30 outubro, 2014

Cardeal Burke: Eu não disse que o Papa está prejudicando a Igreja, mas sim a falta de clareza.

Por John-Henry Westen – LifeSiteNews | Tradução: Fratres in Unum.com – O Cardeal da Cúria Raymond Burke emitiu um esclarecimento relativo à deturpação de sua declaração em uma entrevista ao BuzzFeed. Enquanto a agência noticiava que o Cardeal Burke disse que o Papa está “prejudicando a Igreja”, o purpurado, na realidade, declarou que o prejuízo se origina da falta de clareza sobre as posições do papa em questões relacionadas ao matrimônio e à Sagrada Comunhão.

O cardeal acrescentou que somente um esclarecimento do próprio Papa poderia dissipar a falta de clareza.

Eis o esclarecimento completo de Burke, dado ao Instituto Dignitatis Humanae, que havia ajudado a organizar a entrevista ao Buzzfeed:

Como padre, bispo e, finalmente, cardeal, eu somente penso em servir à Igreja de Nosso Senhor em obediência humilde ao Magistério e ao Santo Padre. A confusão desnecessária com relação às minhas razões não me ajuda neste serviço, especialmente, quando questões substanciais de princípio estão em jogo. Acredito firmemente que alguém também presta um serviço com lealdade ao expressar um juízo contrário, de acordo com a busca da verdade, e que só se serve com fidelidade quando se fala de maneira obediente e clara, de acordo com a sua consciência.

Eu não disse que o Papa Francisco prejudicou a Igreja. Ao invés disso, conforme revela a entrevista textual que acaba de ser publicada, fui perfeitamente claro ao dizer que foi a falta de clareza acerca da posição do Santo Padre em questões relacionadas ao matrimônio e à Sagrada Comunhão que causou o dano. É justamente por essa razão que, posteriormente, disse que somente uma declaração do próprio Santo Papa poderia dissipar essa falta de clareza.

Infelizmente, a confusão, como a gerada por essa entrevista particular, foi usada para retratar aqueles que se opõem à tese do Cardeal Kasper como motivada por uma animosidade pessoal contra o Santo Padre. Este não é o caso, embora, sem dúvida, isso ajude a fazer com que aqueles com determinado eixo ideológico trabalhem para que pareça assim.

29 outubro, 2014

Admira, regozija-se, apoia, prega, estimula. Mas não é.

Admira comunistas. Regojiza-se com comunistas. Apoia comunistas. Estimula trabalho de entidades comunistas. Mas afirma não ser comunista. Ok, o mundo todo acreditará piamente!

Para certos postos, já dizia o velho adágio: “Não basta ser honesto, é preciso parecer honesto”.

João Pedro Stédile cumprimenta Papa Francisco - o líder do MST foi convidado para fazer o discurso de encerramento de encontro de "Movimentos Populares" no Vaticano.

João Pedro Stedile cumprimenta Papa Francisco – o líder do MST foi convidado para fazer o discurso de encerramento de encontro de “Movimentos Populares” no Vaticano.

De duas, uma:

1) Ou todas essas organizações são verdadeiras promotoras dos valores do Evangelho e se associam aos princípios de Nosso Senhor — o que justificaria o espaço e os louvores dados a elas pelo Sumo Pontífice. Para isso, ter-se-ia que provar que não só as “belíssimas” intenções dos membros dos grupos, mas suas obras, estão em conformidade com o que Cristo ensinou.

2) Ou, não sendo o caso, admirar, apoiar, estimular, etc, é buscar um amálgama impossível, pois que auto-excludentes entre si, entre a revolução pregada por tais entidades e a doutrina social da Igreja, pretendendo difundir amor de Cristo aos pobres quando, na verdade, conscientemente ou não, difunde-se o mau e velho comunismo amplamente condenado pelo Magistério da Igreja.

Tertium non datur.

* * *

“Continuem com a vossa luta, caros irmãos e irmãs, faz bem a todos nós” — Papa Francisco.

O bem, por João Pedro Stedile – do artigo “As mentiras paraguaias das elites brasileiras”, sobre o impeachment do ex-bispo e ex-presidente do Paraguai Fernando Lugo, Folha de São Paulo, 17 de julho de 2012

“Se a sociedade paraguaia estivesse dividida e armada, certamente os defensores do presidente Lugo não aceitariam pacificamente o golpe”.

