Archive for ‘Igreja’

21 maio, 2015

Fracasso total: Coalizão para Reforma Política, encabeçada por CNBB, não consegue nem metade das assinaturas pretendidas.

Por CNBB: No dia Nacional de Mobilização contra a Constitucionalização da Corrupção, mais de duas mil pessoas participaram de ato cultural e caminhada em favor da Reforma Política Democrática. O evento, organizado pela Coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas, ocorreu nesta quarta-feira, 20,  em Brasília, às 9h. 

A caminhada iniciou em frente à catedral metropolitana e seguiu até o Congresso Nacional, para a entrega das assinaturas já coletadas, em favor da Reforma Política Democrática. Ao todo, foram entregues 630.089 assinaturas (entre físicas e eletrônicas). A coleta continua, com a meta de alcançar 1,5 milhão de assinaturas.

Jamais perderemos a esperança”, afirma o bispo auxiliar de Belo Horizonte (MG) e presidente da Comissão para Acompanhamento da Reforma Política da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Joaquim Mol. “Que este Congresso Nacional veja que as mais de 600 mil assinaturas representam a vontade do povo brasileiro em mudar. A democracia brasileira só tem como avançar se as empresas forem extirpadas de vez da política”, pontua dom Joaquim.

Iniciativa popular

O Projeto de Lei de Iniciativa Popular proposto pela Coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas foi lançado em setembro de 2013. Trata-se de uma iniciativa popular em prol do fortalecimento dos mecanismos de democracia direta, com a participação de mais de 100 entidades da sociedade civil, entre elas a CNBB e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

O Projeto de Reforma Política cobra medidas urgentes, como: 1) afastar a influência do poder econômico das eleições, proibindo a doação de empresas; (2) reformular o sistema político, incluindo a questão de gênero, e estimular a participação dos grupos sub-representados; (3) viabilizar a regulamentação do artigo 14 da Constituição, em favor da democracia direta; (4) melhorar o sistema político partidário, aumentando a participação de militantes e filiados em torno de um programa político; (5) promover a fidelidade partidária programática.

Com informações e foto da assessoria de imprensa da Coalizão.

21 maio, 2015

Summorum Pontificum no Brasil: Santa Missa em São Carlos, SP.

Data: Domingo, 24 de maio de 2015.
Horário: 11h.

Confissões: a partir das 10h30.

Local: Santuário de Adoração São Pio X
Av. José Pereira Lopes, 386. São Carlos–SP (ao lado do Seminário diocesano)

Atenção: nosso recesso se estendeu até o próximo dia 30.

20 maio, 2015

Formação em Uberlândia, MG.

Tema: Fundamentos da Vida Interior.

O objetivo é apresentar aos católicos uma perspectiva introdutória à Teologia Ascética e Mística tradicional da Igreja, colhendo elementos que vão desde Santo Tomás de Aquino até Santa Teresa de Ávila e Santa Teresinha do Menino Jesus.

Palestrante: Rodolpho Loreto

Evento gratuito

Datas:

23/05 – 15:00 às 17:30
24/05 – 09:00 às 11:00

Local: Santuário Nossa Senhora Aparecida – Sala Esperança – Uberlândia/MG

Site Oficial do Evento:

https://missatridentinaemuberlandia.wordpress.com/2015/04/29/comunicado-eventos-importantes/

Link do evento no Facebook:
https://www.facebook.com/events/1425652837742512/

16 maio, 2015

A Igreja Católica da Alemanha no abismo.

Por Mathias von Gersdorff – Junge Freiheit | Tradução: FratresInUnum.com* – Fazia parte da preparação do Sínodo sobre a família de outubro de 2015 que as dioceses do mundo inteiro consultassem a opinião dos fieis sobre o tema matrimonio e família.

As respostas do laicato alemão foram analisadas pela Conferencia Episcopal Alemã, que resumiu sua avaliação no documento intitulado “A vocação e a missão da família na Igreja e no mundo de hoje”.

Esse documento foi enviado a Roma e constitui, por assim dizer, a descrição da posição dos católicos alemães face ao matrimônio e à família. Com base nessas opiniões, o Sínodo deverá elaborar, no outono [europeu], perspectivas pastorais.

No que diz respeito à Alemanha, a tomada de posição da Conferencia Episcopal Alemã revela uma situação desoladora. Se essa tomada de posição refletir de fato a realidade nacional, a Igreja não exerce mais qualquer influência sobre as opiniões de seus fiéis a respeito de casamento, família e moral sexual.

A respeito do divórcio, das famílias-mistas, das parcerias homossexuais, a julgar pelo documento dos bispos alemães, os fieis teriam adotado inteiramente as ideias difundidas por revistas como BRAVO, por filmes e novelas, ou por partidos políticos de esquerda como Bündnis 90/Die Grünen.

