Archive for ‘Igreja’

27 novembro, 2014

Patti Smith se apresentará no Concerto de Natal do Vaticano.

A cantora se encontrou com o Papa Francisco na Praça de São Pedro em abril deste ano.

No mês que vem Patti Smith deverá tocar no Concerto de Natal do Vaticano, em Roma. De acordo com o The International Business Times, a cantora punk se apresentará ao vivo no Auditorium Conciliazione da cidade italiana, em 13 de dezembro, atendendo, segundo a fonte, a um convite pessoal do Papa Francisco [nota do Fratres: como não há confirmação oficial sobre quem realizou o convite, cremos que isso cheira mais a uma iniciativa do Pontifício Conselho da Cultura, chefiado pelo Cardeal Ravasi…]. O evento completo será transmitido pela TV ao vivo.

A escolha de Smith evocou uma resposta mista de grupos cristãos. A organização católica Portosalvo aparentemente descreve a decisão como “blasfema” devido à canção “Glória”, de 1975, de autoria da cantora, que apresentava o seguinte trecho: “Jesus morreu pelos pecados de alguém, mas não os meus”.

A cantora encontrou-se com o Papa Francisco na Praça de São Pedro em abril deste ano, onde trocaram apertos de mão.

O Concerto de Natal do Vaticano contará também com uma apresentação da “freira cantora” Irmã Christina Scuccia, que recentemente ganhou a versão italiana do The Voice fazendo cover de Madonna.

Fonte: http://www.nme.com/news/patti-smith/81091

Nota: A roqueira Patti Smith, conhecida como “a madrinha do roque punk” já chegou a afirmar que sempre gostou de fazer músicas transgender (de acordo com a ideologia de gênero). Ela está estreitamente relacionada a muitos sodomitas e vive em estilo de vida gravemente desordenado. Além disso, ela defende publicamente a agenda sodomita.

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27 novembro, 2014

Dinheiro e Sacramentos?

Caro Papa Bergolgio, proteste contra as decisões desconcertantes dos Bispos alemães (como bem fez Ratzinger) ao invés de denegrir nossos párocos. Aqueles sim que são uma vergonha! 

Por Antonio Socci, 21 de novembro de 2014 | Tradução: Gercione Lima – Fratres in Unum.com: A denúncia de hoje do Papa Bergoglio contra “o escândalo do comércio” no templo suscitou clamor:

“Eu penso no escândalo que podemos provocar nas pessoas com o nosso comportamento – enfatizou o Papa Francisco – com os nossos hábitos não sacerdotais no templo: quantas vezes ao entrarmos numa igreja, ainda hoje, deparamos ali com uma lista de preços, ‘para batismo, para a bênção,  para as intenções da missa’. E o povo fica escandalizado.”

Eu não sei se isso existe na Argentina, mas francamente na Itália eu nunca vi uma igreja com uma lista de preços.

E o cardeal Bagnasco rebateu com propriedade durante a tarde, que os sacramentos não são vendidos, que nas igrejas italianas não existem tabelas de preços e que as ofertas livres dos fiéis são utilizadas para sustentar materialmente a Igreja, como é justo que se faça.

É claro que a denúncia do Papa sublinha uma questão verdadeira (a da gratuidade da graça e, portanto, dos sacramentos), mas nos termos que foram usados, corre-se o risco de soar como uma difamação dos pobres párocos …

Ao invés disso, eu gostaria de indicar ao Papa Bergoglio um caso muito mais desconcertante de mau relacionamento entre dinheiro e sacramentos que diz respeito à Igreja na Alemanha.

Na época de Bento XVI, a Santa Sé se opôs às decisões dos bispos alemães [ndr: não respaldando a decisão da Conferência Episcopal Alemã de não admitir aos sacramentos aqueles que oficialmente deixam a Igreja a fim de não pagar o “imposto religioso”, descontado de seus salários para sustentar a Igreja à qual o cidadão alemão pertence]. Creio que seria o caso do Papa Bergoglio se ocupar desse problema, ao invés de expor ao constrangimento nossos pobres párocos .

Além disso, ele conhece bem o Episcopado alemão, porque foram exatamente esses bispos muito progressistas seus principais aliados no Conclave e os maiores defensores das teses de Kasper durante o Sínodo.

