Posts tagged ‘Administração Apostólica’

12 junho, 2015

Novidades dos tradicionalistas no Brasil.

Por Manoel Gonzaga Castro* – FratresInUnum.com: O mês de maio foi prenhe de boas notícias para os católicos ligados à liturgia tradicional do sistema Ecclesia Dei/Summorum Pontificum.

Conforme noticiado, 3 de maio foi de fato o último dia da Santa Missa em sua forma extraordinária na Capela do Colégio Monte Calvário em Belo Horizonte, porém Dom Fernando Rifan conseguiu obter do arcebispo Dom Walmor Oliveira de Azevedo um novo local para essas celebrações na capital mineira. Dessa forma, sem interrupção, já em 10 de maio, domingo, o excelso sacrifício foi oferecido na Capela do Colégio Santa Maria. Mais informações sobre o local e os horários das missas em: http://missatridentinabh.blogspot.com.br/

Essa é, sem dúvida, uma excelente notícia para todos os fiéis frequentadores da forma extraordinária em Belo Horizonte, ainda mais considerando a intensificação das visitas dos padres da Administração Apostólica São João Maria Vianney a essa cidade.

Proibido de atuar na capital mineira por Dom Walmor, também como  noticiado, o IBP tem estudado uma expansão para o Nordeste, em locais não atendidos pela Administração. Como palestrante do 1º Congresso Montfort do Nordeste, o Pe. Luiz Fernando Pasquotto esteve recentemente em Recife, onde pôde travar contato com algumas dezenas de fiéis interessados na liturgia tradicional.

Para o maior bem da Santa Igreja, tomara que o IBP consiga se expandir para o Nordeste, dado seu relativo insucesso no Sudeste, muitas vezes motivado por questões não eclesiais.

Bem articulado em todos os seguimentos de tradicionalistas regulares, finalmente, o Pe. Jefferson Pimenta foi nomeado pároco pela Diocese de Santo André. Sua via crucis foi longa. Em um período de cerca de um ano, Pe. Jefferson – que celebra obedientemente as duas formas do rito romano – foi removido duas vezes de posto. Primeiro, da Paróquia Nossa Senhora da Prosperidade, onde empreendia uma grande reforma arquitetônica, e depois da Paróquia São Francisco de Assis. Isso afetou o apostolado do Pe. Jefferson com a forma extraordinária, porque ele acabou afastado de sua base de fiéis desejosos dessa missa, quando foi finalmente transferido para a Paróquia São Judas Tadeu, que fica em Ribeirão Pires – distante cerca de 30Km.

Apesar das dificuldades, Pe. Jefferson iniciou corajosamente o apostolado da forma extraordinária na Paróquia São Judas e agora,  conforme noticiado por Fratres in Unum, terá um novo bispo que, esperamos e rezamos, apoiará suas iniciativas.

Por fim, surgem rumores fortíssimos de que o Pe. Edivaldo Oliveira, considerado filho do falecido e polêmico Professor Orlando Fedeli, está começando uma nova obra, a Fraternidade São Mauro. Segundo os rumores, a nova fraternidade gozará do privilégio de uso exclusivo do chamado Rito Tridentino e receberá vocações masculinas e femininas. A vida religiosa feminina seria comandada pela viúva Ivone Fedeli, segundo informações ainda não oficialmente confirmadas desta que seria uma grande notícia!

Por ora, não há nenhum comunicado público do Reverendíssimo Pe. Edivaldo Oliveira a respeito de qual bispo autorizaria a existência da Fraternidade São Mauro, quais seriam suas prerrogativas e sobre como ela funcionaria.

O Pe. Edivaldo permanece incardinado na Diocese de Ciudad del Este, onde foi ordenado, em em 17 de agosto de 2013, por Dom Rogelio Livieres, que foi vítima de uma dramática deposição em setembro de 2014. Apesar de diocesano de Ciudad del Este, Pe. Edivaldo tem intensa atuação no Brasil, onde permanece boa parte de seu tempo junto ao Colégio São Mauro, em São Paulo, e em Fortaleza.

No final de maio, Pe. Edivaldo celebrou a Santa Missa na Festa Anual da Montfort em Itapetininga, SP, e, com pompa e circunstância, liderou a peregrinação do Colégio São Mauro a Aparecida:

Padre Edivaldo com o Colégio São Mauro em Peregrinação à Aparecida, maio de 2015

Padre Edivaldo com o Colégio São Mauro em Peregrinação a Aparecida, maio de 2015

Rezemos para que a Santa Missa no rito tradicional, juntamente com uma sólida formação doutrinal e moral, seja sempre e cada dia mais difundida no Brasil!

* Fale com o autor: manoelgonzagacastro@gmail.com

7 maio, 2015

Dom Rifan sobre os recentes ataques à CNBB.

