Posts tagged ‘Dom Athanasius Schneider’

agosto 15, 2011

“Nem Lutero”. “A comunhão na mão não tem nada a ver com a Igreja primitiva, é de origem calvinista”.

Athanasius Schneider, especialista em Patrística e bispo auxiliar no Cazaquistão, explicou à emissora  Rádio Maria como se comungava na época.

Dom Athanasius Schneider celebra missa de abertura do Congresso Summorum Pontificum em Roma.

Dom Athanasius Schneider celebra missa de abertura do Congresso Summorum Pontificum em Roma.

Religión en Libertad | Tradução: Fratres in Unum.com: Athanasius Schneider tem 50 anos, é ucraniano [ndr: na realidade, nasceu no Quirguistão] e desde 2006 atuou como bispo auxiliar em duas dioceses do Cazaquistão, uma antiga república soviética com 26% de população cristã, majoritariamente ortodoxa, mas com uma pujante comunidade católica.

Recentemente, Dom Schneider, que é especialista em Patrística e Igreja primitiva, explicou à emissora Rádio Maria, no sul do Tirol, as diferenças entre a forma de comungar na Igreja primitiva e a atual prática da comunhão na mão.

Segundo afirmou, este costume é “completamente novo” após o Concílio Vaticano II e suas raízes não remontam aos tempos dos primeiros cristão, como se sustentou com freqüência.

Na Igreja primitiva, era necessário purificar as mãos antes e depois do rito, e a mão estava coberta por um corporal, do qual se tomava a partícula diretamente com a língüa: “Era mais uma comunhão na boca do que na mão”, afirmou Schneider. De fato, após consumir a Sagrada Hóstia, o fiel devia recolher da mão, com sua língua, qualquer mínima partícula consagrada. Um diácono supervisionava esta operação.

Jamais se tocava com os dedos: “O gesto da comunhão na mão, tal como conhecemos hoje, era completamente desconhecido” entre os primeiros cristãos.

Origem calvinista

Ainda assim, abandonou-se aquele rito pela administração direta do sacerdote na boca, uma mudança que ocorreu “instintiva e pacificamente” em toda a Igreja. A partir do século V, no Oriente, e pouco depois no Ocidente. O Papa São Gregório Magno já a administrava assim no século VII, e os sínodos franceses e espanhóis dos séculos XIII e IX puniam quem tocasse na Sagrada Forma.

Segundo Dom Schneider, a prática que conhecemos hoje da comunhão na mão nasceu no século XVII entre os calvinistas, que não acreditavam na presença real de Jesus Cristo na Eucaristia. “Nem Lutero”, que acreditava na presença real, mas não na transubstanciação, “o havia feito”, disse o bispo do Cazaquistão: “De fato, até relativamente há pouco os luteranos comungavam de joelhos e na boca, e ainda hoje alguns comungam assim nos países escandinavos”.

dezembro 18, 2010

Dom Schneider pede ao Papa um novo Syllabus.

Por Osservatore Vaticano – Vini Ganimara

Ciclo de conferências sobre o Vaticano II organizado pelos Franciscanos da Imaculada, em Roma, reúne expoentes da crítica ao Concílio. Dentre eles, Mons. Gherardini e Prof. Roberto de Mattei.

Ciclo de conferências sobre o Vaticano II organizado pelos Franciscanos da Imaculada, em Roma, reúne expoentes da crítica ao Concílio. Dentre eles, Mons. Gherardini e Prof. Roberto de Mattei.

Um verdadeiro furacão passou ontem, 17 de Dezembro de 2010, por Roma, a dois passos da basílica de São Pedro: um bispo propôs, nada mais nada menos, que… recolocar em prática o magistério infalível da Igreja.

Com efeito, desde 16 de dezembro, realiza-se em Roma um importante colóquio intitulado “Concílio Vaticano II, um concílio pastoral – Análise histórica, filosófica e teológica”. Organizado pelos corajosos Franciscanos da Imaculada, este colóquio se realiza nas salas de conferência de Santa Maria Bambina, atrás da colunata de Bernini, próximo ao Palácio do Santo Ofício, num quase silêncio midiático, apesar da atualidade do tema com relação ao pontificado de Bento XVI e da qualidade dos intervenientes.