Eis aqui, em uma página do meu livro ““NON E’ FRANCESCO”,  um relato do que acontece na Alemanha:

Com todo o respeito à  tão aclamada “Igreja dos pobres”, eu diria que a Igreja na Alemanha é uma verdadeira potência econômica, pois usufrui de enormes receitas do governo, devidas à Kirchensteuer, ou seja, o imposto ou taxa eclesiástica, que só no ano de 2012 canalizou 5,9 milhões de Euros para os seus cofres.

Para entender melhor isso, é uma cifra seis vezes maior do que os “oito para cada mil” que recebe a Igreja italiana, muito embora a Igreja alemã seja composta apenas por 24,3 milhões católicos (menos da metade da Itália).

Até o o mecanismo é diferente. Na Alemanha – apesar da tão decantada separação entre Igreja e estado pelos progressistas — a Kirchensteuer é uma taxa real que é imposta àqueles que se declaram como Católicos (como ocorre também com os Protestantes em benefício da igreja Evangélica).

Justiça e respeito pela liberdade aconteceria se fosse um imposto ao qual o fiel livremente se propõe a pagar, mas ao contrário,  se tornou quase uma espécie de “super-sacramento”, superior até mesmo ao batismo, porque o imposto e a pertença à Igreja se tornaram sinônimos e só é possível se eximir do imposto se a pessoa decidir sair da Igreja com a gravíssima consequência de ser declarado como apóstata e ser excluído dos sacramentos (incluindo até mesmo o funeral na igreja).

“Um decreto da Conferência dos Bispos da Alemanha estabeleceu que a recusa em pagar a  Kirchensteuer  implica para o fiel em sua exclusão da pertença à Igreja”.

Esta posição inédita foi contestada pela Santa Sé  (pelo menos nos tempos de  Ratzinger) e é particularmente desconcertante, porque isso ocorre  “ao mesmo tempo que a maioria do Episcopado alemão está pressionando por uma igreja ‘misericordiosa’ e ‘aberta ao mundo’, reinvindicando comunhão para divorciados novamente casados, abolição do celibato sacerdotal,  afrouxamento das ‘restrições’ com relação à ética sexual etc … “

O filósofo Robert Spaemann, amigo de Joseph Ratzinger, observou que na Alemanha “homens que negam a ressurreição de Cristo permanecem como professores de teologia católica e podem pregar como Católicos durante as missas. Já aqueles fiéis que se recusam a pagar a taxa para o culto são expulsos da Igreja. Há algo de muito errado com isso”.
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27 novembro, 2014

Summorum Pontificum no Brasil: Santa Missa na Catedral de Santo Amaro, SP.

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27 novembro, 2014

Dilma + Boff + Betto = “As bruxas de Eastwick”.

Do post do blog de Reinaldo Azevedo, que merece ser lido na íntegra:

Ai, ai… Lá vamos nós. A presidente Dilma Rousseff decidiu receber nesta quarta dois representantes do próprio hospício mental para tratar, segundo entendi, de tema nenhum, numa evidência de que a suprema mandatária pode andar meio desocupada. Leonardo Boff, suspeito de ser teólogo, e Betto, suspeito de ser frei, estiveram com a governanta. O encontro acontece um dia depois de a dupla ter assinado um dito “manifesto de intelectuais petistas” contra a indicação de Joaquim Levy e Kátia Abreu para, respectivamente, os ministérios da Fazenda e da Agricultura. Hein? […]

Dilma decidiu dar trela a essa gente. É bem provável que não tenha se aproximado da janela em nenhum momento, né? Não custa ser precavido. Ah, sim: Boff, o audacioso, disse não ter debatido nomes de ministros com a presidente. Que bom, né? Afinal, ninguém o elegeu para isso. Ainda que essas duas personagens tenham um apelo, digamos, momesco, ao recebê-las com certa solenidade, Dilma exibe sinais preocupantes, como se estivesse a purgar os pecados do realismo, ajoelhando-se no altar de heresias delirantes.

26 novembro, 2014

Falando mais que francamente. Nova entrevista do Cardeal Raymond Leo Burke sobre o Sínodo dos Bispos.

Entrevista feita pelo repórter e jornalista Terry Jeffrey com o Cardeal Raymond Burke sobre o equívoco da hierarquia da Igreja ao emitir um relatório parcial escandaloso sobre os trabalhos do Sínodo dos Bispos para a família, em desacordo com as Palavras de Nosso Senhor Jesus Cristo e a Tradição do Magistério da Igreja.