O BEBÊ E A ÁGUA DO BANHO

Por Dom Fernando Rifan, domfernandorifan,blogspot.com.br

Fonte: Bonum Certamen

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Tem havido ultimamente insultos à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, que me atingem também, pois dela faço parte por ser Bispo católico, pela graça de Deus, em plena comunhão com a Santa Igreja. A CNBB é o conjunto dos Bispos do Brasil que, exercem conjuntamente certas funções pastorais em favor dos fiéis do seu território (CIC cân. 447).  Conforme explicou São João Paulo II na Carta ApostólicaApostolos suos, é “muito conveniente que, em todo o mundo, os Bispos da mesma nação ou região se reúnam periodicamente em assembleia, para que, da comunicação de pareceres e experiências, e da troca de opiniões, resulte uma santa colaboração de esforços para bem comum das Igrejas”. “O Espírito Santo vos constituiu Bispos para pastorear a Igreja de Deus, que ele adquiriu com o seu próprio sangue” (At 20, 28).

Quero deixar bem claro que, por ser Bispo da Santa Igreja Católica, dou minha adesão a tudo o que ensina o seu Magistério, nas suas diferentes formas e na proporção da exigência de suas expressões doutrinárias, sem restrições mentais ou subterfúgios.

Em matéria de política ou questões sociais, minha posição é a da Doutrina Social da Igreja. Por isso, defendo a subordinação da ordem social à ordem moral estabelecida por Deus, a dignidade da pessoa humana, a busca do bem comum, a atenção especial aos pobres, a rejeição do socialismo e do marxismo, nas suas diferentes formas, o direito de propriedade, o princípio da subsidiariedade e os legítimos direitos humanos, principalmente a defesa da vida desde a concepção até o seu término natural.

Ademais, ainda na questão agrária, compartilho com a posição de São João Paulo II quando ensinou: “É necessário recordar a doutrina tradicional de que a posse da terra ‘é ilegítima quando não é valorizada ou quando serve para impedir o trabalho dos outros, visando somente obter um ganho que não provém da expansão global do trabalho humano e da riqueza social, mas antes de sua repressão, da exploração ilícita, da especulação e da ruptura da solidariedade no mundo do trabalho’ (Centesimus Annus 43). Mas recordo, igualmente, as palavras do meu predecessor Leão XIII quando ensina que ‘nem a justiça, nem o bem comum consentem danificar alguém ou invadir a sua propriedade sob nenhum pretexto’ (Rerum Novarum, 30). A Igreja não pode estimular, inspirar ou apoiar as iniciativas ou movimentos de ocupação de terras, quer por invasões pelo uso da força, quer pela penetração sorrateira das propriedades agrícolas” (Discurso aos Bispos do Regional Sul 1 da CNBB, na sua visita ad limina, 21março de 1995).

Assim, quem quer que defenda partidos ou grupos que pregam a revolução social, a luta de classes, o igualitarismo total, a negação do direito de propriedade e a ideologia de gênero, não me representa nem pode falar em meu nome nem em nome da Igreja.

Ademais, conforme ensina a Igreja, como Bispo, quero ter sempre uma “prudente solicitude pelo bem comum” (Laborem exercens, 20), “não estou ligado a qualquer sistema político determinado” (Gaudium et Spes, 76), não me intrometo no trabalho político, “por este não ser competência imediata da Igreja”, “nem me identifico com os interesses de partido algum”, ensinando, porém, os grandes critérios e os valores irrevogáveis, orientando as consciências e oferecendo uma opção de vida que vai além do âmbito político” (Bento XVI, Aparecida, 13-5-2007, Disc. Inaug. do CELAM).

Defendo a mesma posição do Catecismo da Igreja Católica quando diz: “Não cabe aos pastores da Igreja intervir diretamente na construção política e na organização da vida social. Essa tarefa faz parte da vocação dos fiéis leigos, que agem por própria iniciativa com seus concidadãos” (n. 2442).

Compartilho também com a posição do Papa Bento XVI, hoje emérito, quando ensinou que “a Igreja não tem soluções técnicas para oferecer e não pretende de modo algum imiscuir-se na política dos Estados, mas tem uma missão ao serviço da verdade para cumprir, em todo o tempo…” (Caritas in Veritate, 9).

É claro que, na crise atual, há quem não siga nessa matéria o critério do Magistério da Igreja. Mas são vozes fora do caminho, mesmo que muitas. Não se pode apoiá-las.

Se há pessoas na Igreja que não seguem seus ensinamentos, temos a obrigação de não segui-las e, se tivermos ciência e competência para tal, de respeitosamente manifestar isso aos Pastores da Igreja (CIC cânon 212, §3), ressalvando a reverência que lhes é devida.

É nesse último ponto que pecam gravemente alguns que se intitulam católicos. Na ânsia de defender coisas corretas, perdem o respeito devido às autoridades da Igreja e as desprestigiam, para alegria dos inimigos dela.

