27 março, 2015

CNBB reclama.

Por Lauro Jardim | Veja.com – A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil entrou com um questionamento ontem no STF contra a demora do ministro Gilmar Mendes para pôr em votação a proibição do financiamento privado de campanha. Há um ano, Mendes segura o processo em seu gabinete.

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26 março, 2015

Müller: “Seria anti-católico deixar que as Conferências Episcopais decidissem sobre doutrina”.

Em nova entrevista, Cardeal Müller, responsável pela doutrina, critica comentários de líder dos bispos alemães, Cardeal Marx. 

Por Catholic Herald | Tradução: Fratres in Unum.com – A idéia de que as conferências episcopais possam tomar decisões doutrinais sobre o matrimônio e a família é “absolutamente anti-católica”, afirmou o responsável doutrinal do Vaticano.

Em uma entrevista exclusiva à revista francesa Famille Chrétienne, o Cardeal Gerhard Müller declarou: “Trata-se de uma idéia absolutamente anti-católica que não respeita a catolicidade da Igreja. As conferências episcopais têm autoridade sobre determinados assuntos, mas não um magistério em paralelo ao Magistério, sem o Papa e sem comunhão com os bispos”.

Cardeal Gerhard Müller, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé (foto: CNS).

Cardeal Gerhard Müller, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé (foto: CNS).

O prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé também respondeu às recentes declarações do Cardeal Reinhard Marx, presidente da conferência de bispos alemães.

O Cardeal Marx argumentou que os bispos alemães não são “só uma filial de Roma” e que precisavam implementar suas próprias políticas sobre o matrimônio e a família.

Ele afirmou: “Cada conferência episcopal é responsável pelo cuidado pastoral em sua cultura e devemos, como tarefa própria, anunciar o evangelho por nossa conta. Não podemos esperar até que um sínodo estabeleça algo, como temos feito até aqui, para abordar a pastoral família”.

De acordo com a tradução de Rorate-Caeli, o Cardeal Müller disse à Famille Chrétienne: “Uma conferência episcopal não é um concílio particular, muito menos um concílio ecumênico. O presidente de uma conferência episcopal não é mais do que um moderador técnico, e não tem nenhuma autoridade magisterial particular em decorrência deste título”.

“Ouvir que uma conferência episcopal não é só ‘uma filial de Roma’ permite-me recordar que as dioceses também não são filiais de um secretariado de uma conferência episcopal, nem da diocese cujo bispo preside a conferência”.

“Esse tipo de atitude gera o risco, de fato, de ressuscitar uma certa polarização entre as igrejas locais e a Igreja universal, superada desde os concílios Vaticano I e Vaticano II. A Igreja não é uma soma de igrejas nacionais, cujos presidentes votariam para eleger o seu chefe em nível universal”.

A íntegra da entrevista exclusiva do Cardeal Müller está disponível apenas na versão impressa de Famille Chrétienne.

26 março, 2015

A aberta, avançada e livre Igreja de Francisco.

Por Fratres in Unum.com: Abertura, liberdade, novos ares. Não uma Igreja que julga severamente, portadora de uma doutrina fria e impositiva, mas acolhedora, em que há espaço para todos. Eis a Igreja de Francisco! Bem, vamos com calma…

Isso vale somente para os partidários das modas do momento, para os vivem em estado de graça com os poderosos do mundo, para os súditos do establishment pós-conciliar. Aos outros, os adversários da nomenklatura, trate-se a ferro e fogo!

Quem, afinal, são os fariseus dessa história?

Não é curioso que os gays possam seguir suas consciências; que Scalfari, incontestado, afirme que o Papa proferiu um ou outro disparate; que bastaria à Igreja estimular que cada um pratique aquilo que considera, a seu modo, ser bom — afinal, quem somos nós paga julgá-los? –, mas os Franciscanos da Imaculada mereçam a mais dura e brutal perseguição? Que “grandes cardeais” (segundo a “gestão” de outrora) sejam implacavelmente banidos? Que, no fórum livre que supostamente foi o Sínodo de 2014, os bons se vissem amordaçados e manipulados em uma série de manobras e estratagemas dignas de um petismo-lulismo eclesiástico dos mais desavergonhados?

Agora, quando 500 sacerdotes ingleses, polida e serenamente, manifestam o anseio de que o Sínodo defenda o ensinamento bimilenar da Igreja, o Cardeal Arcebispo de Westminster, que de tão “livre” presta homenagem até a divindades pagãs, tem a cara de pau de repreendê-los por se manifestarem através da imprensa.

