Archive for ‘Igreja’

31 outubro, 2014

Francisco: o diabo não é um mito, é preciso combatê-lo com a verdade.

Cidade do Vaticano (RV) – A vida cristã é uma “luta” contra o demônio, o mundo e as paixões da carne. Foi o que afirmou o Papa na Missa presidida esta manhã na Casa Santa Marta.

Na homilia, Francisco comentou as palavras de São Paulo que, dirigindo-se aos Efésios, “fala da vida cristã numa linguagem militar”. O Pontífice destacou que “a vida de Deus deve ser defendida, se deve lutar para levá-la avante”. Portanto, são necessários força e coragem “para resistir e para anunciar”.Para prosseguir na vida espiritual – reafirmou – é preciso lutar. Não se trata de um simples confronto, mas de uma luta contínua. Francisco identificou três inimigos da vida cristã: “o demônio, o mundo e a carne”, ou seja, as nossas paixões, “que são as feridas do pecado original”. Certamente, observou, “a salvação que Jesus nos dá é gratuita”, mas somos chamados a defendê-la:

“Do que me devo defender? Que devo fazer? ‘Revestir-nos da armadura de Deus’, nos diz Paulo, ou seja, aquilo que é de Deus nos defende para resistir às insídias do diabo. Não se pode pensar numa vida espiritual, numa vida cristã, sem resistir às tentações, sem lutar contra o diabo, sem vestir esta armadura de Deus que nos dá força e nos protege.”

São Paulo, prosseguiu o Papa, destaca que “a nossa batalha” não é contra pequenas coisas, “mas contra os principados e as potências, isto é, contra o diabo e seus aliados”.

“Mas, esta geração – e tantas outras – nos fez acreditar que o diabo fosse um mito, uma figura, uma ideia, a ideia do mal. Mas o diabo existe e nós devemos lutar contra ele. É o que diz Paulo, não eu! É a Palavra de Deus. Mas nós não estamos muito convencidos. E depois Paulo nos diz como é esta armadura de Deus, quais são os diversos tipos de armaduras, que formam esta grande armadura de Deus. E ele diz: ‘Sejais firmes e cingi os vossos rins com a verdade’. Esta é a armadura de Deus: a verdade.”

“O diabo – disse – é o mentiroso, é o pai dos mentirosos, o pai da mentira.” E com São Paulo, reiterou que é preciso cingir os nossos rins com a verdade, revestir-nos da couraça da justiça. “Não se pode ser cristãos sem trabalhar continuamente para ser justos. Não se pode”. Uma coisa que nos ajudaria muito, disse, seria nos perguntar se ‘acredito ou não?’. Ou acredito mais ou menos? E evidenciou que “sem fé não se pode prosseguir, não se pode defender a salvação de Jesus”. Precisamos “deste escudo da fé”, porque “o diabo não nos lança flores”, mas “flechas em chamas” para nos matar. Francisco então exortou a tomar o capacete da salvação e a espada do Espírito e a vigiar “com orações e súplicas”:

“A vida é uma milícia. A vida cristã é uma luta, uma luta belíssima, porque quando o Senhor vence em cada passo da nossa vida, nos dá uma alegria, uma felicidade grande: aquela alegria que o Senhor venceu em nós, com a sua gratuidade de salvação. Mas sim, somos um pouco preguiçosos na luta e nos deixamos levar avante pelas paixões, por algumas tentações. Isso porque somos todos pecadores. Mas não devemos nos desencorajar. Coragem e força, porque o Senhor está conosco”.
(BF)

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31 outubro, 2014

A resposta da FSSPX-Itália ao bispo de Albano.

Por FSSPX – Itália | Tradução: Dominus Est - Em uma notificação do último dia 14 de outubro, Dom Marcello Semeraro, que administra a Diocese suburbicária de Albano, cogitou declarar que a Fraternidade Sacerdotal São Pio X não é “uma instituição da Igreja católica” e que os fiéis não devem frequentá-la para não “romper a comunhão com a Igreja”.

