24 outubro, 2014

Dom Mario Oliveri, bispo “neo-tradicionalista” de Albenga, novo alvo do Vaticano.

Por La Porte Latine | Tradução: Fratres in Unum.com - Savona Il Secolo estampa em sua edição de 22 de Outubro:

“Diocese de Albenga-Imperia, o bispo dos escândalos ladeado por um comissário”, que “terá a função de bispo auxiliar encarregado oficialmente de o ajudar, mas que, de fato, está ali para substituí-lo.”

Dom Mario Oliveri, bispo diocesano de Albenga-Imperia (Itália)

Depois dos Frades Franciscanos da Imaculada, Roma acaba de atingir o bispo Mario Oliveri [foto acima], que errou, em primeiro lugar, ao ver com benevolência os sacerdotes e fiéis da sua diocese que permanecem fiéis ao rito de São Pio V.

Seria o próprio Papa em pessoa que assim teria disposto, após queixas de alguns fiéis e padres progressistas que acusam Dom Oliveri de ser “anacrônico e ultra-tradicionalista” e, particularmente, em seu seminário diocesano, censurando-lhe o uso de vestes pré-conciliar e de problemas diversos entre o reitor e seus seminaristas.

Inicialmente, o núncio apostólico Dom Adriano Bernardini, que tinha sido escolhido para “apoiar”, na verdade, substituir, o Ordinário de Albenga, que não demonstrou grande docilidade apesar do fechamento de dois conventos dos Franciscanos da Imaculada [em sua diocese], ordenados pelo Padre Volpi, também Comissário nomeado por Roma para disciplinar os religiosos muito “cripto-lefevbristas”!

Este novo ataque contra um bispo “neo-tradicionalista” parece totalmente surreal, no momento em que o antigo reitor do seminário em questão, padre Antonio Suetta, foi nomeado bispo de Ventimiglia-San Remo por decisão do próprio papa Francisco. Como escreveu Notions Romaines em sua edição de 22 de Outubro:

“Claramente, a incoerência parece ser a característica do governo bergogliano, principalmente pelo fato de que esta visitação foi ordenada por ninguém menos que o próprio Sumo Pontífice.”

Diante da consternação suscistada pelo desejo de descartar um bispo favorável ao Motu Propio de Bento XVI sobre a “forma extraordinária do rito chamado de São Pio V”, o Vaticano parece querer aliviar as tensões que ele mesmo provocou.

Com efeito, é necessário saber que – “indiretamente” – seria Dom Alberto Maria Careggio, bispo emérito de Ventimiglia-San Remo, Piemonte, de 77 anos, o convidado para “ajudar” Monsenhor Oliveri “muito cansado”…

Dom Carregio é “famoso” por ser o guia de montanha do falecido Papa João Paulo II. Ele também é conhecido, sobretudo, como um oponente notório ao mundo da Tradição e um verdadeiro amigo progressista de Francisco.

Se é ele o escolhido para “socorrer” Dom Oliveri, isso significaria que a Santa Sé tem uma noção por demais ambígua de “socorro ao próximo”, e pode-se facilmente compreender que sobre a futura ajuda se escreve com toda franqueza: “Timeo Danaos et dona ferentes ” ["Temo os gregos ainda quando oferecem presentes"].

* * *

Tal como feito com Dom Rogelio Livieres, no Paraguai, também a mídia anuncia supostos escândalos morais e financeiros na diocese que seriam, certamente, a razão da “solicitude paternal” do Papa Francisco… solicitude, curiosamente, só demonstrada para com conservadores, não é mesmo? De uma hora para outra, os que promovem todo tipo de depravado inveterado, tornam-se bastiões da moralidade eclesial!

Enfim, Dom Oliveri já apareceu no Fratres em outras ocasiões expressando propósitos assaz escandalosos:

23 outubro, 2014

Escândalo no Céu: João Baptista descanonizado!

A principal queixa contra o dito Baptista prende-se com a sua ausência de sentido pastoral e a sua falta de misericórdia para com o rei Herodes Antipas, a quem acusou de viver em adultério.

Por Pe.  – Observador: Graças à grande trapalhada informática com o Citius, veio ter ao meu computador, procedente do Supremo Tribunal de Justiça do Céu, uma cópia da acção de descanonização de São João Baptista, intentada por alguns católicos, que se fizeram representar pelo seu advogado. Alega o causídico que o dito João, filho de Zacarias e de Isabel, foi precipitadamente elevado às honras dos altares e que, à luz da misericórdia pastoral, recentemente descoberta pelos referidos fiéis, é muito duvidosa a sua santidade.

