Posts tagged ‘Summorum Pontificum’

15 março, 2013

Summorum Pontificum em Buenos Aires.

Recebemos a seguinte tradução do leitor Klaus Kurten, cuja gentileza agradecemos.

Como o Summorum Pontificum foi bloqueado e espezinhado em Buenos Aires

Por Rorate Caeli – Uau, as pessoas que não sabem nada da situação na Argentina de repente sabem bastante. Realmente não é o suficiente para saber o que “dulce de leche” é ou o que é a terra do tango para se estar ciente do que se passa em Buenos Aires. E alguns estão espalhando desinformação sobre uma diocese que eles nem mesmo conhecem! Inacreditável. Mas voltemos aos fatos não de gringos, mas de nossos correspondentes portenhos que conhecem, vivem e sofrem eles.

Primeiro, nunca dissemos que o Summorum não tivesse sido aplicado em nenhum lugar na Argentina. O Cardeal Bergoglio não era o único bispo de toda a Argentina, mas o arcebispo de Buenos Aires. Naturalmente, seus poderes eram limitados à Arquidiocese de Buenos Aires, que é territorialmente muito pequena, limitada à área da própria Capital Federal *** – e, mesmo assim, não nas igrejas do Ordinariato Militar, como em todos os países . Então o que aconteceu lá que nos levou a dizer que a aplicação do Summorum naquela arquidiocese era “inexistente” e Marcelo González a falar que “um jurado inimigo da Missa Tradicional, ele só permitiu imitações dela nas mãos de inimigos declarados da antiga liturgia”?

Ah, dizem os pesquisadores-do-Google, cuja única experiência da Argentina foi assistir Evita em uma de suas viagens da Broadway, ele “permitiu” uma Missa Summorum imediatamente após ela entrar em vigor: lá está ela, nesta matéria do Clarín – enviada por muitos leitores e postado por muitos… Bem, sob o Summorum, um bispo não “permite” ou “implementa” qualquer coisa – que era regime da Ecclesia Dei. Naturalmente, sob a Ecclesia Dei, nada foi “permitido” em Buenos Aires, embora a Argentina tenha a maior comunidade católica tradicional na América do Sul. De qualquer forma, sob o Summorum, um lugar foi designado pela Arquidiocese na igreja de São Miguel Arcanjo.

Um grande alívio, certo? Na realidade, isto foi apenas o início dos problemas. A missa era celebrada apenas no quarto domingo de cada mês, na cripta da igreja de São Miguel Arcanjo. E mais, como relatado em 2010 pela Página Católica, um dos mais confiáveis blogs na assuntos Católicos Argentinos que tem estado no nosso roll de blogs desde o seu início:

Ao contrário do que dita o senso comum e a Ecclesia Dei esclareceu, Padre Dotro [o "capelão" para a Missa Tradicional especificamente escolhido pelo Arcebispo Bergoglio] segue o calendário da forma ordinária, lendo, portanto, as leituras desta forma. Mas, como ele não se limita a esta inovação, ele não os lê, mas deixa-os serem lidos pelos fiéis. A missa modificada é, portanto, deixada sem a Epístola, Gradual, ou Evangelho. Conforme informado pela mídia [como informado acima pelo artigo do Clarin], em 16 de setembro de 2007, o primeiro dia em que foi celebrada pelo que em breve seria o capelão dos tradicionalistas, uma centena de pessoas lotaram o Cripta de São Miguel . [...] Destas cem pessoas que estavam presentes na missa no primeiro dia, não mais do que dois ou três restaram… Uma vez por mês! Porque o “modernismo” litúrgico não é do interesse dos fiéis que aderem à tradição. Para isso, é suficiente, e mais [do que o suficiente], o número de paróquias de Buenos Aires que, sob o olhar do cardeal-primaz, fazem o que querem na forma ordinária. Padre Dotro e seu superior, que não pode ignorar o que está acontecendo, dessa forma zomba dos tradicionalistas dos quais devia cuidar. O pobre blogueiro, para não ser acusado de falsificar alguma coisa, até gravou as novas (1970) leituras do lecionário lidos na missa-de-uma-vez-por-mês … [Uma tradução completa do post deve ser postada por nós em breve.]

