31 julho, 2015

Sinos franceses vão repicar no dia 15, pedindo uma oração a Nossa Senhora pelos cristãos perseguidos.

A iniciativa partiu da diocese de Fréjus-Toulon, onde um dos bispos mais ativos do episcopado francês, Dominique Rey. convocou todos os fiéis diocesanos a uma oração pelos cristãos perseguidos no próximo dia 15 de agosto, festa da Assunção de Nossa Senhora aos céus. 

Por Cari Filii | Tradução: FratresInUnum.com Mas não se trata de uma convocação privada, mas pública, e, portanto, será reforçada com o toque dos sinos de todas as igrejas da diocese, com um chamado aos fiéis a que se reúnam diante delas para rezar por essa intenção.

“Não são seres desercarnados”, declarou Dom Rey ao lançar a convocação: “Estão a poucas horas de avião daqui, em países devastados. Chamam-se Samir, Sobhi, Tony, Petro, Boutros, Adib, Rima, Macha, Lama, Fadia, Rama. São homens, mulheres, crianças, anciãos. São rostos onde ocasionalmente vemos angústia, medo, tristeza, confiança, às vezes alegria e esperança. São soluços intermináveis ou gargalhadas infantis. São seres assinados física e moralmente. São seres infinitamente amados por Deus”.

“Bastaria um sinal, um firme chamado a todos os homens de boa vontade”, pediu o prelado: “Que no dia da Assunção, na França, os sinos de todas as nossas igrejas repiquem e os cristãos e todos os que o desejarem se reúnam para expressar seu apoio. Pela paz, com a única arma do amor nas mãos. Alguns minutos de recolhimento e silêncio”.

Pouco a pouco, dioceses se somaram à iniciativa, e assim o fizeram as diocese de Baiona, com seu combativo bispo Marc Aillet à frente, Gap, cujo titular é Jean-Michel di Falco, e – por último – Avignon, comandada por outro prelado sem respeito humano, Jean-Pierre Cattenoz.

Assim justificava Dom Cattenoz: “É importante não baixar os braços. Fazer tocar os sinos é uma bela forma de dar testemunho do que se vive nas igrejas. É assim que convidamos os cristãos, mas também a todas as pessoas de boa vontade, a se concentrar na rua por esse motivo”.

E por que o dia da Assunção?, questiona-se Dom Cattenoz: “Quando tudo vai mal, quando não se tem nada, voltamos à Virgem Maria. Dois bilhões de homens sobre a terra rezam a ela, não só os cristãos… Proponho a todos os fiéis que se concentrem nas igrejas que digam juntos a oração a Maria que derruba os muros”

Esta oração diz assim:

“Santíssima Mãe de Deus, dirigimo-nos a vós como Mãe da Igreja, mãe de todos os cristãos que sofrem e de todas as minorias perseguidas. Suplicamo-vos, por vossa ardente intercessão, que façais cair esse muro, os muros de nossos corações, e os muros que produzem ódio, violência, medo e indiferença, entre os homens e entre os povos.

Vós, que mediante vosso Fiat, esmagastes a serpente antiga, congregai-nos e uni-nos sob vosso manto virginal, protegei-nos de todo mal e abri para sempre em nossas vidas a porta da esperança.

“Fazei que nasça em nós e neste mundo a civilização do amor que pende da cruz e da ressurreição de vosso Divino Filho, Jesus Cristo, Nosso Salvador, que vive e reina pelos séculos dos séculos. Amém.

“Talvez, conclui Dom Cattenoz, alguns temam que este gesto seja considerado como uma provocação aos muçulmanos ou um atentado à laicidade. Mas não é nada disso: trata-se de um gesto de oração, de solidariedade, de paz e de fé. Cremos que pode ter um autêntico impacto”.

 

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30 julho, 2015

Ordenações do IBP em São Paulo.

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Por Manoel Gonzaga Castro* – FratresInUnum.com: O Instituto do Bom Pastor, através de dois de seus sites (aqui e aqui), confirmou que as próximas ordenações dos brasileiros do instituto ocorrerão em São Paulo, conforme antecipado com exclusividade por Fratres in Unum.