Junto com o combate ao erro, até querendo fazer o bem, acabam destruindo a autoridade, com ofensas, exageros, meias verdades e até mentiras, caindo assim em outro erro. A meia verdade pode ser pior do que a mentira deslavada.

Não quero dizer que não existam os erros que combatem. O que é preciso é evitar as generalizações, ampliações e atribuições indevidas e injustas, onde acontecem faltas ou excessos. A justiça e a caridade, mesmo no combate, são imprescindíveis. Qualquer pessoa não católica que lesse certos sites e postagens de alguns católicos críticos, injuriando os Bispos e autoridades da Igreja, certamente iria raciocinar: “é impossível que tais pessoas sejam católicas, pois não se fala assim da própria família!”.

Como diz o provérbio: “Não se pode jogar fora o bebê, junto com a água suja do banho!”.

17 abril, 2015

Católicos tradicionalistas sofrem novo revés em Minas Gerais.

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Missa Tridentina celebrada na capela do Colégio Monte Calvário, em Belo Horizonte.

Por Manoel Gonzaga Castro | Fratres in Unum.com: No dia 29 de janeiro, noticiamos que os católicos tradicionalistas de Minas Gerais haviam sofrido revezes em sua atuação.

Nesta semana, porém, houve novas notícias ruins para a Tradição em Minas. Até o momento, dia 3 de maio será o último domingo em que a liturgia tradicional será celebrada na capela do Colégio Monte Calvário. Para tanto, foi alegado um motivo prático – a falta de irmãs para cuidarem da capela daqui para frente.

Com isso, os fiéis tradicionais de BH ficarão sem local para serem atendidos pelo Padre Iris Mesquita, sacerdote diocesano, e pelos padres da Administração Apostólica São João Maria Vianney. Circula entre os fiéis a informação de que Dom Fernando Arêas Rifan, bispo responsável pela Administração, irá solicitar um novo local a Dom Walmor, arcebispo de Belo Horizonte, durante a Assembléia dos Bispos da CNBB que está ocorrendo em Aparecida.

Fratres in Unum pede orações a seus leitores para que a Missa Tridentina não seja interrompida na capital mineira. Que continue a ser oferecida em local apropriado e acessível e que ela se multiplique, apesar de tantas dificuldades.

 

24 fevereiro, 2015

Cresce o apostolado da Administração Apostólica São João Maria Vianney.

Por Manoel Gonzaga Castro | Fratres in Unum.com: No último dia 9 de fevereiro, Dom Fernando Arêas Rifan, bispo titular de Cedamusa e Administrador Apostólico da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney, celebrou a Santa Missa na Capela do Menino Jesus de Praga, que está localizada no centro de São Paulo e que já se consolidou como um ponto importante de irradiação da missa tridentina na capital paulista.

Dom Fernando Rifan e Papa Francisco.

Dom Fernando Rifan e Papa Francisco.

No sermão, o bispo pediu orações pelo apostolado da Administração Apostólica cuja presença tem sido solicitada em diversas partes do Brasil e cujo seminário, neste ano, conta com vinte e cinco novas vocações.

O responsável pelo apostolado da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney em São Paulo é o experiente sacerdote Jonas dos Santos Lisboa, por décadas pároco da pequena São Fidelis, no norte-fluminense, mas cuja missão em São Paulo contribuiu com a formação de outros sacerdotes para a celebração da Missa no Rito Tridentino: Dom Bruno Costa, jovem e combativo ecônomo do Mosteiro de São Bento — que em recente entrevista, provavelmente por influência de seu formador, declarou considerar Mons. Lefebvre “profético” –, e Padre Jefferson Pimenta, que atua na cidade de São Caetano do Sul (diocese de Santo André).

Ainda recentemente, Dom Odilo Cardeal Pedro Scherer, Arcebispo de São Paulo, nomeou Padre Jonas como capelão da Santa Luzia, de modo que ele agora está responsável por toda a vida pastoral da capela — o que inclui o atendimento geral dos fiéis e celebrações segundo a forma ordinária.

Dom Fernando Rifan pediu também orações por sua viagem a Belém, PA, onde travará contato com Dom Alberto Taveira, arcebispo local.

Taveira já celebrou Missa Pontifical na forma extraordinária em 2010 com o Instituto do Bom Pastor. Todavia, um discurso por ele proferido no recém concluído Congresso Nacional da Renovação Carismática em Aparecida, SP, causou perplexidade entre os próprios carismáticos, que lamentaram o que entenderam como uma crítica do Arcebispo a uma guinada do movimento ao “conservadorismo”, com práticas como o uso do véu e a comunhão de joelhos. É de se esperar e rezar, portanto, que o contato de Dom Alberto Taveira com os chamados “tradicionalistas” possa ser útil à superação de alguns preconceitos muito comuns entre o clero brasileiro.