E então foi esta a grande e generosa aplicação do Summorum Pontificum na Arquidiocese de Buenos Aires? Um Novus Ordo-Missa Tradicional híbrido uma vez por mês. E, como acontece com qualquer Missa Tradicional mal celebrada, o número de assistência dos fiéis rapidamente caiu dos cem a um punhado. E, naturalmente, ela foi descontinuada. Assim, como corretamente mencionado no WikiMissa, não há atualmente uma única missa tradicional real estritamente de acordo com o Missal de 1962, celebrada por sacerdotes diocesanos da Arquidiocese de Buenos Aires. E cada sacerdote que tentou realmente implementar o Summorum em sua paróquia – isto é, de sua própria iniciativa, sem “autorização” do Bispo – foi ordenado a parar. É o que aconteceu com um pobre padre que tentou fazê-lo na capela do Sagrado Coração de Jesus, em Outubro de 2007, e foi ordenado pessoalmente pelo arcebispo a parar em Novembro de 2007. [O post completo do evento vergonhoso, também mencionado pela Página Católica, em um post de 2011, também será traduzido e publicado em breve.]

É assim que o então arcebispo aplicou o Summorum em sua diocese. Agora, será que isso terá alguma influência em sua atual posição Suprema? Vamos ver. Nós certamente temos um novo papa muito litúrgico, com determinados pontos de vista litúrgicos, aplicados desde seus primeiros minutos como papa. Se estes pontos de vista serão agradáveis a alguns que estão agora nos criticando é um assunto completamente diferente. Por outro lado, aqueles que estão acostumados a se curvar certamente não terão nenhum problema com as mudanças.

*** Isto também é importante: as Missas Tradicionais diocesanas mencionadas pelo querido Padre Finigan como ocorrendo na Argentina não incluem nenhuma na Arquidiocese de Buenos Aires, que se limita à Capital Federal (Cidade Autônoma de Buenos Aires, que, apesar do nome, é fora da Província de Buenos Aires, numa situação comparável à do Distrito de Columbia e de Maryland), precisamente porque não há nenhuma lá. As três missas mencionadas por ele estão na Província de Buenos Aires: Villa Celina (La Matanza Partido, Diocese de San Justo), Rawson (Chacabuco Partido, Diocese de Mercedes-Luján), e La Plata (Capital da Província de Buenos Aires, Arquidiocese de La Plata). O território do Arcebispo se tornou uma área livre de Summorum.

6 dezembro, 2012

“É meu dever reconhecer os carismas do Espírito, promovê-los e guiá-los”. Carta do bispo de Ciudad del Este e mensagem de Frei Tiago para o Advento.

Carta de Dom Rogélio Lliveres, bispo diocesano de Ciudad del Este, direcionada a Frei Tiago de São José, assim como ao bispo de Bragança Paulista, Dom Sérgio Colombo, e ao arcebispo de Aparecida, Dom Raymundo Damasceno.

Carta de Dom Rogélio 1

Carta de Dom Rogélio 2

MENSAGEM DO ADVENTO

25 novembro, 2012

Tempos de confusão.

Retransmitimos a mensagem recebida dos amigos da Confraria de Nossa Senhora do Carmo.

Por Frei Tiago de São José

Julguei oportuno dar uma satisfação a tantas pessoas que, de boa fé, investiram material ou espiritualmente no projeto desta comunidade religiosa que estivemos organizando na cidade de Atibaia, Diocese de Bragança Paulista. De fato, não poucos têm me questionado: por que insistir na celebração da santa missa em latim, segundo o uso antigo, comprometendo a fundação deste Mosteiro e um trabalho de 11 anos até chegar ao extremo de ser expulso deste lugar onde vivemos? Em primeiro lugar, quero deixar claro que desde o início da minha vocação sacerdotal, fui muito tocado pelo mistério do santo sacrifício da missa, segundo a forma tradicional. Nunca havia me interessado pelo sacerdócio, antes de conhecer a profundidade deste rito.

