Archive for ‘Igreja’

24 julho, 2014

Editorial de importante jornal quebra o silêncio da mídia: Por que a conspiração global de silêncio a respeito da perseguição de Cristãos no Iraque?

Por Rorate-Caeli | Tradução: Teresa Maria Freixinho – Fratres in Unum.com: Para grande honra do Le Figaro, de longe o maior e mais antigo diário de notícias francês, nesta quarta-feira ele se tornou o primeiro grande jornal internacional a publicar em sua primeira página, e como principal manchete, a perseguição dos cristãos no Iraque: “O Calvário dos Cristãos do Iraque”.

Também em sua capa, o principal editorial era “Silence, on persécute!” (Silêncio, estamos perseguindo!), uma acusação direta terrível aos cúmplices desse genocídio, aqueles que estão em silêncio em todo o Ocidente, a começar pelos meios de comunicação, uma opinião pública sempre propensa a manifestações (mas não desta vez!) e, de modo particular, os governos das nações cujas populações são na maioria cristãos ao menos de nome.

LE FIGARO – Editorial

por Étienne de Montety

Silêncio, Estamos Perseguindo!

O Estado Islâmico declarou  guerra aos cristãos de Mosul. Instados a deixarem o “Califado” ou se sujeitarem ao pagamento de imposto de “Infiel”, destinados à vingança popular por esse “N” – como em “Nazareno” – inscrito em suas casas, os discípulos de Jesus Cristo, transformados em cidadãos de segunda classe, em breve não terão outra escolha a não ser se “converterem” ou perecerem pela espada…

A intolerância não está mais escondida. Ela é reivindicada pelo chefe Abu Bakr al-Baghdadi, que se faz chamar de Ibrahim. Uma ironia sinistra: Ibrahim é o nome árabe de Abraão, o pai dos crentes, que veio do Iraque, sob cujo nome os muçulmanos e cristãos da região deveriam se reunir e viver em paz.

Os cristãos do Iraque eram 1 milhão antes da intervenção americana. Atualmente eles não passam de 400.000. A cada onda de humilhações, violência, perseguições, eles percorrem o caminho do êxodo. Um desses exilados, Joseph Fadelle, contou, em um livro, “O Preço a Pagar” (Le Prix à payer), a respeito do destino terrível reservado a seus correligionários por muitos anos. Com a instalação do “Califado”, a ameaça agora é clara: olhem o inimigo, cristandade!

Certamente, vozes importantes se elevam em indignação: há meses o Papa Francisco soou o alarme e assegurou sua compaixão a seus irmãos. O Secretário Geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, acaba de condenar um “crime contra a humanidade.” Agências internacionais estão preocupadas e elevam o seu tom. E aí? A opinião pública europeia, tão ávida para mobilizações, petições, manifestações de todo tipo… E neste caso, nada! Silêncio, estamos perseguindo!

Permaneceremos surdos por mais tempo?

Será que terá que acontecer um massacre fora das férias de verão para nos mexermos? Após o Tour de France? Antes das grandes multidões de férias? Diante da aterrorizante procissão de horrores, expulsões, assassinatos em Mosul, exibiremos apenas a nossa indiferença? Cristãos ou não cristãos, continuaremos surdos por quanto tempo ainda diante dessas terríveis palavras do Evangelho ressoando em todo mundo: “Se eles permaneceram em silêncio, as pedras gritarão!

 

 

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23 julho, 2014

Nova catedral em estilo tradicional emociona fiéis nos EUA.

Por Luzes de Esperança - A diocese de West Raleigh, nos EUA, deu a conhecer o projeto de sua nova catedral. O bispo diocesano, D. Michael Burbidge, explicou que o plano corresponde aos desejos dos paroquianos e por isso atraiu o apoio econômico da comunidade, informou “News Observer.com”.

A catedral do Santíssimo Nome de Jesus, de fato, desafia o “politicamente correto” em arquitetura religiosa e não se inscreve na categoria dos prédios qualificados de “feios como o pecado” pelo arquiteto Michel S. Rose.

Projeto aprovado da nova catedral de West Raleigh, Carolina do Norte, EUA

Projeto aprovado da nova catedral de West Raleigh, Carolina do Norte, EUA

A nova catedral será construída em estilo neorromânico, evocativo do românico medieval, e custará por volta de U$ 41 milhões.

