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18 abril, 2017

Cardeal Burke: Papa não me concedeu audiência.

Por LifeSiteNews, Roma, 11 de abril, 2017 | Tradução: FratresInUnum.com – O Cardeal Raymond Burke revelou em uma nova entrevista que ele solicitou uma audiência com o Papa Francisco, mas até agora não obteve resposta.

Cardeal Burke também reiterou que o Papa Francisco efetivamente o removeu de qualquer ato de governo na Soberana Ordem Militar de Malta, permanecendo, no entanto, como seu patrono.

O cardeal americano conhecido por sua ortodoxia abordou vários outros temas durante a longa entrevista com Gabriel Ariza, da InfoVaticana. Ele disse que os comentários feitos por parte do novo Superior dos Jesuítas lançam dúvidas sobre a validade das palavras de Cristo sobre o casamento e devem ser corrigidos. Cardeal Burke prosseguiu dizendo que o recente convite e pública recepção a um chefe de estado e seu parceiro homossexual também jamais deveria ter ocorrido.

Cardeal Burke:

À espera de uma palavra do Papa Francisco 

Exceto por ter cumprimentado o Papa Francisco em uma reunião do Colégio dos Cardeais e da Cúria Romana por ocasião do Natal, o Cardeal Burke disse que desde novembro não voltou a falar com o papa. Ariza, então, esclareceu que cardeal pediu ao Papa uma audiência.

“Mas eu não falei com ele, e ele não me concedeu uma audiência”, disse o Cardeal Burke. “Então, eu não sei o que ele está pensando.”

Alguns consideram as ações do papa contra o Cardeal Burke, relacionadas à controvérsia com os Cavaleiros de Malta, como uma retaliação pelos dubia submetidos a Francisco por causa de seu documento Amoris Laetitia.

Cardeal Burke reafirmou para Ariza que era necessário tornar público os dubia devido à confusão desenfreada na Igreja, sobre pontos essenciais pertinentes às questões morais do mal intrínseco, da reta disposição para receber a Sagrada Comunhão e a indissolubilidade do matrimônio.

Cardeal Burke mencionou que existem outros cardeais que apoiam os dubia, além dos quatro cardeais que os assinaram.

Não está claro se haverá uma correção formal e pública ao Papa Francisco, disse ele. Normalmente, antes de tomar esse passo, os cardeais que lançaram os dubia aproximam-se do papa para lhe dizer pessoalmente que o assunto é tão grave que eles, como líderes da Igreja, devem corrigi-lo.

“E eu confio que o Santo Padre responderá naquele momento,” prosseguiu o Cardeal Burke.

O assunto deve ser abordado com “grande respeito e delicadeza”, disse ele a Ariza. “E eu não quero sugerir uma data que de qualquer forma afetaria negativamente o modo de se lidar com o assunto ou que demonstrasse desrespeito pelas partes envolvidas.”

Problemas com os Cavaleiros de Malta

Ao ser indagado por Ariza sobre a natureza de seu papel junto aos Cavaleiros de Malta, após o Papa Francisco ter nomeado o arcebispo Giovanni Angelo Becciu como delegado especial do Vaticano para a Ordem em fevereiro, o Cardeal Burke respondeu: “Eu não tenho nenhum papel no momento. Eu tenho um título, mas não tenho nenhuma função”.

O jornalista primeiramente havia perguntado ao cardeal se a crise na Ordem de Malta havia acabado. Cardeal Burke disse que era uma pergunta difícil de responder.

“No momento, estou completamente removido de qualquer envolvimento com a Ordem de Malta”, disse. “Se por um lado eu mantenho o título de Cardeal Patrono, por outro lado o papa deixou claro que a única pessoa que pode tratar das questões da Ordem de Malta em nome do Santo Padre é o arcebispo Becciu. Então, eu não sei. “

A mais antiga ordem de cavalaria do mundo tornou-se o centro de turbulência durante os últimos meses envolvendo a  identidade e soberania da Ordem. A controvérsia girou em torno do envolvimento do grão-chanceler Albrecht von Boeselager numa distribuição de preservativos através de uma Obra de caridade da Ordem e subsequente violação de sua promessa de obediência, ao recusar-se a renunciar quando foi solicitado.

Também foram levantadas questões sobre o envolvimento de alguns cavaleiros com a Maçonaria, e um potencial conflito de interesses envolvendo membros de uma comissão do Vaticano nomeada para investigar a Ordem, além de uma grande doação feita aos Cavaleiros de Malta.

Cardeal Burke confirmou na entrevista que o Papa Francisco já havia pedido a ele para expulsar qualquer maçom de dentro dos Cavaleiros de Malta.

No entanto, em um movimento sem precedentes e controverso, o Papa Francisco assumiu a Ordem Soberana, pediu a renúncia do Grão-Mestre e reinstalou Von Boeselager, além de designar um delegado especial, eliminando efetivamente o papel do Cardeal Burke como Patrono.

Alguma coisa não está certa.

Cardeal Burke disse a Ariza que, no tocante à desordem dentro dos Cavaleiros de Malta, alguns pontos específicos precisam ser esclarecidos.

“Porque qualquer pessoa com bom senso percebe que há algo muito estranho acontecendo”, disse ele. “Em relação a esta grande doação, uma parte da qual foi deixada à Ordem de Malta, não há conhecimento claro sobre quem é o doador, qual é a natureza exata da doação nem como está sendo administrada, e isso não está certo. Essas coisas têm que ficar claras”.

Cardeal Burke prosseguiu dizendo achar muito estranho que as três pessoas diretamente envolvidas na doação feita à Ordem estivessem no chamado “grupo” que estava investigando a demissão do grão-chanceler e fazendo recomendações para que ele fosse reintegrado.

E “me parece estranho”, o Cardeal Burke sugeriu, “que pouco depois o irmão de Von Boeselager foi nomeado para a Comissão de Controle do Banco do Vaticano”.

“O senhor ficou com as mãos atadas,”  disse Ariza ao Cardeal Burke, o qual o respondeu: “Sim. Eu respeito a ordem do Santo Padre e não tenho nada para fazer na Ordem agora”.

O cardeal mencionou à InfoVaticana que ele não sabia dizer se sua remoção como Cardeal Patrono foi parte de uma crise armada dentro dos Cavaleiros de Malta. “Certamente, uma coisa é clara, e é que o restabelecimento do grão-chanceler era o objetivo principal”, disse ele.

Totalmente incorreto

Cardeal Burke abordou os recentes comentários feitos pelo novo Superior Geral dos Jesuítas, Padre Arturo Sosa Abascal, de que as palavras de Jesus contra o divórcio eram ‘relativas’ e sujeitas a ‘interpretação’.

“Isso é completamente errado”, Cardeal Burke afirmou. “Na verdade, acho incrível que ele possa fazer esse tipo de declarações. Elas também precisam ser corrigidas “.

O chefe dos jesuítas argumentou que as palavras de Cristo “devem ser contextualizadas”, porque “ninguém tinha um gravador para gravar as Suas palavras.” O Cardeal Burke chamou isso de  “irracional”.

“E de pensar que as palavras nos Evangelhos, que são palavras que, depois de séculos de estudos, foram compreendidas como sendo as palavras diretas de Nosso Senhor, agora já não são mais as palavras de Nosso Senhor porque não foram gravadas,” disse ele. “Eu não consigo entender isso.”

