Archive for ‘Igreja’

30 junho, 2015

Summorum Pontificum no Brasil: Santa Missa em Montes Claros, MG.

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30 junho, 2015

Dom Odilo Scherer responde à carta aberta de Marilena Chauí: “A PUC-SP, como todas as Universidades, tem o direito de possuir a própria identidade”.

Resposta de Dom Odilo Pedro Scherer, cardeal arcebispo de São Paulo, a carta aberta de Marilena Chauí.

29 junho, 2015

Entrevista com D. Fellay: “Uma obra da Igreja”.

entretien_fellay_une_oeuvre_d_eglise_present_150627Fonte: La Porte Latine / Tradução: Dominus Est

Foi durante a cerimônia de bênção dos sinos da capela da escola Saint-Michel de La Martinerie, em Châteauroux, que Dom Fellay fez um balanço ao “Présent” sobre a situação da Fraternidade São Pio X, da qual ele é o Superior geral.

P: Em uma entrevista concedida ao Fideliter em 2001, vossa excelência mencionava “o movimento de profunda simpatia do jovem clero em relação à Fraternidade”. Este movimento cresceu, particularmente em razão do motu proprio de 2007?

R: Sem dúvida alguma! Esse movimento recebeu um novo fôlego com o motu proprio. Aliás, convém insistir sobre o interesse de Bento XVI pela liturgia de um modo geral. Ele realmente quis colocar à disposição dos padres e fiéis toda a liturgia tradicional, não somente a missa, o que não ocorreu até aqui por causa de numerosíssimas oposições. Contudo, a juventude, justamente porque essa liturgia se situa fora do tempo, se encontra nela. A Igreja vive na eternidade. A liturgia também, e é por isso que ela é sempre jovem. Próxima de Deus, ela não pertence ao tempo. Logo, não é de se admirar que o caráter batismal faça ressoar essa harmonia, mesmo nas almas que nunca a conheceram. Aliás, o modo como reagem os jovens padres que descobrem essa liturgia é comovente: eles têm a impressão de que lhes esconderam um tesouro.

P: Na Argentina, a Fraternidade foi reconhecida oficialmente como católica pelo Estado com a ajuda do cardeal Bergoglio, tornado em seguida o papa Francisco. Isto tem apenas uma importância administrativa ou é mais revelador?

R: Em primeiro lugar, encontramos aqui um efeito jurídico, administrativo, sem implicação sobre o estado das relações gerais da Fraternidade com, digamos para simplificar, a Igreja oficial. Todavia, o segundo efeito é difícil de ser avaliado corretamente. Não há nenhuma dúvida sobre o fato de que o papa Francisco, então cardeal Bergoglio, tinha prometido ajudar a Fraternidade a obter o reconhecimento pelo Estado argentino de nossa sociedade como católica, e de que ele manteve sua promessa. Isso força a pensar que ele nos considera sim como católicos.

P: Na mesma ordem de ideias, o senhor foi nomeado juiz de primeira instância pelo Vaticano para o processo de um padre da Fraternidade. Não podemos ver aí um sinal de benevolência?

R: Isto não é novidade, mas existe faz mais de dez anos. Trata-se efetivamente de uma marca de benevolência, e de bom senso. É o que se observa na Igreja romana através de sua história: seu realismo, capaz de superar problemas canônicos, jurídicos, para encontrar soluções para problemas bem reais.

P: Vossa excelência menciona, em vossa carta aos amigos e benfeitores, “mensagens contraditórias” que vêm de Roma. O que o senhor entende por isso?

R: Penso no modo pelo qual uma sociedade que estava a caminho de uma aproximação rumo à Tradição foi tratada – ou maltratada: os franciscanos da Imaculada. Ou nos diversos modos cujos nos tratará uma instância romana em relação a outra: a Congregação dos religiosos, por exemplo, ainda nos considera como cismáticos (em 2001, ela declarou como excomungado um padre que se juntou a nós), enquanto esse não é o caso de outras congregações, ou do próprio papa, como dissemos.

P: “Pessimista”, “fechado aos outros”, “que pensa que somente os fiéis da Fraternidade serão salvos”: às vezes o senhor é evocado assim. O que o senhor responde? O que é para o senhor o espírito missionário?

R: Não me reconheço nestes insultos. Uma firmeza na doutrina é, certamente, necessária, pois não se negocia a fé. A fé é um todo dado pelo Bom Deus e não se tem o direito de escolher entre as verdades reveladas. Recordar essas exigências hoje não é aceito, aliás, como mais ou menos sempre aconteceu. A expressão “combate da fé” faz parte da história da Igreja. Naturalmente, o missionário deverá fazer ressoar essa voz da fé externamente, buscando fortificar aqueles que já a tem. Não é possível se dirigir apenas aos fiéis da Fraternidade. A chama ilumina o mundo, a luz da fé irradia, com calor. A fé deve ser levada pela caridade: é assim que vejo o missionário.