É muito pouco se comparado com as extravagantes catedrais feitas no “espírito do Concílio Vaticano II”, da “Igreja pobre” e “aggiornata”, como por exemplo, as projetadas pelo engenheiro Calatrava, hoje às voltas com a Justiça por ganhos indevidos.

O bispo diocesano sempre disse que faria a catedral que o “povo de Deus nos permitiria construir”. E o povo de Deus recusou os engenhos futuristas com ar de qualquer coisa menos de Casa de Deus.

D. Burbidge acrescentou que os fiéis já contribuíram com 75% do orçamento e que a catedral começará a ser erguida no mês de dezembro num terreno de 39 acres. Sua construção levará dois anos.

Projeto do interior da nova catedral de West Raleigh

Projeto do interior da nova catedral de West Raleigh

A catedral do Santíssimo Nome de Jesus, com capacidade para 2.000 fiéis sentados, substituirá a venerável e simpática Catedral do Sagrado Coração, que com sua capacidade para 300 pessoas é a segunda menor catedral do país, comparando-se a uma bela capela.

Uma grande torre com sinos e um largo conjunto de dependências completa o projeto.

Os planos da catedral são do arquiteto James O’Brien, da O’Brien and Keane, estúdio que desenhou em estilo definidamente românico a igreja de Santa Catarina de Siena, em Wake Forest, muito apreciada pelos fiéis.

A nova igreja de Santa Catarina de Siena, teve efeito inspirador para os arquitetos

A nova igreja de Santa Catarina de Siena, teve efeito inspirador para os arquitetos

Mas o povo preferia um projeto anterior, ainda mais grandioso em tamanho e beleza, também em estilo tradicional com notas medievais.

Talvez a ojeriza modernista a despesas elevadas – neste caso justificadas e arcadas pelo povo – tenha pesado na decisão do bispo diocesano.

Os fiéis acham que um projeto majestoso seria mais sensato, considerando-se a rápida expansão do catolicismo na região leste do estado de Carolina do Norte, onde fica a diocese.

Os católicos diocesanos registrados somam atualmente 214.000 e a projeção é que seu número duplique em menos de 20 anos, glosou D. Burbidge.

“A coisa mais linda que ouvimos é que o povo julga que precisamos uma igreja grande”, disse.

Interior da nova igreja de Santa Catarina de Siena

Interior da nova igreja de Santa Catarina de Siena

A diocese desejou criar uma catedral bela, fora do tempo. Portanto, não comparável às igrejas modernas que se sobressaem pela extravagância, que logo ficam desagradavelmente velhas e são desertadas pelos fiéis.

No projeto final foi acentuada a forma de Cruz do conjunto e incorporados antigos vitrais e estações da Via Sacra recuperadas de antigas igrejas de Philadelphia, onde o modernismo vem fechando as igrejas históricas, nas quais a fé está impressa na arte, e, em consequência, afastando os fiéis da prática religiosa.

A antiga catedral será preservada como paróquia. Seu nobre estilo é bem recebido numa região pobre.

Henry Zaytoun Jr., fiel da diocese, lembrou-se da época em que todos os fiéis cabiam num só local, e se emocionou considerando que uma tão grande catedral agora é necessária. “Nós achamos que é uma grande graça e uma honra participar de algo como isto”, acrescentou.

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21 julho, 2014

5 minutos de coragem…

E a tibieza de sempre voltou.

Arquidiocese volta atrás e libera curta de Padilha com Cristo Redentor

UOL – A Arquidiocese do Rio de Janeiro voltou atrás e não vai se opor ao uso da imagem do Cristo Redentor no curta dirigido por José Padilha e com Wagner Moura para o longa “Rio, Eu te Amo”. Em comunicado divulgado nesta segunda-feira (21), a assessoria da produtora Conspiração Filmes avisou que a cúpula religiosa reavaliou o episódio e entendeu que não houve desrespeito.

Há duas semanas, a própria Conspiração havia publicado um texto dizendo que o filme de Padilha, “Inútil Paisagem”, não entraria na versão final do longa porque aArquidiocese do Rio não cedeu os direitos de uso da imagem da estátua do Cristo Redentor, “peça fundamental da história de José Padilha”. Como justificativa ao veto, a Cúria Metropolitana teria dito que considerou o filme “ofensivo” à imagem de Cristo.