“É um erro grave que precisa ser corrigido”, continuou o cardeal, e pela Congregação para a Doutrina da Fé, “órgão do Papa para salvaguardar a verdade da fé e da moral”, ela pode fazer a correção.

A impressão errada

Cardeal Burke também criticou as boas-vindas recentemente dadas pelo Vaticano ao primeiro-ministro do Luxemburgo, Xavier Bettel, com seu parceiro homossexual por ocasião do 60º aniversário da assinatura do Tratado de Roma.

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Vaticano: Papa Francisco se reúne com primeiro-ministro homossexual do Luxemburgo, Xavier Bettel.

Fotos foram publicadas na mídia mostrando o casal homossexual sendo recepcionado com boas-vindas. Bettel twittou depois: “Foi um grande prazer e honra para mim e Gauthier sermos recebidos pelo líder da Igreja Católica.”

“Eu acho que algo tem que ser feito para resolver a imagem pública que é promovida por tais atos”, disse o Cardeal Burke. “No passado, a Santa Sé, simplesmente, de uma forma muito discreta e respeitosa, recusava-se a permitir uma coisa dessas.”

Tais exibições enviam uma mensagem errada, disse ele.

“Nós temos que retornar ao que era porque ao permitir abertamente esse tipo de coisa, se passa uma impressão muito forte que agora a Santa Sé aprova tais situações”, disse o Cardeal Burke. “Então isso tem que ficar claro.”

Da mesma forma, o cardeal apontou para o fato do Vaticano ter permitido o mais radical promotor do controle populacional Paul Ehrlich de falar em uma conferência sobre extinção biológica. Ehrlich fez uma apresentação em fevereiro a convite do chanceler da Pontifícia Academia das Ciências Sociais, Dom Marcelo Sanchez Sorondo

Ehrlich é um dos muitos indivíduos convidados oficialmente a se apresentar no Vaticano e que infringem o ensinamento da Igreja. O cardeal disse que esse convite para falar é “um excelente exemplo” da Santa Sé enviando a mensagem errada.

“Eu acho também que os termos para escolher aqueles que são oficialmente convidados para vir e falar em conferências na Santa Sé devem ser claros”, disse o Cardeal Burke. “Eu não entendo como as pessoas que se opõem abertamente à Igreja e seus ensinamentos podem ser convidados para este tipo de conferência.”

27 março, 2017

Cardeal Burke insiste: se não houver resposta aos questionamentos, “deveremos simplesmente corrigir a situação”.

BURKE: ESPERO AINDA QUE O PAPA RESPONDA AO DUBIA. A CONFUSÃO É DANINHA PARA A IGREJA. INSISTIREMOS.

Por Marco Tosatti, 26 de março de 2017 | Tradução: FratresInUnum.com – Na noite de 24 de Março, o Cardeal Raymond Burke falou na paróquia de São Raimundo Peñafort, em Springfield, Virgínia, e respondeu a algumas perguntas sobre os “Dubia” apresentados por quatro cardeais, e sobre uma possível correção formal que uma eventual ausência de resposta por parte do Pontífice tornaria necessária.
O pároco de São Raimundo, Padre João De Celles, fez algumas perguntas ao cardeal. Aqui estão alguns trechos da entrevista.
De Celles. – Há muitos rumores que circulam em torno do Dubia… O senhor sabe se haverá uma resposta ao Dubia pelo Santo Padre ou pela Congregação para a Doutrina da Fé?
Burke: “Eu sinceramente espero que haja, porque são questões fundamentais honestamente levantadas pelo texto da exortação pós-sinodal Amoris Laetitia. E enquanto não houver uma resposta a essas perguntas, continuará se espalhando uma confusão muito daninha à Igreja, e uma das questões fundamentais diz respeito à verdade segundo a qual existem coisas que são e sempre serão erradas – o que chamamos de atos intrinsecamente maus – e por isso vamos continuar a insistir em ouvir uma resposta a estas perguntas sinceras”.
O Cardeal Burke negou a idéia de que o Dubia seria um questionamento desrespeitoso ou arrogante, recordando que é o modo tradicional para se buscar um esclarecimento da parte do Papa sobre um ensinamento constante da Igreja. Ele então explicou por que o conteúdo do Dubia foi divulgado, após ter sido informado pela Congregação para a Doutrina da Fé de que não haveria uma resposta.
“Julgamos necessário torná-lo público, porque muitos fiéis se aproximavam de nós, fazendo essas perguntas, e dizendo o que está errado, temos essas perguntas e parece que nenhum dos cardeais que têm a grande responsabilidade de assistir o Santo Padre estão levando em conta essas questões. E, então, foi assim que nós resolvemos torná-lo público e isso foi feito com grande respeito.
De Celles: – Se não houver resposta, qual será a resposta dos quatro cardeais?
Burke: “Então deveremos simplesmente corrigir a situação, novamente de uma forma respeitosa, que é simplesmente isso: deduzir a resposta às perguntas com base no ensino constante da Igreja e torná-lo conhecido para o bem das almas”.
O cardeal norte-americano não deu qualquer indicação sobre a data desta possível correção da exortação pós-sinodal. E, sobretudo, falou de correção em geral, e não de uma correção dirigida diretamente ao Pontífice. Amoris Laetitia está prestes a completar seu primeiro ano de vida, tendo sido publicada em abril de 2016. E mesmo agora, de diferentes áreas do planeta, estão saindo declarações de bispos e conferências episcopais que se deslocam sobre linhas contrastantes na aplicação do documento, alimentando um objetivo estado de confusão.
Quem quiser ver o vídeo pode acessá-lo no seguinte link.
21 março, 2017

Cardeal Raymond Burke: “Quando o pastor se torna lobo, o primeiro dever do rebanho é se defender”.

Cardeal Burke exalta santo que condenou bispo herético. 

Por George Goss, 17 de fevereiro de 2017 – National Catholic Reporter | Tradução: FratresInUnum.com:  Como parte de sua visita à região metropolitana de Kansas City, o cardeal Raymond Burke celebrou, no dia 9 de fevereiro, uma missa pontifical no rito tradicional para uma congregação de cerca de 400 pessoas, incluindo famílias numerosas, frades Agostinianos, 15 sacerdotes – inclusive um protopresbítero Copta –  e membros da tradicionalista Fraternidade São Pio X.

Para a realização do evento foi necessário a remoção temporária do altar-mesa da paróquia de St. Mary-St Anthony, a fim de que os participantes pudessem ter uma visão do altar-mor sem nenhum obstáculo.

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Fiel beija o anel do Cardeal Raymond Burke, enquanto ele distribuía cumprimentos fora da Paróquia de St. Mary-St. Anthony em Kansas City, após a missa de 9 de fevereiro (NCR photo/George Goss)

A celebração marcou a festa de São Cirilo de Alexandria, o santo do dia segundo o calendário litúrgico pré-Vaticano II, e Burke aproveitou a oportunidade para exaltar a virtude heróica do santo na defesa da fé contra o conselho de “muitos dos seus colegas bispos que o instaram a permanecer em silêncio, de modo a manter uma fachada de unidade na Igreja“.

Burke disse que, diante da falsidade – mesmo daqueles em elevada posição eclesial – a resposta necessária de “São Cirilo e de todos os fiéis em cada tempo e lugar” é resistir.