Pois, assim a Cartilha do MST descreve o pensamento dele, que é um de seus dirigentes:

“Os dirigentes possuem um sonho revolucionário que é construir sobre os escombros do capitalismo uma sociedade socialista. Muitas vezes as aspirações dos dirigentes não são as mesmas da massa. Nesse caso é preciso desenvolver um trabalho ideológico para fazer com que as aspirações da massa adquiram caráter político e revolucionário”.

* * *

Comentário do leitor Alcleir:

Ao longo de dois mil anos tudo que a Igreja fez foi dar de comer a quem tem fome, vestir quem está nu e instruir os ignorantes. Os primeiros hospitais e sanatórios do mundo foram criados pela Igreja. As primeiras universidades do mundo foram criadas pela Igreja. De dentro do povo católico nasceram as SANTAS CASAS DE MISERICÓRDIA. A Igreja forjou a santidade de homens e mulheres extraordinários como São Francisco de Assis, São Vicente de Paula, São Martinho de Tours, São Bernardo de Claraval. Santos que renunciaram ao mundo para abraçar a causa de Cristo e o serviço aos pobres e doentes. Com o regime de suserania e vassalagem a Igreja amparou e protegeu o camponês que deixou de ser um mero escravo do senhor de terras para ser um servo da gleba que, embora preso a um pacto de vassalagem, era livre para ter seus bens e seus animais.
Em todos estes tempos a Igreja nunca pregou o conceito de “luta” como método para fazer “justiça social”.
Pelo contrário.
Pregou a OBEDIÊNCIA e SUBMISSÃO dos trabalhadores para com seus patrões;
A CARIDADE dos homens de negócio para com os desempregados;
A GRATIDÃO dos pobres para com seus benfeitores;
A PACIÊNCIA dos doentes diante das enfermidades;
A Igreja não prega a luta nem busca terra, teto e trabalho. Quem busca isto é Karl Marx.
A Igreja busca o Reino de Deus e Sua Justiça. Importa buscar antes a Justiça de Deus, pois com ela tudo o mais será dado por acréscimo (Mateus 6,33).“Tirai-lhe o talento e dai ao que tem dez, pois aquele que tem em abundância lhe será dado mais ainda, mas ao que não tem, lhe será tirado até aquilo que julga ter. Quanto a este servo inútil, jogai-o nas trevas exteriores. Ali haverá choro e ranger de dentes. “(Mateus 25,28-30)Santidade, Jesus nunca foi marxista… nem a Igreja.

29 outubro, 2014

Papa: “Chamam-me de comunista, mas é Jesus que ama os pobres”.

Por Gian Guido Vecchi – Corriere della Sera | Tradução: Gercione Lima – Fratres in Unum.com:  “Vamos repetir juntos do fundo do coração: nenhuma família sem-teto! Nenhum camponês sem-terra! Nenhum trabalhador sem direitos! Nenhuma pessoa sem a dignidade que dá o trabalho”. Na antiga sala do Sínodo está falando Francisco, “continuem com a vossa luta, caros irmãos e irmãs, faz bem a todos nós”, e a cena é sem precedentes.

Cento e cinquenta pessoas de oitenta países representando os “movimentos populares” do mundo inteiro, aqueles do Fórum Social, chegaram ao Vaticano para uma conferência sobre “Terra, teto e trabalho, as últimas chagas do planeta.

“Terra, teto e trabalho. É estranho, mas se eu falo disso, o Papa é um comunista”, sorri Francisco. “Não se compreende que o amor pelos pobres é o centro do Evangelho. Terra, casa e trabalho, aquilo para o qual vocês lutam, são direitos sagrados. Exigir tais coisas, de fato, não é algo estranho, é a doutrina social da Igreja”.

Muitos movimentos nasceram na América Latina, Bergoglio os conhece bem e seu discurso em espanhol parece ser o traço de uma encíclica social: “Vocês vieram trazer à presença de Deus, da Igreja e dos povos, uma realidade muitas vezes relegada ao silêncio: os pobres não apenas sofrem injustiça, mas também lutam contra ela”.