Duas intervenções esperadas marcaram o primeiro dia: a de Mons. Gherardini, autor do livro Concilio Vaticano II, un discorso da fare, e a do professor Roberto de Mattei, historiador italiano, autor de um recente livro sobre o concílio, intitulado Il Concilio Vaticano II. Una storia mai scritta (disponível por ora apenas em italiano, edições Lindau). Ambos responderam às críticas que os seus trabalhos levantaram, aliás, muito paradoxalmente, do meio conservador, em cujo seio há alguns raros defensores da infalibilidade do Concílio.

Ontem, 17 de dezembro, Dom Schneider, bispo auxiliar de Karaganda, causou alvoroço com sua conferência sobre o tema do culto a Deus como fundamento teológico da pastoral conciliar. Propondo um longa coletânea de citações, teologicamente muito ortodoxas, extraídas dos textos conciliares, apresentou à assistência textos escolhidos de um Vaticano II, de certo modo, “mais ortodoxo que Trento”. A captatio benevolentiae foi particularmente eficaz: a assistência esperava o que estava por vir, suspenso nos lábios do bispo.

Dom Athanasius Schneider, bispo auxiliar de Karaganda, Cazaquistão.

Dom Athanasius Schneider, bispo auxiliar de Karaganda, Cazaquistão.

É então que, denunciando a interpretação errônea deste concílio no período pós-conciliar, o bispo conclui a sua intervenção sugerindo… a redação de um Syllabus que condene infalivelmente “os erros de interpretação do Concílio Vaticano II”.

Pois, segundo Dom Schneider, só o magistério supremo da Igreja (do Papa ou de um novo concílio ecumênico) pode corrigir os abusos e os erros nascidos do Concílio e retificar sua compreensão e sua recepção à luz da tradição católica. Respondendo um pedido de esclarecimento, fez a sua douta assistência cair no riso ao considerar que não era possível reunir um concílio em menos de 500 anos. Cabe, portanto, ao magistério supremo do Papa. Daí seu pedido por um novo Syllabus, onde figurariam face à face os erros condenados e a sua interpretação ortodoxa.

Como tantos e tantos outros há 40 anos, é, pois, ao juízo infalível do Papa “reformulando” o Vaticano II que se está apelando. Com exceção de que, desde a “liberação da palavra” operada por Bento XVI, são doravante os personagens oficiais que interpõe o pedido.

Tradução: Fratres in Unum.com

outubro 29, 2010

O Concílio [Pastoral] em questão.

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(Summorum Pontificum Observatus) De 16 a 18 de dezembro próximo, os Franciscanos da Imaculada organizam um colóquio de estudos em Roma sobre o Concílio Vaticano II (Concilio Ecumenico Vaticano II, Un Concilio Pastorale — Analise Storico-Filosofico-Teologica), no Instituto “Maria S.S. Bambina” (via Paolo VI, 21).

Apoiando-se sobre o histórico discurso do Papa sobre as duas hermenêuticas relativas ao Concílio Vaticano II, de 22 de dezembro de 2005, os Franciscanos da Imaculado se propõem a examinar o Vaticano II,  sua natureza e seu objetivo. Trata-se de estudar esta radical novidade que quis que, pela primeira vez, um concílio não proclamasse novos dogmas e ensinamentos definitivos, nem condenações, mas se apresentasse com uma finalidade meramente pastoral.

Notamos que a versão italiana da agência Zenit, sob o título ‹‹ Il Vaticano II, un Concilio “Rivoluzionario”? ›› publicou um artigo do Padre Serafino M. Lanzetta, padre professo do Instituto dos Franciscanos da Imaculada e cura da Igreja São Salvador em Ognissanti (Florença) desde 2004. Ele ensina teologia dogmática no Instituto Teológico “Imaculada Medianeira” (Cassino – Frosinone). Desde 2006, é diretor da revista teológica Fides Catholica. Colabora com diversas revistas de caráter cultural e teológico e dirigiu a realização de dois colóquios teológicos no Cenáculo do Ghirlandaio, Florença, bem como as publicações a respeito.

