Foto da semana.

Belém do Pará, 18 de agosto de 2016, XVII Congresso Eucarístico Nacional, Missa de ação de graças pelos catorze anos de sagração episcopal de Dom Fernando Arêas Rifan (Campos do Goytacazes-RJ, 2002).

A foto desta semana não poderia ser outra senão esta, que simboliza a pacificação entre o IBP-Montfort e a Administração Apostólica São João Maria Vianney, fato histórico em meio à série de pendengas e de intrigas que grassam no meio tradicionalista brasileiro.

Nela aparece o neossacerdote José Luiz de Oliveira Zucchi, filho do atual presidente da Montfort, Alberto Zucchi, unindo-se ao seu confrade de instituto também presente, Padre Tomás Parra, filho da atual vice-presidente da Montfort, Duclerc Parra, na comemoração dos 14 anos de ordenação episcopal de Dom Fernando Rifan.

30 Comentários to “Foto da semana.”

  1. Alberto Zucchi conseguiu destruir a obra do Professor Fedeli…

  2. Vejo com preocupação essa aproximação entre a Montfort e Dom Rifan, porque, muito embora este último seja por certo uma personalidade altamente respeitável, algumas de suas posições sobre o Vaticano II e a crise que se lhe seguiu (e segue), parecem contrárias à realidade dos fatos. Esses posicionamentos de Dom Rifan se podem conferir, por exemplo, em sua Carta Pastoral “O Magistério Vivo da Igreja” (http://www.adapostolica.org/artigos/orientacao-pastoral-sobre-o-magisterio-vivo-da-igreja/). Temo que a Montfort agora acabe aderindo a essas ideias de Dom Rifan, mas rogo a Deus que, pela intercessão do professor Fedeli, isso não venha a ocorrer.

    • Intercessão do professor Fedeli? Só se pode rogar a intercessão de alguém que esteja na glória celeste… mas nós, meros mortais, podemos dizer quem está salvo ou não? Isso não seria uma certa presunção?

    • Independente de gostar ou não de posições pessoais do professor Orlando, não se pode dizer que ele viveu uma vida morna… A vida dele foi ativa e fecunda, há uma imensidão de pessoas convertidas por Deus através de suas aulas e palestras… Mesmo que muitos tenham migrados para ambientes diversos (Opus Dei, etc.) e não testemunhem sua importância em suas vidas. Enfim… Teve muitas polêmicas, mas certamente por CRER na doutrina católica. Se muitos santos defenderam em vida posições erradas, por que com ele teríamos a presunção, por ressentimento, de condená-lo à inglória? Se está na glória de Deus (eu creio que sim, pois a promessa de Deus é que quem morre em Sua amizade tem a recompensa de Sua companhia eternamente, e o legado do professor dá testemunho desta amizade) ou não, não dá impedimento… Tenho certeza que no inferno ele não está, e se está no purgatório, há como recorrer à sua intercessão:

      “Fr. Suárez e R. Belarmino admitem que é possível e lícito invocar a intercessão das almas do Purgatório. Os sínodos provinciais de Vienne (1858) e Utrecht (1865) ensinam que as almas do Purgatório podem nos ajudar com sua intercessão (Coll. I.ac. v 191, 869). Leão XIII autorizou, no ano de 1889, uma oração indulgenciada na qual se invoca a ajuda das almas do Purgatório contra os perigos do corpo e alma (ASS 22, 743 s). (Nas coleções autênticas de 1937 e 1950 não se inclui tal oração).”

      http://www.tradicaoemfococomroma.com/2013/11/intercessao-das-almas-do-purgatorio.html

  3. Deo gratias!
    Felizmente, os filhos não são obrigados a pagar pelos erros dos pais.

  4. Os tradicionalistas têm que deixar de bobagem e trabalhar juntos para a missa tridentina crescer no Brasil.

    • Concordo plenamente João. Eu por exemplo participo das missas da Administração, mas estou aberto ao diálogo com quem também está aberto, como Monfort, IBP, IPCO, FSSPX, etc. Agora a meu ver é impossível o diálogo com certos grupos tradicionais, como o do pe. Ernesto Cardozo, devido a sua postura intransigente e que beira ao sedevacantismo.