Capela do Colégio do Monte Calvário, em Belo Horizonte, lotada para a Santa Missa do último domingo.

Capela do Colégio do Monte Calvário, em Belo Horizonte, lotada para a Santa Missa do último domingo.

Em dezembro de 2014, também visitaram a capital do Pará o Superior do Instituto do Bom Pastor, Padre Philippe Laguérie, junto com o presidente da Associação Cultural Montfort, o Sr. Alberto Zucchi, o que é sinal da existência de um incipiente movimento tradicionalista na cidade.

O Administrador Apostólico informou também que se planeja realizar um Congresso Eucarístico em Belém em 2016 e que provavelmente ele será o responsável pela celebração da forma extraordinária nesse congresso.

Em tempo: no último domingo, 22, a Administração Apostólica disponibilizou dois sacerdotes para a missa tridentina na Capela do Colégio do Monte Calvário. Graças a Deus, apesar dos recentes reveses sofridos pelo movimento tradicionalista na capital mineira, os fiéis ligados à liturgia tradicional seguem sendo atendidos em Belo Horizonte. A celebração contou com aproximadamente 300 fiéis.

18 novembro, 2011

Rio de Janeiro: Missa Pontifical na Antiga Sé.

Foi celebrada ontem uma Missa Pontifical na igreja Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé, no Rio de Janeiro, por ocasião do encerramento do II Encontro Summorum Pontificum, um empreendimento conjunto entre a Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney e a Arquidiocese do Rio de Janeiro. A Santa Missa, celebrada por sua Excelência Reverendíssima Dom Fernando Arêas Rifan, contou com a participação do Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, do Bispo de Guaranhus, Dom Fernando Guimarães, e do Bispo-auxiliar emérito do Rio de Janeiro, Dom Karl Joseph Romer.

Mais fotos em Salvem a Liturgia!.

6 setembro, 2011

Faleceu Monsenhor José Possidente.

Fonte: Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney

Com profundo pesar, comunicamos o falecimento de Exmo. e Revmo. Monsenhor Emanuel José Possidente, Vigário Geral emérito da Administração Apostólica S. J. Maria Vianney e Diretor Espiritual de nosso Seminário.

Monsenhor José passava uns dias com seus familiares em Volta Redonda, foi internado ontem no Hospital da Unimed, e faleceu hoje pela manhã.

O corpo será trazido para Campos, será velado durante a tarde e à noite no Seminário da Imaculada Conceição, e amanhã às 05:30 da manhã será levado em cortejo para nossa Igreja Principal, onde será celebrada a Santa Missa Pontifical de Requiem por sua Exa. Revma. Dom Fernando Arêas Rifan às 08:00.

Logo após a Santa Missa será feito o sepultamento na Capela da Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo, no Cemitério do Caju, em Campos.

Elevamos ao Coração Misericordioso de Jesus nossas súplicas pelo descanso eterno de nosso muito amado Monsenhor.

Encomendamos sua alma às Mãos Maternais de Nossa Senhora de quem ele sempre se mostrou filho confiante, e apóstolo dedicado.

Campos, 06 de setembro de 2011

Pela Administração Apostólica,

Pe. Gaspar Samuel Coimbra Pelegrini

* * *

Enviamos aos familiares e à Administração Apostólica nossos sentimentos de pesar.

O leitor pode recordar as sábias palavras de Mons. Possidente neste sermão de 1996. Seu nome também foi lembrado neste blog em outras ocasiões [aqui e aqui].  Requiem aeternam dona ei, Domine, et lux perpetua luceat ei. Requiescat in pace. Amen.

24 abril, 2011

Foto da semana.

Forma extremamente ordinária: Padre Hélio Marcos da Silva Rosa, da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney, celebra missa em Cardoso Moreira, RJ, no “Cerco de Jericó”.

Fonte: Paróquia São José.

5 abril, 2011

Padre Leonardo Holtz em entrevista exclusiva ao Fratres in Unum.

Primeiramente, padre Leonardo, muito obrigado por ter aceitado o nosso convite. Por favor, apresente-se aos nossos leitores.

Padre Leonardo Holtz

Padre Leonardo Holtz

Bem, eu me chamo Padre Leonardo Holtz Peixoto. Nasci no Rio de Janeiro, na Rua do Bispo, aos 11 dias do mês de fevereiro de 1980. Fui criado no subúrbio do Rio, no bairro de Inhaúma e freqüentei a Paróquia de São Tiago. Lá recebi os sacramentos da iniciação cristã e também comecei a descobrir a minha vocação.

Conte-nos como o senhor discerniu a sua vocação e como foi a sua entrada no seminário.

