24 abril, 2014

Comissão retira ‘gênero’ do PNE e cita ‘ditadura gay’.

Terra - terça-feira, 22 de abril de 2014 - Após ser alvo de polêmica, deputados retiraram a questão de gênero do Plano Nacional de Educação (PNE). O PNE começou a ser votado nesta terça-feira na comissão especial da Câmara dos Deputados formada para analisar o texto. A comissão aprovou o relatório do deputado Angelo Vanhoni (PT-PR), salvos os destaques. A questão de gênero foi suprimida no primeiro destaque votado. Ainda serão analisados sete destaques [num dos quais a questão de gênero voltará a ser apreciada]. A intenção é que a votação seja concluída em sessão prevista para quarta-feira [e na quarta, decidiu-se que a votação será realizada em 6 de maio próximo] .

Para os deputados que argumentaram a favor da alteração, as formas de preconceito estão contempladas no texto, e colocar a questão de gênero e orientação sexual vai favorecer o que chamaram de “ditadura gay”. Outros parlamentares consideraram a retirada da questão de gênero um retrocesso. “A escola, mais que outro lugar, não pode ser surda e muda e reproduzir os preconceitos da sociedade”, defendeu a deputada Fátima Bezerra (PT-RN).

O PNE estabelece metas para a educação a serem cumpridas em um período de dez anos. Entre as diretrizes, estão a erradicação do analfabetismo e a universalização do atendimento escolar. O plano também destina 10% do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país) para a educação – atualmente são investidos no setor 5,3% do PIB brasileiro.

O destaque aprovado nesta terça-feira modifica o trecho do plano que diz: “São diretrizes do PNE a superação das desigualdades educacionais, com ênfase na promoção da igualdade racial, regional, de gênero e de orientação sexual”, retomando o texto do Senado, que fala apenas em “erradicação de todas as formas de discriminação”.

Dos 26 deputados presentes, 11 votaram contra o destaque. O plenário estava lotado, com representantes de estudantes, de movimentos sociais, de entidades ligadas à educação e de grupos religiosos. A alteração causou aplausos e vaias. Dirigindo-se aos estudantes, que pediam a manutenção da discriminação dos grupos no PNE, o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) levantou uma folha de papel na qual estava escrito: “volta para o zoológico”.

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24 abril, 2014

Desmentidos que confirmam e esclarecimentos que confundem.

A chamada do Papa – esclarecimento Vaticano

Por Andrés Beltramo Alvaréz | Tradução: Fratres in Unum.com – Depois da polêmica das últimas horas sobre a chamada telefônica do Papa à senhora Jaqueline Lisbona, da cidade de San Lorenzo, em Santa Fé, Argentina, o diretor da sala de imprensa do Vaticano acaba de emitir a seguinte comunicação, que reproduzimos aqui na íntegra. É importante esclarecer que a doutrina da Igreja Católica em matéria da comunhão não mudou.

Evidentemente, era necessário um esclarecimento da parte da Santa Sé. Talvez poderia ter chegado antes. Considero, por outro lado, infeliz a passagem que pretende culpar os jornalistas, que só fazem o seu trabalho, pela confusão. Não somos ingênuos, sempre haverá quem busque levar “água para o seu moinho” e manipular a situação para favorecer certa agenda. Porém, o passado recente deixou bastante claro o quão negativo pode ser para a Igreja apontar o dedo contra toda a imprensa, sem distinguir nem considerar matizes. Os resultados deste exercício nunca foram bons.

É também relevante observar que a declaração não desmentiu a chamada do pontífice. Só fala genericamente de colóquios pessoais. Seria mais simples negar de maneira clara o telefonema. Mas se não o fez, é por algo. Isso para quem, com boa vontade, tinha duvidado abertamente da veracidade do relato de Lisbona. Dito isso, eis a declaração completa.

* * *

Declaração do Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé

No âmbito das relações pessoais pastorais do Papa Francisco houve diversas chamadas telefônicas.

Como não se trata, absolutamente, da atividade pública do Papa, não há que se esperar informações ou comentários por parte da Sala de Imprensa.

As notícias difundidas sobre essa matéria — já que estão fora do âmbito próprio das relações pessoais — e sua amplificação midiática não têm, portanto, confirmação alguma de confiabilidade e são fonte de mal-entendido e confusão.

Portanto, há de se evitar deduzir desta circunstância consequências relativas ao ensinamento da Igreja.

23 abril, 2014

Telefonema do Papa reacende debate sobre comunhão para divorciados recasados.

Por Andrés Beltramo Álvarez | Tradução: Fratres in Unum.com - “Há padres que são mais papistas do que o Papa.” Uma frase fixa como qualquer outra. Só que dessa vez os lábios que a proferiram foram os do próprio Francisco, durante uma conversa com a conterrânea argentina, Jakelina Lisbona. Uma mulher que se casou com um homem divorciado. Bergoglio a aconselhou a receber a Comunhão independentemente de sua situação pessoal. Esse pequeno detalhe acabou virando uma notícia que percorreu meio mundo.

