28 agosto, 2014

Por onde anda Padre Michael Rodríguez?

Atualização sobre sacerdote que se tornou famoso no Brasil por suas aparições em Fratres in Unum.com 

Informações prestadas por seu irmão David Rodríguez>

Pe. Michae Rodríguez

Pe. Michae Rodríguez

Em 20 de setembro de 2011, o padre Rodríguez foi designado vigário paroquial da paróquia de Santa Teresa em Presídio (Diocese de El Paso). Essa paróquia também atende a três missões periféricas: Shafter, Candelária e Redford. Infelizmente, em maio de 2013, o pároco (administrador) de Santa Teresa anunciou aos seus paroquianos que estava abandonando o sacerdócio. Esse acontecimento deixou o padre Rodríguez como o único padre na área, o mais próximo ficava a cerca de 150 quilômetros em Alpine, TX. Em 11 de julho de 2014, o bispo designou outro padre como pároco de Santa Teresa e designou o padre Rodríguez como Administrador da Missão do Sagrado Coração em Shafter. Shafter é uma “cidade fantasma”. Ela efetivamente chegou a prosperar no início deste século, quando a maior mina de prata no Texas foi descoberta e a cidade foi construída para atender a mina. No entanto, a mina foi fechada em 1942, e atualmente a cidade tem uma população de talvez uns 40 habitantes. Não há placa de parada na cidade, nenhum posto de gasolina ou loja de qualquer tipo, ou qualquer prédio do poder público. A Igreja e o cemitério são de longe os locais mais notáveis, e existem alguns antigos exploradores espanhóis sepultados lá desde os anos 1600. Talvez o fato histórico mais notável sobre Shafter é que a Venerável Maria de Agreda, uma monja concepcionista espanhola que viveu no século XVII, se bilocou para lá e pregou a Fé Católica aos nativos antes que os missionários espanhóis chegassem.

O padre Rodríguez continua exercendo o seu ministério sacerdotal lá e celebra a Missa Tradicional em Latim diariamente. A natureza e as circunstâncias desta missão o compeliram a um estilo de vida semi-hermético, porém, ele gosta bastante desse tipo de vida e é bastante grato a Deus e à Nossa Senhora por todas as graças que recebeu ao longo dos últimos três anos. Ele tem tido mais tempo para estudar, rezar e fazer penitência. Contudo, ele ainda se encontra em uma situação difícil, uma vez que a meu ver parece improvável que o bispo o deixará lá nessa situação por muito tempo. Na minha opinião, a fonte primária de tensão são os esforços e o compromisso do Padre Rodríguez para continuar completamente fiel à nossa Tradição Católica na liturgia, doutrina, ensino moral, pregação e todos os demais aspectos da vida católica. Além disso, o processo judicial ajuizado contra ele pelo bispo anterior (muito injustamente, até mesmo fraudulento, a meu ver) continua pendente. Assim, por favor, continuem rezando por ele.

Nota: As excelentes homilias do padre Michael Rodríguez continuam sendo postadas semanalmente no site http://svfonline.org

Junho de 2014 – Domingo da Santíssima Trindade – Momento da Elevação da Sagrada Hóstia (na Missão do Sagrado Coração em Shafter)

 

28 agosto, 2014

Cañizares a Valencia. E quem virá para o Culto Divino?

Anunciada hoje a nomeação do Cardeal Cañizares Llovera, então prefeito da Congregação para o Culto Divino, como novo arcebispo de Valencia.

Esperamos agora seu sucessor. E que não seja o velho Marini…

27 agosto, 2014

Seminaristas de Pequim recusam missa com bispos comunistas.

Por Pesadelo Chinês – Os seminaristas de Pequim boicotaram a cerimônia de sua colação de grau, para não participarem da Missa concelebrada com bispos comprometidos em sagrações canonicamente ilícitas nos últimos anos, noticiou a agência AsiaNews.

Para essa Missa estava anunciada a participação do bispo excomungado Joseph Ma Yinglin, cuja sagração em 2006 fora feita à revelia da Santa Sé. O regime o impôs então como bispo de Kunming, e o empossou em 2010 como reitor do seminário.

Diante dos veementes protestos dos seminaristas, a direção do Seminário propôs o bispo Giovanni Fang Xingyao, presidente da Associação Patriótica, inventada pelo governo para controlar a Igreja Católica.

Dom Fang é bispo da diocese de Linyi. Sagrado em 1997 com aprovação da Santa Sé, ele foi aos poucos se aproximando do governo socialista e submetendo-se a ele.