Eu devia ter uns 13 anos de idade e fui com minha família participar de um retiro de carnaval da RCC – Renovação Carismática Católica – pregado pelo Mons. Jonas Abib no Maracanãzinho. Contudo, o início do meu chamado vocacional NADA teve a ver nem com a RCC nem com a pregação do Mons. Jonas Abib, mas com uma solene bênção do Santíssimo Sacramento que houve por lá. Lembro-me que eu estava nas arquibancadas do ginásio, quando o Santíssimo Sacramento passou em procissão, sob o pálio, acompanhado de carrilhões, velas, muito incenso e um magnífico cortejo. Quando dei por mim, estava já chorando e de joelhos. Digo sempre que minha vocação começou pela EUCARISTIA.

Como era o ambiente do seu seminário diocesano?

O ambiente do seminário era bem diversificado, como já se podia esperar de um lugar com tantos candidatos de lugares e formação diferentes. Havia seminaristas mais e menos piedosos. A disciplina do seminário não era de todo má. Contudo, o comportamento de alguns era inaceitável para um cristão, especialmente se esse cristão almejava algo tão sublime como o sacerdócio. Algumas vezes surgiam algumas conversas e atitudes impróprias por parte dos seminaristas, mas nenhuma medida mais enérgica era tomada. Por diversas vezes eu era tido como “anti-social” por ficar recluso na minha cela e não querer participar de tais momentos.

A semana de oração pela unidade dos cristãos era algo que me revoltava dentro do seminário. Não entendia como se podia chamar os hereges protestantes para pregar dentro de um seminário católico.

E o interesse pela Tradição da Igreja, como surgiu?

Surgiu na biblioteca do seminário. Descobri uma sessão de livros antigos na biblioteca que me causaram interesse. Um em particular: um livro vermelho e grande, com o título “Missale Romanum” na lombada. Havia também breviários e rituais romanos. Infelizmente, quando alguém percebeu esse interesse pelos livros antigos, fui proibido de retirá-los da biblioteca. Mas eu ainda poderia consultá-los na própria biblioteca. Foi aí que um dia, quando cheguei à biblioteca, toda a estante havia desaparecido sob o “pretexto” de um vazamento que, curiosamente, apareceu exatamente sobre a estante dos livros tradicionais.

Havia outros dois colegas de seminário que se interessavam pela tradição. Nós três rezávamos, às vezes, escondidos, o ofício de completas no rito de S. Pio V à noite. Um desses colegas era o Padre Fábio Calixto da FSSPX. O outro, pouco tempo depois, escandalizado, saiu do seminário.

Quando o senhor assistiu pela primeira vez a Santa Missa Tradicional? Conte-nos também quando foi a primeira vez que o senhor a celebrou.

A primeiríssima Missa de Sempre que assisti, foi na igreja do Outeiro da Glória, no aniversário de Sua Alteza imperial e Real, o príncipe Dom Luis de Orleans e Bragança, celebrada pelo Reverendo e finado Padre Hélio Buck Júnior. A primeira Missa Tradicional que celebrei foi 4 dias depois de minha Ordenação Sacerdotal, na casa dos irmãos da Toca de Assis em Madureira. Eu já vinha treinando como diácono sozinho em casa.

O senhor teve contato com outros institutos tradicionais, tendo ainda como seminarista procurado a recém erigida Administração Apostólica. Como foi esta experiência?

Sim, tive contato com a Administração Apostólica e também com o IBP (Institut du Bon Pasteur). Quando diácono, em 2002, estive presente à Sagração de Dom Rifan. Logo após, fui visitá-lo e pedi ingresso na Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney. Dom Rifan na ocasião me disse que era melhor eu continuar na Arquidiocese do Rio, pois eu podia fazer um bom apostolado por lá e ser uma influência tradicional em meio ao clero carioca. Francamente, não entendi como ele podia ter rejeitado um futuro padre tradicional, já que havia tão poucos, e que era tão difícil conservar a tradição em meio ao modernismo.

Quanto ao IBP, foi no ano de 2007 que eu implantei a Missa de Sempre na paróquia onde eu era pároco – São Judas Tadeu – no bairro de Senador Vasconcellos. É claro que é uma ilusão achar que a Missa de Sempre pode conviver pacificamente com a missa nova; chega uma hora que os abusos da missa nova se contrastam com o esplendor da Missa de Sempre. Foi nesse momento que, sob muita pressão, resolvi pedir ao Cardeal Dom Eusébio para deixar a paróquia e ir para o IBP. O Cardeal concedeu e, então, viajei para São Paulo.

Outra decepção…?

Sim, outra decepção! E não podia ser diferente do jeito como o IBP nasceu. O IBP é fruto do êxodo de alguns padres da FSSPX. Às vezes, de dentro, eu percebia no IBP uma preocupação maior em criticar a FSSPX do que promover a Missa de Sempre. Outra relação delicada em São Paulo era a relação Montfort-IBP. Em parte deixei São Paulo por não concordar com a demasiada influência da Montfort na casa onde o IBP residia. Também notava que a função do sacerdote ali era ser “máquina” de sacramentos.