Segundo a Conferencia Episcopal Alemã, a revolução sexual fez uma obra devastadora na Alemanha e os bispos não têm mais qualquer influência sobre o que os católicos pensam a respeito de matrimônio e sexualidade.

Enquanto tal, o documento da Conferencia Episcopal Alemã constitui uma confissão do colossal fracasso do episcopado em defender neste País a Fé católica e o Magistério eclesiástico.

A delegação alemã para o Sínodo, composta por Cardeal Reinhard Marx (München-Freising) e pelos bispos Franz-Josef Bode (Osnabrück) e Heiner Koch (Dresden-Meißen), deveria se apresentar diante da assembleia sinodal e, de cinzas na cabeça, pedir perdão por seu fracasso.

Bispos de dioceses pobres do interior da Bolívia ou da Nigéria certamente lhes fariam as seguintes perguntas: como pode ser que uma Igreja tão rica tenha gasto tão pouco dinheiro no ensino da verdadeira doutrina católica a respeito do matrimônio e da sexualidade?

Por que o conteúdo das Encíclicas dos Papas Bento XVI, Joao Paulo II (Familiaris consortio) e Paulo VI (Humanae vitae) permanece desconhecido ou não é levado a sério?

Por que a Encíclica “Humanae vitae” foi colocada em questão pela “Declaração de Königstein” dos bispos alemães?

Quanto dinheiro a rica Igreja católica alemã gastou para combater as influências perniciosas da televisão, da internet e de outras mídias sobre as pessoas?

Que contramedidas catequéticas foram tomadas para manter viva a doutrina católica?

Poder-se-iam colocar perguntas ainda mais incômodas, uma vez que o entendimento católico sobre matrimônio e sexualidade está intimamente ligado à cristologia católica.

Se, de fato, muito poucos alemães ainda seguem a moral matrimonial e sexual católica, deve-se perguntar até que ponto eles ainda aderem ao cerne da Fé católica, como, por exemplo, a divindade de Cristo, sua ação salvífica enquanto vítima expiatória e redentora, a ressurreição, etc.

Face a essa catástrofe, é de esfregar os olhos quando bispos alemães tem a triste coragem de apresentar exigências ao Sínodo.

A doutrina deveria ser, segundo eles, “mais desenvolvida”; dever-se-ia mostrar “apreço” pelas relações extramatrimoniais e homossexuais, e assim por diante.

Afinal que resultados a delegação alemã pode mostrar, a fim de se atribuir autoridade para apresentar semelhantes exigências?

Não é de espantar que em muitos países os católicos balancem a cabeça a respeito da Alemanha.

Até mesmo Daniel Deckers, jornalista encarregado de assuntos ligados à Igreja Católica do Frankfurter Allgemeine Zeitung e muito longe de ser um conservador, escrevia em 21 de abril de 2015:

“Sob a impressão causada pelas respostas, (os bispos alemães) acentuam agora sua proposta do ano passado de permitir sob certas condições o acesso de católicos divorciados e recasados aos sacramentos da penitência e da eucaristia. Até o momento, a Conferencia Episcopal Alemã é a única no mundo que defende este ponto de vista”. De fato é de se perguntar o que, afinal, a Conferencia Episcopal Alemã pretende com o documento “A vocação e a missão da família na Igreja e no mundo de hoje”.

Da diocese de Essen – com aproximadamente 850.000 almas – chegaram 14 respostas individuais ao questionário.

De Mainz (740.000 almas) veio um total de 21 respostas.

De Magdeburg (86.000 almas) vieram 18.

Não é preciso haver estudado estatística para saber que tal pesquisa de opinião não vale nada.

O que a Conferencia Episcopal Alemã deveria ter informado ao Vaticano seria:

“Infelizmente, não foi possível saber o que os fieis pensam a respeito de matrimonio e família, uma vez que não participaram da pesquisa”.

Ao contrário disso, A Conferência Episcopal redigiu um documento que recomenda a demolição da doutrina católica sobre matrimônio e sexualidade.

Vamos esperar o que o Cardeal Marx e companhia vão produzir até o Sínodo da Família.

Em todo caso, o Cardeal alemão Walter Brandmüller já deixou claro: “Quem quiser mudar o dogma é herege – ainda quando traja a Púrpura.”

* Nosso agradecimento a um caro amigo pela tradução fornecida.

15 maio, 2015

Fechar os olhos, engolir, obedecer, seria o novo lema para os católicos do Brasil?

Parece ser que viver a fé na vida política não é debater dentre os diversos modelos de reforma política, mas aceitar apenas o da Coalizão. Reflexões de Paulo Jacobina, Procurador Regional da República e Mestre em Direito Econômico.