Desde seus tempos como cardeal em Buenos Aires, ele costumava ir ao encontro dos catadores de lixo vestidos de trapos, que à noite vasculhavam os depósitos de lixo, conversava com eles oferecendo-lhes seu chá de erva mate, os ajudava. O seu advogado na época, Juan Grabois, é um dos organizadores do encontro. Na platéia, como líder histórico dos “cocaleros”, senta-se o presidente boliviano, Evo Morales, que o Papa recebe durante a noite. Estão lá os “sem-terra” brasileiros [representados pelo sr. João Pedro Stédile, cujo "bem" que fazem ao povo brasileiro deve ser a luta armada, com inúmeras mortes no campo brasileiro, o vilipêndio da propriedade privada..., enfim, o crime!], os “indignados” da Espanha. Da Itália veio também a rede “Genuíno Clandestino ” e Leoncavallo, histórico centro social de Milão que elogia o Papa por ter “trazido o cristianismo de volta às suas origens.”

No geral, “aqui estão catadores de lixo, recicladores, vendedores ambulantes, alfaiates, artesãos, pescadores, camponeses, trabalhadores da construção, mineiros, trabalhadores, membros de cooperativas de todos os tipos e pessoas que realizam trabalhos mais comuns ” define o Papa: “Hoje eu quero unir a minha voz à deles e acompanhá-los em sua luta”. Enfrentar o escândalo da pobreza “não é uma ideologia”, diz Francisco, tem tudo a ver com a “solidariedade” que “em sentido profundo” significa “fazer história” e “lutar contra as causas estruturais da desigualdade”, fazer frente  “aos efeitos destrutivos do império do dinheiro”. Os pobres “não esperam de braços cruzados a ajuda de ONGs ou planos assistenciais”, articula: “Ponham os pés na lama e as mãos na carne. Tenham cheiro de bairro, de povo, de luta”.  Assim o Papa dispara sobre as falhas de “um sistema econômico centrado no deus do dinheiro”, da “grilagem”, da “pilhagem da natureza”, o “crime” da fome, da miséria daqueles que estão nas ruas e são chamados de “sem-teto”, o “excedente” da mão de obra. “Em geral, por trás de um eufemismo tem um delito”.

Francisco rejeita as “estratégias” para “cativar” os pobres e o assistencialismo. Os Movimentos “expressam a necessidade urgente de revitalizar as nossas democracias. É necessário que hajam “novas formas de participação” [no Brasil, ao menos o Congresso vetou tais iniciativas "novas" que, sob roupagem democrática, são, na realidade, totalitárias], de construir “com coragem, mas também inteligência, tenacidade, mas sem fanatismo, paixão, mas sem violência”.  A todos o Papa então presenteia com rosários feitos por artesãos e catadores de lixo. A indiferença: “O mundo se esqueceu de Deus Pai, tornou-se órfão porque O jogaram para um canto. Mas existem os movimentos populares, o “mundo melhor” esperado pelos pobres e pelos jóvens: “Que o vento se transforme em um furacão de esperança. Este é o meu desejo. “
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29 outubro, 2014

A cultura do encontro a serviço dos pobres: Movimentos Populares se reúnem a convite do Papa.

Cidade do Vaticano (RV) – A convite do Papa Francisco, líderes de Movimentos Populares nos cinco continentes estão reunidos a partir desta segunda-feira, em Roma, para três dias de intenso trabalho sobre três temas fundamentais: terra, moradia e trabalho [O Fratres havia divulgado tal evento em dezembro do ano passado].

O evento é organizado pelo Pontifício Conselho da Justiça e da Paz, em colaboração com a Pontifícia Academia das Ciências Sociais.

“O Papa Francisco não se esqueceu de nós”, declarou um dos organizadores do evento, Juan Grabois, responsável pela Confederação dos Trabalhadores da Economia Popular. “Jorge Bergoglio nos acompanhou por anos no processo de organização dos recicladores, camponeses, vendedores ambulantes, artesãos e herdeiros da crise provocada pelo capitalismo neoliberal”, acrescentou Grabois.

Os temas em debate nesta segunda-feira são: desigualdade e exclusão social, dignidade humana e meio ambiente. A conclusão dos trabalhos desta jornada será feito pelo líder do Movimento dos Sem-Terra (MST), João Pedro Stédile.

Na terça-feira, no Vaticano, haverá o encontro com o Papa Francisco, com a presença também do Presidente boliviano, Evo Morales, que participará na qualidade de ex-representante dos movimentos populares.

Os representantes brasileiros são numerosos, entre os quais o Movimento de Mulheres Camponesas, Articulação dos Povos Indígenas do Brasil e a Coordenação Nacional de Entidades Negras.

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29 outubro, 2014

Consultor próximo ao Papa e membro do Conselho de Nove Cardeais “excomunga” fiéis que vão às Missas da FSSPX – texto completo.

