22 maio, 2013

Francisco e a Teologia da Libertação.

Uma “nova teologia da libertação”, não marxista, ganha espaço. Seria esta nova teologia dos pobres — abordada no artigo de Sandro Magister — a síntese entre o aspecto positivo e negativo da teologia da libertação — aspirada na segunda matériaDois artigos para reflexão e debate.

Bergoglio, revolucionário a seu modo

IHU – Os teólogos da libertação o elogiam, mas entre ele e eles há um abismo. Os progressistas contam-no entre suas fileiras, mas ele se mantém afastado. O verdadeiro Francisco é muito diferente daquele que alguns imaginam.

A reportagem é de Sandro Magister e publicada no sítio Chiesa.it, 16-05-2013. A tradução é do Cepat.

Em duradoura lua de mel com a opinião pública, o Papa Francisco ganhou também o elogio do mais combativo dos teólogos franciscanos, o brasileiro Leonardo Boff: “Francisco dará uma lição à Igreja. Saímos de um inverno rígido e tenebroso. Com ele chega a primavera”.

Na realidade, Boff abandonou há muito tempo o hábito franciscano, casou-se e substituiu o amor por Marx pelo amor ecologista pela Mãe Terra e o Irmão Sol. Mas ele ainda é o mais famoso e o mais citado dos teólogos da libertação.

Quando, apenas três dias depois do início do pontificado, Jorge Mario Bergoglio invocou “uma Igreja pobre e para os pobres”, sua inclusão nas fileiras dos revolucionários parecia coisa feita.

* * *

Na realidade, há um abismo entre a visão dos teólogos latino-americanos da libertação e a visão deste Papa argentino.

Bergoglio não é um prolífico autor de livros, mas o que deixou por escrito é suficiente e permite entender o que tem em mente com seu insistente misturar-se com o “povo”.

Conhece bem a Teologia da Libertação, viu-a nascer e crescer também entre seus irmãos jesuítas, mas sempre marcou seu desacordo com ela, mesmo ao preço de se ver isolado.

Seus teólogos de referência não eram Boff, nem Gutiérrez, nem Sobrino, mas o argentino Juan Carlos Scannone, também jesuíta e pouco conhecido, que havia sido seu professor de grego e que havia elaborado uma teologia, não da libertação, mas “do povo”, fundamentada sobre a cultura e a religiosidade das pessoas comuns, em primeiro lugar dos pobres, com sua espiritualidade tradicional e sua sensibilidade pela justiça.

Hoje, com 81 anos de idade, Scannone é considerado o maior teólogo argentino vivo. Ao contrário, sobre o que resta da Teologia da Libertação, já em 2005 Bergoglio concluiu seu discurso deste modo: “Com a queda do ‘socialismo real’, essas correntes de pensamento mergulharam nas sombras da confusão. Incapazes de uma reformulação radical e de uma nova criatividade, elas sobreviveram por inércia, embora haja, ainda hoje, quem as queira, de maneira anacrônica, voltar a propor”.

Bergoglio deslizou esta sentença condenatória contra a Teologia da Libertação em um de seus escritos mais reveladores: o prólogo a um livro sobre o futuro da América Latina, que tem como autor o seu amigo mais íntimo na cúria vaticana, o uruguaio Guzmán Carriquiry Lecour, secretário-geral da Pontifícia Comissão para a América Latina, casado, com filhos e netos, o leigo com o cargo mais alto na cúria.

Na opinião de Bergoglio, o continente latino-americano já conquistou um lugar de “classe média” na ordem mundial e está destinado a impor-se ainda mais em futuros cenários, mas está sendo ameaçado no que tem de mais próprio: a fé e a “sabedoria católica” de seu povo.

* * *

A armadilha mais temível, segundo ele, é constituída por aquilo que ele chama de “progressismo adolescente”, um entusiasmo pelo progresso que, na realidade, se volta – diz – contra os povos e as nações, contra sua identidade católica, já que “tem relação com uma concepção da laicidade do Estado que é, em grande medida, laicismo militante”.

No domingo passado, se posicionou a favor da proteção jurídica do embrião na Europa. Em Buenos Aires, ninguém se esquece da sua tenaz oposição às leis a favor do aborto livre e dos casamentos “gays”. Na promoção de leis similares em todo o mundo ele vê a ofensiva de “uma concepção imperialista da globalização”, que “constitui o totalitarismo mais perigoso da pós-modernidade”.