“O Papa assegura que não á mal algum em uma pessoa divorciada receber a Comunhão”. Este é o título que tem dado o que falar na mídia nas últimas poucas horas. Porém, ela é uma má interpretação, porque a pessoa com quem o Papa falou não era divorciada como originalmente se acreditava.

“Não sou eu a divorciada,” disse uma das protagonistas nesta história em entrevista à estação de rádio de Buenos Aires La Red Am910. Lisbona disse que era seu marido, Julio Zabeta, que era divorciado, mas ela nunca se casou na Igreja. Os dois estão unidos em matrimônio civil há dezenove anos e têm duas filhas.

“Costumávamos ir à missa, não todos os dias [de preceito]. Aqui em casa, rezamos todas as noites, sempre nos voltamos para Deus; quando alguém está em situação de dificuldade Deus é o primeiro a quem recorremos. Escrevi a carta espontaneamente. Escrevi-lhe porque ele é argentino, ele ouve as pessoas e eu acredito em milagres,” ela disse.

A mulher disse também que tentou receber a Comunhão novamente no ano passado, mas o pároco não apenas aparentemente disse que ele não poderia lhe dar a Comunhão; ele disse que ela também não poderia ter acesso ao sacramento da Confissão. “[Eles me disseram que] quando eu fosse para casa, eu retornaria a vida de pecado,” ela acrescentou.

A mulher finalmente decidiu escrever ao Papa Francisco para explicar-lhe a sua situação. A carta foi enviada em setembro do ano passado.

“O telefone tocou e meu marido atendeu. Era o Padre Bergoglio chamando. O padre pediu para falar comigo e meu marido perguntou: ‘Quem está falando?’, ao que a voz respondeu dizendo que era o padre Bergoglio’. Perguntei-lhe se era realmente ele, o Papa, e ele disse que sim e que ele estava chamando em resposta à minha carta datada de setembro,” ele explicou.

Lisbona não queria dar muitos detalhes durante a entrevista de rádio, mas ela revelou o conselho que aparentemente Francisco lhe deu, ou seja, de que ela poderia se aproximar da Comunhão. “Esse assunto recebeu muita atenção pública. Ele me disse para receber a Comunhão em uma paróquia diferente, mas agora eu não posso ir a lugar algum.”

Ela também revelou um fato interessante: O padre que aparentemente se recusou a lhe dar a Comunhão não exerce mais o seu ministério. Ele pediu dispensa de suas obrigações como sacerdote para se casar.

De acordo com a mulher, o Papa Francisco disse também que ele está “tratando do assunto” dos divorciados recasados; uma referência clara às duas próximas assembleias sobre desafios pastorais da família, que o Sínodo dos Bispos deve realizar em 2014 e 2015. “Ele disse que minha carta o ajudou a tratar dessa questão,” ela acrescentou.

“Depois ele me disse que há alguns padres que são mais papistas do que o Papa. Ele se comportou de maneira completamente normal comigo ao telefone e eu tentei lhe falar com o máximo de respeito. Agora estou arrasada com o enorme efeito que esta história está surtindo e sinto-me comovida pelo fato de ter falado com Francisco. Eu lhe disse que escreveria novamente quando recebesse a Comunhão,” ela disse.

A Santa Sé não deseja comentar se Bergoglio realmente telefonou ou não para Jakelina Lisbona. Porém, ela também não negou a notícia. No que tange a sala de imprensa do Vaticano, a comunicação do Papa foi privada e, portanto, não há comentário a ser feito.

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23 abril, 2014

Cardeal hondurenho relata oposição a papa Francisco na Cúria Romana

Folha de São Paulo – O cardeal hondurenho Oscar Rodríguez Maradiaga afirma que papa Francisco tem enfrentado oposição em Roma por conta das reformas que se propôs a fazer em seu pontificado.

Segundo uma revista católica americana, Maradiaga relatou as críticas de setores conservadores em discurso para padres da Ordem dos Frades Menores, na Flórida, declarando que “Francisco está construindo um novo jeito de ser Igreja, mas o seu caminho –semelhante ao de São Francisco de Assis para reparar a Igreja no século 13– está encontrando dificuldades na Cúria Romana”.

“Temos que estar preparados, já que essa belíssima, mas estranha popularidade [de Francisco] está causando proselitismo, mas [temos que] igualmente encarar a oposição não somente na velha Cúria, mas também com qualquer um que não queira perder privilégios”, disse o cardeal, amigo próximo do pontífice.

Maradiaga afirmou que expressões como “o que quer esse pequeno argentino?” e “cometemos um erro” estão começando a ser escutadas em Roma. O cardeal foi encarregado por Francisco para ser o coordenador do Conselho dos Cardeais, que tem a missão de “estudar um projeto de reforma da Cúria”.