Como era a sua vida de padre diocesano, tendo já conhecido os tesouros da Igreja mas ainda obrigado a celebrar o Novus Ordo Missae?

Esse era um verdadeiro dilema! Por um lado havia a consciência de que eu era um pároco de uma diocese progressista, numa paróquia progressista e com pensamentos que iam contra tudo o que se pensava na diocese. Era uma verdadeira “ginástica” para ensinar a tradição, num meio modernista sem ser demasiado modernista. Algumas vezes eu tive que fazer concessões (como, por exemplo, o Cerco de Jericó), afinal, se quisermos fazer a tradição ser amada e conhecida, não a podemos impor, mas sim anunciá-la paulatinamente.

O senhor chegou a expressar suas convicções e perplexidades aos seus superiores, pedindo esclarecimentos e atitudes? E como elas foram recebidas?

Sim. Escrevi cartas tanto a Dom Eusébio como a Dom Orani, e também tivemos colóquios pessoais. Dom Eusébio não recebeu muito bem, mas já Dom Orani, foi muito paternal e acolheu muitíssimo bem. Na verdade, nada me faz mudar de idéia de que Dom Orani SEMPRE esteve muito bem intencionado, contudo, cercado das pessoas erradas.

E o que especificamente o levou a optar pela Fraternidade de São Pio X?

Primeiramente pela minha veneração desde os tempos de seminarista à pessoa de Mons. Marcel Lefébvre. Inclusive, alguns colegas de turma me apelidaram de “Lefébvre” no seminário. Mas, o real motivo foi que ao analisar as posturas da Administração Apostólica, do IBP, do Instituto Cristo Rei e da FSSP (Fraternidade Sacerdotal São Pedro), percebi que não há como manter a tradição da Igreja hoje, a não ser na FSSPX. A grande realidade é que não há como dialogar com o modernismo. Todos os que tentaram ficar na dita “legalidade” foram amordaçados e não preservaram a fé e a doutrina. Afinal, não celebramos a Missa de Sempre apenas por uma questão estética ou como uma das muitas opções válidas, mas porque cremos firmemente que a Missa Tradicional é uma autêntica profissão da fé católica.

Quem mais o auxiliou nesse itinerário de pedido de ingresso na Fraternidade?

Capela de São Sebastião em Arraial Novo.

Capela de São Sebastião em Arraial Novo.

Primeiramente, aquele meu amigo de seminário que foi para a FSSPX, o Padre Calixto, sempre que vinha de férias na casa da família, no Rio, ia me visitar. Certa vez ele me convidou a ir conhecer a capela de Dom Lourenço, em Niterói e eu fui. Mas efetivamente, todo esse movimento em direção à FSSPX começou incrivelmente pelo meu finado Orkut. Ali eu postava minhas fotos e meus pensamentos tradicionais. E não hesitava em dizer o que era preciso e não o que as pessoas gostam de ouvir. Atraía diariamente muitos ‘scraps’, alguns de crítica e outros de incentivo. Um jovem de Rondônia certa vez me deixou o seguinte recado: “Padre, acho que encontrei uns primos seus e são todos da Tradição. Vou verificar e falo para o senhor depois”. Ele verificou e era verdade. Eu fiquei encantado! São os fiéis de Arraial Novo, em Bom Jesus do Itabapoana, estado do Rio. Essa comunidade é atendida pelos padres da FSSPX de São Paulo e pelos Monges do Mosteiro da Santa Cruz, em Nova Friburgo.

Quando Dom Tomás de Aquino, prior do mosteiro, ficou sabendo de um padre que desejava ser tradicional no Rio de Janeiro, apareceu na minha casa no Rio para uma visita. E assim, continuamos em contato. Uma semana antes da visita de Dom Tomás, recebi com alegria o telefonema do Padre Rodolfo Eccard, da FSSPX, que desejava ir conversar comigo. Ele foi até minha paróquia, onde conversamos e, depois, almoçamos juntos.

Depois disso estive uma vez em Niterói, onde conversei e almocei com o padre Rodolfo e com Dom Lourenço. Na semana seguinte, recebi em casa a visita do padre Daniel Maret, que estava impressionado com minha história e me convidou para a FSSPX. Em julho do ano passado, passei uma semana no Mosteiro da Santa Cruz, onde fiz um retiro espiritual.

O senhor esteve em La Reja. Conte-nos mais sobre o ambiente que o senhor encontrou por lá.