  5. Mas que ótimo ver na foto Pe. Almir. Algum amigo sabe dizer por onde ele anda?

  6. Agora IBP-Montfort e Administrador Rifan são fratres in unum, não são mais Caim e Abel!

  7. Professor Orlando, grande amigo!
    Quantas saudades!
    É até difícil exprimir com palavras….

  8. Agora IBP-Montfort e Administrador Rifan são fratres in unum, não são mais Caim e Abel! (2)

  9. Estão mesmo, todos, irmanados no silêncio culposo e no ameno quintal do dolce far niente pelo REAL combate da fé.

    Os dois grupos – o de Campos e o cambucínico – assistem a meia dúzia de almas embevecidas com o esplendor da liturgia católica, mas anestesiadas ou amordaçadas quanto às verdadeiras urgências da Santa Igreja como um todo. Fecharam-se, balofos e satisfeitos com seus pratos de lentilha, em suas frágeis torres à beira do precipício de cujas funduras sobem os miasmas nauseantes da apostasia conciliar. Mexendo o caldeirão, lá no fundo, Bergoglio e seu foicefixo.

    Orlando Fedeli, que Deus se apiede de sua pobre alma, ao menos era combativo. Combatia até mesmo a própria sombra, sempre à cata de inimigos e inimizades. Mas combatia.

    D. Antônio de Castro Mayer, in memoria aeterna erit iustus, ostentava o selo da eleição divina, manifestando-o na preclara doutrina que expunha com destemor e hombridade, como convém a um Bispo da Igreja católica. Não rifou seu ministério, não amoleceu seu caráter, não buscou seus próprios interesses. Muito pelo contrário: no ocaso da vida aceitou o opróbrio de uma “excomunhão” imposta pela autointitulada “igreja conciliar”, a qual afundou os ambientes católicos na mais grave e duradoura degradação doutrinal e moral de que se tem notícia na história.

    O dia, pois, que o Bispo Rifan renunciar à sua variegada obra de vaidade e, abandonando as comodidades da boa mesa e a glória fátua dos hosanas entoados por um cortejo de ineptos, menores mentais e covardes, e passar PREGAR abertamente contra a impostura religiosa que corrompe as almas, então, sim, o bom Deus há de cumulá-lo das graças que cabem ao bom combatente, combate que foi o seu por tantos anos.

    A Monfort era o Fedeli e sua meia dúzia de argumentos manejados com a destreza de duas aulas de retórica. A Monfort, agora, tem tanta presença, no apostolado, quanto a morta e insepulta liga das senhoras católicas do Tremembé. Ao menos as velhinhas deviam fazer crochê.

    • Paulo, concordo em boa parte com sua crítica à Administração Apostólica e à Montfort como ela se encontra atualmente, mas devo dizer que sua visão do professor Fedeli como uma “pobre alma” não corresponde a um juízo justo sobre ele. Além de todo o trabalho por ele realizado em matéria de apologética católica – trabalho que o consumia da manhã à noite, todos os dias, sem folga -, o professor (falo como testemunha pessoal) tinha uma intensa vida espiritual. Ele levantava-se às 5 da manhã todos os dias, para dedicar-se à oração. Rezava o Rosário completo todos os dias, fazia meditação segundo o método de Santo Inácio, assistia a Missa tradicional e comungava todos os dias, confessava-se com frequência. Sua ação de graças após a comunhão consistia em suplicar a Deus a graça de derramar o próprio sangue em defesa da Fé. E algumas vezes eu o flagrei chorando, sozinho, aos pés do sacrário, em ardente oração. Pode-se dizer que ele não pensava em outra coisa além dos temas relacionados à Igreja. Vivia só para a Fé e não tinha nem o menor interesse por coisa mundana alguma. Só conversava sobre assuntos de algum modo ligados à religião. E, por fim, morreu não numa cama, mas em meio à luta apologética, no momento mesmo em que ia começar a gravação de uma palestra sobre a existência de Deus defendida pelas cinco vias tomistas. E morreu revestido do santo escapulário do Carmo, invocando o Imaculado Coração de Maria, de joelhos e amparado pelos braços de um filho espiritual. E sua morte se deu bem no mês do Sagrado Coração de Jesus, de que ele era devotíssimo, e justo na mesma data da morte do Padre José de Anchieta (9/6), o Apóstolo do Brasil, como se Deus estivesse querendo dizer que também ali se encerrava a vida de um novo apóstolo destas terras. Julgo, pois, que o professor Fedeli foi uma alma de grande santidade – uma santidade incompreendida de muitos, é verdade, mas que aos de Deus não terá passado despercebida. Quando acabar a crise da Igreja, iniciada com o Vaticano II, acho inclusive que o professor Fedeli poderá ser elevado às honras dos altares. E que desde já as preces dele no Céu nos ajudem!