Fui ordenado em 2000 com o anseio desta missa no coração, porém, nunca pude celebrá-la. Vim para esta diocese em 2002, pouco depois de ordenado, buscando participar de uma comunidade religiosa na qual pudesse viver um estilo de vida austero e voltado para a oração. Não vi outra forma melhor de ajudar a Santa Igreja. Depois de 5 anos, fiz o pedido de incardinação que não foi contestado pelo nosso Bispo, Dom José Maria. Se o direito canônico fosse observado, desde esta ocasião, eu já estaria incardinado nesta Diocese de Bragança. Ainda mais que Dom José confirmou todos os direitos que recebemos de Dom Bruno, ou seja, de usar o hábito próprio e receber vocações.

O cotidiano das irmãs no ramo feminino da comunidade fundada por Frei Tiago.

Quando foi publicado o Moto Proprio Summorum Pontificum em 2007, tive muita alegria, porque entendi que o Santo Padre nos restituía a Santa Missa no seu uso antigo, nunca abolida, mostrando que isso não ofenderia a Constituição Sacrossanctum Concilium sobre a liturgia, do Concílio Vaticano II. Ao contrário disso, traria o benefício de suscitar uma melhoria nas condições deprimentes que a liturgia celebrada segundo o Missal de Paulo VI havia atingido em toda parte. Entretanto, ainda celebrávamos somente em âmbito privado, esperando a regularização deste uso, o que aconteceu pela instrução Universæ Ecclesiæ. Ali se determina o direito de uma comunidade religiosa usar exclusivamente o rito extraordinário, uma vez que assim decidirem os seus membros. Daí, com autorização de Dom José, começamos a celebrar.

Nunca entramos em polêmicas sobre o Missal de Paulo VI, nem buscamos criticar os outros. Nossa única intenção foi confirmar as próprias palavras do Papa Bento XVI, mostrando que a liturgia segundo o missal de 1962, realizada com zelo e respeito, ainda hoje pode ser uma fonte inesgotável de graças espirituais para toda a Igreja. Ainda mais porque sempre procuramos formar bem os fiéis para uma participação ativa e frutuosa do mistério eucarístico, como orienta o Concílio Vaticano II. E não foram poucos os sacerdotes que, edificados pelas nossas celebrações, me disseram que passaram a celebrar com mais piedade e amor em suas paróquias.

Vendo estes frutos bons, discernimos, nós, irmãos e irmãs eremitas da Virgem Maria do Monte Carmelo, que nossa missão na Igreja estaria vinculada a esse compromisso: realizar uma Eucaristia que manifeste toda a sacralidade e a força que lhes são próprias. Ainda mais pela natureza do nosso carisma monástico que busca haurir na liturgia toda sua razão de ser. Assim, depois desse longo processo, optamos por celebrar a liturgia tradicional em nosso Mosteiro.

Estamos tendo, contudo, que pagar um preço muito caro. Isso, não só pelo lugar e as coisas materiais que perdemos, inclusive as nossas casas que nós mesmos construímos com tanto sacrifício, mas, também, pelos amigos que aqui teremos que deixar. Admito que, sem nunca ter faltado com o devido respeito ao nosso Bispo, na nossa fraqueza humana, ficamos ressentidos por ele não nos ter poupado de um tão doloroso exílio.

Esperamos, em Deus, que logo sejamos livres deste sentimento, e que possamos continuar nossa caminhada, sempre em plena comunhão com o Santo Padre, o Papa e com toda a Igreja.

Em resumo, digo isto: apenas nos recusamos a voltar às celebrações segundo o Rito Ordinário em português, por acharmos que os documentos do Papa Bento XVI nos davam este direito. Se isso for uma “desobediência formal”, peço a Deus que me perdoe, mas, não entendo, pois, o que aprendi é que devíamos obedecer ao Papa… Entendo sim que, em nossos dias, há muita tolerância com aquilo que não é bom e há muita repugnância daquilo que sempre foi católico…

Que a Virgem do Carmo nos ajude!

Fr. Tiago de S. José, Carmelita Eremita.

19 novembro, 2012

Para debate — Terminologia: “Forma Extraordinária” é um nome aceitável? E será que é o nome oficial?