Bem, encontrei o seminário que eu imaginara nos meus sonhos – uma capela digníssima e jardins celestiais. Um ambiente alegre e descontraído e, ao mesmo tempo, sério e piedoso. Infelizmente, muita gente pensa que para ser “tradicionalista” a gente tem que ficar de cara séria e andar duro feito um robô. Queremos conservar a tradição, não ser Arautos do Evangelho!

Os padres possuem uma serenidade – a serenidade de quem tem a consciência tranqüila diante de Nosso Senhor, por estar transmitindo a VERDADE que Ele nos ensinou. Os bispos, Dom Tissier e Dom Galarreta são uma simpatia. A simplicidade e a firmeza de Dom Tissier encanta; a elegância, a nobreza e a humildade de Dom Galarreta é o que todos esperam ver num prelado da Igreja. É ele quem serve os padres à mesa de refeição!

Qual foi a reação dos seus paroquianos e irmãos sacerdotes quando o senhor anunciou que deixaria a paróquia e até mesmo a diocese para procurar a  FSSPX?

Os paroquianos ficaram tristes. Pelo menos foi o que a maioria me disse (risos). O que me foi dito de forma quase unânime foi: “sentiremos falta dos seus sermões e dos seus ensinamentos (catecismo)”. Quanto aos padres, nem se aperceberam, pois como eu tratei direto com Dom Orani, creio que eles tenham sabido por agora.

Após o anúncio, o senhor teve um longo encontro com Dom Orani, que lhe fez uma proposta “tentadora”. Em que ela consistia?

Consistia em permanecer no Rio de Janeiro e conservar a liturgia e a doutrina tradicionais. Eu estaria desobrigado a celebrar a missa nova ou concelebrá-la; mesmo nas cerimônias da Catedral ou dos retiros do clero. Estaria desobrigado de ministrar qualquer sacramento conforme os novos rituais; poderia rezar o Breviarium Romanum no lugar da Liturgia Horarum; teria uma capelania EXCLUSIVA para executar o meu apostolado tradicional no Rio de Janeiro e não estaria obrigado a aceitar a Campanha da Fraternidade ou qualquer outra iniciativa comunista, marxista etc.

Todavia, tudo não passou de palavras e o senhor não conseguiu colocar em prática aquilo que lhe fora assegurado. Conte-nos como isso ocorreu.

Como já disse aqui anteriormente, não creio que Dom Orani agiu de má fé. Ele é um homem bom, de princípios. Ele teve realmente intenção de ajudar. Inúmeras vezes me enviava mensagens de SMS para o celular, preocupado com a minha situação, o que era coisa inédita para mim. Sempre os bispos se colocavam em “pedestais” e eram quase intocáveis. De repente, aparece um bispo que tem o meu celular e eu o dele e que nos comunicamos facilmente por SMS! Infelizmente, não sei que conversas surgiram “ao pé do ouvido”. A impressão que eu tive é que tinham medo de que se eu, com meu pensamento tradicional, ficasse sozinho numa igreja própria, pudesse “abrir os olhos” de muitos fiéis para a verdade e isso causaria um grande “barulho” não só na diocese do Rio, mas no Brasil. Então, para me “moderar”, fui enviado a uma igreja onde já havia uma missa nova e uma celebração da palavra com um diácono permanente diariamente. Sobre o convívio do Novus Ordo com a Missa de S. Pio V, já manifestei minha opinião acima.

A igreja só funcionava de segunda à sexta-feira e fechava às 15h todo dia. O horário que me foi dado para celebrar era às 10 da manhã, impossível para quem trabalha ou estuda. Esse arranjo pareceu-me uma coisa matematicamente feita para desestimular paulatinamente.

Alguns acusaram-lhe de “abandonar a primeira paróquia pessoal do Brasil” — embora ela nunca tenha existido, sendo apenas um projeto — e de tomar decisões abruptas, como sua partida do Instituto do Bom Pastor, em São Paulo… Como o senhor responde a essas afirmações?

Foi bom você mencionar isso. Tal acusação infundada foi feita no sítio da Associação Cultural Montfort. Pessoalmente enviei uma réplica ao seu novo presidente, o Sr. Alberto Zucchi, mas, infelizmente, não foi, até o presente momento, postado meu comentário.

Primeiramente, a paróquia pessoal, como você bem disse, NUNCA existiu. E, na verdade, não havia um projeto de paróquia pessoal. Pelo menos, não num primeiro momento, mas de uma capelania ou reitoria exclusiva. Essa “paróquia pessoal”, no meu entender viria com o tempo de acordo com o crescimento da comunidade tradicional carioca.

