23 junho, 2014

Blog em recesso.

Estimados amigos, Ave Maria Puríssima! O Fratres in Unum entra em um pequeno recesso. Retornaremos, Deo volente, em agosto. Notícias importantes poderão ser publicadas a qualquer momento e a moderação dos comentários demorará mais do que o habitual.

29 julho, 2014

Enquanto islâmicos destroem igrejas em Mosul…

A sociedade laicista faz sua parte no Ocidente.

O que está acontecendo com as igrejas de Montreal? Quebec encontra novas maneiras de preservar seu patrimônio em uma época secular.

Por Graeme Hamilton – National Post | Tradução: Teresa Maria Freixinho – Fratres in Unum.com – MONTREAL — Aparelhos de pesos ocupam o espaço onde antes havia bancos de igreja, e os visitantes bebericam sucos verdes nutritivos, em vez do vinho da comunhão. Porém, apesar de sua transformação dramática em uma academia de ginástica privada e SPA, o outrora Santuário dominicano de São Judas, na Rua St. Denis, em Montreal, continua sendo um tipo de templo.

Quando o piedoso pai de Sonya Audrey Bonin soube que ela estava envolvida em um projeto para transformar uma igreja em academia de ginástica, a princípio, ele ficou horrorizado, mas “no final, ficou muito orgulhoso,” ela diz.

“Ele se torna quase uma religião para algumas pessoas,” disse Sonya Audrey Bonin, gerente geral da academia de ginástica Saint-Jude Espace Tonus, nesta semana. “Eu considero isso como fazer yoga, cuidar de si, cuidar do que você come, ter um estilo de vida saudável.” E em uma época secular, quando as pessoas estão mais propensas a frequentar a academia do que ir à missa no domingo de manhã, as instalações de luxo estão sendo elogiadas como modelo de preservação de prédios religiosos que constituem uma parte importante do patrimônio arquitetônico de Quebec.

A Igreja de Santo Eugênio é agora um centro comunitário.

O Conselho de Patrimônio Religioso de Quebec foi criado, em 1995, com fundos provinciais e com a missão de reparar as minguadas igrejas da província. As congregações em decadência pensavam que as paróquias estavam tendo dificuldade em pagar os reparos. Assim, o conselho identificou os prédios com o maior valor patrimonial e subsidiou a manutenção deles.

Porém, após 18 anos e $371 milhões investidos pelo governo, o conselho reconheceu que faz pouco sentido reparar prédios simplesmente para mantê-los de pé. Eles precisam ser ocupados, e as igrejas estão tendo bastante dificuldade em fazê-lo. “A questão mudou,” disse Denis Boucher, gerente de projetos do conselho de patrimônio. “Hoje em dia, falamos muito mais em encontrar usos para igrejas.” No passado, as verbas do conselho eram reservadas a igrejas ainda utilizadas como lugares de culto. No ano passado isso mudou, e agora o conselho pode ajudar organizações sem fins lucrativos, prefeituras e até mesmo proprietários particulares que estão tentando transformar igrejas antigas.

Quando o conselho fez um inventário, em 2003, identificou 2.751 igrejas na província, a grande maioria delas católicas. Desde então, cerca de 400 fecharam, e o Sr. Boucher disse que o ritmo está crescendo rapidamente. “Uma igreja fecha a cada semana. É um enorme fenômeno,” ele disse. “Todo mundo precisa fazer uma concessão, para que os prédios encontrem uma vida útil na sociedade e continuem transmitindo o seu significado histórico.”

Uma nova publicação do conselho de patrimônio ressalta exemplos em Montreal de “vidas úteis” encontradas para antigas igrejas, incluindo a academia de ginástica São Judas, que está sendo elogiada pelas “soluções arquitetônicas originais, que criaram um diálogo com o passado do local, e não separado dele.” Os arquitetos preservaram as paredes externas da igreja e a maior parte das janelas em arco, impedindo que se esqueça a antiga função do prédio. No bairro de Rosemont, em Montreal, a antiga Igreja de Santo Eugênio agora é um centro comunitário para novas unidades residenciais subsidiadas, construídas ao redor da igreja para cidadãos idosos. “A igreja continua desempenhando o seu papel de local de encontro,” escreveu o conselho de patrimônio.

