17 fevereiro, 2020

O papado a serviço do esquerdismo.

Por FratresInUnum.com, 17 de fevereiro de 2020 –  A visita de Lula ao Papa Francisco foi um escândalo impossível de ser contido. A reação do povo foi tão rápida quanto doída.

Afinal de contas, se, de um lado, Lula não é mais representante de nenhuma instância do Estado, de outro, é um criminoso repetidamente condenado, um blasfemador que chegou a dizer que não precisava confessar-se, alegando “não ter pecado”, capaz de dizer que não havia pessoa mais honesta que ele em lugar algum, “nem na Igreja Católica”.

Lula e papa Francisco

Recebendo-o, impondo as mãos sobre ele, dizendo-lhe que estava “feliz por vê-lo andando pelas ruas”, Papa Francisco lança-se de modo ainda mais veemente no descrédito em relação aos fiéis. Quem sai manchado deste acontecimento é Francisco!

Não bastasse termos de engolir tamanha rasgação-de-seda pontifício-esquerdista, rindo da justiça brasileira a valer, temos ainda de surportar os cathboys em sua infernética operação de amordaçamento dos críticos, lançando contra eles acusações morais deste tipo: “o católico não maldiz o papa, mas sim reza por ele”. São os bons-moços complacentes, os bajuladores de plantão, tentando blindar a opinião pública para que seja tão complacente contra eles diante desaa atitude insana de acolhida de Lula. Como se os fiéis, por amar o Papa, tivessem de permanecer silenciosos diante da instrumentalização do papado para fins políticos. Falsa dicotomia!

Argumenta-se: Francisco só recebeu um pecador, assim como Jesus o fez. Ora, mais do que isso, é importante ver quem Francisco não recebe: Dom Rogelio Livieres, heróico bispo de Ciudad del Este, morreu esperando uma audiência. Aliás, foi a Roma para tentar ver Francisco; não conseguiu e, pior, foi removido do cargo estando lá! Os cardeais dos dubia Caffarra e Meisner morreram aguardando uma palavra de Francisco. O Cardeal Zen, bravo combatente chinês, não consegue ser recebido de jeito nenhum! Já Lula obteve uma audiência com um simples pedido do presidente argentino e lá estava, em Roma, poucas semanas depois!

Mas, prossigamos.

A coisa se tornou ainda mais agressiva quando Lula publicou o vídeo da conversa, em que mostra um Francisco  obeso, escutando os seus discursos demagógicos com gosto e afirmando com a cabeça como que se demonstrasse sua concordância com cada frase. No final, o Papa o saúda dizendo: “estou muito contente de te ver novamente andando da rua”.

Bem, argumentam os cleaners: “O Papa não disse nada de errado, ele não afirmou que Lula é inocente, não defendeu o socialismo”.

Ora, há muitas formas de fazê-lo sem o dizer. Palavras não são necessárias. Os atos, omissões, e muitas vezes, a ausência de palavras falam, e falam muito!

Por exemplo, a insistência de Francisco em conceder entrevistas a Eugenio Scalfari, o editor do La Reppublica, é uma clamorosa demonstração de que ele está pouco se lixando para as heresias que o senil jornalista reiteradamente atribui a ele. Muito mais do que isso, repetir as entrevistas demonstra que ele quer exatamente que seja assim!

Com a audiência a jato concedida a Lula, a batina de Francisco se tornou uma camiseta do PT. Como chefe de estado do Vaticano, nada mais inconveniente que receber um condenado de outro país; como chefe da Igreja Católica, não se sensibiliza minimamente para o absurdo simbólico do seu ato, que massacra a esperança de milhares e milhares de católicos fiéis. A imagem do Papa é emprestada a uma causa nefanda, em uma chancela tácita às maracutaias do petista.

Legalistas de plantão, ouçam bem: para apoiar uma causa, Francisco não precisa escrever uma bula papal e mandar ao cartório para reconhecer firma de sua assinatura. Ele pode, simplesmente, colocar-se na posição que os inimigos da Igreja desejam e agir exatamente como eles esperam. Isso basta.

Justamente em um momento em que o número de protestantes continua subindo em velocidade constante e em que o número de católicos está despencando, não era a hora para fazer de uma audiência papal um palanque político, e justamente para o Lula!

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15 fevereiro, 2020

Misericórdia ululante.

13 fevereiro, 2020

Foto da semana.