É uma ofensiva que, para Bergoglio, leva o sinal do Anticristo, como no romance que ele gosta de citar: O Senhor do Mundo, de Robert H. Benson, anglicano de Canterbury convertido ao catolicismo há um século.

Em suas homilias como Papa, a mais que frequente referência ao diabo não é um artifício retórico. Para o Papa Francisco o diabo é mais real que nunca, é “o príncipe deste mundo” que Jesus derrotou para sempre, mas que ainda tem liberdade para fazer o mal.

Em uma homilia de alguns dias atrás fez uma advertência: “O diálogo é necessário entre nós, para forjar a paz. Mas com o príncipe deste mundo não se pode dialogar. Nunca”.

[Nota do Fratres - traduzimos a seguir uma observação feita por Magister ao fim do artigo, mas que não foi traduzida por IHU: "A continuidade entre o Papa Francisco e a teologia de Scannone foi colocada em destaque também pelo Cardeal Camillo Ruini, em uma entrevista a "Il Foglio" de 26 de abril: "Nos anos 70, dei cursos monográficos, em Reggio Emilia e em Bolonha, sobre a teologia da libertação, que então estava na moda na Itália. Por isso estudei um pouco também a teologia argentina, por exemplo, a elaborada pelo jesuíta Juan Carlos Scannone, que foi professor de Bergoglio. Já então esta teologia era reconhecida como essencialmente diferente, porque não se baseava sobre a análise marxista da sociedade, mas sobre a religiosidade popular. Assimilar hoje a insistência do Papa Francisco sobre a pobreza e sobre a proximidade dos pobres com a teologia da libertação está totalmente fora de lugar. Trata-se, pelo contrário, simplesmente, de fidelidade a Jesus e ao Evangelho".

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O Papa Francisco põe a Teologia da Libertação em prática

Por Padre Piero Gheddo - AsiaNews* | Tradução: Fratres in Unum.com -  O desejo do Papa Bergoglio (“Uma Igreja pobre para os pobres”) é a realização de um ímpeto iniciado com a teologia pós-conciliar latino-americana, a qual, contudo, experimentou 50 tumultuados anos, explorados pela análise social marxista e pelo desprezo da religiosidade. Com o Papa Francisco, a Igreja da América Latina impele as igrejas ocidentais para a maturidade.

Milão (AsiaNews) – No meio século posterior ao Vaticano II, a “Teologia da Libertação” foi uma das novidades mais discutidas e disputadas pelas Igrejas da América Latina e também na Europa, suscitando adesões apaixonadas e condenação radical. Apesar de tudo isso, no final ela visava nada mais do que ao resumido pelo Papa Francisco em uma de suas agora renomadas expressões: “Eu quero uma Igreja pobre para os pobres”, uma Igreja que ele está tentando revelar, dia após dia, em seus gestos, alocuções e homilias, sem tentar teorizar ou explicar tudo. Por que, então, a Libertação fez despertar a Teologia, e despertar ainda hoje tantos conflitos, muitos dos quais se distanciando da Igreja Católica, e tantos fechamentos? Uma das últimas medidas foi o decreto da Santa Sé, publicado em junho de 2012, proibindo a Universidade Católica de Lima de usar o título de “Pontifícia” e de “Católica”. A universidade “desobedeceu sistematicamente às instruções da Santa Sé... e se tornou um lobo com pele de ovelha na igreja local como centro de disseminação das piores doutrinas revolucionárias”.

A Teologia da Libertação teve dois antecedentes: o nascimento do CELAM (Conselho Episcopal Latino-Americano), no Rio de Janeiro em 1955, a "Gaudium et Spes" do Concílio Vaticano II, e a Segunda Assembléia do CELAM em Medellín, na Colômbia, em 1968. Mas ela nasceu e recebeu o seu nome em 1971, com a publicação pelo teólogo peruano Gustavo Gutiérrez do volume "Teologia de la Liberación", que denunciava o subdesenvolvimento dos povos latino-americanos, causado principalmente pela sua dependência dos países ricos e pela exploração de suas riquezas; [a TL] deu uma nova visão da teologia, cujo objetivo não era uma doutrina, mas uma reflexão crítica da situação de pobreza em que vivia a maioria dos povos da América Latina. Ela procurou dirigir a Igreja rumo a um “ministério da libertação” por meio de uma prática íntima de formação cristã, abrindo-a para formar a consciência e as ações dos fiéis para transformar a sociedade através de um sentido de maior justiça social.