Partindo de seu ponto de vista, poderíamos perguntar muitas coisas a Dom Semeraro.

Poderíamos perguntar-lhe se ele sabe que a Fraternidade São Pio X foi erigida com a aprovação do bispo de Friburgo em 1970; que a Santa Sé lhe conferiu a carta laudatória em 1971; se ele sabe que a casa da Fraternidade em Albano em si, com seu Oratório semipúblico para administrar os sacramentos, foi erigida canonicamente com decreto de seu predecessor, Dom Raffaele Macario, em 22 de fevereiro de 1974 (prot. 140/74).

Poderíamos também perguntar-lhe como ele concilia sua proibição com as declarações oficiais da Santa Sé, que, como resposta da Comissão Ecclesia Dei de 18 de janeiro de 2003, dizia que é possível cumprir o preceito da Missa dominical “assistindo a uma Missa celebrada por um padre da Fraternidade São Pio X”: ou como ele acha que é possível “romper a comunhão com a Igreja” indo à Missa da Fraternidade São Pio X, quando a mesma Santa Sé não considera mais fora de comunhão nem mesmo os bispos da mesma Fraternidade; ou se ele acha que a pretendida irregularidade canônica equivale a uma ruptura da comunhão.

Poderíamos ainda perguntar-lhe por que ele, o bispo, pode organizar uma vigília ecumênica na catedral (18 de janeiro de 2014) para rezar com pessoas que, certamente, não estão “em comunhão com a Igreja católica”, como uma pastora evangélica e um bispo ortodoxo (ortodoxos cujos, em 2009, ele cedeu a igreja de São Francisco em Genzano, construída por nossos pais para o culto católico); enquanto seus fiéis não podem rezar com outros católicos na Missa da Fraternidade.

Poderíamos perguntar-lhe por que a abertura do espírito da Diocese é tão amplo para incluir o “Primeiro fórum dos cristãos homossexuais”, ocorrido na Casa dos Padres Somaschis, de 26 a 28 de março último, mas não quem permanece ligado à Tradição da Igreja católica.Não esperamos uma resposta sobre esses pontos que demonstram de modo claro as contradições de Dom Semeraro.

A Fraternidade apoia seu ministério junto a todos os fiéis exatamente sobre a necessidade de combater os erros contra a fé católica romana que são difundidos na Igreja pelos próprios bispos: do indiferentismo ecumênico, pelo qual se pode crer em todas as religiões, como se todas elas fossem caminhos de salvação, destruindo de fato o Primeiro Mandamento de Deus, até a adoção de uma liturgia que se distancia da expressão dos dogmas da Igreja romana para tornar-se semiprotestante e irreverente. Erros que são difundidos cada vez mais, como se viu no último Sínodo, onde, sob a aparência de misericórdia, se discutiu sobre a possibilidade de modificar o Sexto Mandamento e renunciar, de fato, à indissolubilidade do matrimônio cristão.

O estado de grave necessidade geral, devido à difusão capilar dos erros contra a fé da parte da hierarquia eclesiástica, fundamenta canonicamente o direito e o dever de todos os sacerdotes fiéis de ministrar os sacramentos e uma autêntica instrução católica a todos que os requererem.

A Fraternidade São Pio X, a exemplo de seu fundador, continuará a transmitir integralmente o depósito da fé e da moral católica romana, levantando-se abertamente contra todos os erros que desejam deformá-lo, sem medo de ameaças ou sanções canônicas injustas, visto que esse depósito, nem Dom Semeraro, nem nenhum outro membro da hierarquia eclesiástica poderá mais alterá-lo. Como diz São Pedro: “Mais vale obedecer a Deus que aos homens”.

Todas as pessoas que desejarem receber os sacramentos como a Igreja sempre os administrou, receber um catecismo autêntico para os seus filhos, uma formação para os adultos, uma direção espiritual e um conforto para os doentes serão sempre bem-vindas.