Essa confirmação responde às especulações a respeito do fato de os diáconos (Pedro Gubitoso e Tomás Parra) e de os subdiáconos (José Luiz Zucchi e Thiago Bonifácio) não terem sido ordenados sacerdotes e diáconos, respectivamente, no dia 27 de junho, na França: não há, portanto, qualquer preocupação por parte da Pontifícia Comissão Ecclesia Dei em relação à fidelidade dos ordenandos ao que Roma espera do instituto, mas o adiamento se deve a questões meramente circunstanciais.

Conforme o comunicado oficial do Bom Pastor, a cerimônia de ordenação dessas quatro vocações ocorrerá no dia 22 de agosto próximo, na Igreja São Paulo Apóstolo, localizada à Rua Tobias Barreto, 1320, às 9h30. O bispo ordenante será Dom Athanasius Schneider.

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29 julho, 2015

Francisco em Prato: em vez de paramentos, roupas para os pobres.

Prato (Rádio Vaticano) – Um ‘pedido’ todo especial partiu do Papa Francisco à cidade italiana de Prato, conhecida como uma das capitais têxteis da Europa. Segundo a Agência AGI, o Santo Padre sugeriu que os empreendedores que queriam lhe oferecer tecidos para os paramentos, em ocasião da sua visita de 10 de novembro, na Toscana, dessem um novo rumo à gentileza dos presentes: metros de tecido para confeccionar roupas que abrigassem os pobres do frio ou camisetas para estudantes de países tropicais.

O bispo de Prato, Dom Franco Agostinelli, já anunciou que a ideia de Francisco foi acolhida com entusiasmo. Inclusive as 270 empresas chinesas associadas à CNA (Confederação Nacional do Artesanato e da Pequena e Média Empresa) aderiram à iniciativa e poderão contribuir não somente com tecidos, mas com roupas já confeccionadas.

A economia de Prato, com pouco mais de 190 mil habitantes, gira em torno da produção têxtil desde a época medieval. E é próprio na cidade industrial toscana que o Papa Francisco começará o seu encontro com a Igreja italiana, que estará reunida em Florença para o Convênio Eclesial Nacional.

O dia é 10 de novembro e, logo cedo da manhã, às 8h15 (horário italiano), o Pontífice encontrará os trabalhadores e empreendedores de Prato, na praça central. Está previsto um discurso do Santo Padre aos presentes. O bispo Agostinelli declarou que “toda a diocese está em festa pelo evento que vai marcar a nossa história: realmente Pedro visitará a nossa igreja e nos confirmará na fé”.

Logo depois, o Papa Francisco seguirá para Florença, onde encontrará os mais de 2 mil participantes do V Convênio Eclesial da Igreja italiana, entre bispos, sacerdotes, religiosos e leigos, com o pronunciamento de mais um discurso. Na agenda do Santo Padre em Florença, também consta encontro com os doentes e almoço com os pobres. Durante a tarde do mesmo dia, o Pontífice presidirá a Santa Missa no Estádio Municipal ‘Artemio Franchi’.

29 julho, 2015

“Os bispos estão prontos para morrer para defender os cristãos da Síria”.

IHU – “Em poucos dias, se completará o segundo aniversário desde que, na Síria, o padre Paolo Dall’Oglio foi sequestrado”, disse o Papa Francisco durante o Ângelus no último domingo. “Dirijo um aflito e urgente apelo pela libertação desse estimado religioso. Não posso esquecer também os bispos ortodoxos sequestrados na Síria.”

A reportagem é de Pietro Vernizzi, publicada no sítio Il Sussidiario, 27-07-2015. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

O padre Dall’Oglio foi sequestrado no dia 29 de julho de 2013 por alguns extremistas próximos da Al-Qaeda. O jesuíta trabalhou na Síria de 1982 a 2011, quando foi expulso pelo presidente Assad, mas em 2013 decidiu voltar clandestinamente para a parte da Síria controlada pelos rebeldes.

Os dois bispos sírios sequestrados são Boulos Yazigi e Yohanna Ibrahim, e foram raptados entre os dias 22 e 23 de abril de 2013. Falamos a respeito com Gregório III Laham, patriarca siro-católico com sede em Damasco.

