Posts tagged ‘Cardeal Raymond Leo Burke’

26 junho, 2017

O Cardeal Burke…

Recebeu em mãos, hoje pela manhã, as mensagens de nossos leitores. Rezemos sempre mais por esse valoroso cardeal. 

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22 junho, 2017

O Amor Divino Encarnado. No Brasil.

Por Belém, Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo, o que se viu, no pouco mais de uma semana em que o Cardeal Raymond Leo Burke esteve no país, foi uma multidão de fiéis abarrotando auditórios e igrejas, ávida por ouvir o purpurado americano. Apesar do desdém de boa parte de seus irmãos no episcopado por onde esteve, a passagem do Cardeal Burke pelo Brasil foi um estrondoso sucesso. Sobre isso tudo, conversamos com Sua Eminência:

Cardeal Burke, primeiramente, gostaríamos de agradecer a sua atenção para com nosso blog. FratresInUnum já traduziu para o português inúmeros discursos e entrevistas de Vossa Eminência e nos sentimos muito honrados em colaborar para tornar a sua defesa da Fé e Moral Católica conhecida em nosso país. 

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“As ovelhas seguem-no, pois lhe conhecem a voz” (Jo, 10, 4-5). Cardeal Raymond Leo Burke: afável e disponível para com todos.

FratresInUnum: Vossa Eminência está visitando o Brasil para a publicação de seu livro “O Amor Divino Encarnado”. O que desejou abordar em sua obra?

Cardeal Burke: Desejei abordar a nossa Fé na Eucaristia como o encontro com o Senhor ressuscitado que vem a nós no Santíssimo Sacramento, trazendo o céu à terra, dando-nos os dons do Espírito Santo. Em nossos dias, por conta dos abusos litúrgicos, gosto de enfatizar a atenção à natureza sagrada da Eucaristia. A Fé Eucarística sofreu enormemente em minha própria terra natal, nos Estados Unidos, onde cerca de metade dos católicos não acreditam mais na Presença Real de Nosso Senhor no Santíssimo Sacramento — este é o centro da Fé Católica: quando não se crê mais nesta verdade, não se é mais Católico.

Assim, eu quis, usando dois documentos de papas recentes, a Carta Encíclica do Papa São João Paulo II, Ecclesia de Eucharistia, e a Exortação Apostólica Pós-Sinodal do Papa Bento XVI, Sacramentum Caritatis, oferecer uma séria reflexão que ajudará as pessoas a se renovarem em seu conhecimento sobre o Senhor Eucarístico e também em seu amor por Ele.

No mês que vem, o motu proprio Summorum Pontificum completa 10 anos. Qual a importância deste documento para o aumento do amor à Sagrada Eucaristia e como Vossa Eminência avalia a sua recepção e aplicação?

O documento é importantíssimo, pois após o Concílio Vaticano II se difundiu a ideia de uma nova Liturgia, em outras palavras, de uma Sagrada Liturgia completamente diferente daquela que a Igreja vinha celebrando há séculos. Por exemplo, a forma da Santa Missa permaneceu praticamente imutável desde os tempos de São Gregório Magno. Então, o que aconteceu foi que o rito da Missa, primeiramente, foi drasticamente atenuado, muitas de suas riquezas foram eliminadas, e o que tornou a situação ainda pior foram as experiências litúrgicas do rito.

E, assim, com tantas experiências mundanas, em que o homem é colocado no centro, perdeu-se o sentido de que a Missa é ação do próprio Cristo. É Cristo que age na Santíssima Eucaristia para fazer presente sacramentalmente o Seu Sacrifício no Calvário. Assim, o Papa Bento XVI expressou de maneira muito clara, em sua carta aos bispos por ocasião da promulgação do motu proprio Summorum Pontificum, que era sua esperança de que a celebração das duas formas do único Rito Romano restauraria o sentido do sagrado na Sagrada Liturgia. Parece estranho dizer, mas, desde a promulgação do motu proprio, houve uma certa resistência da parte de alguns bispos e padres, porém, da parte de outros bispos, padres e bravos fiéis, houve um grande sentimento de alegria por terem restaurada agora a bela forma da Missa tal como foi conhecida pelos séculos. E eu vejo, por onde vou para celebrar a forma extraordinária da Missa, que há sempre um grande número de fiéis, dentre eles muitos jovens e jovens famílias, e isso me mostra que a forma extraordinária do Rito Romano é importantíssima para comunicar o dom incomparável que é a Sagrada Eucaristia. Às vezes, ouvi dizer: “Ah, teremos a forma extraordinária somente até todos esses velhos morrerem!”. Sim, há pessoas mais velhas, como eu, que amam a forma extraordinária da Missa, mas há muitos, muitos jovens, que, ao contrário de mim, nunca a conheceram quando crianças, mas vieram a conhecê-la agora e são muito, muito ligados a ela.

Neste centenário de Fátima, de que forma a mensagem de Nossa Senhora se relaciona com a Sagrada Eucaristia e os temas tratados em seu livro? 