Distrito da Itália da Fraternidade São Pio X

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30 outubro, 2014

Papa nomeia Dom Giuseppe Negri como bispo coadjutor de Santo Amaro.

Por EFE – O papa Francisco nomeou Giuseppe Negri bispo coadjutor da diocese de Santo Amaro, em São Paulo, informou nesta quarta-feira a Santa Sé em comunicado.

Negri, até agora bispo de Blumenau, nasceu no dia 19 de setembro de 1959 em Milão (Itália).

Foi ordenado sacerdote em 7 de junho de 1986.

Formado em Filosofia e Teologia, fez doutorado em Psicologia na Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma (1995-1999).

Entre os cargos que ocupou, foi chefe das paróquias de São Judas Tadeu e São João Batista na arquidiocese de Florianópolis, diretor espiritual do Seminário de Teologia em Monza (Itália) e professor em São Paulo no Curso Superior de Aconselhamento Formativo.

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30 outubro, 2014

Cardeal Burke: Eu não disse que o Papa está prejudicando a Igreja, mas sim a falta de clareza.

Por John-Henry Westen – LifeSiteNews | Tradução: Fratres in Unum.com – O Cardeal da Cúria Raymond Burke emitiu um esclarecimento relativo à deturpação de sua declaração em uma entrevista ao BuzzFeed. Enquanto a agência noticiava que o Cardeal Burke disse que o Papa está “prejudicando a Igreja”, o purpurado, na realidade, declarou que o prejuízo se origina da falta de clareza sobre as posições do papa em questões relacionadas ao matrimônio e à Sagrada Comunhão.

O cardeal acrescentou que somente um esclarecimento do próprio Papa poderia dissipar a falta de clareza.

Eis o esclarecimento completo de Burke, dado ao Instituto Dignitatis Humanae, que havia ajudado a organizar a entrevista ao Buzzfeed:

Como padre, bispo e, finalmente, cardeal, eu somente penso em servir à Igreja de Nosso Senhor em obediência humilde ao Magistério e ao Santo Padre. A confusão desnecessária com relação às minhas razões não me ajuda neste serviço, especialmente, quando questões substanciais de princípio estão em jogo. Acredito firmemente que alguém também presta um serviço com lealdade ao expressar um juízo contrário, de acordo com a busca da verdade, e que só se serve com fidelidade quando se fala de maneira obediente e clara, de acordo com a sua consciência.

Eu não disse que o Papa Francisco prejudicou a Igreja. Ao invés disso, conforme revela a entrevista textual que acaba de ser publicada, fui perfeitamente claro ao dizer que foi a falta de clareza acerca da posição do Santo Padre em questões relacionadas ao matrimônio e à Sagrada Comunhão que causou o dano. É justamente por essa razão que, posteriormente, disse que somente uma declaração do próprio Santo Papa poderia dissipar essa falta de clareza.

Infelizmente, a confusão, como a gerada por essa entrevista particular, foi usada para retratar aqueles que se opõem à tese do Cardeal Kasper como motivada por uma animosidade pessoal contra o Santo Padre. Este não é o caso, embora, sem dúvida, isso ajude a fazer com que aqueles com determinado eixo ideológico trabalhem para que pareça assim.

29 outubro, 2014

Admira, regozija-se, apoia, prega, estimula. Mas não é.

Admira comunistas. Regojiza-se com comunistas. Apoia comunistas. Estimula trabalho de entidades comunistas. Mas afirma não ser comunista. Ok, o mundo todo acreditará piamente!

Para certos postos, já dizia o velho adágio: “Não basta ser honesto, é preciso parecer honesto”.

João Pedro Stedile encontra Papa Francisco - o líder do MST foi convidado para fazer o discurso de encerramento de encontro de "Movimentos Populares" no Vaticano.

João Pedro Stedile encontra Papa Francisco – o líder do MST foi convidado para fazer o discurso de encerramento de encontro de “Movimentos Populares” no Vaticano.