    • Bhartolomeu,

      Procure saber, dos egressos da eclesíola monumental, quem realmente foi OF (que Deus se apiede de sua alma): há um professor da Politécnica; há um magistrado; há pessoas próximas dele, contraparentes sobretudo… (sobretudo…!). Daí o seu juízo terá algum fundamento.

      Faço poucas considerações, pois, distintamente do falecido e claudicante combatente, não tenho hábito de julgar e ler os corações. Na verdade, faço apenas uma consideração. É a seguinte. Ao que tudo indica, videtur quod…, Orlando Fedeli estava infectado do grande mal que ele julgava combater: no fundo, ele era um revolucionário. E tanto era que ele NUNCA aceitou o fato de que JAMAIS seria aceito no grupo aristocrático que regia a TFP. Não aceitava Fedeli o posto que lhe assinalou a Providência, a saber, o de servo da gleba e passou a sonhar-se, romanticamente, cruzado, príncipe senão mesmo imperador e papa. Pois havia/há uma aristocracia dirigindo a TFP, e este não era o ambiente para ele. Quis muito e teve pouco. Está desvendado o mistério: o paladino anti-revolucionário, OF, era na verdade um revolucionário… Também ele brandiu o seu “non serviam”…

      Não creio, em vista disso, nas fabulações de haver Dr Plínio fundado uma seita em torno de si. Se havia um grupo mais restrito, isso era absolutamente natural que existisse. Trata-se de uma questão de governo e de estratégia. Mais do que isso: OF deveria ser o primeiro a reconhecer a necessidade de estratégia quando se está em guerra. Eis que, além de maldizer e perseguir um benfeitor, o falecido cometeu aquilo que se designa por felonia…

      Quanto, enfim, aos dados alegóricos por vc enumerados, não se esqueça de que a “exegese” alegórica só tem sentido quando remete ao sentido literal, isto é, quando se funda na realidade… Sem isso, de alegoria em alegoria se cai facilmente no caos, na barafunda ou mesmo no carnaval e na mania de ver gnose e qualquer coisa burlesca.

      Convido-o, Bhartolomeu, a rezar o Salmo 129 e a Ave Maria em sufrágio de Orlando Fedeli. É o que farei agora.

      DE PROFUNDIS clamavi ad te, Domine:
      Domine, exaudi vocem meam:

      (etc)
      ____________________

      A subitanea et improvisa morte, libera nos Domine.

      Requiescat in pace.

    • “Os dois grupos – o de Campos e o cambucínico – assistem a meia dúzia de almas embevecidas com o esplendor da liturgia católica, mas anestesiadas ou amordaçadas quanto às verdadeiras urgências da Santa Igreja como um todo. Fecharam-se, balofos e satisfeitos com seus pratos de lentilha, em suas frágeis torres à beira do precipício de cujas funduras sobem os miasmas nauseantes da apostasia conciliar.”

      Sr. Paulo Wimmer

      Peço que tenha paciência para com os muitos irmãos das comunidades “Ecclesiae Dei”, pois não é fácil perceber as mudanças sutis pelas quais esses grupos passam. Basta ver o que o mesmíssimo processo está ocorrendo na FSSPX antes mesmo do “acordo” e os que estão vendo “de dentro” não percebem. Eu mesmo assimilei as novidades (algumas a contragosto como a mudança do “Pai Nosso”) por confiança, ainda que ingênua e sem base nos resultados catastróficos de outras comunidades que seguiram o mesmo caminho antes. Lembremos que no começo dos anos 2000 o acesso à informação não era como hoje e permitisse uma “Resistência” nos moldes da agora Sociedade Sacerdotal dos Apóstolos de Jesus e Maria (outrora União Sacerdotal Marcel Lefebvre).

      Assim como muitos estão de boa fé em paróquias eivadas de modernismo, muitos também estão de boa fé nas comunidades outrora “tradicionalistas” com todas as dificuldades que se apresentam. Sei que não devemos/devíamos confiar nos homens e sim guardar a Fé, como Dom Antônio e Dom Lefebvre fizeram e nos admoestaram, mas o fator humano, a confiança gerada na convivência, pesa nessas horas. Isso não é justificativa, mas apenas a explicação de quem passou por isso e hoje entende a fraqueza dos que ainda não acordaram ou acordaram mas “administram” a situação.

      São Pio X, rogai por nós.