Casa Santa Marta, Roma, 13 de fevereiro de 2020 – O Papa Francisco recebeu em audiência privada o criminoso condenado Luis Inácio Lula da Silva. Segundo notícias, ambos trataram de estratégias para o combate à fome e em favor de um mundo melhor.

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13 fevereiro, 2020

Isto não é normal.

Por FratresInUnum.com, 13 de fevereiro de 2020 — A impressão é de quase um milagre: o celibato sacerdotal não cairá na disciplina da Igreja latina. Quase um milagre, já que estava tudo programado para que se autorizasse a ordenação de homens casados para a região da Amazônia.

Depois de meses de apreensão e suspense, a Exortação Apostólica “Querida Amazonia”, em vez de aprovar os viri probati, chama a Igreja à oração pelas vocações e convida missionários e sacerdotes a irem trabalhar na Amazônia.

Os progressistas estão decepcionados, sobretudo aquelas múmias, que reviveram em Roma o famoso Pacto das Catacumbas, e que terão que ir às suas respectivas covas sem terem visto o tão esperado fim do celibato sacerdotal.

Os conservadores comemoram na internet a vitória do celibato e o tão “injustiçado” Papa Francisco, hosanado agora como defensor da Fé. Eles se voltam contra aqueles que diziam o óbvio ululante: Bergoglio quis e promoveu, com suas palavras, atos e nomeações, o ataque violento contra o celibato obrigatório, assim como quer – e o está fazendo – levar a revolução iniciada com o Vaticano II até às últimas consequências. Esquecem-se que este é o mesmo Papa de Amoris Laetitia e do silêncio aos Dubia dos cardeais que defenderam a ortodoxia da fé sobre o matrimônio e sobre a Eucaristia.

Isto não é normal! Que a Igreja inteira esteja sob tensão, à espera da decisão de um Papa, para saber se ela muda sua tradição multissecular de uma hora para outra, isto não é normal!

Infelizmente, desde as reformas que vieram após o Vaticano II, oficiais e oficiosas: mudança no rito da Missa, nos ritos dos sacramentos, no hábito sacerdotal (abandono da batina), na Bíblia (abandono da tradução Vulgata, de S. Jerônimo), na Via Sacra (com a criação da XV estação), em todo o Direito Canônico, no Rosário de Nossa Senhora (com a invenção dos mistérios luminosos), etc, etc, os fiéis hoje estão acostumados com mudanças bruscas na Igreja. E os que se atêm à sua disciplina e doutrina tradicionais são os fundamentalistas com “cara de vinagre”. Hoje, isto é muito comum, mas isto não é normal!

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12 fevereiro, 2020

O silêncio de Francisco, as lágrimas de Ratzinger e sua declaração nunca publicada.

Por Sandro Magister, 12 de fevereiro de 2020 | Tradução: FratresInUnum.com – O que mais chama a atenção na exortação apostólica pós-sinonal “Querida Amazonia”, publicada hoje, 12 de fevereiro de 2020, é seu silêncio total sobre a questão mais esperada e controversa: a ordenação de homens casados.

Nem sequer aparece a palavra “celibato”. O Papa Francisco espera que “a ministerialidade se configure de tal forma que esteja a serviço de uma maior frequência da celebração da Eucaristia, mesmo nas comunidades mais remotas e escondidas (n. 86). Mas, reafirma (no n. 88) que somente o sacerdote ordenado pode celebrar a Eucaristia, absolver os pecados e administrar a Unção dos enfermos (porque também está “intimamente ligada ao perdão dos pecados”, nota 129). E não diz nada sobre a extensão da ordenação aos “viri probati”.

Nenhuma novidade, nem sequer para os ministérios femininos. “Se lhes desse acesso à ordem sagrada”, escreve Francisco no n. 100, “esta visão nos orientaria a clerizalizar as mulheres” e a “reduzir nossa compreensão da Igreja à estruturas funcionais”.

A curiosidade que surge imediatamente da leitura de “Querida Amazonia” é, então, compreender em que medida o livro bomba escrito pelo Papa emérito Bento XVI e pelo Cardeal Robert Sarah, em defesa do celibato do clero, publicado em meados de janeiro, influenciou sobre a exortação e, em particular, seu silêncio acerca da ordenação de homens casados.

A esta questão, deve se acrescentar mais informações do que já se conhece sobre o que aconteceu nos dias quentes após a publicação do livro.