O discurso foi realizado no dia 8 de abril e divulgado agora pela revista “National Catholic Reporter”. Quem passou as informações para a publicação foi o padre americano Thomas Washburn, que é secretário-executivo da English Speaking Conference –entidade que representa os frades da Ordem nos Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, Irlanda, Lituânia e Malta– e que foi um dos organizadores do evento.

23 abril, 2014

Recordando Martini.

Segundo o porta-voz da Sala de Imprensa da Santa Sé, Padre Federico Lombardi, ‹‹ o Papa Francisco qualificou o Padre Martini como um homem de discernimento e de paz, um profeta e homem de paz; como aquele que ajudou muito a entender a relação fé-justiça. O Papa encorajou, naturalmente, a Fundação na sua actividade, referindo o dever dos filhos de recordar os pais: aí estamos na ordem espiritual e eclesial, mas qualificou Martini como um “pai” na Igreja, pai para a sua diocese, pai para inúmeras pessoas. Recordou que também “nós, no fim do mundo – disse –, recebemos dele uma grande contribuição pelo conhecimento bíblico, mas também justamente pela espiritualidade e vida de fé, alimentada pela Palavra de Deus ››.

Ainda de acordo com o Papa Francisco, “recordar o Cardeal Martini é um ato de justiça”. É o que faz a matéria abaixo, do El País, de Buenos Aires – 10 de abril de 2014 (créditos: Secretum Meum Mihi).

La Nación Abr-10-2014 03

Traduzimos alguns excertos:

“Era um homem de Deus, mas não era necessário fazê-lo santo. Deveria ter se aposentado antes” [...] Martini foi uma das 114 testemunhas escutadas durante o processo de canonização de Karol Wojtyla (1920-2005), que será proclamado santo em tempo recorde, há tão somente nove anos de sua morte. [...] Em seu testemunho durante o processo, de fato, Martini assinalava algumas “limitações” em ações e decisões do papa polonês. Entre elas, algumas nomeações “não muito felizes” de colaboradores, especialmente nos últimos tempos; excessivo apoio aos movimentos, “relevando de fato as igrejas locais”; imprudência ao se colocar “no centro das atenções — especialmente nas viagens — com o resultado de que o povo o percebia como o bispo do mundo e ficava obscurecido o papel da Igreja local e do bispo”.  [...] “Não quis enfatizar mais do que devido a necessidade de sua canonização, porque me parece que basta o testemunho histórico de sua dedicação séria à Igreja e a serviço das almas”, indicou Martini ao dar seu testemunho na causa.

[...] Martini não é o único que teve reservas sobre a canonização de João Paulo II, o reconhecimento de santidade mais rápido da época moderna, já que Pio X foi proclamado santo por Pio XII em 1954, 40 anos após sua morte, e João XXIII será proclamado santo em 27 de abril próximo, juntamente com João Paulo II, 50 anos após sua morte. “Este processo está avançando muito rápido, a santidade não precisa de caminhos preferenciais”, apontou o cardeal belga Godfried Danneels.

22 abril, 2014

O exemplo da Suécia.

Um país totalmente contaminado pela ideologia de gênero

Por Padre Luiz Carlos Lodi da Cruz

O Projeto de Lei 8035/2010, que aprova o Plano Nacional de Educação (PNE) para o decênio 2011-2020, trazia termos próprios da ideologia de gênero: “igualdade de gênero e de orientação sexual”, “preconceito e discriminação por orientação sexual ou identidade de gênero”. O Senado Federal, porém, em dezembro de 2013, aprovou um substitutivo (PLC 103/2012) que eliminou toda essa linguagem ideológica. De volta à Câmara, o projeto agora enfrenta a fúria dos deputados do PT e seus aliados, que pretendem reintroduzir o “gênero” no PNE, a fim de dar uma base legal à ideologia que o governo já vem ensinando nas escolas. O relator Angelo Vanhoni (PT/PR) emitiu em 09/04/2014 um parecer pela rejeição do inciso III do artigo 2º do Substitutivo do Senado Federal (sem “gênero”) e pelo retorno, em seu lugar, do inciso III do artigo 2º do texto da Câmara dos Deputados (com “gênero”).

Nem todos compreendem a importância e a extensão do problema. A vitória da ideologia de gênero significaria a permissão de toda perversão sexual (incluindo o incesto e a pedofilia), a incriminação de qualquer oposição ao homossexualismo (crime de “homofobia”), a perda do controle dos pais sobre a educação dos filhos, a extinção da família e a transformação da sociedade em uma massa informe, apta a ser dominada por regimes totalitários.

Alguns Bispos já alertaram a população para o perigo: Dom Orani Tempesta, Arcebispo do Rio de Janeiro (RJ)[1], Dom Antonio Carlos Rossi Keller, Bispo de Frederico Westphalen (RS), Dom Antônio Fernando Saburido, Arcebispo de Olinda e Recife (PE), Dom Paulo Mendes Peixoto, Arcebispo de Uberaba (MG), Dom José Benedito Simão, Bispo de Assis (SP) e Dom Fernando Rifan, Bispo da Administração Apostólica São João Maria Vianey.