    • Sr. Paulo Rocha,

      A tendência de toda alma é acomodar-se.
      Deste mal padecem também as instituições; um dos problemas dos ambientes católicos, no passado, foi portar-se não mais como Igreja militante, mas como Igreja triunfante; de triunfalismo em triunfalismo chegou-se aonde estamos: na escola de samba.

      Enquanto, pois, a folclórica tradilandia quiser imitar o pior da corte de Luís XVI, em lugar de recriar o espírito da de Luís IX, Santo, estaremos a caminho da guilhotina.

      É exatamente isso que se vê: um mundanismo de fundo, com direito até mesmo à veneração (obviamente supersticiosa) de gnomos de jardim…

      O caminho da acomodação sempre foi o mais fácil. Nas questões de honra ele é também o caminho da infâmia e do esquecimento.

      Quem pode citar dois exemplos de grandes comerciantes do passado…?

  10. A unidade dos católicos tradicionalistas da Administração Apostólica São João Maria Vianney de Campos (RJ) e do Instituto Bom Pastor é prova da unidade da Santa Igreja Católica Apostólica Romana. Deo Gratias!

  11. Pelo que sei, de nada adianta ter inúmeras práticas religiosas no curriculo, quando não se praticou a caridade e a justiça para com o seu próximo. Era precisamente essa a conduta dos fariseus que Jesus combateu com tanta veemência e repugnância.
    É público e notório que o Fedeli tinha uma terrível obsessão em destruir a reputação do Dr. Plínio, aquele a quem ele devia à conversão para a fé católica.
    Fez isso impiedosamente e morreu desgraçadamente obstinado no pecado da calúnia contra o seu próximo, e pior, contra o seu grande benfeitor, com quem aprendera tudo que sabia em matéria de doutrina católica.
    Não creio que ele tenha se arrependido desse pecado grave, na medida em que morreu repentinamente e não tinha a menor pretensão de se reconciliar com o Dr. Plínio, visto que o seu terrível orgulho não o permitiria jamais chegar a esse ponto. (gostaria de estar errado).
    Portanto, em sã consciência, o Fedeli não é, nem de longe, nenhuma referência para ninguém, salvo para aqueles que, embebecidos pelo veneno dele e movidos por um sentimento passional, o tem em conta de veneração, ao ponto de invocar a intercessão dele. Quanta cegueira!
    Jamais poderia agradar a Deus quem, a pretexto de defender a doutrina católica, trabalhar obstinadamente para semear a discórdia e destruir a imagem do seu próximo, de forma injusta e descabida.
    Por todas essas considerações, forçoso concordar em gênero, número e grau com a reta visão do Sr. Paulo Wimmer sobre o Fedeli: “pobre alma”.

  12. Poupemos os futuros fiéis de peregrinarem ao Cambuci. Basta a dificuldade em compreender a canonização de João XXIII. Mas já que a questão foi posta indago-me qual iconoplastia seria viável para representar Santo Orlando Fedeli? Ao meu ver, se não me precipito, um professor segurando uma roda.

    Sim, uma roda. E não se espantem leitores do Frates, e muito menos os futuros fiéis. Se a cada santo deve corresponder sua imagem a um fato relevante, a do Santo Orlando caberá a roda, pois tanto girou que o símbolo adequou. E não se trata da auréola, que há muitos já consagrou.

    De renitente sedevacantista, useiro em desconsiderar João Paulo II e principalmente Paulo VI, nosso personagem rodou e acabou sendo um propagandista modelar do papado sob os brados de Viva o Papa. Teve o privilégio de dar vivas pessoalmente a João Paulo II.

    De cruzado da contra-revolução, o que levou a escrever periodicamente no jornal Catolicismo uma coluna sobre a Revolução e Contra-Revolução na história, rodou e desconsiderou do livro Revolução e Contra-Revolução de seu mestre Plínio Correa de Oliveira, de quem, antes filho, apedrejou sem tréguas.

    Como especialista em Revolução Francesa abjetou os crimes do Terror contra os nobres. Depois…rodou. E eis que acabou dizendo que dava graças a Deus por ser um moleque de rua e não um marquesinho francês com suas maneiras como se propunha ser o seu ex-pai espiritual Plínio.

    A despeito de sua oposição à TFP destacara até o fim que Roberto De Mattei era bom, bem intencionado, embora presidente da TFP italiana e biógrafo de Plínio Correa de Oliveira.