A sequência conhecida já conhecida dos fatos foi documentação oportunamente por Settimo Cieli em três “Post Scriptum”, que estão no final do artigo publicado em 13 de janeiro:

> Ancora sul libro bomba di Ratzinger e Sarah. Con il resoconto di un nuovo incontro tra i due

Mas Settimo Cielo teve notícias posteriores, de ao menos outras quatro fontes, independentes entre si, de relevante importância.

*

A primeira aconteceu na manhã de quarta-feira, 15 de janeiro.

Ao longo de toda a jornada de terça-feira, 14, o ataque realizado pelas correntes radicais contra Ratzinger e Sarah havia tido um crescimento devastador, alimentado de fato pelos reiterados desmentidos do Prefeito da Casa Pontifícia, o arcebispo Georg Gänswein, de uma corresponsabilidade do Papa emérito na redação e na publicação do livro, até chegar a pedir que se retirasse sua assinatura, inutilmente confrontada pela precisa e documentada reconstrução, tornada pública pelo cardeal Sarah, da gênese do próprio livro por ação combinada de seus dois co-autores.

Pois bem, na manhã de quinta-feira, 15 de janeiro, enquanto o Papa Francisco estava celebrando sua audiência semanal e Gänswein estava sentado, tal como estabelecido pelo protocolado, a seu lado na sala Paulo VI, longes, portanto, do mosteiro Mater Ecclesiae, que é a residência do Papa emérito, de quem ele é secretário, Bento XVI tomou pessoalmente o telefone e chamou Sarah, primeiramente em sua casa, onde não o encontrou, e depois em seu escritório, onde o cardeal atendeu.

Bento XVI expressou cordialmente a Sarah a sua solidariedade. Confiou-lhe que não compreendia as razões de uma agressão tão violenta e injusta. E chorou. Também chorou Sarah. A chamada telefônica concluiu com os dois em lágrimas.

*

O segundo fato, que se dá a conhecer aqui, pela primeira vez, aconteceu durante o encontro entre Sarah e Ratzinger, na casa deste, na tarde de sexta-feira, 17 de janeiro.

Nesta mesma tarde, o cardeal se referiu ao ocorrido em três tweets, nos quais confirmava o pleno acordo entre ele e o Papa emérito na publicação do livro.

Mas, não disse que durante este mesmo encontro — na realidade, ocorrido em dois momentos distintos, o primeiro às 17 horas e o segundo às 19 horas — Bento XVI havia escrito um comunicado conciso que pretendia publicar com a assinatura somente do Papa emérito, para testemunhar a consonância plena entre os dois co-autores do livro e pedir o fim de toda polêmica.

Para publicação, Gänswein entregou a declaração — da qual Settimo Cielo está em posse e na qual o traço pessoal, inclusive autobiográfico, de Ratzinger transparece de forma evidente — ao substituto secretário de Estado, Edgar Peña Parra. E é razoável supor que ele informou a respeito dela tanto o seu superior direto, o Cardeal Pietro Parolin, como o próprio Papa Francisco.

*

É um fato — a terceira notícia até aqui inédita — que esta declaração do Papa emérito nunca veio à luz. Mas, é verossímil que estava na origem da decisão de Francisco de exonerar de ali em diante toda presença visível, a seu próprio lado, do prefeito da Casa Pontifícia, Georg Gänswein.

A última dessas aparições públicas se deu na manhã daquela mesma sexta-feira, 17 de janeiro, por ocasião da visita ao Vaticano do presidente da República Democrática do Congo. Depois dela, Gänswein não apareceu mais junto ao Papa, nem nas audiências gerais das quartas-feiras, nem nas visitas oficiais do vice-presidente norte-americano Mike Pence, do presidente iraquiano Barham Salih e do argentino Alberto Fernández.

Aos olhos do Papa Francisco, a declaração de Bento XVI havia efetivamente comprovado a não confiabilidade das repetidas negações feitas por Gänswein acerca da corresponsabilidade do Papa emérito na redação do livro.

Noutras palavras, a oposição do Papa emérito a que seu sucessor cedesse às correntes radicais a respeito do celibato do clero se estavaca plenamente neste ponto, sem mais nenhuma atenuação.

E tudo isso a poucos dias da publicação da exortação pós-sinodal, na qual muitos, em todo o mundo, esperava ver uma abertura de Francisco à ordenação de homens casados.

*

Como corolário de tudo isso, deu-se a conhecer também o papel que desempenhou Parolin nestes acontecimentos.