Burke na maior parte do tempo leu um sermão de várias páginas, baseado fortemente em citações de uma fonte do século XIX: Dom Prosper Guéranger, um beneditino francês e purista litúrgico que restabeleceu a Regra Beneditina depois de ela ter sido praticamente aniquilada em sua terra natal após a Revolução Francesa.

Quando o pastor se torna um lobo, o primeiro dever do rebanho é se defender“, disse Burke, citando Dom Gueranger. “A traição como a de Nestório é rara na Igreja, mas pode acontecer que alguns pastores resolvam manter silêncio por uma razão ou outra em circunstâncias em que a própria religião está em jogo“.

Nestório, arcebispo de Constantinopla, recusou-se a usar o termo “Mãe de Deus” ao se referir à Virgem Maria. No ano 431, São Cirilo levou o Primeiro Concílio de Éfeso a condenar Nestório como um herege e removê-lo à força de sua sede.

São Cirilo teve que ter a honestidade e a coragem para combater uma falsidade, ainda que ela fosse propagada por um colega bispo apoiado por outros bispos e ainda tolerada em silêncio por outros“, disse Burke.

Graças a Deus pela sua honestidade e coragem, que foram os instrumentos pelos quais nos foi transmitida a fé verdadeira e salvífica“.

Na conclusão de sua homilia, Burke seguiu com várias orações, incluindo esta: “Rezemos hoje pelos nossos pastores, pelo Santo Padre e pelos bispos, para que tenham a sabedoria e a coragem de defender a fé em todos os tempos, para que o rebanho possa permanecer um com Cristo e assim obter a salvação eterna“.

Além da oração, Burke não fez referência direta a nenhum bispo atual ou qualquer controvérsia atual na igreja, mas isso não impediu alguns na congregação de fazê-lo.

Louis Tofari, da São Vicente de Paulo, uma igreja da Fraternidade São Pio X, disse que percebeu uma semelhança entre a incomum posição de São Cirilo ao confrontar  Nestório e a situação em que se encontra o próprio Burke diante do Papa Francisco e a Santa Sé.

Fiquei muito impressionado com a semelhança, à luz do que o Cardeal Burke está tendo que suportar nas mãos do Santo Padre e ter que defender um princípio muito básico da moralidade católica e do sacramento do matrimônio com toda esta questão do dubia“, disse Tofari. (Dubia são as questões formais que Burke e outros três cardeais submeteram a Francisco, pedindo-lhe que esclarecesse seus ensinamentos na exortação apostólica Amoris Laetitia) “Como São Cirilo, ele está tentando defender a fé, mas foi excluído de qualquer posição influente em Roma“.

Além de São Cirilo, Burke também mencionou Santo Atanásio como defensor da fé contra a heresia do arianismo, que negava que Jesus era consubstancial a Deus Pai.

São Atanásio é altamente reverenciado pela Fraternidade São Pio X, e um outro paroquiano de São Vicente de Paulo constatou um paralelo aí também:

Burke poderia muito bem ser o próximo Santo Atanásio“, disse Becky Gilligan. “Eu certamente espero que ele seja uma ponte para todos nós“.

12 março, 2017

Foto da semana.

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A aristocracia pode não gostar dele, mas os fiéis comuns simplesmente amam o Cardeal Burke.

Kansas City, Kansas, EUA, 10 de fevereiro de 2017 – LifeSiteNews | Tradução: FratresInUnum.com: Nas atribuições de seu papel como Patrono da Soberana Ordem de Malta, o Cardeal Raymond Burke abençoou a doação de equipamentos médicos, na quinta-feira, realizada pelos Cavaleiros de Malta a uma clínica médica que atende pobres e pessoas sem plano de saúde.

O cardeal abençoou uma mesa cirúrgica recentemente doada à Clínica Duchesne com a entrega feita pela mais antiga missão médica do mundo, uma ordem religiosa leiga fundada em 1113 que atua em 120 países.

Apesar da controvérsia em torno do Cardeal Burke, em Roma, com a aristocracia dos Cavaleiros de Malta, os Cavaleiros locais e, especialmente, os simples fiéis encontraram nele um humilde servo de Cristo e representante de Sua Igreja.

Povo comovido com a visita do cardeal

A visita do Cardeal à clínica ocorreu durante uma de suas viagens aos Estados Unidos para vários compromissos, incluindo a celebração de uma Missa Pontifical simples na Forma Extraordinária [do Rito Romano] na igreja vizinha de Saint Mary-Saint Anthony.

Bingo Dickerson, residente em Leavenworth, dirige mais de 100 quilômetros, uma vez ao mês, para tratamento de diabetes na clínica, e aconteceu de ter um encontro com o Cardeal Burke em sua passagem para abençoar a mesa cirúrgica recebida dos Cavaleiros.

Dickerson, [protestante] batista, pediu a um dos padres que acompanhavam o Cardeal Burke para encontrá-lo. Não importava a Dickerson o fato de não ser Católico.

“Nunca encontrei um cardeal antes”, afirmou Dickerson. “Embora eu seja um batista, todo lado tem pessoas boas”.

Ele ficou muito impressionado com o Cardeal e sua visita para abençoar o equipamento médico.

“O Espírito Santo estava lá enquanto ele abençoava a mesa”, disse Dickerson, que ficou comovido também com a pausa feita pelo Cardeal para encontrá-lo pessoalmente.

“Ele sorriu e foi muito simático”, continou. “Ele não menosprezou as pessoas”.

Dickerson queria ter sabido que o Cardeal estava celebrando Missa por perto, na igreja de St. Anthony, pouco antes da benção em Duchesne. Ele disse que teria chegado antes para assistir a Missa.

“Para ele, dedicar esse tempo, ele não é muito ocupado para dizer algo ao um homem simples”, continou. “Para um cardeal, encontrar tempo… quando eu o cumprimentei, percebi um senso de humildade… e isso está no Bom Livro”.

Os fiéis que assistiram à Missa na paróquia de origem alemã, infundida com culturas irlandesas e hispânicas, fizeram fila para cumprimentá-lo após a liturgia, antes de ele partir para a clínica.

A benção do Cardeal ao equipamento médico para a Clínica Duchesne deu um impulso a seus esforços. O pessoal da clínica preparou uma recepção de boas vindas ao Cardeal que incluía bolos hispânicos.

“É belo”, disse Dominico Nguyen sobre a visita do cardeal à clínica.

Sua mãe, Tu Nguyen, concordou, dizendo a LifeSiteNews: “É uma benção”.

Os Nguyens moram em Kansas City, Missouri, e frequentam a Paróquia Our Lady of Perpetual Help. Eles conheceram o cardeal de seu tempo como arcebispo de St. Louis.

“Ele é realmente simpático”, Dominico Nguyen afirmou a LifeSiteNews

Nguyen louvou o Cardeal Burke por sua persistente defesa da santidade da vida humana e seus esforços em defender o sacramento do matrimônio.

“Tenho certeza de que há muita gente apoiando ele”, continuou Nguyen.

27 janeiro, 2017

Edward Pentin: Papa Francisco convocou reservadamente para audiência o Grão-mestre da Ordem de Malta e pediu que escrevesse sua renúncia na hora. E que declarasse ter sido influenciado por Burke.