Se quisermos, porém, ver o que é um país dominado pela ideologia de gênero, basta olharmos para a Suécia.

Pais isolados das crianças

Os dados a seguir foram extraídos de uma entrevista feita em 2011 pelo portal LifeSiteNews a Jonas Himmelstrand[2], um experiente educador sueco, autor do livro “Seguindo seu coração: na utopia social da Suécia”[3], publicado em 2007 e ainda pendente de tradução.

Na Suécia, as crianças de um ano de idade são enviadas para as creches subsidiadas pelo Estado, onde permanecem desde a manhã até o entardecer. Enquanto isso, os pais ficam trabalhando fora do lar (a fim de arcarem com os elevados impostos cobrados), inclusive a mãe, pois a ideologia de gênero impede a mulher de ficar “trancada em casa e no fogão”, conforme uma expressão sueca. Num país de aproximadamente 100.000 nascimentos anuais, as estatísticas mostram que das crianças suecas entre 18 meses e 5 anos de idade, 92% estão nas creches.

Você não é forçado a fazer isso… propaganda é uma palavra forte”, diz Himmelstrand, “mas as informações sobre os benefícios das creches” vindas dos meios de comunicação e outras fontes “fazem os pais que mantêm seus filhos em casa até os 3 ou 4 anos de idade se sentirem socialmente marginalizados”.

Segundo Himmelstrand, “o problema central do modelo sueco é que ele está financeiramente e culturalmente obrigando os pais e as mães a deixar nas creches seus filhos a partir da idade de um ano, quer eles achem que isso é certo ou não”.

Crianças massificadas nas escolas

O currículo nacional da Suécia procura combater os “estereótipos” de gênero, ou seja, os “papéis” atribuídos pela sociedade a cada sexo. A escola “Egalia”[4], do distrito de Sodermalm, em Estocolmo, evita o uso dos pronomes “ele” (han) ou “ela” (hon) quando se dirige aos mais de trinta meninos e meninas que lá estudam, com idade de um a seis anos. Em vez disso, usa-se a palavra sexualmente neutra “hen”, um termo inventado que não existe em sueco, mas que é amplamente usado por feministas e homossexuais. A escola contratou um “pedagogo de gênero” para ajudar os professores a removerem todas as referências masculinas ou femininas na linguagem e no comportamento. Os blocos Lego e outros brinquedos de montar são mantidos próximos aos brinquedos de cozinha, a fim de evitar que seja dada qualquer preferência a um “papel” sexual. Os tradicionais livros infantis são substituídos por outros que tratam de duplas homossexuais, mães solteiras, crianças adotadas e ensinam “novas maneiras de brincar”. Jenny Johnsson, uma professora da escola, afirma: “a sociedade espera que as meninas sejam femininas, delicadas e bonitas e que os meninos sejam masculinos, duros e expansivos. Egalia lhes dá uma oportunidade fantástica para que eles sejam qualquer coisa que queiram ser”.

“Educação sexual”

Nas creches e escolas, totalmente fora do controle dos pais, as crianças são submetidas a uma “educação sexual”. Johan Lundell, secretário geral do grupo sueco pró-vida “Ja till Livet” (Sim à vida) explica que se ensina às crianças que tudo que lhes traz prazer é válido[5]. Os professores são orientados a perguntar aos alunos: “o que te excita?”. Segundo Lundell, o homossexualismo foi tão amplamente aceito pelos suecos, que “nos livros de educação sexual, eles não falam em alguém ser heterossexual ou homossexual. Tais coisas não existem, pois para eles todos são bissexuais; é apenas uma questão de escolha”.

Lundell cita uma cartilha publicada por associações homossexuais e impressa com o auxílio financeiro do Estado: “Eles escrevem de maneira positiva sobre todos os tipos de sexualidade, qualquer tipo, mesmo os mais depravados atos sexuais, e essa cartilha entra em todas as escolas”.

Perseguição estatal

Na esteira da ideologia de gênero, a Suécia aprovou uma lei de “crimes de ódio” que proíbe críticas à conduta homossexual. Em julho de 2004, o pastor pentecostal Ake Green foi condenado a um mês de prisão por ter feito um sermão qualificando o homossexualismo como “um tumor canceroso anormal e horrível no corpo da sociedade”[6].

Os pais são proibidos de aplicar qualquer castigo físico aos filhos, mesmo os mais moderados. Em 30 de novembro de 2010, um tribunal de um distrito da Suécia condenou um casal a nove meses de prisão e ao pagamento de uma multa equivalente a R$ 23.800,00. O motivo foi que os pais admitiram que batiam em três de seus quatro filhos como parte normal de seus métodos de educação. Embora os documentos apresentados não relatassem nenhum tipo de abuso e o próprio tribunal admitisse que os pais “tinham um relacionamento de amor e cuidado com seus filhos”, as crianças foram afastadas da família e enviadas para um orfanato estatal[7].