Brasilia, 14 de Maio de 2015 (ZENIT.org) Paulo Vasconcelos Jacobina: Domingo fui à missa, como costumo fazer nos domingos, com a minha família. Estava ocorrendo uma “missa sertaneja” na minha paróquia, de modo que tive que acompanhar a procissão de entrada com uma versão mal adaptada do “Menino da Porteira”, ouvir o “Luar do Sertão” como salmo responsorial e ir à fila da comunhão sob o som da “Tristeza do Jeca”. Enfim, ao menos houve o cuidado de adaptar as letras da música para uma vaga expressão de religiosidade; um pouco mais piedoso do que certa missa celebrada em homenagem às mães na escola católica em que meus filhos estudam, em que as leituras foram substituídas por textos do santo fundador, ou mesmo uma missa de sétimo dia ocorrida numa paróquia de religiosos daqui da nossa Arquidiocese, em que o salmo responsorial era de Renato Russo e os textos da liturgia da Palavra proclamaram poemas de Carlos Drummond de Andrade.

Na segunda, resolvi passar numa livraria católica, para comprar um exemplar da encíclica “Veritatis Splendor”, que gosto de folhear para servir de inspiração ao meu trabalho jurídico. Quase não encontrei: perdida por trás de outros livros, numa estante remota. Como destaques na vitrine, livros teológicos de autores tais como Roger Haight, Andrés Torres Queiruga, Marciano Vidal, Leonardo Boff, só para citar alguns que lembro de cabeça. Todos já notificados por heresia pela Congregação para a Doutrina da Fé da Santa Sé. Havia outras obras igualmente destacadas, com títulos como “Uma Outra Igreja é Possível” (parece que já se dá por certo que esta já não é mais possível) ou “Ovelhas ou Protagonistas”, sobre o papel de leigo (Parece que o autor descobriu que Jesus seria um pastor de “protagonistas”, não de ovelhas).

Já no trabalho, percorrendo o noticiário eletrônico, descubro, pela internet, que como cristão, não devo ficar com os braços cruzados, mas lutar pela imediata implantação da “reforma política popular” oferecida por uma certa “Coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições limpas”. No site “Reformapolitica.org.br”, um diácono católico me alerta que “para os maniqueístas que defendem que a Igreja não deve mexer com política, é necessário lembrar que a CNBB participa ativamente deste processo. E, por uma questão de consciência, assinala Dom Joaquim Giovani Mol Guimarães, bispo auxiliar de Belo Horizonte e responsável pela Comissão para o Acompanhamento da Reforma Política, trata-se de um ato que tem como motivação a vivência da fé.”

Mas viver a fé na vida política, sou logo advertido, não é debater dentre os diversos modelos de reforma política, mas aceitar apenas a da Coalizão. E concluir, com ela, que a atual classe política está constituída majoritariamente de gente ilegítima até mesmo para participar de um debate assim. Qualquer outra proposta é “contrarreforma”, o que soa comoreacionarismo da elite dominante contra a vanguarda popular presidida por esta “coalizão”.

Leio um artigo publicado no site “Adital”: “Para D. Leonardo Steiner, Secretário Geral da CNBB, ‘a maioria dos congressistas não têm interesse em reformar o sistema político e eleitoral do nosso país porque se encontram em zona de conforto no atual sistema. É necessária uma conjunção de forças, no sentido de unificar objetivos e áreas a serem reformadas’”. Seria necessário, segundo tais pensadores, uma “Constituinte exclusiva” para a reforma política. Nossa atual Constituição não serviria mais.

Na verdade, parece que a Coalizão vê esta falta de legitimidade política dos políticos brasileiros especialmente no PMDB: “Na próxima quarta-feira, a Ordem dos Advogados do Brasil e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil realizarão um ato público contra a proposta de reforma política defendida pelo PMDB, no Congresso Nacional.” É a notícia publicada no site “poder Online”. Na verdade, o site Adital complementa as informações, assim: “A informação é do professor Daniel Seidel, membro da Comissão Brasileira de Justiça e Paz, assessor político da CNBB, uma das organizações que integram a Coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas”. Este Daniel Seidel, tomo conhecimento também pela Internet, fala pelos bispos mas não é bispo. Parece que tem filiação partidária, e que já foi candidato, mas por um partido devidamente popular e vanguardista. Ele chama as outras propostas de reforma política de “contrarreformas”: “como o tempo político no Congresso se acelerou com o andamento de uma contrarreforma e já acelerada, nós vamos fazer chegarem as assinaturas”, observa. Ainda atribui a resistência de setores católicos à reforma proposta pela entidade que representa como “falácias contadas à opinião pública sobre a campanha da reforma política, preconizada pela Coalizão.” Lembra que “os quatro pontos principais da proposta são: a proibição do financiamento de campanha por empresas e adoção do financiamento democrático de campanha; eleições proporcionais em dois turnos; paridade de gênero na lista pré-ordenada; e fortalecimento dos mecanismos dademocracia direta, com a participação da sociedade em decisões nacionais importantes.”