    Fez apoteose ao celibato entre os seus alunos. Depois mudou e incentivou os casamentos entre alunos e alunas. Depois mudou e fez promoção novamente do celibato agora sob a justificativa da vida sacerdotal, que antes censurava.

    Critica-se a aproximação da Montfort-Zucchi com a Administração São João Maria Vianey ou com Dom Odílio Scherer. Mas se esquecem de dizer que a cultura das vibrantes variações já fora plantada no seio da entidade pelo próprio Fedeli.

    Por esta pequena exposição é possível entrever um pouco da hagiografia do nosso suposto santo, que teve a façanha, precisamos reconhecer, de rodar sem suscitar vertigem em acompanhantes de sua roda.

  13. Convém lembrar o que Santo Agostinho mandou dizer aos donatistas:

    “Agostinho é bispo na Igreja Católica. Ele leva a sua carga, de que há de prestar contas a Deus. Conheci-o entre os bons. Se é mau, ele o sabe; se é bom, NEM POR ISSO DEPOSITO NELE A MINHA ESPERANÇA. Porque a primeira coisa que aprendi na Igreja Católica foi a não pôr a minha esperança num homem.”

  14. Respondendo às principais acusações dos senhores contra o professor Fedeli:
    1. Não houve pecado de calúnia ou difamação no combate promovido pelo professor contra o Dr. Plínio e a TFP, visto que não há calúnia em acusar uma pessoa ou grupo de algo que se tenha razões objetivas para atribuir a essa pessoa ou grupo, e não há difamação propriamente dita em fazer denúncias públicas que possam alertar as almas contra algum perigo moral que as espere na frequentação de certa pessoa ou grupo (se sei, por exemplo, que fulano de tal leva seus amigos, em segredo, a cometerem certo pecado, posso licitamente vir a público denunciá-lo, para impedir que novas almas sejam seduzidas por ele). Ora, o prof. Fedeli tinha muitas e sérias razões objetivas para atribuir ao Dr. Plínio e à TFP aquilo que lhes atribuiu, baseando-se em seu próprio conhecimento dos casos em questão, bem como no testemunho (inclusive sob juramento) de vários ex-membros do referido grupo, além da análise direta dos escritos e alocuções do Dr. Plínio e de seus discípulos. E o professor se resguardava de levantar acusações contra o dr. Plínio que não fossem sustentadas por evidências seguras (ele nunca apoiou, por exemplo, as suspeitas sobre a prática de homossexualismo na Sempre Viva…). SE, por acaso, a investigação histórica demonstrar, um dia, que o prof. Fedeli se equivocou em suas acusações contra o dr. Plínio e a TFP, isso não anularia o fato de que o professor tinha, em seu tempo, razões válidas para fazê-las licitamente e, portanto, sob o aspecto moral, não incorreu no pecado de calúnia e difamação.

    2. Quanto à acusação de que o prof. Fedeli seria um revolucionário por não incensar o ‘Ancien Régime’ tanto quanto o dr. Plínio, cumpre lembrar que a Igreja nunca definiu que a monarquia e a nobreza fossem instituições necessárias a uma sociedade católica e, ainda que se concorde com as teses pessoais do dr. Plínio em sua “Revolução e Contrarrevolução”, é preciso não esquecer que o Magistério da Igreja nunca fez suas essas teses. Logo, se o professor não era tão monarquista ou tão “nobrista” quanto certas pessoas desejariam, ele não pode ser acusado de heresia alguma por isso. Na verdade, porém, Fedeli era, sim, um defensor da monarquia e da nobreza, apenas não tão entusiasticamente quanto a TFP. A propósito, parte das posições dele quanto à questão revolucionária se podem conferir neste vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=BxQtBGKDapo

    3. Sobre a acusação de que o prof. Fedeli teria mudado demais ao longo de sua vida, vale notar que foram sempre mudanças ditadas pelo que as circunstâncias exigiam, como resposta, de um católico fervoroso. Se alguém se descobre membro de um grupo que, em seu círculo secreto, pratica um culto supersticioso e apoiado em ideias dificilmente harmonizáveis com a Fé, esse alguém tem mesmo a obrigação de deixar esse grupo e de passar a combatê-lo com tanto ardor quanto antes o defendeu inocentemente. E se alguém sustenta uma tese por um tempo e só depois vem a saber que a Igreja ensina outra coisa, nada melhor que essa pessoa ajuste seu parecer com o da Igreja. Se, por outro lado, a Igreja não tem uma doutrina fixada sobre o assunto, nada impede que essa mesma pessoa possa mudar de tese também por algum outro motivo intelectual legítimo. Donde, ‘mudar’ (de opinião ou de hábito), por si só, não é pecado. Dependerá das circunstâncias morais que envolvem a mudança.