Em junho de 2009, o governo sueco tomou do casal Christer e Annie Johansson o seu filho Dominic Johansson, depois que a família embarcou em um avião para se mudar para o país de origem de Annie, a Índia. O motivo alegado é que o casal, em vez de enviar seu filho para as escolas estatais, havia resolvido educá-lo em casa, uma prática conhecida como “home schooling” (escola em casa), amplamente praticada nos Estados Unidos e outros países, com excelentes resultados pedagógicos. As autoridades suecas, porém, decidiram remover permanentemente Dominic de seus pais, alegando que o ensino domiciliar não é um meio apropriado para educar uma criança[8].

Aborto

Entre 2000 e 2010, quando o resto da Europa estava dando sinais de uma redução da taxa anual de abortos, o governo sueco divulgou que a taxa tinha aumentado de 30.980 para 37.693. A proporção de abortos repetitivos cresceu de 38,1% para 40,4%. – o mais alto nível já atingido – enquanto o número de mulheres que tinha ao menos quatro abortos prévios cresceu de 521 para aproximadamente 750. A Suécia é o único país da Europa em que o aborto é permitido por simples pedido da gestante até 18 semanas de gestação. Menores de idade podem fazer aborto sem o consentimento dos pais e os médicos não têm direito à objeção de consciência[9].

Decadência social

Segundo Himmelstrand, tudo na Suécia dá sinais de decadência: adultos com problemas de saúde relacionados com “stress”, jovens com declínio na saúde psicológica e nos resultados escolares, grande número de pessoas com licença médica e a incapacidade dos pais de se conectarem com seus filhos[10].

Para Lundell, a Suécia quis criar um “socialismo de famílias” por meio de uma “engenharia social”[11]. Os frutos são patentes: casamentos em baixa, divórcios em alta, a família assediada e oprimida pelo totalitarismo estatal.

Convém olhar para o exemplo sueco antes de se votar a reintrodução da ideologia de gênero no PNE. É a própria família brasileira que está em perigo.

Ligue para o Disque Câmara 0800 619 619 – Tecle “9”

Desejo enviar uma mensagem aos membros da Comissão que votará o Plano Nacional de Educação (PL 8035/2010).

Solicito a Vossa Excelência que vote pela rejeição do parecer do relator e pelo retorno ao substitutivo do Senado, que elimina do texto a ideologia de gênero. A família brasileira agradece.

Anápolis, 21 de abril de 2014

Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz

Presidente do Pró-Vida de Anápolis


[1] Reflexões sobre a ‘ideologia de gênero’, 25 mar. 2014, emhttp://arqrio.org/formacao/detalhes/386/reflexoes-sobre-a-ideologia-de-genero.

[2] http://www.lifesitenews.com/news/sweden-a-warning-against-overzealous-state-family-policies/

[3] http://www.jhmentor.com/eng_follow_heart.html

[4] http://www.lifesitenews.com/news/gender-madness-swedish-pre-school-bans-him-and-her

[5] http://www.zenit.org/en/articles/secularism-in-sweden

[6] http://www.lifesitenews.com/news/archive//ldn/2004/jul/04070505

[7] http://www.lifesitenews.com/news/swedish-parents-jailed-for-spanking-children-seized/

[8] http://www.lifesitenews.com/news/archive//ldn/2009/dec/09122304

[9] http://www.zenit.org/en/articles/secularism-in-sweden

[10] http://www.lifesitenews.com/news/sweden-a-warning-against-overzealous-state-family-policies/

[11] http://www.zenit.org/en/articles/secularism-in-sweden

22 abril, 2014

Entrevista do Prof. Roberto de Mattei ao mensário “Catholic Family News” dos EUA.

Por Catholic Family News | Tradução: Fratres in Unum.com

Professor de Mattei, as iminentes canonizações de João XXIII e de João Paulo II suscitam, por vários motivos, dúvidas e perplexidades. Como católico e como historiador, qual é o seu juízo?

Posso exprimir uma opinião pessoal, sem pretender resolver um problema que se apresenta complexo. Estou em primeiro lugar perplexo, em linha geral, pela facilidade com a qual nos últimos anos se iniciaram e concluíram os processos de canonização. O Concílio Vaticano I definiu o primado de jurisdição do Papa e a infalibilidade de seu Magistério segundo determinadas condições, mas de nenhum modo a impecabilidade pessoal dos Soberanos Pontífices. Na história da Igreja houve bons e maus Papas e é reduzido o número daqueles elevados solenemente aos altares. Hoje tem-se a impressão de que se quer substituir o princípio da infalibilidade dos Papas por aquele de sua impecabilidade. Todos os Papas, ou melhor, todos os últimos Papas, começando com o Concílio Vaticano II, são apresentados como santos. Não é por acaso que a canonização do Papa João XXIII e de João Paulo II tenha deixado para trás a canonização de Pio IX e a beatificação de Pio XII, enquanto avança o processo de Paulo VI. Como se um halo de santidade devesse envolver a era do Concílio e do pós-Concílio, para “infalibilizar” uma época histórica que introduziu na Igreja a primazia da prática pastoral sobre a doutrina.