De duas, uma:

1) Ou todas essas organizações são verdadeiras promotoras dos valores do Evangelho e se associam aos princípios de Nosso Senhor — o que justificaria o espaço e os louvores dados a elas pelo Sumo Pontífice. Para isso, ter-se-ia que provar que não só as “belíssimas” intenções dos membros dos grupos, mas suas obras, estão em conformidade com o que Cristo ensinou.

2) Ou, não sendo o caso, admirar, apoiar, estimular, etc, é buscar um amálgama impossível, pois que auto-excludentes entre si, entre a revolução pregada por tais entidades e a doutrina social da Igreja, pretendendo difundir amor de Cristo aos pobres quando, na verdade, conscientemente ou não, difunde-se o mau e velho comunismo amplamente condenado pelo Magistério da Igreja.

Tertium non datur.

* * *

“Continuem com a vossa luta, caros irmãos e irmãs, faz bem a todos nós” — Papa Francisco.

O bem, por João Pedro Stedile – do artigo “As mentiras paraguaias das elites brasileiras”, sobre o impeachment do ex-bispo e ex-presidente do Paraguai Fernando Lugo, Folha de São Paulo, 17 de julho de 2012

“Se a sociedade paraguaia estivesse dividida e armada, certamente os defensores do presidente Lugo não aceitariam pacificamente o golpe”.

Pois, assim a Cartilha do MST descreve o pensamento dele, que é um de seus dirigentes:

“Os dirigentes possuem um sonho revolucionário que é construir sobre os escombros do capitalismo uma sociedade socialista. Muitas vezes as aspirações dos dirigentes não são as mesmas da massa. Nesse caso é preciso desenvolver um trabalho ideológico para fazer com que as aspirações da massa adquiram caráter político e revolucionário”.

* * *

Comentário do leitor Alcleir:

Ao longo de dois mil anos tudo que a Igreja fez foi dar de comer a quem tem fome, vestir quem está nu e instruir os ignorantes. Os primeiros hospitais e sanatórios do mundo foram criados pela Igreja. As primeiras universidades do mundo foram criadas pela Igreja. De dentro do povo católico nasceram as SANTAS CASAS DE MISERICÓRDIA. A Igreja forjou a santidade de homens e mulheres extraordinários como São Francisco de Assis, São Vicente de Paula, São Martinho de Tours, São Bernardo de Claraval. Santos que renunciaram ao mundo para abraçar a causa de Cristo e o serviço aos pobres e doentes. Com o regime de suserania e vassalagem a Igreja amparou e protegeu o camponês que deixou de ser um mero escravo do senhor de terras para ser um servo da gleba que, embora preso a um pacto de vassalagem, era livre para ter seus bens e seus animais.
Em todos estes tempos a Igreja nunca pregou o conceito de “luta” como método para fazer “justiça social”.
Pelo contrário.
Pregou a OBEDIÊNCIA e SUBMISSÃO dos trabalhadores para com seus patrões;
A CARIDADE dos homens de negócio para com os desempregados;
A GRATIDÃO dos pobres para com seus benfeitores;
A PACIÊNCIA dos doentes diante das enfermidades;
A Igreja não prega a luta nem busca terra, teto e trabalho. Quem busca isto é Karl Marx.
A Igreja busca o Reino de Deus e Sua Justiça. Importa buscar antes a Justiça de Deus, pois com ela tudo o mais será dado por acréscimo (Mateus 6,33).“Tirai-lhe o talento e dai ao que tem dez, pois aquele que tem em abundância lhe será dado mais ainda, mas ao que não tem, lhe será tirado até aquilo que julga ter. Quanto a este servo inútil, jogai-o nas trevas exteriores. Ali haverá choro e ranger de dentes. “(Mateus 25,28-30)Santidade, Jesus nunca foi marxista… nem a Igreja.

29 outubro, 2014

Papa: “Chamam-me de comunista, mas é Jesus que ama os pobres”.