Curiosamente, no site do PT http://www.pt.org.br/reformapolitica/, há a propaganda de uma “reforma política de iniciativa popular”, cujas assinaturas estão sendo colhidas em algum lugar que o site não especifica, com as seguintes características: “Convocar uma Constituinte exclusiva”, por coincidência também proposto pela Coalizão, o voto em lista pré-ordenada, um aumento real da presença das mulheres em todas as instâncias da política nacional (ou de gênero, como diz a cartilha da Coalizão), e o financiamento público de campanha.

Num outro site sobre reforma política, chega a notícia: “Na tarde desta quarta-feira (3), foi a vez do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva votar “sim” no Plebiscito Popular por uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político, durante um evento em Salvador (BA)”. Há uma foto vistosa de um palanque e do referido político, em pé, a assinar um documento.

Num corredor de sacristia, num desses finais de semana de missas sertanejas, ouvi duas pessoas conversando sobre o panelaço ocorrido na semana passada, durante o programa do PT: “são os coxinhas, eles não se conformam por terem perdido as empregadas domésticas, por terem que dividir os aeroportos com os pobres, por terem que dividir as universidades com os afrodescendentes, os médicos cubanos revolucionaram o problema da saúde no Brasil”. Bom, não tenho empregadas, não curso universidades e frequento muito raramente os aeroportos. Nunca utilizei os serviços dos médicos cubanos. Mas minha faxineira leva mais de três horas para se deslocar da sua casa até a minha, de ônibus. Talvez ela não saiba que deveria vir de avião.

Quanto a mim, estou aguardando para obedecer aos nossos bispos. Quero ser um bom católico. Se para isso é necessário passar a cantar “Menino na Porteira” para comungar, considerar ilegítimos e contrarreformistas todos os que discordem da reforma política acima descrita, ser representado por leigos militantes partidários em nome da Conferência dos nossos bispos, ler Boff, Vidal e Queiruga como teólogos de referência e defender que a Constituição Brasileira já não serve, e que qualquer um que reclame contra as políticas do governo é um “coxinha” reacionário e explorador de um sistema “excludente” que não aceita que os pobres andem de avião, então vamos.

Se é necessário acreditar que, apesar de divulgada no site do PT e concordar ponto por ponto com as propostas daquele partido, a iniciativa popular da “coalizão” é independente, e se isto é devido por força da obediência ao magistério da Igreja no Brasil, nos esforçaremos por obedecer. Já tivemos um Bispo vanguardista no poder, no Paraguai. Parece que os “maniqueístas que defendem que a Igreja não deve participar da política” o derrubaram. Conta o ex-presidente do Uruguai em sua Biografia, recentemente publicada:

“Um encontro tão fugaz e repentino entre presidentes levantaria suspeitas, motivo pelo qual o governo brasileiro resolveu enviar um avião a Montevidéu para transportar o emissário de Mujica à residência de Dilma, em Brasília. (…) Durante a conversa, Dilma mostrou a ele fotos, gravações e informes dos serviços de inteligência brasileiros, venezuelanos e cubanos, que registravam como foi gestado um ‘golpe de estado’ contra Lugo por um grupo de “mafiosos” que, a partir da queda do presidente, assumiram o poder. ‘O Brasil necessita que o Paraguai fique de fora do Mercosul para, dessa forma, acelerar as eleições no país’, concluiu Dilma. (…)Na semana seguinte, no início do julho de 2012, todos os presidentes do Mercosul votavam, em uma cúpula na cidade argentina de Mendoza, a suspensão do Paraguai.”

Fechar os olhos, engolir, obedecer, seria o novo lema para o resto de nós. Parece que não sabemos nem ver por nós mesmos, nem julgar adequadamente, nem agir senão reacionariamente. Seremos, parece, reeducados pelos “protagonistas” de uma “nova Igreja”.

14 maio, 2015

Ex-espião da União Soviética: Nós criamos a Teologia da Libertação.

ACI – Ion Mihai Pacepa foi general da polícia secreta da Romênia comunista antes de pedir demissão do seu cargo e fugir para os EUA no fim da década de 70. Considerado um dos maiores “detratores” de Moscou, Pacepa concedeu entrevista a ACIDigital e revelou a conexão entre a União Soviética e a Teologia da Libertação na América Latina.  A seguir, os principais trechos da sua entrevista:

Em geral, você poderia dizer que a expansão da Teologia da Libertação teve algum tipo de conexão com a União Soviética?

Sim. Soube que a KGB teve uma relação com a Teologia da Libertação através do general soviético Aleksandr Sakharovsky, chefe do serviço de inteligência estrangeiro (razvedka) da Romênia comunista, que foi conselheiro e meu chefe até 1956, quando foi nomeado chefe do serviço de espionagem soviética, o PGU1; Ele manteve o cargo durante 15 anos, um recorde sem precedentes.