Ela se relaciona diretamente, pois Nossa Senhora trata fundamentalmente da apostasia dos nossos tempos, representada, primeiramente, no comunismo ateu, filosofia que nega a existência de Deus e propõe uma relação entre nós e o mundo que não respeita a ordem desejada por Deus, e também na apostasia que traz para Igreja uma perspectiva bastante mundana, e que começa a afetar os pastores da Igreja. Especialmente, no terceiro segredo, Nossa Senhora aborda essa apostasia, em particular a falha dos bispos em ensinar a Fé de forma concreta e em defendê-la.

burke entrevista 2Para chegar exatamente ao ponto que você está levantando, a Fé abordada por Nossa Senhora é fundamentalmente uma Fé Eucarística, vinculada à realidade da presença de Cristo conosco e com a Igreja e à necessidade de sermos obedientes a Cristo em todas as coisas. E isso muda completamente a perspectiva do católico leigo, e também muda a perspectiva de padres e bispos no entendimento de que todos estamos obedecendo a Cristo e construindo o reino de Deus na Terra, e restaurando todas as coisas em Cristo.

Nossa Senhora em Fátima nos propõe um profundo programa de renovação espiritual e de uma vida mais intensa em Cristo, primeiramente, pela penitência, a importância de se praticar a penitência em nossas vidas, a importância da devoção dos primeiros sábados em reparação às ofensas feitas a Nosso Senhor, em especial no Santíssimo Sacramento, ofensas ao Sagrado Coração de onde provêm todas as graças para a Igreja.

Assim sendo, vejo meu livro como estando diretamente a serviço da mensagem de Nossa Senhora para os nossos tempos. Nós precisamos, inclusive a preço do sofrimento, buscar uma maior santidade em nossas vidas, e essa santidade provém fundamentalmente da Comunhão com Nosso Senhor na Sagrada Eucaristia.

É a sua primeira visita ao nosso país? Qual era a expectativa de Vossa Eminência antes de sua viagem e quais eram suas referências sobre o catolicismo no Brasil?

Sim, essa é minha primeira visita ao Brasil. Eu tinha uma grande expectativa porque, primeiramente, o Brasil é um país muito importante, não só no mundo, mas para a Igreja e a história do catolicismo mundial, e o Brasil é um lugar lindo e inspirador – basta olhar para todas as belíssimas igrejas aqui, e belas imagens e objetos sagrados, para perceber quão profundamente a Fé Católica está presente no Brasil. Portanto, estava esperando essa visita para me encontrar pessoalmente com a Igreja daqui. Eu a conheci indiretamente, pois ao longo dos anos tive contato com muitos seminaristas e padres brasileiros em Roma, e sempre percebi neles uma profunda Fé Católica e também uma grande alegria e entusiasmo em relação a esta mesma Fé, e agora eu vi pessoalmente, através das pessoas que participaram das Missas e dos eventos de lançamento do livro, que estão bastante comprometidas e que amam muito a Nosso Senhor e também a sua Igreja. Isso foi muito edificante para mim.

Eu sei que a Igreja aqui, como em todas as outras partes do mundo, sofreu bastante com a secularização que se originou de uma falsa interpretação do Concilio Vaticano II, que Bento XVI chama de interpretação da descontinuidade ou da ruptura, e sei que isso causou um grande sofrimento. Entretanto, detecto aqui, e acredito que isso seja um forte movimento, especialmente porque eu o vejo nos jovens, o desejo de restaurar a integridade da Fé Católica, da Liturgia Católica e da Disciplina Católica.

E agora, ao fim de sua viagem, o que mais chamou a atenção de Vossa Eminência?

Como disse, vim principalmente para fazer o lançamento do livro, mas nesses eventos tive contato com muitas pessoas e percebi essa grande sede de ouvir a Fé proclamada em toda sua riqueza. Fiéis que demonstram querer ouvir também a parte difícil da mensagem, e não simplesmente ouvir que tudo está bem. Principalmente, diante das tantas dificuldades que enfrentamos hoje em dia e do estado do mundo ateu, quando, inclusive na Igreja, ouve-se ideias confusas e às vezes erradas, vejo que as pessoas querem ouvir o que realmente Nosso Senhor nos ensina através da Igreja e qual deve ser a nossa atitude decorrente desse ensinamento.

Hoje em dia, nós, fiéis Católicos, muito frequentemente nos sentimos isolados, não só na sociedade, mas também na Igreja. Vossa Eminência poderia deixar uma palavra de confiança e esperança a bispos, padres, religiosos e leigos comprometidos em manter a Fé Católica viva em nossa época?

O que deve ser central para nós, mais importante para nós, é a nossa relação com Nosso Senhor Jesus Cristo que está vivo na Igreja, como Ele prometeu que estaria conosco até o final dos tempos. E nós devemos manter essa relação especialmente através da Sagrada Eucaristia e das nossas orações diárias, da nossa devoção, tanto ao Sagrado Coração de Jesus, como pela reza do Santo Rosário, que eu tinha intenção de mencionar anteriormente, esta grande devoção e poderosa oração incentivada por Nossa Senhora em Fátima. E, através de todas essas devoções e práticas, nós passaremos a perceber melhor e mais certamente a presença de Nosso Senhor em nossas vidas e responderemos com amor. Então, poderemos suportar qualquer isolamento, ridicularização e até a perseguição pela nossa fidelidade a Cristo, e abraçar isso alegremente por amor a Ele.