Ao tour feito por Kasper e sua corte mundo afora, com conferências nas grandes capitais e repetitivas entrevistas aos maiores jornais do globo, não se viu nenhuma repreensão, por quem quer que seja, até agora. Os pobres padres, por sua vez, devem se dirigir somente ao bispo diocesano! O novo livro de Kasper, “A Revolução da Ternura e do Amor do Papa Francisco”, que propagandeia a mesma agenda anti-família, também só recebe louvores. Enquanto isso, o livro de 5 cardeais, que repete o que a Igreja sempre disse, é considerado uma afronta ao próprio Papa!

Policiamento ideológico digno dos mais totalitários regimes!

Bem fazem a editora Cantagalli e a família Manelli em buscar as vias judiciais contra desonestidades desse nível. Nós estamos em guerra, não é mesmo, Kasper? Então, aguente! Com os senhores não há política de boa vizinhança. Resta somente aplicar o conselho apostólico: “Increpa illos dure” (Tito, 1, 13).

26 março, 2015

O Papa Francisco e a corrupção.

Por Hélio Dias Viana – ABIMEm sua recente visita ao bairro da máfia em Nápoles, o Papa Francisco manifestou horror à corrupção e disse que ela cheirava mal. Sendo assim, compreende-se que na projetada viagem que o Pontífice fará ao Paraguai, à Bolívia e ao Equador no próximo mês de julho, ele aconselhe os governos bolivarianos dos dois últimos países a mudarem diametralmente de direção, pois os mesmos são uma fonte permanente de corrupção, tal como acontece com o da Venezuela, e também com o da Argentina, sua pátria.

Quanto ao Paraguai, convém lembrar que o ex-bispo Fernando Lugo foi alijado constitucionalmente da Presidência da República, por querer enveredar seu país pelo mesmo caminho.

Ou seja, é através da corrupção institucionalizada que os governos bolivarianos se aparelham, e conduzem depois seus países à mais desastrosa das situações, que é aquela geradora da miséria e da opressão reinantes nos regimes comunistas de Cuba e da Coreia do Norte.

Para a consecução desse trágico fim, eles contam com o apoio de movimentos criminosos ditos sociais, do tipo do MST brasileiro, adrede criados para esse fim. Tais movimentos, entretanto, foram recebidos no ano passado no Vaticano e estimulados a continuarem sua luta demolidora da atual ordem socioeconômica em seus respectivos países.

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25 março, 2015

Cerca de 500 padres na Grã-Bretanha exortam sínodo a permanecer firme sobre a Comunhão a recasados.

Fratres pergunta: haverá iniciativa semelhante no Brasil?

* * *

Padres dizem que doutrina e disciplina devem ‘permanecer firme e inseparavelmente em harmonia’. 

Por Catholic Herald | Tradução: Fratres in Unum.com – Quase 500 padres na Grã-Bretanha assinaram uma carta instando aos participantes do sínodo sobre a família deste ano a lançarem uma “clara e firme proclamação” de defesa do ensinamento da Igreja sobre o matrimônio.

Em uma carta divulgada nesta semana em Catholic Herald, os sacerdotes afirmam: “Nós desejamos, como padres católicos, reafirmar nossa inabalável fidelidade à doutrina tradicional relativa ao matrimônio e ao verdadeiro significado da sexualidade humana, fundada na palavra de Deus e ensinado pelo Magistério da Igreja por dois milênios”.

O sínodo extraordinário do ano passado provocou um acalorado debate sobre a questão de se católicos civilmente recasados deveriam ser admitidos à Sagrada Comunhão — uma proposta apresentada pelo cardeal alemão aposentado Walter Kasper.

Naquilo que se acredita ser um passo sem precedentes, 461 padres na Grã-Bretanha reuniram-se para instar os participantes do sínodo a resistir a tal proposta.

Eles escrevem: “Nós afirmamos a importância de se defender a disciplina tradicional da Igreja sobre a recepção dos sacramentos e de que a doutrina e a disciplina devem permanecer firme e inseparavelmente em harmonia”.

Um dos signatários, que pediu anonimato, alegou ter “havido uma certa pressão para não assinar a carta e, de fato, um grau de intimidação por parte de alguns importantes hierarcas”.

Outro, que também pediu para não se identificar, declarou que o assunto da comunhão para recasados era “uma questão de preocupação pastoral e fidelidade ao Evangelho”.

Ele disse: “A misericórdia requer tanto amor como a verdade. Há muita coisa em jogo. Nem todos os padres se sentiriam confortáveis expressando-se em uma carta aberta, mas eu ficaria muito preocupado se houvesse padres que divergem dos sentimentos nela contidos”.

