles não
deixaram de O representar sob este tocante símbolo, um pastor levando sua ovelha; encontra-se este símbolo entre as pinturas que ornam ainda as paredes das catacumbas de Roma.
“E Indo para casa , chama os seus amigos e vizinhos, dizendo-lhes: Congratulai-vos comigo, porque encontrei a minha ovelha, que se tinha
perdido”. Caríssimos, observai bem esta linguagem: congratulai-vos COMIGO, e não: congratulai-vos com a OVELHA. Explica são Gregório: “A nossa vida, faz Sua alegria. Esta alegria é tão grande que não a pode conter dentro de si. É mister que ela se manifeste para fora, é preciso que ela se expanda, é necessário que dela tome parte os seus amigos, os anjos, que gozam continuamente com sua vista e são mais vizinhos d’Ele que todas as outras criaturas”.
“Digo-vos que do mesmo modo, haverá mais júbilo no céu por um pecador que fizer penitência, que por noventa e nove justos que não têm necessidade de penitência”. Portanto, lá no alto do céu, os anjos se
interessam por nós. Eles se alegram com a conversão dos pecadores. E Deus se compraz em lhes notificá-la como um bem que lhes toca de
perto. Na verdade, os anjos são amigos dos homens. Eles vêem em nós, amigos, criaturas de Deus como eles, espíritos inteligentes como eles,
embora mesclados aos corpos; eles sabem que nós somos chamados a participar um dia de sua glória, a ocupar os tronos que a deserção dos
anjos rebeldes deixou vacantes. É normal que eles fiquem felizes com o nosso retorno ao bem, com a nossa conversão. De um lado, amam a Deus
e desejam vivamente sua glória e congratulam-se com tudo aquilo que a pode procurar. E a conversão de um pecador é uma vitória alcançada por Deus sobre o mal, é uma alma arrancada às garras do demônio, é um cativo preso ao carro de Jesus  que o conduz ao céu.
A conversão dum pecador, é portanto o objeto duma grande alegria por parte dos anjos, alegria esta muito maior do que aquela sentida por eles por causa da perseverança de noventa e nove justos; não obviamente porque a perseverança de noventa e nove justos não seja em si mesma um bem muito maior do que a conversão de um só pecador; mas o retorno de um pecador é um bem novo, e por conseguinte mais sensível, mais  comovente que aquele que se tem o costume de gozar por muito tempo, e cuja doçura é por isto mesmo um pouco enfraquecida. A conversão de um pecador é de alguma maneira um novo elemento acrescido à felicidade já tão grande dos anjos.
Como esta meditação deve alentar os pecadores a se converterem e os pastores a se dedicarem inteiramente, bondosamente, incansavelmente à
conversão dos pecadores e hereges. Jesus termina a parábola da dracma perdida com o mesmo ensinamento moral com que terminou a da ovelha tresmalhada. Esta repetição e esta insistência indicam bem a verdade, a sinceridade, a vivacidade da alegria causada aos anjos e a Deus mesmo pela conversão dos pecadores.
Eis alguns lições destas reflexões que acabamos de fazer:
1- Deus não rejeita “a priori” os pecadores, mas os chama a Ele, os instrui, Ele se esforça para os tocar com a sua graça e os reconduzir à virtude, ao bem: “Não vim chamar os justos, mas os pecadores à penitência”.
2- Se estas parábolas nos ensinam a misericórdia de Deus, outrossim nos faz ver claramente como e quando ela é exercida. “HAVERÁ MAIS JÚBILO NO
CÉU POR UM PECADOR QUE FAZ PENITÊNCIA”.  Os Fariseus no tempo de Jesus e os Jansenistas em nossos tempos, não pensam em misericórdia para os pecadores. Só pensam em JUSTIÇA. Por outro lado, os progressistas em nossos dias, só pensam em misericórdia e esta de tal modo deturpada que vem a ser antes impunidade e parece que para eles não há Justiça. Querem acolher e abraçar os pecadores e hereges sem conversão, sem mudança de vida, ou seja, sem penitência. A “misericórdia dos progressistas” não visa tirar o pecado mas tranquilizar o pecador no mesmo. Devemos fazer como o Divino Mestre, procurar a conversão dos pecadores com um zelo cheio de bondade e mansidão; mas acolher com alegria, e admitir à mesa eucarística apenas os que realmente se convertem e fazem penitência. A parábola do filho pródigo que Jesus contou logo em seguida a estas duas, mostra bem isto. Amém!
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7 junho, 2018

Anestesistas de Francisco.