Isso tudo, é claro, é o maior ato de caridade que podemos oferecer aos nossos irmãos e irmãs, tanto na Igreja quanto no mundo: um forte testemunho da Verdade e do amor que conhecemos em Nosso Senhor Jesus Cristo.

Muito obrigado, Eminência!

* * *

A você que esteve presente, ou ao menos desejou estar, em algum dos eventos com o Cardeal Burke no Brasil: escreva, na caixa de comentários, o seu relato, o seu agradecimento à Sua Eminência. Faremos chegar a ele, em Roma, em um buquê espiritual junto com nossas orações.

18 junho, 2017

Foto da semana.

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Em visita à Catedral de Belém nesta semana, o Cardeal Raymond Leo Burke encontra crianças da Escola Sagrado Coração. Foto: Paula Andrea Caluff Rodrigues.

11 junho, 2017

Foto da semana.

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Chartres, França, segunda-feira, 5 de junho de 2017: O Cardeal Raymond Leo Burke, Patrono da Ordem de Malta, celebra Missa Pontifical no Rito Tradicional por ocasião do encerramento da 35ª peregrinação anual de Pentecostes que vai de Paris a Chartres.

O Cardeal Burke estará no Brasil nesta semana, para o lançamento de seu novo livro “O Amor Divino Encarnado”, passando por Belém, Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo.

28 maio, 2017

Foto da semana.

Gricigliano, Itália, Sexta-feira Santa de 2017: No seminário do Instituto Cristo Rei e Sumo Sacerdote, é costume que a refeição da Sexta-feira Santa seja servida pelos superiores. Neste ano, entre eles apresentou-se o Cardeal Raymond Leo Burke, que estava presente para as cerimônias da Semana Santa.

* * *

Burke, na última semana, foi duramente atacado pelo Cardeal Oscar Rodriguez Maradiaga — cujas aspirações nada católicas podem ser recordadas aqui — por conta dos dubia: “Aquele cardeal que sustenta isso é um homem desiludido, na medida em que desejava o poder e o perdeu”.

* * *

Enquanto a corte bergogliana se afunda no ódio e na perseguição, não poupando nem Bento XVI, Burke, também na semana que se passou, fez um histórico pedido de que o Papa consagrasse a Rússia ao Imaculado Coração de Maria.

22 maio, 2017

Cardeal Burke pede por consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria.

Por John-Henry Westen, LifeSiteNews – Roma, 19 de Maio de 2017 | Tradução: João Melo – FratresInUnum.com – O Cardeal Raymond Burke lançou uma convocação esta manhã aos fiéis católicos para que “trabalhem pela consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria”.

O Cardeal Burke, que é um dos quatro cardeais que pediram esclarecimentos ao Papa Francisco sobre a [exortação] Amoris Laetitia, fez seu apelo no Fórum da Vida de Roma [Rome Life Forum] no mês do centenário da primeira aparição de Nossa Senhora de Fátima aos três pastorinhos.

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Burke é o ex-Prefeito da do Supremo Tribunal da Assinatura Apostólica e atual patrono da Ordem Militar e Soberana de Malta.

Em um longo discurso sobre “O Segredo de Fátima e a Nova Evangelização”, o Cardeal Burke, na presença do companheiro de dúbia Cardeal Carlo Caffarra, discursou para o bispo do Casaquistão Dom Athanasius Schneider e para mais de cem líderes pró-vida e pró-família de vinte países, dizendo que o triunfo do Imaculado Coração significaria muito mais do que o fim das guerras mundiais e dos desastres naturais que Nossa Senhora de Fátima previu.

“Terríveis que sejam os castigos físicos associados à rebelião de desobediência dos homens contra Deus, infinitamente mais terríveis são os castigos espirituais, pois são relacionados ao fruto do pecado grave: a morte eterna”, ele afirmou.

Ele demonstrou estar de acordo com um dos maiores especialistas em Fátima, Frère Michel de la Sainte Trinité, que afirmou que o triunfo prometido do Imaculado Coração de Maria sem dúvida se refere, primeiramente, à “vitória da Fé, a qual porá fim ao tempo da apostasia e à escassez de pastores da Igreja”.

Referindo-se à situação atual da Igreja à luz das revelações de Nossa Senhora de Fátima, Burke disse:

“O ensinamento integral e corajosamente da Fé é o coração do ministério dos pastores da Igreja: o Romano Pontífice, os bispos em comunhão com a Sé de Pedro e seus principais cooperadores, os padres. Por esta razão, o Terceiro Segredo é dirigido, com particular força, àqueles que exercem os cargos pastorais na Igreja. O fracasso deles em ensinar a fé de forma fiel aos ensinamentos e práticas constantes da Igreja, mesmo que com uma abordagem superficial, confusa ou mesmo mundana, e seu silêncio, colocam em risco mortal, no sentido espiritual mais profundo, precisamente aquelas almas às quais eles foram consagrados para cuidar espiritualmente. Os frutos envenenados do fracasso dos pastores da Igreja são percebidos na maneira de se adorar, de se ensinar e na conduta moral em desacordo com a Lei Divina”.

