Archive for ‘O Papa’

19 agosto, 2014

E finalmente o Papa Bergoglio resolveu falar!

Por Antonio Socci | Tradução: Gercione Lima – Fratres in Unum.com – Foi preciso que se passasse quase 20 dias, depois de muitos pobrezinhos, indefesos e inocentes mortos, mas, finalmente, até mesmo o Papa Bergoglio chegou a dizer que é preciso “parar” com esses criminosos sanguinários que esquartejam, cortam as gargantas, estupram, crucificam e outros horrores … 

Parar sim, mas — isso ele deixou claro — “não bombardear”. E como se fará então? Com tropas terrestres significaria “guerra”, exatamente o que se quer evitar. 

Então, como é que vai ser? Propor ao sangrento Califa uma partida de baralho (com os mortos), e o ganhador leva tudo? Ou o famoso jogo de futebol com Maradona? 

Dizer “parar”, mas sem o uso (obviamente preciso e proporcional) da força é um absurdo. São essas sutis hipocrisias que às vezes nos levam a suspeitar que o que se busca é salvar a própria cara ao invés da vida dos outros. Mas eu espero que seja apenas uma suspeita infundada … 

É bom que se saiba que de qualquer modo estamos gratos por esta (embora tímida e reticente) palavra: “parar os agressores”. 

Permanecem, infelizmente, as vozes da corte papal… aqueles para quem, até ontem, o simples fato de se pedir para neutralizar os assassinos significava querer de volta a guerra e as cruzadas, aqueles para quem “se o Papa se cala é para evitar retaliação mais grave”, aqueles para quem “se ele não diz nada significa que ele está operando reservadamente”.

Tudo conversa fiada. No Vaticano estavam simplesmente iludidos de que ainda havia um canal diplomático, enquanto aqueles assassinos — como denunciaram os bispos locais — só queriam conquistar, converter pela força e pelo massacre e nunca quiseram ouvir falar em “diálogos”. 

Adicione a esta ilusão, a equivocada ideologia “católico-progressista” do diálogo a todo custo, que levou Bergoglio a jamais mencionar explicitamente o Islamismo, e o desastre está feito… 

Aqueles pobres cristãos massacrados… 

A propósito, há ainda o capítulo triste daqueles que sustentam que o Califado não tem nada a ver com o Islã. Eu me pergunto por que então impoem a conversão à força ao Islã ou a morte… 

E depois ainda há aqueles tristíssimos “católicos progressistas” que ficam indignados quando alguém ainda fala em “cristãos perseguidos”… Que vergonha! 

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19 agosto, 2014

“Sei que vou durar pouco tempo. Dois ou três anos. E, depois, vou para ‘a Casa do Pai!'”

Cidade do Vaticano (RV) – O clima que caracteriza as conversas com os jornalistas nos voos papais internacionais é sempre muito informal. Os repórteres, conhecidos como ‘vaticanistas’, provêm de países diferentes, muitos trabalham em Roma como correpondentes e tratam o dia a dia do Vaticano com familiaridade. Mais de 70 jornalistas estavam no avião papal em sua volta a Roma, e como sempre, foram sorteados alguns para fazerem diretamente ao Papa suas perguntas.

Francisco e jornalistas no vôo de volta a Roma.

Francisco e jornalistas no vôo de volta a Roma.

Pela primeira vez, o Papa Francisco abordou publicamente a perspectiva de sua morte, afirmando – entre risos – que não viverá por muito tempo, e reiterando que não descarta uma possível renúncia:

Vocês podem me perguntar: se um dia não se sentir capaz de seguir adiante, faria a mesma coisa de Papa Ratzinger?”. “Sim”, respondeu. “Eu rezaria muito e faria a mesma coisa”. Bento XVI abriu uma porta, que é institucional. A renúncia de um Papa é uma instituição e não mais uma exceção, apesar disso não ser do gosto de alguns teólogos”, afirmou Francisco, lembrando que os bispos eméritos eram uma exceção há 60 anos, não existiam, e que agora esta é uma prática habitual.