Por FratresInUnum.com – 7 de junho de 2018

“Não é pecado criticar o papa”, afirmou o Francisco na Assembleia Geral da Conferência Episcopal Italiana. Um alívio? De modo algum, pois, na prática, essa frase retórica mascara aquela velha tática de “dar linha à pipa”: quer saber quem são seus críticos para persegui-los com mais eficiência; trabalha como um gato que estimula o rato a sair da toca.

BOLIVIA-POPE-MORALES

Contudo, a frase tem o seu valor. Papa Francisco reconhece explicitamente que é criticável, quer porque comete ações condenáveis, quer porque ele mesmo é passível de crítica, como ensina a boa doutrina católica. Não, o Papa não é um semideus, que esteja acima do bem e do mal. Infalível quando se pronuncia ex cathedra, não o é fora desses estreitíssimos limites e, quando erra, não há problema algum em perceber aquilo que os olhos vêem.

Há uma parte da direita católica, porém, extremamente apavorada por este papa ditador. E não se limita a não criticá-lo, quer silenciar cada crítica e, por isso, assumiu um modus operandi de anestesistas.

Anestesistas. Mascaram fatos, silenciam testemunhas, destroem provas, assassinam moralmente vítimas… Agem como se Bergoglio fosse um santo imaculado, citam-no como nunca citaram os papas anteriores, a despeito de se apresentarem como conservadores ou até mesmo como, pasmem!, tradicionalistas.

Recentemente, circulava pela internet o vídeo de um padre italiano censurando os críticos de Francisco como se estivesse dando uma aula de direito canônico ou de doutrina moral, desconsiderando completamente a realidade que temos diante da face. Em resumo, qualquer católico concorda com o direito canônico ou com o catecismo em relação ao respeito que se deve ao Vigário de Cristo. Mas a pergunta não é esta. Será que este Vigário de Cristo está cumprindo o seu ofício papal ou se está servindo dele para destruir a Igreja que ele deveria defender?

O método preferido dos anestesistas, no entanto, é aquele de citar frases isoladamente católicas de Francisco para chocarem os críticos, na tentativa de paralisá-los. A técnica, em si, pouco tem de ingênua. Trata-se da velha estimulação contraditória, a qual produz um choque psicológico que paralisa a vítima. Qualquer um pode fazer a experiência: basta ir narrando uma desgraça e, no fim, supreendentemente, concluí-la com uma notícia maravilhosa – o ouvinte fica tão impressionado que nem consegue dissimular a perplexidade.

Acontece, porém, que a técnica só funciona quando os fatos são realmente desconhecidos. E, aqui, o caso é outro!

Os anestesistas gostam muito de empregar, por exemplo, aquela metáfora dos filhos de Noé que cobriram as vergonhas do pai embriagado (Gn IX,23) para inferirem a obrigação moral que temos de cobrir as vergonhas do Papa.

Contudo, os fatos já não cabem na metáfora. Hoje, Noé não está bêbado, mas muito consciente dos seus atos, quer voluntariamente ficar nu e rasga sistematicamente todas as cobertas que se lhe impõem.

Basta um exemplo para ilustrar o fracasso da anestesia: quando Francisco visitou Evo Morales e recebeu um blasfemo simulacro de crucifixo sobre a foice e o martelo, símbolos do comunismo, imediatamente, os anestesistas asseguraram que o Papa havia reagido com escândalo e disse: “no está bien eso”, “isso não está certo”. Em seguida, veio a confirmação do fato: o Papa disse, na verdade, “eso no lo sabía”. Nenhuma reação de escândalo. Antes, uma atitude simpática de aprovação.

Francisco não quer anestesia. Parece estar disposto a ir até o fim, autorizando a comunhão para os recasados, a ordenação sacerdotal de homens casados para a Amazônia, a intercomunhão para os luteranos [que ele bloqueou, porém, com o argumento de que, por ora, “o documento não está pronto” para ser oficializado], a ordenação de mulheres para o diaconato e tudo o mais que faz parte do pacote modernizador da Igreja.