O chamado à consagração da Rússia é para alguns controverso, mas o Cardeal Burke tratou das razões para seu apelo de maneira simples e direta. “A consagração solicitada é ao mesmo tempo um reconhecimento da importância que a Rússia ainda possui nos planos de Deus para a paz e um sinal de profundo amor por nossos irmãos e irmãs russos”, ele disse.

“Certamente, São João Paulo II consagrou o mundo, incluindo a Rússia, ao Imaculado Coração de Maria em 25 de março de 1984”, o Cardeal Burke disse. “Mas, hoje, mais uma vez, nós ouvimos o chamado de Nossa Senhora de Fátima à consagração da Rússia ao seu Imaculado Coração, de acordo com suas explícitas instruções”.

Uma menção explícita da Rússia na consagração, como requisitada por Nossa Senhora, era desejada pelo Papa São João Paulo II, mas não foi cumprida devido à pressão de conselheiros. Este fato foi confirmado recentemente pelo representante oficial do Papa Francisco no aniversário da celebração de Fátima na última semana em Karaganda, Casaquistão.

Referindo-se ao dia 13 de maio, o Cardeal Paul Josef Cordes, ex-presidente do Pontifício Conselho Cor Unum, relembrou de uma conversa que teve com o Papa São João Paulo II após a consagração 1984, ou “ato de entrega”, ocorrida no dia 25 de março, quando a imagem de Nossa Senhora de Fátima estava em Roma.

“Obviamente, por um longo período, [o Papa] lidou com aquela importante missão que a Mãe de Deus (ali) havia dado às crianças videntes”, Cordes disse. “Contudo, ele absteve-se de mencionar a Rússia de modo explícito porque os diplomatas do Vaticano insistentemente lhe pediram para não mencionar esse país, já que conflitos políticos poderiam talvez surgir”.

Àqueles que ainda objetam ao chamado pela consagração da Rússia, o Cardeal Burke relembrou as palavras do Papa São Paulo II, que em 1984, durante a consagração do mundo ao Imaculado Coração comentou: “O pedido de Maria não é algo para ser feito uma única vez. Seu apelo deve ser atendido geração após geração, em concordância com os sempre novos ‘sinais dos tempos’. (Seu apelo) deve ser retomado incessantemente. Ele deve para sempre ser tido como novo”.

Instruindo os fiéis, o Cardeal Burke ensinou que Nossa Senhora de Fátima “provê para nós os meios de sermos fiéis ao seu Filho Divino e a buscarmos Nele a sabedoria e a força para trazermos a Sua graça salvadora a um mundo profundamente perturbado”.

O Cardeal Burke destacou seis meios que Nossa Senhora deu aos fiéis em Fátima para que participem da restauração da paz no mundo e na Igreja:

  1. Rezar o Terço todos os dias;
  2. Vestir seu escapulário;
  3. Realizar sacrifícios pela salvação dos pecadores;
  4. Realizar reparações pelas ofensas ao seu Imaculado Coração por meio da devoção do primeiro sábado (do mês); e
  5. Configurar nossas próprias vidas sempre mais à de Cristo;
  6. Por último, ela pede ao Romano Pontífice, em união com todos os bispos do mundo, a consagração da Rússia ao seu Imaculado Coração.

“Por estes meios, ela prometeu que seu Coração Imaculado triunfará, trazendo almas a Cristo, seu Filho”, o Cardeal Burke acrescentou. “Voltando-se a Cristo, eles farão reparações pelos seus pecados. Cristo, pela intercessão de Sua Virgem Mãe, os salvará do inferno e trará paz a todo o mundo”.

18 abril, 2017

Cardeal Burke: Papa não me concedeu audiência.

Por LifeSiteNews, Roma, 11 de abril, 2017 | Tradução: FratresInUnum.com – O Cardeal Raymond Burke revelou em uma nova entrevista que ele solicitou uma audiência com o Papa Francisco, mas até agora não obteve resposta.

Cardeal Burke também reiterou que o Papa Francisco efetivamente o removeu de qualquer ato de governo na Soberana Ordem Militar de Malta, permanecendo, no entanto, como seu patrono.

O cardeal americano conhecido por sua ortodoxia abordou vários outros temas durante a longa entrevista com Gabriel Ariza, da InfoVaticana. Ele disse que os comentários feitos por parte do novo Superior dos Jesuítas lançam dúvidas sobre a validade das palavras de Cristo sobre o casamento e devem ser corrigidos. Cardeal Burke prosseguiu dizendo que o recente convite e pública recepção a um chefe de estado e seu parceiro homossexual também jamais deveria ter ocorrido.

Cardeal Burke:

À espera de uma palavra do Papa Francisco 

Exceto por ter cumprimentado o Papa Francisco em uma reunião do Colégio dos Cardeais e da Cúria Romana por ocasião do Natal, o Cardeal Burke disse que desde novembro não voltou a falar com o papa. Ariza, então, esclareceu que cardeal pediu ao Papa uma audiência.