A verdade é que a dita mãe do referido João, Isabel, era prima de Maria e, portanto, o filho desta, Jesus, era parente próximo do Baptista, o que indicia favorecimento na sua canonização, cujo processo, por sinal, não consta nos arquivos da congregação para as causas dos santos. Também se teme que o alegado santo tenha sido ilicitamente beneficiado pelo facto de dois dos seus discípulos, André e João, terem depois seguido Cristo (tráfico de influências?). Por outro lado, não se conhece nenhum milagre, comprovado científica e canonicamente, que seja devido à sua intercessão. Acresce o facto de viver nas dunas, de se cobrir com peles de animais (quiçá de espécies protegidas), comer gafanhotos (que, desde as pragas do Egipto, estão em vias extinção) e de se alimentar de mel silvestre (produto não autorizado pela ASAE), o que indicia comportamentos anti-ecológicos e, em consequência, dignos de grave censura social e eclesial.

Contudo, a principal queixa contra o dito Baptista prende-se com a sua ausência de sentido pastoral e a sua falta de misericórdia para com o rei Herodes Antipas, a quem, publicamente, acusou de viver em adultério com a sua sobrinha, Herodíade, mulher de seu irmão Filipe e mãe de Salomé. Ainda que os autos provem ser verdadeira essa convivência marital, é absolutamente lamentável que, em vez de acolher misericordiosamente o simpático governante, João o tenha condenado eticamente, incorrendo assim na santa ira de Herodíade. Ora, numa perspectiva mais inclusiva e gradual, não só se deveria ter abstido de tais pronunciamentos moralistas, como deveria ter participado misericordiosamente no banquete natalício de Herodes Antipas, segundo a famosa tese que afirma que nenhum convidado para uma ceia pode ser legitimamente impedido de nela comer.

Embora os exegetas discutam se este princípio teológico-gastronómico, muito em voga em certos jornais, já constava nas tábuas da Lei, dadas por Deus a Moisés, ou se decorre de algum sermão de Santo Agostinho, ou ainda se se encontra na Suma Teológica, ninguém duvida de que é de fé divina e católica.

Por outro lado, a união de Herodes com a cunhada era, indiscutivelmente, uma relação amorosa e, sendo a caridade a principal virtude cristã, deve prevalecer a atitude pastoral de valorizar esse amor, tendo também em conta o bem da jovem e bela Salomé, que de tão amorosa mãe e do seu extremoso consorte recebia, como bailarina, uma esmerada educação artística, que deve ser também estimulada.

Por último, a forma rude como o dito João tinha por costume dirigir-se às autoridades eclesiásticas, como os fariseus e os doutores da lei, não condiz com o estilo pastoral pós-conciliar, o qual, em vez de apelar à conversão, ou julgar, proibir ou condenar actos objectivamente contrários à doutrina cristã, acolhe, abençoa e louva todas as atitudes de quaisquer seres humanos.

Por tudo isto e o mais que fica por dizer, entendem os queixosos que a sentença não pode ser outra senão a da descanonização de João Baptista, correndo a cargo do demandado as custas processuais, sem hipótese de recurso nem apelo, excepto em sede de juízo final.

À margem, lê-se ainda nos autos: aconselha-se vivamente que seja também revisto o processo de um tal Tomás More, que se opôs ao divórcio de Henrique VIII e foi, por esse motivo, executado, sendo portanto igualmente suspeito de atitudes contrárias à misericórdia cristã. Recomenda-se ainda a abertura dos processos de canonização de Herodes Antipas, de Salomé e de Herodíade, padroeiros do amor livre, bem como de Henrique VIII, vítima do fundamentalismo católico. Assinado: o advogado do diabo, bastante procurador e representante dos referidos católicos*.

*Aviso à navegação: com este texto irónico não se pretende negar a prática da misericórdia em relação a todos os homens e, por maioria de razão, a todos os fiéis cristãos, quaisquer que sejam as suas circunstâncias pessoais e familiares, mas apenas recordar que a caridade pressupõe a justiça e que não há pior injustiça do que a de tratar todos por igual. O acolhimento misericordioso que a todos os cristãos, sem excepção, deve ser dispensado, não pode ser feito à custa da verdade moral objectiva, nem do propósito de conversão, que a Igreja a todos convida, como requisito necessário para a salvação.

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22 outubro, 2014

Agora se inicia um ano dramático para a Igreja.

A “Revolução de Outubro” do Sínodo falhou, e com ela acabou também a primeira parte do pontificado bergogliano. Qual será a segunda parte? 

Por Antonio Socci | Tradução: Gercione Lima – Fratres in Unum.com: O discurso de encerramento feito no sábado por Francisco nos leva a intuir. Talvez aquele que se inicia será um dos anos mais dramáticos e confusos da história da Igreja.

MAQUIAVELISMO

Antes de mais nada, o Papa Bergoglio descarregou sobre o Cardeal Kasper (e companhia) toda a responsabilidade pela derrota, após tê-lo usado como testa de ferro para quebrar a resistência dos cardeais ortodoxos, tanto no Consistório de fevereiro como no Sínodo.