Em “Inútil Paisagem”, o personagem de Wagner Moura voa de asa delta em torno da estátua e faz um “desabafo”, usando o Cristo Redentor como interlocutor. Ele reclama, ainda segundo a produtora, de problemas pessoais e também de problemas da cidade, como a pobreza.

No novo comunicado, enviado aos produtores pelo vicariato, os integrantes da Arquidiocese “entenderam que o episódio não visou interesse religioso no trato à imagem do Cristo Redentor, portanto não houve desrespeito ao Cristo ou à religião católica”. Ainda de acordo com o texto, apesar do prazo apertado para a entrega do longa, “os produtores vão trabalhar intensamente e esperam poder incluir o episódio [de Padilha] na versão para os cinemas brasileiros”.

No início do mês, a Conspiração informou ao UOL que a história havia sido vetada em abril pela Arquidiocese do Rio e, desde então, a produtora lutava para que o órgão religioso voltasse atrás. Como o filme tem contrato com distribuidoras internacionais e precisava ser concluído até o final deste mês, os produtores decidiram “jogar a toalha” e resolveram lançar o longa sem “Inútil Paisagem” –o cartaz oficial já excluía a produção.

Parte da série de filmes “Cities of Love” –que já inclui “Paris, Eu te Amo” e “Nova York, Eu te Amo”–, “Rio, Eu te Amo” tem estreia marcada para 11 de setembro. O longa traz no elenco 24 estrelas nacionais e internacionais, entre elas Harvey Keitel, Emily Mortimer, John Turturro, Fernanda Montenegro, Rodrigo Santoro, Wagner Moura, Vincent Cassel, Vanessa Paradis, Ryan Kwanten e Jason Isaacs, entre outros, em histórias curtas dirigidas por renomados diretores de cinema.

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19 julho, 2014

Summorum Pontificum no Brasil: Santa Missa na Paróquia Santa Isabel de Portugal, Interlagos, SP.

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18 julho, 2014

Padre austríaco menciona inferno e purgatório aos alunos: diocese, então, o proíbe de lecionar.

Por Rorate-Caeli | Tradução: Teresa Maria Freixinho – Fratres in Unum.comThomas Ladner (na foto) é um sacerdote austríaco de 36 anos de idade, que geralmente veste batina e auxilia na paróquia de Stans, no Tirol, uma cidadezinha de 1.500 habitantes, onde também ensina religião em uma escola primária. Antes do final do ano letivo, ele foi informado da suspensão de sua licença para lecionar pela diocese de Innsbruck. A falta do padre, de acordo com o gabinete da escola diocesana, teria sido a de falar a seus jovens alunos sobre Os Novíssimos, entre os quais ele mencionou o inferno e o purgatório, “lições que não são adequadas a crianças de sua faixa etária”; de ter abordado temas sobre a família em “termos que não são mais atuais” e de ter usado “linguagem retórica,” ou melhor, muito tradicional.

A reação desta vez veio dos próprios paroquianos, que apreciam a maneira humana e o trabalho pastoral do Padre Ladner, sobretudo, com os jovens. Os pais lançaram um petição, enquanto o prefeito escreveu uma carta dura à Cúria reclamando a respeito da agitação na cidade causada por essa “decisão inaceitável.”

A história foi noticiada em um jornal local, o Tiroler Tageszeitung. Porém, apesar do clamor, a diocese e o bispo, Dom Manfred Scheuer, até agora, não demonstraram quaisquer sinais de terem mudado de ideia.

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18 julho, 2014

Mártires do passado e do futuro?

Por Christine L. Niles – The Catholic Thing | Tradução: Teresa Maria Freixinho – Fratres in Unum.com – No ano passado, centenas de milhares de cidadãos franceses invadiram Paris para caminhar a favor do matrimônio tradicional. Eles estavam participando da Manif Pour Tous – a “Manifestação para Todos” – em reação ao projeto de lei Mariage Pour Tous, que legaliza o casamento de pessoas do mesmo sexo. Reconhecendo que o casamento não é meramente “o amor entre duas pessoas, mas uma instituição que protege a dignidade de pais e filhos, e que rege o parentesco”, as passeatas do Manif têm impressionado pelo número de participantes, superando grandemente manifestações semelhantes nos Estados Unidos.