“Mas eu não falei com ele, e ele não me concedeu uma audiência”, disse o Cardeal Burke. “Então, eu não sei o que ele está pensando.”

Alguns consideram as ações do papa contra o Cardeal Burke, relacionadas à controvérsia com os Cavaleiros de Malta, como uma retaliação pelos dubia submetidos a Francisco por causa de seu documento Amoris Laetitia.

Cardeal Burke reafirmou para Ariza que era necessário tornar público os dubia devido à confusão desenfreada na Igreja, sobre pontos essenciais pertinentes às questões morais do mal intrínseco, da reta disposição para receber a Sagrada Comunhão e a indissolubilidade do matrimônio.

Cardeal Burke mencionou que existem outros cardeais que apoiam os dubia, além dos quatro cardeais que os assinaram.

Não está claro se haverá uma correção formal e pública ao Papa Francisco, disse ele. Normalmente, antes de tomar esse passo, os cardeais que lançaram os dubia aproximam-se do papa para lhe dizer pessoalmente que o assunto é tão grave que eles, como líderes da Igreja, devem corrigi-lo.

“E eu confio que o Santo Padre responderá naquele momento,” prosseguiu o Cardeal Burke.

O assunto deve ser abordado com “grande respeito e delicadeza”, disse ele a Ariza. “E eu não quero sugerir uma data que de qualquer forma afetaria negativamente o modo de se lidar com o assunto ou que demonstrasse desrespeito pelas partes envolvidas.”

Problemas com os Cavaleiros de Malta

Ao ser indagado por Ariza sobre a natureza de seu papel junto aos Cavaleiros de Malta, após o Papa Francisco ter nomeado o arcebispo Giovanni Angelo Becciu como delegado especial do Vaticano para a Ordem em fevereiro, o Cardeal Burke respondeu: “Eu não tenho nenhum papel no momento. Eu tenho um título, mas não tenho nenhuma função”.

O jornalista primeiramente havia perguntado ao cardeal se a crise na Ordem de Malta havia acabado. Cardeal Burke disse que era uma pergunta difícil de responder.

“No momento, estou completamente removido de qualquer envolvimento com a Ordem de Malta”, disse. “Se por um lado eu mantenho o título de Cardeal Patrono, por outro lado o papa deixou claro que a única pessoa que pode tratar das questões da Ordem de Malta em nome do Santo Padre é o arcebispo Becciu. Então, eu não sei. “

A mais antiga ordem de cavalaria do mundo tornou-se o centro de turbulência durante os últimos meses envolvendo a  identidade e soberania da Ordem. A controvérsia girou em torno do envolvimento do grão-chanceler Albrecht von Boeselager numa distribuição de preservativos através de uma Obra de caridade da Ordem e subsequente violação de sua promessa de obediência, ao recusar-se a renunciar quando foi solicitado.

Também foram levantadas questões sobre o envolvimento de alguns cavaleiros com a Maçonaria, e um potencial conflito de interesses envolvendo membros de uma comissão do Vaticano nomeada para investigar a Ordem, além de uma grande doação feita aos Cavaleiros de Malta.

Cardeal Burke confirmou na entrevista que o Papa Francisco já havia pedido a ele para expulsar qualquer maçom de dentro dos Cavaleiros de Malta.

No entanto, em um movimento sem precedentes e controverso, o Papa Francisco assumiu a Ordem Soberana, pediu a renúncia do Grão-Mestre e reinstalou Von Boeselager, além de designar um delegado especial, eliminando efetivamente o papel do Cardeal Burke como Patrono.

Alguma coisa não está certa.

Cardeal Burke disse a Ariza que, no tocante à desordem dentro dos Cavaleiros de Malta, alguns pontos específicos precisam ser esclarecidos.

“Porque qualquer pessoa com bom senso percebe que há algo muito estranho acontecendo”, disse ele. “Em relação a esta grande doação, uma parte da qual foi deixada à Ordem de Malta, não há conhecimento claro sobre quem é o doador, qual é a natureza exata da doação nem como está sendo administrada, e isso não está certo. Essas coisas têm que ficar claras”.

Cardeal Burke prosseguiu dizendo achar muito estranho que as três pessoas diretamente envolvidas na doação feita à Ordem estivessem no chamado “grupo” que estava investigando a demissão do grão-chanceler e fazendo recomendações para que ele fosse reintegrado.

E “me parece estranho”, o Cardeal Burke sugeriu, “que pouco depois o irmão de Von Boeselager foi nomeado para a Comissão de Controle do Banco do Vaticano”.

“O senhor ficou com as mãos atadas,”  disse Ariza ao Cardeal Burke, o qual o respondeu: “Sim. Eu respeito a ordem do Santo Padre e não tenho nada para fazer na Ordem agora”.

O cardeal mencionou à InfoVaticana que ele não sabia dizer se sua remoção como Cardeal Patrono foi parte de uma crise armada dentro dos Cavaleiros de Malta. “Certamente, uma coisa é clara, e é que o restabelecimento do grão-chanceler era o objetivo principal”, disse ele.