A maioria rejeitou a “revolução” que Kasper, a mando de Bergoglio sugeria. Assim o Papa em seguida se distanciou de suas teses, desqualificando-as como “a tentação do “bonismo” destrutivo, que em nome de uma misericórdia enganadora, enfaixa as feridas sem antes curá-las e medicá-las; que trata os sintomas e não suas causas e raízes”.

Pena que foi exatamente sobre essas absurdas teses kasperianas que ele permitiu que a Igreja fosse traumaticamente dividida por meses e também por meses seguidos tais teses foram divulgadas pelos meios de comunicação como a grande novidade do pontificado de Bergoglio, sem qualquer desmentido.

Pena que foi o próprio Papa Francisco que impôs o mesmo Kasper como relator único para o Consistório de fevereiro e ainda elogiou sua tese como sendo  “teologia de joelhos” (Kasper sempre declarou, sem ser desmentido, que tinha feito tudo combinado com o Papa).

A fina flor dos intelectuais e jornalistas Católicos que há um tempo atrás se classificavam como “ratzingerianos”, agora ansiosos por uma recolocação abraçaram e aplaudiram as revolucionárias teses kasperianas. Assim como todos os jornais seculares.

Ver agora a ruptura que faz Bergoglio deveria ser humilhante para todos aqueles papólatras apressados.  E deveria também levar a imprensa marron laica como_ La Repubblica_ a reconhecer que errou feio.

Ao invés disso, ninguém teve coragem de fazê-lo. Evidentemente porque todos acreditam que a disassociação tardia de Bergoglio da tese derrotada é só uma questão tática.

No entanto constatam que, tanto do Consistório de fevereiro como do Sínodo de outubro, o único que saiu derrotado e “desacreditado” foi o próprio Bergoglio.

Claro, que existem ainda os últimos “japonêses” ( alusão aos japoneses que ainda não acreditavam que a Guerra tinha acabado) os quais ressaltam que sobre temas controversos como a comunhão para divorciados novamente casados e homossexuais (parágrafos 52, 53 e 55), embora não tendo atingido os dois terços dos votos (resultando em sua rejeição pelo Sínodo ), há no entanto a maioria absoluta e, portanto não se trata de uma derrota. Mas este argumento é risível porque aqueles eram textos que já haviam sido corrigidos e emendados, não eram as explícitas teses “kasperianas” e “fortianas.”

Na verdade, o “Relatio post disceptationem,” da metade do Sínodo, aquela “revolucionária”, foi rejeitada e re-escrita. E a “Relatio Synodi” é um outro texto (“mais equilibrado, balanceado e desenvolvido”, como deixou claro o próprio Padre Lombardi).

SURPRESA

Assim, o resultado do Sínodo é uma verdadeira e própria “surpresa de Deus” e se o Papa Bergoglio fosse de fato aberto a tais surpresas, reconheceria que não é possível um “desalojamento” scalfariano do Catolicismo, que acabaria por atropelar os sacramentos, os mandamentos e o magistério.

Como ele mesmo disse: “esta é a Igreja, nossa mãe! E quando a Igreja, na variedade dos seus carismas, se expressa em comunhão, não pode errar: é a beleza e a força do “sensus fidei”, que é doado pelo Espírito Santo.”

Então, por que não reconhecer serenamente o que emergiu a partir do Sínodo? Por que não acolher o sopro do Espírito?

Na realidade, ao que parece, o papa argentino não gosta muito  destas “surpresas de Deus”, que fizeram naufragar a sua “revolução” e – de acordo com alguns observadores – estaria disposto a ganhar por baixo da mesa a partida que ele perdeu em campo.

CONTRA OS CATÓLICOS

E isso pode ser visto a partir dos pontos sucessivos em seu discurso conclusivo. Na verdade, mesmo antes de tomar distância de Kasper, ele condenou (mais uma vez) como “endurecimento hostil” na “letra” (isto é, o Evangelho sem subterfúgios) a posição dos Católicos que se opunham à Kasper.

Ele rotulou como “tradicionalistas” e “intelectualistas” aqueles que simplesmente recordaram o Magistério de sempre da Igreja, os Evangelhos e São Paulo, e até Paulo VI, João Paulo II e Bento XVI.

Mas se os Católicos, apostólicos romanos que professam a posição da Igreja de todos os tempos e de todos os papas anteriores, para Bergoglio são dignos de condenação, então não está claro quem seria pra ele seu rebanho e o magistério católico (no entanto, também é verdade que o mesmo Bergoglio disse a Scalfari que “Deus não é católico” …)

O PAPA REI

Logo em seguida, no discurso de encerramento, o Papa recorda aquele argumento que seus “adversários” usaram para lhe opor, o argumento vencedor: o Papa não é o dono do Evangelho, da doutrina e da tradição da Igreja, mas o seu servidor. Ele reconheceu, concordando. Mas logo em seguida, acrescentou um final surpreendente.