Prestando pouca atenção à vontade das pessoas, o governo levou a cabo a legislação – a despeito do clamor público disseminado. Além desse espetáculo de força legislativa, houve demonstrações de força física, e manifestantes (incluindo mulheres, crianças, idosos e até mesmo padres) foram aspergidos com gás lacrimogêneo e spray de pimenta, apanharam ou foram presos por soldados da tropa de choque.

Um percurso escolhido pelos manifestantes começou na Place de la Bastille e seguiu até a Rue Diderot, terminando na Place de La Nation, onde os discursos finais foram feitos antes que os participantes se dispersassem de maneira pacífica. Essa praça, há pouco mais de dois séculos, é o mesmo local onde cidadãos franceses – tanto ricos quanto pobres — que se opunham ao recém-fundado regime tiveram que derramar seu sangue em prol da République. Dentre as vítimas havia um grupo considerável de freiras carmelitas.

Muitos conhecem a história (que foi tema de uma peça de Georges Bernanos e uma ópera de Francis Poulenc). No dia seguinte à Festa de Nossa Senhora do Monte Carmelo, 1794, dezesseis carmelitas de Compiègne subiram o patíbulo uma por uma, cantando o Veni Creator – o hino entoado em sua profissão religiosa, e foram decapitadas. O Tribunal Revolucionário havia produzido como prova de sua traição um gravura do Sacratíssimo Coração de Jesus, juntamente com a gravura de um dos reis depostos, que foram tiradas da parede do convento.

Quatro anos antes, a Assemblée Nationale havia exigido que a Ordem Carmelita justificasse a sua existência. Madre Nathalie de Jesus dirigiu-se à assembléia assim:

No mundo eles gostam de difundir que os mosteiros contêm somente vítimas lentamente consumidas por arrependimentos; mas proclamamos diante de Deus que se existir na terra a felicidade verdadeira, nós a possuímos na penumbra do santuário, e que, se tivéssemos que escolher entre o mundo e o claustro, nenhuma de nós deixaria de ratificar com grande alegria a sua primeira decisão.

A longa temporada penitencial para as Carmelitas começa na Festa da Exaltação da Santa Cruz e dura até a Páscoa. Em 1792, as freiras de Compiègne foram separadas e forçadas a deixar seu querido Carmelo e voltar ao mundo. Apenas poucos meses antes, elas haviam concordado juntas em oferecer-se como vítimas à justiça divina para restaurar a paz na França e na Igreja. Elas renovavam a sua oferta diariamente, continuando a se encontrar secretamente durante dois anos, vestidas como leigas e se reunindo para a oração em comum.

Elas foram descobertas em junho de 1794 e aprisionadas na Conciergerie, onde outros clérigos e religiosos aguardavam seu destino sob a lâmina da Madame La Guillotine. (Ironicamente, uma Carmelita de sangue real escapou à morte porque por acaso estava ausente; ela se tornou a primeira historiadora das mártires.) Em 17 de julho, um dia após a Festa de Nossa Senhora do Monte Carmelo, elas foram chamadas diante do tribunal e, na mesma cidade onde Santa Joana d’Arc três séculos antes havia sido abandonada e entregue ao inimigo, foram condenadas à morte.

A Reverenda Madre Émilienne, Superiora Geral das Irmãs da Caridade de Nevers, escreveu:

A mais jovem dessas boas Carmelitas foi chamada primeiro. Ela se ajoelhou diante de sua venerável Superiora, pediu sua benção e permissão para morrer. Em seguida, ela subiu ao patíbulo cantando Laudate Dominum omnes gentes [o salmo entoado por Santa Teresa de Ávila 190 anos antes na fundação do novo Carmelo]. Então, ela mesma colocou-se debaixo da lâmina. Todas as demais fizeram a mesma coisa. A Venerável Madre foi a última sacrificada. Durante o tempo todo, não havia um único rufar de tambores; mas reinava um silêncio profundo.

Outra testemunha disse que as freiras pareciam radiantes, como se elas estivessem indo para seus casamentos.

Dez dias mais tarde, Robespierre seria executado no mesmo local, e o governo revolucionário interino chegaria ao fim. O sacrifício das Carmelitas – juntamente com incontáveis outras pessoas assassinadas pela fé na França revolucionária – haviam ascendido como uma doce oblação a Deus.