Quando efetivamente na quarta-feira, 22 de janeiro, a editora Cantagalli publicou um comunicado a respeito da iminente publicação do livro na Itália, com pouquíssimas e secundárias variações com relação ao original em francês, não se disse que esse comunicado havia sido anteriormente visto e analisado, linha a linha, pelo secretário de Estado, que havia, ao fim, encorajado vivamente a publicação.

Um comunicado no qual o livro de Ratzinger e Sarah é definido como “um volume de elevado valor teológico, bíblico, espiritual e humano, garantido pelo peso dos autores e por sua vontade de colocar à disposição de todos o fruto de suas respectivas reflexões, manifestando seu amor pela Igreja, por sua Santidade, o Papa Francisco, e por toda a humanidade”.

12 fevereiro, 2020

EXORTAÇÃO APOSTÓLICA PÓS-SINODAL

QUERIDA AMAZONIA

DO SANTO PADRE
FRANCISCO

AO POVO DE DEUS E A TODAS AS PESSOAS DE BOA VONTADE

Íntegra do documento

11 fevereiro, 2020

Viri improbati? Começou o delírio dos papólatras contra a o povo fiel.

Por FratresInUnum.com, 11 de fevereiro de 2020 — Gostaríamos de aguardar a publicação oficial, esperada para amanhã, mas, já há alguns dias, começaram as fugas de notícias sobre a iminente publicação de “Querida Amazônia”, a Exortação apostólica que daria encaminhamento às discussões daquele que ficou conhecido como Sínodo da Pachamama.

Segundo fontes indiscretas, o documento não conteria nenhuma menção explícita à ordenação dos chamados viri probati (homens casados de boa fama), nem tampouco à ordenação de mulheres e outros temas heterodoxos abordados durante o evento sinodal. O próprio Papa Francisco teria dito ontem a bispos americanos que “não haverá nenhuma mudança em relação aos padres casados”.

Mal saída a notícia, os cleaners já começaram com sua histeria coletiva, transferindo a Francisco todo o mérito desta medida supostamente não aberturista. Para os papólatras, não importa o que aconteça, a pessoa de Bergoglio (não o papado em si, note-se) sempre tem de sair fortalecida, quando erra e quando acerta, a despeito de toda confusão causada, da desorientação generalizada, do clima péssimo produzido, alimentado, insuflado pessoalmente por ele.

Não podemos cair no erro de retirar do sensus fidelium o protagonismo do momento. Ao contrário do que esses bajuladores carreiristas fizeram, passando diariamente o pano em cada absurdo dito por Francisco, o povo fiel se manifestou, mandou abaixo-assinados, protestou em praças e, sobretudo, rezou, rezou muito para que essa desgraça não sobreviesse à Igreja, com o auxílio de Deus e de Nossa Senhora.

Se Francisco não for adiante nessa matéria, não é porque não quis (como, aliás, sempre deu mostras de querer), mas porque não pôde. O livro de Bento-Sarah acerca do vínculo entre celibato e sacerdócio não foi senão um dos últimos sinais da vigorosa resistência católica acerca do tema, que conduziu a questão para termos irrespondíveis por parte de Francisco. Sua fúria decorrente do imbroglio da publicação do livro não permite outra interpretação.

Contudo, ao contrário do que a constelação dos papólatras alucinados poderá celebrar nas próximas horas, a confirmar-se a notícia, o tema do celibato foi reduzido a uma mera questão disciplinar sem importância pelo próprio Francisco. Reparem nestas palavras do discurso final do Sínodo:

“O perigo pode ser que talvez se entretenham — é um perigo, não estou a dizer que o fazem, mas a sociedade pede-o — por vezes, para ver o que decidiram nesta matéria disciplinar; o que decidiram noutra; que partido ganhou, qual perdeu? Em pequenas coisas disciplinares que têm a sua importância, mas que não fariam o bem que este Sínodo deve fazer. Que a sociedade se encarregue do diagnóstico que fizemos nas quatro dimensões. Eu pediria à imprensa para o fazer. Há sempre um grupo de cristãos de elite que gosta de se envolver, como se fosse universal, neste tipo de diagnóstico. Nas mais insignificantes, ou neste tipo de resoluções disciplinares mais intra-eclesiásticas, eu não digo intereclesial, intra-eclesiástica, e dizer que ganhou este setor ou aquele. Não, todos vencemos com os diagnósticos que fizemos e até onde fomos em questões pastorais e intra-eclesiásticas. Mas não nos fechemos nisto. Pensando hoje nessas “elites” católicas, e às vezes cristãs, mas especialmente católicas, que querem dedicar-se “ao pequeno” e esquecer o “grande”, lembrei-me de uma frase de Péguy, fui procurá-la. Tento traduzi-la bem, acho que nos pode ajudar, quando temos que descrever esses grupos que querem o “pequeno” e esquecem o “grande”. «Porque não têm coragem de estar com o mundo, pensam que estão com Deus. Porque não têm a coragem de se comprometer com as escolhas de vida do homem, eles acreditam que estão a lutar por Deus. Porque não amam ninguém, acreditam que amam a Deus». Fiquei muito feliz por não termos caído prisioneiros desses grupos seletivos que do Sínodo só quererem ver o que foi decidido sobre este ponto intra-eclesial ou sobre esse outro, e negarão o corpo do Sínodo que são os diagnósticos que fizemos nas quatro dimensões”.