Papa Francisco assumiu conscientemente a missão de ser o Chacrinha da Igreja Católica, o qual, na década de 80, lançou a famosa frase: “eu estou aqui para confundir, eu não estou aqui para explicar”.

Podem vir cleaners, anestesistas, sicários, “a voz que adormece e a mão que apaga”… Todos serão desmentidos por ele, mesmo. E, ainda que não o fossem, a natureza da verdade é aparecer!

É por isso que a nossa posição neste site foi sempre: 1) não maquiar os fatos, antes, documentá-los todos, para que ninguém se engane; 2) favorecendo a verdade, não favorecer a revolta revolucionária, antes, pelo contrário, estimulando uma resistência respeitosa, mas firme e impassível; 3) informar os nossos leitores para que estes conversem com todas as pessoas dos seus círculos para esclarecem que a Igreja está passando por um momento gravíssimo, uma crise sem precedentes, e nós não podemos dividi-la, pelo contrário, devemos guardar a fé com a mesma fortaleza que uma virgem guarda as suas honras.

Os nossos métodos são opostos aos métodos inúteis dos anestesistas. É por isso que estes não nos suportam, mas, como precisam saber a dose de sedativo a ser aplicada, acabam por ler nossos artigos e notícias. Pois bem, saibam que o efeito da anestesia não consegue mais aplacar a dor ou adiar a morte.

No horizonte, surge uma falange intrépida de católicos, em sua maior parte leigos, que estão por todos os lados, bem junto de suas catedrais e paróquias, com celulares e gravadores… Tudo está sendo documentado e será posto a público. Não há mais saída. O fracasso do progressismo é certo e fatal! Este é o seu diagnóstico final. Serão todos sepultados com este pontificado, que enterrará atrás de si a parte da Igreja que já estava morta: a decadente Europa liberal e os velhos teólogos da libertação.

Mais adiante, ressurgirá a Igreja Católica! Não, não são prognósticos restauracionistas. É a promessa de Fátima que se cumprirá. Os oportunistas de hoje serão a execração de amanhã. Os execrados de hoje serão a glória do que há de vir, pois “quem se eleva, será humilhado, e quem se humilha será elevado”, e as dores de hoje terão valido à pena.

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6 junho, 2018

A humilhação de Héctor Aguer, predecessor de ‘Tucho’ Fernández em La Plata.

Nota do Fratres: Dom Héctor Aguer era o maior antagonista do então Cardeal Jorge Mario Bergoglio no episcopado argentino. Conservador, foi inclusive cogitado para assumir a Congregação para a Doutrina da Fé no Vaticano, durante o pontificado de Bento XVI.

* * *

Víctor Manuel ‘Tucho’ Fernández, amigo e confidente do papa, já tem o seu bispado. Porém, a humilhação a que foi submetido seu predecessor, Héctor Aguer, tem poucos precedentes próximos. 

aguer

Dom Héctor Aguer.

 | Victor Manuel ‘Tucho’ Fernández — ou, como o apelidaram na Cúria, ‘Il Coccolato’ — logo teria a púrpura era algo já dado como certo; dizem que dele é a mão que escreveu o ‘programa’ de Francisco, Evangelii Gaudium. Que a diocese com mais probabilidade de corresponder a Tucho seria La Plata, também.

Matando, ademais, dois pássaros com um só tiro, porque o titular até agora da diocese argentina, Héctor Aguer, não era muito da linha de Sua Santidade. Assim, tão logo Aguer completou 75 anos, em 24 de maio passado, apresentou sua renúncia conforme está previsto, e o Vaticano correu para aceitá-la, o que não é muito comum.

Menos comum, e bastante triste, é o que se seguiu. O encarregado de negócios da Nunciatura Apostólica na Argentina, enquanto anunciava que a renúncia de Aguer havia sido aceita, transmitiu outras instruções bastante duras: a missa de Corpus Christi, em que pronunciou sua homilia de despedida, seria a sua última liturgia pública; não ocuparia funções na diocese até a chegada da Fernàndez, mas que se nomeava como administrador apostólico a Mons. Bochatey; deveria deixar a arquidiocese imediatamente após a celebração, não poderia residir nela como arcebispo emérito, uma ‘deportação’ de toda forma, nem tampouco se ocupará da passagem da sede ao seu sucessor.