Duplo padrão.

“Misericórdia” seletiva.

Bom policial, mau policial*

Por Rorate-Caeli | Tradução: Fratres in Unum.com – Tudo muito maquiavélico. Essa atitude não é cristã de modo algum. Porém, ela poderia ser “divina”, se estivermos lidando com “o Deus de Surpresas “…

Nota original em italiano abaixo, com tradução completa:

Três observações antes da tradução:

1) A sede da Fraternidade São Pio X (FSSPX / SSPX) na Itália está localizada na diocese de Albano, fora de Roma, próximo a Castel Gandolfo.

2) Marcello Semeraro não é simplesmente um bispo qualquer. Ele é extremamente próximo ao Papa Francisco, e é o único não cardeal (com cargo de secretário e assistente) no órgão mais influente deste pontificado, o Conselho de 8 Cardeais (atualmente 9, com o Secretário de Estado), encarregado da reforma da Cúria e das estruturas da Igreja como um todo.

3) Dom Semeraro é também o “homem da mídia” da Conferência Episcopal Italiana (CEI) e principal bispo com supervisão do diário italiano Avvenire, onde sua nota foi publicada.

* * *

Diocese Suburbicariana de Albano

NOTIFICAÇÃO AOS PÁROCOS

SOBRE A “FRATERNIDADE SÃO X

Nas últimas semanas, solicitações de esclarecimento chegaram à Mitra Diocesana com relação à celebração dos Sacramentos na “Fraternidade São Pio X” de Albano Laziale.

Com relação a ela, é correto e apropriado observar que a supracitada “Fraternidade” não é uma instituição (nem paróquia, nem associação) da Igreja Católica.

Isso se aplica mesmo após o decreto da Congregação para os Bispos, de 21 de janeiro de 2009, pelo qual o Santo Padre Bento XVI, estendendo a mão de boa vontade em resposta a pedidos reiterados do Superior Geral da Fraternidade São Pio X, revogou a excomunhão em que quatro Prelados haviam incorrido em 30 de junho de 1988.

Esse fato foi enfatizado por Bento XVI em sua Carta aos Bispos da Igreja Católica, de 10 de março de 2009: “a Fraternidade não tem status canônico na Igreja, e seus ministros – embora eles tenham sido libertos da penalidade eclesiástica – não exercem legitimamente qualquer ministério na Igreja.” (in AAS CI [2009], n. 4, p. 272). O mesmo Bento XVI, na seguinte Carta m. p. Ecclesiae Unitatem, de 2 de julho de 2009, acrescentou: “a remissão da excomunhão foi uma medida tomada no contexto da disciplina eclesiástica de libertar as pessoas do fardo de consciência constituído pela mais séria das penalidades canônicas. Entretanto, as questões doutrinais obviamente permanecem e até que sejam esclarecidas a Fraternidade não tem status canônico na Igreja e seus ministros não podem exercer legitimamente qualquer ministério.” (in AAS CI [2009], p. 710-711).

Em consequência do que foi dito acima, é correto e adequado reafirmar o que havia sido formulado na Nota Pastoral sobre a Fraternidade São Pio X de [ex-bispo de Albano] Dante Bernini, na qual se lê o seguinte:

Os fiéis católicos não podem participar da Missa, nem solicitar e/ou receber Sacramentos de ou na Fraternidade. Agir de maneira diversa significaria romper com a comunhão com a Igreja Católica.

Portanto, qualquer fiel católico que solicitar e receber Sacramentos na Fraternidade São Pio X, colocará a si próprio de facto em condição de não mais estar em comunhão com a Igreja Católica. A readmissão à Igreja Católica deve ser precedida por um caminho pessoal adequado de reconciliação, de acordo com a disciplina eclesiástica estabelecida pelo Bispo.

Sinceramente é entristecedor que essas opções [medidas], particularmente quando em referência à Iniciação Cristã de Crianças e Adolescentes, estejam em contraste com as orientações pastorais da Igreja Italiana e, consequentemente, com as escolhas da Diocese de Albano, onde são favorecidos itinerários de formação para o crescimento e amadurecimento da vida de fé.

Aos párocos, o dever de prestar informações suficientes aos fiéis.

Da Mitra de Albano, 14 de outubro de 2014, Prot. 235/14.

+ Marcello Semeraro, Bispo.