Pedimos a nossos leitores que destaquem, na caixa de comentários, os trechos mais significativos da entrevista, ajudando, assim, aqueles que não podem assistir ao vídeo.

26 novembro, 2014

Avança a Ditadura do Gênero.

Por ordem do MP, Governo do Rio recolhe cartilhas ‘homofóbicas’ e suspende fóruns religiosos.

Ações foram determinadas pelo Ministério Público após denúncia de grupo de pesquisa da Uerj

Por Lauro Neto – O Globo: RIO – Por determinação do Ministério Público, a Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro (Seeduc-RJ) recolheu as cartilhas católicas “Chaves para a bioética” distribuídas a professores da rede estadual durante o X Fórum de Ensino Religioso, realizado no fim de março. O material, que, segundo o MP, contém conteúdo homofóbico e machista, é o mesmo entregue a milhares de participantes da Jornada Mundial da Juventude de 2013, realizada no Rio. Na ocasião, foram impressos cerca de 2 milhões de exemplares do guia em quatro idiomas – 900 mil apenas em português -, com produção da fundação católica Jérôme Lejeune e da Comissão Nacional da Pastoral Familiar da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). A denúncia foi feita pelo grupo de pesquisa da diversidade Ilè Obà Òyó, do programa de pós-graduação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

Os pontos mais polêmicos da cartilha estão num anexo escrito sob preceitos difundidos pelo Vaticano, que ataca a chamada “teoria de gênero”. Para a Igreja, a ideia de que o gênero deve ser autodeterminado e tem ligação com a orientação sexual (heterossexual, homossexual, bissexual, transgênero etc.) é condenável. De acordo com o material, “a teoria de gênero subestima a realidade biológica do ser humano. Reducionista, supervaloriza a construção sociocultural da identidade sexual, opondo-a à natureza”. Algumas ilustrações também ironizam a orientação sexual, e “reflexões éticas” sugerem que recusar a adoção aos homossexuais não representa homofobia e que “ninguém pode decidir se transformar em homem ou em mulher”.

Uma das recomendações da 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Proteção à Educação da Capital — que considerou “o conteúdo discriminatório (homofóbico e machista)”, além de vinculado a religiões — determinou a realização de campanhas de esclarecimento em toda a rede estadual sobre a necessidade de respeito a todos modelos familiares e orientações sexuais. A ideia do Ministério Público é “neutralizar qualquer conteúdo eminentemente religioso nas cartilhas (em especial a fim de repudiar o conteúdo descrito como ‘Teoria do gênero’)”.

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26 novembro, 2014

Seita Moon reúne 18 ex-presidentes no Paraguai: “Está provada a efetividade do impacto coletivo como tática”.

Por Luis Santamaría – Info Católica | Tradução: Airton Vieira de Souza – Fratres in Unum.comDezoito ex-presidentes latino-americanos e caribenhos se reúnem a partir de hoje, 19 de novembro, em Assunção (Paraguai) para participar da VI Convenção Internacional Global pela Paz, da Fundação Paz Global, de Heun Jin Preston Moon, filho do fundador da Igreja da Unificação, Sun Meung Moon, segundo informa a agência Efe.

A reunião tem como propósito “a análise e intercâmbio de experiências” dos ex-presidentes sob o lema “Até a transformação Nacional: A Liberdade, Prosperidade e Integridade mediante uma liderança moral e inovadora”, segundo a organização.

Intervirão os ex-mandatários guatemaltecos Vinicio Cerezo e Álvaro Colom, os uruguaios Luis Alberto Lacalle e Jorge Batlle, os bolivianos Jaime Paz Zamora e Carlos Mesa, o colombiano Ernesto Samper, Gustavo Noboa do Ecuador, Hipólito Mejía da República Dominicana e os panamenhos Nicolás Ardito Barletta Vallarino e Martin Torrijos.

Por Costa Rica chegarão ao Paraguai Laura Chinchilla e Rafael Calderón, Antonio Saca de El Salvador e o argentino Eduardo Duhalde. Os ex-presidentes paraguaios Juan Carlos Wasmose, Raúl Cubas e Luis González Macchi también intervirão nas conferências.

A Convenção apresentará palestras como: “Iniciativa Empresarial: Chave para o Desenvolvimento Sustentável e a Redução da Pobreza, Famílias Solidamente Constituídas como Bases de Sociedades Éticas” e “O Papel dos Meios de Comunicação na Promoção de Sociedades Éticas”. Também haverá uma mesa dedicada ao tema “Liderança da Mulher na Transformação Nacional”.