Em um pontificado que se pretende centralizado na misericórdia, é forçoso advertir que se trata de uma compaixão bastante seletiva. Aguer, literalmente, não tem para onde ir. Seus planos era, como não incomum aos bispos eméritos, permanecer na que foi, por todos esses anos, a sua diocese, residindo no ex-seminário menor de La Plata.

No futuro pessoal de Aguer, em seus 75 anos, apresentava-se, por fim, tão incerto, que ao término de sua última missa de Corpus Christi, o bispo ortodoxo da cidade, presente à celebração, tomou o microfone e ofereceu sua própria casa para receber Aguer.

5 junho, 2018

Papa Francisco impede proposta de intercomunhão de bispos alemães.

Por LifeSiteNews, 4 de junho de 2018 | Tradução: FratresInUnum.com – Apenas um mês após ter indicado aos bispos alemães que encontrassem uma decisão “unânime” acerca da possibilidade de um cônjuge protestado caso com um Católico receber a Sagrada Eucaristia, o Papa Francisco mudou de rumo e bloqueou a proposta de intercomunhão dos bispos alemães.

Em uma carta enviada ao cardeal alemão Reinhard Marx, “com expressa aprovação do Papa”, através do Arcebispo Luis Ladaria, S.J., prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, o Santo Padre interrompeu a publicação do documento dos bispos alemães sobre a intercomunhão que iniciou a controvérsia.

O experiente vaticanista italiano Sandro Magister publicou a íntegra do carta em italiano nesta manhã, após a agência católica austríaca Kath.net divulgar a história.

Na carta de 25 de maio, Dom Ladaria informa ao Cardeal Marx, presidente da Conferência Episcopal, que resumiu ao Papa Francisco o encontro, de 3 de maio, entre partes opostas dos bispos alemães e oficiais do alto escalão do Vaticano sobre a controversa proposta.

O encontro foi convocado após sete bispos alemães enviarem uma carta ao Vaticano expressando sua oposição à votação de 20 de fevereiro, ocorrida na conferência dos bispos alemães, permitindo a um cônjuge protestante receber a Eucaristia se, após fazer um “sério exame” de consciência com um padre ou outra pessoa com responsabilidades pastorais, ele ou ela “afirmar a fé católica”, desejar pôr fim a um “sério sofrimento espiritual”, e “tem anseio por satisfazer a fome de Eucaristia”.

Então, o Cardeal Reinhard Marx, presidente da conferência de bispos alemães, esclareceu que a proposta não exigia que o cônjuge protestante se convertesse ao catolicismo.

Em uma carta de 22 de março ao Vaticano, sete bispos afirmaram não considerar a votação “correta”, pois o assunto da intercomunhão não é “pastoral”, mas “uma questão de fé e unidade da Igreja, não sujeita a voto”.

Em sua carta de 25 de maio, Ladaria, então, informa a Marx que o texto proposto pelos bispos alemães “levanta uma série de assuntos significantes”. Ele adiciona que o “Santo Padre, portanto, chegou à conclusão de que o documento não está pronto para ser publicado”.

O chefe doutrinal do Vaticano dá a Marx três razões para a decisão:

  1. A questão de admitir cristãos evangélicos em casamentos de mistos (diferentes credos) à Comunhão é um assunto que diz respeito à fé da Igreja e tem relevante para a Igreja universal.
  2. O assunto afeta as relações ecumênicas com outras Igrejas (e.g. os ortodoxos) e comunidades eclesiais que não devem ser subestimadas.
  3. A decisão afeta a a interpretação da lei da Igreja, especialmente o cânon 844, que permite a comunhão a protestantes apenas em caso de “grave necessidade” [morte iminente].

Ladaria, posteriormente, informa a Marx que os “dicastérios competentes” da Santa Sé foram encarregados de “produzir oportunamente um esclarecimento a essas questões a nível de Igreja universal”. Isso indica que a questão da intercomunhão não é mais deixada à conferência episcopal alemã, como o Papa Francisco originalmente determinou — uma decisão que o Cardeal Willem Jacobus Eijk, da Holanda, chamou de “completamente incompreensível”.