Em 1906, o Papa São Pio X beatificou as mártires Carmelitas, cujos corpos foram sepultados em uma sepultura comunitária no Cimetière de Picpus, a 500 metros da Place de la Nation. Uma placa discreta na parede do cemitério lhes serve de epitáfio, e o nome de cada irmã morta pela Fé está gravado nela.

A história delas é apenas uma dentre muitas que ocorreram em toda a França durante o Reinado de Terror, quando uma república fundada nos altivos ideais de liberdade, igualdade e fraternidade – livres de todas as amarras cristãs – inevitavelmente acabou esmagando a oposição indefesa sob os pés.

E hoje em dia vemos sinais perturbadores da Quinta República seguindo as pegadas da Primeira, estabelecendo um regime, em nome de uma “igualdade” criada pelo homem, que só pode acabar destruindo a civilização, ao destruir a família. E o fato mais perturbador ainda é que o governo tem se mostrado muito disposto a usar quaisquer meios políticos necessários – e se isso falhar, quaisquer meios físicos necessários – para impor a sua vontade.

Como de costume, os meios de comunicação em grande parte fazem vista grossa, comprovando que a bandeira tricolor segurada ao alto por Marianne* na famosa pintura de Delacroix – que serve como lema tripartite da república – hoje em dia é, como era naquela época, um pouco mais que propaganda.

Talvez se possa dizer – e talvez mais cedo do que possamos imaginar – que os mártires de ontem servirão de testemunha para os mártires de amanhã. E não somente na França.

Christine Niles diplomou-se pela Universidade de Oxford e pela Faculdade de Direito de Notre Dame. Ela é a apresentadora na Forward Boldly Radio, cujos episódios podem ser encontrados aqui.

 * * *

Nota da Tradutora: Marianne é a figura alegórica (uma mulher) que representa a República Francesa, sendo portanto uma personificação nacional. Sob a aparência de uma mulher usando um barrete frígio, Marianne encarna a República Francesa e representa a permanência dos valores da república e dos cidadãos franceses: Liberté, Égalité, Fraternité (Liberdade, Igualdade e Fraternidade). Marianne é a representação simbólica da mãe pátria, simultaneamente enérgica, guerreira, pacífica e protectora e maternal. O seu nome provém, provavelmente, da contracção de Marie e de Anne, dois nomes muito frequentes no século XVIII entre a população feminina do Reino de França. Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Marianne

 

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17 julho, 2014

A guerra dos liberais contra Dom Cordileone.

Por Gercione Lima | Fratres in Unum.com – Quando o arcebispo Salvatore Cordileone desembarcou no Aeroporto Internacional de San Francisco pra assumir aquela Arquidiocese, trouxe uma bagagem pesada demais para os liberais suportarem: pró-vida, pró-família e pró-liturgia tradicional.

Dom Cordileone segura faixa em Marcha pelo Casamento: "Toda criança merece uma mãe e um pai".

Dom Cordileone é um dos que seguram faixa em Marcha pelo Casamento Tradicional: “Toda criança merece uma mãe e um pai”.

Cordileone tornou-se líder nacional de um movimento religioso contra o casamento gay. Ele dirige a Subcomissão para a Promoção e Defesa do Matrimônio da Conferência dos Bispos dos EUA e teve um papel fundamental na arrecadação de  fundos para aprovação da famosa Proposição 8, um plebiscito que proibiu o casamento entre pessoas do mesmo sexo, no Estado da Califórnia, em 2008.

A medida mais tarde foi derrotada por ativismo judicial e considerada inconstitucional, permitindo que os casamentos homossexuais voltassem a ser realizados no estado.

Embora tendo perdido essa primeira batalha, Cordileone continuou firme em sua oposição franca ao chamado “casamento gay” ao declarar: “O combate final do Maligno é o ataque ao casamento” .

Desta vez, quem está por trás dos ataques ao Arcebispo Cordileone é a líder dos Democratas e pseudo-católica Nancy Pelosi que, citando a famigerada frase do Papa Francisco: “quem sou eu pra julgar”, resolveu declarar guerra aberta ao Arcebispo e encabeçar uma campanha de difamação e ataques contra o líder da Igreja em San Francisco.