Por Rorate-Caeli | Tradução: Fratres in Unum.com

Nunca pensamos que seria necessário escrever isso, uma vez que ambos os aspectos de que trataremos parecem ser óbvios, e parecem ter sido óbvios desde 2007. Assim, há tantos mal-entendidos com relação á expressão “Forma Extraordinária“, que nos sentimos compelidos a esclarecer dois pontos.

(1) Por que o nome “Forma Extraordinária” foi introduzido pelo Santo Padre no motu proprio Summorum Pontificum? Resposta: a fim de resolver um enigma da legislação litúrgica.

Tradicionalmente, ao longo da história da Igreja – pelo menos desde que a diferenciação dos ritos tornou-se clara e vinculada a patriarcados e áreas geográficas específicas – padres bi-ritualistas têm sido excepcionais. Eles ainda são uma exceção. Além disso, o Papa sentiu a necessidade de finalmente desfazer a injustiça que havia se perpetuado – e defendida pela maioria dos canonistas – desde o advento da Constituição Apostólica Missale Romanum, de Paulo VI (1969), que criou o Novus Ordo Missae: ele, e os documentos anteriores e subsequentes que modificaram todos os ritos de sacramentos, ab-rogaram o Rito Romano Tradicional?

O uso do termo “forma” resolveu ambos os problemas: ele não fez com que todos os padres na Igreja Latina, incluindo a vasta maioria de padres seculares, se tornassem imediatamente bi-ritualistas (na lei), o que seria bastante não tradicional; e, mais importante, ele resolveu o aparente problema da impossibilidade da ab-rogação de um rito litúrgico de origem imemorial. (Esse era um problema aparente porque, conforme o Papa deixou implícito ao dizer que “Aquilo que para as gerações anteriores era sagrado, permanece sagrado e grande também para nós, e não pode ser de improviso totalmente proibido ou mesmo prejudicial,” os Ritos e Usos litúrgicos imemoriais da Igreja Latina não poderiam e não podem simplesmente ser ab-rogados) Em certo sentido, é um artifício, uma construção intelectual nobre, uma vez que a celebração comum da Missa Tradicional em Latim e a Missa Novus Ordo parecem expressar dois ritos muito distintos – mas o uso de tais construções legais é bastante comum no direito, e não há nada imoral nisso. O uso da terminologia esclareceu que a celebração da Missa Tradicional é um rito solene de cada padre na Igreja Latina.

(2) Apesar disso, a expressão “Forma Extraordinária” NÃO é o nome “oficial” do Rito Romano Tradicional. Este é apenas uma das muitas maneiras de se referir a ele. Na realidade, como podemos perceber, nos muitos textos dos documentos oficiais, vários nomes diferentes são utilizados para fazer referência ao Rito Romano Tradicional.

O próprio motu proprio fala em suas primeiras palavras do “uso extraordinário” e da “forma antiga” (antiqua forma) do Rito Romano. Em seus artigos, faz-se referência ao “Missal Romano promulgado por São Pio V e repromulgado pelo Beato João XXIII” (ou seja, o Missal de São Pio V também é “oficial” como o “Missal do Beato João XXIII” – não é de se admirar que o Cardeal Navarette-Cortes tenha utilizado o termo em 2008); ela é uma “expressão extraordinária” (extraordinaria expressio), e também “Forma Extraordinária” (forma extraordinaria). Ela também é chamada pelo motu próprio de “tradição litúrgica anterior”.

Os ritos dos sacramentos de acordo com o Ritual Romano Tradicional são caracterizados como de acordo com o ritual mais antigo (Rituale antiquior), e o mesmo adjetivo se aplica ao [rito] Pontifical e à própria forma: forma anterior (forma antiquior).

Todos esses nomes estão incluídos em um breve texto do próprio motu proprio Summorum Pontificum!

Na carta aos bispos, menciona-se também a “liturgia romana anterior à reforma de 1970″. O Papa diz na carta que não há “dois ritos” (embora, na carta, ele utilize o nome “rito novo”! – deixando-nos bastante à vontade para também utilizarmos a expressão rito antigo…), mas também utiliza nomes diferentes para ele naquele documento: “uso”, a “Forma anterior”, “missal de 1962″, “Missal antigo”, “tradição litúrgica latina antiga” (a propósito, um nome muito bonito).