A anestesia dos cleaners serve apenas para insensibilizar os leigos para o surgimento da nova igreja amazônica, para os pactos que se farão nas próximas semanas (o pacto econômico e educativo), para a reforma da Cúria Romana (que o próprio Francisco mencionou no discurso final do Sínodo), reforma que dará maior liberdade às conferências episcopais, para a instalação da Igreja Sinodal — tenha-se presente, sobretudo, o cismático sínodo da Alemanha que se está realizando.

Enfim, para aqueles que preferem a ilusão papólatra, a desinformação de que Francisco é uma espécie de novo confessor da fé parecerá verossímil, a despeito de tudo aquilo que ele mesmo fez. Para os católicos que não se iludem mais com esses enganos e cinismos, esta é apenas um conquista advinda da misericórdia de Deus e da própria resistência dos fiéis, conquista que nos confirma na certeza de que estamos no caminho certo e de que há que se resistir a Francisco com todas as forças, e até o fim.

10 fevereiro, 2020

Os bispos ucranianos exortam os alemães a serem fiéis às Escrituras e à Tradição.

A Comissão Episcopal para a Família da Conferência Episcopal da Ucrânia enviou uma carta de correção fraterna aos bispos que participam da Assembléia Sinodal da Igreja na Alemanha. A carta pede aos bispos alemães que se mantenham fiéis à Sagrada Escritura e à Tradição da Igreja e lhes adverte que suas posições prejudicam a fé dos fiéis na Ucrânia. 

Por PCh24/InfoCatólica | Tradução: FratresInUnum.com  Os bispos da Igreja na Ucrânia asseguram em sua carta que há uma profunda crise na Igreja do país “de nossos vizinhos ocidentais” e enfatizam que a postura dos bispos alemães sobre alguns temas é uma ameaça aos fiéis na Ucrânia.

Los obispos ucranianos exhortan a los alemanes a ser fieles a las Escrituras y la Tradición

Entre os temas está a questão da homossexualidade na doutrina da Igreja e também sua atitude para com a ideologia LGBT e a lei natural. O documento tem a forma de uma correctio fraterna”.

Os prelados ucranianos são contundentes em sua advertência aos alemães:

« Os grupos LGBT estão realizando um ataque ideológico massivo contra nossos jovens e crianças para corrompê-los moralmente. Igualmente, as organizações mencionadas justificam suas atividades e sua propaganda apoiando-se na nova perspectiva do episcopado alemão. Dói-nos ver como a propaganda LGBT invoca vossas próprias palavras para lutar contra o cristianismo e também contra todos os que reconhecem a verdadeira antropologia baseada na Bíblia e na lei natural»

E acrescentam:

« Alguns de nossos fiéis, que carregam o fardo da homossexualidade e outras feridas na esfera sexual, ao tomar conhecimento de tais declarações de sua Assembléia, sentem-se impotentes em sua luta para levar uma vida casta…

Os matrimônios que lutam contra a mentalidade contraceptiva deste mundo e se abrem ao dom da vida, experimentam profundas dúvidas depois de ler suas opiniões sobre a contracepção».

Em sua carta, os bispos ucranianos também mencionam que os fiéis da Igreja Católica na Ucrânia são acusados por cristãos de outras denominações (ndr: ortodoxos e protestantes) de que a Igreja Católica se está distanciando da verdade revelada. Os bispos ucranianos advertem que a razão de tais acusações é a posição dos hierarcas alemães.