Eis a entrevista.

Que significado tem o apelo do Papa Francisco pelos três religiosos sequestrados?

Estamos muito gratos ao papa pelo seu contínuo compromisso em favor da paz na Síria, dos refugiados, dos requerentes de asilo, daqueles que atravessam o mar nos botes. Eu só posso compartilhar o apelo de Bergoglio em favor do padre Dall’Oglio, dos dois bispos sequestrados, um dos quais irmão do patriarca greco-ortodoxo Youhanna X, e dos muitos outros sacerdotes e leigos nas mãos dos sequestradores. Gostaria de lembrar também Antoine Boutros, sacerdote greco-melquita tomado como refém há dez dias. Esses sequestros são uma grande tragédia para todos nós e, por isso, agradecemos ao Senhor por todas as iniciativas de Sua Santidade. Muitas vezes, trata-se de pessoas que foram capturadas há anos, e das quais ninguém soube mais nada.

Por quem o padre Dall’Oglio e os dois bispos foram sequestrados?

Quem sabe? Pergunte a Obama e à CIA. Se eles são capazes de espionar Angela Merkel, também podem saber onde estão os religiosos sequestrados.

Que medidas de segurança o senhor toma quando vai à Síria?

Nunca tomei nenhuma medida de segurança nem mudei os meus programas. Estou sempre a serviço do meu povo. Normalmente, passo de dois a três dias no meu escritório em Beirute e de dois a três dias em Damasco, mas às vezes permaneço até 15 dias ou um mês seguido na Síria.

A situação para a Igreja na Síria é cada vez mais difícil. O que lhe dá a força para seguir em frente nessa situação?

Aos discípulos no Lago de Tiberíades, Jesus disse: “Coragem, sou eu, não tenham medo”. São João, na primeira carta, nos adverte: “A vitória que vence o mundo é a nossa fé”. A fé dos cristãos sírios é uma escola da qual eu mesmo nunca deixo de aprender. Não nos esqueçamos de que a Síria, junto com a Palestina, é o país que foi o berço do cristianismo. Tudo isso nos dá a paciência, a coragem e a força para suportar. No entanto, apesar de tudo isso, a cada dia os cristãos fogem da Síria, alguns pelo mar, e muitos até a pé até a Alemanha.

Aos cristãos sírios, você aconselha a ficarem na Síria ou a fugirem?

Nunca poderemos encorajar alguém a ir embora. Aos que têm a possibilidade, nós aconselhamos de permanecer naSíria, porque as lideranças da Igreja estarão com eles até o fim e morrerão com eles. Mas quando alguém decide partir, sob a própria responsabilidade, nós fazemos de tudo para ajudá-lo. Nestes dias, por exemplo, eu me encontro na Alemanha, onde estou tentando organizar a pastoral para os refugiados sírios.

A cúpula da Igreja está disposta a ficar ao lado pelos cristãos sírios até a morte?

Sim, já repetimos isso muitas vezes, mas também temos um grande desejo de permanecer vivos. Nós somos filhos de vida, estamos atravessando uma Via Sacra, mas também estamos a caminho rumo à Ressurreição. Como disse o Papa Francisco, “nunca deixem que a chama da fé e da esperança se apaguem nos corações”.

Mas, do ponto de vista puramente humano, existe alguma esperança de trazer a paz para a Síria?

Haveria uma esperança se a Rússia, a União Europeia e os Estados Unidos unissem as suas forças e chamassem à unidade o próprio mundo árabe, a fim de ter uma estratégia comum e combater o Isis. Em particular, eles devem apoiar, e não se enfileirar contra os governos da Síria e do Iraque.

Você acredita que Assad deve ser apoiado?

Se uma parte das potências mundiais ajuda Damasco, e uma parte, o Isis, não se chegará a resultado algum. A Síria e o Iraque, os dois Estados que mais sofrem por causa do Isis, devem ser ajudados com o máximo de empenho. Ajudar uma vez Damasco e uma vez os grupos rebeldes não é uma estratégia eficaz.