Ele disse: a Igreja é de Cristo – é a sua esposa – e todos os bispos, em comunhão com o Sucessor de Pedro, têm a missão e o dever de custodiá-la e de servi-la, não como donos, mas como servidores. O Papa, neste contexto, não é o senhor supremo, mas sim um supremo servidor – o “servus servorum Dei”; a garantia da obediência e da conformidade da Igreja à vontade de Deus, ao Evangelho de Cristo e à Tradição da Igreja, deixando de lado todo arbítrio pessoal, mesmo sendo – por vontade do próprio Cristo – o “Pastor e Doutor supremo de todos os fiéis” (Can. 749) enquanto gozando “da potestade ordinária que é suprema, plena, imediata e universal na Igreja” (cf. Cann. 331-334). “

A primeira parte desta citação desmente os bergoglianos mais fanáticos que tanto na mídia católica como secular, nas últimas semanas espalhavam a teoria de que o Papa poderia fazer o que ele quisesse até com sacramentos (alguém chegou a chamá-lo de “senhor absoluto”).

Nossos leitores se lembarão que exatamente nessa mesma coluna, no dia 5 de outubro do ano passado, eu havia escrito citando uma página de Joseph Ratzinger: “O papa não pode dizer: A igreja sou eu, ou: a tradição sou eu, mas, pelo contrário, ele tem precisas restrições, incorpora uma obrigação da Igreja em conformar-se à palavra de Deus. “

Recebi insultos e investidas dos fanáticos como se eu tivesse deslegitimado o Papa. Bem, sábado à noite Francisco repetiu a mesma coisa.

Ele acrescentou, no entanto como uma surpresa, a citação do Código de Direito Canônico que lhe dá um poder inquestionável sobre todos os fiéis e sobre a Igreja universal.

Aquele Francisco que foi ostensivamente apresentado como “Bispo de Roma” e evitava o título de Papa a todo custo, de repente redescobriu as prerrogativas de poder mais pesadas do Pontífice, as prerrogativas do Papa Rei.

Na verdade, já no Sínodo ele exerceu o seu poder através da estrutura de gestão, a fim de orientá-lo e controlá-lo, de uma forma muito pouco sinodal ou conciliar. Tanto foi, que conseguiu suscitar fortes protestos por causa do “amordaçamento”.

A própria decisão de fazer com que cheguem às dioceses um documento que contém os três pontos que o Sínodo rejeitou sobre os divorciados recasados e gays, dá a impressão de que ele se sobrepôs ao próprio Sínodo e quer continuar a batalha (em Roma se diz que ” nun ce vonno sta ” ou seja: “se não querem, vai assim mesmo” ). Recomeça o caos.

EXPURGOS

Um observador como John Allen acredita que agora se passará aos “ajustes de contas”  ou seja, as demissões ou rebaixamentos daqueles que mais se opuseram à revolução Kasper-Bergoglio, começando pelos cardeais Burke e Mueller.

Se assim for, aquela citação do Código significaria: “vocês me dizem que eu não posso tocar a Doutrina, mas lhes recordo que eu posso decidir a sua sorte.”

Seria o início dos expurgos e depurações realmente vergonhosos, que só serviriam para deixar ainda mais desconcertados um povo cristão já em estado de choque.

A confusão em que a Igreja se viu nos últimos meses se tornaria realmente dramática. Será que é isso que ele quer?

Allen registrou os comentários pós-sinodo de um Cardeal: “Eu não acho (que Bergoglio) seja um grande estrategista… Pensava que havia um plano por trás do caos… agora eu me pergunto se não é justamente o caos o seu verdadeiro plano.”

Só podemos esperar por uma surpresa de Deus: a de que o Papa Bergoglio inverta a sua direção.

Antonio Socci

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22 outubro, 2014

Ter uma fé clara…

… segundo o Credo da Igreja, frequentemente é rotulado como fundamentalismo. Enquanto o relativismo, isto é, deixar-se levar pra lá e pra cá por qualquer vento de doutrina, parece ser o único comportamento à altura dos tempos atuais. Vai-se construindo uma ditadura do relativismo que não reconhece nada como definitivo e que deixa como última medida só o próprio eu e suas vontades.

Nós, pelo contrário, possuímos uma outra medida: o Filho de Deus, o verdadeiro homem. É ele a medida do verdadeiro humanismo. “Adulta” não é uma fé que segue as ondas da moda e a última novidade; adulta e madura é uma fé profundamente radicada na amizade com Cristo. É essa amizade que nos abre a tudo aquilo que é bom e nos dá o critério para discernir entre verdadeiro e falso, entre engano e verdade. É esta fé adulta que devemos amadurecer e é para esta fé que devemos guiar o rebanho de Cristo. E é esta fé — só esta fé — que cria unidade e se realiza na caridade. São Paulo nos oferece a este propósito — em contraste com as contínuas peripécias daqueles que são como crianças sacudidas pelo balanço das ondas — uma bela palavra: fazer a verdade na caridade, como fórmula fundamental da existência cristã. Em Cristo coincidem verdade e caridade. Na medida em que nos aproximamos de Cristo, também na nossa vida, verdade e caridade se fundem. A caridade sem verdade seria cega; a verdade sem a caridade seria como um címbalo que retine” (1 Cor 13, 1). [...]