    Eu agradeço, por fim, aos senhores, por levantarem objeções contra a possível glorificação (= beatificação e canonização) do prof. Orlando Fedeli, porque com isso os senhores adiantam o trabalho do Promotor da Fé (vulgo ‘advogado do diabo’), e nos permitem refutar desde já as contestações da santidade desse servo de Deus. Claro que compete à Igreja decidir se aceita ou não essa causa de glorificação, mas os que julgam esta viável têm, por certo, todo o direito de propô-la e defendê-la. Uma das coisas, por sinal, que a Igreja leva em consideração nos processos de beatificação, é se o servo de Deus tem fama de santidade e se há fiéis que, em privado, solicitam habitualmente a sua intercessão por crerem-no no Céu. Discorde quem quiser dessa causa, mas ao defendê-la não estamos fazendo nada mais do que aquilo que é costume na Igreja.

    • Muito bem escrito, Bartolomeu, mas seus argumentos baseiam-se apenas no testemunho do ressentido OF. Como todos os minimamente inteligentes, vc desembarcou da nau cambucinica antes de com ela sossobrar na lagoa do diletantismo e, agora, da furbesca acomodação conciliante.

      Resta que vc se empenhe em conhecer as refutações apresentadas pela parte adversa.

      Mais do que isso: se tais excessos chegaram a ocorrer, creio ser mais justo atribui-los aos que porventura os tenham praticado, e não ao Dr Plínio ele mesmo.

      Por fim, pobreza não diminui ninguém. NS Jesus Cristo viveu modestamente, embora fosse a fonte inexaurível de todo o bem e de toda a majestade. O problema é a quase totalidade dos grandes ressentidos parece provir desse meio, a pobreza. Nesse ambiente mental, de ressentimento, vicejam a inveja e a vontade de reconhecimento social que atormentam e ferem os fracos e os moles.
      Por isso também os ressentidos são rancorosos.
      As almas nobres são capazes do perdão mais largo e generoso.
      NÃO é isso que se viu na biografia do nosso atormentado personagem, ainda que pudesse ser verdade tudo o que ele pretendeu alegar.
      Morreu odiando e sobretudo invejando pai e filho, Plínio e João Cla. Péssimo sinal. Péssimo e revelador sinal de uma alma estreita e fechada em si mesma.
      Pobre alma revolucionária sem o saber.

  15. Caro Bartholomeu.

    Louvo sua franqueza ao proclamar Orlando Fedeli como santo de altar. Não usou de subterfúgios montfertianos. Foi no âmago. Fedeli é santo! Porém, a tese é audaz, e se vê que nesse ímpeto você poderá ser até um dos patrocinadores do processo.

    Mas já que eu disse que nosso personagem pode ser representado por uma roda, também se pode dizer que a vida roda a ponto de um fedeliano defender a beatificação de Fedeli usando os mesmos argumentos de Átila Sinke Guimarães para defender a santidade do Doutor Plínio, qual seja, que a Igreja leva em consideração se o servo de Deus tem fama de santidade, e que fiéis pedem em privado a sua intercessão. Mas para Fedeli não valia esses argumentos de Átila. Agora valeria para a beatificação de Fedeli?

    Todavia, considerando que os argumentos sejam adequados, resta a pergunta: Quem atribuiu fama de santidade ao Orlando Fedeli? Seus próprios seguidores? E quantos milagres realizou em vida nosso desde já canonizado?

    Creio que a suposta santidade, e o questionamento que faço é meramente quanto à tese de sua santidade de altar e não de um homem por vezes virtuoso, poderá dissolver-se, digamos, como um sorvete, se é que me entende.

    Posso até entender o seu desejo de beatificação e até canonização do velho professor. Mas não partilho de tal audacioso projeto quando lembro que ele se insurgiu contra a Igreja porque ela beatificou Anna Catharina Emerick. Porque se o IBP até aceita o rito ordinário por que haveria de discordar da referida beatificação, não é verdade?

    Também com lisura você não discordou da minha assertiva sobre o ímpeto de mudanças de Fedeli. Porém, do pequeno rol que apresentei você somente se apegou na testilha com o Doutor Plínio. Dei outros fatos distintos do que aqueles que você apresentou. Pois sei que Fedeli afastou-se dos padres de Campos quando esses estavam dispostos a fazer aproximação com Roma. Depois ele mesmo conciliou com Roma.