Não é fácil resumir em poucas linhas uma tendência variada de pensamento que teve grande penetração nas igrejas e nos povos da América Latina nos anos 70 e 80, provocando debates e divisões. As duas instruções da Congregação para a Fé: “Sobre a Teologia da Libertação” (1984) e “Liberdade Cristã e a Libertação” (1986), e as duas Assembléias do CELAM, em Puebla (México 1979) e Santo Domingo (1992), acalmaram as águas e conduziram a um novo caminho, o de um consenso crescente e entusiástico (que dure muito) de mudança que vem causando na Igreja e do qual o providencial Papa Francisco é a expressão atual.

Para se entender o valor do Papa Francisco – depois do carismático Papa que proclamou o Evangelho a todos os povos, e do Papa professor que expressou de forma clara, precisa e compreensível em todo o seu conteúdo a única riqueza que temos, Jesus Cristo –, devemos agora explicar os dois aspectos contrastantes da teologia da libertação, um negativo e um positivo, e da necessidade urgente de uma síntese que é benéfica para a Igreja universal:

1) O aspecto negativo está contido no título do primeiro documento: “Graves desvios ideológicos que tendem inevitavelmente a trair a causa dos pobres”. A Teologia da Libertação havia adotado a análise marxista da realidade social e a Instrução do então Cardeal Ratzinger explica que, independente de quanto alguns filósofos e patéticos teólogos possam tentar dobrar a realidade, o núcleo do pensamento marxista é irredutivelmente ateu e, portanto, radicalmente oposto à mensagem de Jesus Cristo. Seria muito longo explicar por que isso é assim, mas basta mencionar os muitos fiéis e as comunidades cristãs que, adotando o TL, abandonaram a Cristo e à sua Igreja. Como exemplificado pelos povos “libertados” dos regimes que eram produtos daquela ideologia, que fracassaram e dos quais as pessoas, tão logo puderam, procuraram se livrar.

2) O aspecto positivo é a opção preferencial das Igrejas pelos pobres, como a liberdade e a libertação das pessoas são e devem ser cada vez mais parte e parcela da prática cristã, que é uma parte integrante da vida de acordo com o Evangelho; a segunda Instrução do Cardeal Ratzinger exorta os crentes a trabalhar para os pobres, os sofredores, e, pelo menos entre nós, os oprimidos, a começar precisamente com a fé em Cristo e de acordo com o exemplo que Jesus nos deu. A tarefa da Igreja no mundo moderno nesta Instrução é muito positiva e corajosa, longe do anátema. Ela indica um caminho que o Papa Francisco está mostrando gradualmente pelos seus exemplos. Finalmente, a teologia da libertação, com todos os seus graves erros e danos colaterais, no contexto histórico da jornada das Igrejas acaba sendo fortemente positiva. Hoje, resta apenas seguir, orar e obedecer às indicações que o Espírito Santo concede à Igreja através do trabalho e das palavras do Papa Francisco. Com ele, o continente latino-americano, “a esperança da Igreja” (como disse Pio XII em 1955), vem à tona para nos ensinar algo no Ocidente – cristão durante dois mil anos, mas em grave crise de fé e de vida cristã.

AsiaNews é a agência de notícias do PIME – Pontifício Instituto das Missões Exteriores.

22 maio, 2013

“Implorar de Deus a graça de anunciar com humildade e com alegria Cristo morto e ressuscitado, de ser fiel à sua Igreja e ao Sucessor de Pedro”.

Auxilium Christianorum, ora pro nobis!Papa Francisco recorda iniciativa de seu predecessor, que dedicou o dia 24 de maio especialmente à oração pelos católicos chineses.

Da Rádio Vaticano – Francisco recordou ainda que na sexta-feira, 24, é o dia dedicado à memoria litúrgica da Beata Virgem Maria, Auxílio dos Cristãos, venerada com grande devoção no Santuário de Sheshan em Xangai.