Respondendo sobre sua popularidade e o efeito desta sobre ele, disse: “Eu a encaro como uma generosidade do povo de Deus. Interiormente, tento pensar em meus pecados, em meus erros, para não ficar orgulhoso, porque sei que vou durar pouco tempo. Dois ou três anos. E, depois, vou para ‘a Casa do Pai!‘”, afirmou em tom de brincadeira, provocando risadas de todos.

Aos 77 anos, o Pontífice argentino disse que vê esta popularidade “de maneira mais natural do que no início”, quando ficava um pouco mais “assustado”.

Indagado sobre suas férias deste ano, o Papa disse que vai passá-las em casa, na residência de Santa Marta, onde mora: “Sempre tiro férias, mas sou muito ‘caseiro’, então mudo de ritmo. Leio coisas de que gosto, ouço música, e acima de tudo, rezo mais”, explicou, admitindo que ser ‘caseiro’ é uma de suas neuroses”, e que a cura “tomando mate todos os dias”, brincou de novo.

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18 agosto, 2014

Papa faz uma forte e silenciosa declaração anti-aborto.

Kkottongnae (Rádio Vaticano) – O Papa Francisco, em geral, evita pronunciar-se sobre temas como o aborto, argumentando que a doutrina da Igreja para a santificação da vida é bastante clara e conhecida e, por isso, ele prefere enfatizar outros aspectos do ensinamento da Igreja.

No entanto, o Papa fez, neste sábado, um forte pronunciamento, apesar de silencioso, contra o aborto, ao reter-se em oração diante de um monumento para crianças que jamais viram a luz do mundo. O local faz parte da comunidade dedicada aos cuidados de pessoas com deficiências genéticas que, frequentemente, são utilizadas para justificar os abortos.

O Papa baixou a cabeça em oração diante das centenas de cruzes brancas do monumento e conversou com um ativista anti-aborto que não tem nem os braços e nem as pernas. (R.B)

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13 agosto, 2014

Iraque: Papa alerta ONU para o drama e pede esforços concretos.

Cidade do Vaticano (RV) – O Vaticano divulgou na manhã desta quarta-feira, 12, uma carta escrita pelo Papa Francisco, sábado, 9, ao Secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki Moon, a respeito da situação no Iraque.

“Com o coração apertado e angustiado, acompanhei os dramáticos acontecimentos dos últimos dias no norte do Iraque, onde os cristãos e as outras minorias religiosas foram obrigados a fugir de suas casas e assistir à destruição de seus lugares de culto e do patrimônio religioso. Comovido com esta situação, pedi ao Cardeal Fernando Filoni, Prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos, que foi Núncio no Iraque nos Pontificados de São João Paulo II e Bento VI, para manifestar a minha proximidade espiritual e expressar a minha preocupação, assim como de toda a Igreja Católica, com o intolerável sofrimento de pessoas que desejam somente viver em paz, harmonia e liberdade na terra de seus antepassados”.

“Neste mesmo espírito, escrevo ao senhor, Secretário-geral, e lhe exponho as lágrimas, os sofrimentos e os gritos de desespero dos cristãos e das outras minorias religiosas na amada terra do Iraque. Ao renovar o meu apelo urgente à comunidade internacional para intervir e por fim à tragédia humanitária em andamento, encorajo todos os organismos competentes da ONU, especialmente os responsáveis pela segurança, a paz, o direito humanitário e a assistência aos refugiados, a prosseguirem seus esforços, em conformidade com o Preâmbulo e os artigos pertinentes da Carta das Nações Unidas”.

“Os ataques violentos que têm se alastrado ao longo do norte do Iraque não podem ficar indiferentes às consciências de todos os homens e mulheres de boa-vontade e devem despertá-los para ações concretas de solidariedade em defesa dos atingidos ou ameaçados pela violência e assegurar a assistência necessária e urgente aos desabrigados além do seu retorno seguro às suas cidades e casas”.