Totalmente incorreto

Cardeal Burke abordou os recentes comentários feitos pelo novo Superior Geral dos Jesuítas, Padre Arturo Sosa Abascal, de que as palavras de Jesus contra o divórcio eram ‘relativas’ e sujeitas a ‘interpretação’.

“Isso é completamente errado”, Cardeal Burke afirmou. “Na verdade, acho incrível que ele possa fazer esse tipo de declarações. Elas também precisam ser corrigidas “.

O chefe dos jesuítas argumentou que as palavras de Cristo “devem ser contextualizadas”, porque “ninguém tinha um gravador para gravar as Suas palavras.” O Cardeal Burke chamou isso de  “irracional”.

“E de pensar que as palavras nos Evangelhos, que são palavras que, depois de séculos de estudos, foram compreendidas como sendo as palavras diretas de Nosso Senhor, agora já não são mais as palavras de Nosso Senhor porque não foram gravadas,” disse ele. “Eu não consigo entender isso.”

“É um erro grave que precisa ser corrigido”, continuou o cardeal, e pela Congregação para a Doutrina da Fé, “órgão do Papa para salvaguardar a verdade da fé e da moral”, ela pode fazer a correção.

A impressão errada

Cardeal Burke também criticou as boas-vindas recentemente dadas pelo Vaticano ao primeiro-ministro do Luxemburgo, Xavier Bettel, com seu parceiro homossexual por ocasião do 60º aniversário da assinatura do Tratado de Roma.

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Vaticano: Papa Francisco se reúne com primeiro-ministro homossexual do Luxemburgo, Xavier Bettel.

Fotos foram publicadas na mídia mostrando o casal homossexual sendo recepcionado com boas-vindas. Bettel twittou depois: “Foi um grande prazer e honra para mim e Gauthier sermos recebidos pelo líder da Igreja Católica.”

“Eu acho que algo tem que ser feito para resolver a imagem pública que é promovida por tais atos”, disse o Cardeal Burke. “No passado, a Santa Sé, simplesmente, de uma forma muito discreta e respeitosa, recusava-se a permitir uma coisa dessas.”

Tais exibições enviam uma mensagem errada, disse ele.

“Nós temos que retornar ao que era porque ao permitir abertamente esse tipo de coisa, se passa uma impressão muito forte que agora a Santa Sé aprova tais situações”, disse o Cardeal Burke. “Então isso tem que ficar claro.”

Da mesma forma, o cardeal apontou para o fato do Vaticano ter permitido o mais radical promotor do controle populacional Paul Ehrlich de falar em uma conferência sobre extinção biológica. Ehrlich fez uma apresentação em fevereiro a convite do chanceler da Pontifícia Academia das Ciências Sociais, Dom Marcelo Sanchez Sorondo

Ehrlich é um dos muitos indivíduos convidados oficialmente a se apresentar no Vaticano e que infringem o ensinamento da Igreja. O cardeal disse que esse convite para falar é “um excelente exemplo” da Santa Sé enviando a mensagem errada.

“Eu acho também que os termos para escolher aqueles que são oficialmente convidados para vir e falar em conferências na Santa Sé devem ser claros”, disse o Cardeal Burke. “Eu não entendo como as pessoas que se opõem abertamente à Igreja e seus ensinamentos podem ser convidados para este tipo de conferência.”

27 março, 2017

Cardeal Burke insiste: se não houver resposta aos questionamentos, “deveremos simplesmente corrigir a situação”.

BURKE: ESPERO AINDA QUE O PAPA RESPONDA AO DUBIA. A CONFUSÃO É DANINHA PARA A IGREJA. INSISTIREMOS.

Por Marco Tosatti, 26 de março de 2017 | Tradução: FratresInUnum.com – Na noite de 24 de Março, o Cardeal Raymond Burke falou na paróquia de São Raimundo Peñafort, em Springfield, Virgínia, e respondeu a algumas perguntas sobre os “Dubia” apresentados por quatro cardeais, e sobre uma possível correção formal que uma eventual ausência de resposta por parte do Pontífice tornaria necessária.
O pároco de São Raimundo, Padre João De Celles, fez algumas perguntas ao cardeal. Aqui estão alguns trechos da entrevista.
De Celles. – Há muitos rumores que circulam em torno do Dubia… O senhor sabe se haverá uma resposta ao Dubia pelo Santo Padre ou pela Congregação para a Doutrina da Fé?
Burke: “Eu sinceramente espero que haja, porque são questões fundamentais honestamente levantadas pelo texto da exortação pós-sinodal Amoris Laetitia. E enquanto não houver uma resposta a essas perguntas, continuará se espalhando uma confusão muito daninha à Igreja, e uma das questões fundamentais diz respeito à verdade segundo a qual existem coisas que são e sempre serão erradas – o que chamamos de atos intrinsecamente maus – e por isso vamos continuar a insistir em ouvir uma resposta a estas perguntas sinceras”.
O Cardeal Burke negou a idéia de que o Dubia seria um questionamento desrespeitoso ou arrogante, recordando que é o modo tradicional para se buscar um esclarecimento da parte do Papa sobre um ensinamento constante da Igreja. Ele então explicou por que o conteúdo do Dubia foi divulgado, após ter sido informado pela Congregação para a Doutrina da Fé de que não haveria uma resposta.
“Julgamos necessário torná-lo público, porque muitos fiéis se aproximavam de nós, fazendo essas perguntas, e dizendo o que está errado, temos essas perguntas e parece que nenhum dos cardeais que têm a grande responsabilidade de assistir o Santo Padre estão levando em conta essas questões. E, então, foi assim que nós resolvemos torná-lo público e isso foi feito com grande respeito.
De Celles: – Se não houver resposta, qual será a resposta dos quatro cardeais?
Burke: “Então deveremos simplesmente corrigir a situação, novamente de uma forma respeitosa, que é simplesmente isso: deduzir a resposta às perguntas com base no ensino constante da Igreja e torná-lo conhecido para o bem das almas”.
O cardeal norte-americano não deu qualquer indicação sobre a data desta possível correção da exortação pós-sinodal. E, sobretudo, falou de correção em geral, e não de uma correção dirigida diretamente ao Pontífice. Amoris Laetitia está prestes a completar seu primeiro ano de vida, tendo sido publicada em abril de 2016. E mesmo agora, de diferentes áreas do planeta, estão saindo declarações de bispos e conferências episcopais que se deslocam sobre linhas contrastantes na aplicação do documento, alimentando um objetivo estado de confusão.
Quem quiser ver o vídeo pode acessá-lo no seguinte link.
21 março, 2017