St. Jude’s, acima, antes de sua transformação, e abaixo, depois dela.

Outra transformação bem-sucedida foi o Théatre Paradoxe no sudeste de Montreal, que assumiu a quase centenária Igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro depois que ela fechou, em 2009. Ao custo de $2,7 milhões, o projeto conservou o exterior da igreja e muito do seu interior, incluindo a madeira dos confessionários, que foi utilizada para fazer o bar. Mas agora a nave é o cenário de concertos e conferências, enquanto uma organização que ajuda alunos egressos a encontrar trabalho usa parte do prédio para treiná-los como técnicos de vídeo e palco. Embora espetáculos de danceterias tenham substituído os hinos dominicais, Gérald St-Georges, gerente geral do teatro, disse que há uma continuidade na nova finalidade do prédio. “Antigos paroquianos sentem orgulho de que a igreja tenha permanecido um local de encontro,” ele disse. “Ela está diretamente relacionado ao que acontecia antes.”

O impulso de preservar igrejas, atribuindo-lhes uma nova missão, encontrou um obstáculo com a chegada de Christian Lépine, arcebispo católico romano de Montreal, em 2012. Logo após sua nomeação, ele declarou uma moratória à venda de igrejas, por receio de que os fiéis perdessem sua igreja de bairro. Os projetos para instalar creches e centros comunitários em igrejas fechadas foram subitamente suspensos.

O Théatre Paradoxe de Montreal preservou grande parte do interior original, incluindo a madeira dos confessionários, que foi utilizada para fazer um bar.

Alain Walhin, assistente do vigário geral na arquidiocese de Montreal, disse que após dois anos na moratória, não há indícios de quando ela será levantada. Primeiro a arquidiocese quer identificar as necessidades de seus paroquianos e avaliar o estado de seus quase 200 prédios, ele disse. “Se levar três anos, quatro anos, esse é o tempo que levará,” ele disse.

Ele também insinuou que as pessoas têm sido muito precipitadas ao declarar que a Igreja Católica perdeu influência em Quebec. “É claro que há muitas igrejas para o número de pessoas que as frequentam, mas isso não é motivo para fechar tudo,” ele disse. “Sim, as pessoas não vão, mas isso não significa que elas nunca vão. Há altos e baixos. Isso não quer dizer que sempre haverá um declínio.” Ele deu o exemplo de uma antiga igreja franco-canadense em Montreal, que no ano passado foi transferida para o controle de uma congregação católica de origem africana e renomeada de Nossa Senhora da África.

28 julho, 2014

O ecumenismo de Francisco (II).

Um animado almoço de Francisco com seu amigo Traettino na Casa Santa Marta.

Um animado almoço de Francisco com seu amigo Traettino na Casa Santa Marta.

Um preâmbulo de Sandro Magister – tradução de Fratres in Unum.com – Quando vazou a notícia, confirmada pelo padre Federico Lombardi, que o Papa pretendia ir privadamente a Caserta para encontrar um amigo [Giovanni Traettino], pastor de uma comunidade evangélica local, o bispo da cidade, Giovanni D’Alise, ficou surpreso. Nada sabia de nada.

Ademais, o Papa havia programado esta visita relâmpago a Caserta justamente no dia da festa de Sant’ana, padroeira da cidade. Ao se verem marginalizados, houve entre os fiéis a ameaça de revolta. Foi necessária toda uma semana para convencer o Papa a mudar a programação e a dividir a viagem em duas partes: a primeira, sábado, 26 de julho, publicamente, aos fiéis de Caserta, e a segunda, de maneira privada, na segunda-feira seguinte, ao amigo evangélico.

[...]