Também essa proposta inaceitável foi recusada pelos seminaristas, pois Dom Fang participou de várias sagrações ilícitas.

Uma fonte do Seminário Nacional citada sob anonimato pela agência UCAN contou que o bispo excomungado nos anos anteriores não se apresentou para a Missa e só mandou entregar os certificados de fim de curso.

O próprio bispo ilegal não queria a cerimônia, mas foi constrangido por “superiores”, leia-se pelo governo socialista.

Afinal não houve cerimônia, e em represália os seminaristas não receberam os diplomas, ficando adiados os cursos para sacerdotes e religiosos.

Não é a primeira vez que os seminaristas de Pequim se insurgem contra os ex abruptos despóticos da Associação Patriótica. Em janeiro de 2000, todos os estudantes do Seminário Nacional – mais de 130 – se negaram a participar de uma sagração ilícita de cinco bispos alinhados ao governo.

A cerimônia na catedral da Imaculada Conceição de Pequim devia ser um golpe propagandístico do regime, mas resultou num fracasso pela ausência de fiéis e a deserção dos seminaristas.

Naquela ocasião, todos os estudantes foram mandados de volta para casa sem direito de voltar ao seminário.

Em carta aberta, os seminaristas explicaram seu gesto: “Não queremos ir contra o Papa; ainda que fiquemos impedidos de ser sacerdotes, conservaremos a alma pura, em comunhão com a Igreja universal e unidos no amor de Cristo”.

Também os seminaristas de Xangai se opuseram à presença de bispos canonicamente ilícitos na sagração do bispo auxiliar D. Ma Daqin. Este heroico bispo, logo após a sua sagração, enquanto ainda estava no recinto da catedral, renunciou à Associação Patriótica.

Por isso foi preso imediatamente, encontrando-se desde então em prisão domiciliar no santuário mariano de Sheshan e impedido de exercer seu ministério.

Os seminaristas de Xangai foram expulsos em bloco e o seminário diocesano foi fechado pela ditadura comunista.

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24 agosto, 2014

Novidades Apocalípticas de Fátima.

O último mistério: o silêncio das Irmãs. Mas, “quem cala”…

Por Antonio Socci | Tradução: Fratres in Unum.com - Apareceu uma novidade no suspense acerca do “terceiro segredo de Fátima”, uma profecia que atravessa todo o século XX e parece apontar para a sua realização final.

olg-dragonA novidade está numa publicação oficial do Carmelo de Coimbra, onde viveu e morreu (em 2005) a Irmã Lúcia dos Santos, a última vidente. Entitula-se “Um caminho sob o olhar de Maria” e é uma biografia da Ir. Lúcia, escrita por suas co-irmãs, com preciosos documentos inéditos da própria vidente.

Antes de vê-los, precisamos recordar bem a história de Fátima. 

A HISTÓRIA DE UM SÉCULO

No inflamar-se da Grande Guerra, em 13 de maio de 1917, Nossa Senhora apareceu, no vilarejo português, a três pastorinhos.

Os jornais laicos zombavam dos “ingênuos”, desafiando a Virgem a dar um sinal público de sua presença. Ela anuncia às três crianças que dará um sinal e, na última aparição, em 13 de outubro, 70 mil pessoas vindas à Cova da Iria assistem aterrorizadas o dançar do sol no céu. Um fenômeno que no dia seguinte seria noticiado pelos jornais (também pelos anticlericais).

Na aparição de 13 de julho, Nossa Senhora tinha confiado às crianças uma mensagem para todo o mundo. Era a grande profecia sobre as décadas vindouras, se a humanidade não voltasse para Deus.

Efetivamente, tudo se cumpriu: a revolução bolchevique na Rússia, a difusão do comunismo no mundo, as sanguinárias perseguições contra a Igreja e, enfim, a segunda trágica guerra mundial.

Além disso, havia uma terceira parte daquele segredo que se deveria revelar – disse Nossa Senhora – em 1960. Chegado àquela data, João XXIII resolveu deixá-la sob segredo, porque o seu conteúdo era terrível.

Provocou, assim, uma série de hipóteses. No ano 2000, João Paulo II tornou público o texto do terceiro segredo que contém a famosa visão do “bispo vestido de branco”, com o Papa que atravessa uma cidade destruída e tantos cadáveres, e depois o martírio do Santo Padre, dos bispos, padres e fieis.