Por que não apoiar também os rebeldes moderados?

Na Síria, combatem 28 grupos rebeldes diferentes: estão divididos, fracos e incapazes. Quando o Ocidente lhes fornece dinheiro e armas, imediatamente eles vão acabar nas mãos dos grupos mais fortes, isto é, em última análise, oIsis.

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29 julho, 2015

A última descortesia de Bergoglio a Ratzinger: manda embora o seu médico particular.

Dispensado sem aviso prévio o médico pontifício que apoiou a canonização de Wojtyla. Antes disso, já havia mandado embora o chefe da Guarda Suíça.

Por Sergio Rame – Il Giornale | Tradução: FratresInUnum.com – Papa Francisco demitiu, sem nenhum aviso prévio, Patrizio Polisca, o cardiologista de confiança do papa emérito Bento XVI.

PapasVIIO episódio, ainda não oficializado, mas já publicado pelo sítio ItaliaOggi, poderia parecer insignificante, mas tem consequências politicas importantes dentro dos muros do Vaticano. Bergoglio, que desde os primeiros instantes mudou a direção do papado, fez saltar numerosas cabeças a fim de modificar radicalmente a linha apostólica. No entanto, algumas dessas parecem injustificadas aos olhos do próprio Ratzinger. E a demissão do protomédico, que desde julho de 2010 é também diretor dos Serviços de Saúde e Higiene do Estado da Cidade do Vaticano, é somente a última em termos cronológicos.

Foi no ano de 1986 que Renato Buzzonetti, o protomédico que cuidou do papa João Paulo II até o seu último momento, quis Polisca no Vaticano. Havia muito tempo era o seu braço direito. Tanto que desempenhou um papel central no processo de canonização de Wojtyla, presidindo a comissão científica que reconheceu como milagre a cura obtida invocando o papa polonês. No ItaliaOggi, Jasmine Foschi revela sem muito pesar as palavras que “o torpedeamento inesperado da parte de Bergoglio” deixa perplexo o papa Ratzinger, “tanto mais porque não parece haver um motivo para essa demissão”.

A demissão de Polisca não é certamente a primeiro intervenção de Begoglio sobre o “pessoal” da Santa Sé. Tão logo se tornou papa, ele mandou muitas pessoas embora. Em alguns casos, no entanto, a demissão parece ser imotivada. Um destes é o do Chefe da Guarda Suíça, o coronel Daniel Rudof Anrig, que Bergoglio demitiu (sem qualquer explicação) no fim de novembro de 2014.

“Decidi desse modo – ter-lhe-ia dito papa Francisco em audiência privada –, não tenho nenhuma intenção de motivar ou de retornar ao assunto”.

Até hoje não achou um novo trabalho. “Os mistérios daquela demissão – observa Foschi – pesam, lançando sobre o seu rico currículo sombras que parecem ter-se tornado obstáculos intransponíveis”.

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28 julho, 2015

Cardeal John Onaiyekan da Nigéria: posição da Igreja Católica sobre “casamento gay” é irreversível.

Por Premium Times | Tradução: FratresInUnum.com – Dom John Onaiyekan, arcebispo de Abuja [elevado ao cardinalato em 2012 por Bento XVI], afirmou neste domingo que a posição da Igreja na Nigéria contra o casamento gay é irrevogável.

Cardeal John Onaiyekan.

Cardeal John Onaiyekan.

O Cardeal Onaiyekan reiterou a posição da Igreja em uma conversa que a Agência de Notícias da Nigéria em Makurdi, em uma visita oficial àquela diocese.

Segundo ele, a Igreja Católica continuará a defender sua posição contra o casamento gay.

Ele lamentou que muitas pessoas por todo o mundo estejam aceitando o homossexualismo como norma, porém, insistiu que ele nunca poderá se tornar regra somente pelo fato de ser aceito por alguns.

“Lamentavelmente, estamos vivendo em um mundo onde essas coisas agora se tornaram totalmente aceitáveis, mas pelo fato de serem aceitas não significam que sejam certas”.

“A Igreja Católica se considera portadora da bandeira da verdade em um mundo que se permitiu ser tão gravemente enganado”, disse.