O ex-membro da Corte Suprema de Justiça do Paraguai José Altamirano, diretor do Instituto de Desenvolvimento do Pensamento Pátria Sonhada, um dos promotores do evento, disse à Efe que o evento “busca unir as melhores mentes do Paraguai e outros países”.

A organização aponta para defender um modelo de “família tradicional entre homem e mulher”, segundo disse Altamirano. “É certo que há novas redefinições do que é uma família, mas que não são fáceis de assimilar”, acrescentou.

A Fundação Paz Global foi fundada por Heun Jin Preston Moon, filho do reverendo Sun Meung Moon, com o propósito de cooperar com iniciativas de “promoção e instauração da cultura de paz”.

Meung Moon fundou em 1954 a Igreja da Unificação, a qual assegura ter cerca de 3 milhões de seguidores em 194 países. Pai de 15 filhos e avô de mais de 40 netos, o reverendo Moon levantou um multimilionário império empresarial em torno de sua igreja, que começou a ganhar visibilidade internacional nos anos setenta graças a suas bodas multitudinárias, nas quais dezenas de milhares de casais de seguidores se dão o “sim, quero” ao mesmo tempo.

No diário paraguaio ABC lemos também que esta importante iniciativa está a cargo da Fundação Paz Global, cujo presidente é Thomas Field. Contam ainda com o apoio da Missão Presidencial Latino-americana para Liderança, Testemunho e Ação ao serviço da região, Conferência Liderança Uruguai, Fundação Esquipulas para a Integração Centro-americana de Guatemala e o Instituto de Desenvolvimento do Pensamento Pátria Sonhada de Paraguai.

O convite foi feito por Thomas Field e pela presidente do Partido Colorado, a senadora Lilian Samaniego. Os ex-mandatários começaram a chegar ao país na terça, 18 de novembro, e se espera um público maciço tendo em conta a qualidade dos expositores.

Notimex agrega que esta VI Convenção Internacional Global pela Paz foi declarada de “interesse municipal” pela Prefeitura de Assunção e de “interesse turístico nacional” pela Secretaria Nacional de Turismo (Sernatur) deste país sul-americano.

Objetivo: influir na educação

Não é o único ato recente desta instituição vitrine da denominada popularmente como “seita Moon”, ainda que seja o mais importante. A Fundação Paz Global realizou, em 17 de outubro passado, um encontro de organizações e instituições vinculadas à educação paraguaia com o propósito de unificar esforços e criar o que denominam um “impacto coletivo” para gerar uma real transformação educativa, através de uma agenda comum, que destacaram poder ser uma solução a problemas sociais, segundo informou a página Entorno Inteligente.

Gerar um espaço de intercâmbio de experiências institucionais para aplicar estratégias que permitam um impacto coletivo positivo na educação paraguaia é o objetivo da reunião que se realizou no Salão VIP da Câmara de Senadores, e que contou com a presença de representantes de diversas organizações e instituições vinculadas à educação.

O evento organizado por Paz Global e Juntos pela Educação contou com a presença do vice-presidente Internacional de Educação da Fundação Paz Global, Tone Devine, quem se encarregou de explicar a diferença que existe entre o impacto individual e o impacto coletivo.

“A maioria das organizações, no momento de identificar um problema, só se centram em um elemento isolado e medem sua contribuição individual para resolvê-lo. Entretanto, um impacto coletivo é uma estratégia para resolver necessidades sociais mediante um processo de colaboração entre diferentes organizações até objetivos coletivos. Com estrelas solitárias não vamos mudar a história, necessitamos constelações que trabalhem juntas”, disse.

María Esther Jiménez, assessora de Educação da Fundação Paz Global, assinalou que em 24 de novembro se realizará um encontro para articular o projeto de Impacto Coletivo com vistas a constituir-se um fórum educativo nacional permanente e estabelecer uma agenda comum tendente à transformação educativa através do impacto coletivo.

“Esta reunião foi a apresentação do projeto, agora vamos tornar a convidar a todos os que assistiram hoje, para delinear as medidas e unir esforços para trabalhar juntos por este objetivo. Está provada a efetividade do impacto coletivo como tática para afrontar o problema”, assegurou.