Por muitos elementos, podia-se intuir que não continha tudo. Também eu, como outros autores, em 2006 publiquei um livro, “O quarto segredo de Fátima”, onde mostrava que faltava a parte, escrita e enviada depois, com as palavras de Nossa Senhora, que explicavam a mesma visão.

O próprio secretário de João XXIII, Mons. Capovilla, que tinha vivido tudo em primeira pessoa, numa conversa com Solideo Paolini, acenou para a existência de um misterioso “anexo”.

Pela parte eclesiástica, desmentiu-se que exista e que houvessem profecias relativas aos tempos hodiernos.

 

RATZINGER 2010

Mas uma clamorosa confirmação implícita veio do próprio Bento XVI, que, durante uma improvisada peregrinação a Fátima, em 13 de maio de 2010, afirmou: “Iludiria-se quem pensasse que a missão profética de Fátima esteja concluída”.

Acrescentou: “estão indicadas realidades que dizem respeito ao futuro da Igreja, que pouco a pouco se desenvolvem e se revelam… e, portanto, são sofrimentos da Igreja que se anunciam”.

Mas quais profecias poderiam ser encontradas naquele texto?

Estas duas frases do Papa, pronunciadas naquele discurso em Fátima, nos fazem refletir: “O homem pôde desencadear um ciclo de morte e de terror, mas não consegue interrompê-lo”. E depois: “A fé em amplas regiões da terra corre o risco de apagar-se como uma chama que não é mais alimentada”.

As palavras de Papa Bento nos fazem intuir que haja, portanto, algo a mais no Terceiro Segredo, e é dramático para o mundo e para a Igreja. Talvez seja devido àquela visita do Papa a publicação deste livro, que deixa escapar um outro pedaço da verdade.

O volume, de fato, é escrito a partir das cartas da Irmã Lúcia e do Diário inédito, intitulado “O meu caminho”. Impressionante, entre os episódios inéditos, é a narração de como a Irmã Lúcia superou o terror que lhe impedia de escrever o Terceiro Segredo.

 

O INÉDITO 

Por volta das 16h do dia 3 de janeiro de 1944, na capela do convento, diante do sacrário, Lúcia pediu a Jesus que lhe fizesse conhecer a Sua vontade: “senti então, que uma mão amiga, carinhosa e maternal me toca no ombro”. 

É “a Mãe do Céu” que lhe diz: “Está em paz e escreve o que te mandam, não porém o que te é dado entender do seu significado”, querendo aludir ao significado da visão que a própria Virgem lhe tinha revelado.

Logo depois – diz a Irmã Lúcia – “senti o espírito inundado por um mistério de luz que é Deus e N’Ele vi e ouvi, – A ponta da lança como chama que se desprende, toca o eixo da terra, – Ela estremece: montanhas, cidades, vilas e aldeias com os seus moradores são sepultados. O mar, os rios e as nuvens saem dos seus limites, transbordam, inundam e arrastam consigo num redemoinho, moradias e gente em número que não se pode contar, é a purificação do mundo pelo pecado em que se mergulha. O ódio, a ambição provocam a guerra destruidora! Depois senti no palpitar acelerado do coração e no meu espírito o eco duma voz suave que dizia: – No tempo, uma só Fé, um só Batismo, uma só Igreja, Santa, Católica, Apostólica. Na eternidade, o Céu! Esta palavra Céu encheu a minha alma de paz e felicidade, de tal forma que quase sem me dar conta, fiquei repetindo por muito tempo: – O Céu! O Céu!”.

Assim lhe foi dada a força para que escrevesse o Terceiro Segredo.

O inédito que acabei de citar é um documento muito interessante, no qual os que se dedicam a este tema encontram facilmente a confirmação para a reconstrução histórica pela qual o Terceiro Segredo está composto de duas partes: uma, a visão, foi escrita e enviada antes, enquanto a outra – aquela que nas palavras de Nossa Senhora é o “significado” da própria visão – foi escrita e enviada sucessivamente.

É o famoso e misterioso “anexo” ao qual se referia Capovilla. É o texto ainda não publicado, onde presumivelmente está a parte que mais assustava a Irmã Lúcia. A mesma parte que assustou João XXIII (e, antes dele, Pio XII) e que Roncalli decidiu não publicar porque – como advertia – poderia ser apenas um pensamento da Irmã Lúcia e não ter origem sobrenatural.

É uma parte tão explosiva que ainda se continua oficialmente a negar sua existência. E a abertura de Bento XVI em 2010, que levou também à publicação deste volume, hoje fechou-se novamente.