Joseph Ratzinger, homilia da Missa Pro Eligendo Pontifice, 18 de abril 2005 

Fonte: Il Timone | Tradução: Gercione Lima

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22 outubro, 2014

Summorum Pontificum no Brasil: Santa Missa na Catedral de Santo Amaro, SP.

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21 outubro, 2014

“Para Francisco, uma fragorosa derrota: tradicionalistas obtiveram uma grande vitória”.

“Mesmo em 2015, será  difícil para Francisco ir muito além disso sem correr o risco de um cisma.”

Por Rorate-Caeli | Tradução: Gercione Lima – Fratres in Unum.com: Professor Odon Vallet é um especialista em história das religiões e civilizações e, por ser considerado como um forte e radical “progressista”, ele é um dos prediletos na mídia francesa para falar como uma voz amiga da agenda secular quando se trata de questões católicas.

Ele foi entrevistado pelo diário popular “20 Minutes” sobre os resultados da Assembléia do Sínodo dos Bispos de 2014:

Em que sentido o texto provisório [a relation de Bruno Forte] sinaliza um passo importante? 

O texto provisório incluía duas aberturas. Uma com  relação aos divorciados recasados e outra a respeito dos homossexuais. Não foi uma revolução, mas uma evolução. Não foi proposta a admissão de divorciados recasados ao sacramento, mas simplesmente de prever, quer por anulação do casamento, ou por um procedimento de penitência, eles pudessem ser readmitidos ao sacramento. Para os homossexuais, não era uma questão de reconhecer o casamento, mas para sublinhar os “dons e qualidades” que eles poderiam oferecer à Igreja. Eles seriam bem recebidos, sem no entanto oficialmente terem sua  união civil reconhecida.

Uma evolução que não passou no momento da votação … 

No texto final, nenhuma alusão foi feita novamente a esses dois temas polêmicos. Foi uma fragorosa derrota para o papa Francisco, uma afronta. Pior ainda, um Cardeal [editor nota: Raymond Leo Burke, da oposição conservadora] americano chegou a declarar que o papa tinha causado “um grande dano por não dieclarar abertamente qual era a sua posição.” Na realidade, Francisco permaneceu em silêncio para garantir a liberdade a todos os participantes. É a primeira vez em pelo menos 50 anos, que um cardeal opõe-se abertamente ao Papa. É a primeira vez também, em vários séculos, que  Bispos e cardeais não tem confiança nele.

Como explicar isso? 

A quase totalidade destes prelados foram nomeados por João Paulo II e Bento XVI. Suas opiniões são mais conservadoras do que as do papa. Alguns chegam a questionar a sua legitimidade. Eles não aceitaram a renúncia de Bento XVI. [***] E uma vez que o Papa Francisco disse que também renunciaria e que seu pontificado seria breve, alguns estão começando a jogar com o tempo e esperando pela eleição de seu sucessor.

No entanto, é na verdade o papa Francisco que terá a palavra final? 

Após o segundo sínodo, em 2015, o Papa [teria] normalmente que tomar as decisões sob o formato de uma exortação apostólica. Mas é quase impossível que o Papa vá contra bispos e cardeais. Isso provocaria o risco de um cisma na Igreja. Tradicionalistas católicos tiveram uma grande vitória e a França desempenhou um papel importante neste processo.

Não foi uma vitória simbólica para os homossexuais? 

Esta tentativa de mudança tocou os espíritos em paróquias e dioceses. [*] Muitos clérigos que fazem preparação para casamentos estavam contentes ao ver que o Sínodo parecia levar essas realidades em consideração. Mas o retrocesso final os deixaram perturbados. Em muitos países, tais como a França e a Alemanha, a Igreja Católica está profundamente dividida. O grande sucesso dos protestos [nota Rorate: A Manif pour tous] contra o casamento para todos [Rorate nota: mariage pour tous, um eufemismo Socialista Francês para casamento civil entre pessoas do mesmo sexo" ] previu esse fracasso do Papa Francisco. Não nos esqueçamos de que o centro de gravidade do corpo episcopal é claramente conservador. O Papa  perdeu por enquanto qualquer margem de manobra, apesar de sua imensa popularidade [**]. Mas uma vez que ele é ardiloso, ele tomará algum tempo pra refletir e tentar assumir o controle de outra maneira.