“A carta pede por fidelidade ao ensinamento Católico, e para que a prática permaneça ‘inseparavelmente em harmonia’ com a doutrina. Os padres afirmam permanecer comprometidos a ajudar ‘aqueles que batalham para seguir o Evangelho em uma sociedade cada vez mais secularizada’, mas dizem que aqueles casais e famílias que permaneceram fiéis não estão sendo adequadamente apoiados e encorajados”.

Entre notáveis signatários da carta estão os teólogos Pe. Aidan Nichols e Pe. John Saward, e o físico de Oxford Pe. Andrew Pinsent. Pe. Robert Billing, porta-voz da Diocese de Lancaster, Pe.Tim Finigan, blogueiro e colunista do Catholic Herald, e Pe. Julian Large, reitor do Oratório de Londres, também assinaram a carta.

Os sacerdotes concluem exortando a todos os participantes do próximo sínodo a “fazer uma clara e firme proclamação do ensinamento moral imutável da Igreja, de modo que a confusão possa ser eliminada e a fé confirmada”.

Falando recentemente na apresentação de seu novo livro, “A Revolução da Ternura e do Amor do Papa Francisco”, o Cardeal Kasper afirmou que os católicos deveriam expressar a seus bispos suas esperanças e preocupações sobre o sínodo. Porém, ainda mais importante é que rezem para que o Espírito Santo guie as decisões dos bispos.

Ele declarou: “Nós devemos todos rezar porque há uma guerra acontecendo. Com esperança, o sínodo poderá encontrar uma resposta comum, com uma ampla maioria, que não será uma ruptura com a tradição, mas uma doutrina que é um desenvolvimento da tradição”.

24 março, 2015

Arcebispo de San Francisco: Os dissidentes do magistério da Igreja não devem receber a Comunhão.

SAN FRANCISCO, CA, 31 de março de 2014 – Por LifeSiteNews.com | Tradução: Fratres in Unum.com – Falando ao LifeSiteNews sobre a questão das condições para a recepção da Sagrada Eucaristia na semana passada, o Arcebispo Salvatore Cordileone disse que o magistério da Igreja sobre esse assunto “tem sido muito claro e coerente desde literalmente o início.”

O magistério da Igreja remonta “da época em que São Paulo escreve em Coríntios I que todo aquele que não receber a Eucaristia dignamente, ou seja, se estiver em pecado, blasfema o corpo e sangue do Senhor”, explicou o arcebispo.

O líder dos 444.000 católicos de San Francisco observou que aqueles que dissentem “de um ensinamento definido pela Igreja” e aqueles que violam o seu ensinamento moral gravemente, “não têm as disposições apropriadas para receber a Sagrada Comunhão.”

“Conforme ensina São Paulo, se eles ousarem se aproximar [da Comunhão] tendo consciência de estarem em estado de pecado, condenam-se a si mesmos,” ele disse. “Este não é um julgamento severo da Igreja, mas o nosso entendimento da Eucaristia é de que ela não é simplesmente uma maneira de acolher as pessoas, uma maneira de afirmar as pessoas.”

Ele concluiu observando que o sacramento da penitência existe para todos os católicos que se encontram em tais situações, assim eles podem “confessar seus pecados e receber a absolvição sacramental para serem restaurados ao estado de graça e receber a Sagrada Comunhão.”

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23 março, 2015

Summorum Pontificum no Brasil: Santa Missa na Catedral de Santo Amaro, SP.

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23 março, 2015

Ações do Sínodo. Cai Kasper, sobe Caffarra.

Também o Papa Francisco se distancia do primeiro e se aproxima do segundo. E mantém-se próximo ao Cardeal Muller. E promove o africano Sarah. Todos eles intransigentes defensores da doutrina católica sobre o matrimônio. 

Por Sandro Magister, 20 de março de 2015 | Tradução: Fratres in Unum.com – “Com isso não se soluciona nada”, disse o Papa Francisco sobre a idéia de administrar a Comunhão aos divorciados que voltaram a se casar [civilmente]. E muito menos se eles a “querem”, reivindicam-na. Pois a comunhão não é “uma insígnia, uma honraria. Não”.

Em sua última grande entrevista, Jorge Mario Bergoglio esfriou as expectativas de mudança substancial na doutrina e na praxe do matrimônio católico que ele mesmo havia, indiretamente, alimentado:

> Los primeros dos años de la “Era Francisco” en entrevista a Televisa

Francisco e Caffarra.