P: Há algumas semanas, alguns seminários da Fraternidade receberam a visita de enviados do Vaticano, o cardeal Brandmüller, Dom Schneider. Essas visitas constituem um vínculo público com a “Igreja oficial. Ele não é vital?

R: O vínculo com a Igreja é vital. A manifestação dessa ligação pode variar. As datas e os locais dessas visitas foram deixadas à minha escolha, e o Vaticano propôs os nomes. Escolhi os seminários, o que parecia para mim, para os bispos, mais eloquente e representativo.

P: Quais foram as reações “ao vivo” destes bispos?

R: Eles se mostraram muito satisfeitos. “Vocês são normais”, disseram-nos eles… o que demonstra a reputação que fizeram de nós! Eles nos felicitaram pela qualidade de nossos seminaristas. Não há dúvida alguma de que eles concluíram desse primeiro contato próximo que seríamos uma obra da Igreja.

P: O senhor tem contato com alguns bispos, que vos apoiam discretamente?

R: Claro! Se se vê que hoje alguns padres se aproximam de nós, têm contato conosco, pode-se facilmente concluir com isso que deve haver quase a mesma coisa no escalão superior…

P: Na entrevista já mencionada de 2001, o senhor declarava: “Se há uma chance, uma única, de que contatos com Roma possam fazer trazer de volta um pouco mais de Tradição na Igreja, penso que devemos agarrar a oportunidade”. Essa ainda é a vossa linha?

R: Essa permanece a nossa linha, ainda que não se possa dizer que seja fácil, especialmente por causa das dissensões abertas no seio do próprio Vaticano. Estas relações são delicadas, mas este ponto de vista permanece válido e confirmado pelos fatos. Trata-se de um trabalho discreto, no meio de oposições bastante fortes. Alguns trabalham num sentido, outros no sentido contrário.

P: O papel de contrapeso da Fraternidade exatamente dentro da Igreja não é importante?

R: Este papel não é novo, Dom Lefebvre deu início a ele e o continuamos. Se vê bem isso ao se constatar a irritação dos modernistas diante dos passos dados por Bento XVI.

P: Onde está a Fraternidade hoje? Quais são seus pontes fortes, seus pontos fracos? Como o senhor vê seu futuro?

R: Vejo seu futuro serenamente. É uma obra depositada no Sagrado Coração e no Coração Imaculado de Maria, o importante é ser fiel à sua Vontade. Essa Igreja é a Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo, que continua sendo seu chefe e não permitirá sua destruição. As fraquezas da Fraternidade? O risco de separação, que é grave. Veja, por exemplo, a caricatura da Tradição que se intitula “Resistência”: trata-se de um espírito não católico, quase sectário, do qual não queremos, um movimento que permanece fechado em si mesmo, com pessoas que pensam que elas são as únicas boas, as únicas justas sobre a face da terra: isso não é católico. Trata-se de um perigo objetivo, mas relativo. A maior parte da Fraternidade é saudável e não quer se afundar nestas ilusões. Isso nos impele a nos apoiarmos nos meios sobrenaturais. O que o Bom Deus quer de nós, Ele no-lo mostrará, Ele falará através das circunstâncias. Os pontos fortes? A fidelidade, viva, que gera frutos e mostra ao mundo de hoje que a vida católica, com todas as suas exigências, é possível. Mas – outro ponto fraco – somos pessoas desta época, e pretender estarmos imunes contra toda a influência do mundo moderno é quimérico. Para ser mais exato, é preciso evitar o perigo de uma caricatura, de desejar ver aqui na terra a Igreja sem ruga nem mancha: não é o que o Bom Deus nos prometeu sobre esta terra. Não é o que significa “Igreja santa”, isso quer dizer que ela é capaz de santificar pelos meios dados por Nosso Senhor: os sacramentos, a fé, a disciplina, a vida religiosa, a vida de oração.

P: O que o senhor acha da proposta do cardeal Sarah de introduzir o ofertório tradicional na missa nova?

R: Esta ideia não é nova, faz uma dezena de anos que ela circula em Roma. Fico feliz de que ela seja retomada. Alguns criticam esta abordagem dizendo que seria misturar o sagrado ao profano. Pelo contrário, numa perspectiva de recuperação da Igreja, penso que isso constituiria um grandiosíssimo progresso, porque o ofertório é um resumo dos princípios católicos da missa, do sacrifício expiatório oferecido à Santíssima Trindade, dirigido a Deus em reparação dos pecados, pelo padre, acompanhado pelos fiéis. E isso reconduziria gradualmente os fiéis à missa tradicional que eles perderam.