    E eis a questão das mudanças. Mudar às vezes é necessário. Mas de forma tão contraditória? E o que revela, esbarrando na questão moral, é que Fedeli defendia ardorosamente um posicionamento, e depois, sem rubor, virava-se a ser inimigo deste posicionamento, dando a ideia que agora, sim, estava no porto certo. Mas o nosso timoneiro errava uma vez a mão, e novamente atacava a outra alternativa que alhures se apegara. E assim foi, como se bom marinheiro fosse. Até o final da década de 80 quem garantiria que ele ia insurgir-se contra aqueles que tinham reservas em se subjugar às autoridades da Roma conciliar. Seria um leão contra aquele que tivesse este impulso. Mas depois, mudou, e virou um leão justamente contra quem não se vinculasse canonicamente com a Roma conciliar. Não foi justamente isso que aconteceu com a FSSPX?

    Que mudasse, mas que não proclamasse encima de uma caixa de frutas que agora a boa nova era a verdadeira. Que não criticasse tanto os outros como se fosse o ombudsman da Igreja. Se mudou tanto, que ficasse um pouco mais vexado pela sucessão de equívocos (ou supostos equívocos).

    Mas como pode ser esse homem santo de altar (e não estou dizendo que não tenha praticado virtudes) se ele dedica seu livro aos seus alunos, e no mesmo ato os perdoa. Que relação teve esse homem com seus alunos que produziu tal azedume a ponto de ser rejeitado? Ou será que preciso descrever o que foi o tal do “brodosky”?

    Mas Orlando Fedeli não nos deixa fortunadamente apenas equívocos. Deixa-nos um exemplo da via que percorreu o homem católico na história. Em rápida passagem do tempo, o que para os outros demoraram séculos, Fedeli, todo vibrante, rapidamente se transmudou de um homem medieval a um homem pré-concíliar. É o efeito da roda. De intransigente na forma de trajar chegou à americanização cobrindo camisas pólos com jaquetas coloridas, e pisando em mocassins. Entretanto foi na mentalidade que nosso candidato mais se transformou, pois o enjeitado Concílio Vaticano II, tido todo ilegítimo, passou a ter legitimidade, mas com a ressalva que a legitimidade é somente no seu aspecto pastoral. Até o seu fiel discípulo, Alberto Zucchi, apregoou em vídeo que era necessário o advento do Concílio, que, portanto, João XXIII tinha razão, pois a crise da Igreja era muito grande. Observamos ou não o espírito pré-concliliar?

    Sejamos sinceros. Algumas manifestações de piedade, ou de catolicidade, embora louváveis, não tem o condão de transformar alguém em santo de altar. Ademais, não precisa provocar aqueles tidos como advogado do diabo, porque um deles poderá depor a respeito da venturas fedelianas.

    Fixemos mais nos momentos de virtude deste homem. Deixemos exageros, pois a vida dá muita volta, e aquilo que ele criticou poderá acontecer com ele. Estou certo que você não deseja que ele seja considerado um santo de pau oco.

  16. Só digo uma coisa: Não sou de “Apolo”, nem de “Paulo”; eu sou de Cristo!

  17. Acho que foi muito pertinente, apropriado, adequado e robusto o argumento dado pelo Sr. bhartolomeu em 21 ago. 2016, 10:56 am (o segundo deste post), quando diz:

    Gostaria de sublinhar o trecho “parecem contrárias à realidade dos fatos”. Mas eu preferiria dizer: Parecem desfavoráveis à adesão a vários dogmas.

    Gostaria também de parabenizá-lo pela colocação desta importante questão, pois não é se esquivando dos fatos e das questões que os envolvem que se presta serviço à veracidade.

    Na minha opinião, o referido documento (“O Magistério Vivo da Igreja”) é um complemento aos documentos anteriores do movimento tradicionalista dos Padres de Campos. O erro, que eu vejo que ocorreu, foi muitos tentarem tratar tal documento de forma isoladamente – esta foi a desgraça da Adm. Apostólica.

    Eu defendia que os documentos anteriores à ereção da Administração Apostólica se mantivessem em vigor e ao alcance dos fiéis, nem que fosse feita alguma adaptação ou atualização pelo menos.

    Agora, uma abordagem que partisse somente dos fatos constatados seria meramente empírica.