Na instrução Universae Ecclesiae, faz-se referência à expressão “forma extraordinária”, mas também há todos os tipos de expressões diferentes: “uso”, “Usus antiquior“, “Missal de 1962”…

Estes são apenas nomes “oficiais” utilizados amplamente nos próprios documentos – sem esquecer a necessidade de clareza que requer um uso contínuo de expressões que estão estabelecidas no vernáculo, como, por exemplo, Missa Tradicional em Latim (MTL) em inglês, e “Missa Tridentina” (mesmo se não particularmente exato) em inglês e em diversas línguas europeias. Sem mencionar o uso muito respeitável (por exemplo, pelo ex-presidente da Pontifícia Comissão Ecclesia Dei Cardeal Castrillon Hoyos) das expressões “Rito Gregoriano” e “Liturgia Romana Clássica”.

PORTANTO: (1) não se sinta, de modo algum, forçado a utilizar o nome Forma Extraordinária, como se ele fosse o único nome aceitável – ele não é nem mesmo o nome exclusivo utilizado nos próprios documentos;

(2) não reclame quando outras pessoas o utilizarem, como se fosse ilegítimo ou inaceitável; se você não gosta dele, tudo bem, apenas não o utilize.

7 novembro, 2012

Ao Deus que é a alegria da minha juventude (II). Vídeo da agência da Conferência Episcopal dos EUA.

Se alguma generosa alma puder incluir legendas em português, ficaremos imensamente gratos!

Leia também: Ao Deus que é a alegria da minha juventude.

7 novembro, 2012

Para brasileiro ver.

Dom Joseph Augustine Di Noia, Arcebispo Vice-presidente da Pontifícia Comissão Ecclesia Dei, recebe a Sagrada Comunhão, de joelhos e na boca, de Sua Eminência Reverendíssima Dom Antonio Cañizares Llovera, no último sábado, na Santa Missa Latino Gregoriana celebrada na Basílica de São Pedro (créditos: Rorate-Caeli).

Um exemplo, talvez, para alguns bispos brasileiros que, ao assistir missas semelhantes, vão até o altar e comungam por conta própria? Os mais entendidos poderão, na caixa de comentários, esclarecer se há alguma previsão para tal no Missal Romano de 1962.

5 novembro, 2012

Mensagem do Papa aos participantes da Peregrinação Internacional a Roma. O diálogo entre Padre Barthe e Cardeal Cañizares.

Mensagem da Secretaria de Estado em nome do Santo Padre

Fonte: Una Cum Papa Nostro | Tradução: Fratres in Unum.com – Por ocasião da peregrinação internacional organizada em Roma pelo 5º aniversário do Motu Proprio Summorum Pontificum, Sua Santidade o Papa Bento XVI dirige a sua cordial saudação a todos os participantes, assegurando-lhes a sua oração fervorosa.

Matéria do jornal Avvenire, da Conferência Episcopal Italiana, sobre a peregrinação. Clique para ampliar.

Matéria do jornal Avvenire, da Conferência Episcopal Italiana, sobre a peregrinação. Clique para ampliar.

Com este Motu Proprio, o Santo Padre quis responder aos anseios dos fiéis ligados às formas litúrgicas precedentes. De fato, como ele escreveu em sua carta aos bispos apresentando o Motu Proprio, é bom conservar as riquezas que cresceram na fé e na oração da Igreja e lhes dar o justo espaço, reconhecendo, no entanto, plenamente o valor e a santidade da forma ordinária do rito romano.

Neste Ano da Fé promulgado quando a Igreja celebra o 50 º aniversário do Concílio Vaticano II, o Santo Padre convida todos os fiéis a manifestar de modo particular a sua unidade na fé; assim serão artífices eficazes da nova evangelização.

Confiando todos os participantes da peregrinação a Roma à materna intercessão da Virgem Maria, o Santo Padre lhes concede, de coração, a Bênção Apostólica.

Tarcisio Cardeal Bertone, Secretário de Estado de Sua Santidade.