Cardeal Raymond Burke: “Quando o pastor se torna lobo, o primeiro dever do rebanho é se defender”.

Cardeal Burke exalta santo que condenou bispo herético. 

Por George Goss, 17 de fevereiro de 2017 – National Catholic Reporter | Tradução: FratresInUnum.com:  Como parte de sua visita à região metropolitana de Kansas City, o cardeal Raymond Burke celebrou, no dia 9 de fevereiro, uma missa pontifical no rito tradicional para uma congregação de cerca de 400 pessoas, incluindo famílias numerosas, frades Agostinianos, 15 sacerdotes – inclusive um protopresbítero Copta –  e membros da tradicionalista Fraternidade São Pio X.

Para a realização do evento foi necessário a remoção temporária do altar-mesa da paróquia de St. Mary-St Anthony, a fim de que os participantes pudessem ter uma visão do altar-mor sem nenhum obstáculo.

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Fiel beija o anel do Cardeal Raymond Burke, enquanto ele distribuía cumprimentos fora da Paróquia de St. Mary-St. Anthony em Kansas City, após a missa de 9 de fevereiro (NCR photo/George Goss)

A celebração marcou a festa de São Cirilo de Alexandria, o santo do dia segundo o calendário litúrgico pré-Vaticano II, e Burke aproveitou a oportunidade para exaltar a virtude heróica do santo na defesa da fé contra o conselho de “muitos dos seus colegas bispos que o instaram a permanecer em silêncio, de modo a manter uma fachada de unidade na Igreja“.

Burke disse que, diante da falsidade – mesmo daqueles em elevada posição eclesial – a resposta necessária de “São Cirilo e de todos os fiéis em cada tempo e lugar” é resistir.

Burke na maior parte do tempo leu um sermão de várias páginas, baseado fortemente em citações de uma fonte do século XIX: Dom Prosper Guéranger, um beneditino francês e purista litúrgico que restabeleceu a Regra Beneditina depois de ela ter sido praticamente aniquilada em sua terra natal após a Revolução Francesa.

Quando o pastor se torna um lobo, o primeiro dever do rebanho é se defender“, disse Burke, citando Dom Gueranger. “A traição como a de Nestório é rara na Igreja, mas pode acontecer que alguns pastores resolvam manter silêncio por uma razão ou outra em circunstâncias em que a própria religião está em jogo“.

Nestório, arcebispo de Constantinopla, recusou-se a usar o termo “Mãe de Deus” ao se referir à Virgem Maria. No ano 431, São Cirilo levou o Primeiro Concílio de Éfeso a condenar Nestório como um herege e removê-lo à força de sua sede.

São Cirilo teve que ter a honestidade e a coragem para combater uma falsidade, ainda que ela fosse propagada por um colega bispo apoiado por outros bispos e ainda tolerada em silêncio por outros“, disse Burke.

Graças a Deus pela sua honestidade e coragem, que foram os instrumentos pelos quais nos foi transmitida a fé verdadeira e salvífica“.

Na conclusão de sua homilia, Burke seguiu com várias orações, incluindo esta: “Rezemos hoje pelos nossos pastores, pelo Santo Padre e pelos bispos, para que tenham a sabedoria e a coragem de defender a fé em todos os tempos, para que o rebanho possa permanecer um com Cristo e assim obter a salvação eterna“.

Além da oração, Burke não fez referência direta a nenhum bispo atual ou qualquer controvérsia atual na igreja, mas isso não impediu alguns na congregação de fazê-lo.

Louis Tofari, da São Vicente de Paulo, uma igreja da Fraternidade São Pio X, disse que percebeu uma semelhança entre a incomum posição de São Cirilo ao confrontar  Nestório e a situação em que se encontra o próprio Burke diante do Papa Francisco e a Santa Sé.