Por Gian Guido Vecchi – Corriere della Sera | Tradução: Gercione Lima – Fratres in Unum.com:  “Vamos repetir juntos do fundo do coração: nenhuma família sem-teto! Nenhum camponês sem-terra! Nenhum trabalhador sem direitos! Nenhuma pessoa sem a dignidade que dá o trabalho”. Na antiga sala do Sínodo está falando Francisco, “continuem com a vossa luta, caros irmãos e irmãs, faz bem a todos nós”, e a cena é sem precedentes.

Cento e cinquenta pessoas de oitenta países representando os “movimentos populares” do mundo inteiro, aqueles do Fórum Social, chegaram ao Vaticano para uma conferência sobre “Terra, teto e trabalho, as últimas chagas do planeta.

“Terra, teto e trabalho. É estranho, mas se eu falo disso, o Papa é um comunista”, sorri Francisco. “Não se compreende que o amor pelos pobres é o centro do Evangelho. Terra, casa e trabalho, aquilo para o qual vocês lutam, são direitos sagrados. Exigir tais coisas, de fato, não é algo estranho, é a doutrina social da Igreja”.

Muitos movimentos nasceram na América Latina, Bergoglio os conhece bem e seu discurso em espanhol parece ser o traço de uma encíclica social: “Vocês vieram trazer à presença de Deus, da Igreja e dos povos, uma realidade muitas vezes relegada ao silêncio: os pobres não apenas sofrem injustiça, mas também lutam contra ela”.

Desde seus tempos como cardeal em Buenos Aires, ele costumava ir ao encontro dos catadores de lixo vestidos de trapos, que à noite vasculhavam os depósitos de lixo, conversava com eles oferecendo-lhes seu chá de erva mate, os ajudava. O seu advogado na época, Juan Grabois, é um dos organizadores do encontro. Na platéia, como líder histórico dos “cocaleros”, senta-se o presidente boliviano, Evo Morales, que o Papa recebe durante a noite. Estão lá os “sem-terra” brasileiros [representados pelo sr. João Pedro Stédile, cujo "bem" que fazem ao povo brasileiro deve ser a luta armada, com inúmeras mortes no campo brasileiro, o vilipêndio da propriedade privada..., enfim, o crime!], os “indignados” da Espanha. Da Itália veio também a rede “Genuíno Clandestino ” e Leoncavallo, histórico centro social de Milão que elogia o Papa por ter “trazido o cristianismo de volta às suas origens.”

No geral, “aqui estão catadores de lixo, recicladores, vendedores ambulantes, alfaiates, artesãos, pescadores, camponeses, trabalhadores da construção, mineiros, trabalhadores, membros de cooperativas de todos os tipos e pessoas que realizam trabalhos mais comuns ” define o Papa: “Hoje eu quero unir a minha voz à deles e acompanhá-los em sua luta”. Enfrentar o escândalo da pobreza “não é uma ideologia”, diz Francisco, tem tudo a ver com a “solidariedade” que “em sentido profundo” significa “fazer história” e “lutar contra as causas estruturais da desigualdade”, fazer frente  “aos efeitos destrutivos do império do dinheiro”. Os pobres “não esperam de braços cruzados a ajuda de ONGs ou planos assistenciais”, articula: “Ponham os pés na lama e as mãos na carne. Tenham cheiro de bairro, de povo, de luta”.  Assim o Papa dispara sobre as falhas de “um sistema econômico centrado no deus do dinheiro”, da “grilagem”, da “pilhagem da natureza”, o “crime” da fome, da miséria daqueles que estão nas ruas e são chamados de “sem-teto”, o “excedente” da mão de obra. “Em geral, por trás de um eufemismo tem um delito”.