Papa Francisco declara todos os atos recentes de Festing como “nulos e inválidos”.

Declaração feita em uma carta do Cardeal Parolin à Ordem de Malta, enquanto vão surgindo os detalhes sobre o que aconteceu durante o encontro do Papa com o Grão-Mestre.

Por Edward Pentin, National Catholic Register, 26 de janeiro de 2017 | Tradução: FratresInUnum.com – O Papa Francisco declarou que todas as ações tomadas pelo chefe da Ordem de Malta e seu Conselho de Administração, desde a demissão de Boeselager no mês passado, são “nulas e sem efeito”, incluindo a eleição do substituto de Boeselager.
Escrevendo em nome do Papa aos membros do Conselho de Governo da Ordem, no dia 25 de janeiro, o secretário de Estado do Vaticano Cardeal Pietro Parolin, afirmou que o Santo Padre, “com base em evidências que emergiram a partir de informações que ele reuniu, determinou que todas as ações tomadas pelo Grão-Mestre depois de 6 de dezembro de 2016, são nulas e sem efeito”.
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Burke – o alvo.

Ele acrescentou: “O mesmo é verdadeiro para aqueles do Soberano Conselho, como a eleição do Grão-chanceler interinamente.” O Conselho elegeu  Fra ‘John Critien como substituto temporário de Boeselager.

Cardeal Parolin começa sua carta ressaltando que o Grão-comandante, Ludwig Hoffmann von Rumerstein, está agora encarregado da Ordem, acrescentando que “no processo de renovação que é visto como necessário”, o Papa “nomearia seu delegado pessoal com poderes que ele mesmo vai definir no ato de sua nomeação”

O Grão Mestre Fra ‘Matthew Festing apresentou sua renúncia no dia 24 de janeiro, de acordo com uma declaração do Vaticano, de 25 de janeiro. O Vaticano acrescentou ainda no comunicado que no dia seguinte “o Santo Padre aceitou a sua demissão.”

Além disso, o Vaticano disse que o governo da Soberana Ordem passaria a ser administrado pelo “Grão-comandante interino enquanto se aguarda a nomeação do Delegado Pontifício”.

O Papa convocou Fra’Festing ao Vaticano no dia 24 de janeiro, dando-lhe instrução rigorosa para não deixar que ninguém viesse a saber sobre a audiência – um modus operandi que tem sido usado com frequência durante este Pontificado, mas que Register tomou conhecimento. Durante o encontro, Francisco pediu a Fra ‘Festing para que ele se demitisse imediatamente, algo com o qual o Grão-Mestre teve que concordar. O Papa, então, ordenou-lhe para escrever sua carta de demissão ali mesmo no local, de acordo com fontes bem informadas.

O Register também tomou conhecimento de que o Papa disse a Fra ‘Festing que a razão pelo qual estava pedindo sua renúncia foi a convicção do pontífice de que ele tem que fazer uma nova “investigação mais profunda” da Ordem, e que tal  investigação seria “mais facilmente conduzida se o grão-mestre renunciasse.”

Também foi revelado ao Register, que o Papa então fez Fra ‘Festing incluir em sua carta de renúncia, que o Grão-Mestre havia pedido a demissão de Boeselager “sob a influência” do Cardeal Raymond Burke, o patrono da Ordem. No entanto, como patrono, o Cardeal não tem nenhum poder de governo na Ordem, podendo apenas aconselhar o Grão-Mestre, o que significa que a decisão de demitir o Grão-chanceler pertence exclusivamente ao Grão-Mestre.

Perguntado se poderia confirmar esta versão dos acontecimentos envolvendo o encontro de Fra ‘Festing com o Papa, o Vaticano respondeu ao Register no dia 26 de janeiro, que não fornece “nenhum comentário sobre conversas privadas.”

Se o Grão-Mestre foi pressionado a renunciar, alguns dentro da Ordem estão especulando sobre a validade de sua renúncia, já que essa foi exigida imediatamente, sem dar-lhe tempo para sequer considerar o assunto. Eles também estão preocupados com o que se parece prenúncio de um expurgo futuro na Ordem.

Além disso, alguns estão se perguntando que, se todos os atos do Grão-Mestre desde 6 de dezembro são nulos, como o Cardinal Parolin afirmou em sua carta, isso também incluiria o ato de renúncia de Fra ‘Festing ao Papa.

No sábado, o Conselho Soberano reúne-se para votar se a aceitam ou não a renúncia do Grão-Mestre.

Segue abaixo a tradução da carta do Cardeal Parolin:

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“Distintos Membros do Conselho Soberano, 

Gostaria de informar-lhes que S.A.E. Fra ‘Matthew Festing, Grão-Mestre da Ordem, na data de 24 de Janeiro de 2017, entregou sua demissão nas mãos do Santo Padre Francisco, o qual a aceitou.  

Como a Constituição da Ordem prevê no Art. 17 § 1, o Grão-comendador assumirá a responsabilidade de governo interinamente. Nos termos do Art. 143 do Código Maltense, ele providenciará de informar aos Chefes de Estado com os quais a Ordem mantém relações diplomáticas e as diferentes organizações ligadas à Ordem. 

Para ajudar a Ordem no processo de renovação que é visto como necessário, o Santo Padre irá nomear seu delegado pessoal com poderes que ele vai definir no próprio ato de sua nomeação. 

O Grão-comendador, em seu papel de tenente interino, exercerá os poderes previstos no Art. 144 do Estatuto da Ordem até o Delegado Pontifício ser nomeado. 

O Santo Padre, com base em evidências que surgiram a partir de informações que ele reuniu, determinou que todos os atos realizados pelo Grão-Mestre depois de 6 de dezembro de 2016, sejam nulos e inválidos. O mesmo é verdadeiro para aqueles atos do Conselho Soberano, como a eleição ad interim do Grão-chanceler

O Santo Padre, reconhecendo os grandes méritos da Ordem na realização de muitas obras em defesa da fé e no serviço aos pobres e doentes, expressa sua preocupação pastoral para com a Ordem e espera a colaboração de todos neste momento delicado e importante para o futuro. 

O Santo Padre abençoa a todos os membros, voluntários e benfeitores da Ordem e lhes sustenta com suas orações.

Pietro Paraolin

Secretário de Estado

13 janeiro, 2017

Desordem na Ordem de Malta.

A demissão, no mês passado, do grão-chanceler da ordem pelo grão-mestre, relacionada ao envolvimento da ordem na distribuição de contraceptivos artificiais, desencadeou um grave desentendimento com a Santa Sé. 

Por Edward Pentin, National Catholic Register, 7 de janeiro de 2017 | Tradução: FratresInUnum.com: A demissão de uma figura importante da Soberana Ordem de Malta relacionada com a distribuição em alguns países em desenvolvimento provocou um grave desentendimento entre os Cavaleiros de Malta e a Santa Sé, mas, que ambas as partes esperam ser rapidamente resolvido.

An Anglo-Polish Carol Service Takes Place At St Clement Danes ChurchA disputa, que levou a uma controversa intervenção da Santa Sé, expôs uma abordagem divergente quanto ao tratamento a ser dado a práticas que a Igreja sempre ensinou serem gravemente imorais. Também revelou alegações de ambição da associação alemã dos Cavaleiros em estender sua influencia dentro da antiga ordem de cavaleria, o desejo do papa de livrar a ordem da maçonaria e uma misteriosa doação de 120 milhões de francos suíços (US$ 118 milhões, cerca de R$ 413 milhões) aos Cavaleiros.