Observem que Dom Velasis de Paolis, já evocado neste blog a propósito da recente ordenação diaconal nos Franciscanos da Imaculada, encerrará este colóquio onde intervirão particularmente Mons. Gherardini, o professor Roberto de Mattei, Yves Chiron, Dom Schneider, Dom Marchetto, Mons. Nicola Bux, vários membros dos Franciscanos da Imaculada de universidades pontifícias e da cúria.

outubro 27, 2010

Dom Athanasius Schneider: 54 linhas para descrever como pode ser enriquecida a Nova Missa. Para a Missa Tradicional, 7…

Apresentamos um excerto da entrevista concedida por Dom Athanasius Schneider, ex-professor do seminário de Anápolis, GO, e hoje bispo auxiliar de Karaganda, no Cazaquistão, à Paix Liturgique.

No Motu Proprio que decretou, Summorum Pontificum, Bento XVI formulou um convite explícito ao recíproco enriquecimento das duas formas do único rito romano. Na opinião do Senhor Dom Atanásio, que de bom grado celebra nas duas formas do rito, em que aspectos poderia este enriquecimento manifestar-se de modo mais frutuoso?

AS: Temos de levar o Papa a sério. Não se pode continuar a agir como se ele não tivesse dito essa frase. Ou, aliás, como se ele não a tivesse escrito. Claro está que, mesmo sem que haja necessidade de rever os missais, há meios para proceder a uma aproximação das duas formas do rito.

Uma primeira ideia poderia ser a de celebrar versus Deum a partir do Ofertório, como de resto é previsto pelas rubricas do novo missal. Com efeito, o missal de Paulo VI indica claramente dois momentos em que o celebrante se deve voltar para o povo. Uma primeira vez, no momento do “Orate fratres”, e uma segunda, quando o sacerdote diz “Ecce Agnus Dei”, por altura da comunhão dos fiéis. Que significado dar a estas indicações senão a de que o sacerdote deverá estar voltado para o altar durante o Ofertório e o Cânon? Em Setembro de 2000, a Congregação para o Culto Divino e para a Disciplina dos Sacramentos publicou uma resposta relativa a um quesito sobre a orientação [posição] do sacerdote durante a Missa. Ao explicar que «a posição versus populum parece a mais cómoda na medida em que ela torna mais fácil a comunicação», ela precisava, no entanto, que «supor que a acção sacrificial deve ser orientada principalmente para a comunidade seria um grave erro. Se o sacerdote celebra versus populum, coisa legítima e frequentemente aconselhável, a sua orientação espiritual deve estar sempre voltada para Deus por Jesus Cristo».

Parece-me que, hoje e dia, esta resposta que vinha defender a celebração face ao povo poderia ser adaptada à nova realidade criada pelo MP Summorum Pontificum mediante uma recomendação no sentido de se celebrar voltado para o Oriente a partir do Ofertório.

No que toca à comunhão, a Santa Sé também poderia publicar uma recomendação universal a fim de lembrar o que está previsto na Instrução Geral do Missal Romano, no seu artigo 160°: «Os fiéis comungam de joelhos ou de pé, segundo a determinação da Conferência Episcopal. Quando comungam de pé, recomenda-se que, antes de receberem o Sacramento, façam a devida reverência, estabelecida pelas mesmas normas.» Cabe pois sublinhar que a primeira forma de comunhão a ser referida pelo texto oficial da Igreja destinado a comentar o Novus Ordo é a forma de comunhão de joelhos…

Uma outra possibilidade de enriquecimento da nova liturgia seria a de que as leituras da Bíblia Sagrada fossem feitas por homens em vestes litúrgicas e em caso algum por mulheres ou homens vestidos à civil. E isto porque as leituras são feitas no presbitério, um lugar que desde os tempos apostólicos é reservado ao sacerdote e aos ministros ordenados, aí se incluindo os clérigos com ordens menores. Só na falta destes últimos é que um leigo (homem) podia vir suprir. O serviço do altar, de leitor ou de acólito, não é um exercício do sacerdócio comum, fazendo antes parte do sacerdócio sagrado, em especial do diaconato. É por esta razão que, pelo menos a partir do século III, a Igreja concebeu as ordens menores como uma espécie de introdução às diferentes funções contidas no exercício do diaconato, como, por exemplo, a guarda do santuário e o chamamento dos fiéis à liturgia (ostiário), a leitura da palavra de Deus durante a liturgia (leitor), expulsar os espíritos malignos (exorcista), transportar a luz e servir ao altar (acólito). Assim, é-nos mais fácil compreender porque é que, tradicionalmente, a Igreja reservou a atribuição das ordens menores e a instituição de leitores ou de acólitos apenas a fiéis homens.