[Em encontro com pastores evangélicos, Francisco] lhes disse ter tomado conhecimento, por sua amizade com o pastor Traettino, que a Igreja Católica, com sua presença imponente, obstaculiza demais o crescimento e o testemunho dessas comunidades [evangélicas]. E que, também por esse motivo, tinha pensado em visitar a comunidade pentecostal de Caserta: “para desculpar-se pelas dificuldades provocadas à comunidade”.

* * *

Papa pede perdão por perseguições dos católicos aos pentecostais.

Francisco foi a Caserta para se reunir com pastor que é seu amigo. A visita já foi qualificada como histórica.

G1 – O Papa Francisco pediu nesta segunda-feira (28) perdão pelas perseguições cometidas pelos católicos aos pentecostais, durante viagem à cidade de Caserta (no sul da Itália) onde se reuniu com seu amigo e pastor evangélico Giovanni Traettino.

A visita já foi qualificada como histórica, pois é a primeira vez que um Papa viaja do Vaticano para se encontrar com um pastor protestante.

“Entre as pessoas que perseguiram os pentecostais também houve católicos: eu sou o pastor dos católicos e peço perdão por aqueles irmãos e irmãs católicos que não compreenderam e foram tentados pelo diabo”, afirmou o pontífice.

Francisco esteve em Caserta, em 26 de julho, para celebrar uma missa em honra à padroeira Santa Ana diante de 200 mil católicos.

Desta vez Francisco retornou para se reunir com a comunidade de pentecostais da cidade ao norte de Nápoles e com 350 protestantes vindos de todas as partes do mundo. Ele pediu que os cristãos se unam na diversidade.

“O Espírito Santo cria diversidade na Igreja. A diversidade é bela, mas o próprio Espírito Santo também cria unidade, para que a Igreja esteja unida na diversidade: para usar uma palavra bonita, uma diversidade reconciliadora”, assinalou.

O Papa também pediu que os cristãos ajudem os mais fracos e os necessitados, e que caminhem ao lado de Deus.

“Não compreendo um cristão que está quieto, o cristão deve caminhar. Há cristãos que caminham ao lado de Jesus, mas em alguns momentos não caminham na presença de Jesus. Isto é porque são cristãos que confundem caminhar com andar, são errantes”, ponderou.

Após o ato, que durou cerca de hora e meia, o Papa almoçou com a comunidade, divulgou a Santa Sé em comunicado.

Francisco saiu esta manhã de helicóptero da Cidade do Vaticano e aterrissou em Caserta às 10h15 (05h15 de Brasília), no heliporto da Escola de Suboficiais da Aeronáutica Militar italiana no Palácio Real de Caserta e seguiu de carro até a casa do pastor.

Após esta conversa privada, os dois religiosos foram de carro à igreja evangélica da reconciliação de Caserta, onde alguns fiéis curiosos aguardavam a chegada do papa.

Francisco os cumprimentou antes de entrar na igreja, onde a reunião aconteceu longe das câmeras.

* * *

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O ecumenismo de Francisco.

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28 julho, 2014

Dom Cláudio Hummes: “Apenas sou amigo do Papa. E já basta”.

“Se a Igreja encontrar razões, pode ser que reveja [a proibição de ordenar mulheres]. Mas a questão do celibato obrigatório é muito mais simples, pois sempre existiram padres casados”.

Da esquerda para a direita: frei Betto, Lula e Cardeal Hummes.

Da esquerda para a direita: frei Betto, Lula e Cardeal Hummes.

Por Zero Hora – Auri Afonso virou Cláudio aos 18 anos, ao ingressar na Ordem Franciscana dos Frades Menores, numa época em que a mudança de nome era obrigatória e simbolizava uma página virada. Mas o rascunho da carreira religiosa do gaúcho, que chegaria a ser um dos favoritos à sucessão do papa João Paulo II, havia começado a ser escrito muito antes. Precocemente, aos nove anos, quando ele descobriu a vocação ao ser conquistado pelas vestes de um franciscano.