“As trágicas experiências do século XX e a elementar compreensão da dignidade humana exigem que a comunidade internacional – através de normas e mecanismos de direito internacional – faça tudo o que for possível para deter e prevenir novas violências sistemáticas contra as minorias étnicas e religiosas”.

“Confiante que o meu apelo, unido ao dos Patriarcas Orientais e de outros líderes religiosos, encontre uma resposta positiva, colho a ocasião para renovar a minha mais elevada consideração”, assina o Papa.

28 julho, 2014

O ecumenismo de Francisco (II).

Um animado almoço de Francisco com seu amigo Traettino na Casa Santa Marta.

Um animado almoço de Francisco com seu amigo Traettino na Casa Santa Marta.

Um preâmbulo de Sandro Magister – tradução de Fratres in Unum.com – Quando vazou a notícia, confirmada pelo padre Federico Lombardi, que o Papa pretendia ir privadamente a Caserta para encontrar um amigo [Giovanni Traettino], pastor de uma comunidade evangélica local, o bispo da cidade, Giovanni D’Alise, ficou surpreso. Nada sabia de nada.

Ademais, o Papa havia programado esta visita relâmpago a Caserta justamente no dia da festa de Sant’ana, padroeira da cidade. Ao se verem marginalizados, houve entre os fiéis a ameaça de revolta. Foi necessária toda uma semana para convencer o Papa a mudar a programação e a dividir a viagem em duas partes: a primeira, sábado, 26 de julho, publicamente, aos fiéis de Caserta, e a segunda, de maneira privada, na segunda-feira seguinte, ao amigo evangélico.

[...]

[Em encontro com pastores evangélicos, Francisco] lhes disse ter tomado conhecimento, por sua amizade com o pastor Traettino, que a Igreja Católica, com sua presença imponente, obstaculiza demais o crescimento e o testemunho dessas comunidades [evangélicas]. E que, também por esse motivo, tinha pensado em visitar a comunidade pentecostal de Caserta: “para desculpar-se pelas dificuldades provocadas à comunidade”.

* * *

Papa pede perdão por perseguições dos católicos aos pentecostais.

Francisco foi a Caserta para se reunir com pastor que é seu amigo. A visita já foi qualificada como histórica.

G1 – O Papa Francisco pediu nesta segunda-feira (28) perdão pelas perseguições cometidas pelos católicos aos pentecostais, durante viagem à cidade de Caserta (no sul da Itália) onde se reuniu com seu amigo e pastor evangélico Giovanni Traettino.

A visita já foi qualificada como histórica, pois é a primeira vez que um Papa viaja do Vaticano para se encontrar com um pastor protestante.

“Entre as pessoas que perseguiram os pentecostais também houve católicos: eu sou o pastor dos católicos e peço perdão por aqueles irmãos e irmãs católicos que não compreenderam e foram tentados pelo diabo”, afirmou o pontífice.

Francisco esteve em Caserta, em 26 de julho, para celebrar uma missa em honra à padroeira Santa Ana diante de 200 mil católicos.

Desta vez Francisco retornou para se reunir com a comunidade de pentecostais da cidade ao norte de Nápoles e com 350 protestantes vindos de todas as partes do mundo. Ele pediu que os cristãos se unam na diversidade.

“O Espírito Santo cria diversidade na Igreja. A diversidade é bela, mas o próprio Espírito Santo também cria unidade, para que a Igreja esteja unida na diversidade: para usar uma palavra bonita, uma diversidade reconciliadora”, assinalou.

O Papa também pediu que os cristãos ajudem os mais fracos e os necessitados, e que caminhem ao lado de Deus.

“Não compreendo um cristão que está quieto, o cristão deve caminhar. Há cristãos que caminham ao lado de Jesus, mas em alguns momentos não caminham na presença de Jesus. Isto é porque são cristãos que confundem caminhar com andar, são errantes”, ponderou.

Após o ato, que durou cerca de hora e meia, o Papa almoçou com a comunidade, divulgou a Santa Sé em comunicado.