Neste sentido, bem se compreende que um dos enriquecimentos permitidos pela aproximação das duas formas litúrgicas consistisse em retornar à sã tradição de reservar o presbitério apenas aos homens: diáconos, acólitos, leitores e crianças de coro (ou coroinhas), todos eles devem ser do sexo masculino. De nada adianta que nos lamentemos do descalabro das vocações quando os rapazes deixam de ser chamados para o serviço do altar.

Por fim, a oração dos fiéis deve ficar reservada apenas aos diáconos, acólitos ou leitores, todos com hábitos litúrgicos. Até seria mais coerente com a tradição bimilenar da Igreja, tanto ocidental como oriental, que esta oração dos fiéis, ou oração universal, fosse proclamada, ou melhor ainda, cantada, unicamente pelo diácono, pois que antes ela recebia o nome de “oratio diaconalis”. Na falta de diácono, seria bom que fosse o próprio sacerdote a lê-la, como de resto acontece com o evangelho. O termo oração dos “fiéis” não significa que a sua proclamação seja uma função dos fiéis. Acreditar nisso seria um erro histórico e litúrgico. De facto, o que isso indica é que ela decorria ao início da missa dos fiéis, depois que tivessem saído os catecúmenos, e quando o diácono ou o sacerdote oferecia à Majestade Divina as intenções de toda a Igreja, e portanto de todos os fiéis, daí o seu nome.

7) E no que respeita à forma extraordinária? De que maneira poderia ela enriquecer-se ao contactar com a forma ordinária do rito romano?

AS: Eu diria que se poderia aplicar à forma extraordinária o espírito que anima os últimos elementos que citei a propósito do Novus Ordo. As leituras sagradas deveriam ser sempre acessíveis aos fiéis, logo, na língua local e não apenas em latim, salvo em ocasiões especiais. Assim, também nesta forma, as leituras poderiam ser feitas por um leitor ordenado ou instituído, isto é, um fiel homem em hábitos litúrgicos. Uma iniciativa bela e útil seria a introdução de alguns prefácios do novo missal, e o mesmo se diga da introdução de novos santos no calendário litúrgico tradicional.

outubro 19, 2009

Missa Gregoriana Pontifical na Basílica de São Pedro pela primeira vez depois de quarenta anos.

Pontifical San Pedro Burke Oct-18-2009-2

Dom Raymond Burke celebra missa pontifical em São Pedro, 18 de outubro de 2009

Uma Missa Pontifical segundo o Rito Antigo foi celebrada neste domingo pela manhã pelo Prefeito da Assinatura Apostólica, Arcebispo Raymond Leo Burke [recém nomeado, junto do Cardeal Cañizares, membro da Congregação para os Bispos] na Capela do Santíssimo da Basílica de São Pedro, como anunciamos anteriormente.

A Santa Missa representou o ápice da Conferência sobre o motu proprio Summorum Pontificum intitulada “O Motu Proprio Summorum Pontificum de Bento XVI: Um Grande Dom para Toda a Igreja“. O evento, que transcorreu de 16 a 18 de outubro, foi organizado pelo Pe. Vincenzo Nuara OP, fundador e líder espiritual do grupo Giovani e Tradizione (Jovens e Tradição), uma associação de jovens com sede em Acireale, na Sicília.

O simpósio contou com a participação de centenas de padres, freiras e leigos interessados na liturgia tradicional, incluindo representantes seniores de organizações tradicionalistas de religiosos e leigos, como, por exemplo, a Fraternidade de São Pedro, o Instituto Cristo Rei e Soberano Sacerdote, a editora Fede&Cultura, o Centro Cultural Lepanto, Instituto do Bom Pastor e muitos outros. Também esteve presente o secretário da Comissão Ecclesia Dei, Monsenhor Guido Pozzo. Informações dão conta que membros da Fraternidade Sacerdotal São Pio X também compareceram ao congresso.

Dom Raymond Burke canta missa pontifical em São Pedro. À sua esquerda o padre brasileiro Almir de Andrade, assistente da FSSP.

Dom Raymond Burke canta missa pontifical em São Pedro. À esquerda o padre brasileiro Almir de Andrade, assistente da FSSP.