A Ordem Soberana e Militar de Malta é uma ordem religiosa leiga sediada em Roma e remonta à Primeira Cruzada. Defendeu extensamente a fé contra as perseguições e se dedicou a ajudar no cuidados dos pobres, doentes e vulneráveis, empregando um pessoal médico de cerca de 25 mil profissionais e 80 mil voluntários por todo o mundo. É considerada um sujeito soberano pelo direito internacional e tem relações diplomáticas com 106 países.

O Cardeal americano Raymond Burke é o cardeal patrono da ordem, cuja tarefa é promover as relações entre a Santa Sé e os Cavaleiros e manter o Santo Padre informado sobre os aspectos espirituais e religiosos da ordem.

A disputa em andamento, que o Secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Pietro Parolin, descreveu como uma “crise sem precedentes”, primeiramente tornou-se pública após o grão-mestre dos Cavaleiros de Malta, Fra’ Matthew Festing, demitir Albrecht Freiherr von Boeselager do posto de grão-chanceler (o oficial de número três da ordem), em 6 de dezembro, acusando-o de ser, ao fim, o responsável pela distribuição de contraceptivos através da agência humanitária da ordem Malteser International.

Apesar de ter professado votos de obediência ao grão-mestre como Cavaleiro de Segunda Classe, o experiente Cavaleiro alemão se recusou a renunciar no encontro de 6 de dezembro, um ato de insubordinação que a ordem qualificou de “vergonhoso” e que provocou um “procedimento disciplinar” que suspendeu Boeselager de todos os encargos nos Cavaleiros de Malta, segundo uma declaração de 13 de dezembro. A constituição da Ordem de Malta afirma que a obediência na ordem requer a obrigação de executar qualquer instrução como legitimamente dada pelo superior, dependendo da motivação da instrução.

Preservativos distribuídos

A razão para a demissão de Boeselager remonta, primeiramente, a quando ele era o grande hospitalário de 1989 a 2014, responsável pela Malteser International, a grande agência de ajuda humanitária dos Cavaleiros sediada em 24 países. Durante seu mandato, a organização documentou ter distribuído milhares de preservativos e contraceptivos orais, principalmente, mas não exclusivamente, para ajudar a prevenir prostitutas, no Extremo Oriente e na África, de pegarem HIV/AIDS.

“Eles estavam distribuindo preservativos não só a pacientes, mas a trabalhadores em geral”, declarou uma fonte bem informada ao Register, sob condição de anonimato. “A motivação aparente era prevenir a difusão da AIDS, e então, em geral, enquanto programa de planejamento familiar, também — espaçamento de nascimentos e coisas do tipo, que dificilmente pode ser relacionado à AIDS”.

No fim de 2014, o grão-mestre tomou ciência do caso; e em maio de 2015, Fra’ Festing instituiu uma comissão de três pessoas para descobrir o que aconteceu. A comissão apresentou seus resultados em janeiro de 2016; o caso da distribuição de contraceptivos foi posteriormente catalogado pelo Instituto Lepanto, demonstrando que milhares de contraceptivos foram distribuídos entre 2015 e 2012.

Boeselager tinha ciência do caso há algum tempo e foi primeiramente informado dessa situação “ao menos desde 2013, quando detinha o posto de grande hospitalário, ou desde quando Malteser International ordenou uma avaliação abrangente de todos os projetos acerca de sua conformidade ao ensinamento da Igreja Católica”, declarou Eugenio Ajroldi di Robbiate, diretor de comunicação dos Cavaleiros de Malta. “Desde o fim de 2014 até dezembro de 2016, houve diversas ocasiões em que o grão-mestre e Albrecht Boeselager discutiram o assunto”.

O porta-voz ressaltou que a comissão “reconheceu o profissionalismo da Malterser Internacional e a importância de seus projetos em 24 países do mundo, ressaltando que os que geraram problemas morais estavam limitados a Myanmar, Quênia e Sudão do Sul”.

Boeselager responde

Em uma declaração de 23 de dezembro, Boeselager protestou que não havia bases válidas para renunciar e que o “procedimento estabelecido” para sua remoção não foi seguido. Ele também criticou uma instrução do grão-mestre, afirmando que sua diretriz de que membros que não concordassem de sua decisão deveriam renunciar “recordava um regime autoritário”.

Quanto ao assunto dos contraceptivos, o ex grão-chanceler afirmou que a distribuição de preservativos em Myanmar para prevenir a difusão da AIDS foi “iniciada em nível local” e “sem o conhecimento” da sede da Malteser International. Tão logo a ordem soube da distribuição de preservativos, dois dos projetos foram imediatamente paralisados. Um terceiro continuou, declarou ele, porque um fim abrupto teria privado uma região pobre de Myanmar de todos os serviços médicos básicos. Esse projeto, por fim, terminou após a Congregação para a Doutrina da Fé intervir.

Boeselager afirmou que ele sempre enfatizou “claramente” que sente-se “vinculado aos ensinamentos da Igreja” e que “maquinar uma acusação” de que ele não reconhece os ensinamentos da Igreja sobre sexualidade e família, com base nos acontecimentos em Myanmar, é “absurdo”.

Todavia, um membro austríaco da Malteser International continua a defender o uso de preservativos  para prevenir a infecção por HIV em seu website, muito embora a Igreja ensine que o uso de contraceptivos é “gravemente imoral” em qualquer circunstância.

Esperava-se que o escândalo dos contraceptivos fosse tratado em 10 de novembro, quando o Cardeal Burke foi recebido em audência privada pelo Papa Francisco. Durante o encontro, Register soube que o Papa ficou “profundamente perturbado” por aquilo que lhe contou o cardeal. O Papa também deixou claro ao Cardeal Burke que ele desejava que a maçonaria fosse “expelida” da ordem, e pediu ações apropriadas.

A preocupação se seguiu por uma carta de 1º de dezembro ao Cardeal Burke, na qual Register tomou conhecimento de que o Santo Padre enfatizou ao cardeal o dever de promover o interesse espiritual da ordem e de remover qualquer afiliação com grupos ou práticas contrários à lei moral.

O Santo Padre não pediu explicitamente na carta que Boeselager fosse demitido, e, contrariamente a matérias, o Cardeal Burke insistiu que ele nunca teria dito a Boeselager que o Papa pediu especificamente por sua demissão. Antes, fontes internas se empenharam por dizer que a liderança dos Cavaleiros não podia ver como a questão poderia ser retificada de outra forma, quando se envolvia grande escândalo e ninguém assumia a responsabilidade por isso. A liderança acreditava estar claro que Boeselager era o principal responsável pelo que aconteceu, especialmente quando, durante o encontro de 6 de dezembro, não deu resposta quando questionado sobre a razão de não ter formalmente protestado sobre a exatidão do relatório da comissão.

Uma fonte confiável também recorda que Boeselager afirmou em uma recepção em Roma, em 2014: “Temos de dar contraceptivos aos pobres ou eles morrerão”. Boeselager também, conforme relatos, não respondeu quando confrontado com esta afirmação no encontro de 6 de dezembro.