P: Excelência, como o senhor deseja concluir?

R: Para mim, estamos na véspera de acontecimentos graves sem poder defini-los bem. Apelo à oração e quero concluir com um olhar para o Bom Deus, o que nos permite sempre manter a esperança.

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29 junho, 2015

Notícias de Dom Rogelio Livieres.

Com informações de ADN – Dom Rogelio Livieres Plano, por quem pedimos orações na semana passada, recebeu implante de um stent hepático. O procedimento foi concluído com sucesso, segundo os médicos que o assistem no Hospital Austral, província de Buenos Aires, Argentina. Porém, ele teve uma complicação respiratória durante a intervenção, razão pela qual deu entrada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde permanece entubado.

Rezemos por Dom Rogelio.

29 junho, 2015

Fratres in Unum, 7 anos.

No último dia 13, Fratres in Unum completou 7 anos. Reze uma Ave Maria por nós, por favor!

28 junho, 2015

Foto da semana.

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Missa Afro – Dom Basile Mvé Engone, arcebispo de Libreville, Gabão, celebra Missa em paróquia confiada por ele ao Instituto Cristo Rei e Sumo Sacerdote.

Tradidi quod et accepi: num passado não muito distante, Dom Marcel Lefebvre, recém ordenado sacerdote, foi reitor do seminário de Libreville. “Uso de misericórdia até a milésima geração com aqueles que me amam e guardam os meus mandamentos” (Dt, 5, 10).

Créditos: Click Vaticano

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28 junho, 2015

Dom Odilo responde.

NOTA DE ESCLARECIMENTO

A assessoria de imprensa da Arquidiocese de São Paulo esclarece que:

1) O Padre Paulo Bezerra não pertence ao clero da Arquidiocese de São Paulo;

2) O referido Padre não perguntou a opinião do Arcebispo de São Paulo sobre suas iniciativas;

3) Não é ético atribuir opiniões ao Arcebispo, sem ter falado com ele sobre o assunto;

4) Nenhum jornalista falou com o Arcebispo, para checar seu parecer sobre as iniciativas do Padre Bezerra;

5) A assessoria de imprensa informa ainda que o Arcebispo de São Paulo considera inadequadas as citadas “preces” para a celebração litúrgica, que não deve ser instrumentalizada para luta ideológica de nenhum tipo.

Assessoria de Imprensa
Arquidiocese de São Paulo

27 junho, 2015

Uma pergunta a Dom Odilo Scherer.

“Ele sabe de tudo o que eu faço. Não faz oposição, nem incentiva – mas tem respeito por aquilo que a gente faz”.

Palavras de Padre Paulo Sérgio Bezerra, seguro da impunidade, ao portal Terra, sobre Dom Odilo Pedro Scherer, cardeal arcebispo de São Paulo, metropolita responsável pela província eclesiástica na qual se encontra a diocese de São Miguel Paulista.

É isso mesmo, Dom Odilo?

Envie seu questionamento a Dom Odilo:

https://www.facebook.com/domodiloscherer

https://twitter.com/DomOdiloScherer

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26 junho, 2015

Hereges de Itaquera, seguros da impunidade. Será?

Por FratresInUnum.com – Apesar de toda a celeuma provocada pelo folheto pró-gay de sua autoria, Pe. Paulo Sérgio Bezerra diz que “não voltamos mais atrás”.

Ao “Jornal da Cidade”, chegou a revelar: “são poucos os padres com coragem de tocar nesses assuntos. Sempre fui assim, mas, com esse papa, sinto mais tranquilidade de que não serei punido”.

Mas, será?…

Reprodução: facebook do Padre Paulo Sérgio Bezerra.

Reprodução: facebook do Padre Paulo Sérgio Bezerra.

Vamos recordar alguns fatos mais ou menos recentes…

A Diocese de Bauru declarou a excomunhão do conhecido Pe. Beto. Na época, dizia-se que o Papa Francisco revogaria a pena canônica. Mas, ao contrário, a excomunhão de Pe. Beto foi confirmada pela Santa Sé.

Do mesmo modo, o Pe. Greg Reynolds, da Austrália, conhecido apoiador da causa gay, também foi excomungado pelo Papa Francisco.

Igualmente, Francisco excomungou Martha Heizer, líder do Movimento “Nós Somos Igreja”, que defende abertamente a agenda homossexual.