“Expectativas descomedidas”, definiu ele. E já não mencionou as teses inovadoras do Cardeal Walter Kasper, que ele havia engrandecido em várias ocasiões, mas das quais parece ter se distanciado.

Vice-versa, já há algum tempo o Papa Francisco olha com crescente atenção e estima a outro cardeal teólogo, que sobre o “Evangelho do matrimônio” sustenta teses perfeitamente alinhadas à tradição: o italiano Carlo Caffarra, arcebispo de Bolonha.

Como professor de teologia moral, Caffarra era especialista em matrimônio, família e procriação. E, por esta razão, João Paulo II o quis como presidente do Pontifício Instituto para Estudos sobre o Matrimônio e a Família criado por ele em 1981, na Universidade Lateranense, após o sínodo de 1980 dedicado precisamente a esses temas.

Portanto, causou impressão a exclusão, em outubro passado, de todo expoente de tal instituto — que neste ínterim se estendeu por todo o mundo — na primeira sessão do sínodo sobre a família.

Porém, agora este vazio foi preenchido: em 14 de março último, o Papa Francisco nomeou o professor José Granados, vice-presidente exatamente do Pontifício Instituto João Paulo II para Estudos sobre o Matrimônio e a Família, como um dos consultores da secretaria geral da segunda e última sessão do sínodo, programada para outubro deste ano.

Quanto a Caffarra, se no próximo mês de maio não for eleito pela conferência episcopal como um de seus quatro delegados para o sínodo, seguramente será o Papa quem lhe incluirá entre os padres sinodais, como fez na sessão precedente.

O arcebispo de Bolonha é um dos cinco cardeais anti-Kasper que reuniram suas teses no livro “Permanecendo na verdade de Cristo”, publicado na Itália pela editora Cantagalli às vésperas do sínodo passado e traduzido atualmente em dez idiomas.

E foi, em seguida, um dos críticos mais decididos e melhor articulados do informe bomba lido por Kasper no consistório de fevereiro de 2014:

> El cardenal Caffarra: ningún Papa puede romper el vínculo matrimonial

Nesta ampla entrevista a “Il Folgio, de 15 de março de 2014, Caffarra disse, entre outras coisas, o que segue sobre a comunhão aos divorciados recasados:

“Quem admite esta hipótese não respondeu a uma pergunta muito simple: o que ocorre com o primeiro matrimônio rato e consumado? A solução apresentada leva a pensar que permanece o primeiro matrimônio, mas que também há uma segunda forma de convivência que a Igreja legitima. Por conseguinte, há um exercício da sexualidade humana extra-conjugal que a Igreja consideraria legítimo. Porém, com isso se nega o pilar da doutrina da Igreja sobre a sexualidade. Então, alguém poderia se perguntar: e por que não se aprovam as livres convivências? E por que não as relações entre homossexuais? Não é só questão de praxis, isso diz respeito à doutrina. Inevitavelmente. Também é possível dizer que não se faz, mas que se faz. E não só. Introduz-se um costume que a longo prazo determina esta idéia no povo, não só cristão: não existe nenhum matrimônio absolutamente indissolúvel. E isso, certamente, é contrário à vontade do Senhor”.

Abaixo, segue o texto integral do último posicionamento de Caffarra sobre o matrimônio e a família: uma conferência que proferiu no último 12 março na Pontifícia Universidade da Santa Cruz [ndr: o Fratres não teve condições de traduzir o texto; se algum leitor puder fazê-lo, publicaremos de bom grado].

Mas, antes, é útil recordar outros fatos que evidenciam a crescente aproximação do Papa Francisco do grupo dos críticos de Kasper.

O Papa continua mantendo à cabeça da congregação para a Doutrina da Fé, o Cardeal Gerhard L. Müller, o mais prestigioso dos cinco purpurados do livro anti-Kasper, muito firme em advertir sobre essa “sutil heresia cristológica” que consiste em separar a doutrina da praxis pastoral, na ilusão de que se possa mudar a segunda sem minar a primeira e, portanto, abençoar as segundas núpcias mantendo firme a indissolubilidade do matrimônio:

> Introduzione ai lavori della commissione teologica internazionale, 1 dicembre 2014

Em segundo lugar, o Papa Francisco, em uma das poucas nomeações importantes que fez recentemente na cúria, colocou na chefia da Congregação para o Culto Divino o Cardeal guineano Robert Sarah, autor de um livro entrevista  “Dieu ou rien. Entretien sur la foi”, publicado na França pela editora Fayard, no qual rejeita na raiz a idéia de dar a Comunhão aos divorciados recasados, que a seu juízo é “a obsessão de certas igrejas ocidentais que querem impor soluções que qualificam de ‘teologicamente responsáveis e pastoralmente apropriadas’ e que contradizem radicalmente o ensinamento de Jesus e do magistério da Igreja”.