 

QUEM CALA… 

Prova disso é o que aconteceu com Solideo Paolini, o maior estudioso italiano de Fátima, que, vendo as páginas deste livro que lhe enviei, escreveu ao Carmelo de Coimbra, pedindo para poder consultar as duas obras inéditas, mencionadas no volume, considerando que ali existissem mais detalhes sobre a parte em segredo.

A carta chegou ao destino (testifica-o o recibo), mas não teve resposta. Então, Paolini escreveu de novo, entrando no mérito da questão e perguntando se a Irmã Lúcia tinha alguma vez esclarecido o “significado da visão” que do Alto lhe tinha sido dado compreender e que naquele 3 de janeiro evitou anotar, sob sugestão de Nossa Senhora: “nas obras que lhe pedi para consultar há alguma referencia a ‘algo a mais’, relativo ao Segredo de Fátima, que ainda hoje seja textualmente inédito?”.

A carta chegou em 6 de junho. Mas também esta não teve resposta. E, do mesmo modo, seria simples responder que “não”. Evidentemente, a resposta era “sim”, mas não pode ser dada, porque seria explosiva. Deste modo, calam.

Entretanto, a visão que acabo de citar remete a dois elementos que presumivelmente estariam contidos no texto inédito do Segredo: a profecia de uma terrível catástrofe para o mundo e uma grande apostasia e crise da Igreja. Uma prova apocalíptica, em cujo término – Nossa Senhora em pessoa o disse, em Fátima – “o meu Imaculado Coração triunfará”.

Bento XVI fez referência a este esperado “triunfo” em 2010: “Possam estes sete anos que nos separam do centenário das Aparições (2017) apressar o prenunciado triunfo do Coração Imaculado de Maria, para a glória da Santíssima Trindade”.

Significa que hoje, em 2014, já entramos na prova assustadora? De fato, se lermos os jornais…

Antonio Socci

Em “Libero”, 17 de agosto de 2014

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24 agosto, 2014

Foto da semana.

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Um mar de véus cobre as dignas cristãs sul-coreanas na Santa Missa celebrada pelo Papa Francisco por conta de sua visita ao país asiático, no último final de semana. Um mar de pitorescas, diriam alguns.

22 agosto, 2014

“Houve um equívoco no artigo de J. Lisboa…”

Divulgamos abaixo a mensagem recebida de Arlene Denise Bacarji acerca do artigo “Impostores no Ministério da Ordem” de Adital, que publicamos aqui. Arlene alega que a confusão foi feita pelo autor do artigo, o ex-padre José Lisboa Moreira de Oliveira, que teria selecionado partes isoladas de seu livro “A impostura no Ministério da Ordem. Transtornos de personalidade e perversão no Clero à luz da psicanálise e da psiquiatria”, sem mostrar trechos nos quais a autora salientava a importância daquilo que ele, José Lisboa, deprecia. Ou seja, ele teria se servido da autora apenas naquilo que lhe interessava para defender as suas opiniões — praxe dos teólogos da libertação. Agradecemos à Sra. Arlene pela disponibilidade em apresentar suas justificativas. Nossa equipe do Fratres in Unum procura sempre comunicar a verdade, leal e honestamente.

* * * 

Por Arlene Denise Bacarji

Olá, boa tarde a todos! A paz de Cristo.

Meu nome é Arlene Denise Bacarji, a autora mencionada pelo artigo do autor J. Lisboa. Penso que está havendo um mal entendido muito grande com relação ao livro que já encaminhei inclusive a muitos bispos para que tenham conhecimento. Houve um equívoco no artigo de J. Lisboa no sentido de dar a impressão de que o livro é contra o Ministério da Ordem, o qual respeito muito e desejo profundamente que seja cada vez mais digno de sua missão, e principalmente em respeito a Santa Eucaristia.

Amo a Igreja Católica Apostólica Romana e dei minha vida por ela e ainda dou. Escrevi um livro cujo titulo é citado pelo autor, para esclarecer o porque tem acontecido na Igreja de Cristo coisas como o Lobby gay, problemas no banco do Vaticano, escandalos de pedofilia e de homossexualidade, e outras coisas mais que profanam o sagrado, profanam a fe católica e colocam os católicos em profunda provação. O livro foi escrito com bases na psiquiatria e na psicanálise mostrando o porquê estas pessoas entram na Igreja. Quando mencionei a questão do uso de vestes como a batina, o clergyman, quando falei do celibato e da hierarquia, expliquei que estas coisas tem seu profundo valor e sentido, mas que são alvo de pessoas que têm essas patologias que estudo e mostro para delas fazerem mal uso, inclusive de profaná-las.