Por sua parte, a senadora Blanca Ovelar, presidente da Comissão de Educação, referiu que esta é uma alternativa para começar a construir a cultura de trabalhar em rede. “Trabalhar em rede é trabalhar juntos para reverter a situação educativa de nosso país. Os esforços feitos até agora são insuficientes para melhorar os indicadores, pelo qual temos que somar os esforços da sociedade organizada”, comentou.

Além disso, Ovelar agregou que o tecido social com suas organizações tem que contribuir com essa estrutura. “As escolas sozinhas não vão reverter esta história. As crianças estão quatro horas na escola e vinte horas fora. Necessitamos uma comunidade que eduque e para que uma comunidade eduque e haja um impacto maior das ações das escolas necessitamos de redes solidárias de outras organizações que se somem ao esforço. Essa é uma cultura que temos que implantar na sociedade”.

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24 novembro, 2014

Cardeal Sarah, novo prefeito para o Culto Divino.

Conforme antecipamos aqui no último sábado, o Cardeal Robert Sarah foi anunciado hoje como novo Prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos.

24 novembro, 2014

O futurismo de Francisco tem futuro?

Por Pe. Cristóvão | Fratres in Unum.com

Os progressistas andam contentes. Vivem dizendo que Bento XVI foi a última expressão de resistência ao Concílio, juntamente com João Paulo II, do qual é herdeiro. Entretanto, dizem eles, agora é a hora em que, afinal, a revolução conciliar chegará ao seu objetivo. Com Francisco, a Igreja entraria em sua nova era. E cantam vitória. E tripudiam.

Mas, será?

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Esquecem-se eles que a Igreja não é como qualquer outra organização social. A dinâmica de seu organismo tem características muito peculiares, que a subtraem subitamente do alcance da ciência sociológica. Uma destas é a lentidão do seu metabolismo.

Como sociedade guiada por anciãos, a autoridade de governo sobre ela nunca representa perfeitamente as tendências do seu tempo, excetuando-se os casos extraordinários de pastores visionários, que enxergaram muito à frente e conseguiram discernir que as mudanças, apesar de aparentemente convulsivas, são na verdade evanescentes e só ostentam a definitividade do eterno e imutável Deus, da verdade da fé, da indefectibilidade do catolicismo.

Em síntese, “olhar para frente”, na Igreja, significa ultrapassar as modas e chegar àquilo que é estável, duradouro, perene…

Contudo, quando tais visionários faltam, ficamos reféns de perspectivas de curto alcance e, embora estas se travistam de um otimismo efusivo, ao fim e ao cabo, todos percebem que são um delírio “quase” patológico.

Este me parece ser o caso de Papa Francisco. Francamente, não há nada em sua postura que me evoque uma visão realmente de longo alcance. Ao contrário, ele parece mais alguém perdido no tempo, fixado naquele entusiasmo futurista típico dos anos 70 ou 80 do século passado… Ele representa bem aquela geração.

E não é sem razão que é justamente a parcela da população que naquelas décadas já era adulta que se entusiasma ao ver a reedição de suas utopias de outrora, agora desempoeiradas e desfraldadas em plena Loggia de São Pedro.

Os jovens, ao contrário, não têm feeling com Francisco. Com ele não se passa nem de longe o mesmo fenômeno dado durante o pontificado de Bento XVI, quando uma multidão de jovens, coroinhas, acólitos, seminaristas, néo-sacerdotes se encheram de vida ao ver o renascimento da Igreja de sempre, e agora têm de amargar goela abaixo a rotulação, dada por Francisco, de restauracionistas.

Toda uma plêiade de jovens foi reduzida a uma mera classificação pejorativa em sua boca, o que demonstra bem o desatino de sua percepção pastoral, ferreamente encarcerada naquelas décadas confusas do pós-concílio. Definitivamente, Francisco não é o papa do futuro, mas do passado.

É interessante notar como a admiração por sua pessoa – nunca pelo sublime ofício que ocupa – é despertada sobretudo entre incrédulos, comunistas, hereges, imorais, gays, abortistas, roqueiros, satanistas, fofoqueiros de plantão, enfim, personalidades boçais sem as quais o mundo televisivo nunca iria para a frente…, mas, na Igreja, os olhares dos fieis ainda brilham quando se vislumbra o vulto de seu predecessor.