Em 26 de outubro de 1959, Sakharovsky e seu novo chefe, Nikita Khrushchev, chegaram à Romênia para as chamadas “férias de seis dias de Khrushchev”. Ele nunca tinha tomado um período tão longo de férias no exterior, nem foi sua estadia na Romênia realmente umas férias.

Khrushchev queria ser reconhecido na história como o líder soviético que exportou o comunismo à América Central e à América do Sul. A Romênia era o único país latino no bloco soviético e Khrushchev queria envolver os “líderes latinos” na sua nova guerra de “libertação”.

Eu me investiguei sobre Sakharovsky, vi os seus escritos, mas não pude encontrar nenhuma informação relevante sobre sua figura. Por que?

Sakharovsky era uma imagem soviética dos anos quentes da Guerra Fria, quando os membros dos governos britânico e israelense ainda não conheciam a identidade dos líderes do Mossad e do MI-6. Mas, Sakharovsky desempenhou um papel extremamente importante na construção da história da Guerra Fria. Ele ocasionou a exportação do comunismo a Cuba (1958-1961); ele manipulou de maneira perversa a crise de Berlim (1958-1961) criou o Muro de Berlim; a crise dos mísseis cubanos (1962) e colocou o mundo na beira de uma guerra nuclear.

A Teologia da Libertação foi de alguma maneira um movimento ‘criado’ pela KGB de Sakharovsky ou foi um movimento existente que foi exacerbado pela URSS?

O movimento nasceu na KGB e teve um nome inventado pela KGB: Teologia da Libertação. Durante esses anos, a KGB teve uma tendência pelos movimentos de “Libertação”. O Exército de Libertação Nacional da Colômbia (FARC –sic–), criado pela KGB com a ajuda de Fidel Castro; o Exército de Libertação Nacional da Bolívia, criado pela KGB com o apoio de “Che” Guevara; e a Organização para Libertação da Palestina (OLP), criado pela KGB com ajuda de Yasser Arafat, são somente alguns movimentos de “Libertação” nascidos em Lubyanka – lugar dos quartéis-generais da KGB.

O nascimento da Teologia da Libertação em 1960 foi a tentativa de um grande e secreto “Programa de desinformação” (Party-State Dezinformatsiya Program), aprovado por Aleksandr Shelepin, presidente da KGB, e pelo membro do Politburo, Aleksey Kirichenko, que organizou as políticas internacionais do Partido Comunista.

Este programa demandou que a KGB guardasse um controle secreto sobre o Conselho Mundial das Igrejas (CMI), com sede em Genebra (Suíça), e o utilizasse como uma desculpa para transformar a Teologia da Libertação numa ferramenta revolucionária na América do Sul. O CMI foi a maior organização internacional de fiéis depois do Vaticano, representando 550 milhões de cristãos de várias denominações em 120 países.

O nascimento de um novo movimento religioso é um evento histórico. Como foi construído este novo movimento religioso?

A KGB começou construindo uma organização religiosa internacional intermédia chamada “Conferência Cristã pela Paz”, cujo quartel general estava em Praga. Sua principal tarefa era levar a Teologia da Libertação ao mundo real. A nova Conferência Cristã pela Paz foi dirigida pela KGB e estava subordinada ao respeitável Conselho Mundial da Paz, outra criação da KGB, fundada em 1949, com seu quartel geral também em Praga.

Durante meus anos como líder da comunidade de inteligência do bloco soviético, dirigi as operações romenas do Conselho Mundial da Paz (CMP). Era estritamente KGB. A maioria dos empregados do CMP eram oficiais de inteligência soviéticos acobertados. Suas duas publicações em francês, “Nouvelles perspectives” e “Courier da Paix”, estavam também dirigidas pelos membros infiltrados da KGB –e da romena DIE2–. Inclusive o dinheiro para o orçamento da CMP chegava de Moscou, entregue pela KGB em dólares, em dinheiro lavado para ocultar sua origem soviética. Em 1989, quando a URSS estava à beira do colapso, o CMP admitiu publicamente que 90 por cento do seu dinheiro chegava através da KGB3.

Como começou a Teologia da Libertação?

Eu não estava propriamente envolvido na criação da Teologia da Libertação. Eu soube através de Sakharovsky, entretanto, que em 1968 a Conferência Cristã pela Paz criada pela KGB, apoiada em todo mundo pelo Conselho Mundial da Paz, foi capaz de manipular um grupo de bispos sul-americanos da esquerda dentro da Conferência de Bispos Latino-americanos em Medellín (Colômbia).

O trabalho oficial da Conferência era diminuir a pobreza. Seu objetivo não declarado foi reconhecer um novo movimento religioso motivando os pobres a rebelar-se contra a “violência institucionalizada da pobreza”, e recomendar o novo movimento ao Conselho Mundial das Igrejas para sua aprovação oficial. A Conferência de Medellín alcançou ambos objetivos. Também comprou o nome nascido da KGB “Teologia da Libertação”.