“Convido todos os católicos no mundo a se unirem em oração com os irmãos e as irmãs que estão na China, para implorar de Deus a graça de anunciar com humildade e com alegria Cristo morto e ressuscitado, de ser fiel à sua Igreja e ao Sucessor de Pedro, e de viver a cotidianidade no serviço a seu país e aos seus compatriotas de modo coerente com a fé que professam.”

22 maio, 2013

Modéstia brasileira: ensinando o Padre Nosso ao Vigário ou, antes, reitor sugerindo homilia ao Sumo Pontífice.

Por Tatiana Bettoni -  Redação Portal A12O Reitor do Santuário Nacional, padre Domingos Sávio, informou que acaba de ser enviado um texto ao Vaticano contendo sugestões para a homilia da Celebração Eucarística que Papa Francisco fará em Aparecida (SP), no dia 24 de julho.

“Tentamos adivinhar o que pode estar no coração do Papa. Esperamos que ele venha consagrar seu pontificado à Nossa Senhora Aparecida, além de rezar pelos jovens, já que a visita será seu primeiro gesto oficial dentro da programação da Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro”, disse o reitor.

Padre Domingos, que contou com o apoio de outras autoridades para a composição da peça, adiantou ao Portal A12 que espera a visita de representantes do Vaticano entre os dias 02 e 07 de junho, para a discussão de detalhes que ainda estão pendentes, como o local da celebração.

Desde a divulgação da visita do Papa ao Santuário, cogita-se que a missa possa ser realizada dentro da igreja, com limite de público, mas autoridades como o Cardeal Arcebispo de Aparecida, Dom Raymundo Damasceno Assis, esperam que a missa seja campal.

Para definir este e outros detalhes, o Santuário Nacional aguarda a comitiva que trará o Mestre das Celebrações Litúrgicas Pontifícias, monsenhor Guido Marini, responsável pelos textos litúrgicos do Santo Padre, e outras autoridades.

O reitor destacou, ainda, que os fiéis também devem se preparar para a visita do Papa. “Detalhes externos são importantes porque será um evento histórico e palpável, mas gostaríamos que fosse, sobretudo, uma experiência de fé. A preparação deve ser feita antes, no coração de cada um de nós, para acolhermos esse dom de Deus, com alegrias e palmas no coração também”, encerrou.

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21 maio, 2013

Como anda Bento XVI?

Com informações de Clerical Whispers - 8 de maio de 2013 | Tradução: Fratres in Unum.com - O Papa de 86 anos que renunciou abrindo espaço para o mais jovem Papa Francisco estaria sofrendo de um sentimento de esvaziamento — similar ao de pessoas com muitas atividades que repentinamente param de trabalhar.

De acordo com um ajudante, ele estaria com pouco ânimo, agravado por uma saúde em declínio.

Whispers in the Loggia, o blog católico de notícias escrito pelo observador católico Rocco Palmo, afirmou que Bento não estaria no seu auge nas últimas semanas, sempre rememorando o passado.

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Meisner vê Bento XVI “muito fragilizado”

IHU – O cardeal alemão Joachim Meisner mostrou-se comovido com o aspecto e o estado de saúde do Papa emérito Bento XVI que, segundo relatou, estão fragilizados. O religioso destacou a lucidez mental do ex-líder da Igreja católica.

A reportagem está publicada no sítio Religión Digital, 09-05-2013. A tradução é do Cepat.

O cardeal manteve uma reunião com Joseph Ratzinger no dia 18 de março passado.

Manifestou que, no começo, não estava de acordo com sua renúncia, mas que “mudou de opinião” quando se deu conta do seu atual estado de saúde.

“Do ponto de vista intelectual, ao contrário, está muito bem, como antes”, acrescentou o arcebispo.

Meisner considera que o cargo do papa, assim como o matrimônio, deve terminar com a morte.

Pela primeira vez desde que está morando em Castel Gandolfo, na Itália, Ratzinger visitou o Papa Francisco no Vaticano, onde ambos mantiveram um encontro.

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21 maio, 2013

Especialistas da PUC-RJ interpretam o ato de Francisco.

Do Globo - Sobre o vídeo, o padre Jesus Hortal Sanchez, professor de teologia e ex-reitor da PUC-Rio, afirmou ao GLOBO que a interpretação de um possível exorcismo não faz sentido.

- O Papa simplesmente fez a oração e nada além disso. Colocar a mão sobre a cabeça de uma pessoa não é exorcismo, é gesto de carinho e pode significar muitas outras coisas. Na confissão se faz isso. Essa interpretação é completamente sem sentido.