Francisco rejeita as “estratégias” para “cativar” os pobres e o assistencialismo. Os Movimentos “expressam a necessidade urgente de revitalizar as nossas democracias. É necessário que hajam “novas formas de participação” [no Brasil, ao menos o Congresso vetou tais iniciativas "novas" que, sob roupagem democrática, são, na realidade, totalitárias], de construir “com coragem, mas também inteligência, tenacidade, mas sem fanatismo, paixão, mas sem violência”.  A todos o Papa então presenteia com rosários feitos por artesãos e catadores de lixo. A indiferença: “O mundo se esqueceu de Deus Pai, tornou-se órfão porque O jogaram para um canto. Mas existem os movimentos populares, o “mundo melhor” esperado pelos pobres e pelos jóvens: “Que o vento se transforme em um furacão de esperança. Este é o meu desejo. “
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29 outubro, 2014

A cultura do encontro a serviço dos pobres: Movimentos Populares se reúnem a convite do Papa.

Cidade do Vaticano (RV) – A convite do Papa Francisco, líderes de Movimentos Populares nos cinco continentes estão reunidos a partir desta segunda-feira, em Roma, para três dias de intenso trabalho sobre três temas fundamentais: terra, moradia e trabalho [O Fratres havia divulgado tal evento em dezembro do ano passado].

O evento é organizado pelo Pontifício Conselho da Justiça e da Paz, em colaboração com a Pontifícia Academia das Ciências Sociais.

“O Papa Francisco não se esqueceu de nós”, declarou um dos organizadores do evento, Juan Grabois, responsável pela Confederação dos Trabalhadores da Economia Popular. “Jorge Bergoglio nos acompanhou por anos no processo de organização dos recicladores, camponeses, vendedores ambulantes, artesãos e herdeiros da crise provocada pelo capitalismo neoliberal”, acrescentou Grabois.

Os temas em debate nesta segunda-feira são: desigualdade e exclusão social, dignidade humana e meio ambiente. A conclusão dos trabalhos desta jornada será feito pelo líder do Movimento dos Sem-Terra (MST), João Pedro Stédile.

Na terça-feira, no Vaticano, haverá o encontro com o Papa Francisco, com a presença também do Presidente boliviano, Evo Morales, que participará na qualidade de ex-representante dos movimentos populares.

Os representantes brasileiros são numerosos, entre os quais o Movimento de Mulheres Camponesas, Articulação dos Povos Indígenas do Brasil e a Coordenação Nacional de Entidades Negras.

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29 outubro, 2014

Consultor próximo ao Papa e membro do Conselho de Nove Cardeais “excomunga” fiéis que vão às Missas da FSSPX – texto completo.

Duplo padrão.

“Misericórdia” seletiva.

Bom policial, mau policial*

Por Rorate-Caeli | Tradução: Fratres in Unum.com – Tudo muito maquiavélico. Essa atitude não é cristã de modo algum. Porém, ela poderia ser “divina”, se estivermos lidando com “o Deus de Surpresas “…

Nota original em italiano abaixo, com tradução completa:

Três observações antes da tradução:

1) A sede da Fraternidade São Pio X (FSSPX / SSPX) na Itália está localizada na diocese de Albano, fora de Roma, próximo a Castel Gandolfo.

2) Marcello Semeraro não é simplesmente um bispo qualquer. Ele é extremamente próximo ao Papa Francisco, e é o único não cardeal (com cargo de secretário e assistente) no órgão mais influente deste pontificado, o Conselho de 8 Cardeais (atualmente 9, com o Secretário de Estado), encarregado da reforma da Cúria e das estruturas da Igreja como um todo.

3) Dom Semeraro é também o “homem da mídia” da Conferência Episcopal Italiana (CEI) e principal bispo com supervisão do diário italiano Avvenire, onde sua nota foi publicada.

* * *

Diocese Suburbicariana de Albano

NOTIFICAÇÃO AOS PÁROCOS

SOBRE A “FRATERNIDADE SÃO X

Nas últimas semanas, solicitações de esclarecimento chegaram à Mitra Diocesana com relação à celebração dos Sacramentos na “Fraternidade São Pio X” de Albano Laziale.