Ele declarou que a Igreja Católica era um dos poucos grupos religiosos por todo o mundo que mantiveram sua consistência contra a orientação sexual.

O clérigo descreveu a homossexualidade como contrária à vontade de Deus.

“Mesmo que as pessoas não gostem de nós por isso, nossa Igreja sempre afirmou que a homossexualidade é contrária à natureza e que o casamento existe entre um homem e uma mulher.

“Não há esse tipo de coisa como o casamento entre dois homens ou duas mulheres, o que quer que eles façam entre si não deveria ser chamado de casamento.

“Não há a mínima possibilidade da Igreja Católica mudar sua posição a este respeito”, afirmou.

27 julho, 2015

Será que o Papa mudará o Vaticano? Ou será que o Vaticano mudará o Papa?

IHU – Enquanto o Papa Francisco se prepara para visitar os EUA, a sua ênfase em servir aos pobres – em lugar de fazer valer a doutrina – tem inspirado alegria e ansiedade entre os católicos

O texto é do jornalista texano Robert Draper, publicado pela revista National Geographic, agosto de 2015. A tradução é de Isaque Gomes Correa.

Quando cerca de sete mil estranhos maravilhados o encontram pela primeira vez, ele ainda não é o papa – mas como uma crisálida agitando-se, algo surpreendente já está presente naquele homem. Dentro do estádio Luna Park, no centro de Buenos Aires, católicos e protestantes se reúnem para um evento ecumênico. Do palco, um pastor chama para se juntar aos demais o arcebispo da cidade, para que este lhes dirija algumas palavras. O público reage com surpresa, porque o homem que se encaminha ao palco andando a passos largos estava sentado na parte de trás o tempo todo, por horas, como se fosse uma pessoa qualquer. Não obstante um cardeal, ele não usa a tradicional cruz peitoral ao redor de seu pescoço, apenas uma batina preta e um blazer, parecendo-se com o simples sacerdote que foi décadas atrás. Está magro e já com certa idade avançada, com um semblante sombrio, e, neste momento, nove anos atrás, era difícil imaginar que um cidadão assim, despretensioso, seria um dia reconhecido em todos os cantos do mundo como uma figura brilhante e carismática.

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26 julho, 2015

Foto da semana.

papa

La Paz, 10 de julho de 2015: Após missa na nunciatura apostólica, Papa Francisco coloca sobre a imagem da Virgem de Copacabana, padroeira da Bolívia, a distinção Luis Espinal que recebeu do presidente Evo Morales. Nesta condecoração está a imagem de Cristo sobre a foice e o martelo, elaborada pelo falecido sacerdote jesuíta nos anos 70 e cuja réplica o mandatário obsequiou ao Santo Padre.

Comentando a respeito, o Pontífice declarou não ter se sentido ofendido com o presente — e, com o gesto, supõe-se que ele também crê que a Mãe de Deus não se ofende em receber o repasse da insígnia.

Na ocasião, rezou o Papa:

Recebe como obséquio do coração da Bolívia e de meu amor filial os símbolos do carinho e da proximidade que –em nome do Povo boliviano– me entregou o Senhor Presidente Evo Morales Ayma com afeto cordial e generoso, com motivo desta Viagem Apostólica, que confiei à tua intercessão. Eu te imploro que estes reconhecimentos, que deixo aqui na Bolívia aos teus pés, e que recordam a nobreza do voo do Condor nos céus dos Andes e o comemorado sacrifício do Pe. Luis Espinal, S.I. sejam emblemas do amor perene e da perseverante gratidão do Povo boliviano à tua forte ternura”.

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25 julho, 2015

Papa Francisco: promover aborto e eutanásia é comportamento dos mafiosos.

Vaticano, 25 de julho de 2015 – Por ACI/EWTN Noticias | Tradução: FratresInUnum.com – Em sua mensagem para a jornada que a Igreja da Inglaterra e País de Gales celebra neste domingo sobre o tema “Cultivar a vida, aceitar a morte”, o Papa Francisco denunciou a “falsa compaixão” por detrás da promoção da eutanásia e do aborto, e assegurou que quem promove estas práticas tem o comportamento dos mafiosos.