Na mesma linha, a teóloga da PUC-Rio Maria Clara Bingemer acredita que não há nada nas imagens que justifique as suspeitas do “Vade Retro”.

- Acho que devemos acreditar no que o porta-voz do Vaticano está dizendo. Me parece mais uma oração a um doente, já que esse Papa desde o início tem se prontificado a abençoar e ter contato com as pessoas. Nas imagens, não há nada que possa demonstrar um exorcismo. Quando o menino abre a boca, ele pode ter falado alguma coisa ou ter tido uma reação à bênção – afirma a especialista.

* * * 

Realmente, um “gesto de carinho” de Francisco, entre muitos outros significados, que só pode ter levado o rapaz a abrir a boca para “falar alguma coisa”. Quem sabe um: “Santidade, feche a PUC-RJ, que só forma gênios!”. Sem dúvida, faz todo sentido, muito plausível! Como alguém não pensou nisso antes?!

21 maio, 2013

Exorcismo do Papa – Fala quem entende: “É uma vingança do demônio contra os bispos mexicanos, porque eles não se opuseram ao aborto como deveriam”.

Com informações de Vatican Insider | Tradução: Fratres in Unum.com - Pe. Amorth, sacerdote e exorcista, afirma que o ato de Francisco “foi um verdadeiro exorcismo e se o Pe. Lombardi o nega, ele claramente não entendeu nada”. Pe. Gabriele Amorth expressou sua opinião sobre o gesto do Papa do último domingo no programa de rádio italiano “Um giorno da Pecora”. “Foi um verdadeiro exorcismo e digo mais, o rapaz que o Papa exorcizou veio a mim às 11:30 hoje”, declarou Pe. Amorth.

Padre Gabriele Amorth, exorcista da Diocese de Roma.

Padre Gabriele Amorth, exorcista da Diocese de Roma.

O que o garoto tinha? “Não era um garotinho, ele tem 43 anos, esposa e filhos. Seu nome é Angelo e está possuído por quatro demônios. Eu realizou um longo exorcismo nele hoje”. Questionado se o Papa não foi capaz de curá-lo, Pe. Amorth respondeu: “O que ele fez é qualificado como um exorcismo porque um exorcismo é também realizado ao colocar as mãos sobre a cabeça da pessoa e rezar, sem recorrer a exorcismos escritos”.

“Primeiro, o Papa se encontrou com os jovens, depois um padre se aproximou do Papa e lhe disse que o rapaz era mexicano e estava possuído por quatro demônios”, afirmou Amorth. O nome do padre é Juan Rivas, um Legionário de Cristo. Segundo Amorth, neste caso em particular, “é uma vingança do demônio contra os bispos mexicanos, porque eles não se opuseram ao aborto como deveriam. O rapaz só será libertado se os bispos mexicanos fizerem penitência por não ter intervindo”.

Assim, Pe. Amorth esmaga a afirmação da Sala de Imprensa do Vaticano de que o ato do Papa não foi um exorcismo, dizendo que “se negam isso, é porque não entenderam nada”. “O exorcismo”, declarou, “não se limita a um conjunto de regras rituais, orações escrituras usadas exclusivamente em casos de exorcismo. Orações de libertação ditas em palavras espontâneas podem também ser consideradas um tipo de exorcismo. Posso citar três casos do Papa João Paulo II realizando exorcismos sem livros”.

Pe. Juan Rivas, o sacerdote mexicano [dos Legionários de Cristo da prelazia de Cancún-Chetumalque] que estava ao lado do rapaz quando o Papa rezou por ele, escreveu hoje em sua página do Facebook: “Quero esclarecer um ponto: a pessoa por quem o Papa rezou era um possesso. Como ninguém ouviu as palavras que Francisco pronunciou (nem eu, apesar do fato de ele estar bem na minha frente), tudo que posso confirmar é que ele pronunciou uma oração de libertação e nada mais”. E acrescentou: “Voltamos aos tempos pagãos dos astecas e seus sacrifícios humanos aos demônios”. Sim, porque na opinião do sacerdote a “possessão” pela qual o Pontífice teria feito esta oração de libertação estaria ligada à aprovação da lei do aborto no México.