* * *

O Padre Claude Barthe, capelão da peregrinação, relata: ‹‹ Uma das perguntas, depois da cerimônia, da qual o Cardeal Canizares saiu “el mar del contento” [contentíssimo], especialmente por causa da atmosfera de oração e em razão da piedade dos assistentes (e das muitas crianças!), foi: “Havia membros da FSSPX?”. É necessário dizer que o Cardeal conhece pessoalmente Dom Fellay. Eu respondi que havia reconhecido muitos fiéis da FSSPX, o que muito o alegrou. Eu não reparei se havia padres da FSSPX, mas os clérigos eram numerosíssimos para que eu conhecesse todos. Concluímos que, da próxima vez, Dom Fellay certamente estaria presente. “Claro!” ››

5 novembro, 2012

Neste 3 de novembro, na Basílica de São Pedro, a missa “extraordinária” é a missa normal.

Uma missa “extraordinária”? Uma missa normal!

Por Summorum Pontificum Observatus, 3 de novembro de 2012 | Tradução: Fratres in Unum.comEm preparação à celebração que acaba de ser concluída na Basílica de São Pedro, o Cardeal Cañizares havia, então, explicado ao vaticanista Andrea Tornielli, ponderando suas palavras: “é uma maneira de mostrar às pessoas que é normal usar o missal de 1962”. Para quem conhece o funcionamento da Cúria Romana, tal ato do Prefeito da Congregação para o Culto Divino na Basílica do Papa não poderia deixar de ser, de uma forma ou outra, inspirado, como assinala a mensagem do Papa, em francês, lida no início da cerimônia.

Missa Pontifical celebrada na Basílica de São Pedro pelo Cardeal Cañizares.

Missa Pontifical celebrada na Basílica de São Pedro pelo Cardeal Cañizares. Foto: Rinascimento Sacro.

Às 14:30, a longa procissão de confrarias, clero e fiéis, que partiu de San Salvatore, do outro lado do Tibre, atravessando a Ponte Sant’Angelo, depois de ter subido toda a Via della Conciliazione, passava as portas da Basílica vaticana para se juntar à multidão de fiéis que já estava em seu interior. E às 15 horas, visivelmente radiante, o Prefeito do Culto Divino iniciou a Missa Pontifical sob a Cátedra de São Pedro, diante de uma assistência de cerca de duas a três mil pessoas em torno da Cátedra de São Pedro, além da multidão atrás das divisórias e de um numerosíssimo clero secular e religioso. Como em outras cerimônias desta peregrinação Summorum Pontificum [cuja entrevista de apresentação foi publicada em português com exclusividade pelo Fratres in Unum], um dos pontos mais marcantes foi a presença maciça de sacerdotes diocesanos e seminaristas provenientes de diversas de Universidades Pontifícias, ou vindos para a ocasião da França, Estados Unidos, Inglaterra, etc.

Entre os prelados romanos que assistirão a cerimônia (Mons. Perl, Mons. Pozzo, que acabava de ser nomeado Arcebispo nesta manhã, Monsenhor Agostini, cerimoniário pontifício, etc.), a presença mais marcante era aquela, quase oficial, da Comissão Ecclesia Dei, com o seu Vice-Presidente, Dom Di Noia, ladeado por seus colaboradores e presidindo os membros do clero. Padre Almir de Andrade, [brasileiro] membro da Comissão, impecavelmente conduziu a cerimônia, auxiliado por um sacerdote diocesano, Pe. Cuneo. O sacerdote assistente foi Mons. Ferrer, vice-secretário da Congregação para o Culto Divino; o diácono, Pe. Barker, Vigário da paróquia pessoal [em Roma] dedicada à liturgia tradicional; o subdiácono, Pe. Reginal-Marie, da Fraternidade São Vicente Ferrer, sendo os outros ministros escolhidos dentre os seminaristas dos colégios romanos o dos cleros diocesanos.

Tudo visava a dar a entender que, partindo de uma situação de “privilégio” concedido, estamos agora a caminho — mesmo se ainda muito longe do objetivo — de uma situação normal, o extraordinário de ontem devendo se integrar pouco a pouco, passo a passo, nas paróquias, nas dioceses, nos movimentos de juventude, ordinariamente na vida da Igreja.