Fiquei muito impressionado com a semelhança, à luz do que o Cardeal Burke está tendo que suportar nas mãos do Santo Padre e ter que defender um princípio muito básico da moralidade católica e do sacramento do matrimônio com toda esta questão do dubia“, disse Tofari. (Dubia são as questões formais que Burke e outros três cardeais submeteram a Francisco, pedindo-lhe que esclarecesse seus ensinamentos na exortação apostólica Amoris Laetitia) “Como São Cirilo, ele está tentando defender a fé, mas foi excluído de qualquer posição influente em Roma“.

Além de São Cirilo, Burke também mencionou Santo Atanásio como defensor da fé contra a heresia do arianismo, que negava que Jesus era consubstancial a Deus Pai.

São Atanásio é altamente reverenciado pela Fraternidade São Pio X, e um outro paroquiano de São Vicente de Paulo constatou um paralelo aí também:

Burke poderia muito bem ser o próximo Santo Atanásio“, disse Becky Gilligan. “Eu certamente espero que ele seja uma ponte para todos nós“.

12 março, 2017

Foto da semana.

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A aristocracia pode não gostar dele, mas os fiéis comuns simplesmente amam o Cardeal Burke.

Kansas City, Kansas, EUA, 10 de fevereiro de 2017 – LifeSiteNews | Tradução: FratresInUnum.com: Nas atribuições de seu papel como Patrono da Soberana Ordem de Malta, o Cardeal Raymond Burke abençoou a doação de equipamentos médicos, na quinta-feira, realizada pelos Cavaleiros de Malta a uma clínica médica que atende pobres e pessoas sem plano de saúde.

O cardeal abençoou uma mesa cirúrgica recentemente doada à Clínica Duchesne com a entrega feita pela mais antiga missão médica do mundo, uma ordem religiosa leiga fundada em 1113 que atua em 120 países.

Apesar da controvérsia em torno do Cardeal Burke, em Roma, com a aristocracia dos Cavaleiros de Malta, os Cavaleiros locais e, especialmente, os simples fiéis encontraram nele um humilde servo de Cristo e representante de Sua Igreja.

Povo comovido com a visita do cardeal

A visita do Cardeal à clínica ocorreu durante uma de suas viagens aos Estados Unidos para vários compromissos, incluindo a celebração de uma Missa Pontifical simples na Forma Extraordinária [do Rito Romano] na igreja vizinha de Saint Mary-Saint Anthony.

Bingo Dickerson, residente em Leavenworth, dirige mais de 100 quilômetros, uma vez ao mês, para tratamento de diabetes na clínica, e aconteceu de ter um encontro com o Cardeal Burke em sua passagem para abençoar a mesa cirúrgica recebida dos Cavaleiros.

Dickerson, [protestante] batista, pediu a um dos padres que acompanhavam o Cardeal Burke para encontrá-lo. Não importava a Dickerson o fato de não ser Católico.

“Nunca encontrei um cardeal antes”, afirmou Dickerson. “Embora eu seja um batista, todo lado tem pessoas boas”.

Ele ficou muito impressionado com o Cardeal e sua visita para abençoar o equipamento médico.

“O Espírito Santo estava lá enquanto ele abençoava a mesa”, disse Dickerson, que ficou comovido também com a pausa feita pelo Cardeal para encontrá-lo pessoalmente.

“Ele sorriu e foi muito simático”, continou. “Ele não menosprezou as pessoas”.

Dickerson queria ter sabido que o Cardeal estava celebrando Missa por perto, na igreja de St. Anthony, pouco antes da benção em Duchesne. Ele disse que teria chegado antes para assistir a Missa.

“Para ele, dedicar esse tempo, ele não é muito ocupado para dizer algo ao um homem simples”, continou. “Para um cardeal, encontrar tempo… quando eu o cumprimentei, percebi um senso de humildade… e isso está no Bom Livro”.

Os fiéis que assistiram à Missa na paróquia de origem alemã, infundida com culturas irlandesas e hispânicas, fizeram fila para cumprimentá-lo após a liturgia, antes de ele partir para a clínica.

A benção do Cardeal ao equipamento médico para a Clínica Duchesne deu um impulso a seus esforços. O pessoal da clínica preparou uma recepção de boas vindas ao Cardeal que incluía bolos hispânicos.

“É belo”, disse Dominico Nguyen sobre a visita do cardeal à clínica.

Sua mãe, Tu Nguyen, concordou, dizendo a LifeSiteNews: “É uma benção”.

Os Nguyens moram em Kansas City, Missouri, e frequentam a Paróquia Our Lady of Perpetual Help. Eles conheceram o cardeal de seu tempo como arcebispo de St. Louis.

“Ele é realmente simpático”, Dominico Nguyen afirmou a LifeSiteNews

Nguyen louvou o Cardeal Burke por sua persistente defesa da santidade da vida humana e seus esforços em defender o sacramento do matrimônio.

“Tenho certeza de que há muita gente apoiando ele”, continuou Nguyen.