Foram copiados na carta de Dom Ladaria cinco bispos alemães, incluindo o Cardeal Rainer Woelki, de Colônia, e Dom Rudolf Voderholzer, de Regensburg, vice-presidente da comissão doutrinal da conferência de bispos alemães e único alemão membro da Congregação para a Doutrina da Fé. Os dois bispos estão entre os signatários da carta ao Vaticano contrária à proposta e ao subsídio pastoral aprovando a intercomunhão.

Também foram endereçados em cópia três defensores da proposta: Dom Karl-Heinz Wiesemann, de Speyer; Dom Gerhard Feige, de Magdeburg, presidente comissão de ecumenismo da conferência episcopal; e Dom Felix Genn, de Munique.

4 junho, 2018

Arcebispo de Manaus celebra Missa para Maçonaria.

Celebração pela fundação dos Preceptórios Templários e Priorados de Malta do Amazonas foi realizado na Área Sagrada Família

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Por Arquidiocese de Manaus,  6 de maio de 2018 – “O que nos une é muito maior do que nos separa. Estamos às vésperas de Pentecostes, que traz como tema ‘Na força do Espírito, somos todos irmãos e irmãs’ que mostra que o quê nos une, é o Espírito de Deus”. Essa foi mensagem que deixou o Arcebispo Metropolitano de Manaus, Dom Sergio Castrini, durante a celebração pela fundação dos Preceptórios* Templários e Priorados de Malta do Amazonas Castelo de Tomar Nº 61 e de Rondônia Estrela de Porto Velho Nº 62. A celebração foi realizada no dia 6/5, na igreja Sagrada Família do Tarumã, concelebrada pelo pároco, Pe. Charles Cunha, auxiliados pelo diácono Messias Alencar.

“Esse dia é marco histórico que ficará em nossos corações e deixa visível que nós somos cristãos, somos Cavaleiros de Nosso Senhor Jesus Cristo e que somos servos de Deus”, disse Jurimar Collares Ipiranga, Secretário de Educação e Cultura do Grande Oriente do Brasil (GOB) Amazonas.

Após a proclamação do evangelho, realizada pelo diácono Messias, Dom Sergio iniciou sua homilia dando ênfase no amor de Deus pela humanidade. “Deus é amor e o caminho do conhecimento é o amor. O amor é sempre uma resposta, principalmente a Deus que nos amou primeiro. A cruz que vocês trazem em suas insígnias e vestes, é o sinal do amor de Deus pela humanidade”, disse. Dom Sergio também aproveitou a oportunidade para falar sobre a verdadeira vocação do leigo. “Esse ano a igreja católica está celebrando o Ano do Laicato, e a vocação do leigo é isso, é ser Sal da Terra e Luz do Mundo, na família, no trabalho e sobretudo sermos bons cidadãos”, comentou.

O arcebispo finalizou a homilia falando da viagem do clero à Terra Santa no início do ano, onde visitaram as igrejas construídas pelos templários no tempo das cruzadas e deixou um pedido aos maçons. “Pedro em sua primeira leitura, descobre que os pagãos também eram chamados a seguir a Deus, fez essa descoberta na casa de Cornélio e ficou muito entusiasmado, foi um fato fundamental na história do Cristianismo e muitos demoraram para entender que, quando deixamos de ser uma seita judaica, nos tornamos uma igreja universal. Esperamos que continuem sempre prestando esses serviços à sociedade e principalmente fieis aos princípios cristãos e a comunhão com a igreja, porque a igreja pode ser diferente na superfície, mas somos todos unidos em Cristo”, disse.

Para Armando Corrêa Junior, Grão-Mestre do GOB Amazonas, a celebração quebrou um grande paradigma e a ideia agora é tentar tornar a solenidade uma tradição anual dentro do estado do Amazonas. “Nós fundamos ontem o Preceptório e Priorado Castelo de Tomar, e nós desejávamos fazer uma missa de agradecimento a Deus por esse momento conseguido dentro da maçonaria amazonense. Ficamos muito felizes com a presença de Dom Sergio que veio pessoalmente presidir essa missa e que não tenho palavras para agradecer e expressar a emoção da importância desse momento, onde vencemos um grande paradigma e, pretendemos repetir esse ato nos anos seguintes, mas dependemos do arcebispo, pois o respeito à autoridade de Dom Sergio é 100%”, comentou o grão-mestre.