Francisco saiu esta manhã de helicóptero da Cidade do Vaticano e aterrissou em Caserta às 10h15 (05h15 de Brasília), no heliporto da Escola de Suboficiais da Aeronáutica Militar italiana no Palácio Real de Caserta e seguiu de carro até a casa do pastor.

Após esta conversa privada, os dois religiosos foram de carro à igreja evangélica da reconciliação de Caserta, onde alguns fiéis curiosos aguardavam a chegada do papa.

Francisco os cumprimentou antes de entrar na igreja, onde a reunião aconteceu longe das câmeras.

* * *

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O ecumenismo de Francisco.

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22 julho, 2014

O Papa e os “cardeais pedófilos”: outro indício de que Francisco está em guerra com o Vaticano.

Por Damian Thompson – The Spectator | Tradução: Fratres in Unum.com – A bomba de hoje no The Catholic Herald diz: ‘Vaticano em polvorosa enquanto o Papa Francisco concede uma nova entrevista explosiva’. A entrevista, com La Repubblica, citava Francisco dizendo que seus conselheiros lhe teriam dito que dois por cento do clero eram pedófilos — incluindo ‘bispos e cardeais’. The Independent correu com a manchete: ‘Papa Francisco: ‹‹ um em 50 ›› padres, bispos e cardeais católicos é pedófilo’.

O que me fascina é a reação da Sala de Imprensa do Vaticano, que mergulhou totalmente no modo “Não entre em pânico”. Pe. Federico Lombardi, o desafortunado porta-voz, observou que o entrevistador de La Repubblica, Eugenio Scalfari, (a) não usou um gravador, (b) não tomou notas, mas confiou em sua memória e (c) tem 90 anos de idade.

O que é tudo a verdade. Mas também é verdade que no último mês de setembro, Francisco deu uma primeira entrevista a Scalfari — um ateu, diga-se de passagem –, nas mesmíssimas condições. O que produziu manchetes sensacionalistas: Francisco supostamente chamou a corte do Vaticano de ‘a lepra do papado’, e o pobre Lombardi teve que correr dizendo, espere aí!, não havia notas, Scalfari é velho, etc.

Então, por que Francisco recorreu de novo a Scalfari? Eu estimo que a impossibilidade de se checar as citações lhe cai bem. Ele pode expressar suas opiniões de que o Vaticano está se arrastando com bajuladores de duas caras e que os pervertidos sexuais são tão numerosos no clero a ponto de alcançar o nível de um cardeal — embora reserve para si espaço de manobra ao permitir a possibilidade de que foi citado erroneamente. Ele é um jesuíta, no fim das contas. Assim como Lombardi, mas é óbvio quem está sendo mais jesuítico aqui.

O pano de fundo para isso é a guerra do Papa ao Vaticano. Eu acho que ele odeia aquele lugar. E é interessante que ele tenha colocado enorme poder nas mãos do Cardeal George Pell, que também é cheio de desprezo pelos gananciosos carreiristas de lá. Minha aposta é que as reformas, quando vierem, serão brutais.

12 julho, 2014

O ecumenismo de Francisco.

Francisco e Brian.

Francisco e Brian.

“Eu não estou interessado em converter os evangélicos ao catolicismo. Eu quero que as pessoas encontrem Jesus em suas próprias comunidades. Há tantas doutrinas que nunca chegaremos a um acordo. Não gastemos nosso tempo a respeito delas. Em vez disso, falemos sobre como mostrar o amor de Jesus.”Declaração atribuída ao Papa Francisco pelo embaixador global da Aliança Evangélica Mundial, Brian C. Stiller.

* * *

Os especialistas em desabonar notícias que desagradam, certamente, não tardarão em agir. De nossa parte, esperamos que a Sala de Imprensa da Santa Sé venha a público desmentir o pseudo pastor, que representa, dizem, cerca de 600 milhões de protestantes. No entanto, o homem parece gozar de boa relação com Francisco. Ambos já se reuniram duas vezes no curto pontificado de Bergoglio, sendo o último encontro — no qual as palavras acima teriam sido proferidas — um almoço de três horas. Arriscaria o pastor perder a amizade com o bispo de Roma, atribuindo-lhe falsamente tal frase?