Entre os palestrantes estavam o Monsenhor Athanasius Schneider, bispo auxiliar de Karaganda no Cazaquistão; Monsenhor Valentino Miserachs, o chefe do Instituto Pontifício para Música Sacra; o Abade Michael John Zielinski, presidente substituto da Comissão Pontifícia para o Patrimônio e Arqueologia Sacra da Igreja; o Monsenhor Professor Brunero Gherardini, decano emérito da faculdade de Teologia na Universidade Lateraense; o Padre Stefano Manelli, fundador e superior dos Franciscanos da Imaculada; e o Professor Roberto de Mattei, professor de História do Cristianismo na Universidade Européia de Roma.

Após a Santa Missa os participantes da conferência foram contemplados com uma saudação especial do Santo Padre Bento XVI na oração do Ângelus. Deo Gratias!

Fratres in Unum, com informações de The Moynihan Report

outubro 5, 2009

No que tange à Santa Comunhão, impera uma grande necessidade na Igreja.

Um bispo auxiliar do Cazaquistão adverte os bispos alemães que não apenas se alegrem com a Comunhão na boca e de joelhos. Os pastores supremos precisam dissuadir de maneira ativa os fiéis de comungarem na mão.

Mons. Athanasius Schneider(Kreuz.net) No que tange à Santa Comunhão, impera uma grande necessidade na Igreja. Assim esclareceu o Bispo Auxiliar – descendente de alemães – de Karaganda, no Cazaquisão, Mons. Athanasius Schneider (48), em uma entrevista para o canal de TV católico ‘Kephas-TV’. O filme será exibido várias vezes nessa semana.

O recebimento da comunhão é o encontro com Deus, “perante o qual os anjos se prostram” – esclareceu o Bispo Auxiliar. Deve ficar claro durante o recebimento da comunhão que esse é um momento sagrado. Para os fiéis o mais natural seria ficar de joelhos diante da majestade divina: “Esse é o mínimo que devemos ao Senhor.”

O ser humano consiste de alma e corpo e também precisa mostrar reverência perante o Senhor. Quanto à distribuição da Comunhão hoje em dia, o Bispo Auxiliar disse que é de chorar “quando a observamos.”

Os bispos devem se alegrar sobre a Comunhão na boca

Durante a Comunhão na mão e de pé não haveria mais quase nenhum sinal externo de adoração: “Isso é simplesmente um movimento em série, que transcorre de maneira bastante rápida, em que se recebe o Senhor na forma de pão rapidamente e se coloca na boca por si mesmo.”

Mons. Schneider adverte o clero também: “Precisamos todos nos alegrar – também os bispos e sacerdotes – quando os fiéis se ajoelham diante do Senhor.”

Contra o Concílio Pastoral

Na entrevista o Bispo Auxiliar enfatiza ainda que o apelo da Comunhão na mão no Concílio Pastoral Vaticano Segundo é um “puro mito”. O Concílio não teria dito nada a respeito disso. A Comunhão na mão não teria passado pela cabeça dos padres conciliares.

Implementada de maneira ilegal

A Comunhão na mão na forma atual teria sido inicialmente introduzida de maneira ilegítima na Holanda – eclesialmente morta nesse meio tempo. O Papa Paulo VI († 1978) teria “legitimado” a Comunhão na mão pela primeira vez  posteriormente. O Bispo Auxiliar Schneider está convencido de que esse Papa não desejaria a Comunhão na mão. No ano de 1968, o Papa indagou o episcopado mundial sobre o tema. Dois terços dos bispos negaram a Comunhão na mão. Eles exigiram que a forma tradicional de recebimento da Comunhão fosse mantida. Mons. Schneider esclareceu também que: Os bispos daquela época reconheciam ainda o perigo de que partículas da hóstia caíssem no chão e que a reverência dos fiéis se perdesse.

A Comunhão na mão é fortemente proibida no Cazaquistão

O Bispo Auxiliar Schneider reporta que no Cazaquistão nunca existiu a Comunhão na mão: “Para os fiéis, ajoelhar-se é uma necessidade espontânea. Não se precisa ensinar-lhes de modo algum. A fé interior exige um gesto exterior dos joelhos.”

Também turistas, diplomatas e executivos precisam receber a Comunhão na boca no Cazaquistão: “Há dois anos a nossa Conferência Episcopal tomou a decisão unânime de que somente a Comunhão na boca e de joelhos seria permitida em todas as dioceses do Cazaquistão – também para os estrangeiros. A Santa Sé concordou com essa norma.”