Os promotores do aborto e da eutanásia, observou, pensam: “há um problema, eliminemos isso”.

O texto também fala de outros atentados à vida como “a praga do aborto”, a desnutrição e o terrorismo.

Francisco assegurou que “não é progressista pretender resolver os problemas eliminando a vida humana”, pois esta é a forma de atuar “dos mafiosos: há um problema, eliminemo-lo”.

Pelo contrário, deve-se “cuidar da pessoa, sobretudo quando sofre, é frágil ou indefesa”.

O Santo Padre denunciou uma “eutanásia escondida” e destacou que “cada ancião, embora enfermo ou no fim de seus dias, leva em si o rosto de Cristo.

A vida humana é sempre “inviolável”, e “não há uma vida qualitativamente mais significativa que outra”, disse o Papa.

Francisco criticou que “o pensamento dominante propõe uma falsa compaixão, que considera “um ato de dignidade procurar a eutanásia”.

A opção da Igreja, notou, é “por aqueles que a sociedade descarta e elimina”. Entre eles, enfatizou, “há também as crianças por nascer, que são as mais indefesas e inocentes de todos, às quais hoje se quer negar a dignidade humana a fim de poder fazer o que se quer, tirando-lhes a vida e promovendo leis de modo que ninguém possa o impedir”.

O Papa advertiu que não é “uma conquista científica ‘produzir’ um filho, considerado como um direito, em vez de acolhê-lo como um dom; ou usar vidas humanas como objeto de laboratório para supostamente salvar outras”.

“A fidelidade ao Evangelho da vida às vezes requer escolhas valentes e contra a corrente que, em particulares circunstâncias, podem chegar à objeção de consciência”.

A defesa da vida, pontuou, não é “um problema religioso”, como pretendem alguns, mas “um problema científico, porque ali há uma vida humana”.

O aborto e a eutanásia tampouco são uma questão de modernidade, explicou, porque “no pensamento antigo e no pensamento moderno, a palavra matar significa o mesmo!”

“O grau de progresso de uma civilização se mede justamente pela capacidade de proteger a vida, sobretudo nas fases mais frágeis”, assinalou.

Francisco assegurou que “a praga do aborto é atentado à vida. É um atentado à vida deixar morrer nossos irmãos nas barcaças no canala da Sicília. É um atentado à vida a morte no trabalho, porque não se respeitam as mínimas condições de segurança. É um atentado à vida a morte por desnutrição. É um atentado à vida o terrorismo, a guerra, a violência; mas também o é a eutanásia. Amar a vida é sempre ocupar-se do outro, desejar o seu bem, guardar e respeitar a sua dignidade transcendente”.

Ao concluir sua mensagem à Igreja da Inglaterra e Gales, o Santo Padre impôs sua benção apostólica “a todas as pessoas que participam em um evento tão significativo e aos que trabalham, de diferentes modos, pela promoção da dignidade de toda pessoa humana desde o momento de sua concepção até sua morte natural”.

A mensagem foi enviada ao núncio apostólico na Grã-Bretanha, Dom Antonio Mennini, que a entregou ao bispo encerrado pela jornada, Dom John Sherrington, bispo auxiliar de Westminster, Inglaterra.

O tema escolhido para esta edição do Dia pela Vida se encontra no contexto da campanha de sensibilização organizada pelos bispos ingleses e galeses, com vistas ao debate e ao voto da Câmara dos Comuns acerca do projeto de lei sobre o suicídio assistido ou eutanásia previsto para o próximo dia 11 de setembro.

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25 julho, 2015

Só e unicamente de Cristo.

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“Na verdade, passaram reinos, povos, culturas, nações, ideologias, mas a Igreja, fundada sobre Cristo, permanece fiel ao depósito da fé, porque a Igreja não é dos Papas, dos Bispos, dos padres e nem mesmo dos fiéis; é só e unicamente de Cristo”.

Papa Francisco
Solenidade de São Pedro e São Paulo de 2015

Créditos: Rádio Vaticano

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