A liderança dos Cavaleiros, incluindo o Cardeal Burke, estavam convencidos que havia se dado uma grave violação da lei moral, e especialmente quando ela se estendeu por um período de tempo, as pessoas responsáveis tinham de ser disciplinadas; de outra forma, a instituição perderia sua credibilidade.

Boeselager não respondeu ao pedido do Register para comentar as questões relacionadas à sua demissão.

A intervenção do Cardeal Parolin

Após sua demissão, fontes internas afirmam que Boeselager foi ao Cardeal Parolin, erroneamente contando a ele que lhe foi dito pelo Cardeal Burke que o Papa o instruía a renunciar.

Porque ele via a situação como uma emergência, segundo as fontes, o Cardeal Parolin não verificou o que foi comunicado a Boeselager pelo Cardeal Burke antes de escrever uma carta, em 12 de dezembro, a Fra’ Festing em nome do Santo Padre. Nela, ele enfatizava que as “únicas instruções” do Papa foram aquelas dadas ao Cardeal Burke em sua carta de 1º de dezembro.

“Em particular, a respeito do uso e distribuição de métodos e meios contrários à lei moral, Sua Santidade pediu que o diálogo [ênfase dele] seja a abordagem usada para tratar e resolver potenciais problemas”, escreveu o Cardeal Parolin em sua carta. “Ele nunca mencionou, pelo contrário, expelir ninguém”. O Cardeal acrescentou que esperava que o diálogo fosse usado para “adiante encontrar uma forma prudente que seja vantajosa a todos”.

Em resposta, Fra’ Festing destacou que a decisão que ele havia tomado era “plenamente de acordo com as instruções” retransmitidas pelo Cardeal Burke e pediu por um encontro urgente com o Cardeal Parolin para encontrar um caminho a seguir. No encontro, o Cardeal Parolin disse que ele queria instituir uma comissão para investir os assuntos relacionados à demissão. O grão-mestre e a liderança dos Cavaleiros recusou tal comissão, principalmente por conta do status de soberania dos Cavaleiros que proíbe tal interferência em seu governo interno, segundo o direito internacional.

A liderança dos Cavaleiros ficou com a impressão de que o Cardeal Parolin havia voltado atrás com a idéia.

A Comissão de Inquérito

No entanto, em 22 de dezembro, o grão-mestre e o Cardeal Burke receberam uma carta do Vaticano, comunicando que uma comissão, ou grupo, havia sido estabelecido; que as instruções do Papa em sua carta de 1º de dezembro deveriam ser suspensas; e que nada mais deveria ser feito até que o recém formado grupo concluísse seu trabalho. O Vaticano também informou a mídia no mesmo dia, embora não através do boletim diário do Vaticano, mas, por um e-mail, que o grupo de cinco membros tinha por objetivo rapidamente obter informação sobre a disputa.

Questionado se queria compartilhar sua opinião a respeito, o Cardeal Burke declarou ao Register: “Não posso fazer qualquer comentário sobre essas decisões porque nunca fui consultado. Eu estava presente na demissão”. Mas, ele acrescentou que o que lhe preocupava “muitíssimo” em toda “infeliz reação à justa ação do grão-mestre era a perda de sentido do que estava em jogo, isto é, uma grave violação do ensino moral da Igreja e, de fato, da lei moral natural por uma proeminente e histórica instituição Católica”.

Os cinco membros da comissão de inquérito são o arcebispo Silvano Tomasi, antigo observador da Santa Sé nas Nações Unidas em Genebra; o padre jesuíta Gianfranco Ghirlanda, ex reitor da Pontifícia Universidade Gregoriana; Jacques de Liedekerke, advogado; Marc Odendall, um banqueiro de investimento; e Marwan Sehnaoui, presidente da Ordem de Malta no Líbano.

Exceto Padre Ghirlanda, todos os indicados do grupo são membros da ordem, e a maior parte são de aliados de Boeselager. Odendall é conhecido por ser particularmente apoiador de Boeselager, e o Arcebispo Tomasi é um bom amigo de Odendall, segundo fontes de dentro da ordem.

Ademais, Register soube que Odendall, Sehnaoui e o Arcebispo Tomasi estiveram relacionados com Boeselager quanto a uma herança enorme deixada para a ordem por um benfeitor residente na França, avaliada em ao menos 120 milhões de francos suíços (US$ 118 milhões, cerca de R$ 413 milhões). O Cardeal Parolin tem conhecimento da doação desde, ao menos, março de 2014.

O Secretário de Estado também é conhecido amigo de Boeselager, e, em 15 de dezembro, nomeou seu irmão, Georg Freiherr von Boeselager, como um dos três novos membros da conselho do IOR (Banco do Vaticano).

O Cardeal declinou responder a uma série de questões sobre a demissão de Boeselager e a comissão papal, dizendo ao Register, em 2 de janeiro, que “não era oportuno”.

A Ordem rejeita a Comissão.

Em uma carta de 3 de janeiro aos Cavaleiros, o novo chanceler da Ordem, Fra’ John Critien, insistiu que a ordem “não pode colaborar” com a comissão papal, não só por conta de sua “irrelevância jurídica” em relação ao sistema legal da ordem, mas, “acima de tudo”, a fim de “proteger suas prerrogativas soberanas contra iniciativas objetivamente destinadas a questionar ou limitar seu caráter soberano”. A ordem já publicamente declarou que tal “interferência” é “inaceitável”.

Ele, portanto, enfatizou que a não colaboração com a comissão se dá puramente por “motivações jurídicas” e “não é, e de forma alguma pode ser considerada uma falta de respeito para com a comissão em si, nem para com o Secretariado de Estado da Santa Sé”.

Apoiadores da comissão afirmaram que uma das principais razões de ela ter sido erigida era que as associações nacionais da Ordem de Malta apoiavam Boeselager. Isso não parece ser exato, como Register pôde ver em cartas de apoio ao grão-mestre de várias associações, incluindo Itália, Espanhoa, Portugal, México, Chile e Malta.

Em 4 de janeiro, o Arcebispo Tomasi respondeu à carta de Fra’ Critien, de 3 de janeiro, que ele afirmou “fazer algumas declarações cujas imprecisões geram equívocos” e “diretamente contradizem os desejos do Santo Padre”. Segundo o arcebispo, a questão relacionada à demissão de Boeselagar “não é só a soberania da ordem, mas a afirmação razoável de procedimentos questionáveis e de falta de causa provadamente válida para ação tomada”. Também, ele disse, “nunca houve um pedido de renúncia ou demissão de ninguém, da parte da Santa Sé e especificamente do Santo Padre”.

“Acerca do que Sua Excelência qualifica de irrelevância jurídica da comissão, os argumentos usados para substituir o grão-chanceler provocaram a sua ereção pelo Santo Padre, uma vez que a irregularidade inferida quanto ao procedimento profundamente dividiu a ordem”, declarou o Arcebispo Tomasi.

Procurando uma solução

Tanto a ordem como a Santa Sé estão empenhados em resolver rapidamente o problema, e apesar dos protestos das altas esferas da ordem, o Vaticano continua a ver a comissão papal, que se encontrou pela primeira vez em 5 de janeiro, como a melhor forma de encontrá-la.