Francisco vive chamando Bento de vovô, mas, na verdade, embora a opinião pública o tenha estigmatizado, suas palavras ecoavam com a autoridade de um pai, enquanto seu sucessor é somente objeto de uma vaga simpatia, típica daquela devotada a um “avô”. Com efeito, ele se pôs rapidamente na posição de um bom velhinho, entusiasmado, com a irreverência de um Chespirito caricaturado e a poesia de um John Lennon do túnel do tempo, sem a gravidade requerida de um papa, a confiabilidade esperada de um pastor e a respeitabilidade suposta de um pai.

Se há algo patente na reação dos jovens a Francisco é a sua total apatia, o desconcerto mal disfarçado, o mal-estar incontido, a nostalgia de uma referência forte, a perplexidade de quem se sente perdido dentro de casa e órfão de pai vivo.

A única salvação para o “legado” de Francisco será o uso autoritário que ele faz de seu poder, pelo qual favorece ostensivamente a diplomacia vaticana. Com Francisco, a Igreja não se tornará mais pastoral, como propalam os progressistas; antes, ela está se tornando mais política do que nunca, e politicamente correta.

Ele não é o líder dos católicos, mas o porta-voz dos discursos da ONU, das ONGs, da Nova Ordem Mundial, dos Illuminati. Se algum católico não se deu ainda conta disso, as Fundações internacionais já o perceberam, e não cessam de usar o magistério franciscanista contra a própria doutrina da Igreja e contra a dignidade humana em geral. Falta apenas a alguns cristãos a clarividência de poderem verbalizar o que já sentem, simples assim: #FranciscoNãoMeRepresenta!

Ele só tem uma saída: o aparelhamento eclesial. Por isso suas movimentações grotescas, o fracasso na dissimulação de sua manipulação no sínodo e em tudo o mais, a pressa em remover seus inimigos (Piacenza, Cañizares, Burke, além de soldados de pouca monta) e nomear seus cúmplices. Em definitiva, aquilo que foi Lula para o Brasil, é Francisco para a Igreja.

Contudo, contra eles corre um relógio inexorável: a ampulheta da vida. Alguém já disse que os maiores reformadores da Igreja são o infarto e o derrame cerebral. Talvez seja uma afirmação fisiológica demais…, não sei! Porém, uma coisa é certa: toda esta gente está confinada no surto de uma época que não convence mais.

Ao contrário de Bento XVI, este sim, um visionário, que soube ler as ânsias do âmago da mocidade católica e despertar seus mais genuínos desejos de santidade, e fez escola!, Francisco passará para a história como um papa obtuso, cultivador das defecções de nossa civilização adoecida, também ele doente, de miopia histórica, refém de sua geração, réu do mesmo destino dos insanos, que não conseguem transcender sua própria biografia, reproduzindo compulsivamente os mesmos padrões de sua mentalidade tacanha, provinciana, que não consegue ir além da presumível “bondade” de umas intenções equivocadas.

Não sou futurólogo, nem me agrada a adivinhação, mas talvez esta cafonice chegue ao seu fim, talvez seja o canto do cisne daquela primeira geração do pós-concílio, e que, no final deste pesadelo, voltemos à normalidade, tendo apenas de remover alguns deslocados que foram promovidos, os mesmos que estavam silenciados em sua insignificância e agora se inebriam com sua própria loquacidade ensandecida, mas que não serão capazes de lidar com as novas gerações que, cansadas deles mesmos, os farão sentir-se tais quais são: ridículos.

No fundo, teremos de pagar pra ver. Mas não me parece impossível que, dadas estas circunstâncias, este seja um eventual desfecho.

23 novembro, 2014

Conferência de Dom Guido Pozzo sobre o Vaticano II.

Importante texto de conferência do Arcebispo Secretário da Pontifícia Comissão Ecclesia Dei, uma vez que, recentemente, ele mesmo afirmou que “Roma não pretende impor uma capitulação à FSSPX”.

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Comentários e tradução por Guilherme Chenta, guilhermechenta.com

COMENTÁRIOS

Introdução

Em abril de 2014, o Arcebispo Dom Guido Pozzo, secretário da Pontifícia ComissãoEcclesia Dei, visitou o seminário do Instituto do Bom Pastor, com os seguintes objetivos: verificar a situação do instituto no pós-crise, dar duas conferências norteadoras da ação do IBP de acordo com a “hermenêutica da reforma na continuidade” e conferir ordens a alguns seminaristas.