No ano passado, quando o mundo se surpreendeu com o anúncio do primeiro papa latino-americano, dom Cláudio Hummes apareceu sorrindo ao lado do argentino Jorge Bergoglio, um jesuíta que, inspirado pelo cardeal brasileiro, escolheu justamente se chamar Francisco. Arcebispo emérito de São Paulo, Hummes foi apontado como o principal articulador da eleição de Bergoglio.

Prestes a completar 80 anos, Hummes faz nesta entrevista uma avaliação positiva do pontificado de Francisco, com quem troca cartas e se reúne quando viaja a Roma. Fala sobre temas polêmicos como celibato, pedofilia e casamento gay e diz confiar que o Papa fará reformas necessárias na Igreja, mas pede paciência.

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27 julho, 2014

Começa a misericordiosa colheita dos frutos da visitação apostólica em Ciudad del Este.

Ordenada diretamente por Francisco, a medida faz a primeira vítima da misericordiosa visitação apostólica: o seminário. Há 9 anos, quando Dom Livieres assumiu, havia menos de duas dezenas de padres diocesanos. Hoje são 70. A diocese enviava suas vocações ao progressista seminário nacional de Assuncion. Hoje, tem um seminário próprio, cujo número de seminaristas chega a 200, que, inclusive, escreveram ao Papa pedindo que mantivesse o trabalho do seminário tal como está sendo feito. Mas não há misericórdia para eles: a decisão vem sumariamente, menos de uma semana após o fim da visitação.

Sobre o sacerdote acusado de abusos citado na matéria, evidente que será usado como subterfúgio para toda e qualquer decisão arbitrária tomada contra a Diocese. Se a diocese cometeu a imprudência de acolhê-lo, não lhe foi dispensada, por outro lado, a misericórdia concedida a Mons. Rica, cujos pecados passados foram justificados publicamente por Francisco no vôo que o levava de volta a Roma depois da JMJ…

No caso paraguaio, a questão deve ser refeita: quem sou eu para NÃO julgar?

——

Suspensas ordenações sacerdotais em seminários de Ciudad del Este

Assunção (RV) – O enviado do Santo Padre ao Paraguai, Cardeal Santos Abril y Castello, anunciou neste sábado, 26, a suspensão das ordenações sacerdotais no Seminário da Diocese de Ciudad Del Este. Na coletiva de imprensa realizada na sede da Nunciatura Apostólica em Assunção, o cardeal espanhol declarou que a medida foi tomada pelo Papa, acrescentando desconhecer até quando deverá vigorar.

Devido às denúncias de abuso por parte de um sacerdote argentino, Dom Abril y Castello, acompanhado pelo Bispo Auxiliar de Montevidéu, Dom Milton Luis Tróccoli Cebelio, foi enviado ao Paraguai em “missão eclesial e pacificadora”. Após uma semana no país sul-americano, não quis comentar os resultados de sua investigação na diocese. “Não vou dizer nada sobre as conclusões porque é evidente que primeiro devo informar o Santo Padre, pois é ele que nos envia”, afirmou o Cardeal, que é o Presidente da Comissão Cardinalícia de Vigilância do Instituto para as Obras de Religião.

“A missão que me trouxe aqui foi a de recolher elementos úteis para que o Papa possa avaliar a situação concreta da Diocese de Ciudad del Este”, observou o Cardeal, que entrevistou religiosos e leigos para completar seu relatório. (JE)

26 julho, 2014

Foto da semana.

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Crianças cristãs dormem em paróquia de Telkiff, que acolheu os últimos cristãos foragidos de Mossul (Iraque). Fonte: Aleteia.

25 julho, 2014

1º de agosto, dia de Oração pelos Cristãos perseguidos no Iraque, Síria e Oriente Médio.

A letra Nun, no alfabeto arábico, equivalente ao nosso "N", é usada pelos maometanos para designar os cristãos como "Nazarenos". O símbolo é pintado em casas e estabelecimentos de cristãos para que fiquem marcados e sofram as consequências cruéis por manterem sua Fé.