Em comentários ao jornal italiano Il Messaggero, de 31 de dezembro, o Cardeal Parolin afirmou que a comissão “reuniria informação, e depois vamos ver”.

Este artigo é a primeira de duas partes. 

Edward Pentin é o correspondente do Register em Roma

26 dezembro, 2016

“É preciso que os fiéis saibam: Amoris Laetitia, não pode mudar o Magistério da Igreja”. Explosivo: Íntegra da entrevista do Cardeal Burke à EWTN – com legendas em português.

Spadaro acusa: “Estão tentando alimentar tensão e criar divisão na Igreja”. Burke responde: “A divisão já foi alimentada. Aonde quer que eu vá, encontro bispos, padres e fiéis confusos”.
Créditos a um generoso amigo pelas legendas.

26 dezembro, 2016

O Papa e Malta: um comissariado inválido.

Por Roberto de Mattei,“Il Tempo”, Roma, 24-12-2016 | Tradução: Hélio Dias Viana – FratresInUnum.comO Papa dotou a Ordem de Malta de um comissário? A estratégia do comissariado agrada sem dúvida o Papa Francisco, que já tomou essa medida draconiana contra duas instituições religiosas consideradas por ele como demasiadamente “tradicionais”: os Franciscanos da Imaculada e os religiosos do Verbo Encarnado.

g_43_02-468x275E não parece ser por acaso que o anúncio de uma comissão para “recolher provas susceptíveis de informar plena e rapidamente a Santa Sé sobre o litígio que envolveu recentemente o Grande Chanceler [da Ordem de Malta], Sr. Albrecht Freiherr von Boeselager” tenha sido feito pela Sala de Imprensa do Vaticano em 22 de dezembro, no mesmo momento em que o Papa Bergoglio transformava os cumprimentos tradicionais de Natal à Cúria em uma dura repreensão contra aqueles que resistem ao seu projeto de mudança radical da Igreja, com referência implícita ao Cardeal Raymond Leo Burke, Patrono da referida Ordem.

Mas, neste caso, o instrumento legal do comissariado pura e simplesmente não é possível. Como explica o Pe. Fabrizio Turriziani Colonna em um documentado estudo dedicado à soberania e independência da Soberana Ordem Militar de Malta (Libreria Editrice Vaticana 2006), tanto a Ordem de Malta quanto a Santa Sé são sujeitos de direito internacional e, portanto, colocam-se uma em relação à outra em uma posição de independência recíproca.

A Ordem de Malta tem de fato uma personalidade jurídica dupla que a subordina à Santa Sé nas matérias próprias ao Direito Canônico, mas que no plano do direito internacional lhe assegura independência daquela. O fato de a Soberana Ordem Militar de Malta manter relações diplomáticas com 94 Estados e um embaixador junto à Santa Sé confirma que nesse âmbito suas relações são em pé de igualdade. A Soberana Ordem Militar de Malta é, em uma palavra, um Estado soberano, embora sem território, zeloso de sua autonomia e de suas prerrogativas.

Em nove séculos de história, os Cavaleiros de Malta cobriram-se de glória derramando seu sangue pela Igreja, mas não faltaram os conflitos com a Santa Sé. O último, narrado por Roger Peyrefitte (Chevaliers de Malte, Flammarion, Paris 1957), foi após a Segunda Guerra Mundial, quando a Ordem conseguiu frustrar a tentativa de fusão compulsória com os Cavaleiros do Santo Sepulcro.

A queda de braço terminou em 1953, com o acórdão de um Tribunal cardinalício que reconhecia a soberania da Ordem de Malta, reiterando, porém, sua dependência da Santa Sé no tocante à vida religiosa dos cavaleiros. A Ordem de Malta aceitou a decisão, com certas condições: 1) o reconhecimento dos direitos inerentes à sua condição de sujeito de direito internacional; 2) a limitação da dependência religiosa da Ordem somente aos cavaleiros professos e capelães; 3) a exclusão de qualquer sujeição à Secretaria de Estado do Vaticano.

A competência da Santa Sé não diz respeito, portanto, ao governo interno e internacional da Ordem, mas limita-se ao âmbito estritamente religioso. Nesse sentido, poder-se-ia compreender que caso o Papa constatasse algum desvio de ordem doutrinária ou moral entre os cavaleiros, decidisse tomar medidas para corrigir a situação. Mas por acaso foi isso que aconteceu?

Tendo vindo à luz que durante o período em que Boeselager foi o Grande Hospitalário da Ordem ele abusou de seu poder promovendo a distribuição de dezenas de milhares de preservativos, contraceptivos e até mesmo abortivos (como está devidamente documentado nos relatórios sobre o programa das Nações Unidas contra o HIV/SIDA na Birmânia), o Grão-Mestre Matthew Festing interveio para pôr fim ao escândalo. Pediu então a Boeselager que demitisse, apelando, em última instância, para o voto de obediência feito a ele, Festing. O Grão-Chanceler Boeselager, prevalecendo-se de sua forte amizade com o Secretário de Estado, cardeal Pietro Parolin, e da recente nomeação de seu irmão Georg para o Conselho do IOR (o assim chamado “Banco do Vaticano”), rejeitou com arrogância o pedido, reivindicando seu comportamento de católico “liberal”.

A criação pela Secretaria de Estado de uma comissão de inquérito de cinco membros, todos mais ou menos ligados a Boeselager, constitui um caso grave de ingerência no governo da Ordem. A Santa Sé deveria limitar-se a zelar pela vida religiosa através do Cardeal patrono Raymond Burke, nomeado pelo próprio Papa Francisco.

O Papa tem todo o direito de informar-se sobre os assuntos internos da Ordem, mas não é curial que o faça através de uma comissão que passa por cima do representante papal, a menos que queira incluir este último no alvo da acusação. Um cardeal só pode ser julgado por seus pares, e não por burocratas do Vaticano.

É também inadequado confiar a uma comissão vaticana o julgamento de assuntos relativos não à vida religiosa, mas ao governo da Ordem, colocando neste caso sob acusação o próprio Grão-Mestre, que fez bem em rejeitar o operar inválido da comissão.

Infelizmente, não é apenas o procedimento legal que é espúrio, mas, sobretudo, o julgamento do mérito pelas autoridades vaticanas, a cujos olhos os que desafiam o Magistério da Igreja, promovem a contracepção e o aborto, e violam seus votos, merecem hoje ser reabilitados, enquanto os que defendem o ensinamento da Igreja e a integridade moral das instituições a que pertencem são, pelo contrário, acusados de “resistência malévola” ao Santo Padre e terminam no banco dos réus.

Devemos esperar uma reação à altura da parte dos cavaleiros. O que está em jogo não é apenas a soberania da Ordem de Malta, mas também sua tradição ininterrupta de defesa da fé e da moral católica.

20 dezembro, 2016

Cardeal Burke defende signatários de ‘dubia’ em entrevista bombástica à EWTN.

Por LifeSiteNews – 16 de dezembro de 2016 | Tradução: FratresInUnum.com: No programa “The World Over with Raymond Arroyo” da última quinta-feira, o Cardeal Raymond Burke respondeu àqueles dentro da Igreja que estão criticando a ele e a outros três cardeais por pedirem esclarecimentos morais sobre Amoris Laetitia. Ele afirmou que os cardeais não estão criando divisão, mas “abordando” a divisão já existente dentro da Igreja. Ele também insiste que ele “nunca” fará parte de um cisma por defender a Fé Católica, e que ataques contra o matrimônio desestabilizam a Igreja e a sociedade.