* * *

Honestamente, em nossa opinião, essa abordagem de mão pesada é tão desproporcional e tão fora de sintonia com a aceitação de todas as heresias e mau comportamento por parte dos bispos italianos que simplesmente não será levada a sério. Bispos em nossos tempos deveriam ser cautelosos para não parecer completamente ridículos, que é como a execução seletiva se parece – menos um exercício em autoridade do que um grito por ajuda. Realmente, não apenas citações dos documentos de Bento XVI (que por si mesmos seriam suficientes e apropriados), mas até mesmo ameaçando filhos (!) de fiéis que vão às Missas da FSSPX com o seu “caminho penitencial” especial, que ele está “triste” em aplicar-lhes? Por favor, alguém em algum lugar diga a Dom Semeraro para encontrar o seu “caminho penitencial” especial, e a parte para a queima dos “reincidentes”…

* Referência à técnica de interrogatório na qual um investigador intimida o suspeito enquanto outro investigador se faz passar por seu protetor.

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28 outubro, 2014

Padres casados? No Brasil?

Chega até mim, desde o Brasil, uma notícia que causaria uma verdadeira revolução na Igreja. Em diálogo com a Congregação para o Clero, se está buscando um modo de ordenar “ad experimentum” “viri probati” para superar a falta de sacerdotes nas dioceses da Amazônia. A Amazônia poderia ser o primeiro lugar no mundo no qual existiriam, no rito latino, sacerdotes com família.

13072738Por Marco Tosatti | Tradução: Fratres in Unum.com - Chega até mim, desde o Brasil, uma notícia que causaria uma verdadeira revolução na Igreja. Em diálogo com a Congregação para o Clero, se está buscando um modo de ordenar “ad experimentum” “viri probati” para superar a falta de sacerdotes nas dioceses da Amazônia, onde as distâncias são enormes, o número dos sacerdotes sempre mais escasso e as possibilidades para algumas comunidades cristãs terem os sacramentos são extremamente reduzidas.

A iniciativa seria do Card. Cláudio Hummes, outrora prefeito da Congregação para o Clero, agora arcebispo emérito de São Paulo, onde continua, porém, não obstante os 80 anos de idade, há pouco atingido, a estar ativo num encargo diocesano análogo àquele de Vigário episcopal e como responsável pela região amazônica [na CNBB]. Cláudio Hummes é o cardeal que Jorge Mario Bergoglio quis ao seu lado quando apareceu, logo após a eleição, na sacada da Basílica de São Pedro. Segundo alguns especialistas, o próprio Cláudio Hummes teria sido um dos principais articuladores e organizadores da eleição de papa Francisco.

Hummes, quando Prefeito do Clero, tinha a ideia de levar avante o projeto da ordenação dos “viri probati”, mas não foi bem sucedido em seu intento [ndr: recorde-se suas declarações desastrosas ao sair do Brasil, quando nomeado prefeito para o Clero por Bento XVI, que o fez se retratar a respeito] . Entende-se por “viri probati” os homens de comprovada fé, anciãos, casados ou viúvos, que nas antigas comunidades católicas eram ordenados como sacerdotes para suprirem as necessidades de comunidades cristãs isoladas, geralmente situadas em zonas pouco acessíveis e distantes do centro das dioceses.

Erwin Krautler, à direita da foto, em procissão ao lado do que parece ser uma "presbítera" anglicana.

Erwin Krautler, à direita da foto, em procissão ao lado do que parece ser uma “presbítera” anglicana.

O Card. Hummes, além de estar em diálogo sobre este assunto com a Congregação para o Clero, guiada pelo homem de confiança do Papa, o Card. Stella, falou naturalmente com os bispos da Amazônia. Um destes, D. Erwin Kraeutler, bispo de origem austríaca [ndr: partidário do cisma austríaco e colaborador fanfarrão de Francisco na encíclica ecológica], missionário no Brasil, prelado do Xingú, na região amazônica, disse em abril deste ano [ndr: fato noticiado em primeira mão em Fratres in Unum.com] que conversou com o Papa Francisco sobre a hipótese de que fossem ordenados os tais “viri probati” — para assegurar a assistência espiritual em um território de 700 mil fiéis, 800 comunidades e apenas 27 padres.