Rivas disse que “a fim de parar a violência no México, temos primeiro que admitir publicamente o nosso pecado: nós e os bispos do México temos que unir nossas vozes e condenar o crime do aborto, reparar com uma celebração religiosa a grave ofensa cometida contra Nossa Senhora de Guadalupe. Não devemos parar até que esta lei, que favorece a violência contra os pobres e indefesos, seja revista”.

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21 maio, 2013

Carta do Padre Lodi à Presidência da CNBB: Nota sobre uniões estáveis de pessoas do mesmo sexo.

À Presidência da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil

Assunto: Nota sobre uniões estáveis de pessoas do mesmo sexo.

Excelentíssimos e Eminentíssimos Senhores

Dom José Belisário da Silva

Presidente da CNBB em exercício

Dom Sergio Arthur Braschi

Vice-Presidente da CNBB em exercício

Dom Leonardo Ulrich Steiner

Secretário Geral da CNBB

1. Diante da “Nota sobre uniões estáveis de pessoasdo mesmo sexo”[1], publicada em 16 de maio de 2013, uno-me a Vossas Excelências Reverendíssimas no repúdio à Resolução n.º 175/2013 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que dispõe sobre a “habilitação, celebração de casamento civil, ou de conversão de união estável em casamento, entre pessoas de mesmo sexo”. Sem dúvida, como bem recordou a Nota, “a diferença sexual é originária e não mero produto de uma opção cultural”. A resolução do CNJ é mais um dos frutos da perniciosa ideologia de gênero, que tende a destruir a família natural.

2. No entanto, segundo meu parecer, a Nota poderia ter sido mais precisa do ponto de vista terminológico, a fim de evitar ambiguidades e perplexidades nos leitores. Permitam-me Vossas Excelências Reverendíssimas que lhes exponha humildemente minhas observações ao texto.

3. Logo no primeiro parágrafo, diz a Nota: “Desejamos também recordar nossa rejeição à grave discriminação contra pessoas devido à sua orientação sexual”. A Santa Sé tem evitado sistematicamente usar o termo “orientação sexual”, tão caro à ideologia de gênero. Com efeito, o homossexualismo – dado o seu caráter antinatural – não é uma “orientação”, mas uma desorientaçãosexual. Quanto à discriminação contra as pessoas homossexuais, o Catecismo da Igreja Católica condena-a, mas acrescenta um importante adjetivo, que não foi reproduzido na Nota: “Evitar-se-á para com eles [os homossexuais] todo sinal de discriminação injusta” (Catecismo, n. 2358). Ao usar ao adjetivo “injusta”, o Catecismo dá a entender que existem discriminações justas para com os homossexuais. E de fato há. Uma delas é a proibição de se aproximarem da Sagrada Comunhão (o que vale para qualquer pessoa em pecado grave). Outra delas é o impedimento de ingressarem em Seminários ou Institutos Religiosos. Um terceiro exemplo seria o de uma mãe de família que demite a babá que cuida de seus filhos, ao constatar que ela é lésbica… Considerar que toda discriminação aos homossexuais é injusta seria dar direitos ao vício contra a natureza.

4. A Nota, com razão, condena a equiparação das uniões de pessoas do mesmo sexo ao casamento ou à família. No entanto, parece admitir que tais uniões pudessem gozar de algum direito civil, excluída tal equiparação: “Certos direitos são garantidos às pessoas comprometidas por tais uniões, como já é previsto no caso da união civil”. Ora, o Magistério da Igreja tem condenado não só a equiparação de tais uniões ao matrimônio, mas qualquer reconhecimento jurídico de tais uniões:

Em relação aos recentes intentos legislativos de equiparar família e uniões de fato, inclusive homossexuais (convém levar em conta que seu reconhecimento jurídico é o primeiro passo rumo à equiparação), é preciso recordar aos parlamentares a sua grave responsabilidades de opor-se a isto…[2]

Em presença do reconhecimento legal das uniões homossexuais ou da equiparação legal das mesmas ao matrimônio, com acesso aos direitos próprios deste último, é um dever opor-se-lhe de modo claro e incisivo. [3]

Se todos os fiéis são obrigados a opor-se ao reconhecimento legal das uniões homossexuais, os políticos católicos são-no de modo especial, na linha da responsabilidade que lhes é própria[4].