Com relação a ela, é correto e apropriado observar que a supracitada “Fraternidade” não é uma instituição (nem paróquia, nem associação) da Igreja Católica.

Isso se aplica mesmo após o decreto da Congregação para os Bispos, de 21 de janeiro de 2009, pelo qual o Santo Padre Bento XVI, estendendo a mão de boa vontade em resposta a pedidos reiterados do Superior Geral da Fraternidade São Pio X, revogou a excomunhão em que quatro Prelados haviam incorrido em 30 de junho de 1988.

Esse fato foi enfatizado por Bento XVI em sua Carta aos Bispos da Igreja Católica, de 10 de março de 2009: “a Fraternidade não tem status canônico na Igreja, e seus ministros – embora eles tenham sido libertos da penalidade eclesiástica – não exercem legitimamente qualquer ministério na Igreja.” (in AAS CI [2009], n. 4, p. 272). O mesmo Bento XVI, na seguinte Carta m. p. Ecclesiae Unitatem, de 2 de julho de 2009, acrescentou: “a remissão da excomunhão foi uma medida tomada no contexto da disciplina eclesiástica de libertar as pessoas do fardo de consciência constituído pela mais séria das penalidades canônicas. Entretanto, as questões doutrinais obviamente permanecem e até que sejam esclarecidas a Fraternidade não tem status canônico na Igreja e seus ministros não podem exercer legitimamente qualquer ministério.” (in AAS CI [2009], p. 710-711).

Em consequência do que foi dito acima, é correto e adequado reafirmar o que havia sido formulado na Nota Pastoral sobre a Fraternidade São Pio X de [ex-bispo de Albano] Dante Bernini, na qual se lê o seguinte:

Os fiéis católicos não podem participar da Missa, nem solicitar e/ou receber Sacramentos de ou na Fraternidade. Agir de maneira diversa significaria romper com a comunhão com a Igreja Católica.

Portanto, qualquer fiel católico que solicitar e receber Sacramentos na Fraternidade São Pio X, colocará a si próprio de facto em condição de não mais estar em comunhão com a Igreja Católica. A readmissão à Igreja Católica deve ser precedida por um caminho pessoal adequado de reconciliação, de acordo com a disciplina eclesiástica estabelecida pelo Bispo.

Sinceramente é entristecedor que essas opções [medidas], particularmente quando em referência à Iniciação Cristã de Crianças e Adolescentes, estejam em contraste com as orientações pastorais da Igreja Italiana e, consequentemente, com as escolhas da Diocese de Albano, onde são favorecidos itinerários de formação para o crescimento e amadurecimento da vida de fé.

Aos párocos, o dever de prestar informações suficientes aos fiéis.

Da Mitra de Albano, 14 de outubro de 2014, Prot. 235/14.

+ Marcello Semeraro, Bispo.

* * *

Honestamente, em nossa opinião, essa abordagem de mão pesada é tão desproporcional e tão fora de sintonia com a aceitação de todas as heresias e mau comportamento por parte dos bispos italianos que simplesmente não será levada a sério. Bispos em nossos tempos deveriam ser cautelosos para não parecer completamente ridículos, que é como a execução seletiva se parece – menos um exercício em autoridade do que um grito por ajuda. Realmente, não apenas citações dos documentos de Bento XVI (que por si mesmos seriam suficientes e apropriados), mas até mesmo ameaçando filhos (!) de fiéis que vão às Missas da FSSPX com o seu “caminho penitencial” especial, que ele está “triste” em aplicar-lhes? Por favor, alguém em algum lugar diga a Dom Semeraro para encontrar o seu “caminho penitencial” especial, e a parte para a queima dos “reincidentes”…

* Referência à técnica de interrogatório na qual um investigador intimida o suspeito enquanto outro investigador se faz passar por seu protetor.

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28 outubro, 2014

Padres casados? No Brasil?