« Eles veem vossa postura não como vosso próprio ensinamento privado, ou, inclusive, como um caminho apartado da Igreja na Alemanha, mas como a postura de toda a Igreja Católica.»

Entre os signatários da carta está Dom Radoslav Zmitrovich, bispo de Kamenets-Podolskiy, que ressaltou que a Igreja tem um ensinamento claro sobre os temas sexuais. Tais ensinamentos são a melhor resposta aos desafios dos tempos modernos, e não a concessão às propostas LGBT e à revolução sexual. Em declarações a PCh24, ele afirmou:

« A Assembléia sinodal alemã propõe uma direção oposta, que destrói as vidas humanas. Ela os fecha ao amor trazido por Jesus Cristo. Sem este amor, o homem não pode ser feliz. Certamente, sempre há dificuldades e quedas, mas a direção é importante. É importante se seguimos o caminhjo que leva as pessoas a viverem a sexuailidade como um dom maravilhoso para um homem e uma mulher, a fim de criar uma relação ágape-caritas, que também é um Sacramento, uma comunhão de pessoas e o presente de uma nova vida. Do contrário, estamos seguindo um caminho de vida no qual o homem está sujeito ao poder de Eros, o que significa que vive sem Cristo, somente sob o poder de seu próprio ego e de sua própria paixão.»

9 fevereiro, 2020

Foto da semana.

Guadalajara, México: o cardeal Raymond Leo Burke se encontra com religiosas para a oração do Rosário pela paz e pela Igreja. Créditos: Magno Antonio Pereira.

7 fevereiro, 2020

Exclusivo: Boff com Lula em Roma?

Lula, e Boff?, em Roma no dia seguinte ao lançamento da Exortação apostólica pós-Sinodal “Querida Amazônia”.

Por FratresInUnum.com, 7 de fevereiro de 2020 — Fontes murmurantes revelaram-nos que, na próxima quarta-feira, Luiz Inácio Lula da Silva e, quem diria, Leonardo Boff serão recebidos pelo Papa Francisco em audiência, dia seguinte ao que acontecerá o lançamento da Exortação Apostólica “Querida Amazônia”.

Trata-se de informação não confirmada, e que, esperamos, não se concretize.

O próprio Boff afirmou que Francisco não pretendia recebê-lo enquanto Bento XVI estivesse vivo. Algo poderia ter mudado esse posicionamento de Francisco? Talvez o episódio do livro de Sarah-Sarah-Bento? Nesta semana, a imprensa italiana divulgou que Francisco teria afastado o chefe da Casa Pontifícia, dom Georg Gänswein, de suas funções, embora não o tenha destituído de cargo.

“Não quero mais vê-lo”, foi a dura frase atribuída a Bergoglio. O desaparecimento de Gänswein das audiências com Francisco ocorreu quase que simultaneamente ao episódio do livro. Ainda indiscrições vaticanas que nos chegam dão conta de que o cardeal Sarah, em audiência com Francisco, demonstrou documental e cabalmente que tinha tudo acertado com Bento XVI sobre a coautoria do livro. Seria, então, uma retaliação bergogliana a Ratzinger? Enfim, só podemos conjecturar a respeito.

O fato é que o esquerdismo deste pontificado, além de patológico, tornou-se indissimulável. Após ter recebido o recém-eleito presidente da Argentina e não ter mencionado com ele o absurdo do seu iminente projeto de lei acerca do aborto, Francisco acolheu a jato o seu pedido e receberá Lula. Resta -nos saber se o cortesão Boff irá na mala do condenado.

Lula teria audiência neste próprio dia mas, alegando a recepção do pontífice, conseguiu evadir-se.

O deslumbramento deste papa impede-o de enxergar a realidade. Tentando “passar o pano” na impopularidade de Lula, Francisco tenta de algum modo reerguer a decadente esquerda latino-america, sob a liderança do petista brasileiro. Contudo, a popularidade de Francisco está ela também em queda livre e a associação do condenado Lula à sua pessoa apenas acelerará ainda mais a sua completa desmoralização como pontífice da Igreja Católica.

Com esta medida politiqueira, Francisco sacrifica o último resíduo de credibilidade que o seu cargo lhe dava e, ademais, desacredita o documento que divulgará, o qual é de claríssima inspiração boffiana.

Para os alienados que sobrevivem dentro das muralhas do Vaticano, o povo aqui fora não conta. A ideologia cegou as suas mentes. São fanáticos bergoglistas e não recuarão um milímetro sequer.

A semana que vem promete!