PORTANTO, é certo que, caso o bispo de São Miguel Paulista, Dom Manuel Parrado Carral, tenha a correta atitude de declarar a excomunhão automática do Pe. Paulo Sérgio Bezerra e de suprimir a dita Associação “Igreja, Povo de Deus em Movimento”, a Santa Sé confirmará o seu parecer.

Esta gente está alvoroçada e, francamente, passou dos limites!

Não nos desencorajemos. Continuemos a protestar contra os hereges de Itaquera.

O senhor não volta atrás, Padre Paulo Bezerra? Pois bem, nós também não! 

Excomungado o senhor já é, falta apenas que o bispo declare e a Santa Sé ratifique!

26 junho, 2015

Medjugorje, o Papa isola os videntes.

Sim ao reconhecimento da sacralidade do lugar, mas os peregrinos não poderão assistir às aparições.

Por Serena Sartini – Il Giornale | FratresInUnum.com: Medjugorje, lugar de oração, mas nenhum reconhecimento das aparições de Nossa Senhora aos seis videntes. No dia do 34º. aniversário das aparições da Virgem Maria, Rainha da Paz, a seis crianças em um pequeníssimo e pobrevilarejo da Bósnia, ocorridas no dia 24 de junho de 1981, reuniu-se a assembleia plenária da Congregação para a Doutrina da Fé, que estabeleceu algumas orientações sobre o dossiê Medjugorje.

O relatório final, composto com a documentação reunida até hoje, está agora sobre a escrivaninha do Papa, que deverá decidir se acolhe o texto e quando o publicará.

Até onde sabe IlGiornale, as informações considerariam o reconhecimento de Medjugorje como um lugar de fé, de oração e de devoção, mas não a sua transformação em Santuário; o convite aos peregrinos para visitarem o local sem ter contato com os videntes e, por consequência, a proibição de participarem do momento da aparição que três videntes, dentre seis, receberiam todos os dias. Isso – explicam nos Sacros Palácios –, com a finalidade de evitar que haja fanatismos ou exaltações da figura dos videntes. De fato, os fiéis são convidados a ir em peregrinação a Medjugorje para rezar, e não para se encontrar com os videntes. E, sobretudo, o relatório elaborado pelo Vaticano sugere não considerar as aparições como “revelações sobrenaturais”. Acerca deste último, a Santa Sé respeitaria as disposições do Código de Direito Canônico, segundo o qual o reconhecimento das aparições não deve ocorrer enquanto estas ainda não tiverem terminado. “Espero com serenidade e tranquilidade aquele que vai ser o posicionamento do Papa – relata a Il Giornale uma das videntes, Vicka Ivankovic, por intermédio do padre Michele Barone, um dos sacerdotes mais assíduos em Medjugorje e muito próximo dela – estou em plena obediência à Igreja e Nossa Senhora me disse para não me preocupar”.

Precisamente hoje será divulgada a mensagem anual que a Virgem Maria lhes entrega, em 25 de junho de cada ano, em lembrança do exato dia no qual – segundo os videntes – Nossa Senhora se dirigiu a eles pela primeira vez, há 34 anos. Enquanto isso, milhões de fiéis estão à espera do discernimento do Papa que não poderá deixar de levar em consideração o testemunho de centenas e centenas de milhares de peregrinos que a cada ano se dirigem a Medjugorje e voltam dali plenos de fé. Nas redes sociais, os grupos ligados às aparições aguardam ansiosamente o anúncio do Papa: “Se disserem não a Medjugorje, haverá uma revolta da fé popular”, escrevem eles, em muitos desses grupos.

No retorno de sua viagem a Sarajevo, no último 6 de junho, Bergoglio havia mencionado o caso Medjugorje, recordando o excelente trabalho realizado pela Comissão instituída por Bento XVI e presidida pelo Cardeal Camillo Ruini, e anunciando que uma decisão seria tomada em breve. Alguns dias depois, em uma homilia proferida em Santa Marta, Papa Francisco voltava a falar das aparições, ainda que sem se referir diretamente ao caso de Medjugorje: “Mas onde estão os videntes que dizem: hoje Nossa Senhora vai nos mandar uma carta às 4h da tarde?”. Que a Igreja estava se orientando para a proibição de encontros públicos com os videntes já era sabido, quando a diocese de Modena anulara o encontro do dia 20 de junho, com Vicka, na comuna de Sestola. Agora estamos no último ato: a palavra do Papa derreterá qualquer reserva. E o jornalista e escritor Vittorio Messori adverte: “Se o papa Francisco disser não a Medjugorje, há o risco de um cisma”.

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