Um magistério prático

Mons. Schneider ficou “bastante admirado” quando o Santo Padre começou a distribuir a Comunhão somente na boca e de joelhos: “Eu considerei isso como um Magistério prático que o Santo Padre nos dá.” Especialmente os bispos deveriam ser muito gratos ao Santo Padre por seu exemplo e imitá-lo.

O Bispo Auxiliar sugere que os bispos diocesanos recomendem e esclareçam sobre a Comunhão na boca e de joelhos, se recordando de alguns bispos que já fizeram isso. Ele menciona o Prefeito para a Congregação da Liturgia, o Cardeal Antonio Cañizares. Na Quinta-feira Santa o Cardeal exigiu que os fiéis na Catedral de sua arquidiocese anterior, Toledo, recebessem a Comunhão na boca de joelhos. “Na Comunhão todos os fiéis receberam a Santa Comunhão de joelhos e na boca  – embora ele só tivesse aconselhado.”

Ajudar os fiéis em seu direito

O Bispo Auxiliar Schneider criticou ainda a retirada das mesas da comunhão das igrejas nos anos 70 do último século: “Isso foi como uma avalanche.” Esse fato será encarado como “iconoclasmo” na História da Igreja. O Bispo Auxiliar considera a reintrodução das mesas da comunhão também por razões práticas bastante úteis.

Os fiéis teriam o direito de se ajoelharem para a Comunhão. Contudo, sem as mesas da comunhão, esses fiéis – sobretudo, os idosos – seriam afetados de maneira adversa. Isso seria uma injustiça.

Além disso, Mons. Schneider considera a mesa da comunhão como um símbolo. Ela se revela como um armário que fica atrás de algo sagrado – “próximo ao Sacrário, onde o próprio Jesus está verdadeiramente presente”.

As mesas da comunhão teriam existido já nos primeiros séculos:

“Quando quisermos nos voltar aos padres da Igreja, às origens, então, deveríamos pelo menos reintroduzir as mesas da comunhão.”

julho 30, 2009

“Como bispo não posso me calar”. Excertos do livro “Dominus Est”, de Dom Athanasius Schneider.

Consciente da grandeza e importância do momento da sagrada comunhão, a Igreja em sua bimilenária tradição procurou encontrar uma expressão ritual que pudesse testemunhar do modo mais perfeito sua fé, seu amor e seu respeito. Isto verificou-se quando, na esteira de um desenvolvimento orgânico, no Ocidente, a partir dos séc. VIII-IX, e no Oriente, já alguns séculos antes, a Igreja em todas as suas tradições litúrgicas começou a adotar o modo de distribuir as sagradas espécies eucarísticas diretamente na boca. Na tradição dos ritos latinos se ajuntou ainda o gesto de ajoelhar-se, uma expressão ritual própria do cristianismo ocidental. Este desenvolvimento se pode considerar como um fruto da espiritualidade e da devoção eucarística do tempo dos Padres da Igreja. Existem várias exortações ardentes dos Padres da Igreja sobre a máxima veneração, delicadeza e cuidado para com o Corpo eucarístico do Senhor, em particular a respeito dos fragmentos do pão consagrado. Quando se começou a notar que não existiam mais as condições que garantiam o cumprimento das exigências de máximo respeito e do caráter altamente sagrado do pão eucarístico, a Igreja, seja no Ocidente, seja no Oriente, com um admirável consenso e quase instintivamente percebeu a urgência de modificar o rito então vigente, isto é, passando da distribuição da comunhão na mão à distribuição na boca. A este desenvolvimento contribuiu igualmente um crescente aprofundamento da fé na presença real, que se expressou no Ocidente na praxe da adoração do SS. Sacramento solenemente exposto.

[...] Nos últimos decênios se difundiu em várias Igrejas locais do Rito latino (sobretudo no Ocidente) o uso de distribuir a comunhão na mão. A partir de uma análise serena e imparcial deste uso em muitíssimos lugares, se deve necessariamente constatar o que se segue: um dos momentos mais importantes e, portanto, mais sagrados e solenes da liturgia eucarística, como é a sagrada comunhão, torna-se sempre menos sacral e fonte de contínua profanação involuntária e até voluntária. Onde hoje mais se evidenciam as sombras na celebração eucarística e uma alteração do sentido do sagrado é precisamente o modo de distribuir a comunhão.