Em segundo lugar, por “abrupto” eu entendo “de repente”, e isso é uma inverdade! Em nenhuma das duas ocasiões, como já mencionei aqui, deixei a arquidiocese abruptamente: na primeira, tive o pleno aval do Sr. Cardeal e desta última, já expus acima que escrevi uma longa carta e, posteriormente, tive uma longa conversa com Dom Orani. O que há de “abrupto” nisso? Quanto à minha saída dita “repentina” de São Paulo, para regressar ao Rio, isso também é, não só uma inverdade como uma injustiça, visto que eu conversei sobre esse assunto com o Prof. Orlando Fedeli. Eu não tinha condições psicológicas de continuar naquele lugar. Não concordava com suas posições, dependia deles materialmente e não tinha com quem desabafar. Fiquei numa angústia tão grande que tive uma paralisia no braço e na mão direita, por causa do sistema nervoso. Foi graças à generosidade do Sr. Stacciarini, que me levou ao hospital e pagou os meus medicamentos, que fui melhorando.

Muitos católicos esperam por tempos melhores, em que padres diocesanos efetivamente amem a Tradição e façam de suas paróquias núcleos fervorosos da verdadeira Fé. Alguns fiéis tradicionais do Rio lamentam o fato do senhor não ter oferecido a Missa Tradicional em sua paróquia ao menos aos domingos e dias de guarda, ainda que uma decisão posterior viesse a ser tomada em favor da opção exclusiva pelo rito antigo. Na qualidade de pároco, quais os maiores obstáculos que o impediram de transformar sua paróquia em uma referência nesse sentido?

Já mencionei aqui a minha experiência na Paróquia de São Judas Tadeu, na Zona Oeste do Rio, onde, como pároco, implantei a Missa Tradicional todos os Domingos. Foi justamente o choque que entre os dois ritos que me fez deixar a paróquia. Não quis repetir o mesmo fato na Paróquia Bom Pastor. Alguns poderão dizer que foi por respeito humano ou qualquer coisa similar, mas “quem estiver sem pecado, atire a primeira pedra” (Jo 8,7)

Muitos padres diocesanos hoje em dia reclamam da clericalização dos leigos e dizem até que eles mandam na paróquia. O padre seria apenas um dispensador de sacramentos enquanto os movimentos e pastorais seriam administrados por seus próprios coordenadores. O senhor sentiu isso na pele?

Sim e não! Tudo depende de como o padre se posiciona frente aos seus fiéis. Se o padre adotar a postura de um leigo e não fizer o que precisa ser feito, aí sim os leigos dominam. Sempre deixei claro isso em minhas duas paróquias. Várias vezes eu disse nas reuniões de conselho paroquial: “A Igreja não é, não foi e, no que depender de mim, jamais será democrática. Ela é hierárquica!”

Chegando agora à Fraternidade, como o senhor encara as discussões teológicas em andamento? É possível ter esperanças de um bom termo?

Com relação a isso, meu pensamento é o mesmo com relação ao Ecumenismo: só entendo o ecumenismo se for com a intenção de converter os hereges e chamá-los à verdadeira fé, assim, só aceito o “diálogo”, se for para abrir os olhos do progressismo e chamá-los à verdadeira doutrina. Caso contrário, tal diálogo não passa de um “chá das cinco”.

Enfim, Padre, antes de ser formalmente aceito como membro da FSSPX, o senhor passará por algum período de experiência? Quais são os planos para o futuro?

Bem, francamente, ainda não pensei muito sobre isso (risos). Estou num momento tão bom que nem pensei nisso. Todos estão dizendo que fiquei notoriamente mais “feliz”. De fato, parece que um pesado fardo me foi retirado das costas. Com relação ao futuro, prefiro não planejar, mas deixar nas mãos de Nosso Senhor. Afinal, foi Ele que me conduziu até aqui; Ele sabe o que faz.

Que mensagem final o senhor daria aos leitores do Fratres in Unum?

Aprendi na Teologia que há uma ignorância vencível e uma ignorância invencível. Aos leitores do Fratres eu diria, que quando permanecemos na ignorância vencível, isto é, quando temos condições de ver a luz e segui-la, mas por comodismo ou qualquer outro motivo não a seguimos, somos culpáveis em juízo. Portanto, busquem a verdade e, encontrando-a, amem-na. “Buscai o Senhor, enquanto ele se deixa encontrar” (Is 55,6) Deus abençoe!

20 setembro, 2010

Vídeos da Missa Pontifical celebrada ontem, no Rio de Janeiro, por Dom Fernando Arêas Rifan.

29 agosto, 2010

Summorum Pontificum no Brasil: Missa dominical no Rio de Janeiro.

Segundo o site da Paróquia Nossa Senhora de Fátima, da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney, uma missa solene pontifical de Dom Fernando Arêas Rifan, no dia 19 de setembro, às 09:00,  na Antiga Sé, iniciará a celebração dominical da Santa Missa no Rito Gregoriano no Rio de Janeiro. A igreja fica na Rua 1º de março, no Centro, e as demais celebrações ficarão  a cargo, por determinação do senhor arcebispo do Rio de Janeiro, da própria Administração Apostólica.