Peço, por favor, que não me julguem sem antes lerem o meu livro que vai sair em segunda edição. Pois lá vocês verão que ao contrário, foi o meu zelo pela Igreja de Cristo que fez com que eu o escrevesse e que nada tem nele que possa ir contra a Igreja e contra o clero e a existência deste, mas apenas explico as características de pessoas à luz da ciência, que infelizmente entram no ministério da ordem para profaná-lo e não para servir verdadeiramente a Cristo, ao reino e à Igreja.

O objetivo foi justamente o contrário, defender o clero da imagem negativa que pessoas adoentadas tem passado a sociedade em geral. Quero preservar a imagem da Igreja perante o povo de Deus, e mostro que a falta de testemunho de padres com transtornos de personalidade e perversões (que é uma minoria, mas que faz um grande estrago na Igreja), tem que ser impedida pelos formadores e bispos em geral.

Por favor, me encaminhem um endereço para que eu envie-lhe um exemplar. Os trechos foram deslocados do livro para o artigo, talvez por questões metodológicas, mas só para citar um exemplo, antes de eu dizer no livro que pessoas com perversões sexuais são atraídas pelo celibato, eu faço um parágrafo inteiro descrevendo o valor do celibato para quem quer servir com exclusividade, para a sublimação etc. Este parágrafo não foi exposto no artigo. Por isso peço que tenham prudência antes acusarem a mim. Pois sou de Deus, dou minha vida por Ele , pela sua Igreja, e minha vida tem sido de luta para que a Igreja toda possa dar o testemunho que arrasta mais do que as palavras.

Deus abençoe a todos.

Arlene

ATUALIZAÇÃO: 23 de agosto de 2014, às 21:06

Recebemos da Dra. Arlene:

Gostaria imensamente de agradecer a publicação de minha defesa. Obrigada, que Deus os abençoe muito e que o vosso amor pela verdade sempre possa iluminá-los nos vossos trabalhos.

Caso queiram, devo publicar uma segunda edição do livro, nesta edição próxima colocarei antídotos mais fortes para que estes tipos de mal-entendidos não venham a ocorrer , pois isso seria muito injusto comigo uma vez que sofro e sofri tanto, dei e dou minha vida por amor a Igreja de Cristo, sua Esposa e Povo de Deus.

Obrigada e que Deus vos pague.

Arlene

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22 agosto, 2014

Novo recesso.

Fratres entra em um novo, porém breve, recesso. Assim, a liberação dos comentários demorará mais do que o habitual e notícias importantes podem ser publicadas a qualquer momento.

Retornamos no início de setembro. Até lá!

22 agosto, 2014

Summorum Pontificum no Brasil: Missa Tradicional volta a São Carlos, SP.

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Domingo, 31 de agosto de 2014, às 14 horas

Celebrante: Pe. Henrik Komenda

Local: Catedral de São Carlos Borromeu, em São Carlos, SP.

Confissões a partir das 13 horas.

Mais informações aqui

20 agosto, 2014

Renasce a inquisição. No banco dos réus, os bons padres.

Nota de Pe. Cristóvão e Pe. Williams – Fratres in Unum.com

Os marxistas são obcecados pelo poder. Em tudo, projetam apenas sua própria volúpia por ele. Acusam os outros de tal ambição, enquanto denunciam-na em si mesmos. São doentes.

D. Hélder Câmara, sempre de batina, idolatrado por seus seguidores, admirado, eloquente, com grande poder de sedução, também seria um narcisista, desequilibrado, sociopata?

D. Hélder Câmara, sempre de batina, idolatrado por seus seguidores, admirado, eloquente, com grande poder de sedução, também seria um narcisista, desequilibrado, sociopata?

Nossa equipe do Fratres in Unum reproduz, a seguir, o artigo do ex-padre José Lisboa Moreira de Oliveira, publicado por uma das maiores mídias da Teologia da Libertação no Brasil, o site “Adital”, para que nossos leitores percebam o ódio visceral que têm pelo sacerdócio católico.

De fato, está se armando uma verdadeira inquisição contra o que sobrou do bom clero católico em nosso país. Querem dar fim aos bons padres e seminaristas, e introduzir na mente dos fieis uma dúvida acerca de sua idoneidade moral e psíquica, simplesmente porque usam um clergyman ou uma batina.