A letra Nun, no alfabeto árabe, equivalente ao nosso “N”, é usada pelos maometanos para designar os Cristãos como “Nazarenos”. O símbolo é pintado em casas e estabelecimentos de Cristãos para que fiquem marcados e sofram as consequências cruéis por manterem sua Fé.

Sexta-feira, 1º de agosto de 2014. Esta foi a data escolhida pela Fraternidade Sacerdotal São Pedro (FSSP) para ser o dia mundial de Adoração Pública a Nosso Senhor Jesus Cristo no Santíssimo Sacramento em súplica por nossos irmãos perseguidos no Iraque, Síria e Oriente Médio:

A Fraternidade Sacerdotal de São Pedro pede a todos os seus apostolados no mundo inteiro que dediquem o dia 1º de agosto, uma sexta-feira, à oração e penitência pelos cristãos que estão sofrendo uma terrível perseguição no Iraque, na Síria e em outros lugares no Oriente Médio.

O dia 1º de agosto cai numa Primeira Sexta-Feira do mês e é a Festa de São Pedro em Cadeias, que é celebrada como Festa de Terceira Classe nas casas e apostolados da FSSP. É a festa em que lemos sobre o grande poder da oração perseverante dos membros da Igreja: “Pedro estava assim encerrado na prisão. Mas a Igreja orava sem cessar por ele a Deus.” (Atos 12:5)

Essa festa de nosso Patrono deve ser um convite aos fiéis, para que se unam a nós em Horas Santas e outras orações adequadas para implorar à Santíssima Trindade que esses membros do Corpo Místico possam perseverar na fé, e que, como São Pedro, possam ser libertos dessa terrível perseguição. Que esse dia nos faça lembrar do forte contraste que existe entre os nossos dias de férias e comodidade e da luta diária deles pela sobrevivência, uma vez que eles estão sendo assassinados ou exilados de seus lares. (Fonte)

Tomamos a liberdade de conclamar  nossos leitores a se unirem a esta feliz e necessária iniciativa da FSSP, através de Missas (celebradas especificamente com este propósito pelos sacerdotes que nos lêem, ou assistidas devotamente pelos leigos), horas santas, confissões, jejuns, etc, nessa intenção. Especialmente por se tratar da Primeira Sexta-feira do Mês, dia dedicado ao Sacratíssimo Coração de Jesus, recorramos à Fonte de Misericórdia em favor de nossos irmãos do Oriente.

Créditos: Rorate-Caeli

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24 julho, 2014

Sudanesa condenada à morte por se casar com cristão é recebida pelo Papa no Vaticano.

Meriam Ibrahim foi libertada depois de seu caso gerar repercussão internacional

O Globo – CARTUM – Condenada à morte por se casar com um cristão, a sudanesa Meriam Ibrahim pode, enfim, sentir-se segura. Em maio deste ano, ela recebeu a pena capital após ser acusada de apostasia (abandono à religião) por ter deixado a fé islâmica. Em seguida, foi libertada, mas impedida de deixar o Sudão. Nesta quinta, finalmente, Meriam foi levada à Itália e recebida pelo primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi. Ela e se encontrou com o Papa Francisco na Casa Santa Marta, no Vaticano.

Papa Francisco expressou “sua gratidão e alegria” pela chegada da sudanesa - L’Osservatore Romano / AP

Papa Francisco expressou “sua gratidão e alegria” pela chegada da sudanesa – L’Osservatore Romano / AP

Mãe de uma criança de 2 anos, Meriam estava grávida quando recebeu sua sentença. Ela foi obrigada a dar à luz na cadeia. Nesta quinta, a sudanesa de 27 anos chegou ao aeroporto Ciampino de Roma acompanhada de sua família e do vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, Lapo Pistelli, que foi ao Sudão para buscá-la na quarta-feira. Ela foi liberada após intensas negociações diplomáticas do governo italiano, e o Vaticano encerrou um calvário que durou quase um ano.