O senhor pensa, pelo contrário, que os recentes Papas não foram santos? 

Permita-me exprimir sobre um Papa que, como historiador, conheço melhor: João XXIII. Tendo estudado o Concílio Vaticano II, aprofundei-me em sua biografia e consultei os atos de seu processo de beatificação. Quando a Igreja canoniza um fiel, não quer apenas assegurar que o falecido está na glória do Céu, mas também o propõe como modelo de virtude heróica. Dependendo do caso, tratar-se-á de um perfeito religioso, pároco, pai de família, etc. No caso de um Papa, para ser considerado santo ele deve ter praticado virtude heróica no cumprimento de sua missão de Papa, como fizeram, por exemplo, São Pio V ou São Pio X. Bem, quanto a João XXIII, nutro a meditada convicção de que seu pontificado representou um dano objetivo para a Igreja e que, portanto, é impossível falar de santidade quanto a ele. Declarou-o antes de mim, em um célebre artigo na “Rivista di Ascetica e Mistica”, alguém que entendia de santidade, o padre dominicano Inocêncio Colosio, considerado um dos maiores historiadores da espiritualidade nos tempos modernos.

Se, como o senhor pensa, João XXIII não foi um papa santo, e se, como parece, as canonizações são um ato infalível dos pontífices, estamos diante de uma contradição. Não se corre o risco de cair no sedevacantismo?

Os sedevacantistas atribuem um caráter hipertrofiado à infalibilidade pontifícia. O raciocínio deles é simplista: se o Papa é infalível e faz algo de ruim, isso significa que a sede está vacante. A realidade é muito mais complexa e é errada a premissa de que cada ato, ou quase, do Papa é infalível. Na realidade, se as próximas canonizações apresentam problemas, o sedevacantismo coloca problemas de consciência infinitamente maiores.

No entanto, a maioria dos teólogos, e especialmente os mais seguros, os da chamada “escola romana”, sustentam a infalibilidade das canonizações…

A infalibilidade das canonizações não é um dogma de fé: é a opinião da maioria dos teólogos, especialmente depois de Bento XIV, que a expressou, além disso, como doutor privado e não como Sumo Pontífice. Quanto à “Escola Romana”, o maior expoente vivo desta escola de teologia é hoje Mons. Brunero Gherardini. E Mons. Gherardini exprimiu na revista Divinitas, dirigida por ele, todas as suas dúvidas sobre a infalibilidade das canonizações. Conheço em Roma ilustres teólogos e canonistas, discípulos de outro ilustre representante da escola romana, Mons. Antonio Piolanti, que nutrem as mesmas dúvidas de Mons. Gherardini. Eles sustentam que as canonizações não preenchem as condições exigidas pelo Concílio Vaticano I para garantir a infalibilidade de um ato pontifício. A sentença da canonização não é em si infalível, porque lhe faltam as condições da infalibilidade, a começar pelo fato de que a canonização não tem como objeto direto ou explícito uma verdade de fé ou de moral, contida na Revelação, mas apenas um fato indiretamente ligado ao dogma, sem ser propriamente um “fato dogmático”. O campo da fé e da moral é amplo, pois inclui toda a doutrina cristã, especulativa e prática, o crer e o agir humano; mas um esclarecimento é necessário: uma definição dogmática não pode jamais implicar a definição de uma nova doutrina no campo da fé e da moral. O Papa só pode explicitar aquilo que está implícito em matéria de fé e de moral e que é transmitido pela Tradição da Igreja. O que os Papas definem deve estar contido na Escritura e na Tradição e é isso que assegura a infalibilidade ao ato. Tal não é certamente o caso das canonizações. Não é por acaso  que nem o Código de Direito Canônico de 1917 e 1983, nem os Catecismos, antigos e novos, da Igreja Católica, falam da doutrina da Igreja sobre as canonizações. Quanto a este tema, além do estudo de Mons. Gherardini acima mencionado, remeto para o excelente artigo de José Antonio Ureta no número de março de 2014 da revista Catolicismo. 

Considera que as canonizações perderam seu caráter infalível após a mudança no procedimento do processo das canonizações,  desejado por João Paulo II em 1983?