A Teologia da Libertação teve líderes importantes, alguns deles famosas figuras “pastorais” e alguns intelectuais. Sabe se houve alguma participação do bloco soviético na promoção da imagem pessoal ou dos escritos destas personalidades? Alguma ligação específica com os bispos Sergio Mendes Arceo do México ou Helder Câmara do Brasil? Alguma possível conexão direta com teólogos da Libertação como Leonardo Boff, Frei Betto, Henry Camacho ou Gustavo Gutiérrez?

Tenho boas razões para suspeitar que havia uma conexão orgânica entre a KGB e alguns desses líderes promotores da Teologia da Libertação, mas não tenho evidência para comprová-la. Nos últimos 15 anos que morei na Romênia (1963-1978), dirigi a espionagem científica e tecnológica do país, e também as operações de desinformação destinadas a aumentar a importância de Ceausescu no Ocidente.

Recentemente vi o livro de Gutiérrez “Teologia da Libertação: Perspectivas” (1971) e tive a intuição de que este livro foi escrito em Lubyanka. Não surpreende que ele seja considerado agora como o fundador da Teologia da Libertação. Porém, da intuição aos fatos, entretanto, há um longo caminho.

13 maio, 2015

Os dilemas da Igreja dos Pobres.

“Padre sertanejo” é processado por dívida de R$ 9,6 mi com ex-empresário

“É uma coisa que acontece no showbiz”, afirma secretária do Padre.

O padre Alessandro Campos, processado por ex-empresário após quebra de contrato

O padre Alessandro Campos, processado por ex-empresário após quebra de contrato

UOL – Ex-empresário do padre e cantor Alessandro Campos, Leonardo Azevedo está processando o sacerdote por quebra de contrato, pedindo R$ 9,6 milhões. A ação, protocolada na semana passada na 2ª Vara Cível de Aparecida, é referente a uma multa de rescisão contratual e a dívidas trabalhistas, que não teriam sido pagas pelo “padre sertanejo”.

Segundo o empresário, o acordo com o padre Alessandro foi assinado em março de 2014, prevendo dez anos de exclusividade na parceria. Após desentendimentos, porém, o contrato foi rompido em outubro, sob justificativa de falta de empenho na divulgação e clareza da prestação de contas.

Leonardo Azevedo diz não ter recebido os 40% acordados sobre a carreira do artista, referentes a shows e vendas de CDs. Além disso, o padre também não teria repassado o dinheiro para o pagamento dos funcionários da produtora do empresário, a Stare Midia Digital. Os “calotes” incluiriam também cerca de 30 multas registradas do carro de Leonardo, somando mais de R$ 30 mil.

“Queremos o pagamento da rescisão sem justa causa, como já previa o contrato em cláusula. Provavelmente, depois de estourar, ele acertou parceria com terceiros e, por isso, decidiu rescindir. Tentamos uma conversa para evitar a ação, mas não conseguimos um acordo. Não é a primeira vez que isso acontece. Ele já havia sido processado pelo empresário anterior”, diz ao UOL o advogado de Leonardo, Cláudio Corrêa.

“O padre alega que ele não tinha informações concretas sobre algumas prestações de contas e que o trabalho não estava sendo bem feito. Mas o problema é que não existia uma conta do Leonardo ou da empresa dele. Todos os depósitos eram feitos diretamente na conta do padre.”

Procurado pela reportagem do UOL, o advogado do padre Alessandro afirmou ainda não ter autorização para comentar o caso e que ainda não teve acesso aos autos do processo.

“O Alessandro montou um escritório para fazer a divulgação da carreira dele e convidou o Leonardo, que já havia trabalhado e tido problemas com o Edson e Hudson. O Alessandro não gostou do resultado, e o Leonardo decidiu acionar a Justiça. É uma coisa que acontece no showbiz”, disse Milce Castro, secretária do padre. Alessandro não quis falar com a reportagem.

Misturando sermões e música sertaneja, o padre é um dos maiores fenômenos da música brasileira na atualidade. Seu álbum mais recente, “O que É que Eu Sou sem Jesus”, já vendeu cerca de 1 milhão de cópias. Com missas lotadas e vestindo batina e chapéu de caubói, ele é uma das estrelas da TV Aparecida, apresentando o programa “Aparecida Sertaneja”.

Cancelamento de shows

Desde o ano passado, o padre Alessandro já vinha causando polêmica ao cancelar repentinamente shows no interior dos Estados de São Paulo e Minas Gerais, alegando problemas pessoais e de agenda. Segundo Leonardo Azevedo, foram 11 apresentações suspensas, sem que ele devolvesse o cachê. Uma delas aconteceria na Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) de Mogi das Cruzes (SP), que entrou com uma ação de indenização por dano material contra o sacerdote.