Dando plena razão a Müller, o Cardeal Sarah diz ainda:

“A idéia que consistiria em pôr o magistério dentro de um belo cofre, separando-o da prática pastoral, que poderia evoluir segundo as circunstâncias, modas e paixões, é uma forma de heresia, uma perigosa patologia esquizofrênica”.

E depois de ter constatado que a questão dos divorciados recasados “não é um desafio urgente para as Igrejas da África e Ásia”, declara:

“Portanto, afirmo solenemente que a Igreja da África se oporá firmemente a toda rebelião contra o ensinamento de Jesus e do magistério”.

Efetivamente, os cardeais e bispos africanos eleitos até agora como representantes no próximo sínodo pelas respectivas igrejas nacionais, situam-se todos na posição intransigente de Sarah, com única exceção para o arcebispo de Accra, Charles Palmer-Buckle, que não só declarou ser favorável à comunhão aos divorciados recasados, mas também — em hipótese — ao divórcio, graças aos poderes do Papa de “unir e dissolver” qualquer coisa sobre a terra.

> African Archbishop Lays Down “Daring” Challenge for Synod on the Family

Há de se acrescentar que nesta posição intransigente também se alinharam os bispos da Europa Oriental, com os poloneses à frente:

> Konferencji Episkopatu Polski. Komunikat

> In English

E os quatro padres sinodais eleitos pela conferência episcopal dos Estados Unidos: Joseph Kurtz, Charles Chaput, Daniel DiNardo, José H. Gómez.

O mais “moderado” dos quatro, Kurtz, tampouco deixou de enfatizar — seguindo os passos do cardeal Müller — que “é muito importante que não haja nenhuma fissura entre o modo com que rezamos e cremos e o modo como exercemos a atenção pastoral. Há uma justa preocupação de permanecermos fiéis ao verdadeiro magistério da Igreja e esta é a atitude que adotarei no sínodo”:

> On Synod, Archbishop Kurtz Calls for Unity Between Catholic Beliefs and Pastoral Practice

 

23 março, 2015

Sangue de São Januário se liquefaz durante visita de Francisco a Nápoles.

Sangue se liquefez pela última vez em presença do Papa em 1848. 

Por Catholic Herald | Tradução: Fratres in Unum.com – O sangue de São Januário [San Gennaro] se liquefez na presença de um papa no sábado, pela primeira vez desde 1848.

O sangue do santo padroeiro de Nápoles, normalmente sólido, se liquefez parcialmente após o Papa beijar a relíquia durante sua viagem de um dia à cidade do sul da Itália.

De acordo com a AFP, o Cardeal Crescenzio Sepe, de Nápoles, mostrou a ampola aos fiéis na catedral da cidade, afirmando: “O sangue se liquefez pela metade, o que mostra que São Januário ama o nosso Papa e Nápoles”.

Ao que o Papa Francisco respondeu: “O bispo acaba de anunciar que o sangue se liquefez pela metade. Podemos ver que o santo só nos ama pela metade. Devemos difundir a palavra, para que ele nos ame mais!”

O sangue se liquefez para um papa pela última vez na presença de Pio IX. O fenômeno não ocorreu quando São João Paulo II visitou Nápoles em 1979, nem quando Bento XVI visitou a cidade em 2007.

São Januário foi um bispo de Nápoles que se acredita ter sido martirizado por volta do ano 305, durante a perseguição de Diocleciano.

Seu sangue é mantido em uma ampola de vidro selada e tradicionalmente se liquefaz três vezes ao ano: em 19 de setembro, festa do santo, em 16 de dezembro e no sábado que antecede o primeiro domingo de maio.

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22 março, 2015

Foto da semana.

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A cidade não necessita de sol nem de lua para iluminar, porque a glória de Deus a ilumina, e a sua luz é o Cordeiro. (Apocalipse 21, 23)

Vi, então, um anjo de pé sobre o sol, a chamar em alta voz a todas as aves que voam pelo meio dos céus: Vinde, reuni-vos para a grande ceia de Deus, (Apocalipse 19, 17)

Imagens do eclipse solar visto de Roma, na última sexta-feira, 20. Fotos: La Repubblica.