Esta tese é defendida no Courrier de Rome por um grande teólogo, o padre Jean-Michel Gleize. De resto, um dos argumentos nos quais o padre Low, no verbete Canonizações da Enciclopedia cattolica, baseia sua tese da infalibilidade, é a existência de um enorme conjunto de investigações e conclusões, seguido de dois milagres, antes da canonização. Não há dúvida de que, após a reforma do processo desejada por João Paulo II em 1983, este sistema de apuração da verdade tornou-se muito mais frágil e tem havido uma mudança no próprio conceito de santidade. O argumento, no entanto, não me parece decisivo, porque o procedimento das canonizações mudou profundamente ao longo História. A proclamação da santidade de Ulrich de Augsburg pelo Papa João XV em 993, considerada como a primeira canonização papal da História, foi realizada sem qualquer investigação por parte da Santa Sé. O processo minucioso de investigação remonta principalmente a Bento XIV, a quem se deve, por exemplo, a distinção entre canonização formal – de acordo com todas as regras canônicas – e canonização equipolente (ou equivalente), quando um Servo de Deus é declarado santo em virtude de uma veneração secular. A Igreja não exige um ato formal e solene de beatificação para qualificar um santo. Santa Hildegarda de Bingen recebeu após sua morte o título de santa, e o Papa Gregório IX iniciou, no final de 1233, uma investigação com vistas à sua canonização. No entanto, nunca houve uma canonização formal. Nem mesmo Santa Catarina da Suécia, filha de Santa Brígida, nunca foi canonizada. Seu processo desenvolveu-se entre 1446 e 1489, mas nunca foi concluído. Ela era venerada como uma santa sem ter sido canonizada.

O que o senhor acha da tese de São Tomás, retomada ainda no verbete Canonizações do Dictionnaire de Théologie catholique, segunda a qual  se o Papa não fosse infalível numa declaração solene como a canonização, ele enganaria a si mesmo e à Igreja? 

Cumpre primeiro dissipar um equívoco semântico: um ato não infalível não é um ato errado, que necessariamente induz ao erro, mas apenas um ato sujeito à possibilidade de erro. Na verdade, esse erro pode ser raríssimo, ou nunca acontecer. São Tomás, como sempre equilibrado em seu julgamento, não é um infalibilista excessivo. Ele está justamente preocupado em salvaguardar a infalibilidade da Igreja e o faz com um argumento teológico negativo, a contrario. Seu argumento pode ser aceito num sentido amplo, mas admitindo a possibilidade de exceções. Concordo com ele no fato de que a Igreja no seu conjunto não pode errar quando canoniza. Isso não quer dizer que cada ato da Igreja, como um ato de canonização, seja em si necessariamente infalível. O assentimento que se dá aos atos de canonização é de fé eclesiástica, e não divina. Isso significa que o fiel acredita porque aceita o princípio segundo o qual a Igreja normalmente não erra. A exceção não exclui a regra. Um autorizado teólogo alemão, Bernhard Bartmann, em seu Manual de Teologia Dogmática (1962), compara o culto prestado a um falso santo à homenagem prestada ao falso embaixador de um rei. O erro não prejudica o princípio segundo o qual o rei tem verdadeiros embaixadores e a Igreja canoniza verdadeiros santos.

Em que sentido, então, podemos falar de infalibilidade da Igreja nas canonizações?

Estou convencido de que seria um grave erro reduzir a infalibilidade da Igreja ao Magistério extraordinário do Romano Pontífice. A Igreja não é infalível apenas quando ensina de uma forma extraordinária, mas também em seu Magistério ordinário. Mas assim como existem condições de infalibilidade para o Magistério extraordinário, existem condições de infalibilidade para o Magistério ordinário. E a primeira delas é a sua universalidade, que ocorre quando uma verdade de fé ou moral é ensinada de forma consistente ao longo do tempo. O Magistério pode ensinar infalivelmente uma doutrina por um ato definitório do Papa, ou por um ato não-definitório do Magistério ordinário, desde que esta doutrina seja constantemente mantida e transmitida pela Tradição e pelo Magistério ordinário e universal. A instrução Ad Tuendam Fidem, da Congregação para a Doutrina da Fé, em 18 de Maio de 1998 (n.º 2), confirma-o. Por analogia, pode-se argumentar que a Igreja não pode errar quando confirma com constância ao longo do tempo verdades relacionadas com a fé, fatos dogmáticos, usos litúrgicos. Mesmo as canonizações podem pertencer a esse grupo de verdades afins. Pode-se ter certeza que Santa Hildegarda de Bingen está na glória dos santos e pode ser proposta como modelo, não por ter sido solenemente canonizada por um Papa, porque no seu caso nunca houve uma canonização formal, mas porque a Igreja reconheceu seu culto, sem interrupção, desde a sua morte. Com maior razão os santos para os quais tenha havido canonização formal, como São Francisco ou São Domingos, a certeza infalível da sua glória deriva do culto universal, em sentido diacrônico, que a Igreja lhes concedeu, e não pelo julgamento da canonização em si. A Igreja não erra em seu magistério universal, mas pode-se admitir um erro da autoridade eclesiástica circunscrito no tempo e no espaço.

Gostaria de resumir a sua opinião?