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21 junho, 2014

Católicos e o Ecumenismo – considerações do Cardeal Siri.

Por Rorate-Caeli | Tradução: Teresa M. Freixinho – Fratres in Unum.com - [A] diferença entre católicos e não católicos, por mais que eles desejem a fraternidade, reside no nível da Fé. Precisamos ter a coragem de dizer isso e dizê-lo continuamente. O uso de táticas evasivas (mesmo que educadas), que obscurecem todas as fronteiras em um crepúsculo embaçado que elimina os aspectos embaraçosos, não está colocando o ecumenismo em prática.

Principal líder da comunidade anglicana dá uma suposta benção sacerdotal ao Papa. Igualmente, o líder foi abençoado pelo Papa. Roma, 16 de junho de 2014

[O ecumenismo verdadeiro] é aquele em que, com o exercício da virtude, sacrifício pessoal, paciência inflexível e terna caridade, os termos são estabelecidos claramente. Haveria acaso um retorno à plena unidade entre os crentes em que o caminho seja pavimentado de incompreensões e meias-verdades?

Evidentemente, é claro que esta ponte – [o verdadeiro entendimento e a aceitação plena do] primado de Roma – precisa ser atravessada e, se não o for de maneira consciente, a meta do verdadeiro ecumenismo não será alcançada. E aqui surge o perigo real sobre esse tema empolgante. Há algumas pessoas que representam esse perigo ao transformarem o ecumenismo em uma confusão de doutrina retalhada. Há escritores que abusam do nome de teólogo ou da dignidade da erudição para minar, uma após a outra, as verdades da Fé Católica, violando e ignorando o Magistério. Eles criam dúvida com relação ao conhecimento de que a verdade de Deus é una e perfeita, e se ela for negada em um ponto – tal é a sua lógica e harmonia interiores – é inevitável que o resto [também] seja negado.

Eles não compreendem que Deus confiou tudo ao Magistério, que é tão certo e divinamente garantido que podemos afirmar, «quod Ecclesia semel docuit, semper docuit» [Que aquilo que a Igreja ensina uma vez, ela ensina sempre.] Talvez eles também tenham esquecido que a visibilidade da Igreja e sua realidade humana não a comprometem de jeito algum, e a mão de Deus é demonstrada no fato de que, caso ela fosse confiada a mãos humanas, ela já estaria morta desde os tempos imemoriais e não estaria de pé nos dias de hoje.

Nossos irmãos estão nos aguardando, mas eles estão aguardando à luz do dia, não em meio às sombras incertas da noite.

Cardeal Giuseppe Siri

Renovatio, XII (1977), livreto 1, pp. 3-6

[Fonte On-line: Blog Cordialiter, Traduzido a partir da tradução para o inglês de: Francesca Romana. Osservatore Romano imagens recolhidas pelo Sr. Christopher Lamb, do The Tablet.]

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6 junho, 2014

Dom Fellay (FSSPX) fala sobre o Papa Francisco: “Ele leu duas vezes a biografia do Arcebispo Lefebvre – e gostou.” E outras importantes revelações.

Por Rorate-Caeli| Tradução: Fratres in Unum.com* – Em visita à cidade francesa de Fabregues no dia 11 de maio (dia seguinte a esta postagem), o Superior Geral da Sociedade de São Pio X, Bispo Bernard Fellay, falou detalhadamente sobre diversos assuntos de relevância para a Fraternidade. A parte mais importante foi a relacionada à pessoa do Papa Francisco:

Marcel Lefebvre, the biography - Mons. Bernard T. de Mallerais

Marcel Lefebvre, the biography – Mons. Bernard T. de Mallerais

O papa atual, por ser um homem prático, olha as pessoas. O que uma pessoa pensa, em que acredita, é, no fim das contas, indiferente para ele. O que importa é que esta pessoa seja compreensiva de acordo com sua visão, ou, pode-se dizer, que pareça correto para ele.