    Mas não é esta realidade que se observa que tem a primazia de veracidade, e sim a dogmática já conhecida e proclamada pela Autoridade da Igreja.

    “E se recusar ouvir também a Igreja, seja ele para ti como um pagão e um publicano” (Mt. 18, 17).
    Para mim, este é o GRANDE ANÁTEMA DA ESCRITURA.

    Ao tentar aprofundar-me na questão, logo de cara vejo a contradição:

    Tem-se PALAVRA DE DEUS X REALIDADE CONSTATADA

    Ao meu ver, esta situação de coisas não é nova na história da Igreja. A crise atual é uma crise sem precedentes, mas cada crise possui sua singularidade e suas circunstâncias.

    Então, o que fazer nesta situação?

    “Maldito o homem que confia em outro homem, que da carne faz o seu apoio…” (Jr. 17, 5).

    Da mesma forma como lidou-se com esta situação no passado, deve-se lidar com ela também no presente, no que toca à contradição que se trata.

    Atualmente existem diversos tipos de ensinamentos, tipos de documentos etc. Também a produção de documentos escritos aumentou para cada Pontificado.

    Anteriormente não era tanto assim. Muitos ensinamentos eram meramente verbais e muitos se manifestavam na forma de disciplinas imediatas e restritas a certos lugares.

    Nem por isso os dogmas conhecidos até então foram relegados para o esquecimento ou reduzidos a teorias fantasiosas. Basta lembrar dos erros gravíssimos dos tribunais do Santo Ofício, que por sua vez, eram uma forma de educar o povo, isto é, Magistério. Nestes erros, o Magistério favoreceu à Injustiça.

    Quando o Dogma diz algo, e a Igreja, não dogmaticamente, diz algo supostamente contrário ao Dogma, não se tem a Igreja negando o Dogma, mas dizendo “Tome cuidado neste ponto ao seguir o Dogma tal, pois tem outra coisa que também precisa ser seguida que é mais ou menos isso daqui…”.

    “Mais ou menos isso daqui…” são as diversas maneiras da Igreja tentar expressar algo não dogmaticamente, mas que deve ser percebido como um sinal ou como algo que precisa de melhor e maior atenção.

    Tem que prestar atenção na forma como o ensinamento emana da Autoridade da Igreja, pois é isto que vai definir a adesão ou não.

    Acho muito interessante esta passagem de um devocionário das Almas do Purgatório:

    “O Papa Inocêncio III apareceu a Santa Lutgarga dizendo que deveria ficar no purgatório até o fim do mundo por algumas faltas no governo da Igreja.” (A Caminho do Pai, p. 43).

    Donde se pode concluir que o Governo e o Magistério da Igreja faltam ou podem faltar por meio de homens incompetentes. Isto é evidente para qualquer um!

    Att,

  18. Tá na cara que esse PWimmer, com todo esse latinismo pedante, gostava mesmo era de beijar os pés do ‘imortal’ Plínio. Como o imortal morreu, e ele agora não tem mais pés para beijar, se arvorou revolucionariamente em juiz da salvação ou perdição alheia. Cara chato!

  19. A mudança pela qual passa a Administração Apostólica é real, sutil e pra pior.

    Faz parte de uma arquitetura diabólica já expressa:

    No Decreto Animarum Bonum, que diz:

    “daí a necessidade de estreita unidade com o Presbitério Diocesano de Campos”

    Na Carta de João Paulo II a D. Licínio:

    “se faz preces, de uma sempre mais harmônica convivência entre o clero e os fiéis dessa União e da querida diocese de Campos”

    O mimoso gatinho vai brincar com o leopardo… Não tem nada de mais… São amiguinhos e irmãos… O gatinho vai ficar bem…

    A doença flui do mais doente para o menos doente. Por isso a Adm. Apostólica está ficando progressista.

    Estão matando todo mundo. Isto é um genocídio. Os tradicionalistas estão sendo assassinados no corpo e na alma.

  20. Os progressistas são católicos zumbis, são católicos frankstein. Se você chega perto deles, eles te mordem e você pega a infecção deles e se torna um deles.

  21. Vocês são muito inocentes de acharem que isso não é jogo de cena da Montfort. Querem fazer uma “manobra Judite” à João Clá para ocupar espaço. Uma seita não muda do dia para a noite. Ouvi dizer que os próximos alvos da Montfort estão no Nordeste, onde querem monopolizar tudo que diga respeito à Missa tridentina. O pessoal ligado à FSSPX e a missas de indulto nessa região tem de abrir o olho.