A canonização do Papa João XXIII é um ato solene do Soberano Pontífice, que emana da autoridade suprema da Igreja e deve ser acolhido com o devido respeito, mas não é uma declaração em si infalível. Para usar linguagem teológica, é uma doutrina não de tenenda fidei, mas de pietate fidei. Não sendo a canonização um dogma de fé, não existe para os católicos uma obrigação positiva de dar-lhe assentimento. O exercício da razão, apoiado por um exame cuidadoso dos fatos, mostra claramente que o pontificado de João XXIII não foi vantajoso para a Igreja. Se eu devesse admitir que o Papa João XXIII praticou de modo heroico a virtude desempenhando seu papel de Pontífice, minaria pela base os pressupostos racionais de minha fé. Na dúvida, atenho-me ao dogma de fé estabelecido pelo Concílio Vaticano I, segundo o qual não pode haver contradição entre fé e razão. A fé transcende a razão e a eleva, mas não a contradiz, porque Deus, a Verdade por essência, não é contraditório. Em consciência, creio que posso manter todas as minhas reservas sobre este ato de canonização.

22 abril, 2014

Summorum Pontificum no Brasil: Santa Missa na Catedral de Santo Amaro, SP.

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20 abril, 2014

Uma meditação sobre o Paraíso para a Festa da Páscoa.

I

As Alegrias do Céu

Oh, felizes somos quando sofremos com paciência na terra as tribulações desta vida presente! A angústia das circunstâncias, os medos, as enfermidades físicas, perseguições e cruzes de todos os tipos, um dia chegarão ao fim; e se formos salvos, esses sofrimentos se tornarão para nós assuntos de alegria e glória no paraíso: A tua tristeza (nos diz o Salvador, para nos encorajar) se transformará em alegria.

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Assim, grandes são as delícias do paraíso, que elas não podem ser explicadas nem compreendidas por nós mortais: o que o olho não viu (diz o Apóstolo), nem o ouvido ouviu, nem penetrou no coração do homem, as coisas que Deus preparou para aqueles que O amam. As belezas como as do paraíso nunca foram vistas por olhos humanos; as harmonias como as harmonias do paraíso, ouvido humano jamais ouviu; nem jamais um coração humano compreendeu as alegrias que Deus preparou para aqueles que O amam.

Bela é a vista de uma paisagem adornada com montes, planícies, florestas e vistas do mar. Bela é a vista de um jardim abundante de frutos, flores a fontes. Oh, o paraíso é muito mais belo!

II

Para compreender a grandeza das alegrias do paraíso, basta conhecer que nesse reino abençoado reside um Deus Onipotente, cujo cuidado é fazer felizes suas amadas almas. São Bernardo diz que o paraíso é o local onde “não há nada que tu não queiras, e tudo o que quiseres.” Lá não encontrarás nada que te seja desagradável, e tudo que desejares encontrarás: “Não há nada que não encontrarias.” No paraíso não há noite; não há estações de inverno e verão; mas um dia perpétuo de serenidade invariável, e uma primavera perpétua de deleite invariável.

Lá não há mais perseguições, não há mais ciúmes; porque lá todos sinceramente amam uns aos outros, e cada um se rejubila com o bem uns dos outros, como se fosse o seu próprio. Lá não existe mais enfermidades físicas, não existe mais dores, porque o corpo não está mais sujeito ao sofrimento; lá não há mais pobreza, porque todos são ricos ao máximo, não tendo mais nada a desejar; lá não existe mais medos, porque a alma confirmada na graça não pode pecar mais, nem perder o bem supremo que ela possui.

III

“Lá encontra-se tudo o que quiseres.” “Nihil est nolis, totum est quod velis.” No paraíso terás tudo o que desejares. Lá a vista é satisfeita na contemplação dessa cidade tão bela e seus cidadãos estão todos vestidos com trajes reais, porque eles são todos reis desse reinado eterno.

Lá veremos a beleza de Maria, cuja aparência será mais bela do que a dos Anjos e Santos juntos.

Veremos a Beleza de Jesus, que ultrapassará imensamente a beleza de Maria.

O olfato será satisfeito com os perfumes do paraíso. A audição será satisfeita com as harmonias do céu e os cânticos dos beatos, que cantarão todos os louvores divinos com doçura arrebatadora por toda a eternidade.

Oh, meu Deus não mereço o paraíso, mas o inferno; contudo, a Vossa morte me dá a esperança de obtê-lo. Desejo e peço a Vós o paraíso, não tanto para desfrutar, mas para Vos amar para sempre, confiante de que nunca mais será possível vos perder.

Oh, Maria, minha Mãe, Oh Estrela do Mar, cabe a vós, através de vossas orações, conduzir-me ao paraíso.

Santo Afonso Maria de Ligório

Três Meditações sobre o Paraíso para a Festa da Páscoa

[Tradução do inglês a partir da tradução de Francesca Romana em Rorate Caeli]

20 abril, 2014

Surrexit Christus vere, Alleluia!

Resurrexit sicut dixit. Alleluia!

O Fratres in Unum deseja a seus leitores uma Feliz e Santa Páscoa! Viva Cristo Rei!