Por essa razão, ele leu duas vezes o livro do Bispo Tissier de Mallerais sobre o Arcebispo Lefebvre, cujo conteúdo o agradou; ele é contrário a tudo o que representamos, mas sua vida, isso o agradou. Quando, enquanto Cardeal, ele estava na América do Sul, o Superior do Distrito [Pe. Christian Bouchacourt] veio solicitá-lo por causa de um favor de ordem administrativa, sem relação com a Igreja; um problema de visto, de residência permanente. O governo argentino, que é muito esquerdista, se vale do acordo estabelecido para proteger a Igreja, com a finalidade de contrariar-nos de maneira bastante séria, e nos diz, “vocês dizem ser católicos. Desse modo, vocês necessitam da assinatura do bispo, a fim de que possam residir no país.” O Superior do Distrito, então, veio apresentar-lhe o problema: havia uma solução simples, que seria declararmo-nos uma igreja independente [perante a lei civil], mas nós não queríamos, porque somos católicos. E o Cardeal disse-nos, “não, não, vocês são católicos, isto é evidente; eu os ajudarei;” ele escreveu uma carta ao governo em nosso favor, governo este tão esquerdista que fez a manobra de buscar uma carta de oposição por meio do núncio. Assim, empate de zero a zero. Agora ele é o papa, e nosso advogado teve a oportunidade de ter um encontro com o Papa. Ele lhe disse que o problema com a Fraternidade persistia, e pediu-lhe que benevolamente designasse um bispo na Argentina junto de quem poderíamos resolver o problema. O Papa disse-lhe, “Sim, o bispo sou eu, eu prometo ajudar, e eu o farei.”

Ainda estou esperando por isso, mas de qualquer modo ele o disse, da mesma forma que afirmou, “aquelas pessoas, elas acham que vou excomungá-las, mas estão enganadas;” ele disse outra coisa interessante: “Eu não vou condená-los, e eu não impedirei ninguém de visitá-los” [literalmente, “d’aller chez eux”.] Mais uma vez, quero esperar para ver.

* Nosso agradecimento a um gentil leitor pela tradução fornecida. A íntegra da conferência de Dom Fellay pode ser lida aqui.

4 junho, 2014

O celibato do Papa Francisco.

Por Padre Nuno Serras Pereira – 1. Eu confesso que não estava habituado (culpa minha, ou dos outros Papas que conheci?) a declarações e gestos papais improvisados que se prestam invariavelmente grandes ambiguidades.

Um dos mais recentes foi o da concelebração e do beija-mão de Francisco a um sacerdote activista marxista e promotor de depravações sexuais de homens com homens e de mulheres com mulheres. O que me provocou maior perplexidade não foi, nem por sombras, o facto do Papa beijar a mão a um sacerdote, coisa, de resto, que S. Francisco de Assis fazia, por reverência à Santíssima Eucaristia, a qualquer Padre, por maior pecador que fosse. Nestes gestos de enorme devoção ao Santíssimo Sacramento, que naquele tempo só podia ser tocado por mãos sacerdotais, S. Francisco afirmava contra os hereges cátaros e albigenses a validade da Eucaristia, com a consequente presença real de Jesus Cristo em Corpo, Alma e Divindade, na aparência do pão e do vinho, independentemente da virtude e santidade do sacerdote que a celebrava. Deus que se quis e quer dar a nós não podia, não queria, ficar dependente das disposições do ministro do Sacramento para o fazer – tanto mais que assim o fiel nunca saberia se tinha participado ou não do Sacrifício único do Redentor, que se torna presente na celebração da Missa, se tinha ou não comungado com o Senhor (isto não significa, de modo nenhum, que o sacerdote que celebre em pecado mortal o deva fazer; pelo contrário, comete um gravíssimo sacrilégio se assim procede).

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