Em Claro dos Poções (MG), o cancelamento de um show em agosto do ano passado resultou em uma carta aberta de repúdio escrita pelo padre Deangeles Carlos Araújo, que administra a paróquia Senhor Bom Jesus. Apesar de banda e equipe terem montado os equipamentos e passado o som no palco, Alessandro Campos não viajou à cidade.

“Nós, organizadores da festa, além do constrangimento, vergonha e decepção, ficamos sem resposta. Seus assessores não sabiam nos falar o que havia acontecido. Sua banda estava sem entender o porquê. O padre simplesmente desligou o telefone, e ninguém, nem ele, nem sua produção, nos atendeu mais”, desabafou Deangeles, na época, em nota.

“É preciso lembrar que a carreira dele é toda muito complicada, muito diferente da de outros artistas. É difícil fazer uma gestão artística quando se envolve um padre, que está sob o custódio de instituições e cumpre, primeiramente, uma missão em seu trabalho: a evangelização”, diz Milce Castro.

11 maio, 2015

Boff conta tudo.

Compartilhamos com nossos leitores a recente entrevista de Leonardo Boff, na qual faz sérias declarações, que não podem ser ignoradas pelo público católico.

Pedimos aos leitores que, nos comentários, deixem suas impressões.

Os temas mais relevantes são:

1. A desconstrução intencional da tradição da Igreja pelo pontificado de Francisco

2. A reação ao governo petista interpretada como perversa e anti-democrática

3. A apresentação do aborto como prática politicamente legítima

4. A urgência da reforma política para consumação da revolução

A gravidade da entrevista é proporcional à tranquilidade com que Boff a apresenta. A situação é preocupante!

9 maio, 2015

“Filial Súplica” já conta com mais de 225 mil assinaturas.

Queira Deus agora que Francisco a ouça!

Por Manoel Gonzaga Castro* – Fratres in Unum.com: Talvez o biênio 2014-2015 esteja sendo tão dramático para a História da Igreja neste início de século XXI, quanto foram os anos de 1962 a 1965, quando se reuniu o Concílio Vaticano II. Mais uma vez, sob a alegação de uma necessária adaptação pastoral, acabou-se por se subverter a sã doutrina e isso resultou nos frequentes escândalos de ruptura progressista que presenciamos tão amiúde entre os católicos. Se nos anos conciliares estiveram em jogo a questão da liberdade religiosa, o ecumenismo e a colegialidade, agora, nos dois Sínodos, o de 2014 e o de 2015, dos Bispos sobre a Família, estão em perigo os aspectos mais básicos da moral sexual católica – e novamente sob alegações de necessidade pastoral.

Nesse sentido, causou escândalo aos católicos que desejam permanecer fiéis à doutrina de Nosso Senhor Jesus Cristo a publicação da Relatio Post disceptationem, documento que antecedeu o relatório final dos debates da assembleia sinodal. Na Relatio, com efeito, cogitou-se em admitir os divorciados recasados à comunhão e também se falou dos dotes e das qualidades que as pessoas homossexuais têm a oferecer à comunidade cristã.

Trata-se de uma questão realmente grave, a qual acarretará diversas consequências. Conforme pregou o padre  Daniel Pinheiro, do Instituto do Bom Pastor, de Brasília, em sermão de 19 de outubro de 2014:

A comunhão dos divorciados recasados seria a destruição completa da moral sexual católica. […] A comunhão aos divorciados recasados seria a autorização de uma relação extraconjugal, com o casamento anterior que ainda existe. Além disso, com essa comunhão aos divorciados recasados, se destroem três sacramentos: o sacramento de matrimônio, da comunhão e da confissão. É destruído o sacramento do matrimônio porque a comunhão dos divorciados recasados iria contra a indissolubilidade e a exclusividade do matrimônio. É destruído o sacramento da comunhão porque se admitiria à comunhão alguém que está objetivamente em estado de pecado mortal. É destruído o sacramento da confissão porque a pessoa não estaria obrigada a confessar um pecado mortal e corrigir-se dele para poder receber o perdão divino. E, com isso, se abrem as portas para tudo. Se é possível fazer isso com esse pecado mortal, por que não é possível com outros? A comunhão aos divorciados recasados nunca foi, não pode ser, nem nunca será condizente com a doutrina e a pastoral de Cristo sobre o matrimônio. Diga-se o mesmo com os chamados eufemisticamente novos modelos de família. Existe um só modelo de família: pai, mãe, e filhos. Não se pode servir a dois senhores, a Cristo e ao mundo. É preciso servir a Cristo.