O artigo está dividido em duas partes. Na primeira, o autor magoa-se pela suposta indiferença do clero ao Papa Francisco. Seu cinismo grita em cada linha, sobretudo por bradar amores ao Papa, servindo-se apenas do que lhe convém em suas palavras. Detrataram Bento XVI e agora protestam contra a atitude equilibrada de quem, não caindo em sua armadilha de colocar dialeticamente um papa contra o outro, interpreta cada palavra à luz estrita da perene tradição da Igreja.

Na segunda, dá voz a uma psicanalista, que interpreta toda sacralidade do ministério ordenado como manifestação narcisista psicopatológica, jogando no mesmo nível dos desequilibrados aqueles que simplesmente têm um amor zeloso por seu próprio ministério, a exemplo dos santos. Para essa autora, os santos de ontem e de hoje seriam todos narcisistas, sociopatas e pervertidos.

Remetemos o leitor ao livro de Michael S. Rose, Goodbye, good men (Regnery Publishing, Washington D.C., 2002), que descreve como a infiltração de psicólogos desse tipo nos seminários norte-americanos propiciou, décadas depois, a corrupção moral que eclodiu nos escândalos de pedofilia. Obviamente, um sacerdote sem apreço por seu ministério será um ente em crise de identidade, com complexo de inferioridade, que facilmente se entregará ao pecado, como a maior parte dos ex-padres que propalam este farisaico liberalismo, patrocinados por gente como aquela autora.

Conseguimos o e-mail do autor deste artigo. Caso queiram pronunciar-se a respeito, escrevam para jlisboa56@gmail.com. Pedimos apenas que partilhem conosco seus comentários.

* * *

Os impostores do Ministério da Ordem 

Por José Lisboa Moreira de Oliveira – Adital: O meu amigo, Pe. José Antônio, do clero da arquidiocese de Mariana (MG), com quem tive a grata satisfação de trabalhar no Setor Vocações e Ministérios da CNBB (1999-2003), em recente artigo divulgado na internet, levantava a pergunta acerca do principal medo do papa Francisco. A pergunta poderia ser muito bem invertida para evidenciar quais são as pessoas que, na Igreja Católica, mais temem as audaciosas propostas de renovação apresentadas pelo papa Francisco, e que, a meu ver, estão condensadas na sua exortação Evangelli Gaudium. Quem, na Igreja Romana, teria medo de propostas como esta: “Convido todos a serem ousados e criativos nesta tarefa de repensar os objetivos, as estruturas, o estilo e os métodos evangelizadores das respectivas comunidades” (EG, 33)?

Com certeza estariam em primeiro lugar os grupos católicos ultraconservadores, bem representados pela Fraternidade São Pio V, fundada pelo bispo cismático Lefebvre. Porém, os conservadores católicos não causam tanto medo ao papa e nem o papa lhes provoca medo. Reagir a toda mudança na Igreja está no DNA desses grupos, os quais acreditam piamente que o único modelo histórico de Igreja é aquele construído a partir do Concílio de Trento, ou, pior ainda, a partir do espírito da Contrarreforma.

Quem, então, causaria medo ao papa Francisco, ou, melhor dizendo, quem tem medo das propostas do papa Francisco? Pe. José Antônio, sem rodeios, afirma que é o “clero camaleônico”, ou seja, aqueles padres que vendo o ministério ordenado como status, como profissão bastante rentável, como pedestal para a fama e o sucesso, temem um papa que insiste em dizer que o ministério ordenado é serviço e que os padres precisam “sentir o cheiro das ovelhas”.

Prosseguindo em sua reflexão, o Pe. José Antônio alerta para um particular assustador: a quase totalidade desse “clero camaleônico” é formada por padres jovens e por seminaristas, futuros padres, que já se comportam como se fossem ministros ordenados. É assustador porque era de se esperar que padres jovens e seminaristas, formados depois do Concílio Vaticano II, fossem capazes de acolher com entusiasmo e paixão a proposta de renovação da Igreja apresentada pelo papa Francisco. Mas não é isso que estamos vendo. Boa parte deste clero permanece indiferente ao que o papa Francisco vem dizendo. Sinal claro dessa indiferença é a falta de divulgação, de conhecimento, de estudo e de aplicação pastoral da exortação Evangelli Gaudium. Pude constatar isso pessoalmente em recente assessoria a um grupo numeroso de pessoas, na sua quase totalidade formada por leigos, sobre a exortação papal. A queixa geral era de que os padres não falam da Evangelli Gaudium. Constatou-se inclusive o caso de padres que nem sequer sabiam da existência da exortação. Há poucos dias uma senhora de uma paróquia do interior da Bahia perguntava ao jovem pároco de sua cidade porque na sacristia da igreja paroquial ainda não tinha sido colocada a fotografia do papa Francisco. Queria saber porque tudo tinha parado na foto do papa Bento XVI. O pároco respondeu-lhe que a razão era o fato de que os vidraceiros da cidade estavam sem moldura. Conversa essa que não colou, pois a senhora, do alto da sua experiência de idosa, percebeu que o pároco estava mentindo.