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É uma análise correta do momento. Gostaríamos apenas de acrescentar algumas poucas notas. Em primeiro lugar, [*]  o relatório provisório inflamou os espíritos em todos os lugares e de maneiras muito diferentes, mas não meramente, como Vallet implica, de esperança e expectativa entre os pseudo-católicos que não acreditam em nada. Pelo que recebemos dos leitores oriundos de várias paróquias e de um particular leitor da África, o relatório provisório acendeu um  fogo de indignação em muitos espíritos tanto nas paróquias como também em dioceses. E se tem algo que podemos dizer é que os leigos em países africanos (e, certamente, em cada nação asiática) são muito mais conservadores em questões morais do que os seus próprios bispos. Segundo, que [**] a inegável imensa “popularidade” do papa em contextos seculares é muito menos perceptível a nível paroquial, onde o efeito  “Francisco” é insignificante, isso se existente – e quanto mais dedicado e completamente catequizado é um determinado grupo, menos popular o papa é. Daí o risco imenso, senão for de um cisma claro, uma divisão forte e duradoura entre o papa, sacerdotes e os leigos. Francisco tem muito apoio para mudar a doutrina católica … mas esse apoio vem principalmente de pessoas que raramente vão à igreja, isso se ainda podemos considerá-los como Católicos de fato. Em terceiro lugar, [***] a renúncia do ex-papa é um problema inexistente, apenas na mente dos novos Ultramontanists liberais.

Um ponto adicional diz respeito ao Cardeal Burke, este servo exemplar da Igreja. Ele não tem sido outra coisa senão humilde ao aceitar pacientemente todas as humilhações. A maneira como ele foi tratado por Francisco é constrangedora não para ele, mas sim para o papa. Pense no quão diferente eram João Paulo II e Bento XVI para com seus dissidentes mais radicias como o anti-Africano cardeal alemão Walter Kasper, e muitos outros da mesma linha, que nunca foram humilhados ou ameaçados de rebaixamento e exílio, apesar de suas posições – muito pelo contrário. E eles agiram assim não porque eram frouxos, mas porque lutavam pra salvaguardar a unidade da Igreja.

Francisco, por outro lado, brincou com fogo e trouxe a Igreja à beira do precipício, sua mais séria divisão em cinco séculos, a fim de implementar aquilo que o seu próprio nomeado, o Cardeal Pell chama de “agenda secular”. Nem mesmo em um Sínodo, cujos membros foram escolhidos a dedo por ele e dirigido pelo cardeal Baldisseri sob seu commando, ele foi capaz de alcançar 2/3 dos votos naquelas questões que lhe eram as mais queridas, isso mesmo depois de terem sido consideravelmente diluídas. Comparem e contrastem isso tanto com o Vaticano I como o Vaticano II, onde nem mesmo as questões mais controversas atingiram esse nível de discordância da inequívoca vontade do Papa – e mesmo quando havia uma proporção muito menor de “non placet” votos (menos ainda de 10%), os textos foram alterados para se obter acordos e se chegar o mais próximo possível da unanimidade. E em vez de aceitar graciosamente a exclusão dos parágrafos rejeitados, ele procedeu incluindo as passagens rejeitadas no texto, o que faz com que todo o processo sinodal perca o sentido … Apesar de tudo isso, como diz Vallet, ele é “ardiloso” o suficiente para prosseguir adiante em sua tentativa, independente dos riscos graves e extremamente elevados para a unidade da Igreja envolvidos nisso. Que Nosso Senhor e Nossa Senhora possam proteger a Igreja.

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21 outubro, 2014

“Se eu não tivesse falado com todas as letras, o Sínodo acabaria pior”.

Presidente da Conferência Episcopal Polonesa: – Acabemos com essa ilusão de que só agora a ‘misericórdia’ começou, após 2000 anos! – A Familiaris Consortio é suficiente.

Por Marek Lehnert – Vatican Insider* | Tradução: Fratres in Unum.com - O Arcebispo Stanislaw Gadecki, arcebispo de Poznan, na Polênia, e presidente da conferência episcopal de seu país, está feliz consigo mesmo e com os demais que pensavam como ele pela determinada crítica à Relatio post disceptationem do Sínodo sobre a Família. O prelado polonês denunciou uma ruptura clara com o ensinamento de João Paulo II sobre a questão, bem como a visão pouco clara sobre a finalidade do próprio Sínodo.

Dom Stanislaw Gadecki.

Dom Stanislaw Gadecki.

Falando ontem a uma rádio polonesa, Gadecki reiterou que muitos Padres Sinodais partilhavam de seus sentimentos, considerando o texto “fortemente ideologizado, porque ele levava em conta mais o lado sociológico do que o teológico”, mas, acima de tudo, porque “algumas das suas teses pareciam destruir o magistério da Igreja. “

“Tenho a impressão de que se eu não tivesse falado claramente, as coisas poderiam ter acabado bem pior. Acho que era necessário dizer alguma coisa por causa dos pedidos das famílias, elas estavam apavoradas. Alguma coisa tinha que ser dita, de modo a não confirmar para as pessoas a certeza de que estávamos prestes a abandonar a doutrina da Igreja. Porque tudo tinha que ter um formato mais sério, mais detalhado e analisado.”