O motivo da celeuma foi a participação do Arcebispo na Marcha pelo Casamento Tradicional, que aconteceu no ultimo dia 19 de junho em Washington DC.

A Marcha pela Familia é um evento que atrai milhares de americanos e organizações que apoiam o casamento tradicional. A multidão faz o percurso que vai do prédio do US Capitol ao prédio da US Suprema Corte.

Mas, quem, afinal é o Arcebispo Salvatore Cordileone? Salvatore Joseph Cordileone (“Coração de Leão”) nasceu no dia 5 de junho de 1956 em San Diego, Califórnia, numa família de origem italiana. Estudou no St. Francis Seminary de San Diego, no North American College e na Universidade Gregoriana de Roma. Foi ordenado sacerdote no dia 9 de julho de 1982 e fez pós graduação em Direito Canônico em Roma entre 1985-1989.

Entre 1985-1991 serviu como oficial do Tribunal da Diocese de San Diego e de 1989 a 1991 como secretário do Bispo diocesano. Entre 1991-1995, foi pároco em Nossa Senhora de Guadalupe em Calexico, California.

Entre1995-2002, foi chamado a servir como oficial do Supremo Tribunal da Assinatura Apostólica em Roma, onde foi fortemente influenciado por seu amigo e mentor Cardeal Burke.

No dia 05 de julho de 2002, foi apontado por João Paulo II como Bispo auxiliar de San Diego e, em Julho de 2012, Papa Bento XVI o nomeou Arcebispo de San Francisco na Califórnia.

A indicação do Arcebispo Cordileone foi vista pelos ativistas gays como uma estaca cravada no coração do movimento gay americano e como o último golpe de Bento XVI contra esse movimento.

De fato, a chegada de Dom Salvatore Cordileone foi como um terremoto naquela Arquidiocese, que por anos se viu dominada por toda sorte de liberais. Uma de suas primeiras medidas foi coibir a Associação Católica de Ministérios para Gays e Lésbicas, ou CALGM, ao obrigá-los a assinar um termo de compromisso ou juramento de adesão à Doutrina Católica.

Outra medida foi a proibição de missas com a presença de drag queens e, finalmente, o seu amplo apoio para a celebração da Missa Tradicional em latim, bem como a sua participação ativa em várias dessas celebrações.

OREMUS PRO EPISCOPO NOSTRO Salvatore Cordileone! Que Deus confirme em sua graça esse Coração de Leão e que lhe ilumine com a sabedoria do Salvador para salvar as almas de boa vontade da Arquidiocese de San Francisco!

16 julho, 2014

Flos Carmeli, vitis florigera, splendor Coeli, Virgo puerpera, singularis!

Por Padre Élcio Murucci

Bem podemos dizer que a veste da graça foi tecida pelas mãos benditas de Maria Santíssima. A Santa Madre Igreja proclama-a Corredentora. Se deu inteiramente a si mesma, em união com o seu Filho, pela nossa redenção. Uma tradição popular fala da túnica inconsútil que a sempre Virgem Maria teceu para Jesus; mas para nós fez realmente muito mais: cooperou para nos conseguir a veste da nossa salvação eterna. Maria Santíssima nunca deixou de nos seguir com o seu olhar maternal para proteger em nós a vida da graça. Cada vez que nos convertemos a Deus, nos levantamos de uma culpa – grande ou pequena – ou progredimos na graça, sempre o fazemos por intermédio de Maria Santíssima. O escapulário que a Senhora do Carmo nos oferece não é mais do que o símbolo exterior desta sua incessante solicitude maternal; símbolo, mas também sinal e penhor de salvação eterna. “Recebe, amado filho – disse Nossa Senhora a São Simão Stock – este escapulário… quem morrer com ele não padecerá o fogo eterno”. A sua poderosa intercessão maternal dá-lhe direito a repetir em nosso favor as palavras de Jesus: “Pai Santo… conservei os que me deste e nenhum deles se perdeu”.

O Carmelo é o símbolo da vida contemplativa, vida toda dedicada à busca de Deus, toda dirigida para a intimidade divina; e quem melhor realizou este ideal altíssimo foi a Virgem, Rainha e Decoro do Carmelo. Diz o profeta Isaías XXXII, 16-18: “No deserto habitará a equidade, e a justiça terá o seu assento no Carmelo. A paz será a obra da justiça e o fruto da justiça é o silêncio e a segurança para sempre. O meu povo repousará na mansão da paz, nos tabernáculos da confiança”. Estas palavras do profeta mostram o espírito contemplativo e retratam a alma de Maria Santíssima. Carmelo em hebreu significa jardim. A alma de Nossa Senhora é um jardim de virtudes, é um oásis de silêncio e de paz, onde reina a justiça e a santidade, oásis de segurança, todo cheio de Deus.