O modo da distribuição da comunhão na mão é realizado nos nossos dias infelizmente em condições históricas bastante desfavoráveis, quer dizer: notável diminuição da fé na presença real, do respeito e da sensibilidade pelo sagrado, mentalidade consumista, aproximação indiscriminada e incontrolável à sagrada comunhão, muitas vezes de todos os presentes na liturgia, também das pessoas não bem dispostas, não católicas e até não batizadas (um fenômeno que se verifica de maneira mais marcante nas celebrações de massa), e, enfim, um crescente fenômeno de profanações de hóstias consagradas por parte de grupos esotéricos e satânicos.

O próprio rito de distribuição na mão contribui, no hodierno contexto histórico, a uma progressiva e bastante difundida negligência com relação aos fragmentos, o que, juntamente com o não-uso da patena de comunhão, faz com que os fragmentos caiam por terra e se percam com grande facilidade. Assim acontece com freqüência, e sempre mais vem aumentando, que os fragmentos eucarísticos, as pérolas mais preciosas que existem sobre esta terra, são literalmente pisoteados nas igrejas católicas, sem os fiéis disso se aperceberem.

Como contrasta este fenômeno, minimizado ou silenciado por não poucos pastores da Igreja nos nossos dias, com a preocupação dos Padres da Igreja para que não se perdesse nem mesmo o mínimo fragmento do pão eucarístico!

[...]

Num tempo em que se dava a comunhão somente na boca e era prescrito até o uso da patena de comunhão, o Papa Pio XI ordenou a publicação da seguinte premente exortação:

“Na administração do sacramento eucarístico se deve mostrar um particular zelo, a fim de que não se percam os fragmentos das hóstias consagradas, já que em cada uma delas está presente o Corpo inteiro de Cristo. Por isso, tome-se o máximo cuidado para que os fragmentos não se separem fácilmente da hóstia e não caiam por terra, onde – horribile dictu! – se poderiam misturar com a sujeira e ser pisoteados com os pés”.

O grande Papa João Paulo II, já há 25 anos, falando exatamente do uso da comunhão na mão, constatou deploráveis faltas de respeito para com as Espécies eucarísticas, faltas que pesam… também sobre os Pastores da Igreja, que terão sido pouco vigilantes quanto à compostura dos fiéis em relação à Eucaristia.

[...]

São numerosos os exemplos das Igrejas locais, onde já se pratica há algum tempo a comunhão na mão, comprovando o fato inegável que este modo de distribuir o Corpo do Senhor produziu, em larga escala, um dano à vida espiritual da Igreja. Nos seus gestos, o rito hodierno não corresponde à praxe da Idade patrística, mas evoca mais facilmente a mentalidade consumista e anti-sacral do fim da década de 60, exatamente quando foi introduzido em alguns países da Europa setentrional, em desobediência às normas da Igreja, e em seguida, obtida a legitimação com uma maciça pressão sobre o Papa Paulo VI.

Prevendo realisticamente os danos espirituais desse uso, o Papa Paulo VI e a maioria do episcopado católico (do qual a grandíssima maioria participou do Concílio Vaticano II) julgaram não introduzí-lo. Pensando que não se poderia fazer parar este uso já difundido, o Papa Paulo VI o concedeu contra sua vontade.

Os prognosticados danos espirituais de um novo generalizado rito da comunhão na mão, indicados pela maioria dos bispos no ano de1968  e da Santa Sé na Instrução Memoriale Domini do ano de 1969, foram os seguintes:

• grande perigo de profanações e sacrilégios,

• negligência para com os fragmentos do pão consagrado,

• o fato que cada um toma o Corpo do Senhor com as suas mãos e dedos contribuirá a igualar o pão eucarístico ao pão comum,

• perda do caráter sagrado do gesto,

• falta de respeito,

• falsas opiniões sobre o sacramento eucarístico,

• dano à fé das crianças e das pessoas simples.

O Papa Paulo VI e a maioria do episcopado do ano de 1968 expressaram o juízo de que a comunhão na boca assegura e garante mais eficazmente o respeito, o caráter sagrado, o decoro, a fé na presença real e a devoção dos fiéis. O documento Memoriale Domini de 29 de maio de 1969, expressando o pensamento do Papa Paulo VI, fazia esta observação acertada:

“Uma mudança em coisa de tamanha importância, baseada numa tradição antiquíssima e venerável, não se refere somente à disciplina; poder-se-ia demonstrar fundado o receio de eventuais perigos derivados desta nova maneira de distribuir a Comunhão: o perigo, por exemplo, de diminuir o reverência para com o SS. Sacramento do altar, ou o perigo de uma sua profanação ou também de uma alteração da sã doutrina.”