“Felizmente – acrescentou o prelado polonês – os circuli minores realizaram um trabalho muito sério, considerando palavra por palavra, e aquele trecho que resultou no terceiro texto é muito mais sério, graças a Deus.”

O presidente dos bispos poloneses considera que no Sínodo recente “não aconteceu nada de revolucionário.” Em 1981, a exortação “Familiaris Consortio”, de João Paulo II, “já expunha tudo muito antes disso.” O que acontece é que “todo mundo já esqueceu, e agora há a impressão de que a Igreja tornou-se subitamente misericordiosa, ao passo que ela não o era até então, que ela tornou-se iluminada, e não era antes.”

“Essas são todas ilusões, que são o produto da miopia, do fato de que olhamos para as duas últimas semanas e exclamamos: isso não existia antes! Ao contrário, tudo isso já existia. Não se pode dar a  impressão de que durante dois mil anos não havia misericórdia na Igreja, que agora a misericórdia aparece inesperadamente. A misericórdia faz sentido se ela estiver relacionada à verdade”, declarou o arcebispo Stanislaw Gadecki à rádio estatal polonesa.

* Tradução a partir da versão inglesa de Rorate-Caeli.

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20 outubro, 2014

A verdadeira história deste Sínodo. Diretor, atores, auxiliares.

Novos paradigmas sobre divórcio e homossexualidade são agora especialidade da casa para os vértices da Igreja. Nada foi decidido, mas o Papa Francisco é paciente. Um historiador americano refuta a tese de “La Civiltà Cattolica”.

Por Sandro Magister | Tradução: Gercione Lima – Fratres in Unum.com: ROMA, 17 out 2014 – “E voltou a soprar o espírito do Concílio”, foi o que disse o cardeal filipino Luis Antonio Tagle G, uma estrela em ascensão na hierarquia mundial, bem como um historiador do Vaticano II. E é verdade. No sínodo que está prestes a terminar há muitos elementos em comum com o que aconteceu naquele grande evento.

A semelhança mais impressionante é a distância entre o sínodo real e o sínodo virtual veiculado pela mídia.

Mas existe uma semelhança ainda mais substancial. Tanto no Concílio Vaticano II como neste sínodo,  as mudanças de paradigma são o produto de uma condução meticulosa. Um protagonista do Concílio Vaticano II como o Pe. Giuseppe Dossetti – habilíssimo estrategista entre os quatro cardeais moderadores que estavam no comando da máquina conciliar – o afirmou com orgulho. Ele disse que “virou a sorte do Concílio”, graças à sua capacidade de pilotar a assembléia, algo que ele aprendeu com a sua prévia experiência política como líder do maior partido italiano.

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20 outubro, 2014

“Onde houver dúvida, que eu leve…

Por Pe. Cristóvão – Fratres in Unum.com

… a fé”. Esta era a oração atribuída a São Francisco, deste que Bergoglio apresenta ao mundo como seu modelo, sua inspiração. De fato, um modelo, mas ao revesso. Com Bergoglio, no que se refere à Igreja, a oração do Seráfico Patriarca de Assis está em perfeita realização, ao contrário.

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“Onde houver fé, que eu leve a dúvida”, sim, pois hoje suas atitudes e palavras demonstram que ele não se preocupa nem em dissimular seu ativismo liberal. Enquanto os bispos católicos se contorciam para defender a doutrina, ele os atacava, explicitamente, impiedosamente, aplicando-lhes as mesmas palavras dirigidas por Nosso Senhor contra os mestres da Lei.

É o que vem reportado por “L’Osservatore Romano”:

“O Papa Francisco exortou a questionar-se sobre o motivo pelo qual os doutores da lei não compreendiam os sinais dos tempos, invocando um sinal extraordinário. E propôs algumas respostas: a primeira é ‘porque eram fechados. Fechados no seu sistema, tinham elaborado muito bem a lei, uma obra-prima. Todos os judeus sabiam o que se podia fazer, o que não se podia fazer, e até aonde se podia ir’. Mas Jesus surpreende-os fazendo ‘coisas estranhas’, como por exemplo ‘acompanhar com os pecadores, comer com os publicanos’. E os doutores da lei ‘não gostavam disso, era perigoso; estava em perigo a doutrina, que eles, os teólogos, tinham elaborado ao longo dos séculos’”.

Quer dizer, de repente, quem era ortodoxo passa a ser “mestre da lei”, “fariseu”, o anátema. Não lhe basta o reproche tout court, pune. O card. Burke, que se comportou nos últimos dias como heroico confessor da fé, segundo informações, está sendo removido do Supremo Tribunal da Signatura Apostólica.