“Contei ao Papa que sou o bispo da diocese de maior extensão do Brasil, com 700 mil fiéis, e que nossas comunidades podem celebrar a eucaristia apenas duas ou três vezes por ano”, disse D. Krautler numa entrevista à Salzburger Nachrichten. “Em relação às necessidades das nossas comunidades, falou-se também dos viri probati, os homens casados, de fé segura, que são ordenados padres” [ver: Papa Francisco: homens casados podem ser ordenados sacerdotes se os bispos estiverem de acordo].

Se a iniciativa do Card. Hummes se concretizar, a Amazônia poderia ser o primeiro lugar no mundo no qual existiriam, no rito latino, sacerdotes com família.

28 outubro, 2014

Summorum Pontificum no Brasil: Santa Missa de Finados em Bagé, RS.

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28 outubro, 2014

Francisco inaugura busto de Bento, enfatiza unidade de fé e ciência.

Cidade do Vaticano, 27 de outubro de 2014 / 13:46h EWTN News/CNA | Tradução: Fratres in Unum.com: Dirigindo-se à Pontifícia Academia para as Ciências, na segunda-feira, o Papa Francisco inaugurou um busto do Papa Emérito Bento XVI, elogiando seu antecessor e enfatizando a singularidade da humanidade entre o mundo criado.

O Papa Francisco inaugurou um novo busto de Bento XVI nos Jardins do Vaticano em 27 de outubro de 2014. Crédito: Bohumil Petrik/CNA.

O espírito de Bento XVI, disse o Papa Francisco, “longe de desintegrar-se ao longo do tempo, emergirá de geração em geração sempre maior e mais poderoso. Bento XVI: um grande Papa. Grande pelo poder e penetração de seu intelecto, grande por sua significativa contribuição para a teologia, grande por seu amor à Igreja e aos seres humanos, grande por sua virtude e piedade”.

O discurso do Papa em 27 de outubro na Casina Pio IV ocorreu em meio a sessão plenária da Pontifícia Academia para as Ciências, que encarregou Fernando Delia de produzir um busto do Papa Emérito para suas salas.

“Como vocês sabem, o amor (de Bento XVI) à verdade não se restringe à teologia e à filosofia, mas está aberto à ciência”, recordou o Papa Francisco ao grupo, acrescentando que Bento tinha sido nomeado para a academia e tinha convidado o presidente para participar do Sínodo de 2012 sobre a nova evangelização”, consciente da importância da ciência na cultura moderna. Certamente nunca poderíamos dizer a respeito dele que o estudo e a ciência fizeram fenecer sua pessoa e seu amor a Deus e ao próximo, mas, pelo contrário, que a ciência, a sabedoria e a oração alargaram seu coração e seu espírito. Damos graças a Deus pelo dom que Ele tem dado à Igreja e ao mundo, com a presença e o pontificado do Papa Bento XVI.”

Voltando ao tema da assembleia – a evolução do conceito de natureza – Papa Francisco incentivou a academia “a buscar o progresso científico e a melhorar as condições de vida dos povos, especialmente, dos mais pobres.”

O Papa disse que queria salientar que “Deus e Cristo caminham conosco e também estão presentes na natureza.”

“Quando lemos em Gênesis o relato da Criação, corremos o risco de imaginar Deus como um mágico, com uma varinha capaz de fazer tudo. Mas não é assim”, afirmou o Bispo de Roma.

“Ele criou os seres e permitiu-lhes que se desenvolvessem de acordo com as leis internas que deu a cada um, de modo que eles foram capazes de se desenvolver e chegar a sua plenitude de ser. Ele deu autonomia para os seres do universo, ao mesmo tempo em que assegurou-lhes sua presença contínua, dando ser a cada realidade. E assim a criação continuou por séculos e séculos, milênios e milênios, até que se tornou o que conhecemos hoje, precisamente porque Deus não é um demiurgo ou um mágico, mas o criador que dá o ser a todas as coisas”.

O Papa Francisco disse que “o princípio do mundo não é a obra de caos que deve sua origem a outro, mas deriva diretamente de um Princípio Supremo que cria por amor.”

“O Big Bang, que hoje se coloca como a origem do mundo, não contradiz o ato divino da criação, mas sim o exige. A evolução da natureza não contrasta com a noção de criação, como evolução pressupõe a criação de seres que evoluem”.

“No que diz respeito ao homem, no entanto, há uma mudança e algo novo.”

“Quando, no sexto dia da narrativa do Gênesis, o homem foi criado, Deus dá ao ser humano outra autonomia, uma autonomia que é diferente daquela da natureza, que é a liberdade”, disse o Papa Francisco.