Procissão se aproxima da Basílica de São Pedro. Foto: The Remnant.

Procissão se aproxima da Basílica de São Pedro. Foto: The Remnant.

É o que o próprio Cardeal Cañizares enfatizou no final de sua homilia (muito espiritual), detendo-se sobre um tema que lhe é caro: o Motu Proprio é a pacificação da Igreja consigo mesma, com a sua Tradição, cujo eixo é a liturgia romana tradicional. Quando o “ministro da liturgia” de Bento XVI evoca com muita delicadeza a “iluminação” que a Constituição Sacrosanctum Concilium deve trazer a uma e a outra forma do Rito Romano, isso não significa dizer que, se ontem o Concílio foi explicado pela liturgia de Paulo VI, hoje ele pode também ser relido com o auxílio – para não dizer dizer com o filtro – da liturgia dita de São Pio V?

A emoção que contagiou os assistentes da Missa de 3 de novembro vinha da consciência de ver brotar essa revolução copernicana. O Cardeal recordou os objetivos da peregrinação: ação de graças e apoio à intenção do Santo Padre, comunhão “afetuosa” do povo Summorum Pontificum com o Pai Comum.

Anúncio da celebração do Papa que selará esta passagem da missa “extraordinária” à missa normal?

1 novembro, 2012

Cardeal Cañizares: “Eu celebro a Missa Tradicional porque é normal fazê-lo”.

Por Rorate-Caeli | Tradução: Fratres in Unum.com

Trecho da entrevista concedida pelo Cardeal Cañizares Llovera, Prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, a Andrea Tornielli, do La Stampa, a respeito de sua celebração da Missa Tradicional no próximo sábado na Basílica do Vaticano, que será o ápice da peregrinação internacional a Roma entre os dias 1 a 3 de novembro por parte de católicos tradicionais em união com Sua Santidade:

Qual é o motivo da peregrinação?

“Agradecer a Deus e ao Papa pelo Motu Proprio que ele emitiu há cinco anos, reconhecendo o valor da liturgia celebrada de acordo com o missal do Beato João XXIII e marcando a continuidade com a tradição do Rito Romano. Ao reconhecer a liturgia anterior compreende-se que a reforma não significa acabar com práticas tradicionais mais antigas.”

Por que o senhor concordou em celebrar a missa para os peregrinos que seguem o Rito pré-conciliar?

“Eu concordei porque é uma maneira de mostrar às pessoas que é normal usar o missal de 1962: há duas formas do mesmo Rito, mas há apenas um único Rito, assim é normal usá-lo durante as celebrações da missa. Eu já celebrei várias missas de acordo com o missal introduzido pelo Beato João XXIII e o farei novamente de bom grado nessa ocasião. A Congregação na qual o Papa me chamou para atuar como Prefeito não se opõe ao uso da liturgia antiga, embora a tarefa de nosso dicastério seja realçar o significado da renovação litúrgica de acordo com as diretrizes da constituição Sacrosanctum Concilium e seguir as pegadas do Concílio Vaticano II. Com relação a isso, é preciso dizer que a forma extraordinária do Rito Latino deve se inspirar na Constituição conciliar, que nos primeiros dez parágrafos se concentra no verdadeiro espírito da liturgia e, portanto, é relevante a todos os ritos.”

13 outubro, 2012

Peregrinação internacional a Roma: Missa Tradicional na Basílica de São Pedro celebrada pelo Cardeal Cañizares.

Cardeal Cañizares

Cardeal Cañizares

Após longa espera, foi divulgado o nome do celebrante da Santa Missa Tradicional na Basílica de São Pedro, no próximo dia 3, por ocasião da Peregrinação Internacional Summorum Pontificum: trata-se do Cardeal Antonio Cañizares Llovera, prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos.

Por conta da indefinição acerca do celebrante, surgiram rumores de que ele poderia ser o próprio Papa. A expectativa agora permanece sobre a possibilidade de Bento XVI ao menos assistir à Santa Missa celebrada pelo Cardeal Cañizares.

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