Bispos africanos sendo vilipendiados por Kasper, por serem mais conservadores. Grupos de bispos se manifestando contra a escandalosa traição do texto de trabalho da “Relatio” ao magistério unânime da Igreja. Manipulações gritantes, que propiciaram a elaboração de um documento que só pode ter sido escrito pelo “Exterminador do futuro”… Senão, como um texto que deveria conter o resultado de umas discussões poderia reproduzi-lo em diversas línguas antes que as mesmas tivessem acontecido? O Vaticano está contratando ciganas? Ou o card. Baldisseri é a versão curial da Mãe Dinah?

Mas os danos não param por aí. A maioria dos padres sinodais foi favorável à inclusão elogiosa aos gays e aos recasados na “Relatio Synodi” – o que é uma vergonha! –, mas, como para a aprovação é necessário o sufrágio de dois terços dos votantes, eles sucumbiram à minoria. Contudo, Bergoglio não se deu por vencido: “em um movimento audaz, o Papa não apenas pediu que se dessem a conhecer os três parágrafos mencionados, mas também deu instruções para que os mesmos façam parte da ‘Relatio Synodi’, ainda que sob a categoria de ‘não aprovados formalmente’. Assim, de fato, deixou aberto o debate sobre os mesmos. A discussão se estenderá durante mais um ano, envolverá todas as dioceses do mundo e concluirá com outra assembleia do Sínodo, em outubro de 2015”.

Este Sínodo é uma piada, e de péssimo, de blasfemo gosto! Entretanto, como dizia o Apóstolo São Paulo, de “Deus não se zomba” (Gal. VI,7). Estes homens perderam o temor do Senhor, estão chamando o juízo de Deus sobre si e, mais dia, menos dia, este virá.

A Igreja virou um inferno a céu aberto, enquanto Bergoglio diz “fazei-me um  instrumento da vossa”… “paz?”. Não!, ninguém pode ser instrumento da paz quando diz sê-lo, mas, com suas ações confessa dia após dia “onde houver união, que eu leve a discórdia”.

Diz, mas talvez também escreva, pois todo este cenário de conflito desenrolava-se sob os salpiques do correio elegante entre Bergoglio e Baldisseri, B&B – daria um lindo logo para uma nova marca de perfumes! Engraçado para quem se acha moderno… Poderiam, ao menos, usar o whatsapp. Assim, poupariam os padres sinodais do constrangimento de se verem manipulados in loco e clamorosamente.

Mas, no fim das contas, Bergoglio é o soberano absoluto, a ele se rende a opinião pública, a Igreja, a fé e…, quem sabe?, até mesmo Cristo – óbvio, não o verdadeiro Cristo-Rei, mas este hippie que eles inventaram, à margem do Evangelho.

Todavia, a desgraça das desgraças, a meu ver, é que estamos testemunhando a “Santa Sé” ensinando a “obstinação no pecado”, “negando a verdade conhecida como tal”, o que a tradição católica, lendo obedientemente a Escritura, chamou sem titubeios de “pecado contra o Espírito Santo”. E isto sem disfarces, à luz do dia.

E as almas vão para o inferno, e Nossa Senhora pede para rezarmos pela conversão dos pecadores, e Bergoglio o acha antiquado… Não! Melhor colocar todo mundo dentro. Afinal de contas, com ele, conversando a gente se entende.

O melhor presente que Bergoglio poderia dar à Igreja seria reconhecer a confusão que está criando e renunciar. Mas, enfim, a sua vaidade nada franciscana não lhe permitirá reconhecer seus erros: ele prefere corrigir os “erros” de toda a Tradição da Igreja, do Evangelho, e até mesmo de Nosso Senhor.

Cabeças vão rolar. O sínodo continua. Novidades vêm aí. E é bom estarmos preparados para a pior de todas as provas: olhar para a Sede de Pedro e encontrar novamente a negação, a recusa, o perjúrio, o grito de “nescio hominem istum quem dicitis”, “não conheço este homem de quem falais” (Marc. XV,71).

Como dizia o Profeta, “não criam, os reis da terra e todos os habitantes do mundo, que entrassem o opressor e o inimigo pelas portas de Jerusalém” (Lam. IV,12).

A São Francisco, disse Cristo: “Vai, e reconstrói a minha Igreja”. Bergoglio ouviu, e o está fazendo, mas ao contrário.

19 outubro, 2014

Foto da semana.

Papa Francisco saúda o Papa Emérito Bento XVI na cerimônia de encerramento do Sínodo sobre a Família e Missa de beatificação do Papa Paulo VI, ocorrida hoje em Roma.

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“Foi uma grande experiência, na qual vivemos a sinodalidade e a colegialidade e sentimos a força do Espírito Santo que sempre guia e renova a Igreja, chamada sem demora a cuidar das feridas que sangram e a reacender a esperança para tantas pessoas sem esperança”.
(Palavras do Papa Francisco ao concluir o Sínodo dos Bispos sobre a Família)

Fonte: Radio Vaticano