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Cardeal Burke e Dom Athanasius Schneider na Marcha pela Vida, em Roma, 8 de maio de 2016.

Burke diretamente respondeu às afirmações feitas pelos colaboradores próximos do Papa, padre Antonio Spadaro e Cardeal Cristoph Schönborn, sobre Amoris Laetitia. Em particular, ele se referiu à declaração de Spadaro de que o Papa Francisco já respondeu ao dúbia dos quatro cardeais ao aprovar as diretrizes lançadas pelos bispos de Buenos Aires, que permitiram a Comunhão a divorciados recasados. Burke também respondeu à afirmação do Papa Francisco de que pessoas que são excessivamente “rígidas” quanto à defesa da doutrina sofrem de um tipo de “condição”.

Respondendo à afirmação de Spadaro de que Burke e os outros três cardeais estão tentando “potencializar” a divisão e tensão na Igreja, Burke disse, “de fato, estamos tentando tratar da divisão que já está muito potencializada, para usar a expressão dele”.

“Somente quando essas questões, que foram apresentadas segundo a maneira tradicional de resolver questões na Igreja, e que têm relação com matérias muito sérias, somente quando essas questões forem adequadamente respondidas a divisão será dissipada”, afirmou Burke. “Porém, como está acontecendo agora, na medida em que isso continuar, a divisão somente crescerá e, é claro, o fruto da divisão é o erro. E aqui estamos falando sobre a salvação das almas, pessoas levadas a erro em matérias que têm a ver com a sua salvação eterna. Então, o padre Spadaro está muitíssimo errado nessa afirmação”.

Burke declarou estar “muitíssimo ofendido” pela recente afirmação de padre Spadaro de que o Papa Francisco não responde a questões “binárias”.

“É o papel do papa, como pastor da Igreja universal, como guardião da unidade dos bispos e de todo o Corpo de Cristo, responder a essas questões”, disse Burke. “Sugerir que fazer essas questões é sinal de falta de sinceridade é profundamente ofensivo. Posso assegurar que, por mim, e conheço os outros cardeais envolvidos, nós nunca levantaríamos questões a menos que tivéssemos a mais profunda e sincera preocupação pela própria Igreja e por cada um dos fiéis”.

O Papa Francisco “deu sua própria opinião” sobre a Comunhão a divorciados recasados, mas “a questão só pode ser respondida em termos do que a Igreja sempre ensinou e praticou”, declarou Burke. “Não é uma questão de… alguma ideia especulativa que eu possa ter sobre como abordar essas questões, mas de como Cristo em sua Igreja trata essas questões?…. até que se dê essa resposta, nós permanecemos em um estado de confusão”.

Burke e Arroyo discutiram as aparentes incompatibilidades de Amoris Laetitia com trechos da exortação Familiaris Consortio do Papa S. João Paulo II e a afirmação de Schönborn de que se trata de uma “evolução” do ensinamento da Igreja.

“Não se pode ter um amadurecimento de um ensinamento que é uma ruptura com o próprio ensinamento, que é um rompimento com esse ensinamento”, disse Burke. “As afirmações do Cardeal Schönborn a esse respeito não refletem o que se chama de desenvolvimento doutrinal – em outras palavras, através da reflexão da Igreja ela aprofunda sua apreciação de um ensinamento e ajuda os fiéis a praticar esse ensinamento. Neste caso, trata-se de uma completa ruptura com o ensinamento da Igreja, um completo distanciamento em relação ao que a Igreja sempre ensinou e praticou. Um amadurecimento é algo orgânico, onde se vê que aquilo que a Igreja vem ensinando sobre o matrimônio agora é expresso com maior plenitude”.

Burke denunciou a “politização da Igreja” que ocorreu com os ataques aos quatro cardeais, através dos meios de comunicação, realizados pelos defensores de um relaxamento na prática da Igreja. Essa “politização” é “muito aumentada por todas essas formas de intervenção midiática, é muito prejudicial e estão causando um grande dano ao bem comum na Igreja”, afirmou.

“Eu percebo que um espírito mundano, um espírito terreno entrou na Igreja, que divide seus membros em vários campos: liberais e conservadores”, disse Burke, sendo esses últimos “os ‘fundamentalistas’, como alguns adoram aqueles de nós que estamos lutando para defender o ensinamento constante da Igreja”.

Burke também respondeu à recente entrevista de Dom Athanasius Schneider na qual ele explicou a “estranha forma de cisma” que se dá hoje na Igreja. Schneider enfatizou como “muitos eclesiásticos guardam uma unidade formal com o Papa, por vezes, para o bem de suas próprias carreiras e por uma espécie de papolatria”, mas, “ao mesmo tempo, romperam os laços com Cristo, a Verdade, e com Cristo, a verdadeira cabeça da Igreja”. Fizeram-no ao negar a verdade do matrimônio e ao aderir “a um evangelho da liberdade sexual” que rompe com o sexto mandamento, afirmou.

Burke falou do assunto na mesma linha de Schneider, explicando que os que defendem o ensinamento perene da Igreja são o contrário dos cismáticos.

“De minha parte, nunca serei parte de um cisma”, disse Burke. “Sou Católico Romano e defender a Fé Católica Romana não é a causa de me separar da Igreja. E, então, eu simplesmente pretendo continuar a defender a Fé por amor a Nosso Senhor e por seu Corpo Místico, por meus irmãos e irmãs na Igreja, e creio que os outros cardeais têm o mesmo espírito”.

Quando Arroyo questionou Burke sobre as afirmações do Papa Francisco de que pessoas que estão “meio que presas em sua ‘rigidez’ quanto a doutrina e, por outro lado…, sofrem de uma compulsão ou condição”, o Cardeal afirmou que os dúbia “não são reações de pessoas que sofrem de desordens emocionais”.

“Nossa apresentação de cinco perguntas é feita com grande serenidade e respeito”, disse. “Estarmos profundamente preocupados com a verdade da doutrina da Fé e sua integridade não é sinal de enfermidade”.

28 novembro, 2016

Nada ambíguo. 

No último dia 10, foi lançado na Itália um novo livro organizado pelo influente jesuíta Antonio Spadaro, coletando principalmente sermões do então arcebispo de Buenos Aires, Jorge Mario Bergoglio. Intitulado “Nei tuoi occhi è la mia parola”  [Em teus olhos está minha palavra”, em tradução livre], a edição contém também uma entrevista com o Papa Francisco. Nela, Spadaro pergunta ao bispo de Roma sobre a “Missa em latim”, ao que recebe como resposta:

[A Missa em Latim] É apenas uma exceção. O papa Bento realizou um próprio e generoso gesto para ir ao encontro de certa mentalidade de alguns grupos e pessoas que tinham nostalgia e que estavam distantes.

Questionado a respeito, na última quinta-feira, o cardeal Raymond Leo Burke respondeu:

Não há exceção. Trata-se da missa da Igreja de todos os tempos e, portanto, não pode ser jogada fora e tem igual dignidade. Quanto ao resto, basta ler o motu proprio do Papa Bento XVI. Que não é nada ambíguo.

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Com informações de Katholisches.