“Hoje estamos felizes, este é um dia de celebração”, disse Renzi enquanto cumprimentava Ibrahim e sua família, ao lado de sua esposa Agnese.

Pistelli conheceu Ibrahim há duas semanas na Embaixada dos EUA em Cartum, onde ela e sua família se refugiaram depois de uma tentativa frustrada de ir para os EUA.

A sudanesa disse que seu passaporte só foi devolvido a ela na embaixada na quarta-feira à tarde e, então, ela foi informada de que poderia sair com seus filhos. “Enquanto estávamos fazendo os procedimentos finais ela nem sabia se ela iria poder ir”, disse Pistelli, que deixou a Itália na quarta-feira à noite para buscar Ibrahim. Segundo o vice-ministro, ela e seus dois filhos estão em excelente saúde.

Lapo Pistelli disse que o papa Francisco havia expressado “sua gratidão e alegria” quando soube que Ibrahim tinha chegado. Ela será transferida para os EUA em alguns dias.

A prisão de Ibrahim e a sentença de morte foram criticadas pela comunidade internacional. Libertada por pressões externas, ela foi novamente detida ao tentar deixar o Sudão. A mulher chegou a dar à luz algemada em uma cela em Cartum em maio. Os casamentos que misturam duas fés não são reconhecidos no país. Ibrahim foi denunciada pelo próprio pai. No entanto, ela insistiu que foi criada na fé cristã por sua mãe, ortodoxa etíope, depois que seu pai as deixou quando ela era uma criança.

Lideranças estrangeiras demonstraram preocupação com o caso. John Kerry, secretário de Estado americano, pediu a revogação das leis que proíbem a conversão de muçulmanos para outras religiões, enquanto grupos de direitos humanos pediam a libertação de Meriam. Em junho, o Supremo Tribunal do Sudão suspendeu a sentença de morte.

Tentativa anterior de Ibrahim deixar o país com seu marido Daniel Wani, um cidadão americano, foi impedida pelas autoridades, dias depois de sua libertação da prisão, sob a alegação de estar com documentos “falsos”. Ibrahim negou a afirmação.

Grupos de direitos humanos aplaudiram a notícia de que Ibrahim tinha finalmente sido permitida de deixar o Sudão, mas destacaram que a repressão aos cristãos no país norte-africano continua.

A diretora Olivia Warham da Waging Peace, ONG do Reino Unido que luta contra o genocídio e violações sistemáticas dos direitos humanos no Sudão, disse que milhões de cristãos sudaneses enfrentaram brutalidade diária e limpeza étnica do regime sudanês.

“Três anos atrás, o presidente Omar al-Bashir deixou claro que não haveria espaço para os não-muçulmanos no Sudão islâmico. Ele tem honrado sua palavra, esmagando os dissidentes e matando sistematicamente as minorias étnicas e religiosas. Bombardeios aéreos comuns pelas forças armadas sudanesas destroem comunidades e hospitais cristãos, forçando as pessoas a fugir de suas áreas para esconder nas montanhas de Nuba”, afirmou. Para Warham, é chocante que a ideologia de eliminação do presidente provoca somente ocasionais palavras de pesar da comunidade internacional, quando sanções inteligentes deveriam ser impostas aos arquitetos dessas atrocidades.

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24 julho, 2014

Editorial de importante jornal quebra o silêncio da mídia: Por que a conspiração global de silêncio a respeito da perseguição de Cristãos no Iraque?

Por Rorate-Caeli | Tradução: Teresa Maria Freixinho – Fratres in Unum.com: Para grande honra do Le Figaro, de longe o maior e mais antigo diário de notícias francês, nesta quarta-feira ele se tornou o primeiro grande jornal internacional a publicar em sua primeira página, e como principal manchete, a perseguição dos cristãos no Iraque: “O Calvário dos Cristãos do Iraque”.