Mas há também aquele grupo de padres e de seminaristas que faz de conta que acolhe as propostas do papa Francisco. Age, porém, como camaleão, por mero oportunismo e para continuar levando vantagem em tudo, visando não perder as benesses oferecidas pelo acesso ao ministério ordenado. Este grupo de clericais externamente faz de conta que aderiu ao papa Francisco, mas, na prática, sempre que pode, oculta, desvirtua e desvia os ensinamentos papais, não permitindo que o povo tome conhecimento daquilo que o papa Francisco está propondo com certa insistência.

Diante do que acabamos de expor vem de imediato a pergunta: o que leva padres e seminaristas a agir desta forma? Por que temem o papa Francisco? Por que agem com indiferença ou fazendo de conta que acolhem a palavra do bispo de Roma?

Inúmeros estudos publicados nos últimos anos explicam de modo suficiente este problema. São estudos com dados incontestáveis, baseados em pesquisas sérias. A própria Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a Organização dos Seminários e Institutos do Brasil (OSIB) e a Comissão Nacional de Presbíteros (CNP) patrocinaram alguns desses estudos.

Duas causas estariam por trás desse comportamento. A primeira delas é a visão de vocação presbiteral como sendo a vocação por excelência. Ser padre é “dez”, é estar acima de qualquer coisa. Chegar a ser padre é colocar-se acima de tudo e de todos os mortais. A segunda causa seria o desejo das dioceses de suprir a falta de padres, levando-as a admitir nos seminários e no presbitério verdadeiros impostores que olham para o ministério ordenado como a forma mais fácil de adquirir poder, status, fama e dinheiro. A tais pessoas não lhes importa o serviço ao povo, mas as vantagens que vão ter com o acesso ao ministério ordenado.

A filósofa, socióloga e teóloga Arlene Denise BACARJI realizou recentemente um estudo sobre essa questão, baseando-se em dados de pesquisas feitas em diversas partes do mundo por eminentes pesquisadores. O próprio título do seu estudo é, por si mesmo, bem sugestivo: A impostura no Ministério da Ordem. Transtornos de personalidade e perversão no Clero à luz da psicanálise e da psiquiatria*. O estudo acaba de ser publicado pessoalmente pela autora. É lamentável que ela não tenha encontrado uma editora católica capaz de assumir a publicação, obrigando-a a fazer uma edição privada. Essa recusa não deixa de trazer um grande prejuízo para a própria Igreja Católica.

Em seu estudo, depois de analisar a origem do problema da impostura no Ministério da Ordem, a autora se detém cuidadosamente na reflexão sobre os transtornos e as perversões dentro dos quadros da Igreja, particularmente entre o clero. Fala dos desvios institucionais, de personalidade antissocial, narcisista patológica e sobre as perversões propriamente ditas. No final aponta algumas possibilidades de saída do impasse.

Arlene Bacarji mostra como a natureza hierárquica, uma falsa compreensão da misericórdia, a segurança que o ministério ordenado proporciona e o celibato visto como um modo de não se relacionar em profundidade com ninguém atraem com muita facilidade pessoas com transtorno de personalidade e muita gente perversa. A pessoa com essas patologias “sempre consegue um bispo desavisado, misericordioso, confiante em sua remissão, que o acolherá” (p. 36). Bacarji lembra que o sistema eclesiástico favorece tais pessoas, uma vez que “elas aprendem rapidamente como subir em postos de poder, como fazer para serem elevados a bispos, cardeais” (p. 43).

A autora apresenta o perfil do impostor no Ministério da Ordem: “O poder, o brilho, o sucesso, só dependem de sua eloquência no altar, de sua capacidade de sedução e poder de atração, e de sua capacidade retórica, persuasão, de introjetar os sentimentos e emoções na sua fala de modo que impressione o público, para que seja admirado, endeusado e adorado. O Altar se torna um palco. Pois a oficialização desse poder já está dada. A impostura no Ministério da Ordem por estas personalidades todas que tratamos neste livro se caracteriza pela grandessíssima capacidade da pessoa de fazer ‘teatro’. Elas representam muito bem” (p. 43). E representam tão bem que são capazes de camuflar a aversão ao papa Francisco e ao que ele propõe, bastando para tanto apenas um “discurso bonito” (p. 44), ou seja, aquele discurso lacunar, através do qual a pessoa fala um monte de baboseira que seduz os desprovidos de senso crítico, mas que não diz absolutamente nada.