5. No caso em tela, teria sido oportuno ressaltar – como aliás já fez a CNBB em outra ocasião – que a Igreja se opõe não só ao matrimônio, mas também ao simples reconhecimento da “união estável” de pessoas do mesmo sexo, especialmente quando isso se fez não por lei, mas por uma decisão arbitrária do Supremo Tribunal Federal (ADI 4277; ADPF 132) que atribuiu a si o papel de legislador, invadindo competência do Congresso Nacional.

6. Por fim – isto é apenas uma sugestão – seria conveniente sugerir ao Congresso Nacional que, por meio de umdecreto legislativo, sustasse as arbitrárias decisões do STJ e do CNJ que extrapolaram sua competência e impuseram ao povo um novo “modelo” de família e matrimônio.

7. Com a reverência devida aos Sucessores dos Apóstolos, peço que Vossas Excelências Reverendíssimas redijam e publiquem uma nova Nota que esclareça os pontos acima apontados.

Desde já agradeço e despeço-me pedindo suas bênçãos.

Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz

Presidente do Pró-Vida de Anápolis.

[1] http://www.cnbb.org.br/site/imprensa/noticias/11998-nota-sobre-unioes-estaveis-de-pessoas-do-mesmo-sexo
[2] CONSELHO PONTIFÍCIO PARA A FAMÍLIA. Família, matrimônio e “uniões de fato”, 21 nov. 200, n. 16. O destaque é meu.
[3] CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ, Considerações sobre os projetos de reconhecimento legal das uniões entre pessoas homossexuais, 3 jun. 2003, n. 5.
[4] CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ, Considerações sobre os projetos de reconhecimento legal das uniões entre pessoas homossexuais, 3 jun. 2003, n. 10.

Fonte: Não matar

21 maio, 2013

Pe. Lombardi, SJ: Papa não realizou exorcismo.

Por Rádio Vaticano | Tradução: Fratres in Unum.com –  A decisão do Papa Francisco de impôr suas mãos na cabeça de uma criança [sic] enferma e rezar por ela no Domingo de Pentecostes gerou especulações de que ele poderia ter realizado um exorcismo. O Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, pe. Federico Lombardi, SJ, esclareceu nesta terça-feira que o Santo Padre não realizou um exorcismo na ocasião. “O Santo Padre não pretendia realizar qualquer exorcismo”, disse pe. Lombardi. “Antes”, explicou, “como ele frequentemente faz com os doentes e sofredores que estão em seu caminho, ele pretendia simplesmente rezar por uma pessoa que sofre e que fora trazida diante dele”. Exorcismo é, em senso estrito, a “expulsão” de maus espíritos. O poder de exorcizar foi conferido por Jesus aos apóstolos, e entende-se que este poder passa aos bispos que são sucessores dos apóstolos e a seus padres colaboradores. Dito isso, a Igreja tem — por muitos séculos, acrescente-se — um ritual muito preciso de exorcismo: não há um reavivamento teatral de estilo evangélico, mas atenção cuidadosa e mesmo metódica e fiel seguimento das orações, gestos e uso de sacramentais prescritos, como a água benta e o crucifixo. O Pe. Bernd Hagenkord, SJ, esclarece:

CRA: Quem pode realizar exorcismos?

BHSJ: Embora todo sacerdote possa realizar exorcismos — de fato, há um exorcismo que é parte do Rito do Batismo, então os padres podem realizar exorcismos regularmente — a lei da Igreja requer que toda diocese tenha ao menos um exorcista especialmente formado, que saiba distinguir os sinais de possessão demoníaca das doenças mentais ou psíquicas. De fato, mesmo hoje, quando algumas vozes afirmam que a possessão demoníaca está numa crescente, o exorcismo permanece muito, muito raro. A vasta maioria dos casos investigados se revelam casos de doenças mentais.

CRA: Então, há um ritual prescrito: o exorcismo é um sacramento?

BHSJ: Não, o exorcismo indubitavelmente não é um sacramento.

CRA: E quanto ao gesto do Papa no domingo?