Também em sua capa, o principal editorial era “Silence, on persécute!” (Silêncio, estamos perseguindo!), uma acusação direta terrível aos cúmplices desse genocídio, aqueles que estão em silêncio em todo o Ocidente, a começar pelos meios de comunicação, uma opinião pública sempre propensa a manifestações (mas não desta vez!) e, de modo particular, os governos das nações cujas populações são na maioria cristãos ao menos de nome.

LE FIGARO – Editorial

por Étienne de Montety

Silêncio, Estamos Perseguindo!

O Estado Islâmico declarou  guerra aos cristãos de Mosul. Instados a deixarem o “Califado” ou se sujeitarem ao pagamento de imposto de “Infiel”, destinados à vingança popular por esse “N” – como em “Nazareno” – inscrito em suas casas, os discípulos de Jesus Cristo, transformados em cidadãos de segunda classe, em breve não terão outra escolha a não ser se “converterem” ou perecerem pela espada…

A intolerância não está mais escondida. Ela é reivindicada pelo chefe Abu Bakr al-Baghdadi, que se faz chamar de Ibrahim. Uma ironia sinistra: Ibrahim é o nome árabe de Abraão, o pai dos crentes, que veio do Iraque, sob cujo nome os muçulmanos e cristãos da região deveriam se reunir e viver em paz.

Os cristãos do Iraque eram 1 milhão antes da intervenção americana. Atualmente eles não passam de 400.000. A cada onda de humilhações, violência, perseguições, eles percorrem o caminho do êxodo. Um desses exilados, Joseph Fadelle, contou, em um livro, “O Preço a Pagar” (Le Prix à payer), a respeito do destino terrível reservado a seus correligionários por muitos anos. Com a instalação do “Califado”, a ameaça agora é clara: olhem o inimigo, cristandade!

Certamente, vozes importantes se elevam em indignação: há meses o Papa Francisco soou o alarme e assegurou sua compaixão a seus irmãos. O Secretário Geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, acaba de condenar um “crime contra a humanidade.” Agências internacionais estão preocupadas e elevam o seu tom. E aí? A opinião pública europeia, tão ávida para mobilizações, petições, manifestações de todo tipo… E neste caso, nada! Silêncio, estamos perseguindo!

Permaneceremos surdos por mais tempo?

Será que terá que acontecer um massacre fora das férias de verão para nos mexermos? Após o Tour de France? Antes das grandes multidões de férias? Diante da aterrorizante procissão de horrores, expulsões, assassinatos em Mosul, exibiremos apenas a nossa indiferença? Cristãos ou não cristãos, continuaremos surdos por quanto tempo ainda diante dessas terríveis palavras do Evangelho ressoando em todo mundo: “Se eles permaneceram em silêncio, as pedras gritarão!

 

 

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24 julho, 2014

Summorum Pontificum no Brasil: Nova capela do IBP em Brasília.

Escreve o leitor Cleber Lourenço:

13 de julho de 2014: Dom José Aparecido, bispo auxiliar de Brasília, abençoa a nova capela do IBP na capital federal.

13 de julho de 2014: Dom José Aparecido, bispo auxiliar de Brasília, abençoa a nova capela do IBP na capital federal.

Salve Maria!

Em Brasília, Capital Federal, com a graça de Deus e o resultado do frutuoso apostolado do Pe. Daniel Pinheiro, IBP, e claro, o apoio de Arcebispo D. Sérgio da Rocha, agora também contamos com uma igreja construída segundo a arquitetura tradicional, Barroca, a Capela de Nossa Senhora das Dores, que conta inclusive com bênção do bispo auxiliar de Brasília.

Segue link com imagens da capela que ainda está em obras.

Está disponível no site também a homilia do Pe. Daniel sobre a arquitetura Sacra Católica Tradicional.

Salve Maria!

Cleber

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23 julho, 2014

Summorum Pontificum no Brasil: Santa Missa na Catedral de Santo Amaro, SP.

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