O que fazer? Existem saídas? É claro que sim. O problema é saber se os bispos estão dispostos a colocá-las em prática. Eu aponto pelo menos três. A primeira delas é desmistificar a figura do padre, retirando dele toda auréola sacral que o envolve. Apresentá-lo como um homem comum, normal, igual aos outros, chamado por Deus a ser diákonos, ou seja, mero servidor dos demais. Homem sinal sacramental de Cristo servo de todos, que veio para servir e não para ser servido (Mc 10,35-45). Nessa perspectiva o acento deve ser colocado sobre a vocação comum batismal, como nos lembrou o Vaticano II na Lumen Gentium. O importante não é ser padre, mas discípulo, seguidor de Jesus, missionário, como enfatiza diversas vezes o Documento de Aparecida.

Uma segunda saída seria a revisão do atual modelo de ministério ordenado, focado excessivamente no padre celibatário que passa entre oito e nove anos no seminário e que sai de lá bastante treinado para ser “aparentemente normal”, mas que, na prática, é uma pessoa cindida, tendendo para a mentira crônica (Bacarji, p. 45-64). Não há como resolver o problema da impostura no ministério ordenado enquanto não se fizer uma reforma séria no ministério ordenado, incluindo nele novas formas de ministérios que descentralizem o poder e quebrem o monopólio e o autoritarismo dos padres.

A terceira proposta de saída é a mudança de comportamento com relação a essas pessoas. Bacarji lembra “que Cristo e o Evangelho não são tolerantes com a hipocrisia e com a falsidade” (p. 45). Por isso, ela afirma que “a misericórdia com estas pessoas deve ser pensada em outros moldes que não a habitual. Talvez seja mais misericordioso impedi-las de terem oportunidade de vivenciar suas perversões e patologias antissociais ou narcisistas, fazendo mal às pessoas da Igreja, à própria Igreja, a Deus e a si” (p. 67). Isso significa que a formação inicial dos candidatos aos ministérios ordenados precisa ser mais séria, capaz de identificar possíveis impostores e impedindo-os de chegar à ordenação. Mas para isso é preciso que à frente dos seminários estejam pessoas equilibradas e não seres transtornados e perversos.

Por fim, é preciso dizer que a maioria dos padres é formada por homens honestos, sérios, simples e inteiramente doados ao povo. E isso é uma grande consolação. Mas, na maioria das vezes, esses padres não são valorizados, não são apresentados pela mídia católica, sendo sobrepujados pelos impostores, geralmente midiáticos e “carismáticos” que se apresentam ao povo como os únicos modelos de presbíteros. Com isso o estrago está feito, pois o povo, iludido por “lobos vestidos com peles de ovelhas” (Mt 7,15), acaba deixando-se seduzir. “As batinas, hábitos, clergyman, para estas pessoas, representam poder e também especialidade em relação aos outros mortais, por isso muitos deles fazem questão dessas coisas já desde o seminário” (BACARJI, p. 62). Precisamos, pois, estar muito atentos, pois a impostura no ministério ordenado “costuma confundir muitos superiores e a todos nós” (Ibid., p. 70).

*O livro de Arlene Bacarji pode ser solicitado pelo e-mail arlened@uol.com.br

20 agosto, 2014

Primeiro Ministro da Hungria interpela Conselho da Europa sobre a situação dos cristãos no Iraque.

Por InfoCatólica | Tradução: Fratres in Unum.com – A Embaixada da Hungria em Madri fez chegar a vigorosa carta — já pública — que o Primeiro Ministro da nação magiar, Viktor Orbán, dirigiu ao Presidente do Conselho Europeu, Herman van Rompuy, sobre a “extrema violência que ameaça a mera existência da comunidade cristã do Iraque” e na região em geral.

Orban instou o Presidente do Conselho da Europa a incluir a situação dos cristãos iraquianos na agenda da próxima reunião de tal organismo, prevista para o final do presente mês de agosto. De toda forma, confirma que a Hungria apoia qualquer solução que garanta a existência futura da comunidade cristã no Iraque. Para baixar o texto na íntegra da carta de Viktor Orbán e a declaração do Governo da Hungria sobre a situação do Iraque, em inglês, clique aqui

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