São as paixões e os apegos que fazem barulho dentro de nós, tirando a paz da nossa alma. Só uma alma completamente desprendida e que domina inteiramente as suas paixões, poderá, como Maria Santíssima, ser um “jardim” solitário e silencioso, um verdadeiro Carmelo, onde Nosso Senhor Jesus Cristo encontre suas delícias.

“Ó Maria, flor do Carmelo, vinha florida, esplendor do céu, Virgem fecunda e singular, Mãe bondosa e intacta, aos carmelitas dai privilégios, Estrela do mar!” Em latim: “Flos Carmeli, vitis florigera, splendor Coeli, Virgo puerpera, singularis! Mater mitis, sed viri nescia, Carmelitis da privilegia, Stella Maris!”

Publicado originalmente na festa de Nossa Senhora do Carmo de 2012.

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8 julho, 2014

Editorial: A obstinação travestida pela meiga doçura de Pe. Pedro Cunha.

Por Pe. Cristóvão | Fratres in Unum.com – A obstinação de Pe. Pedro Cunha, travestida pela meiga doçura de sua aguda voz, tornou-se ainda mais patente em suas fingidas “desculpas” no áudio que publicamos há pouco.

A trupe de "Em frente", programa escarnecedor da TV Aparecida.

A trupe de “Em frente”, programa escarnecedor da TV Aparecida.

Descaradamente, ele atribui a ofensa não às suas declarações absurdas, à sua tentativa de ridicularização dos católicos, sacerdotes e leigos, mas aos telespectadores, que teriam interpretado mal suas palavras. A culpa não seria dele, mas de quem ouviu. À letra, é o estapeador dizendo que a culpa do tapa é do estapeado!

Servindo-se de uma TV católica para semear divisão na Igreja, coloca leigos contra seus próprios pastores, escarnece de nossa milenar tradição, incita intriga doméstica, colocando uma mãe contra seu próprio filho, apenas porque este cometeu o tremendo absurdo de se tornar tradicionalista, a quem Pe. Pedro tacha ipso facto de fundamentalista, e ele ainda se dá ao luxo de se considerar mal-interpretado.

Na religião ensinada por Pe. Pedro, ser ateu não é tão grave, nem tampouco ter uma relação homossexual impenitente e comungar… Grave mesmo é um padre celebrar a Missa no Rito Tradicional, fomentar o uso do véu e formar a consciência dos fieis, para que se convertam de suas situações pessoais de pecado.

Debochado, Pe. Pedro sapeca tudo isso com galhofas enrustidas, temperadas pelos presunçosos comentários amaneirados de Rodolfo, que também zombeteia como quem caçoa atrás da porta, sob os espantos ensaiados daquela senhora, digamos…, estranha. Seria realmente um espetáculo de comédia, se não se tratasse de um achincalhamento público.

A onda de contestação a este escândalo de Pe. Pedro está crescendo, e seria muito bom que a TV Aparecida tomasse providências, pois receio que a Campanha dos Devotos possa sofrer uma imensa sangria, caso a fé católica continue sendo vilipendiada por aquele canal.

Que Nossa Senhora Aparecida se compadeça do povo brasileiro, pois as desculpas esfarrapadas de Pe. Pedro valem tanto quanto seus escárnios, não passam de lixo irreciclável, e são a realização por extenso das palavras do Profeta Isaías, “ai dos que ao mal chamam bem e ao bem chamam mal” (Is. V, 20).

8 julho, 2014

Padre Pedro Cunha fala sobre sua intervenção polêmica no programa “Em Frente”, da TV Aparecida.

Companheiros de programa fazem chacotas e dão risadinhas irônicas. Ele mesmo, o sacerdote apresentador, manda outro sacerdote “se danar”… No entanto, depois de causar alvoroço nos blogs e redes sociais, Padre Pedro Cunha vem a público para dizer que não foi bem assim, que não teve intenção.

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