BHSJ: Bem, eu não estava lá, mas posso dizer que a “imposição de mãos” é uma prática antiquíssima. Ela remonta ao Antigo Testamento, onde podia significar a eleição de um herdeiro — pense em Isaac abençoando Jacó, ou ordenação — como quando Moisés ordenou Josué. Na tradição Cristã, ela permanece sendo um ato de benção, e é parte dos ritos de ordenação sacerdotal e episcopal. Ela tem o sentido de um ato de cura — espiritual, fundamentalmente, mas também de cura do corpo (há precedentes de milagres). Novamente, todavia, é algo comumente feito por um padre ou bispo — e “silenciosamente”, se preferir — sem espetáculo. O gesto em si também pode ser usado por pais ao abençoar seus filhos. – Pe. Bernd Hagenkord, SJ, é chefe da sessão alemã da Rádio Vaticano. Ele falou com Chris Altieri, da Rádio Vaticano.

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Veja o vídeo, com um “close” na face do enfermo, disponibilizado pelo canal do Padre Paulo Ricardo no Youtube:

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20 maio, 2013

“O Papa teria feito uma oração de libertação do demônio ou um verdadeiro e próprio exorcismo”.

Segundo alguns exorcistas questionados por TV2000, ontem, na Praça de São Pedro, Francisco teria feito um exorcismo em um rapaz.

Por Vatican Insider | Tradução: Fratres in Unum.com – Ao fim da missa de Pentecostes na Praça de São Pedro, ontem, o Papa Francisco, impondo as mãos sobre a cabeça de um enfermo, teria feito uma oração de libertação do demônio ou um verdadeiro e próprio exorcismo. Afirmam-no os exorcistas questionados pelo programa “Vade Retro” da TV2000, emissora da Conferência Episcopal Italiana.

O instante da oração pode ser visto aos 2:37:30.

Praça de São Pedro, próximo ao Arco delle Campane. A missa de Pentecostes acabara há poucos minutos. O Papa Francisco, como sempre, vai em direção aos doentes que assistiram à celebração. O Pontífice se aproxima de um rapaz. O sacerdote que o acompanha o apresenta a Francisco com algumas palavras que, pelo barulho, se perdem no ar. Mas a expressão de Francisco muda repentinamente. O Papa parece pensativo e concentrado, estende as mãos em direção ao jovem, rezando intensamente.

“Os exorcistas que viram as imagens não têm nenhuma dúvida: tratou-se de uma oração para libertar do Maligno ou de um verdadeiro exorcismo”, indicou TV2000. O próximo programa, de sexta-feira, será dedicado à “batalha do Papa Francisco contra o Diabo e suas seduções”.

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20 maio, 2013

Ao pé do ouvido.

Cidade do Vaticano (RV) – O Cardeal Arcebispo de Viena, Christoph Schoenborn, falando nos dias passados num encontro realizado na ‘Royal Albert Hall’, organizado pela anglicana ‘Holy Trinity Brompton Church’, revelou que ‘sinais’ especiais guiaram os Cardeais reunidos no Conclave na escolha de Bergoglio, segundo refere o site CatholicCulture.org.

Durante sua conferência, o Cardeal Schoenborn observou que somente a intercessão do Espírito Santo poderia explicar como o Conclave tenha orientado-se, em tão pouco tempo, na escolha do Cardeal de Buenos Aires, cujo nome não circulava nos prognósticos como de um ‘papável’. O purpurado austríaco, muito ligado ao predecessor do Papa Francisco, Bento XVI, (foi seu aluno em Ratisbona), disse estar certo que muitos Cardeais tenham recebido sinais que sugeriram a eles que Bergoglio era o escolhido.

“Nós fomos guiados pelo Espírito Santo em direção àquele homem que estava sentado no último canto da Capela Sistina: este homem é um escolhido” – disse o Cardeal -, indicando, em seguida, dois fortes sinais a nível pessoal que indicavam Bergoglio: “de um dos sinais posso falar – explicou -, do outro não, pois ocorreu no Conclave. Trataram-se de verdadeiros sinais, através os quais o Senhor me indicava: ‘É ele’”.

Uma das ‘indicações’ que o purpurado recebeu, fora do Conclave, ocorreu após a missa ‘Pro eligendo Pontifice‘, celebrada na Basílica de São Pedro na manhã de 12 de março: “encontrei um casal amigo de latino-americanos, fora da Basílica e lhes pedi: ‘Vocês tem o Espírito Santo, poderiam me dar um conselho para o Conclave que iniciará em poucas horas?’ A mulher então me sussurrou no ouvido: ‘Bergoglio’, esta é a indicação do Espírito Santo”.(JE)

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