Chega até mim, desde o Brasil, uma notícia que causaria uma verdadeira revolução na Igreja. Em diálogo com a Congregação para o Clero, se está buscando um modo de ordenar “ad experimentum” “viri probati” para superar a falta de sacerdotes nas dioceses da Amazônia. A Amazônia poderia ser o primeiro lugar no mundo no qual existiriam, no rito latino, sacerdotes com família.

13072738Por Marco Tosatti | Tradução: Fratres in Unum.com - Chega até mim, desde o Brasil, uma notícia que causaria uma verdadeira revolução na Igreja. Em diálogo com a Congregação para o Clero, se está buscando um modo de ordenar “ad experimentum” “viri probati” para superar a falta de sacerdotes nas dioceses da Amazônia, onde as distâncias são enormes, o número dos sacerdotes sempre mais escasso e as possibilidades para algumas comunidades cristãs terem os sacramentos são extremamente reduzidas.

A iniciativa seria do Card. Cláudio Hummes, outrora prefeito da Congregação para o Clero, agora arcebispo emérito de São Paulo, onde continua, porém, não obstante os 80 anos de idade, há pouco atingido, a estar ativo num encargo diocesano análogo àquele de Vigário episcopal e como responsável pela região amazônica [na CNBB]. Cláudio Hummes é o cardeal que Jorge Mario Bergoglio quis ao seu lado quando apareceu, logo após a eleição, na sacada da Basílica de São Pedro. Segundo alguns especialistas, o próprio Cláudio Hummes teria sido um dos principais articuladores e organizadores da eleição de papa Francisco.

Hummes, quando Prefeito do Clero, tinha a ideia de levar avante o projeto da ordenação dos “viri probati”, mas não foi bem sucedido em seu intento [ndr: recorde-se suas declarações desastrosas ao sair do Brasil, quando nomeado prefeito para o Clero por Bento XVI, que o fez se retratar a respeito] . Entende-se por “viri probati” os homens de comprovada fé, anciãos, casados ou viúvos, que nas antigas comunidades católicas eram ordenados como sacerdotes para suprirem as necessidades de comunidades cristãs isoladas, geralmente situadas em zonas pouco acessíveis e distantes do centro das dioceses.

Erwin Krautler, à direita da foto, em procissão ao lado do que parece ser uma "presbítera" anglicana.

Erwin Krautler, à direita da foto, em procissão ao lado do que parece ser uma “presbítera” anglicana.

O Card. Hummes, além de estar em diálogo sobre este assunto com a Congregação para o Clero, guiada pelo homem de confiança do Papa, o Card. Stella, falou naturalmente com os bispos da Amazônia. Um destes, D. Erwin Kraeutler, bispo de origem austríaca [ndr: partidário do cisma austríaco e colaborador fanfarrão de Francisco na encíclica ecológica], missionário no Brasil, prelado do Xingú, na região amazônica, disse em abril deste ano [ndr: fato noticiado em primeira mão em Fratres in Unum.com] que conversou com o Papa Francisco sobre a hipótese de que fossem ordenados os tais “viri probati” — para assegurar a assistência espiritual em um território de 700 mil fiéis, 800 comunidades e apenas 27 padres.

“Contei ao Papa que sou o bispo da diocese de maior extensão do Brasil, com 700 mil fiéis, e que nossas comunidades podem celebrar a eucaristia apenas duas ou três vezes por ano”, disse D. Krautler numa entrevista à Salzburger Nachrichten. “Em relação às necessidades das nossas comunidades, falou-se também dos viri probati, os homens casados, de fé segura, que são ordenados padres” [ver: Papa Francisco: homens casados podem ser ordenados sacerdotes se os bispos estiverem de acordo].

Se a iniciativa do Card. Hummes se concretizar, a Amazônia poderia ser o primeiro lugar no mundo no qual existiriam, no rito latino, sacerdotes com família.

28 outubro, 2014

Summorum Pontificum no Brasil: Santa Missa de Finados em Bagé, RS.

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