Quando Deus diz ao homem para “designar tudo e seguir em frente com a história”, afirmou, “o que o torna responsável pela criação, para que ele possa administrá-la, a fim de desenvolvê-la até o fim dos tempos.”

“Portanto, o cientista e, sobretudo, o cientista cristão, deve adotar a abordagem de colocar questões relativas ao futuro da humanidade e da Terra, e, de ser livre e responsável, ajudando a prepará-la e preservá-la, para eliminar os riscos ao meio ambiente, tanto de índole natural quanto humana. Mas, ao mesmo tempo, o cientista deve ser motivado pela confiança que a natureza esconde, nos seus mecanismos evolutivos, potencialidades para inteligência e liberdade para descobrir e perceber, para alcançar o desenvolvimento que está no plano do criador.”

O Papa Francisco chamou os atos humanos de uma “participação no poder de Deus”, acrescentando que a humanidade é “capaz de construir um mundo adequado para sua vida dupla, corporal e espiritual; de construir um mundo humano para todos os seres humanos e não para um grupo ou uma classe de privilegiados.

“Esta esperança e confiança em Deus, o criador da natureza, e na capacidade do espírito humano pode oferecer ao pesquisador uma energia nova e profunda serenidade”, disse o Pontífice Romano.

“Porém, também é verdade que a ação da humanidade – quando a liberdade se torna autonomia – que não é a liberdade, mas a autonomia – destrói a criação e o homem toma o lugar do criador. E este é o grave pecado contra Deus, o criador”.

Concluindo seu discurso, o Papa Francisco encorajou os membros da Pontifícia Academia para as Ciências a continuarem seu trabalho e suas iniciativas para o benefício dos seres humanos.

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27 outubro, 2014

Asia Bibi escreve ao Papa.


Lahore (RV) –
“Papa Francisco, sou a tua filha Asia Bibi. Imploro-te: reza por mim, por minha salvação e minha liberdade. Neste momento, posso somente confiar em Deus, que é o Todo-poderoso, aquele que tudo pode por mim”: São palavras da cristã Asia Bibi, condenada à morte por blasfêmia no Paquistão, dirigindo-se ao Papa por meio de uma carta. O tribunal de recurso de Lahore confirmou quinta-feira, 23, a sentença de condenação à morte já emitida em primeira instância, em 2010.

“Estou ainda agarrada fortemente à minha fé cristã e tenho confiança em Deus, meu Pai, que me defenderá e me restituirá a liberdade. Confio também em ti, Santo Padre Francisco, e em tuas preces”, escreve a cristã. “Papa Francisco – prossegue – sei que estás rezando por mim com todo o coração. Sei que graças às tuas orações, a minha liberdade poderá ser possível. Em nome de Deus Todo-poderoso e de tua glória, te expresso todo o meu agradecimento por tua proximidade neste momento de sofrimento e desilusão”.

“Minha única esperança – acrescenta – é pode ver um dia minha família reunida e feliz. Creio que Deus não me abandona e tem um projeto de bem e de felicidade para mim, que se concretizará em breve. Estou grata a todas as pessoas que nas comunidades cristãs em todo o mundo rezam por mim e fazem de tudo para me ajudar”, completa.

Segundo um dos advogados de defesa, o cristão Naeem Shakir, “a justiça paquistanesa está cada vez mais nas mãos dos extremistas”.

A cristã foi condenada à morte por enforcamento em novembro de 2010, tendo sido insuficientes os apelos à libertação feitos pelo governador Salman Taseer e o ministro cristão das Minorias, Shahbaz Bhatti, ambos sucessivamente assassinados.

O observatório para a liberdade religiosa no mundo, da Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), afirma que no Paquistão, “o pior instrumento de repressão religiosa é a lei da blasfêmia, que continua a causar cada vez mais vítimas”.

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27 outubro, 2014

Recado aos bispos católicos.

Senhores bispos católicos, saibam que sua omissão em se posicionar contra o governo Dilma é responsável pelos 3 milhões de votos que tiraram a vitória de Aécio. Saibam também que os senhores serão os primeiros a sofrer a conseqüência disso. Sua covardia lhes custará caro, bem como aos católicos de nossa nação.

Estamos desorientados. Ovelhas sem pastor.

“Ai dos pastores de Israel que só cuidam do seu próprio pasto” (Ez. XXXIV,2).

Pe. Cristóvão