Por causa dessa corrente progressista existente no sínodo, a briga entre os Padres sinodais foi e está sendo grande: do lado da tradição, temos um Burke, lamentavelmente excluído por Francisco do Sínodo de 2015, ao afastá-lo da Cúria Romana, mas que, nem por isso, deixa de bradar em alto e bom som; do lado dos inovadores, um Kasper; ao centro, aparentando estar desnorteado, um Odilo, o qual declarou, absurdamente e contra toda evidência, não haver cisões no Sínodo…

Em meio a essa confusão, o Santo Padre tem parecido tender para o lado dos inovadores. Com efeito, conforme repercutido por Fratres in Unum, declarou o Cardeal Dom Lorenzo Baldisseri – principal organizador da reunião sinodal no Vaticano – que Francisco aprovou a controversa Relatio post disceptationem antes de sua publicação.

Diante desses fatos dramáticos, e cientes da gravidade da questão, 225 mil católicos – deixando de lado suas diferenças e concentrados em sua causa comum – decidiram lutar em favor da moral tradicional por meio da assinatura da “Filial Súplica” ao Santíssimo Padre, para que ele “reafirme de modo categórico o ensinamento tradicional da Igreja segundo o qual os católicos divorciados e recasados civilmente não podem receber a Sagrada Comunhão e de que as uniões homossexuais são contrárias às leis divina e natural”.

Entre esses 225 mil, estão eminentes personalidades da Igreja no Brasil, como Dom José Aparecido Gonçalves de Almeida, bispo auxiliar de Brasília, e Dom Fernando Guimarães, atualmente arcebispo do Ordinariato Militar do Brasil.

Por isso, felizmente, a “Filial Súplica” já é um sucesso. Fica o convite aos leitores, que ainda não o fizeram, para que a assinem e divulguem!

Queira Deus agora que ela seja ouvida pelo Santo Padre!

Parabéns a todos os bravos católicos que dela participaram.

* Fale com o autor: manoelgonzagacastro@gmail.com

8 maio, 2015

CNBB e Reforma Política.

Por Hermes Rodrigues Nery | FratresInUnum.com

1 – O Projeto de Lei de Iniciativa Popular da Coalizão encabeçada pela CNBB-OAB não foi objeto de deliberação na 53ª assembleia dos Bispos. Estamos falando do PL em si. O PL não foi nem discutido nem votado por todos os Bispos presentes na Assembléia. Não estamos nos referindo à NOTA do momento nacional que foi votada, e que faz apenas uma ligeira menção à “proposta da Coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas, da qual a CNBB é signatária, se coloca nessa direção”, mas ao PL em si, que deveria ter sido analisado, com a devida contextualização e suas implicações, etc. O PL em si não foi deliberado.

2 – O Cân. 454 do Código de Direito Canônico é explícito em dizer que “nas assembléias gerais das Conferências dos Bispos, o voto deliberativo compete ipsu iure, aos Bispos diocesanos” [§1º], e “compete o voto deliberativo ou consultivo, de acordo com as prescrições dos estatutos da Conferência; esteja firme” [§2º]. O fato é que nem todos os Bispos estão conscientes das implicações desta “reforma política”, não há consenso nesta questão, pois nem todos leram e estudaram o assunto a fundo, e muito menos votaram, com firmeza, conforme requer o Cân. 454, referente às decisões da Assembléia das Conferências episcopais.

3 – Quando dizemos que o Projeto de Reforma Política da Coalizão encabeçada pela CNBB-OAB favorece o PT e muitos fazem cara de espanto e indagam: “onde está escrito que favorece o PT no PL?”, é porque não sabem ou não querem fazer a leitura devida do documento. Pois bem, damos aqui um exemplo: O art. 18 do referido PL diz claramente que, com o financiamento público de campanha, “os recursos do Fundo Democrático de Campanhas serão distribuídos entre os partidos políticos na seguinte proporção: […] 75% (setenta e cinco por cento) divididos entre os partidos políticos de forma proporcional em relação ao número de deputados federais eleitos no pleito anterior”. Isso quer dizer que, nas eleições de 2018, caso seja aprovada esta “reforma política”, o PT terá a maior parte do recurso público porque possui atualmente a maior bancada na Câmara dos Deputados.

4 – A Reforma Política da Coalizão encabeçada pela CNBB-OAB, portanto, favorece o PT e seu projeto de poder totalitário exposto no Caderno de Teses e nas atas do Foro de São Paulo, projeto este declaradamente socialista, inclusive, dentre outros pontos de sua agenda, sustentando a legalização do aborto no País, etc. Tais propósitos do PT conflitam flagrantemente com a sã doutrina moral e social da Igreja, daí os questionamentos de muitos católicos quanto ao apoio da CNBB a este específico projeto de “reforma política”, com o agravante do PL em si não ter sido objeto de deliberação na Assembleia.

Questionamentos estes legítimos, que querem preservar a Igreja Católica da ideologização da fé e instrumentalização de ideologias e forças políticas contrárias á fé cristã.

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