O mesmo documento diz que se deve excluir qualquer impressão de que a consciência da Igreja cedeu no que diz respeito à fé na presença eucarística, como também qualquer perigo ou simplesmente aparência de perigo de profanação.

E numa carta da Secretaria de Estado ao episcopado católico, do dia 28/10/1968, se dizia que o novo rito de comunhão representava uma coisa grave em si mesma e nas suas conseqüências.

Os temores do Papa Paulo VI e da maior parte do episcopado católico dos anos 1968-1969 foram mais que fundados e encontraram plena confirmação na praxe do modo hodierno de distribuir a comunhão na mão. Este rito, visto sobre larga escala, produziu e continua infelizmente a produzir um dano espiritual não insignificante para a Igreja. E assim se dá uma situação contraditória e espiritualmente dolorosa na vida eucarística de muitas Igrejas locais: no momento da sagrada comunhão, que exige por sua natureza o máximo respeito, decoro, caráter sagrado, delicadeza, máxima vigilância, se verifica uma preocupante banalização do Santo dos Santos.

As tentativas de harmonizar ou minimizar este estado das coisas equivaleriam a fechar os olhos sobre a realidade. Já há mais de 20 anos, o Cardeal J. Ratzinger fez a seguinte constatação preocupante a respeito do momento da comunhão em vários lugares: “Nós não nos elevamos mais à grandeza do evento da comunhão, mas arrastamos o dom do Senhor para baixo, ao ordinário da livre disposição, à cotidianidade”.

Conseqüentemente, existe uma verdadeira urgência pastoral que exige uma modificação na situação atual da distribuição da sagrada comunhão. Levando em conta a dinâmica inata das coisas novas e mais cômodas a impor-se em proporções gerais e da pressão psicológica da “moda”, a comunhão na mão está suprimindo de fato sempre mais a comunhão na boca. Para que um fiel continue, em tais circunstâncias, a receber a comunhão na boca e ajoelhado, é verdadeiramente necessária uma grande maturidade espiritual e uma coragem não comum. A liberdade de escolha é, de fato, reduzida ao mínimo, como comprovam tantos testemunhos de fiéis. Não se deve negligenciar a intenção do Papa Paulo VI, expressa tão nitidamente no documento Memoriale Domini: “O Sumo Pontífice não julgou oportuno mudar o modo tradicional de distribuir a sagrada Comunhão aos fiéis. Portanto, a Sé Apostólica exorta ardentemente aos bispos, sacerdotes e fiéis a observar com amorosa fidelidade a disciplina em vigor”. Diante da milenar tradição de distribuir a comunhão na boca – fruto feliz de um desenvolvimento orgânico da fé e da piedade eucarística do primeiro milênio – essa inovação não trouxe uma verdadeira utilidade para a Igreja.

Dom Athanasius Schneider, ‘Dominus Est’

julho 23, 2009

Dom Burke celebrará Santa Missa Tradicional em São Pedro.

Dom Raymond Leo BurkeRinascimento Sacro anunciou que, como ápice da Segunda Convenção sobre Summorum Pontificum organizada pelos Giovani e Tradizione, uma Missa Pontifical Solene conforme o Rito Clássico Romano será celebrada na Capela de Adoração Eucarística na Basílica de São Pedro, no sábado, 18 de outubro de 2009 às 10:00h. A Missa será celebrada por Sua Excelência, o Arcebispo Raymond Leo Burke, Prefeito do Supremo Tribunal da Assinatura Apostólica. A música será providenciada por um coro misto dos Franciscanos da Imaculada.

Deo Gratias!

Fonte: Rorate-Caeli

No mesmo encontro discursarão, entre outros: o excelentíssimo senhor bispo D. Athanasius Schneider, C.R.S.C., auxiliar de Karaganda, Cazaquistão; Prof. Roberto de Matei ; D. Michael John Zielinski, O.S.B., vice-presidente da Pontifícia Comissão dos Bens Culturais da Igreja e de Arqueologia Sacra; Monsenhor Brunero Gherardini, decano emérito da faculdade de teologia da Lateranense.

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